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	<title>Fernando Soares de Jesus &#8211; Geografia Opinativa</title>
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	<title>Fernando Soares de Jesus &#8211; Geografia Opinativa</title>
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		<title>O racismo no campo através de alguns números</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Jan 2021 18:45:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[da População]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Rural]]></category>
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					<description><![CDATA[O racismo estrutural pode ser visto em diversos aspectos da sociedade brasileira. Um levantamento da Agência Lupa revelou que, embora pretos e pardos sejam 56% da população brasileira, são 64% das pessoas sem emprego e 66% das pessoas que trabalham menos tempo que gostariam. Ainda, em 2018, 47,3% das pessoas pretas ou pardas ocupadas trabalhavam [&#8230;]]]></description>
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<p>O racismo estrutural pode ser visto em diversos aspectos da sociedade brasileira.</p>



<p>Um levantamento da <a href="https://piaui.folha.uol.com.br/lupa/2019/11/20/consciencia-negra-numeros-brasil/">Agência Lupa</a> revelou que, embora pretos e pardos sejam 56% da população brasileira, são 64% das pessoas sem emprego e 66% das pessoas que trabalham menos tempo que gostariam. Ainda, em 2018, 47,3% das pessoas pretas ou pardas ocupadas trabalhavam no mercado informal, enquanto entre brancos esse número é de 34,6%.</p>



<p>No campo, esse cenário não é diferente. </p>



<p>Para demonstrar isso, fizemos um cruzamento dos dados do Censo agropecuário (2017) com os da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio, e comparamos a proporção de população branca por unidade da federação com a proporção de pessoas brancas donas de lotes de terra acima de 1.000 ha.</p>



<p>Os resultados estão sintetizados a seguir.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img width="1024" height="1024" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-1-1024x1024.png" alt="Os estados da Região Sul apresentam a maior proporção de pessoas autodeclaradas brancas." class="wp-image-5484" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-1-1024x1024.png 1024w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-1-300x300.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-1-150x150.png 150w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-1-768x768.png 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-1-1000x1000.png 1000w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-1-120x120.png 120w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-1-520x520.png 520w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-1.png 350w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Os estados da Região Sul apresentam a maior proporção de pessoas autodeclaradas brancas.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="1024" height="1024" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-1024x1024.png" alt="Já entre os donos de grandes lotes de terra, a Região Centro-Oeste é aquela que concentra a maior proporção de população branca." class="wp-image-5487" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-1024x1024.png 1024w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-300x300.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-150x150.png 150w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-768x768.png 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-1000x1000.png 1000w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-120x120.png 120w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-520x520.png 520w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3.png 350w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Já entre os donos de grandes lotes de terra, a Região Centro-Oeste é aquela que concentra a maior proporção de população branca.</figcaption></figure>



<p>A comparação entre as duas figuras revela que a população branca é maioria entre os grandes proprietários de terra em quase todas as unidades da federação.</p>



<p>As maiores distorções ocorrem nos estados do Mato Grosso (MT), Bahia (BA) e Tocantins (TO). No MT, apenas 29% da população é autodeclarada branca. Já entre os grande proprietários, esse número é de 77%. Na Bahia, somente 19% da população é branca, enquanto que pessoas pertencentes a essa raça são donas de 60% dos grandes lotes de terra no estado. No Tocantins, os números são 20% para população geral e 61% para os grandes proprietários.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="350" height="350" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-1024x1024.png" alt="Mesmo que minoria nos estados do MT, BA e TO, brancos são largamente os que detém as maiores terras." class="wp-image-5488" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-1024x1024.png 1024w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-300x300.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-150x150.png 150w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-768x768.png 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-1000x1000.png 1000w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-120x120.png 120w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-520x520.png 520w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4.png 350w" sizes="(max-width: 350px) 100vw, 350px" /><figcaption>Mesmo que minoria nos estados do MT, BA e TO, brancos são largamente os que detém as maiores terras.</figcaption></figure>



<p>Quando analisamos os números nacionais, nossa hipótese fica ainda mais clara: dentre as propriedades com mais de 1.000 ha., 67,5% dos donos são brancos. Entre as propriedades com menos de 1 ha., 79,9% pertencem a pretos, pardos, indígenas ou amarelos.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="1024" height="1024" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/6-1024x1024.png" alt="Brancos são minoria apenas entre os proprietários de pequenos lotes." class="wp-image-5489" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/6-1024x1024.png 1024w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/6-300x300.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/6-150x150.png 150w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/6-768x768.png 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/6-1000x1000.png 1000w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/6-120x120.png 120w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/6-520x520.png 520w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/6.png 350w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Brancos são minoria apenas entre os proprietários de pequenos lotes.</figcaption></figure>



<p>Muitas são as possíveis causas para a essa desigualdade racial na divisão de terras do Brasil.</p>



<p>Devemos lembrar que, desde a divisão da América Portuguesa em Capitanias Hereditárias, europeus e seus descendentes tiveram acesso a doações de grandes porções de terra.</p>



<p>Mais tarde, em 1850, com a instituição da <strong>Lei das Terras</strong>, todas as terras ainda não habitadas do território brasileiro só poderiam ter uso para fins de cultivo e ocupação se compradas à vista do governo, o que privou muitos ao acesso democrático a um lote de terra para a sobrevivência e consolidou o modelo latifundiário no país.</p>



<p>Apenas 38 anos depois, em 1888, ocorreu a assinatura da Lei Áurea que, sem qualquer indenização aos ex-escravos, pôs fim ao regime de escravidão no país. Como essas pessoas, sem qualquer apoio financeiro, social e jurídico, poderiam comprar terras à vista?</p>



<p>Entende-se aí a gênese de mais um capítulo da desigualdade racial no Brasil, ainda tão presente em diferentes espaços e contextos sociais.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="1024" height="1024" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7-1024x1024.png" alt="" class="wp-image-5473" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7-1024x1024.png 1024w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7-300x300.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7-150x150.png 150w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7-768x768.png 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7-1000x1000.png 1000w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7-120x120.png 120w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7-520x520.png 520w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7.png 350w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
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		<title>E se as eleições brasileiras fossem como nos EUA?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Oct 2020 00:13:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[Estamos às vésperas das eleições para escolha do 46º presidente dos Estados Unidos da América. A disputa calorosa entre Joe Biden (Democratas) e Donald Trump (Republicanos) terá impactos diretos e indiretos nas eleições em diversos países, inclusive no Brasil. Mas, ao contrário das eleições brasileiras, onde o candidato com a maior parte dos votos válidos [&#8230;]]]></description>
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<p>Estamos às vésperas das eleições para escolha do 46º presidente dos Estados Unidos da América. A disputa calorosa entre Joe Biden (Democratas) e Donald Trump (Republicanos) terá impactos diretos e indiretos nas eleições em diversos países, inclusive no Brasil.</p>



<p>Mas, ao contrário das eleições brasileiras, onde o candidato com a maior parte dos votos válidos (excluindo brancos e nulos) é eleito, nos EUA as coisas funcionam de maneira um pouco diferente.</p>



<h2>O colégio eleitoral</h2>



<p>Nos EUA, cada estado tem direito a um número específico de delegados, que irão compor o colégio eleitoral. Esse número é igual ao total de representantes do estado nas duas câmaras do país: a Câmara dos Representantes  e o Senado. </p>



<p>Cada estado decide como dividirá seus votos. Em 48 deles, vigora o <em>&#8220;winner takes all&#8221;</em> (o vencedor leva tudo), o que quer dizer que quem vencer no estado ganha a totalidade dos votos dos delegados. Apenas nos pequenos Maine e Nebraska os votos podem ser divididos entre mais de um candidato.</p>



<p>A grande polêmica desse método é que é possível que um candidato seja menos votado nacionalmente, mas vença no colégio eleitoral.</p>



<p>Foi o que ocorreu em 2016, onde a democrata Hillary Clinton teve 65,8 milhões de votos, contra 62,9 milhões do republicano Donald Trump. No colégio eleitoral, todavia, a disputa ficou 304 delegados contra 227 a favor de Trump. </p>



<p>No estado da Flórida, por exemplo, Clinton teve 47,8% dos votos, contra 49% de Trump. Uma diferença mínima, mas que deu ao candidato republicano todos os 29 delegados do estado e deixou a democrata sem nenhum.</p>



<h2>Aplicando o modelo no Brasil</h2>



<p>Transpor o método americano para o Brasil fazem necessárias algumas adaptações. Primeiro, pois o funcionamento do nosso congresso é diferente. Para achar uma equivalência, vamos considerar que cada estado terá um número de delegados igual à soma do número de deputados federais e de senadores.</p>



<p>Assim, enquanto o mínimo de delegados nos EUA é 3, no Brasil esse número será bem maior: 11 (8 deputados, mais os 3 senadores). É o número de delegados de estados como Amazonas, Amapá ou Mato Grosso. Em contrapartida, enquanto que nos EUA a Califórnia é o estado com maior número de votos (55), no Brasil essa função caberá a São Paulo, com 73 delegados.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="527" height="494" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image.png" alt="" class="wp-image-5094" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image.png 527w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image-300x281.png 300w" sizes="(max-width: 527px) 100vw, 527px" /><figcaption>Colégio eleitoral no Brasil</figcaption></figure></div>



<p> </p>



<h3>Eleições 2018</h3>



<p>Nas últimas eleições, marcadas pela polarização política e pelas divisões regionais entre eleitores no Brasil, o candidato do PSL Jair Bolsonaro manteria sua vitória. Ao todo, o representante na extrema-direita galgaria 396 delegados, com vitórias em estados-chave como Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="556" height="475" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image-1.png" alt="" class="wp-image-5095" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image-1.png 556w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image-1-300x256.png 300w" sizes="(max-width: 556px) 100vw, 556px" /><figcaption>Bolsonaro seria eleito em 2018 com 396 delegados</figcaption></figure></div>



<p>O candidato do PT, Fernando Haddad, teria 173 delegados, com vitórias expressivas na Bahia e em Pernambuco. O candidato Ciro Gomes (PDT), teria os 25 delegados do estado do Ceará.</p>



