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	<title>Geografia Física &#8211; Geografia Opinativa</title>
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	<title>Geografia Física &#8211; Geografia Opinativa</title>
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		<title>Marrocos: Características gerais, relevo, clima e hidrografia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2020 00:04:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Climatologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Características Gerais Capital: Rabat;Área: 446,5 mil km²;Moeda: Dirrã;População: 35 milhões de habitantes (2019);Densidade Demográfica: 73 hab./km²;PIB: 103 bilhões (nominal);Idioma: Árabe e Berbere. Relevo O relevo marroquino é, em geral, elevado, com uma média de altitude de cerca de 800 metros. Duas cadeias de montanhas destacam-se na paisagem do país. No extremo norte, temos as Montanhas [&#8230;]]]></description>
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<h2>Características Gerais</h2>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-medium"><img width="300" height="199" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandeira-300x199.png" alt="Bandeira do Marrocos." class="wp-image-4719" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandeira-300x199.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandeira-768x509.png 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandeira.png 923w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption>Bandeira do Marrocos.</figcaption></figure></div>



<p>Capital: Rabat;<br>Área: 446,5 mil km²;<br>Moeda: Dirrã;<br>População: 35 milhões de habitantes (2019);<br>Densidade Demográfica: 73 hab./km²;<br>PIB: 103 bilhões (nominal);<br>Idioma: Árabe e Berbere.</p>



<h2>Relevo</h2>



<p>O relevo marroquino é, em geral, elevado, com uma média de altitude de cerca de 800 metros.</p>



<p>Duas cadeias de montanhas destacam-se na paisagem do país. No extremo norte, temos as <strong>Montanhas Rif</strong>, que segue a costa mediterrânea do Marrocos.</p>



<p>É uma continuidade do Sistema Bético, terras altas encontradas na península Ibérica, que há 3 milhões de anos estava ao território marroquino ligado.</p>



<p>As Montanhas Rif atingem seu cume no Monte Tidirhine, com 2.450 metros.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="566" height="278" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/relevo_marrocos.png" alt="Relevo do Marrocos." class="wp-image-4716" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/relevo_marrocos.png 566w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/relevo_marrocos-300x147.png 300w" sizes="(max-width: 566px) 100vw, 566px" /><figcaption>Relevo do Marrocos.</figcaption></figure></div>



<p>A <strong>Cordilheira do Atlas</strong> é a principal cadeia de montanhas do país, rasgando o território nacional em seu centro. É composta por três estruturas principais.</p>



<p>A principal delas é o <strong>Alto Atlas</strong>, que inicia-se na costa atlântica do país e segue a leste com leve inclinação ao norte. É onde encontramos as maiores altitudes do país, que facilmente ultrapassam os 2.000 metros. O ponto mais alto do Marrocos fica nesta cordilheira: é o <strong>Monte Toubkal</strong>, com 4.165 metros.</p>



<p>O <strong>Médio Atlas</strong> tem altitudes um pouco menores, chegando a 3.300 metros. Parte do centro do Alto Atlas e segue em sentido nordeste.</p>



<p>Já o <strong>Anti-Atlas </strong>segue ao sul mais ou menos paralelo ao Alto Atlas e chega até o Atlântico. Entre as duas cadeias de montanhas, temos o abrupto vale do Rio Suz.</p>



<p>Mas não apenas de montanhas que é constituído o território marroquino.</p>



<p>Entre o Médio Atlas e as Montanhas Rif, temos o <strong>vale de Taza</strong>, que permite a ligação entre leste e oeste do país. É onde corta, inclusive, uma importante rodovia, que liga Rabat a Oujda.</p>



<p>Seguindo a leste, a partir de Taza, temos como destaque a <strong>Bacia do Rio Moulouya</strong>, marcada pela aridez e por ser o limite noroeste do Saara. Já na fronteira com a Argélia, sobem terras elevadas, conhecidas como <strong>Alto Planalto</strong>, chegando a 1.300 metros.</p>



<p>À oeste do Médio Atlas e ao sul das Montanhas Rif, encontramos a <strong>planície aluvial do Rio Cebu</strong>, importante área fértil do país.</p>



<p>No Centro-Oeste do país, ao sul do vale do Rio Cebu, temos uma sequência de terras altas conhecidas como <strong>Planalto Marroquino</strong>.</p>



<h2>Clima</h2>



<p>O Marrocos é um país bastante diverso do ponto de vista climático. O norte do país, em geral, apresenta um <strong>clima mediterrâneo</strong>, muito similar do sul da península Ibérica.</p>



<p>Conforme classificação climática de Koppen, este é o clima Csa, clima meditarrâneo quente.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="441" height="381" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/marrocos_koppen.png" alt="Climas do Marrocos conforme classificação climática de Koppen." class="wp-image-4715" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/marrocos_koppen.png 441w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/marrocos_koppen-300x259.png 300w" sizes="(max-width: 441px) 100vw, 441px" /><figcaption>Climas do Marrocos conforme classificação climática de Koppen. Ali Zafan.</figcaption></figure></div>



<p>Apesar disso, a costa atlântica do Marrocos apresenta temperaturas moderadas, mesmo no verão, por conta da influência da Corrente das Canárias.</p>



<p>Nas cidades costeiras do norte do país, as temperatruas variam de 18 a 28°C no verão. Todavia, entre a primavera e o verão, um vento quente proveniente do Saara &#8211; <strong>sharqī</strong> &#8211; pode atravessar as montanhas e elevar as temperaturas das planícies para acima de 40°C.</p>



<p>No inverno, o efeito da maritimidade faz com que as cidades litorâneas tenham temperaturas mais amenas, entre 8 e 17°C.</p>



<p>Nas terras baixas do interior do país, a sudeste do Atlas, porém, a situação é bem diferente. No verão, a temperatura média é de 35°C, enquanto no inverno podem registrar valores abaixo de zero.</p>



<p>A pluviosidade também varia bastante conforme latitude e altitude.</p>



<p>Nas planícies costeiras do norte do país, a média de chuvas é de 800 mm na altura do vale do Cebu, chegando a 200 mm no vale do Suz, mais ao sul. No extremo-sul, tem-se um cenário de profunda aridez.</p>



<p>As montanhas do Atlas criam uma importante sombra sobre as áreas ao sul, impedindo as nuvens de chuva de chegarem lá.</p>



<p>Conforme as altitudes aumentam, os índices pluviométricos também são maiores. Nas Montanhas Rif, por exemplo, chove 2.030 mm ao ano, enquanto que no Alto Atlas &#8211; mais ao sul, onde os índices pluviométricos em geral são menores &#8211; chove 760 mm.</p>



<h2>Hidrografia</h2>



<p>A organização espacial das montanhas no Marrocos marcam o modo como os rios correm pelo território. Por receberem nuvens de chuva carregadas, é na encosta noroeste do Atlas onde nascem os principais rios perenes marroquinos, desembocando no Oceano Atlântico.</p>



<p>O rio Cebu é o com maior volume de águas no país. Nasce no Médio Atlas, seguindo a norte até a altura de Fez e depois para oeste, desembocando em Mehdiya.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-medium"><img loading="lazy" width="300" height="243" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio-cebu-300x243.png" alt="Rio Cebu, principal do Marrocos." class="wp-image-4717" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio-cebu-300x243.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio-cebu.png 695w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption>Rio Cebu, principal do Marrocos. Sting.</figcaption></figure></div>



<p>Tem 450 km de extensão e drena uma importante área agrícola do país, onde se produz azeitona, arroz, trigo, beterraba, uva e frutas cítricas. Na bacia hidrográfica ainda localiza-se a hidrelétrica de El-Kansera.</p>



<p>Na foz do rio localiza-se o importante porto de Kenitra.</p>



<p>Na faixa noroeste do Atlas Central nasce o rio Moulouya, único dos importantes rios do país que desagua no Mar Mediterrâneo. Tem 515 km de extensão.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="563" height="436" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio-moulouya.png" alt="Bacia do Rio Moulouya." class="wp-image-4718" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio-moulouya.png 563w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio-moulouya-300x232.png 300w" sizes="(max-width: 563px) 100vw, 563px" /><figcaption>Bacia do Rio Moulouya. Tekken, Kropp (2012).</figcaption></figure></div>



<p>O maior rio marroquino, todavia, é intermitente e nasce na face sudeste do Alto Atlas. O Rio Drá tem 1.100 km de extensão a corre a sul até tangenciar a fronteira com a Argélia. Desemboca no Atlântico.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-medium"><img loading="lazy" width="300" height="205" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_dra-300x205.png" alt="Rio Drá." class="wp-image-4714" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_dra-300x205.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_dra.png 546w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption>Rio Drá. OpenStreetMaps.</figcaption></figure></div>



<p>A fachada leste do Atlas ainda drena alguns córregos que fluem para o Saara, como o Guir, o Rheris e o Ziz.</p>



