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	<title>África Subsaariana &#8211; Geografia Opinativa</title>
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	<title>África Subsaariana &#8211; Geografia Opinativa</title>
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	<item>
		<title>A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 May 2019 12:04:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O petróleo, a partir da Segunda Revolução Industrial, tornou-se o combustível central do desenvolvimento da sociedade capitalista. Todavia, seu caráter não-renovável e sua má distribuição ao redor do globo o tornou uma arma geopolítica, dando poder aos países detentores de reservas em cenário mundial. Este tipo de uso geopolítico do petróleo tornou-se comum a partir [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O petróleo, a partir da Segunda Revolução Industrial, tornou-se o combustível central do desenvolvimento da sociedade capitalista. Todavia, seu caráter não-renovável e sua má distribuição ao redor do globo o tornou uma arma geopolítica, dando poder aos países detentores de reservas em cenário mundial.</p>



<p>Este tipo de uso geopolítico do petróleo tornou-se comum a partir da década de 1960, com a criação da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), organização composta originalmente por Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait e Venezuela.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img width="715" height="428" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/05/opep.png" alt="" class="wp-image-3663" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/05/opep.png 715w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/05/opep-300x180.png 300w" sizes="(max-width: 715px) 100vw, 715px" /><figcaption>Bandeira da OPEP, importante organização sul-sul frente interesses do centro do sistema capitalista</figcaption></figure></div>



<p>O ponto focal da criação da organização foi dar poder de negociação aos países produtores de petróleo frente ao arrocho de preços promovido pelas grandes multinacionais do mundo ocidental, dentre elas as que compunham o monopólio conhecido como <em><strong>Sete Irmãs</strong></em>, gigantes empresas petrolíferas europeias e americanas que comandavam a exploração de petróleo em nível global.</p>



<p>Estruturados em bloco, os países componentes da OPEP passaram a se articular de modo a garantir maior controle sobre a produção petrolífera mundial, em detrimento das multinacionais do ocidente. </p>



<p>Dentre as conquistas do grupo, citam-se o aumento dos royalties pagos pelas empresas exploradoras aos países, aumento dos impostos pela exploração e <strong>poder sobre o preço do petróleo</strong>.</p>



<p>Com isso, os países poderiam reverter a exploração em seus territórios em projetos que melhorassem a qualidade de vida de sua população e suas infraestruturas. Era, na prática, uma imposição sul-sul frente aos interesses do centro do capitalismo mundial.</p>



<p>Todavia, o episódio mais emblemático envolvendo a OPEP e as potências ocidentais ocorreu em 1973. Neste período, ocorreu, no contexto da <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/12/questao-palestina.html">Questão Palestina</a>, a Guerra do Yom Kippur, ataque de Síria e Egito a Israel em busca de recuperar seus territórios perdidos para o país. </p>



<p>O apoio dos EUA e das potências europeias a Israel levou a OPEP, composta majoritariamente por países de maioria islâmica, a aumentar intencionalmente o preço do petróleo em 400%. </p>



<p>Como a economia mundial era extremamente dependente do petróleo, esta elevação dos preços levou ao encarecimento de combustíveis e de produtos, prejudicando a economia de diversos países. A partir deste ano instaura-se uma fase depressiva da economia mundial, que levou as nações ocidentais a buscarem o mais rapidamente resolver a situação com os países da OPEP.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="394" height="350" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Historico_petroleo.jpg" alt="" class="wp-image-3662" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Historico_petroleo.jpg 394w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Historico_petroleo-300x267.jpg 300w" sizes="(max-width: 394px) 100vw, 394px" /><figcaption>Variação do preço do petróleo entre 1861 e 2001. Notar que as maiores variações a partir de 1950 são por conta de ebulições sociais no Oriente Médio.</figcaption></figure></div>



<p>O embargo foi retirado em janeiro de 1974, mas a economia mundial sofreria os reflexos dele por muitos anos. </p>



<p>Além do choque provocado pela OPEP, o preço do petróleo ainda era vítima das ebulições geopolíticas no Oriente Médio. Anteriormente, em 1959, a nacionalização do Canal de Suez já havia elevado o preço do barril.</p>