<h2>Eleições 2014</h2>



<p>Em 2014, novamente, o resultado final das eleições pouco seria alterado. Dilma Rousseff (PT) seria eleita com 342 delegados, vencendo, além de nos estados &#8220;vermelhos&#8221; (Nordeste e Pará), disputas importantes em Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image-2.png" alt="" class="wp-image-5096" width="560" height="483" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image-2.png 560w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image-2-300x259.png 300w" sizes="(max-width: 560px) 100vw, 560px" /><figcaption>Dilma teria vitória mais expressiva sobre Aécio que aquela que ocorreu nas urnas</figcaption></figure></div>



<p>Aécio Neves (PSDB), apesar da vitória em colégios eleitorais importantes como São Paulo (73 delegados, aqui podendo ser considerado um estado &#8220;azul&#8221;) e Paraná, somaria apenas 213 delegados. Marina Silva (PSB), terceira colocada, galgaria 39 delegados com as vitórias em Pernambuco e Acre.</p>



<h2>Eleições 2010</h2>



<p>Em 2010, a vitória da candidata petista Dilma Rousseff seria ainda mais sólida que em 2014. Além de vencer em todos os estados que venceria posteriormente, Dilma venceu em Pernambuco e Espírito Santo, totalizando 383 delegados.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="555" height="475" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image-3.png" alt="" class="wp-image-5097" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image-3.png 555w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image-3-300x257.png 300w" sizes="(max-width: 555px) 100vw, 555px" /><figcaption>Marina Silva (PV), que alcançou 1/5 dos votos totais nas eleições, teria apenas 11 delegados.</figcaption></figure></div>



<p>O candidato do PSDB José Serra somaria apenas 200 delegados, mantendo os &#8220;<em>blue states</em>&#8221; e perdendo em estados-chave. Marina Silva, a despeito que ter alcançado quase 20% dos votos válidos nas eleições, teria apenas 11 delegados do Distrito Federal.</p>



<h2>Eleições 2006</h2>



<p>Em 2006, apenas dois candidatos dividiriam os delegados do colégio eleitoral: Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB). Lula seria eleito com 371 delegados, contra 223 do peessedebista. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="556" height="474" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image-7.png" alt="" class="wp-image-5102" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image-7.png 556w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image-7-300x256.png 300w" sizes="(max-width: 556px) 100vw, 556px" /><figcaption>Lula venceu no Nordeste e em grande parte do Norte e Sudeste.</figcaption></figure></div>



<p>É interessante notar que a vitória petista ocorreu mesmo com a derrota no Rio Grande do Sul (<em>swing state</em>). Apenas com a virada em dois outros hipotéticos <em>swing states</em> como Minas Gerais e Rio de Janeiro, ou em apenas um deles e mais alguns estados menores, como Amazonas, Rondônia e Acre, que a vitória de Alckmin seria viável.</p>



<h2>Eleições 2002</h2>



<p>Apenas nas eleições de 2002, dentre as analisadas, é que teríamos uma mudança no cenário com a adoção do sistema de colégio eleitoral.</p>



<p>A vitória de Luis Inácio Lula da Silva seria ainda brutal: o candidato teria 508 delegados entre os 594 possíveis. O que chama atenção é o derretimento de José Serra, segundo colocado nas urnas (23%) e que chegou a disputar o segundo turno contra Lula, que ocuparia a quarta posição, com apenas 12 delegados do estado do Alagoas.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="566" height="472" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image-8.png" alt="" class="wp-image-5103" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image-8.png 566w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image-8-300x250.png 300w" sizes="(max-width: 566px) 100vw, 566px" /><figcaption>A vitória esmagadora de Lula (PT) seria acompanhada por um &#8220;derretimento&#8221; do candidato do PSDB.</figcaption></figure></div>



<p>Garotinho (PSB) galgaria os 49 delegados do estado do Rio de Janeiro, enquanto que Ciro (PPS), novamente conquistaria os 25 delegados do estado do Ceará.</p>



<h2>Os <em>swing</em>, <em>red</em> e <em>blue states </em>no Brasil</h2>



<p>Nos EUA, denominam-de <em>red</em> ou <em>blue states</em> estados que historicamente votam sempre no mesmo partido. É um exemplo de <em>red state</em> o Texas e a Lousiana, com voto cativo no candidato republicano, enquanto que a Califórnia e Nova Iorque são <em>blue states</em>, com seus delegados quase sempre garantidos aos democratas.</p>



<p>No Brasil, seria difícil falar com certeza em estados azuis e vermelhos. Apenas se considerarmos as últimas quatro ou cinco eleições (o que dificilmente teria o mesmo peso que o voto histórico cativo de alguns estados americanos, vide a vitória de candidatos de esquerda, como Lula e Brizola, em Santa Catarina, hoje reduto bolsonarista), podemos colocar São Paulo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Santa Catarina, e talvez Roraima, como estados azuis (que, ao contrário dos EUA, estão à direita).</p>



<p>Já no grupo dos estados vermelhos (à esquerda), podemos incluir todos os estados do Nordeste e o Pará &#8211; talvez o Tocantins.</p>



<p>Os <em>swing states</em> são aqueles na política americana que pendem em algumas eleições para democratas e, em outras, para republicanos. Por essa característica, geralmente são as principais arenas de combate durante as campanhas: uma vitória neles por 1% pode significar a vitória nacional. É o caso da Flórida, Ohio, Iowa e talvez até da Pensilvânia.</p>



<p>Considerando as últimas eleições, os estados que poderiam receber esses rótulos seriam o Rio Grande do Sul (34 delegados), o Rio de Janeiro (49 delegados) e Minas Gerais (56 delegados), que ora tendem a votos a direita, ora a esquerda.</p>



<p>Concluindo, é claro que não podemos simplesmente transpor a lógica das eleições americanas no Brasil, tampouco estamos afirmando que tal modelo &#8211; polêmico &#8211; é melhor que o sistema brasileiro. Somente fazemos uma reflexão para tentar imaginar como seriam as eleições presidenciais no país caso adotássemos o sistema de colégio eleitoral.</p>



<p>Com toda a certeza, podemos afirmar que a lógica das eleições seria muito diferente. Estados já cativos seriam deixados de lado na campanha (como Bahia e Paraná), enquanto que aqueles mais indecisos seriam verdadeiras arenas de batalha, onde cada voto contaria para a vitória.</p>
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		<title>Fontes de Energia Não-Renováveis: Petróleo, Carvão Mineral e Gás Natural</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2020 18:56:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Industrial]]></category>
		<category><![CDATA[carvão]]></category>
		<category><![CDATA[como é formado o carvão?]]></category>
		<category><![CDATA[gás natural]]></category>
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					<description><![CDATA[As fontes de energia são fundamentais para o funcionamento do modo de produção atual. É a partir delas que podemos obter energia para o funcionamento de fábricas, para o aquecimento e iluminação de residências ou para a movimentação de veículos, como carros e caminhões. Atualmente, no mundo, as principais fontes de energia são aquelas não-renováveis. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>As fontes de energia são fundamentais para o funcionamento do modo de produção atual. É a partir delas que podemos obter energia para o funcionamento de fábricas, para o aquecimento e iluminação de residências ou para a movimentação de veículos, como carros e caminhões.</p>



<p>Atualmente, no mundo, as principais fontes de energia são aquelas não-renováveis. Energia não renováveis são aquelas que não são capazes de ser renovadas dentro do tempo biológico. Isto quer dizer que se uma jazida se esgota, a única maneira de manter a oferta energética é explorando outra.</p>



<p>Existem três principais fontes de energia não-renováveis no mundo, conhecidas também como fontes de energia fósseis: o petróleo, o carvão mineral e o gás natural.</p>



<h2>Petróleo</h2>



<p>O petróleo é a principal fonte energética do mundo atual. Corresponde a 32% da matriz energética mundial.</p>



<h3>Formação</h3>



<p>O petróleo é de origem orgânica e teve sua formação no Mesozóico, há 65 milhões de anos.</p>



<p>Formou-se nos oceanos, onde o esqueleto de animais mortos e de plantas acumularam-se no assoalho marinho. Em seguida, houve um processo de sedimentação, que encobriu estes restos orgânicos. Assim, bactérias anaeróbicas (que não respiram oxigênio) passam a decompor aquele material e, associado a condições de temperatura e pressão, formam o petróleo.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="836" height="169" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/formacao_petroleo.png" alt="Processo de formação do petróleo" class="wp-image-4757" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/formacao_petroleo.png 836w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/formacao_petroleo-300x61.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/formacao_petroleo-768x155.png 768w" sizes="(max-width: 836px) 100vw, 836px" /><figcaption>Processo de formação do petróleo</figcaption></figure>



<p>Através dos movimentos da crosta terrestre, o petróleo formado pode ser levado para regiões diferentes daquela onde se formou. Assim, o petroléo é levado para rochas porosas, onde é armazenado, formando jazidas.</p>



<h3>Refino</h3>



<p>O petróleo, após ser extraído, necessita de um processo de refino para ser comercializado. É através do refino que são gerados os derivados do petróleo, como o óleo diesel, o GLP e o querosene.</p>



<p>O refino ocorre em locais conhecidos como refinarias.</p>



<p>Nestes locais, o petróleo bruto é colocado em uma coluna de fracionamento, onde é aquecido, vaporizado e liquefeito, gerando seus derivados em cada porção da coluna.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="132" height="353" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/foto_eu.png" alt="Coluna de fracionamento" class="wp-image-4758" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/foto_eu.png 132w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/foto_eu-112x300.png 112w" sizes="(max-width: 132px) 100vw, 132px" /><figcaption>Coluna de fracionamento</figcaption></figure></div>



<p>Indo das porções mais baixas para as mais altas, o petróleo é transformado em: asfalto, óleo lubrificante, óleo combustível, querosene, gasolina e GLP. A qualidade do petróleo pode ser definida pela capacidade de gerar o maior número de derivados no fracionamento.</p>



<h3>Produção e consumo</h3>



<p>O petróleo é caracterizado pela concentração em sua produção e localização das jazidas e pela concentração no seu consumo.</p>