<p>A fachada norte das Montanhas Rif também drenam alguns córregos curtos que desaguram no Mediterrâneo.</p>
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		<title>Ucrânia: Características gerais, relevo, clima e hidrografia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2020 16:02:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Características Gerais Capital: Kiev;Área: 603,6 mil km²;Moeda: Grívnia;População: 42 milhões de habitantes (2019);Densidade Demográfica: 76 hab./km²;PIB: 175 bilhões (nominal);Idioma: Ucraniano. Relevo Se partirmos em uma viagem pela Ucrânia entrando no país através de seus vizinhos de oeste, como Polônia e Eslováquia, encontraremos logo após a fronteira os pontos mais altos do país. Estendendo-se através de [&#8230;]]]></description>
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<h2>Características Gerais</h2>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="344" height="215" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandeira-1.png" alt="Bandeira da Ucrânia" class="wp-image-4689" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandeira-1.png 344w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandeira-1-300x188.png 300w" sizes="(max-width: 344px) 100vw, 344px" /><figcaption>Bandeira da Ucrânia</figcaption></figure></div>



<p>Capital: Kiev;<br>Área: 603,6 mil km²;<br>Moeda: Grívnia;<br>População: 42 milhões de habitantes (2019);<br>Densidade Demográfica: 76 hab./km²;<br>PIB: 175 bilhões (nominal);<br>Idioma: Ucraniano.</p>



<h2>Relevo</h2>



<p>Se partirmos em uma viagem pela Ucrânia entrando no país através de seus vizinhos de oeste, como Polônia e Eslováquia, encontraremos logo após a fronteira os pontos mais altos do país.</p>



<p>Estendendo-se através de 240 km, as montanhas da região dos Cárpatos Ucranianos alcançam entre 600 e 2.000 metros, chegando a 2.060 metros no Monte Hoverla, ponto mais alto do país.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="501" height="343" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/relevo-ucrania.png" alt="Relevo ucraniano" class="wp-image-4690" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/relevo-ucrania.png 501w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/relevo-ucrania-300x205.png 300w" sizes="(max-width: 501px) 100vw, 501px" /><figcaption>Relevo ucraniano. Wikipedia Commons,</figcaption></figure></div>



<p>Continuando o caminho ao leste e atravessando o Rio Pivdennyi Buh (Rio Bug Meridional), encontramos um planalto de terras pouco elevadas. É o Planalto de Dnieper, dissecado por rios, vales e gargantas que atingem até 300 metros de profundidade.</p>



<p>Se aproximando do Rio Dnieper, os índices altimétricos reduzem e chegamos à planície de Dnieper, importante feição altimétrica que corta a Ucrânia de norte a sul.</p>



<p>Ao sul, entre o Mar Negro e o Mar de Azov, se estende outra planície, ligada a anterior pelo trajeto do Rio Dnieper. É a Planície do Mar Negro.</p>



<p>Por fim, no extremo leste do país, próximo a fronteira com a Rússia, novamente se eleva um planalto de baixa altitude, alcançando em média 300 metros.</p>



<h2>Clima</h2>



<p>Conforme classificação climática de Koppen, os climas ucranianos se encaixam no grupo D, isto é, Continental e Subártico.</p>



<p>As regiões mais próximas ao Mar Negro são de clima Dfa, clima úmido de verão quente.</p>



<p>Já o centro e o norte do país apresentam clima Dfb, úmido de verão fresco.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="479" height="336" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/clima.png" alt="Tipos climáticos da Ucrânia conforme classificação de Koppen" class="wp-image-4693" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/clima.png 479w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/clima-300x210.png 300w" sizes="(max-width: 479px) 100vw, 479px" /><figcaption>Tipos climáticos da Ucrânia conforme classificação de Koppen. Ali Zifan.</figcaption></figure></div>



<p>A Ucrânia tem um clima influenciado pelas correntes quentes e úmidas do Oceano Atlântico, que faz com que as temperaturas não sejam tão baixas quanto esperado pela localização geográfica. A média anual de temperatura no centro e no norte do país é de 5,5 a 7°C, enquanto no sul é de 11 a 13°C.</p>



<p>Ainda, existe uma variação de temperatura longitudinal. Invernos no oeste são em geral mais leves que o oeste. Já os verões são mais quentes no leste que no oeste.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="648" height="206" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/donetksy_clima.png" alt="Variação média mensal da temperatura em Donetsky. Google." class="wp-image-4694" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/donetksy_clima.png 648w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/donetksy_clima-300x95.png 300w" sizes="(max-width: 648px) 100vw, 648px" /><figcaption>Variação média mensal da temperatura em Donetsk, sudeste do país. Google.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="646" height="207" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/lviv_clima.png" alt="Variação média mensal da temperatura em Lviv. Google." class="wp-image-4695" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/lviv_clima.png 646w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/lviv_clima-300x96.png 300w" sizes="(max-width: 646px) 100vw, 646px" /><figcaption>Variação média mensal da temperatura em Lviv, noroeste do país. Google.</figcaption></figure>



<p>Já as precipitações são concentradas nos meses mais quentes e bastante desiguais geograficamente. As regiões dos Cárpatos (oeste) são as que mais recebem precipitação (1.200 mm anuais), enquanto as planícies do Mar Negro (sul) são as menos chuvosas (400 mm).</p>



<h2>Hidrografia</h2>



<p>Os rios ucranianos, em geral, nascem nas regiões norte e noroeste do país (Cárpatos) e desembocam no Mar Negro ou no Mar de Azov.</p>



<p>O principal e maior rio do país é o <strong>Dnieper</strong>, que nasce na Rússia e atravessa o território da Bielorússia antes de cortar a Ucrânia, até ter sua foz no Mar Negro. É muito utilizado para produção de energia elétrica, contando com muitas hidrelétricas e barragens.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="349" height="362" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bacia_hidro_dnipro.png" alt="Bacia Hidrográfica do Rio Dnipro. Francis McLloyd." class="wp-image-4692" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bacia_hidro_dnipro.png 349w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bacia_hidro_dnipro-289x300.png 289w" sizes="(max-width: 349px) 100vw, 349px" /><figcaption>Bacia Hidrográfica do Rio Dnieper. Francis McLloyd.</figcaption></figure></div>



<p>Tem 2.200 km de extensão, onde quase 1.000 estão na Ucrânia, e recebe as águas de mais de 50% do território nacional.</p>



<p>Já o <strong>Rio Bug Meridional </strong>nasce nos Cárpatos Ucranianos e corre diagonalmente até desembocar no Mar Negro. É o segundo mais longo do país e o maior totalmente ucraniano.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="396" height="275" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_bug.png" alt="Rio Bug." class="wp-image-4696" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_bug.png 396w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_bug-300x208.png 300w" sizes="(max-width: 396px) 100vw, 396px" /><figcaption>Rio Bug. Naudotojas.</figcaption></figure></div>



<p>O<strong> Rio Dniester</strong> nasce também nos Cárpatos Ucranianos, adentrando o território da Moldária e voltando para a Ucrânia para desembocar no Mar Negro. Tem uma extensão de aproximadamente 1.300 km.</p>



<p>No leste do país, destaque para o<strong> rio Donets</strong>, afluente do Rio Don, que desagua no Mar de Azov.</p>



<p>Um dos rios mais longos da Europa, o <strong>rio Danúbio</strong>, também tem sua foz na Ucrânia.</p>
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		<title>Geografia e suas &#8216;caixinhas&#8217;: por que isso é tão problemático?</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2019/03/geografia-e-suas-caixinhas-por-que-isso-e-tao-problematico.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Mar 2019 17:00:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cartografia e Geotecnologias]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante a história do pensamento geográfico, diversos autores se propunham a um esforço teórico para equilibrar sob o escopo de uma mesma ciência os campos tão diversos da Geografia. Das análises, algumas são particularmente relevantes. Em &#8220;Um lugar para a Geografia: contra o simples, o banal e o doutrinário&#8221;, Paulo César da Costa Gomes defende [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Durante a história do pensamento geográfico, diversos autores se propunham a um esforço teórico para equilibrar sob o escopo de uma mesma ciência os campos tão diversos da Geografia.</p>



<p>Das análises, algumas são particularmente relevantes.</p>



<p>Em &#8220;Um lugar para a Geografia: contra o simples, o banal e o doutrinário&#8221;, Paulo César da Costa Gomes<strong><em> </em></strong>defende que este problema epistemológico seria resolvido a partir de uma mudança da perspectiva da definição da ciência geográfica. Sai de cena o <strong>espaço geográfico</strong> como objeto de estudo, e se propõe que a particularidade da Geografia estaria na <strong>pergunta de partida</strong>. </p>



<p>Quando visualizamos um &#8220;problema geográfico&#8221;, devemos nos perguntar a <strong>ordem espacial </strong>do mesmo, independente de se o que é analisado são camadas sedimentares em uma rocha ou as vias que compõem uma cidade. </p>



