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	<title>Geotecnologias &#8211; Geografia Opinativa</title>
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	<title>Geotecnologias &#8211; Geografia Opinativa</title>
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		<title>Aerofotogrametria e Fotointerpretação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jul 2019 21:30:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cartografia de Base]]></category>
		<category><![CDATA[Cartografia e Geotecnologias]]></category>
		<category><![CDATA[Geotecnologias]]></category>
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					<description><![CDATA[Aerofotogrametria é o nome atribuído ao conjunto de técnicas de obtenção e catalogação de dados cartográficos obtidos através de fotografias aéreas, geradas através de voos por aviões, balões ou VANT&#8217;s estrategicamente elaborados e regidos por um plano de voo. Diferentemente da obtenção de imagens via satélite, aqui os voos são de altitude bem inferior e [&#8230;]]]></description>
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<p>Aerofotogrametria é o nome atribuído ao conjunto de técnicas de obtenção e catalogação de dados cartográficos obtidos através de fotografias aéreas, geradas através de voos por aviões, balões ou VANT&#8217;s estrategicamente elaborados e regidos por um plano de voo. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img width="500" height="342" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/vant.png" alt="VANT's (Veículos Aéreos Não-Tripulados) são muito utilizados na aerofotogrametria, especialmente pelo custo-benefício. O Drone é um tipo de VANT." class="wp-image-4710" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/vant.png 500w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/vant-300x205.png 300w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /><figcaption>VANT&#8217;s (Veículos Aéreos Não-Tripulados) são muito utilizados na aerofotogrametria, especialmente pelo custo-benefício. O Drone é um tipo de VANT.</figcaption></figure></div>



<p>Diferentemente da obtenção de imagens via satélite, aqui os voos são de altitude bem inferior e com área de abrangência bem menor, bem como as imagens são captadas por câmeras fotográficas comuns. Além disso, não existe uma periodicidade regular das imagens, como é no caso daquelas capturadas via satélite.</p>



<p>As aplicações das imagens aéreas são diversas. Em geral, elas auxiliam no mapeamento, permitindo a identificação de feições e a elaboração de mapas temáticos. </p>



<p>Por exemplo, a partir de uma fotografia aérea, é possível delinear a área urbana de um determinado espaço, separando-a da área de vegetação nativa e vegetação secundária, ou realizar identificação de feições geológicas no relevo.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="378" height="298" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/fotografia_aerea.png" alt="Fotografia Aérea" class="wp-image-4709" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/fotografia_aerea.png 378w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/fotografia_aerea-300x237.png 300w" sizes="(max-width: 378px) 100vw, 378px" /><figcaption>Fotografia Aérea</figcaption></figure></div>



<p>Para ser útil para análises posteriores mais aprofundadas, estas fotografias aéreas seguem regras rígidas de obtenção. É necessário, por exemplo, uma sobreposição entre duas imagens de uma mesma sequência (geralmente de 30%), o que garante a construção de um mosaico de imagens posterior ou o efeito estereoscópico.</p>



<p>Enquanto o termo Aerofotogrametria está relacionado com o processo de obtenção das imagens, a Fotointerpretação relaciona-se com o trabalho posterior de visualização, análise e dedução dos elementos existentes na fotografia. Esta etapa não limita-se ao uso de imagens aéreas, sendo também realizada em imagens de satélite.</p>



<p>Aqui, o elemento humano é fundamental, pois é o profissional que será responsável por analisar as feições existentes nas imagens e fazer as deduções e generalizações necessárias para a geração do produto final.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="494" height="350" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/estereos.png" alt="Estereoscópio, utilizado na visualização 3D de imagens de satélite." class="wp-image-4708" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/estereos.png 494w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/estereos-300x213.png 300w" sizes="(max-width: 494px) 100vw, 494px" /><figcaption>Estereoscópio, utilizado na visualização 3D de imagens de satélite.</figcaption></figure></div>



<p>Ele poderá ser auxiliado por elementos de hardware e software, especialmente softwares SIG, ou por ferramentas como o estereoscópio. </p>



<p>Conjuntamente com as técnicas de <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2019/07/sensoriamento-remoto-definicao-e-principios.html">sensoriamento remoto</a>, a aerofotogrametria e a fotointerpretação são um importante mecanismo de análise e gestão do território, fundamentais para a tomada de decisão.</p>