<p>O país que <strong>detém as maiores jazidas de petróleo é a Venezuela</strong>. Ainda na América, jazidas importantes são encontradas no México, especialmente no Golfo do México, e no Canadá.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="539" height="243" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/concentracao_producao.png" alt="Jazidas petrolíferas no mundo, por país" class="wp-image-4755" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/concentracao_producao.png 539w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/concentracao_producao-300x135.png 300w" sizes="(max-width: 539px) 100vw, 539px" /><figcaption>Jazidas petrolíferas no mundo, por país</figcaption></figure></div>



<p>Na Eufrásia, jazidas importantes são encontradas na China, Rússia, Oriente Médio (Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait, entre outros), na Nigéria e na Líbia.</p>



<p>Todavia, quando analisamos a <strong>produção</strong>, o cenário é diferente. O maior produtor de petróleo do mundo são os EUA, seguidos da Rússia e da Arábia Saudita. A Venezuela está apenas na 12º posição.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="537" height="243" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/concentracao_consumo.png" alt="Consumo de petróleo no mundo, por país" class="wp-image-4754" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/concentracao_consumo.png 537w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/concentracao_consumo-300x136.png 300w" sizes="(max-width: 537px) 100vw, 537px" /><figcaption>Consumo de petróleo no mundo, por país</figcaption></figure></div>



<p>Já o <strong>consumo </strong>é principalmente feito nos países desenvolvidos. Estes países importam petróleo dos países produtores. Destaque para EUA, Europa, Japão, Coreia do Sul, Austrália e Nova Zelândia.</p>



<h3>Petróleo e Geopolítica</h3>



<p>O fato do petróleo ser a fonte energética mais importante do mundo, associado às jazidas estarem localizadas de maneira muito desigual, acaba por determinar questões geopolíticas de relevo.</p>



<p>Até os anos 1960, a produção mundial de petróleo era controlada por sete empresas, todas elas europeias ou americanas: Exxon, Mobil, Texaco, Amoco, Shell, BP e Chevron. Conhecidas como &#8220;sete irmãs&#8221;, este <strong>cartel</strong> comandava a oferta do petróleo, controlando seu preço mundial.</p>



<p>Todavia, os governos de países produtores de petróleo, para se opor e rivalizar com as sete irmãs, criaram a <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2019/05/a-organizacao-dos-paises-exportadores-de-petroleo-opep.html">Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP)</a>, que passaram, a partir dos anos 1970, a estabelecer cotas de produção, controlando a demanda e os preços.</p>



<p>Uma data é particularmente relevante nesta década. No ano de 1973 ocorreu o choque do petróleo, quando os países da OPEP decidiram, propositalmente, aumentar bruscamente o preço do petróleo, causando uma crise mundial com impacto por muitos anos.</p>



<p>Este aumento foi decorrente do apoio dos EUA a Israel na Guerra de Yom-Kippur. Como boa parte dos países da OPEP são árabes, o choque foi uma resposta à ofensiva militar americana. Este fato demonstrou a força política da OPEP.</p>



<p>Este fato incentivou os países desenvolvidos a buscarem alternativas na produção do petróleo. Nos EUA, este resposta veio pela exploração do gás de xisto.</p>



<h2>Carvão</h2>



<p>O carvão foi a primeira fonte de energia utilizada para fins de industrialização. Foi a principal fonte energética da Primeira Revolução Industrial e compunha a maior parte da matriz elétrica mundial até a Segunda Revolução Industrial.</p>



<p>Ainda hoje, a importância do carvão é inegável: é a principal fonte da matriz elétrica energética mundial, sendo utilizada em usinas termelétricas.</p>



<h3>Formação</h3>



<p>Assim como o petróleo, o carvão é tem origem orgânica. Foi formado há 250 milhões de anos, especialmente durante o carbonífero, na era Paleozoica.</p>



<p>A formação do carvão necessita de duas condições básicas: a existência de uma cobertura vegetal densa e a inundação desta por água. Ambientes pantanosos foram, inclusive, os que mais propiciaram a formação de jazidas carboníferas.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="847" height="164" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/formacao_carvao.png" alt="Processo de formação do carvão mineral" class="wp-image-4756" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/formacao_carvao.png 847w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/formacao_carvao-300x58.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/formacao_carvao-768x149.png 768w" sizes="(max-width: 847px) 100vw, 847px" /><figcaption>Processo de formação do carvão mineral</figcaption></figure>



<p>Estas florestas, então, foram sepultadas por processos de sedimentação. Com a ação da temperatura e da pressão, formaram-se rochas com alto teor de carbono, o carvão.</p>



<h3>Tipos de carvão</h3>



<p>Na prática, carvão é o nome genérico que damos a rochas com elevado teor de carbono. A depender da quantidade de carbono existente na rocha, podemos classificá-las em quatro tipos principais, daquele com maior concentração de carbono para o com menor: antracito, hulha, linhito e turfa.</p>



<p>A existência do carbono irá definir o poder calorífero da rocha, tendo em vista que são nas ligações entre moléculas de carbono que obtemos energia. Assim, o antracito, por exemplo, é o tipo de carvão com mais capacidade energética, enquanto a turfa tem a menor capacidade.</p>



<p>Apesar de ser, teoricamente, o melhor tipo de carvão, o antracito é pouco encontrado em jazidas. A maior parte das reservas mundiais são de hulha.</p>



<h3>Aplicações</h3>



<p>Quando o assunto é fonte de energia, o carvão encontra sua principal aplicação nas termelétricas. A queima do carvão é responsável pelo aquecimento de tambores de água. Esses, quando aquecidos, geram vapor, que, por sua vez, girarão uma turbina. Um gerador, ligado a turbina, transformará a energica cinética do movimento das hélices em energia elétrica. </p>



<p>Além disso, o carvão tem usos como matéria-prima na indústria. Nas siderurgias, por exemplo, indústrias de fabricação de aço, o carvão é usado em reação química com o minério de ferro, de modo a obter o ferro metálico.</p>



<p>O carvão ainda é utilizado na indústria química.</p>



<p>Todavia, em todas estas aplicações, o uso do carvão envolve o lançamento de CO2 à atmosfera, principal gás responsável pelo efeito estufa. Logo, o carvão mineral é uma fonte energética muito poluente.</p>



<p>Além disso, do ponto de vista econômico, o carvão é menos interessante que o petróleo, tendo em vista que seu transporte é mais caro.</p>



<h2>Gás Natural</h2>



<p>O gás natural é um combustível fóssil formado de maneira associada ao petróleo. Suas jazidas, logo, geralmente estão juntas com jazidas petrolíferas.</p>



<p>O gás natural tem ganhado atenção nos últimos anos e países como o Brasil tem apostado nele para diversificar a matriz energética nacional. A construção do gasoduto Brasil-Bolívia, por exemplo, fez parte de um planejamento de aumentar o uso desta fonte no país.</p>



<p>Um fator positivo para o uso de gás natural é o fato dele ser menos poluente que o carvão mineral e que o petróleo. Tem a principal aplicação nas termelétricas, onde é um bom substituto do óleo diesel e do carvão.</p>



<p>Todavia, seu transporte é mais difícil. Por ser um gás, levá-lo de um lado a outro depente da construção de dutos com quilômetros de extensão: os chamados gasodutos.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="253" height="170" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/gasoduto.png" alt="Gasoduto" class="wp-image-4753"/><figcaption>Gasoduto</figcaption></figure></div>



<p>Na Europa, países como Espanha, Itália e Alemanha recebem gás natural por extensos gasodutos que vêm da Rússia, maior produtor mundial. Países Ásia Central e Oriente Médio também destacam-se na produção desta fonte energética.</p>



<p>Se interessou pelo assunto? Assista o vídeo em nosso canal:</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Fontes de Energia Não-Renováveis: Petróleo, Carvão Mineral e Gás Natural" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/cRjzgOMvprI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Marrocos: Características gerais, relevo, clima e hidrografia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2020 00:04:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Climatologia]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
		<category><![CDATA[Geomorfologia]]></category>
		<category><![CDATA[Hidrografia]]></category>
		<category><![CDATA[Norte da África]]></category>
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					<description><![CDATA[Características Gerais Capital: Rabat;Área: 446,5 mil km²;Moeda: Dirrã;População: 35 milhões de habitantes (2019);Densidade Demográfica: 73 hab./km²;PIB: 103 bilhões (nominal);Idioma: Árabe e Berbere. Relevo O relevo marroquino é, em geral, elevado, com uma média de altitude de cerca de 800 metros. Duas cadeias de montanhas destacam-se na paisagem do país. No extremo norte, temos as Montanhas [&#8230;]]]></description>
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<h2>Características Gerais</h2>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-medium"><img loading="lazy" width="300" height="199" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandeira-300x199.png" alt="Bandeira do Marrocos." class="wp-image-4719" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandeira-300x199.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandeira-768x509.png 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandeira.png 923w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption>Bandeira do Marrocos.</figcaption></figure></div>



<p>Capital: Rabat;<br>Área: 446,5 mil km²;<br>Moeda: Dirrã;<br>População: 35 milhões de habitantes (2019);<br>Densidade Demográfica: 73 hab./km²;<br>PIB: 103 bilhões (nominal);<br>Idioma: Árabe e Berbere.</p>



<h2>Relevo</h2>



<p>O relevo marroquino é, em geral, elevado, com uma média de altitude de cerca de 800 metros.</p>



<p>Duas cadeias de montanhas destacam-se na paisagem do país. No extremo norte, temos as <strong>Montanhas Rif</strong>, que segue a costa mediterrânea do Marrocos.</p>



<p>É uma continuidade do Sistema Bético, terras altas encontradas na península Ibérica, que há 3 milhões de anos estava ao território marroquino ligado.</p>



<p>As Montanhas Rif atingem seu cume no Monte Tidirhine, com 2.450 metros.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="566" height="278" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/relevo_marrocos.png" alt="Relevo do Marrocos." class="wp-image-4716" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/relevo_marrocos.png 566w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/relevo_marrocos-300x147.png 300w" sizes="(max-width: 566px) 100vw, 566px" /><figcaption>Relevo do Marrocos.</figcaption></figure></div>