<p>Aqui, o peso maior está no modo de visualizar o problema do que no problema em si.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="500" height="300" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/03/pais.png" alt="" class="wp-image-3625" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/03/pais.png 500w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/03/pais-300x180.png 300w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /><figcaption>Ironicamente, a Geografia tem dois &#8220;pais&#8221;, Humboldt, pai da Geografia Física, e Ritter, pai da Geografia Humana. Todavia, esta dualidade entre os dois autores é discutível.</figcaption></figure></div>



<p>No aflorar da Teoria Geral dos Sistemas e na sua aplicação no escopo da Geografia, o Geossistema, o campo físico e humano se viam enquadrados sob a mesma ótica através do conceito de <strong>Paisagem</strong>.</p>



<p>Sotchava, por exemplo, na década de 1960 trabalha com a Paisagem como conceito fundamental, capaz de sintetizar a integração dinâmica entre elementos do homem e da sociedade. Utilizou estes estudos na prática do planejamento territorial da União Soviética.</p>



<p>Bertrand, representante da escola francesa, por sua vez, apresenta, em seu modelo do geossistema, a composição de três esferas principais: o <strong>Potencial Ecológico</strong>, a <strong>Exploração Biológica</strong> e a <strong>Ação Antrópica</strong>, este último entendido como um agente de desequilíbrio.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="507" height="162" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/03/Screenshot_20190315_211055.png" alt="Modelo de Geossistema de Bertrand." class="wp-image-3622" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/03/Screenshot_20190315_211055.png 507w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/03/Screenshot_20190315_211055-300x96.png 300w" sizes="(max-width: 507px) 100vw, 507px" /><figcaption>Modelo de Geossistema de Bertrand.</figcaption></figure></div>



<p>O elemento antrópico, biológico e físico aparecem na composição da tríade bertrandiana, evocando a inter-relação dos fatores na composição de um sistema natural.</p>



<p>Se o entendimento do campo físico com sua relação com o humano ficava mais claro com a ideia de geossistema, a leitura da sociedade poderia ser apoiada sob o paradigma da <strong>formação sócio-espacial</strong>.</p>



<p>A formação sócio-espacial, originada através de um refinamento da noção marxista de formação econômico-social, é o que podemos compreender como a possibilidade realizada do <strong>Modo de Produção</strong>.</p>



<p>O Modo de Produção, por sua vez, é o modo de organização da sociedade gestada através da associação de graus de desenvolvimento de f<em>orças produtivas</em> e de <em>relações de produção</em>. Assim, desde o desenvolvimento das civilizações, temos uma sequência de &#8220;fases&#8221;: Comunismo Primitivo, Escravista, Feudal, Capitalista e, finalmente, Socialista.</p>



<p>A formação sócio-espacial &#8211; concreta e específica &#8211; seria o modo como este modo de produção &#8211; geral  e abstrato &#8211; ocorreria na sociedade.</p>



<p>Certamente, todo este caminho percorrido, através de um esforço teórico de diversos pensadores, auxiliou no entendimento daquilo que a Geografia estuda. Mas, se as discussões teóricas se mostram assim intensas, como as &#8216;caixinhas&#8217; da ciência geográfica permanecem tão separadas?</p>



<h2>Uma hipótese: o desenho organizacional das universidades</h2>



<p>Analisando o desenho organizacional dos cursos de Geografia em determinadas universidades, percebemos que, em sua formação, o geógrafo  tem embutido uma clara polarização entre o campo físico e o campo humano da Geografia.</p>



<p>Como maneira de apurar esta possível dualidade, vejamos como se organizam os cursos de pós-graduação de algumas universidades brasileira.</p>



<p>É comum, em boa parte das universidades, a divisão do programa de pós-graduação em duas áreas de concentração bem claras: uma para aqueles interessados na Geografia Física e outra para aqueles interessados na Geografia Humana.</p>



<p>Na UFMG, por exemplo, são duas as áreas de concentração: <strong>Organização do Espaço </strong>e <strong>Análise Ambiental</strong>. </p>



<p>A primeira área, conforme o site da universidade, debruça-se, especialmente , sobre a &#8220;produção do espaço, teoria e prática&#8221;. Já a segunda, o foco é, precisamente, a &#8220;geografia física&#8221;.</p>



<p>Na UFPA, ambos as áreas de concentração remetem o estudo da Amazônia. Todavia, ainda aqui, vemos uma orientação dualista. De um lado, temos <strong>Dinâmicas Territoriais na Amazônia </strong>e, do outro, <strong>Dinâmica Socioambiental e Recursos Naturais na Amazônia</strong>.</p>



<p>Na UFSC não é diferente. As áreas de concentração são: <strong>Desenvolvimento Regional e Urbano</strong> e <strong>Utilização e Conservação de Recursos Naturais</strong>.</p>



<p>Caso o aluno tenha interesse de uma área voltada ao uso de geotecnologias na Geografia, encontrará uma linha de pesquisa apenas na Pós-Graduação em Engenharia Civil. </p>



<p>O caso da USP, todavia, é emblemático.</p>



<p>Por lá, não somente áreas de concentração diferentes separam Geografia Física de Humana, mas também <strong>Programas de Pós-Graduação</strong> distintos.</p>



<p>Existe o Programa de Pós-Graduação em Geografia Física (PPGF) e o Programa de Pós-Graduação em Geografia Humana (PPGH).</p>



<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" width="735" height="157" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/03/Screenshot_20190315_230414.png" alt="" class="wp-image-3623" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/03/Screenshot_20190315_230414.png 735w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/03/Screenshot_20190315_230414-300x64.png 300w" sizes="(max-width: 735px) 100vw, 735px" /><figcaption>Na USP, o campo físico e o campo humano da Geografia são separados não apenas por áreas de concentração distintas, mas também por Programas de Pós-Graduação diferentes.<br><br></figcaption></figure>



<p>Na UFPE, na UFPR e na UnB, todavia, temos um cenário diferente. As áreas de concentração são únicas. São intituladas, respectivamente, &#8220;Regionalização e Análise Regional&#8221;, &#8220;Espaço, Sociedade e Ambiente&#8221; e &#8220;Gestão Ambiental e Territorial&#8221;.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="296" height="297" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/03/aziz.png" alt="" class="wp-image-3632" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/03/aziz.png 296w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/03/aziz-150x150.png 150w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/03/aziz-120x120.png 120w" sizes="(max-width: 296px) 100vw, 296px" /><figcaption>Aziz Ab&#8217;Saber, importante geógrafo que destacou-se tanto no campo humano quanto no campo físico da Geografia. Imagem: <a href="http://www.cartaeducacao.com.br/disciplinas/geografia/aziz-absaber-o-geografo-humanista/">Carta Educação</a>.</figcaption></figure></div>



<p>Por fim, no site oficial do curso de Graduação da UNILA, temos uma informação no mínimo curiosa:</p>



<p>&#8220;A concepção que norteia o curso entende a <em>Geografia como sendo única – <strong>humana</strong></em> – tendo foco essencial na compreensão das dinâmicas que caracterizam as manifestações concretas do espaço (lugar, região, território e paisagem)&#8221;.</p>



<h2>Uma consequência: a compartimentação da disciplina no Ensino Médio</h2>



<p>Uma consequência que, ao mesmo tempo retroalimenta este pensamento dualista se dá na organização dos conteúdos da disciplina de Geografia no Ensino Médio.</p>



<p>Se perguntarmos para qualquer professor que liste os primeiros conteúdos que vêm à cabeça para uma aula no primeiro ano do ensino médio, provavelmente as respostas irão variar entre tipos de rochas, classificação climática brasileira ou a diferença entre foz em delta e foz em estuário.</p>



<p>Agora, faça a mesma pergunta, mas se referindo aos conteúdos do segundo e terceiro ano. As respostas serão algo próximo a &#8220;Guerra Fria&#8221;, &#8220;Fases dos Capitalismo&#8221; ou &#8220;Fases do Crescimento Demográfico&#8221;.</p>



<p>Aparentemente, este tipo de organização pode ser vista como &#8220;natural&#8221;. Mas, em seu cerne esconde-se um risco claro: os alunos, ao finalizarem o Terceiro Ano, não sabem por que diabos aprenderam Tipos de Rochas e Guerra Fria em uma mesma disciplina.</p>



<p>Logicamente, a Geografia não é a única disciplina que sofre com este problema. Mas, se a compararmos com Biologia, Matemática ou História, por exemplo, é bem mais provável que o aluno saiba melhor argumentar qual o &#8216;objeto&#8217; de cada uma destas matérias que no caso da ciência geográfica.</p>