<p>Conheça mais sobre o assunto no vídeo do nosso canal:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Sensoriamento Remoto | Sensores, Satélites, Aerofotogrametria e Fotointerpretação" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/3EyhfIEcnE0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
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		<title>Sensoriamento Remoto: definição e princípios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jul 2019 18:24:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cartografia e Geotecnologias]]></category>
		<category><![CDATA[Geotecnologias]]></category>
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					<description><![CDATA[O Sensoriamento Remoto é um conjunto de técnicas que permite a obtenção de informações sobre objetos (ou alvos) sem contato direto com o mesmo. É através do sensoriamento remoto, por exemplo, é que possível quantificar a redução da cobertura vegetal de uma determinada área sem necessariamente realizar um campo e contar cada espécie desmatada. Para [&#8230;]]]></description>
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<p>O Sensoriamento Remoto é um conjunto de técnicas que permite a obtenção de informações sobre objetos (ou alvos) sem contato direto com o mesmo.</p>



<p>É através do sensoriamento remoto, por exemplo, é que possível quantificar a redução da cobertura vegetal de uma determinada área sem necessariamente realizar um campo e contar cada espécie desmatada. </p>



<p>Para realizar esta função, são necessários equipamentos dotados de sensores capazes que captar a energia emitida e refletida pelos objetos. Estes equipamentos podem ser satélites, aviões ou até balões.</p>



<p><strong>Mas, como um sensor é capaz de diferenciar objetos através da energia emitida e refletida?</strong></p>



<p>Aqui, é necessário esclarecer um conceito físico. Todos os objetos existentes na Terra são capazes, em algum grau, de absorver, transmitir, emitir e refletir energia. Esta energia pode ser térmica, sonora, eletromagnética, luminosa, etc. </p>



<p>Para o Sensoriamento Remoto, o Sol serve como uma importante fonte de energia, embora não seja a única.</p>



<p>Esta energia emitida e refletida varia de objeto para objeto, a depender do pigmento e da textura do material, por exemplo. Objetos mais escuros, em geral, absorvem mais energia que objetos mais claros (por isso a sensação de maior calor em dias quentes quando se veste uma camisa preta), mas, ao mesmo tempo, emitem uma quantidade de energia muito menor que objetos de cores claras.</p>



<p>De forma similar, objetos que são maus absorvedores são bons refletores, enquanto objetos que são bons absorvedores, são maus refletores. Logo, objetos escuros refletem pouca energia recebida pelo Sol, enquanto objetos claros, como a neve, refletem muita energia solar.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="318" height="318" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/07/cor.png" alt="" class="wp-image-3765" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/07/cor.png 318w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/07/cor-150x150.png 150w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/07/cor-300x300.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/07/cor-120x120.png 120w" sizes="(max-width: 318px) 100vw, 318px" /><figcaption>Objetos têm diferentes respostas à energia recebida. Elaboração própria.</figcaption></figure></div>



<p>Com base neste princípio, é possível captar a energia refletida e emitida por uma superfície x e comparar com a energia captada de uma superfície y, podendo-se inferir que a superfície x é coberta por vegetação e a superfície y por solo exposto, por exemplo.</p>



<h2>Os Satélites e os sensores</h2>



<p>Cada satélite artificial lançado na órbita terrestre pode ser um ou mais sensores. São os sensores os responsáveis por captar a informação refletida de cada corpo na superfície terrestre.</p>



<p>Cada sensor, por sua vez, tem diferentes bandas, que cobrem diferentes trechos do espectro eletromagnético.</p>



<p>Vamos lembrar novamente das aulas de física. Espectro eletromagnético é a organização dos diferentes comprimentos de onda em um espectro, que vai desde comprimentos de onda grandes (rádio) até comprimentos de onda curtos (raios gama). </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="671" height="398" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/espectro.png" alt="Espectro eletromagnético. Imagem: Khemis/Wikipedia." class="wp-image-4707" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/espectro.png 671w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/espectro-300x178.png 300w" sizes="(max-width: 671px) 100vw, 671px" /><figcaption>Espectro eletromagnético. Imagem: Khemis/Wikipedia.</figcaption></figure></div>



<p>Entre estes dois extremos está a luz visível (as cores que enxergamos, do violeta ao vermelho), o infra-vermelho, com comprimento de onda imediatamente superior ao da luz vermelha, e o ultra violeta, com comprimento de onda imediatamente inferior ao da luz violeta. É neste trecho do espectro que os principais sensores trabalham.</p>



<p>O sensor TM, por exemplo, que é usado pelos satélites da missão Landsat, opera em sete (7) bandas nos seguintes comprimentos de onda: azul, verde, vermelho, infra-vermelho próximo, infra-vermelho termal e infra-vermelho médio, sendo duas neste último.</p>