<p>A <strong>Cordilheira do Atlas</strong> é a principal cadeia de montanhas do país, rasgando o território nacional em seu centro. É composta por três estruturas principais.</p>



<p>A principal delas é o <strong>Alto Atlas</strong>, que inicia-se na costa atlântica do país e segue a leste com leve inclinação ao norte. É onde encontramos as maiores altitudes do país, que facilmente ultrapassam os 2.000 metros. O ponto mais alto do Marrocos fica nesta cordilheira: é o <strong>Monte Toubkal</strong>, com 4.165 metros.</p>



<p>O <strong>Médio Atlas</strong> tem altitudes um pouco menores, chegando a 3.300 metros. Parte do centro do Alto Atlas e segue em sentido nordeste.</p>



<p>Já o <strong>Anti-Atlas </strong>segue ao sul mais ou menos paralelo ao Alto Atlas e chega até o Atlântico. Entre as duas cadeias de montanhas, temos o abrupto vale do Rio Suz.</p>



<p>Mas não apenas de montanhas que é constituído o território marroquino.</p>



<p>Entre o Médio Atlas e as Montanhas Rif, temos o <strong>vale de Taza</strong>, que permite a ligação entre leste e oeste do país. É onde corta, inclusive, uma importante rodovia, que liga Rabat a Oujda.</p>



<p>Seguindo a leste, a partir de Taza, temos como destaque a <strong>Bacia do Rio Moulouya</strong>, marcada pela aridez e por ser o limite noroeste do Saara. Já na fronteira com a Argélia, sobem terras elevadas, conhecidas como <strong>Alto Planalto</strong>, chegando a 1.300 metros.</p>



<p>À oeste do Médio Atlas e ao sul das Montanhas Rif, encontramos a <strong>planície aluvial do Rio Cebu</strong>, importante área fértil do país.</p>



<p>No Centro-Oeste do país, ao sul do vale do Rio Cebu, temos uma sequência de terras altas conhecidas como <strong>Planalto Marroquino</strong>.</p>



<h2>Clima</h2>



<p>O Marrocos é um país bastante diverso do ponto de vista climático. O norte do país, em geral, apresenta um <strong>clima mediterrâneo</strong>, muito similar do sul da península Ibérica.</p>



<p>Conforme classificação climática de Koppen, este é o clima Csa, clima meditarrâneo quente.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="441" height="381" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/marrocos_koppen.png" alt="Climas do Marrocos conforme classificação climática de Koppen." class="wp-image-4715" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/marrocos_koppen.png 441w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/marrocos_koppen-300x259.png 300w" sizes="(max-width: 441px) 100vw, 441px" /><figcaption>Climas do Marrocos conforme classificação climática de Koppen. Ali Zafan.</figcaption></figure></div>



<p>Apesar disso, a costa atlântica do Marrocos apresenta temperaturas moderadas, mesmo no verão, por conta da influência da Corrente das Canárias.</p>



<p>Nas cidades costeiras do norte do país, as temperatruas variam de 18 a 28°C no verão. Todavia, entre a primavera e o verão, um vento quente proveniente do Saara &#8211; <strong>sharqī</strong> &#8211; pode atravessar as montanhas e elevar as temperaturas das planícies para acima de 40°C.</p>



<p>No inverno, o efeito da maritimidade faz com que as cidades litorâneas tenham temperaturas mais amenas, entre 8 e 17°C.</p>



<p>Nas terras baixas do interior do país, a sudeste do Atlas, porém, a situação é bem diferente. No verão, a temperatura média é de 35°C, enquanto no inverno podem registrar valores abaixo de zero.</p>



<p>A pluviosidade também varia bastante conforme latitude e altitude.</p>



<p>Nas planícies costeiras do norte do país, a média de chuvas é de 800 mm na altura do vale do Cebu, chegando a 200 mm no vale do Suz, mais ao sul. No extremo-sul, tem-se um cenário de profunda aridez.</p>



<p>As montanhas do Atlas criam uma importante sombra sobre as áreas ao sul, impedindo as nuvens de chuva de chegarem lá.</p>



<p>Conforme as altitudes aumentam, os índices pluviométricos também são maiores. Nas Montanhas Rif, por exemplo, chove 2.030 mm ao ano, enquanto que no Alto Atlas &#8211; mais ao sul, onde os índices pluviométricos em geral são menores &#8211; chove 760 mm.</p>



<h2>Hidrografia</h2>



<p>A organização espacial das montanhas no Marrocos marcam o modo como os rios correm pelo território. Por receberem nuvens de chuva carregadas, é na encosta noroeste do Atlas onde nascem os principais rios perenes marroquinos, desembocando no Oceano Atlântico.</p>



<p>O rio Cebu é o com maior volume de águas no país. Nasce no Médio Atlas, seguindo a norte até a altura de Fez e depois para oeste, desembocando em Mehdiya.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-medium"><img loading="lazy" width="300" height="243" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio-cebu-300x243.png" alt="Rio Cebu, principal do Marrocos." class="wp-image-4717" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio-cebu-300x243.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio-cebu.png 695w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption>Rio Cebu, principal do Marrocos. Sting.</figcaption></figure></div>



<p>Tem 450 km de extensão e drena uma importante área agrícola do país, onde se produz azeitona, arroz, trigo, beterraba, uva e frutas cítricas. Na bacia hidrográfica ainda localiza-se a hidrelétrica de El-Kansera.</p>



<p>Na foz do rio localiza-se o importante porto de Kenitra.</p>



<p>Na faixa noroeste do Atlas Central nasce o rio Moulouya, único dos importantes rios do país que desagua no Mar Mediterrâneo. Tem 515 km de extensão.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="563" height="436" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio-moulouya.png" alt="Bacia do Rio Moulouya." class="wp-image-4718" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio-moulouya.png 563w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio-moulouya-300x232.png 300w" sizes="(max-width: 563px) 100vw, 563px" /><figcaption>Bacia do Rio Moulouya. Tekken, Kropp (2012).</figcaption></figure></div>



<p>O maior rio marroquino, todavia, é intermitente e nasce na face sudeste do Alto Atlas. O Rio Drá tem 1.100 km de extensão a corre a sul até tangenciar a fronteira com a Argélia. Desemboca no Atlântico.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-medium"><img loading="lazy" width="300" height="205" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_dra-300x205.png" alt="Rio Drá." class="wp-image-4714" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_dra-300x205.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_dra.png 546w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption>Rio Drá. OpenStreetMaps.</figcaption></figure></div>



<p>A fachada leste do Atlas ainda drena alguns córregos que fluem para o Saara, como o Guir, o Rheris e o Ziz.</p>



<p>A fachada norte das Montanhas Rif também drenam alguns córregos curtos que desaguram no Mediterrâneo.</p>
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		<title>Ucrânia: Características gerais, relevo, clima e hidrografia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2020 16:02:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Climatologia]]></category>
		<category><![CDATA[Europa de Leste]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
		<category><![CDATA[Geomorfologia]]></category>
		<category><![CDATA[Hidrografia]]></category>
		<category><![CDATA[Países em foco]]></category>
		<category><![CDATA[clima da ucrania]]></category>
		<category><![CDATA[geografia da ucrania]]></category>
		<category><![CDATA[hidrografia da ucrania]]></category>
		<category><![CDATA[relevo da ucrania]]></category>
		<category><![CDATA[rios da ucrania]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[Características Gerais Capital: Kiev;Área: 603,6 mil km²;Moeda: Grívnia;População: 42 milhões de habitantes (2019);Densidade Demográfica: 76 hab./km²;PIB: 175 bilhões (nominal);Idioma: Ucraniano. Relevo Se partirmos em uma viagem pela Ucrânia entrando no país através de seus vizinhos de oeste, como Polônia e Eslováquia, encontraremos logo após a fronteira os pontos mais altos do país. Estendendo-se através de [&#8230;]]]></description>
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<h2>Características Gerais</h2>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="344" height="215" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandeira-1.png" alt="Bandeira da Ucrânia" class="wp-image-4689" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandeira-1.png 344w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandeira-1-300x188.png 300w" sizes="(max-width: 344px) 100vw, 344px" /><figcaption>Bandeira da Ucrânia</figcaption></figure></div>



<p>Capital: Kiev;<br>Área: 603,6 mil km²;<br>Moeda: Grívnia;<br>População: 42 milhões de habitantes (2019);<br>Densidade Demográfica: 76 hab./km²;<br>PIB: 175 bilhões (nominal);<br>Idioma: Ucraniano.</p>



<h2>Relevo</h2>



<p>Se partirmos em uma viagem pela Ucrânia entrando no país através de seus vizinhos de oeste, como Polônia e Eslováquia, encontraremos logo após a fronteira os pontos mais altos do país.</p>



<p>Estendendo-se através de 240 km, as montanhas da região dos Cárpatos Ucranianos alcançam entre 600 e 2.000 metros, chegando a 2.060 metros no Monte Hoverla, ponto mais alto do país.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="501" height="343" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/relevo-ucrania.png" alt="Relevo ucraniano" class="wp-image-4690" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/relevo-ucrania.png 501w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/relevo-ucrania-300x205.png 300w" sizes="(max-width: 501px) 100vw, 501px" /><figcaption>Relevo ucraniano. Wikipedia Commons,</figcaption></figure></div>



<p>Continuando o caminho ao leste e atravessando o Rio Pivdennyi Buh (Rio Bug Meridional), encontramos um planalto de terras pouco elevadas. É o Planalto de Dnieper, dissecado por rios, vales e gargantas que atingem até 300 metros de profundidade.</p>



<p>Se aproximando do Rio Dnieper, os índices altimétricos reduzem e chegamos à planície de Dnieper, importante feição altimétrica que corta a Ucrânia de norte a sul.</p>



<p>Ao sul, entre o Mar Negro e o Mar de Azov, se estende outra planície, ligada a anterior pelo trajeto do Rio Dnieper. É a Planície do Mar Negro.</p>



<p>Por fim, no extremo leste do país, próximo a fronteira com a Rússia, novamente se eleva um planalto de baixa altitude, alcançando em média 300 metros.</p>



<h2>Clima</h2>



<p>Conforme classificação climática de Koppen, os climas ucranianos se encaixam no grupo D, isto é, Continental e Subártico.</p>