<p>A sensação que fica é que ocorre um <em>mix</em> de conteúdos aleatórios que, ao não poderem ser alocados em outras disciplinas, foram inseridos sob uma mesma matéria, tal como a genérica disciplina de &#8216;ciências&#8217; do ensino fundamental.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="338" height="260" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/03/charge.jpg" alt="" class="wp-image-3629" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/03/charge.jpg 338w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/03/charge-300x231.jpg 300w" sizes="(max-width: 338px) 100vw, 338px" /><figcaption>Charge ironiza a dualidade entre Geografia Física e Geografia Humana</figcaption></figure></div>



<p>E isto é um empobrecimento brutal da Geografia, cujas discussões teóricas apontam que esta dualidade aparente é tão compreensível quanto as especializações em tantas outras áreas do conhecimento.</p>



<p>Não deixa-se de ser médico ao especializar-se em neurologia. Não deixa-se de ser geógrafo ao especializar-se em biogeografia. Ou em geografia urbana.</p>



<p>Assim, nós, geógrafos, especialmente quando adentramos a sala de aula, devemos ter sempre em mente que, embora existam campos diferentes, a ciência geográfica é uma só, e esforços teóricos já nos mostraram alguns muitos mecanismos de compreender a nossa diversidade de campos de atuação.</p>



<p>E, levantar bandeiras como pertencendo à &#8220;geografia humana&#8221;, ou à &#8220;geografia física&#8221; é tão empobrecedor quanto doutrinário, é cego e sepulta elementos importantes da realidade que não serão apreendidas pelo dualismo puro. </p>
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		<title>Rochas magmáticas, sedimentares e metamórficas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Feb 2019 20:10:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
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					<description><![CDATA[As rochas são comumente classificadas de acordo com o modo de formação na natureza. Se diferenciam em magmáticas, sedimentares e metamórficas. Rochas magmáticas As rochas magmáticas, também conhecidas como rochas ígneas, são formadas a partir do resfriamento do magma, material fundido rochoso que compõe as camadas interiores da Terra. Se diferenciam pelo local de resfriamento. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>As rochas são comumente classificadas de acordo com o modo de formação na natureza. Se diferenciam em magmáticas, sedimentares e metamórficas.</p>



<h4><b>Rochas magmáticas</b></h4>



<p>As rochas magmáticas, também conhecidas como rochas ígneas, são formadas a partir do resfriamento do magma, material fundido rochoso que compõe as camadas interiores da Terra.</p>



<p>Se diferenciam pelo local de resfriamento. Se o resfriamento ocorrer em superfície, a rocha é classificada como <strong><em>extrusiva, ou vulcânica</em></strong>, se ocorrer ainda dentro da litosfera, é classificada como <em><strong>intrusiva, ou plutônica</strong></em>.</p>



<p>O local de resfriamento irá definir traços importantes da textura da rocha. No caso de rochas extrusivas, o resfriamento será muito rápido, impedindo a formação de cristais de grande tamanho. Assim, rochas deste tipo tendem a ter uma granulação fina. A rocha extrusiva mais comum é o basalto.</p>



<div class="wp-block-image size-medium wp-image-2799"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="300" height="216" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/07/basalto-300x216.png" alt="Basalto" class="wp-image-2799" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/07/basalto-300x216.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/07/basalto.png 357w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption>Basalto. Cristais invisíveis a olho nu.</figcaption></figure></div>



<p>Já no caso de rochas que resfriam no interior da Terra, o processo de resfriamento é muito mais lento. Assim, os cristais têm tempo suficiente para se agruparem, ficando em tamanho muito maior que no caso das rochas extrusivas, alguns atingindo até alguns centímetros. O granito é exemplo muito comum de rocha intrusiva.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="371" height="299" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/granito.png" alt="" class="wp-image-3337" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/granito.png 371w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/granito-300x242.png 300w" sizes="(max-width: 371px) 100vw, 371px" /><figcaption>Granito. Minerais visíveis a olho nu. CC BY-SA 2.5 es, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=1734934.</figcaption></figure></div>



<p>São rochas resistentes e maciças, possibilitando diversos usos econômicos.</p>



<h4><b>Rochas sedimentares</b></h4>



<p>As rochas sedimentares são formadas a partir de um acúmulo e uma posterior cimentação de materiais provenientes de rochas preexistentes. Estas rochas podem ser magmáticas, metamórficas, ou ainda outras rochas sedimentares.</p>



<p>O intemperismo atua em sentido de desagregar o material constituinte da rocha preexistente. Este material, chamado de sedimento, é transportado e depositado, onde constituirá uma rocha sedimentar caso passe por um processo específico de diagênese.</p>



<p>Por sua formação pela acumulação de camadas, podem acumular fósseis.</p>



<p>São divididas em dois tipos básicos: detríticas (ou clásticas), e não-detríticas (ou não-clásticas), que, por sua vez, dividem-se em químicas e orgânicas.</p>



<p>As <em><strong>rochas detríticas ou clásticas</strong></em> são formadas a partir de partículas de rocha preexistentes, os chamados clastos. Em condições de baixa temperatura e pressão, o empilhamento destas partículas forma rochas, geralmente frágeis e porosas.</p>



<p>Dentre as rochas do tipo, citam-se os conglomerados, os siltitos, os arenitos e os argilitos.</p>



<p>As <strong><em>rochas sedimentares químicas </em></strong>são formadas a partir da precipitação de radicais salinos (cloretos, sulfetos, etc.). Estas pequenas partículas, conhecidas como íons, encontram-se dissolvidas na água. Em situações de calmaria, elas afundam e se agrupam no fundo do corpo hídrico, formando a rocha.</p>



<p>É um exemplo o calcário.</p>



<p>Por último, as <em><strong>rochas sedimentares orgânicas</strong></em> são resultado da mistura de materiais orgânicos (árvores, animais mortos, excrementos, etc.), que, com o passar do tempo, são compactados e transformam-se em rochas.</p>



<p>Aqui, podemos citar o carvão.</p>



<h4><b>Rochas metamórficas</b></h4>



<p>As rochas metamórficas são rochas formadas a partir da transformação das condições mineralógicas de uma rocha no estado sólido. Esta transformação é chamada de metamorfismo e é causada pela variação de pressão e temperatura.</p>



<p>É importante aqui salientar que, na formação de uma rocha metamórfica não ocorre fusão. Neste caso, temos a formação novamente de magma, não de outra rocha.</p>



<p>Em geral, o metamorfismo ocorre por duas maneiras.</p>



<p>A primeira é o que se conhece como <em><strong>metamorfismo regional</strong></em>, que ocorre em consequência de eventos geológicos de grande porte, como o choque de placas tectônicas. </p>



<p>O segundo é o <em><strong>metamorfismo de contato</strong></em>. Ocorre em eventos específicos, como na extrusão de diques que é capaz de metamorfizar a porção limítrofe da rocha encaixante.</p>



<p>Em alguns casos específicos, rochas metamórficas podem surgir pelo impacto de meteoritos.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="308" height="183" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/gnaissi.png" alt="" class="wp-image-3338" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/gnaissi.png 308w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/gnaissi-300x178.png 300w" sizes="(max-width: 308px) 100vw, 308px" /><figcaption>Gnaisse. Reparar foliação (acamadamento) da rocha. Por Siim Sepp.</figcaption></figure></div>



<p>O mármore é um exemplo de rocha metamórfica. É formada a partir do metamorfismo de um calcário. O gnaisse, por sua vez, é formado a partir do granito.</p>
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		<title>Como a Lua foi formada?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Feb 2019 01:08:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
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					<description><![CDATA[A Lua é o único satélite natural de grandes dimensões da Terra. Distante 384.400 km do nosso planeta, o corpo celeste guarda grande importância no estabelecimento da vida na Terra, mas também histórico e culturalmente com as civilizações humanas. Todavia, durante muito tempo eram nebulosas as interpretações acerca da formação da Lua. Atualmente, embora tenhamos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Lua é o único satélite natural de grandes dimensões da Terra. Distante 384.400 km do nosso planeta, o corpo celeste guarda grande importância no estabelecimento da vida na Terra, mas também histórico e culturalmente com as civilizações humanas. </p>



<p>Todavia, durante muito tempo eram nebulosas as interpretações acerca da formação da Lua. Atualmente, embora tenhamos uma teoria mais aceita no meio científico, ainda existem outras secundárias que ainda despertam dúvidas. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="312" height="249" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/lua.png" alt="" class="wp-image-3342" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/lua.png 312w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/lua-300x239.png 300w" sizes="(max-width: 312px) 100vw, 312px" /><figcaption>Teria do Big Splash é a mais aceita, mas ainda não é unanimidade.</figcaption></figure></div>



<h2>Teoria da Co-criação: Terra e Lua surgiram ao mesmo tempo</h2>



<p>Uma das teorias mais antigas diz que Terra e Lua foram criadas ao mesmo tempo em um Sistema Solar primitivo.</p>