<p>O sensor MSS, outro que é usado nos satélites Landsat, opera com quatro bandas em uma faixa espectral bem menor: vai do verde ao infra-vermelho próximo. Diz-se, logo, que o sensor MSS tem uma <strong>resolução espectral</strong> menor que o sensor TM.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="550" height="325" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandas.png" alt="Bandas de alguns sensores e respostas espectrais de alguns tipos de objeto." class="wp-image-4706" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandas.png 550w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandas-300x177.png 300w" sizes="(max-width: 550px) 100vw, 550px" /><figcaption>Bandas de alguns sensores e respostas espectrais de alguns tipos de objeto.</figcaption></figure></div>



<p>Assim, é possível trabalhar com a análise do espaço de maneira muito mais precisa. Por exemplo, se a superfície x e a superfície y refletem uma quantidade de energia muito similar na faixa do infra-vermelho próximo, com um sensor que trabalhe no infra-vermelho médio é possível fazer uma diferenciação melhor entre as duas superfícies. Mais que isso: é possível realizar composições usando mais de uma banda, capazes que diferenciarem com muito mais clareza ambientes similares.</p>



<h3>Sensor ativo x Sensor passivo</h3>



<p>Existe uma diferenciação importante entre sensores, que diz respeito à emissão de energia e ser refletida.</p>



<p>Alguns sensores são capazes de emitir um pulso energético, recolhendo em seguida a informação acerca da reflexão deste pulso. É o caso, por exemplo, de radares. Este tipo de equipamento é capaz de emitir ondas com grande comprimento de onda (micro-ondas) e realizar diferenciações na superfície conforme a resposta a esta onda específica.</p>



<p>Já sensores passivos são aqueles que dependem da energia emitida por outro objeto &#8211; no caso mais comum, do Sol &#8211; para realizar as medições de energia refletida. É o tipo mais comum de sensor que é lançado em órbita. Apesar de ser mais barato e de sua aferição ser mais simples, depende de condições atmosféricas.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="511" height="249" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/07/sensor.png" alt="" class="wp-image-3768" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/07/sensor.png 511w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/07/sensor-300x146.png 300w" sizes="(max-width: 511px) 100vw, 511px" /><figcaption>Diferença entre sensores ativos e sensores passivos. Elaboração própria.</figcaption></figure></div>



<h2>Geração de imagens de satélite</h2>



<p>Entendido os princípios da captação de informações espectrais por sensores, podemos então falar sobre a geração de imagens de satélite.</p>



<p>Ao contrário do que se imagina, uma imagem de satélite não é uma fotografia comum tirada por um satélite, pois, como vimos, ela também pode ser gerada fora do espectro visível. Mas, se não podemos ver estes estas ondas, como é possível gerar uma imagem?</p>



<p>Inicialmente, partimos de uma matriz vazia. Isto é, um conjunto de células (ou pixeis) organizadas em linhas e colunas. Cada célula da matriz irá corresponder a um determinado trecho da superfície terrestre. Quanto menor a área particularizada por um pixel, diz-se que maior é a <strong>resolução espacial</strong>.</p>



<p>O que os sensores fazem é atribuir a cada pixel uma média da resposta espectral dos diferentes elementos da superfície. Esta média irá corresponder a um <strong>nível de cinza</strong>.</p>



<p>Por exemplo: no infra-vermelho próximo, a resposta espectral da água limpa é muito inferior a do solo exposto. Assim, o sensor é capaz de atribuir um nível de cinza maior ao solo exposto que a água. Na imagem gerada, a água irá ter uma cor mais próxima ao preto, enquanto que o solo exposto, uma cor mais próxima do branco.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="341" height="315" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/07/cinza.png" alt="" class="wp-image-3769" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/07/cinza.png 341w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/07/cinza-300x277.png 300w" sizes="(max-width: 341px) 100vw, 341px" /><figcaption>Matriz preenchida com os níveis de cinza. Elaboração própria.</figcaption></figure></div>



<p>O número de níveis de cinza varia e é conhecido como <strong>resolução radiométrica</strong>. É possível, teoricamente, gerar imagens com apenas dois níveis de cinza (2¹), o preto e o branco. O mais comum, todavia, são 256 níveis de cinza (2⁸). </p>



<p>Assim, fica mais fácil compreender como é possível diferenciar superfícies a partir de sensores localizados no espaço, trazendo inúmeras contribuições para áreas como gestão ambiental e agronegócio.</p>



<p>Ficou interessado pelo assunto? Te convido para assistir o vídeo do nosso canal sobre sensoriamento remoto.</p>



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