<p>As regiões mais próximas ao Mar Negro são de clima Dfa, clima úmido de verão quente.</p>



<p>Já o centro e o norte do país apresentam clima Dfb, úmido de verão fresco.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="479" height="336" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/clima.png" alt="Tipos climáticos da Ucrânia conforme classificação de Koppen" class="wp-image-4693" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/clima.png 479w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/clima-300x210.png 300w" sizes="(max-width: 479px) 100vw, 479px" /><figcaption>Tipos climáticos da Ucrânia conforme classificação de Koppen. Ali Zifan.</figcaption></figure></div>



<p>A Ucrânia tem um clima influenciado pelas correntes quentes e úmidas do Oceano Atlântico, que faz com que as temperaturas não sejam tão baixas quanto esperado pela localização geográfica. A média anual de temperatura no centro e no norte do país é de 5,5 a 7°C, enquanto no sul é de 11 a 13°C.</p>



<p>Ainda, existe uma variação de temperatura longitudinal. Invernos no oeste são em geral mais leves que o oeste. Já os verões são mais quentes no leste que no oeste.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="648" height="206" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/donetksy_clima.png" alt="Variação média mensal da temperatura em Donetsky. Google." class="wp-image-4694" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/donetksy_clima.png 648w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/donetksy_clima-300x95.png 300w" sizes="(max-width: 648px) 100vw, 648px" /><figcaption>Variação média mensal da temperatura em Donetsk, sudeste do país. Google.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="646" height="207" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/lviv_clima.png" alt="Variação média mensal da temperatura em Lviv. Google." class="wp-image-4695" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/lviv_clima.png 646w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/lviv_clima-300x96.png 300w" sizes="(max-width: 646px) 100vw, 646px" /><figcaption>Variação média mensal da temperatura em Lviv, noroeste do país. Google.</figcaption></figure>



<p>Já as precipitações são concentradas nos meses mais quentes e bastante desiguais geograficamente. As regiões dos Cárpatos (oeste) são as que mais recebem precipitação (1.200 mm anuais), enquanto as planícies do Mar Negro (sul) são as menos chuvosas (400 mm).</p>



<h2>Hidrografia</h2>



<p>Os rios ucranianos, em geral, nascem nas regiões norte e noroeste do país (Cárpatos) e desembocam no Mar Negro ou no Mar de Azov.</p>



<p>O principal e maior rio do país é o <strong>Dnieper</strong>, que nasce na Rússia e atravessa o território da Bielorússia antes de cortar a Ucrânia, até ter sua foz no Mar Negro. É muito utilizado para produção de energia elétrica, contando com muitas hidrelétricas e barragens.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="349" height="362" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bacia_hidro_dnipro.png" alt="Bacia Hidrográfica do Rio Dnipro. Francis McLloyd." class="wp-image-4692" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bacia_hidro_dnipro.png 349w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bacia_hidro_dnipro-289x300.png 289w" sizes="(max-width: 349px) 100vw, 349px" /><figcaption>Bacia Hidrográfica do Rio Dnieper. Francis McLloyd.</figcaption></figure></div>



<p>Tem 2.200 km de extensão, onde quase 1.000 estão na Ucrânia, e recebe as águas de mais de 50% do território nacional.</p>



<p>Já o <strong>Rio Bug Meridional </strong>nasce nos Cárpatos Ucranianos e corre diagonalmente até desembocar no Mar Negro. É o segundo mais longo do país e o maior totalmente ucraniano.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="396" height="275" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_bug.png" alt="Rio Bug." class="wp-image-4696" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_bug.png 396w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_bug-300x208.png 300w" sizes="(max-width: 396px) 100vw, 396px" /><figcaption>Rio Bug. Naudotojas.</figcaption></figure></div>



<p>O<strong> Rio Dniester</strong> nasce também nos Cárpatos Ucranianos, adentrando o território da Moldária e voltando para a Ucrânia para desembocar no Mar Negro. Tem uma extensão de aproximadamente 1.300 km.</p>



<p>No leste do país, destaque para o<strong> rio Donets</strong>, afluente do Rio Don, que desagua no Mar de Azov.</p>



<p>Um dos rios mais longos da Europa, o <strong>rio Danúbio</strong>, também tem sua foz na Ucrânia.</p>
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		<title>Qual significado, afinal, das cores da bandeira do Brasil?</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2020/05/qual-significado-afinal-das-cores-da-bandeira-do-brasil.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 May 2020 21:21:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
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					<description><![CDATA[A bandeira do Brasil é composta pelas cores verde, amarelo, azul e branco. Você já deve ter ouvido várias teorias sobre o significado dessas cores, mas qual delas é a correta? Bem, a resposta para isto pode não ser tão simples quanto parece. A primeira vez que o Brasil adotou o verde-amarelo como cores nacionais [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A bandeira do Brasil é composta pelas cores verde, amarelo, azul e branco. Você já deve ter ouvido várias teorias sobre o significado dessas cores, mas qual delas é a correta?</p>



<p>Bem, a resposta para isto pode não ser tão simples quanto parece. A primeira vez que o Brasil adotou o verde-amarelo como cores nacionais foi com a independência de 1822.</p>



<p>A bandeira do Império do Brasil, que surgiu a partir daí, era constituída por um retângulo verde e um losango amarelo. No meio, o brasão imperial. Era, na verdade, uma adaptação da bandeira do Príncipe Real do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, cargo na época ocupado por Dom Pedro I. A diferença entre as duas bandeiras é a coroa, que foi substituída.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="502" height="350" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/bandeira_imperio.png" alt="Bandeira do Brasil Império" class="wp-image-5433" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/bandeira_imperio.png 502w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/bandeira_imperio-300x209.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/bandeira_imperio-768x536.png 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/bandeira_imperio-745x520.png 745w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/bandeira_imperio-400x280.png 400w" sizes="(max-width: 502px) 100vw, 502px" /><figcaption>Bandeira do Brasil Império</figcaption></figure></div>



<p>O desenho foi criado por<strong> Jean Baptiste Debret</strong> e era inspirado nas insígnias militares francesas no período da revolução e de Napoleão.</p>



<p>Todavia, o decreto que institucionalizou a bandeira imperial em 1822 não fazia qualquer alusão ao significado das cores. Um decreto posterior, todavia, descreveu que o estandarte nacional <em>&#8220;(…) será composto das cores emblemáticas — verde de primavera e amarelo d&#8217;ouro”</em>.</p>



<p>Em 1823, um agente brasileiro, ao descrever ao príncipe do Império Austríaco a bandeira brasileira, utiliza pela primeira vez uma comparação com os símbolos de duas casas europeias: a casa de Bragança, de Dom Pedro I, e a casa dos Habsburgo, de Dona Leopoldina.</p>



<p>O verde é a cor dos dragões que dão suporte ao brasão dos Bragança. Já o amarelo é a cor predominante no escudo dos Habsburgo.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="200" height="185" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/05/brasao_braganca.png" alt="" class="wp-image-4658"/><figcaption>Brasão da casa dos Habsburgo. Verde era a cor dos dragões, suportes do brasão.</figcaption></figure></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="190" height="209" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/05/brasao_habsburgo.png" alt="" class="wp-image-4659"/><figcaption>Brasão da casa dos Habsburgo. Amarelo é a cor predominante.</figcaption></figure></div>



<p>Em 1889, com a proclamação da República do Brasil, as cores de casas imperiais no principal símbolo nacional não faziam mais sentido. Mas o losango amarelo sobre o retângulo verde já estavam estabelecidos como cores nacionais no imaginário nacional. Tentar mudar isso já não era mais possível.</p>



<p>Isto pode ser visto no decreto que instituiu a nova bandeira.</p>



<p><em>“Considerando que as cores da nossa antiga bandeira recordam as lutas e vitórias gloriosas do Exército e da Armada na defesa da Pátria.</em></p>



<p><em>[&#8230;]</em></p>



<p><em>A bandeira adotada pela República mantém a tradição das antigas cores nacionais – verde e amarela – do seguinte modo: um losango amarelo em campo verde, tendo no meio a esfera celeste azul, atravessada por uma zona branca”</em></p>



<p>Isto ilustra o por que tentativas de mudar a forma e as cores nacionais não deram certo.</p>



<p>Então, difundiu-se que o verde da bandeira republicana faria referência às florestas, enquanto o amarelo às riquezas minerais, em destaque ao ouro. Seria, na prática, uma <strong>ressignificação</strong> dos mesmos tons de cores que já eram símbolos nacionais.</p>



<p>Mas,&nbsp; nenhum decreto de fato mudou o significado das cores da bandeira. O que ocorreu foi, no imaginário popular, uma relação do verde com as florestas e do amarelo com o ouro, talvez influenciado por frases de Dom Pedro I, que se referia as cores como representantes da<em> “riqueza e da primavera eterna do Brasil”</em>.</p>



<p>Então, não há, legalmente dentro da república, nem associação do verde-amarelo com as casas reais europeias, nem com as riquezas naturais brasileiras. Criou-se, somente, um imaginário entorno de cores que transformaram-se em símbolos indissociáveis à cultura nacional.</p>
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		<title>Industrialização Brasileira: entre avanços e recuos na formação de uma soberania nacional</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2020/04/industrializacao-brasileira-entre-avancos-e-recuos-na-formacao-de-uma-soberania-nacional.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2020 14:58:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Industrial]]></category>
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					<description><![CDATA[O Brasil é um país de industrialização tardia, isto é, começou seu amplo processo de industrialização a partir da Segunda Guerra Mundial. De lá até os dias atuais, diversos foram os momentos onde viram-se períodos de profundos avanços em passos largos no estabelecimento de um parque industrial próprio, intercalados por períodos de quebra de um [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Brasil é um país de industrialização tardia, isto é, começou seu amplo processo de industrialização a partir da Segunda Guerra Mundial.</p>



<p>De lá até os dias atuais, diversos foram os momentos onde viram-se períodos de profundos avanços em passos largos no estabelecimento de um parque industrial próprio, intercalados por períodos de quebra de um projeto nacional e subserviência às elites do centro do sistema capitalista.</p>