<p>Antes de se configurar do modo que conhecemos, o Sistema Solar consistia em um grande <strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Disco_de_acre%C3%A7%C3%A3o">disco de acreção</a></strong>, disco composto por poeira e gás em torno de um sol em formação. </p>



<p>Aos poucos, estas partículas passaram a se chocar a se agruparem, formando os primeiros proto-planetas. Estes, por conta de sua grande massa, passaram a atrair mais partículas por força da gravidade, aumentando de tamanho.</p>



<p>Portanto, esta teoria defende que tanto Terra quanto Lua nasceram através do agrupamento de partículas do disco de acreção. Como a Terra teve mais êxito em atrair partículas, tornou-se maior e capturou a Lua sob sua órbita.</p>



<p>Todavia, esta Teoria é falha em explicar o movimento angular da Lua no entorno da Terra.</p>



<h2>A Lua foi formada a partir da expulsão de material da Terra</h2>



<p>Na realidade, existem duas teorias que partem à defesa de que a Lua foi formada a partir da expulsão de uma grande massa de material terrestre. O principal balizamento destas teorias é o fato de que Terra e Lua tem composições químicas semelhantes.</p>



<p>A primeira teoria diz que a Terra, nos primórdios do Sistema Solar, girava com uma velocidade muito mais alta que a atual. Este movimento expulsava continuamente material ao espaço.</p>



<p>Aos poucos, este material foi se solidificando, dando origem à Lua.</p>



<p>A segunda teoria, por sua vez, defende que o fator de expulsão de material da Terra ao espaço não foi um efeito giratório agressivo, mas sim uma sequência de vários impactos de materiais de origem extraterrestre. </p>



<p>Os impactos jogariam grande quantidade de material sólido em órbita que, por sua vez, iam se agrupando até formar um corpo único: a Lua.</p>



<h2>A Lua foi capturada pela Terra</h2>



<p>Esta teoria, criada anteriormente à descoberta da similaridade entre as composições químicas de Terra e Lua, defende que a Lua foi formada em algum outro canto do sistema solar.</p>



<p>Por algum fenômeno, a Lua teria saído de sua órbita e vagado pelo sistema até ser atraída pela órbita terrestre.</p>



<p>Esta teoria tinha como aporte o fato de Marte ter capturado pequenos corpos que se transformaram em satélites próprios. Todavia, pouco se sabe quais fenômenos teriam tirado a Lua de sua órbita original ou em que condições a Terra conseguiu frear a Lua e inseri-la em sua órbita.</p>



<h2>Teoria do Big Splash: um choque com outro planeta teria dado origem à Lua</h2>



<p>Esta teoria veio à tona após ganharem força hipóteses que a Terra, em tempos após a formação do Sistema Solar, tinha um planeta gêmeo, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Theia">Theia</a>, que teria tamanho similar a Marte.</p>



<p>Este planeta teria sido formado a partir do disco de acreção em órbita similar a da Terra. Cerca de 4 bilhões de anos atrás, os dois planetas teriam se chocado. Theia teria entrado em uma órbita caótica, indo em colisão com a Terra.</p>



<p>Este choque teria vaporizado todo o planeta Theia e a superfície da Terra. O material proveniente do choque teria formado uma <strong>sinestia</strong>, objeto celeste cujo formato se assemelha a uma rosquinha, em elevada velocidade de rotação. </p>



<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" width="599" height="282" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/sinestia.png" alt="" class="wp-image-3226" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/sinestia.png 599w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/sinestia-300x141.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/sinestia-520x245.png 520w" sizes="(max-width: 599px) 100vw, 599px" /><figcaption>Sinestia, disco de rocha pulverizada formado após a colisão de planetas rochosos. Por: © Simon Lock and Sarah Stewart</figcaption></figure>



<p>Este fenômeno teria misturado os elementos constituintes de ambos os planetas de maneira uniforme. A parte mais externa teria se solidificado e formado a Lua, enquanto a parte interna teria sido acrescida à Terra.</p>



<p>É atualmente a teoria mais aceita.</p>



<p>Existe uma variação menos sofisticada desta teoria. Nela, não ocorreu a formação de uma sinestia. Theia seria constituída por um material mais frágil que a Terra. O choque entre os dois planetas fez com que Theia fosse despedaçada. O que restou dela foi agregada e formou a Lua.</p>



<p>Todavia, esta variação não explica as similaridades entre as composições de Terra e Lua.</p>
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		<item>
		<title>Polônia – Características gerais, clima, relevo e hidrografia</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2019/02/polonia-caracteristicas-gerais-clima-relevo-e-hidrografia.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Feb 2019 20:55:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Climatologia]]></category>
		<category><![CDATA[Europa de Leste]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geomorfologia]]></category>
		<category><![CDATA[Hidrografia]]></category>
		<category><![CDATA[Países em foco]]></category>
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					<description><![CDATA[Características gerais Capital: Varsóvia;Área: 312,7 mil km²;Moeda: Złoty;População: 38,4 milhões de habitantes (2017);Densidade Demográfica: 122 hab./km²;PIB: 1,193 trilhões;Idioma: Polaco. Relevo O relevo da Polônia inclui variadas morfologias, indo desde as planícies do norte até as montanhas dos Cárpatos, passando por áreas planaltinas centrais. Podemos dividir o relevo polonês em cinco faixas que estendem-se de norte [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="220" height="138" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/220px-Flag_of_Poland.svg.png" alt="" class="wp-image-3218"/><figcaption>Bandeira da Polônia</figcaption></figure></div>



<h2>Características gerais</h2>



<p>Capital: Varsóvia;<br>Área: 312,7 mil km²;<br>Moeda: Złoty;<br>População: 38,4 milhões de habitantes (2017);<br>Densidade Demográfica: 122 hab./km²;<br>PIB: 1,193 trilhões;<br>Idioma: Polaco.</p>



<h2>Relevo</h2>



<p>O relevo da Polônia inclui variadas morfologias, indo desde as planícies do norte até as montanhas dos Cárpatos, passando por áreas planaltinas centrais.</p>



<p>Podemos dividir o relevo polonês em cinco faixas que estendem-se de norte a sul. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="359" height="350" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/relevo_poland.jpg" alt="" class="wp-image-3214" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/relevo_poland.jpg 359w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/relevo_poland-300x292.jpg 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/relevo_poland-768x748.jpg 768w" sizes="(max-width: 359px) 100vw, 359px" /><figcaption>Relevo da Polônia<br> By Captain Blood at english Wikipedia &#8211; Own work, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=474497</figcaption></figure></div>



<p>A primeira compreende a <em><strong>planície costeira</strong></em>, envolvendo mais ou menos a região histórica da <strong>Pomerânia</strong>. A costa tem um formato regular, formado a partir do derretimento dos glaciares do Mar Báltico e elevação do nível do mar. Esta regularidade só é quebrada na Baía Pomerânia, localizada a oeste, próximo à divisa com a Alemanha, e no Golfo de Gdansk, no litoral central do país.</p>



<p>A segunda inclui as <em><strong>planícies centrais</strong></em>, generalização para o cinturão ao sul da planície costeira que inclui também lagos, colinas e vales. Além de serem a principal área povoada desta partimentação do relevo, os vales ainda dividem esta região em três partes: a Região dos Lagos da Pomerânia, a oeste do rio Vístula e a norte do rio Notec, a Região dos Lagos da Grande Polônia, a oeste do Vístula e ao sul do Notec, e a Região dos Lagos da Masúria, a leste do Vístula. </p>



<p>A terceira corresponde aos <strong><em>planaltos da Pequena Polônia</em></strong>, que envolve as regiões históricas da Silésia e da Cracóvia. Inclui as elevações de Silésia-Cracóvia, a oeste, e as Montanhas Santa Cruz, a leste, esta última chegando aos 600 metros. É uma área rica em minérios, como ferro, zinco, chumbo e carvão, importantes para o estabelecimento de sítios industriais na região.</p>



<p>A quarta inclui as <em><strong>montanhas dos Sudetos</strong></em>, orientadas em sentido noroeste-sudeste, incorporando a fronteira entre Polônia, Alemanha e Rep. Tcheca. O ponto mais alto é o monte Karkonosze, com 1.600 metros. É uma área rica em carvão metalúrgico, o que impulsionou a criação da importante área industrial de Walbrzych.</p>



<p>Por fim, a quinta região inclui a <strong><em>cadeia de montanhas dos Cárpatos,</em></strong> importante cordilheira que atravessa, além da Polônia, Romênia, Ucrânia e Eslovênia. É onde está localizado o ponto mais alto do país, o monte Rysy, com cerca de 2.500 metros de altitude.</p>