<p>Posteriormente, resultados parecidos ocorreram em 1979, quando eclode a <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/conflito-ira-iraque-guerras-do-golfo.html">Revolução Iraniana</a>, que tirou o Xá Reza Pahlevi do poder no Irã, e em 1991, no contexto da <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/conflito-ira-iraque-guerras-do-golfo.html">Guerra do Golfo</a>, quando o Iraque invadiu o Kuwait e passou a comandar as jazidas de exploração petrolífera dos vizinhos do sul. </p>



<p>Estes momentos ficaram conhecidos, respectivamente, como Primeira, Terceira e Quarta Crise do Petróleo (a Segura seria, assim, aquela causada pela OPEP).</p>



<p>Como resultado desta instabilidade do preço da matriz energética base da economia global, os EUA e nações da Europa Ocidental buscaram diversificar a pauta energética, investindo em fontes alternativas de energia, dentre as quais o <strong>gás de xisto, </strong>e voltaram-se no mantimento de boas relações com produtores de petróleo fora do Oriente Médio, <strong>como a Venezuela,</strong> ou com nações da região amistosas aos Ocidentais, <strong>como a Arábia Saudita</strong>.</p>



<p>Atualmente, a OPEP é composta por seis países africanos (Angola, Argélia, Gabão, Guiné Equatorial, Líbia e Nigéria), sete asiáticos (Indonésia, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Irã, Iraque, Kuwait e Catar) e dois sul-americanos (Venezuela e Equador).</p>
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		<title>Angola – Características gerais, clima, relevo e hidrografia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 May 2018 21:52:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[África Subsaariana]]></category>
		<category><![CDATA[Climatologia]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
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					<description><![CDATA[Características gerais Capital: Luanda; Área: 1.246.700 km²; Moeda: Kwanza; População: 23,3 milhões de habitantes (2017); Densidade Demográfica: 20,6 hab./km²; PIB: 131 bilhões; Idioma: Português. Relevo O relevo angolano pode ser dividido em três compartimentos principais. O primeiro deles corresponde à planície costeira, que tem extensão bastante variável. No norte do país, nas proximidades de Luanda, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_2901" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2901" loading="lazy" class="size-medium wp-image-2901" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/05/angola-bandeira-300x196.png" alt="" width="300" height="196" /><p id="caption-attachment-2901" class="wp-caption-text">Bandeira de Angola</p></div></p>
<h4>Características gerais</h4>
<p>Capital: Luanda;<br />
Área: 1.246.700 km²;<br />
Moeda: Kwanza;<br />
População: 23,3 milhões de habitantes (2017);<br />
Densidade Demográfica: 20,6 hab./km²;<br />
PIB: 131 bilhões;<br />
Idioma: Português.</p>
<h4>Relevo</h4>
<p style="text-align: justify;">O relevo angolano pode ser dividido em três compartimentos principais.</p>
<p><div id="attachment_2898" style="width: 290px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2898" loading="lazy" class="size-medium wp-image-2898" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/05/angola-1-280x300.png" alt="Relevo de Angola. Por Sadalmelik - Obra do próprio, Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=2276307" width="280" height="300" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/05/angola-1-280x300.png 280w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/05/angola-1.png 289w" sizes="(max-width: 280px) 100vw, 280px" /><p id="caption-attachment-2898" class="wp-caption-text">Relevo de Angola. Por Sadalmelik &#8211; Obra do próprio, Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=2276307</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro deles corresponde à planície costeira, que tem extensão bastante variável. No norte do país, nas proximidades de Luanda, chega até 200 km, enquanto que na região central, nas redondezas de Benguela, se estreita para cerca de apenas 25 km.</p>
<p style="text-align: justify;">Indo para leste, escarpas abruptas marcam o início do segundo compartimento. A partir delas, se elevam planaltos acidentados, dentre os quais o mais expressivo é o Planalto de Bié, onde a altitude supera facilmente os 1.500 metros, atingindo seu ápice no Monte Moco, com 2.600 metros, o ponto culminante de Angola.</p>
<p>Anexo ao Planalto de Bié, ascendem terras altas de proporções menores, conhecidas como Malanje.</p>
<p style="text-align: justify;">O planalto central angolano se inclina gradualmente para o centro do continente, onde marca o terceiro compartimento do relevo do país.</p>