<p>Ler: <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/07/os-ciclos-de-kondratiev.html">Ciclos de Kondratiev</a>.</p>



<p>A relação entre indústria e soberania nacional é, válido lembrar, bastante clara.</p>



<p>Ao edificar um parque industrial próprio, dotado de ferramentas logísticas ágeis, um país pode vislumbrar abandonar as amarras do imperialismo impostas pelos países do centro do sistema, promovendo uma melhora endógena (de dentro para fora) do poder de compra e da qualidade de vida da sua população.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="463" height="307" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/industria_personagens-1.png" alt="Personagens importantes para a industrialização brasileira. Da esquerda para direita: Barão de Mauá, Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Ernesto Geisel e Luis Inácio Lula da Silva" class="wp-image-4698" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/industria_personagens-1.png 463w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/industria_personagens-1-300x199.png 300w" sizes="(max-width: 463px) 100vw, 463px" /><figcaption>Personagens importantes para a industrialização brasileira. Da esquerda para direita: Barão de Mauá, Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Ernesto Geisel e Luis Inácio Lula da Silva</figcaption></figure></div>



<p>Neste texto, mostraremos algumas fases deste processo de industrialização nacional, desde a simples edificação do parque industrial até o que as políticas econômicas fizeram com os mesmos, propondo ampliações e encolhimentos.</p>



<h2><strong>Uma industrialização iniciada pelo “teto”</strong></h2>



<p>Até a independência, em 1822, indústrias no país eram, em geral, proibidas, pois poderiam significar concorrência com os produtos produzidos em Portugal. Os bens necessários eram, então, importados de outros países.</p>



<p>Mesmo após sair do domínio político da Metrópole, demorou algumas décadas até o surto de industrialização chegar ao nosso país. Nesse primeiro momento, destaque para as tentativas de Barão de Mauá, magnata que aplicou esforços em projeto de industrialização nacional.</p>



<p>O ponto de inflexão ocorre a partir de 1929, onde o mundo capitalista entra em uma crise de superprodução, que provocou a quebra da bolsa de Nova Iorque.</p>



<p>Neste momento, os fluxos comerciais entre países diminuíram bruscamente. Portanto, o volume de exportação de café também caiu a índices muito baixos. Ao mesmo tempo, também tornou-se mais difícil para o Brasil importar os produtos industrializados necessários por aqui.</p>



<p>Assim, os barões do café, que viam seus lucros caírem, passaram a promover um processo chamado de <strong>substituição de importações</strong>, isto é, passaram a investir em indústrias que produziam aqui o que era importado.</p>



<p>Existe uma discussão acadêmica se, de fato, foram os barões de café o grupo responsável por promover amplamente o início da industrialização nacional. Isto pois os imigrantes europeus, que para nosso país vieram entre os séculos XVIII e XIX, também se lançaram em iniciativas industriais. Além de já trazerem <em>“o capitalismo nos ossos”</em> das potências europeias, produziam nas fazendas bens de consumo como sapatos, botas, vestimentas, ferramentas, etc.</p>



<p>Então, vale ressaltar: internamente, o Brasil passou a produzir <strong>BENS DE CONSUMO NÃO-DURÁVEIS</strong>. Estava iniciada a industrialização nacional que, todavia, iniciava-se pelo “teto” e não pela “base”.</p>



<h2><strong>Era Vargas: montam-se as bases da industrialização brasileira</strong></h2>



<p>Getúlio Vargas sobe ao poder em meados de 1930 através de uma revolução e passa a promover um grande esforço de industrialização nacional.</p>



<p>Seu primeiro governo, que durou até 1945, atravessou um período peculiar da história mundial: a Segunda Guerra Mundial. E se a crise de 1929 significou uma queda na circulação global de mercadorias, a Segunda Guerra significou uma continuidade e um aprofundamento deste processo.</p>



<p>Getúlio Vargas, portanto, deu continuidade ao processo de substituição de importações. O foco aqui, porém, era outro: a indústria de base.</p>



<p>Tal indústria é a base para a industrialização de qualquer país. Dentre os segmentos que ela contempla, cita-se a geração de energia, a mineração, a siderurgia, a metalurgia, etc.</p>



<p>O período foi marcado pela edificação de grandes empresas públicas, dentre elas a Petrobrás (petróleo), a Companhia Siderúrgica Nacional (siderurgia), a Vale do Rio Doce (mineração), entre outras.</p>



<p>Muitas destas empresas, vale lembrar, foram criadas com auxílio do capital estrangeiro. A CSN, por exemplo, foi criada com ajuda americana. Estas ajudas eram troca pela aproximação do Brasil com os aliados durante a Guerra.</p>



<p>O fato do Estado ser o principal responsável pela edificação deste tipo de indústria não é, todavia, sem motivos. Este tipo de setor exige um aporte financeiro muito elevado e com retorno em longo prazo. Logo, não é interessante para empresários individuais aportarem este tipo de segmento.</p>



<p>Além de seus esforços de industrialização, Vargas ficou conhecido pelos avanços no que diz respeito as leis trabalhistas. Foi o presidente responsável pela instauração da Consolidação das Leis Trabalhistas, a CLT.</p>



<p>Em resumo, instaurava-se no país a <strong>INDÚSTRIA DE BASE.</strong></p>



<h2><strong>Kubitschek: finaliza-se o tripé econômico</strong></h2>



<p>Juscelino Kubitschek, o JK, sobe ao poder com o plano de desenvolver o Brasil “50 anos em 5”.</p>



<p>Dentre suas principais políticas industrializantes, destaca-se o Plano de Metas, que era composto por uma série de planos que buscavam desenvolver áreas específicas do país, como agricultura, educação, integração e indústria.</p>



<p>Se, em cenário nacional, as indústrias de bens de consumo não-duráveis e de base já tinham parques consolidados, JK passou a criar condições para atrair para o Brasil indústrias de <strong>BENS DE CONSUMO DURÁVEIS</strong>, como a automobilística.</p>



<p>Tal prática pode ser enquadrada naquilo que chamados de tripé econômico. Este tripé seria composto por:</p>



<p>&#8211; Indústria de bens não-duráveis, nas mãos do capital privado nacional;</p>



<p>&#8211; Indústria de base, nas mãos do capital estatal;</p>



<p>&#8211; Indústria de bens duráveis, <strong>nas mãos do capital privado estrangeiro</strong>.</p>



<p>É neste período, por exemplo, que são instaladas no Brasil montadores de empresas de países do centro do sistema capitalista, como Estados Unidos e Alemanha. A fábrica da Volkswagen é um exemplo.</p>



<p>O governo JK ocorreu durante o período da Guerra Fria, embate político, econômico e ideológico entre EUA e URSS, Capitalismo e Socialismo. O apoio do Brasil ao lado capitalista tem uma relação muito íntima com a inserção da indústria automobilística em território nacional: o carro é símbolo da liberdade, do indivíduo e do individualismo, em contraposição ao transporte coletivo, de massas.</p>



<p>Este cenário resultou na adesão do país a um modelo rodoviarista. JK criou rodovias importantes como a Belém-Brasília. Foi fundador também de Brasília, nova capital nacional.</p>



<h2><strong>O “milagre” dos militares</strong></h2>



<p>Em 1964 o até então presidente do Brasil, João Goulart, sofre um golpe militar. A partir deste ano e até 1985, o país passou a ser governado por uma série de presidentes militares escolhidos sem voto popular.</p>



<p>O período, a despeito de ter sido marcado por uma série de políticas de cerceamento de liberdades civis, por perseguições e assassinatos, foi marcado também por um profundo desenvolvimento econômico, com taxas de crescimento do PIB que chegaram a 14% ao ano.</p>



<p>Era o período do “milagre econômico” brasileiro.</p>



<p>Diversas foram as obras de infraestrutura criadas pelos governos militares. Tal obras, conhecidas como “obras faraônicas” por apresentarem grande tamanho e impacto, promoveram passos importantes no desenvolvimento nacional. Foi no período que foram criadas a Usina Hidrelétrica de Itaipu, a Ponte Rio Niterói, as Usinas Nucleares de Angra I e Angra II, e a Transamazônica, até hoje não concluída.</p>



<p>Essas grandes obras públicas estimulavam a criação de empregos, levando a índices de desemprego em geral baixos no país. Todavia, o tipo de emprego exigido era de baixa qualificação que, por consequência, pagava baixos salários. Logo, embora vivesse uma situação de pleno emprego, pouco se avançou em sentido de distribuição de renda e de melhora das condições sociais do país no período.</p>



<p>Nas palavras de Delfim Neto, era necessário primeiro o bolo da economia crescer, para depois ser dividido.</p>



<p>Estas grandes obras públicas, todavia, foram feitas com gigantescos empréstimos provenientes de organizações supranacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI). Isto endividou o Estado brasileiro e trouxe um incremento muito grande da inflação.</p>



<p>A partir de 1974, o mundo sobre uma nova crise causada pelo aumento do preço do petróleo pelos países da OPEP. O Brasil, que até então vivia anos de pleno crescimento do PIB, vê sua economia caminhar a passos largos para recessão.</p>



<p>Rompia então o aparato que dava sustentação ao governo militar. O Brasil, a partir de 1985, entra em um período de redemocratização que, todavia, não conseguiu estancar a crise nacional.</p>



<h2><strong>Anos 80 e 90: A ‘década perdida’, a desindustrialização e o neoliberalismo</strong></h2>



<p>Os anos 1980 marcam um período de profunda crise econômica no Brasil. A economia nacional viva períodos de altas inflações e dificuldade das indústrias em manterem sua produtividade e sua margem de lucro.</p>



<p>Os juros da dívida externa, criada desde o período JK e reforçada nos governos militares, pesavam cada vez mais no orçamento público da união, deixando pouca margem a política industrializantes.</p>



<p>Apesar da crise, houveram alguns avanços no período. A Zona Franca de Manaus foi concluída, foram criados a EMBRAPA e o programa Proálcool, que pretendia reduzir a dependência da matriz energética do Brasil do petróleo.</p>



<p>É o período de planos econômicos que tentaram, sem sucesso, ‘salvar’ a economia nacional da recessão. Todos fracassados. Dentre eles, o Plano Verão, Plano Bresser e Plano Sarney.</p>