<h2>Clima</h2>



<p>Conforme a Classificação Climática de Koppen, o clima predominante na Polônia é o clima continental úmido com verão fresco (Dfb). É um clima similar ao de boa parte do leste europeu e parte da Alemanha.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="512" height="626" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Poland_Köppen.svg.png" alt="" class="wp-image-3215" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Poland_Köppen.svg.png 512w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Poland_Köppen.svg-245x300.png 245w" sizes="(max-width: 512px) 100vw, 512px" /><figcaption> <br>Clima da Polônia, conforme classificação climática de Koppen<br>Por Adam Peterson [CC BY-SA 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0)]</figcaption></figure></div>



<p>Na porção oeste, todavia, a configuração climática altera-se para um clima oceânico temperado (Cfb). Por ser um clima de influência oceânica, apresenta-se com menores amplitudes térmicas. É um clima similar ao encontrado na França, Alemanha, Reino Unido e norte da Espanha.</p>



<p>Nas elevações dos Cárpatos, também encontram-se uma minoria de climas sub-ártico e de tundra.</p>



<p>O balanço do clima polonês também é definido pela atuação das diferentes massas de ar que atuam no país. Dentre elas, destacam-se a massa polar da Escandinávia, o ar subtropical proveniente do sul e a massa oceânica de oeste.</p>



<h2>Hidrografia</h2>



<p>Os rios mais importantes da Polônia são o <strong><em>Oder</em></strong>, que define a divisa do país com a Alemanha, e o <strong><em>Vístula</em></strong>, que atravessa o centro do país, drenando cidades importantes como Cracóvia e Varsóvia.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="323" height="350" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/vistula.png" alt="" class="wp-image-3216" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/vistula.png 323w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/vistula-277x300.png 277w" sizes="(max-width: 323px) 100vw, 323px" /><figcaption>By Kmusser &#8211; Own work, Elevation data from SRTM, drainage basin boundary from USGS, all other features from Natural Earth., CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=24543621</figcaption></figure></div>



<p>Ambos os rios fazem o trajeto norte-sul, nascendo nas montanhas do sul e desembocando no Mar Báltico. Destaque aqui para o Vístula, que drena cerca de metade das águas continentais do país para o mar.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="330" height="350" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/oden.png" alt="" class="wp-image-3217" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/oden.png 330w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/oden-283x300.png 283w" sizes="(max-width: 330px) 100vw, 330px" /><figcaption>Rio Oder. Por NordNordWest &#8211; Own work, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=3588973</figcaption></figure></div>



<p>Pelo fato da nascente da maioria dos rios poloneses estarem localizadas em regiões elevadas do sul do país, a alimentação ocorre, em geral, por via nival. </p>



<p>O país também dispõe de um número elevado de lagos. Cerca de 1% da superfície nacional é coberta por corpos d&#8217;água do tipo.</p>



<p><strong>Artigo&nbsp;baseado&nbsp;em:</strong></p>



<p>ASIEWICZ, Krzysztof; DAVIES, Norman.&nbsp;<strong>Enciclopedia Britannica.&nbsp;</strong>Disponível em: &lt;https://www.britannica.com/place/Poland/Land#ref256672&gt;. Acesso em: 19 fev. 2019.</p>
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		<title>Domínios Morfoclimáticos: Amazônico, Cerrado, Mares de Morros, Caatinga, Araucária e Pradarias</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2019/01/dominios-morfoclimaticos-amazonico-cerrado-mares-de-morros-caatinga-araucaria-e-pradarias.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Jan 2019 20:29:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Biogeografia]]></category>
		<category><![CDATA[Climatologia]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geomorfologia]]></category>
		<category><![CDATA[Região Centro-Oeste]]></category>
		<category><![CDATA[Região Nordeste]]></category>
		<category><![CDATA[Região Norte]]></category>
		<category><![CDATA[Região Sudeste]]></category>
		<category><![CDATA[Região Sul]]></category>
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					<description><![CDATA[Os Domínios Morfoclimáticos (morfo = relevo) são uma classificação da paisagem natural brasileira elaborada pelo geógrafo Aziz Ab&#8217;Saber na década de 1960. Este tipo de classificação busca reconhecer regiões &#8211; aqui chamadas de domínios &#8211; que tragam certa homogeneidade em sua paisagem natural. Utilizou-se como critério de cruzamento dois fatores: o relevo e o clima. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os Domínios Morfoclimáticos (<em>morfo = relevo</em>) são uma classificação da paisagem natural brasileira elaborada pelo geógrafo Aziz Ab&#8217;Saber na década de 1960.</p>



<p>Este tipo de classificação busca reconhecer regiões &#8211; aqui chamadas de domínios &#8211;  que tragam certa homogeneidade em sua paisagem natural. Utilizou-se como critério de cruzamento dois fatores: o relevo e o clima. </p>



<p>Assim, foram definidos seis domínios morfoclimáticos no Brasil. São eles:</p>



<p><strong><em>Domínio amazônico: </em></strong>Fator morfológico &#8211; terras baixas; Fator climático: equatorial, com florestas equatoriais.</p>



<p><em><strong>Domínio do cerrado:</strong></em> Fator morfológico &#8211; chapadões interiores; Fator climático &#8211; tropical continental, com cerrados e matas de galeria.</p>



<p><strong><em>Domínio dos mares de morros:</em></strong> Fator morfológico &#8211; mares de morros/ áreas mamelonares, com pequenas elevações arredondadas (mamelões); Fator climático &#8211; tropical atlântico florestado.</p>



<p><strong><em>Domínio da caatinga:</em></strong> Fator morfológico &#8211; depressões intermontanas e interplanálticas; Fator climático &#8211; semi-árido.</p>



<p><em><strong>Domínio da araucária:</strong></em> Fator morfológico &#8211; planaltos; Fator climático &#8211; subtropical, com araucárias.</p>



<p><em><strong>Domínio das pradarias:</strong></em> Fator morfológico &#8211; coxilhas (colinas de elevação variada coberta por campos); Fator climático &#8211; subtropical com pradarias mistas.</p>



<p>Assim:</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="629" height="253" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/01/dominios_morfoclimaticos.png" alt="" class="wp-image-3115" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/01/dominios_morfoclimaticos.png 629w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/01/dominios_morfoclimaticos-300x121.png 300w" sizes="(max-width: 629px) 100vw, 629px" /><figcaption>Quadro-resumo: Domínios Morfoclimáticos</figcaption></figure></div>



<p>Dentre os domínios, existem áreas de transição, cujo aspecto morfoclimático é de transição entre dois ou mais domínios.</p>