<p>Este cenário só foi alterado a partir de 1994, com a criação do Plano Real.</p>



<p>O Plano Real foi capaz de diminuir drasticamente a inflação, embora também tenha trazido problemas. Dentre eles, guiou o investimento para o mercado especulativo, reduzindo a parcela do dinheiro dedicado ao investimento produtivo (em fábricas) e, ao propor um câmbio valorizado (a moeda nacional chegou a valer mais que o dólar), prejudicava a exportação, tão importante para diversas indústrias da época.</p>



<p>A década de 1990 também é marcante pela ascensão do <em>neoliberalismo</em>. Tal doutrina, que tem como principais defensores políticos Margareth Tatcher e Ronald Reagan, preconizava uma cartilha de liberalização econômica para a América Latina. Os Estados Nacionais não deveriam influenciar na economia, deixando as regras do mercado autorregularem-se.</p>



<p>No Brasil, os principais expoentes desta política foram os presidentes Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso. Em seus governos, diversas empresas públicas foram privatizadas: a Vale do Rio Doce, que tornou-se Vale, a Light, a Telebras, a CSN, dentre tantas outras.</p>



<p>No período, também ocorreu um processo de desconcentração industrial. Com a constituição de 1988, os estados da federação passaram a poder decidir as próprias tarifas. Isto abriu margem para uma guerra fiscal, onde cada estado oferecia vantagens fiscais, como isenção de impostos, para atrair determinada empresa.</p>



<h2><strong>Volta o Nacional-Desenvolvimentismo: Lula e Dilma</strong></h2>



<p>Em 2003, o operário Luís Inácio Lula da Silva torna-se presidente do Brasil. Eleito pelo Partido dos Trabalhadores (PT), o agora presidente defendia uma cartilha focada na distribuição de renda e valoração da indústria nacional. Além do bolo crescer, ele agora seria dividido.</p>



<p>Era o retorno do que chamamos de nacional-desenvolvimentismo, abandonado desde a eleição de Collor, prática política pautada no fortalecimento da indústria nacional e a criação de um projeto nacional de desenvolvimento.</p>



<p>Entre 2003 e 2013, o Brasil voltou a presenciar altas taxas de crescimento de PIB, acompanhados por melhoramentos dos indicadores sociais. Empresas brasileiras passaram a atuar não só dentro do território nacional, como também em toda América Latina e até mesmo no centro do sistema capitalista.</p>



<p>O Brasil assumia protagonismo dentro do BRICS e do Mercosul.</p>



<p>Muito do crescimento nacional no período foi, válido salientar, influenciado pelos altos preços das <em>commodities</em>.</p>



<p><em>Commodities</em> são produtos vendidos em larga escala, de características uniformes e que contam com valor definido pelo mercado financeiro global, especialmente a Bolsa de Chicago. Dentre eles, citam-se a soja, o café e o petróleo.</p>



<p>Como grande exportador deste tipo de produto, o Brasil viu sua balança comercial atingir índices bastante favoráveis, especialmente pelas grandes compras de países como a China, cujo volume de vendas aumentou 500% entre 2005 e 2011.</p>



<p>Do ponto de vista social, o poder de compra do brasileiro foi incrementado através de programas sociais como o Fome Zero e o Bolsa Família. Ainda, destacam-se programas sociais como o Minha Casa Minha Vida, que, a despeito das críticas que sofreu, proporcionou o acesso de famílias a casa própria e fortaleceu construtoras nacionais, o ProUni e a criação de universidades e institutos federais, que proveu a indústria de mão-de-obra qualificada.</p>



<p>Com a reeleição da sucessora de Lula, Dilma Roussef, em 2014, este cenário passou a mudar. Em plano econômico, houve a queda dos preços das <em>commodities</em> e o início da desaceleração chinesa. Com a pressão de grandes organizações supranacionais, o governo passou a adotar uma cartilha menos progressista e desenvolvimentista. Isto é bem ilustrado com a escolha de um economista conservador – Joaquim Levy – para o Ministério da Fazenda.</p>



<p>Em 2013, eclodem manifestações em todo Brasil que lançam o país em uma crise de representatividade política. No ano seguinte, as eleições foram marcadas por um profundo cenário de polarização. Em 2016, com os avanços das investigações de denúncias de corrupção contra Lula, principal nome do partido, e da lava-jato, ocorre uma ainda maior desestabilização das bases do governo. A partir daí, a base da presidente passa a ser cada vez mais pulverizada, culminando em seu processo de <em>impeachment</em>.</p>



<p>Neste cenário, temos o reaparecimento de forças da direita nacional. De 2016 até hoje, vivemos um período de retorno das políticas liberalizantes que marcaram o país entre os anos 1980 e 1990. O Estado passa a intervir menos na economia e as políticas sociais e a indústria nacional são deixadas de lado em prol de uma cartilha de venda de empresas nacionais a grupos estrangeiros.</p>



<p></p>
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		<title>Todos os países da União Europeia usam o Euro?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Feb 2020 19:19:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Europa de Leste]]></category>
		<category><![CDATA[Europa Ocidental]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
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					<description><![CDATA[Não. Zona do Euro, nome dado ao conjunto de países-membros do bloco europeu que adotam o Euro como moeda, e União Europeia (UE) não são sinônimos. Atualmente, a União Europeia é composta por 27 países-membros, já considerando a recente saída do Reino Unido. Já a Zona do Euro engloba 19 países. Ocorrem, então, dois casos. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Não. Zona do Euro, nome dado ao conjunto de países-membros do bloco europeu que adotam o Euro como moeda, e União Europeia (UE) não são sinônimos.</p>



<p>Atualmente, a União Europeia é composta por 27 países-membros, já considerando a recente saída do Reino Unido.</p>



<p>Já a Zona do Euro engloba 19 países.</p>



<p>Ocorrem, então, dois casos. O primeiro, de países-membros da UE que não utilizam a moeda única do bloco. O segundo, de países não-membros da União Europeia, mas que usam o euro, unilateralmente ou não. Os casos são espacializados na figura abaixo.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="400" height="400" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/zona_euro-1.png" alt="Zona do Euro" class="wp-image-4315" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/zona_euro-1.png 400w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/zona_euro-1-300x300.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/zona_euro-1-150x150.png 150w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/zona_euro-1-120x120.png 120w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /><figcaption>Zona do Euro</figcaption></figure></div>



<h2>Caso 1: Países-membros da UE, mas que não utilizam o Euro</h2>



<p>Teoricamente, <em>quase</em> todos os países-membros da UE são obrigados a adotarem a moeda única do bloco, conforme definido no Tratado de Maastricht.</p>



<p>Todavia, muitos países que entraram recentemente ainda estão em processo de adesão ao euro e não cumpriram com integridade aos chamados &#8220;Princípios de Convergência&#8221;.</p>



<p>É o caso dos seguintes países:</p>



<ul><li>Bulgária (utiliza o Lev);</li><li>Polônia (utiliza o Zloty);</li><li>Romênia (utiliza o Leu);</li><li>Hungria (utiliza o Florin);</li><li>Croácia (utiliza a Kuna);</li><li>Tchéquia (utiliza a Coroa).</li></ul>



<p>Os Princípios de Convergência são:</p>



<ul><li>Estabilidade de preços;</li><li>Finanças públicas sólidas;</li><li>Estabilidade na taxa de câmbio;</li><li>Taxa de juros de longo prazo.</li></ul>



<p>Assim, quando estes países atingirem com integridade os critérios estabelecidos e estes sejam publicados nos relatórios de convergência elaborados a cada dois anos pela Comissão Europeia e pelo Banco Central Europeu, serão obrigados a integrarem-se na Zona do Euro.</p>



<p>Todavia, existem aqui duas exceções: Dinamarca e Suécia.</p>



<p>A Dinamarca, conforme definido no Tratado de Maastricht, rejeitado pela população em 1992, não é obrigada a aderir à moeda única. Adere somente em caso de voto parlamentar ou de referendo popular favorável.</p>



<p>Já a Suécia encontrou uma manobra legal para continuar não utilizando o euro, moeda rejeitada pela população em referendo realizado em 2003. A Coroa Sueca não integra o Mecanismo Europeu de Taxas de Câmbio (MTC II), o que, teoricamente, impede o país de cumprir com os critérios de convergência.</p>



<h2>Caso 2: Países que não fazem parte da UE, mas utilizam o Euro</h2>



<p>Existem dois sub-grupos neste caso: os países que usam o euro com acordo com a União Europeia e os países que o fazem unilateralmente.</p>



<p>O primeiro grupo inclui as micronações do continente europeu que, dada suas pequenas populações, não são aptas a aderir à UE, mas sempre utilizaram as moedas dos países maiores vizinhos.</p>



<p>É o caso do Vaticano e de San Marino, que utilizavam a lira italiana, de Mônaco, que utilizava o franco monegasco, e de Andorra, que utilizava o franco francês e a peseta espanhola.</p>



<p>Também há alguns Estados que aderiram ao euro como moeda, mas o fazem unilateralmente, sem acordo formal. São em geral países de economia mais frágil.</p>



<p>É o caso de Kosovo e Montenegro, que antes do surgimento da UE utilizavam o marco alemão, e o Zimbábue, que suspendeu a adoção de sua moeda e passou a utilizar o dólar americano e o euro.</p>



<p>Assim, fica mais claro que Zona do Euro e União Europeia não são sinônimos. Todavia, a adoção do euro é obrigatória, com exceção de Dinamarca e Suécia. Como a Comissão Europeia não impõe prazos para a adoção, os países-membros do bloco que utilizam outra moeda podem arrastar o processo de transição por muitos anos. </p>
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		<title>Romênia: Características gerais, relevo, clima e hidrografia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Feb 2020 17:55:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Europa de Leste]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[Características Gerais Capital: Bucareste;Área: 238,3 mil km²;Moeda: Leu;População: 19,6 milhões de habitantes (2017);Densidade Demográfica: 93 hab./km²;PIB: 202,4 milhões;Idioma: Romeno. Relevo O relevo romeno é dividido por duas paisagens fisiogeográficas bem marcadas: as montanhas e terras altas dos Cárpatos e as planícies do Danúbio e do Walachian. Os Cárpatos são uma cadeia de montanhas que atravessam [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="550" height="367" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/ro.png" alt="" class="wp-image-4298" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/ro.png 550w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/ro-300x200.png 300w" sizes="(max-width: 550px) 100vw, 550px" /><figcaption>Bandeira da Romênia</figcaption></figure></div>



<h2>Características Gerais</h2>



<p>Capital: Bucareste;<br>Área: 238,3 mil km²;<br>Moeda: Leu;<br>População: 19,6 milhões de habitantes (2017);<br>Densidade Demográfica: 93 hab./km²;<br>PIB: 202,4 milhões;<br>Idioma: Romeno.</p>



<h2>Relevo</h2>



<p>O relevo romeno é dividido por duas paisagens fisiogeográficas bem marcadas: as montanhas e terras altas dos Cárpatos e as planícies do Danúbio e do Walachian.</p>



<p>Os Cárpatos são uma cadeia de montanhas que atravessam Tchéquia, Eslováquia, Polônia e Ucrânia, além da Romênia.</p>



<p>Em território romeno, é dividida em Cárpatos Meridionais, Cárpatos Ocidentais e Cárpatos Orientais.</p>



<p>Os Cárpatos Orientais estendem-se da fronteira com a Ucrânia até a região central do país (vale do rio Prahova). Atingem uma altura máxima de 2.300 metros nas Montanhas Rodna.</p>



<p>Os Cárpatos Meridionais, também conhecidos como Alpes da Transilvânia, atravessam a região central do país até a fronteira com a Bulgária e com a Sérvia.</p>



<p>São compostos por rochas vulcânicas e atingem a altitude máxima nas Montanhas Făgăra em 2.500 metros.</p>



<p>Já os Cárpatos Ocidentais compõem uma cadeia descontínua de montanhas em sentido norte-sul cortadas por vales, como o do Rio Bistra. </p>



<p>Localizado entre as cadeias de montanhas mais proeminentes dos Cárpatos, está o Planalto da Transilvânia, com altitude média de 350 metros.</p>



<p>Ainda, ocorrem dois planaltos de importância no país: o Planalto da Moldávia, a nordeste, e o Planalto da Dobruja, a leste, próximo ao Mar Negro.</p>



<p>Já as planícies ocorrem na Romênia no sudeste e no sul. </p>



<p>A planície de Walachian é a principal do país. É onde localiza-se a capital, Bucareste, e também as mais importantes zonas agrícolas da Romênia.</p>



<h2>Clima</h2>



<p>O clima da Romênia varia entre os climas temperados (tipo C da classificação de Köppen) e continentais e subárticos (tipo D da mesma classificação).</p>



<p>Os climas temperados ocorrem nas planícies do oeste, sul e sudeste do país. Variam entre o clima oceânico (Cfb) e o úmido sub-tropical (Cfa). </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="312" height="350" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/koppen_romania.png" alt="Climas da Romênia conforme classificação climática de Koppen" class="wp-image-4702" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/koppen_romania.png 312w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/koppen_romania-267x300.png 267w" sizes="(max-width: 312px) 100vw, 312px" /><figcaption>Climas da Romênia conforme classificação climática de Koppen</figcaption></figure></div>



<p>Já os climas continentais, mais frios, ocorrem nas áreas mais altas dos Cárpatos. Variam entre o Clima continental úmido de verão fresco (Dfb), majoritário, e os climas subártico (Dfc) e até clima de Tundra nas regiões de pico.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" width="709" height="356" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/romania_temperatures.png" alt="Temperatura Média na Romênia" class="wp-image-4300" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/romania_temperatures.png 709w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/romania_temperatures-300x151.png 300w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption>Temperatura Média na Romênia</figcaption></figure></div>



<p>Ainda, na região de Dobruja, ocorre um clima semiárido frio (BSk), com precipitação média anual de 400mm.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="705" height="377" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/precipitation_romania-1.png" alt="Precipitação na Romênia" class="wp-image-4303" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/precipitation_romania-1.png 705w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/precipitation_romania-1-300x160.png 300w" sizes="(max-width: 705px) 100vw, 705px" /><figcaption>Precipitação na Romênia</figcaption></figure>



<h2>Hidrografia</h2>



<p>Os rios da Romênia, em geral, nascem nas maiores altitudes dos Cárpatos e desembocam no Rio Danúbio, na fronteira com a Hungria.</p>



<p>Com 2.850 km de comprimento, o Rio Danúbio é o segundo maior da Europa. </p>



<p>Nasce na Floresta Negra, na Alemanha, e corta Áustria, Eslováquia (onde atravessa a mancha urbana da capital, Bratislava), Hungria (onde corta Budapeste), Croácia, Sérvia (passa pela capital, Belgrado), Bulgária, Moldávia e Ucrânia, além da Romênia. Tem sua foz no Mar Negro.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" width="640" height="282" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2014/04/danubio.png" alt="Rio Danúbio" class="wp-image-886" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2014/04/danubio.png 640w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2014/04/danubio-300x132.png 300w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /><figcaption>Rio Danúbio. <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Donau-Karte.png">Wikimedia</a>.</figcaption></figure></div>



<p>O maior tributário do Danúbio que corta porção considerável do território romeno é o Rio Prut. </p>



<p>O Rio Prut tem 953 km de comprimento e nasce nos Cárpatos ucranianos, compondo a fronteira entre Romênia e Moldávia até sua foz no Danúbio na altura da cidade de Galați.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="520" height="350" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_prut.png" alt="Rio Prut" class="wp-image-4701" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_prut.png 520w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_prut-300x202.png 300w" sizes="(max-width: 520px) 100vw, 520px" /><figcaption>Rio Prut. Wikimedia.</figcaption></figure></div>



<p>O Rio Mureș tem 789 km de comprimento e nasce nos Cárpatos Orientais e segue em sentido leste, até desaguar no rio Tisza, na Hungria.</p>



<p>O Rio Siret tem 706 km de extensão, nascendo nos Cárpatos ucranianos e desaguando nas proximidades da cidade de Galați.</p>



<p>Por fim, o Rio Olt, de grande importância por cortar a região central do país,  nasce nos Cárpatos Orientais, nas montanhas Hășmaș, desaguando no Danúbio. Tem 615 km de extensão.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="522" height="350" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_olt.png" alt="Rio Olt" class="wp-image-4703" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_olt.png 522w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_olt-300x201.png 300w" sizes="(max-width: 522px) 100vw, 522px" /><figcaption>Rio Olt. Wikimedia.</figcaption></figure></div>



<p>Os rios romenos apresentam grande potencial hidrelétrico, embora a maior parte dele encontra-se ainda inexplorado pela insuficiência técnica.</p>
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		<title>Árabe e Persa: idiomas &#8216;irmãos&#8217;, mas diferentes</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2020/02/arabe-e-persa-idiomas-irmaos-mas-diferentes.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Feb 2020 22:19:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Norte da África]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente Médio]]></category>
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					<description><![CDATA[No Ocidente, é comum a confusão entre os termos árabe e muçulmano. E, países cuja maioria da população segue o islã, logo são entendidos como árabes. Mas esta associação é totalmente equívoca, como explicamos em &#8220;A diferença entre árabes e muçulmanos&#8221;. O caso mais simbólico é o do Irã. Importante país do Oriente Médio, os [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>No Ocidente, é comum a confusão entre os termos árabe e muçulmano. E, países cuja maioria da população segue o islã, logo são entendidos como árabes.</p>



<p>Mas esta associação é totalmente equívoca, como explicamos em <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/02/a-diferenca-entre-arabes-e-muculmanos.html">&#8220;A diferença entre árabes e muçulmanos&#8221;</a>.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="550" height="309" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/souk-1627045_640-scaled.jpg" alt="" class="wp-image-4291" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/souk-1627045_640-scaled.jpg 550w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/souk-1627045_640-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 550px) 100vw, 550px" /><figcaption>O Oriente Médio é diverso, etnicamente e linguisticamente. Imagem de <a href="https://pixabay.com/pt/users/TheUjulala-59978/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=1627045">TheUjulala</a> por <a href="https://pixabay.com/pt/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=1627045">Pixabay</a></figcaption></figure></div>



<p>O caso mais simbólico é o do Irã. Importante país do Oriente Médio, os iranianos não são etnicamente árabes, tampouco falam o idioma dos vizinhos: o idioma lá é o persa.</p>



<p>A confusão é ainda maior pois ambos os idiomas (árabe e persa) usam o alfabeto árabe. </p>



<p>Da mesma forma que o português, o inglês, o czaque e o turco usam o mesmo alfabeto &#8211; o latino, tendo raízes muito distintas, persa e árabe compartilham do mesmo sistema de letras.</p>



<p>Abaixo, veja como é escrito a palavra &#8220;Geografia&#8221; em árabe e em persa, respectivamente:</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>جغرافية   &#8211;   جغرافیا</strong></p>



<p>Não só a grafia é diferente, como também um falante de árabe não entende um falante do persa &#8211; e vice-versa.</p>



<p>Outro detalhe é que, apesar de usarem o mesmo alfabeto, árabe e persa têm raízes distintas.</p>



<p>Enquanto que o persa é uma língua indo-europeia (o que, teoricamente, o aproxima de idiomas como o português e o inglês), o árabe é um idioma afro-asiático. </p>



<p>Isto deve-se ao fato de que o tipo de alfabeto utilizado pelo idioma não significa similaridade genética do mesmo.</p>



<p>Idiomas como o turco e o czaque já utilizaram o alfabeto árabe, e posteriormente trocaram para o alfabeto latino (o czaque, inclusive, usa atualmente o alfabeto cilírico).</p>



<p>Da mesma forma que o húngaro e o inglês se utilizam ao alfabeto latino, mas tem raízes genéticas totalmente diferentes.</p>



<p>Portanto, devemos sempre ter em mente a diversidade linguística existem além dos idiomas ocidentais, bem como as diversidades étnicas. Isto ajuda a diminuir preconceitos e a entender outras culturas.</p>
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