<p>O conceito de Domínio Morfoclimático dista do concento de Bioma pois, enquanto o primeiro se refere a totalidade dos elementos do espaço, como fauna e vegetação, inclusive aquática, o segundo limita-se a aspectos terrestres.</p>
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		<title>Croácia &#8211; Características gerais, clima, relevo e hidrografia</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2018/07/croacia-caracteristicas-gerais-clima-relevo-e-hidrografia.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jul 2018 00:23:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Climatologia]]></category>
		<category><![CDATA[Europa de Leste]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geomorfologia]]></category>
		<category><![CDATA[Hidrografia]]></category>
		<category><![CDATA[Países em foco]]></category>
		<category><![CDATA[clima da croácia]]></category>
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					<description><![CDATA[Características Gerais Capital: Zabreg; Área: 56.542 km²; Moeda: Kuna croata; População: 4,2 milhões de habitantes (2016); Densidade Demográfica: 81 hab./km²; PIB: 87,3 bilhões; Idioma: Croata. Relevo Cerca da metade do território croata corresponde à Planície da Panônia, se estendendo do norte ao nordeste do país, na região conhecida como Eslavônia. A Planície da Panônia se [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_2887" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2887" loading="lazy" class="size-medium wp-image-2887" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/07/croacia-bandeira-300x151.png" alt="Bandeira da Croácia" width="300" height="151" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/07/croacia-bandeira-300x151.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/07/croacia-bandeira.png 301w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-2887" class="wp-caption-text">Bandeira da Croácia</p></div></p>
<p><div id="attachment_2889" style="width: 285px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2889" loading="lazy" class="size-full wp-image-2889" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/07/mapa-croacia.png" alt="Mapa da Croácia" width="275" height="299" /><p id="caption-attachment-2889" class="wp-caption-text">Mapa da Croácia</p></div></p>
<h4>Características Gerais</h4>
<p>Capital: Zabreg;<br />
Área: 56.542 km²;<br />
Moeda: Kuna croata;<br />
População: 4,2 milhões de habitantes (2016);<br />
Densidade Demográfica: 81 hab./km²;<br />
PIB: 87,3 bilhões;<br />
Idioma: Croata.</p>
<h4>Relevo</h4>
<p style="text-align: justify;">Cerca da metade do território croata corresponde à Planície da Panônia, se estendendo do norte ao nordeste do país, na região conhecida como Eslavônia.</p>
<p style="text-align: justify;">A Planície da Panônia se estende por diversos países da Europa Central e foi formada a partir da seca do Mar da Panônia no Plioceno. É uma região de solo fértil.</p>
<p>A oeste, um braço dos Alpes Dináricos atravessa a Croácia em sentido noroeste-sudeste. É onde se localizam as maiores altitudes do país, dentre as quais a maior, o monte Dinara, que chega a 1.830 metros.</p>
<p>É um conjunto de montanhas de constituição calcária que segue a costa croata da região de Rijeka até mais ou menos a altura de Zadar, onde adentra mais o continente, embora continue com a mesma orientação.</p>
<p>Atravessando os Alpes Dináricos, encontramos o litoral croata. Este compartimento do relevo envolve a península da Istria, ao norte, onde as planícies avançam por mais de 50km ao interior do país, o centro-norte, entre Rijeka e Zadar, onde o litoral de estreita, avançando não mais que poucos quilômetros e o sul, a partir de Zadar, onde a planície litorânea volta a adquir maiores proporções.</p>
<p>O litoral croata é bastante recortado, envolvendo mais de 1.000 ilhas e apresentando uma peculiar orientação noroeste-sudeste.</p>
<h4>Clima</h4>
<p style="text-align: justify;">A Croácia pode ter seu clima categorizado em dois tipos principais.</p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro engloba desde a região da Panônia croata até os Alpes Dináricos. São regiões onde predomina o clima continental.</p>
<p style="text-align: justify;">A continentalidade determina uma amplitude térmica mais ou menos elevada, com verões temperados e invernos frios.</p>
<p style="text-align: justify;">Pela classificação climática de Koppen, esta região corresponderia ao clima do tipo Dfb, caracterizado por ser um clima continental, úmido e de verão temperado.</p>
<p style="text-align: justify;">Já o litoral croata apresenta um clima do tipo mediterrâneo, com verões quentes e secos, característico dos climas Cfa e Csa, os mesmos predominantes em quase toda Itália e no sul de Portugal e Espanha.</p>
<p style="text-align: justify;">A atuação das massas de ar são bastante marcantes no litoral croata. No norte, os ventos bora e mistral diminuem as temperaturas no inverno e no verão, respectivamente, e deixam o clima mais seco. Já no sul, o siroco eleva as temperaturas e traz secura no verão.</p>
<h4>Hidrografia</h4>
<p style="text-align: justify;">Os dois principais rios croatas correm em sentido noroeste-sudeste. São eles: o Sava e o Drava.</p>
<p style="text-align: justify;">O rio Sava nasce na Eslovênia, cortando Zagreb e delimitando a fronteira entre a Croácia e a Bósnia e Herzegovina, desembocando no Rio Danúbio, já em território sérvio. Tem cerca de 940 km de extensão.</p>
<p style="text-align: justify;">Os seus afluentes mais importantes são os rios Ljubljanica, Mirna, Krka, Kupa, Lonja, Orljava e Una.</p>
<p><div id="attachment_2892" style="width: 296px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2892" loading="lazy" class="wp-image-2892 size-full" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/07/mapa-croacia-1-1.png" alt="Rio Sava. Por Kmusser CC BY-SA 2.5, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=1651337" width="286" height="285" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/07/mapa-croacia-1-1.png 286w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/07/mapa-croacia-1-1-150x150.png 150w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/07/mapa-croacia-1-1-160x160.png 160w" sizes="(max-width: 286px) 100vw, 286px" /><p id="caption-attachment-2892" class="wp-caption-text">Rio Sava. Por Kmusser CC BY-SA 2.5, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=1651337</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">Já o Rio Drava nasce na Itália, próximo a fronteira com a Suíça, atravessando a Planície da Panônia e delimitando boa parte da divisa entre Croácia e Hungria. Assim como o Rio Sava, deságua no Rio Danúbio, próximo a Osijek. Tem cerca de 750 km de extensão.</p>
<p><div id="attachment_2893" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2893" loading="lazy" class="wp-image-2893 size-full" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/07/mapa-croacia-2.png" alt="Rio Drava. CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=73382." width="296" height="159" /><p id="caption-attachment-2893" class="wp-caption-text">Rio Drava. CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=73382.</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">No sul do país, se destacam os rios Krka e Cetina, com grande potencial hidrelétrico.</p>
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		<title>Angola – Características gerais, clima, relevo e hidrografia</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2018/05/angola-caracteristicas-gerais-clima-relevo-e-hidrografia.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 May 2018 21:52:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[África Subsaariana]]></category>
		<category><![CDATA[Climatologia]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Geomorfologia]]></category>
		<category><![CDATA[Hidrografia]]></category>
		<category><![CDATA[Países em foco]]></category>
		<category><![CDATA[clima de angola]]></category>
		<category><![CDATA[geografia de angola]]></category>
		<category><![CDATA[hidrografia de angola]]></category>
		<category><![CDATA[relevo de angola]]></category>
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					<description><![CDATA[Características gerais Capital: Luanda; Área: 1.246.700 km²; Moeda: Kwanza; População: 23,3 milhões de habitantes (2017); Densidade Demográfica: 20,6 hab./km²; PIB: 131 bilhões; Idioma: Português. Relevo O relevo angolano pode ser dividido em três compartimentos principais. O primeiro deles corresponde à planície costeira, que tem extensão bastante variável. No norte do país, nas proximidades de Luanda, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_2901" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2901" loading="lazy" class="size-medium wp-image-2901" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/05/angola-bandeira-300x196.png" alt="" width="300" height="196" /><p id="caption-attachment-2901" class="wp-caption-text">Bandeira de Angola</p></div></p>
<h4>Características gerais</h4>
<p>Capital: Luanda;<br />
Área: 1.246.700 km²;<br />
Moeda: Kwanza;<br />
População: 23,3 milhões de habitantes (2017);<br />
Densidade Demográfica: 20,6 hab./km²;<br />
PIB: 131 bilhões;<br />
Idioma: Português.</p>
<h4>Relevo</h4>
<p style="text-align: justify;">O relevo angolano pode ser dividido em três compartimentos principais.</p>
<p><div id="attachment_2898" style="width: 290px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2898" loading="lazy" class="size-medium wp-image-2898" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/05/angola-1-280x300.png" alt="Relevo de Angola. Por Sadalmelik - Obra do próprio, Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=2276307" width="280" height="300" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/05/angola-1-280x300.png 280w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/05/angola-1.png 289w" sizes="(max-width: 280px) 100vw, 280px" /><p id="caption-attachment-2898" class="wp-caption-text">Relevo de Angola. Por Sadalmelik &#8211; Obra do próprio, Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=2276307</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro deles corresponde à planície costeira, que tem extensão bastante variável. No norte do país, nas proximidades de Luanda, chega até 200 km, enquanto que na região central, nas redondezas de Benguela, se estreita para cerca de apenas 25 km.</p>
<p style="text-align: justify;">Indo para leste, escarpas abruptas marcam o início do segundo compartimento. A partir delas, se elevam planaltos acidentados, dentre os quais o mais expressivo é o Planalto de Bié, onde a altitude supera facilmente os 1.500 metros, atingindo seu ápice no Monte Moco, com 2.600 metros, o ponto culminante de Angola.</p>
<p>Anexo ao Planalto de Bié, ascendem terras altas de proporções menores, conhecidas como Malanje.</p>
<p style="text-align: justify;">O planalto central angolano se inclina gradualmente para o centro do continente, onde marca o terceiro compartimento do relevo do país.</p>
<p style="text-align: justify;">Com altitudes que variam de 500 até 1.000 metros, este platô inexpressivo encobre cerca de dois terços do país.</p>
<h4>Clima</h4>
<p style="text-align: justify;">O clima de Angola varia muito em sentido norte-sul e em relação à proximidade com a costa.</p>
<p style="text-align: justify;">O norte do país apresenta um clima tropical típico (Aw/As), com índices pluviométricos elevados. O exclave de Cabinda, por exemplo, tem cerca de 1.800 mm anuais de chuva.</p>
<p style="text-align: justify;">Na parte central interior do país, os índices pluviométricos continuam elevados, como em Huambo, no Planalto de Bié, que recebe cerca de 1.450 mm de chuva anuais.</p>
<p style="text-align: justify;">Todavia, o aumento da altitude traz uma diminuição de temperatura. Na região do Planalto de Bié, temos um clima próximo ao tropical de altitude (Cwb), enquanto que nas regiões de planaltos mais baixos no leste do país, predomina um clima subtropical com verões quentes (Cwa).</p>
<p style="text-align: justify;">Na costa, todavia, a situação se altera profundamente. O clima com bons índices pluviométricos dá lugar a um ambiente seco. Luanda, no litoral norte, por exemplo, recebe apenas cerca de 330 mm anuais de chuva, apresentando um clima do tipo árido de estepe (BSh).</p>
<p>No sul do litoral, porém, as chuvas são ainda mais escassas. Anualmente, esta região recebe apenas 50 mm anuais de chuva, se enquadrando em um clima desértico (BWh).</p>
<h4>Hidrografia</h4>
<p style="text-align: justify;">Os planaltos do centro de Angola funcionam como os principais divisores de águas do país. A maioria dos rios nasce nesta região, seguindo a oeste para o Atlântico, a norte para o Rio Congo ou ainda para o sudeste onde infiltram o interior do continente.</p>
<p style="text-align: justify;">Dentre os rios que fluem para o Oceano Atlântico, destacam-se dois principais: o Cuanza e o Cunene.</p>
<p style="text-align: justify;">O rio Cuanza tem cerca de 1000 km de extensão e é o maior rio inteiramente dentro das fronteiras angolanas. Nascendo no Planalto de Bié, o rio segue em sentido norte até se encaixar entre a escarpa do planalto e do Malanje, seguindo a partir daí sentido oeste.</p>
<p><div id="attachment_2787" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2787" loading="lazy" class="size-medium wp-image-2787" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Cuanza_River_Angola-300x262.png" alt="Rio Cuanza" width="300" height="262" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Cuanza_River_Angola-300x262.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Cuanza_River_Angola.png 495w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-2787" class="wp-caption-text">Rio Cuanza</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">O rio Cunene nasce também na região central do país, seguindo sentido sul, até dobrar bruscamente em sentido oeste, marcando a divisa entre Angola e a Namíbia.</p>
<p><div id="attachment_2900" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2900" loading="lazy" class="size-medium wp-image-2900" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/05/angola-3-300x196.png" alt="Rio Cunene" width="300" height="196" /><p id="caption-attachment-2900" class="wp-caption-text">Rio Cunene</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">Dentre os rios que seguem a norte, desembocando no Rio Congo, os principais deles são o Cuango e o Chicapa, ambos nascendo também nos planaltos centrais do país.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda, parte dos rios seguem em sentido sudeste, para o interior do continente africano. É o caso do Cubango e do Cuando.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Espanha &#8211; Características gerais, clima, relevo e hidrografia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 May 2018 22:06:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Climatologia]]></category>
		<category><![CDATA[Europa Ocidental]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
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					<description><![CDATA[Características Gerais Capital: Madrid; Área: 505.991 km²; Moeda: Euro; População: 46,4 milhões de habitantes (2017); Densidade Demográfica: 92,2 hab./km²; PIB: 1,2 trilhão; Idioma: Espanhol. Relevo O território espanhol é predominantemente marcado por elevações, estando a maior parte inserido sobre um planalto, conhecido como Meseta Central. Este platô é cortado em sentido leste-oeste pela Serra Central. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_2775" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2775" loading="lazy" class="size-medium wp-image-2775" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/05/640px-Flag_of_Spain.svg-300x200.png" alt="Bandeira da Espanha" width="300" height="200" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/05/640px-Flag_of_Spain.svg-300x200.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/05/640px-Flag_of_Spain.svg.png 640w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-2775" class="wp-caption-text">Bandeira da Espanha</p></div></p>
<h4>Características Gerais</h4>
<p>Capital: Madrid;<br />
Área: 505.991 km²;<br />
Moeda: Euro;<br />
População: 46,4 milhões de habitantes (2017);<br />
Densidade Demográfica: 92,2 hab./km²;<br />
PIB: 1,2 trilhão;<br />
Idioma: Espanhol.</p>
<h4>Relevo</h4>
<p style="text-align: justify;">O território espanhol é predominantemente marcado por elevações, estando a maior parte inserido sobre um planalto, conhecido como Meseta Central.</p>
<p style="text-align: justify;">Este platô é cortado em sentido leste-oeste pela Serra Central. Já perto da planície do rio Ebro, a Serra Central se liga com a Cordilheira Ibérica, esta última que se inclina em sentido noroeste-sudeste.</p>
<p><img loading="lazy" class="size-medium wp-image-2904 aligncenter" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/10/espanha-relevo_2-300x203.png" alt="" width="300" height="203" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/10/espanha-relevo_2-300x203.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/10/espanha-relevo_2-768x519.png 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/10/espanha-relevo_2.png 799w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p style="text-align: center;">Relevo da Espanha. Fonte: <a href="http://www.studentsoftheworld.info/sites/country/spain.php?Page=23">http://www.studentsoftheworld.info/sites/country/sp</a></p>
<p style="text-align: justify;">Nos limites da Meseta Central, encontramos outras cordilheiras importantes. São elas: a Cordilheira Cantábrica, na região da Galícia, a noroeste, e a Cordilheira Baética, do sul.</p>
<p style="text-align: justify;">A Cordilheira Baética mergulha sob o Mar Mediterrâneo, emergindo há alguns quilômetros da costa e formando as Ilhas Baleares.</p>
<p style="text-align: justify;">Já na divisa com a França, sobe a cadeia de montanhas do Pirineus.</p>
<p style="text-align: justify;">As depressões ocorrem nas redondezas dos rios Ebro (entre Cordilheira Ibérica e Pirineus) e Guadalquivir (entre a Cordilheira Baética e a Sierra Morena).</p>
<p style="text-align: justify;">As planícies costeiras têm extensão reduzida, atingindo maior relevância na comunidade autônoma de Valência.</p>
<h4>Clima</h4>
<p style="text-align: justify;">A Espanha apresenta uma quantidade relativamente elevada de tipos climáticos em seu território.</p>
<p style="text-align: justify;">Isto pode ser explicado pela conformação do relevo, onde as cadeias de montanhas criam regiões de sombra de chuvas, similar ao que acontece no Sertão Nordestino com o Planalto da Borborema, e pelo tamanho da Península Ibérica, que possibilita a existência de climas oceânicos e continentais.</p>
<p style="text-align: justify;">Na faixa norte do país, entre a Catalunha e a Galícia, predomina um clima temperado úmido, com índices pluviométricos elevados. Corresponde ao clima Cfb na classificação climática de Koppen.</p>
<p style="text-align: justify;">Fora desta zona, todavia, os índices pluviométricos costumam ser muito baixos.</p>
<p style="text-align: justify;">A região central e sudeste do país, mais precisamente as regiões de Castilla-la-Mancha, Valência, Murcia e o sul de Aragão, apresenta um clima notadamente árido e quente (BSk).</p>
<p style="text-align: justify;">Este clima é em boa parte sustentado pela existência de uma corrente de ar quente e seca que é barrada pela Cordilheira Cantábrica e pelos Pirineus, ficando presa em território espanhol durante o verão.</p>
<p style="text-align: justify;">A maior parte da Andaluzia, bem como uma estreita faixa que vai do centro ao oeste do país (noroeste de Castilla-la-Mancha até a Extremadura), é caracterizada por um clima temperado com verões quentes (Csa).</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, de Castilla y León até a Galícia, predomina um clima temperado com verões temperados (Csb).</p>
<p style="text-align: justify;">Os climas não-montanhosos espanhóis são notadamente influenciados pela continentalidade.</p>
<h4>Hidrografia</h4>
<p style="text-align: justify;">A hidrografia ibérica é, quando consideramos o número de rios e sua extensão, bem desenvolvida.</p>
<p><div id="attachment_2903" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2903" loading="lazy" class="wp-image-2903 size-medium" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Spain-basins_3-300x234.png" alt="Principais Bacias Hidrográficas da Espanha. Por FDV – Obra do próprio, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=3787551" width="300" height="234" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Spain-basins_3-300x234.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Spain-basins_3.png 503w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-2903" class="wp-caption-text">Principais Bacias Hidrográficas da Espanha. Por FDV – Obra do próprio, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=3787551</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">Podemos dividir as bacias hidrográficas espanholas em dois grandes grupos. O primeiro drena para o Oceano Atlântico, e engloba os principais rios do país. São eles: o Tejo (1.007 km), o Douro (895 km), o Guadiana (818 km) e o Guadalquivir (657 km). Todos, com exceção do último, têm sua foz em Portugal.</p>
<p style="text-align: justify;">Já o segundo grupo corresponde aos rios que drenam para o Mar Mediterrâneo. Esta rede hidrográfica é, todavia, bem mais pobre, especialmente por este rios atravessarem as regiões mais secas da Meseta.</p>
<p style="text-align: justify;">A exceção deste grupo fica pelo Rio Ebro, com 909 km, nascendo na Cordilheira Cantábrica e desaguando na província de Tarragona, entre Barcelona e Valência.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, apesar de ter alguns dos maiores rios da Europa, a Península Ibérica é drenada por rios, em geral, com pouco volume anual e com regimes irregulares.</p>
<p style="text-align: justify;">A maior exceção a esta regra é o Rio Ebro, que apresenta um fluxo elevado, de aproximadamente 540 metros cúbicos por segundo. Esta característica ocorre por conta da constante alimentação do rio pelo degelo dos Pirineus e pelas constantes chuvas nesta área do país.</p>
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