<p style="text-align: justify;">Com altitudes que variam de 500 até 1.000 metros, este platô inexpressivo encobre cerca de dois terços do país.</p>
<h4>Clima</h4>
<p style="text-align: justify;">O clima de Angola varia muito em sentido norte-sul e em relação à proximidade com a costa.</p>
<p style="text-align: justify;">O norte do país apresenta um clima tropical típico (Aw/As), com índices pluviométricos elevados. O exclave de Cabinda, por exemplo, tem cerca de 1.800 mm anuais de chuva.</p>
<p style="text-align: justify;">Na parte central interior do país, os índices pluviométricos continuam elevados, como em Huambo, no Planalto de Bié, que recebe cerca de 1.450 mm de chuva anuais.</p>
<p style="text-align: justify;">Todavia, o aumento da altitude traz uma diminuição de temperatura. Na região do Planalto de Bié, temos um clima próximo ao tropical de altitude (Cwb), enquanto que nas regiões de planaltos mais baixos no leste do país, predomina um clima subtropical com verões quentes (Cwa).</p>
<p style="text-align: justify;">Na costa, todavia, a situação se altera profundamente. O clima com bons índices pluviométricos dá lugar a um ambiente seco. Luanda, no litoral norte, por exemplo, recebe apenas cerca de 330 mm anuais de chuva, apresentando um clima do tipo árido de estepe (BSh).</p>
<p>No sul do litoral, porém, as chuvas são ainda mais escassas. Anualmente, esta região recebe apenas 50 mm anuais de chuva, se enquadrando em um clima desértico (BWh).</p>
<h4>Hidrografia</h4>
<p style="text-align: justify;">Os planaltos do centro de Angola funcionam como os principais divisores de águas do país. A maioria dos rios nasce nesta região, seguindo a oeste para o Atlântico, a norte para o Rio Congo ou ainda para o sudeste onde infiltram o interior do continente.</p>
<p style="text-align: justify;">Dentre os rios que fluem para o Oceano Atlântico, destacam-se dois principais: o Cuanza e o Cunene.</p>
<p style="text-align: justify;">O rio Cuanza tem cerca de 1000 km de extensão e é o maior rio inteiramente dentro das fronteiras angolanas. Nascendo no Planalto de Bié, o rio segue em sentido norte até se encaixar entre a escarpa do planalto e do Malanje, seguindo a partir daí sentido oeste.</p>
<p><div id="attachment_2787" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2787" loading="lazy" class="size-medium wp-image-2787" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Cuanza_River_Angola-300x262.png" alt="Rio Cuanza" width="300" height="262" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Cuanza_River_Angola-300x262.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Cuanza_River_Angola.png 495w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-2787" class="wp-caption-text">Rio Cuanza</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">O rio Cunene nasce também na região central do país, seguindo sentido sul, até dobrar bruscamente em sentido oeste, marcando a divisa entre Angola e a Namíbia.</p>
<p><div id="attachment_2900" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2900" loading="lazy" class="size-medium wp-image-2900" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/05/angola-3-300x196.png" alt="Rio Cunene" width="300" height="196" /><p id="caption-attachment-2900" class="wp-caption-text">Rio Cunene</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">Dentre os rios que seguem a norte, desembocando no Rio Congo, os principais deles são o Cuango e o Chicapa, ambos nascendo também nos planaltos centrais do país.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda, parte dos rios seguem em sentido sudeste, para o interior do continente africano. É o caso do Cubango e do Cuando.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O conflito entre Tutsis e Hutus</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/conflito-entre-tutsis-e-hutus.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Jan 2017 23:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[África Subsaariana]]></category>
		<category><![CDATA[da População]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
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		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
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					<description><![CDATA[O conflito entre os povos tutsis e hutus foi mais um episódio da tensão criada pelo imperialismo das nações europeias na África. Este conflito, que ocorreu na pequena Ruanda, país localizado no centro do continente, resultou em seu ápice em um massacre que matou cerca de 800 mil pessoas em cerca de apenas cem dias. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O conflito entre os povos tutsis e hutus foi mais um episódio da tensão criada pelo imperialismo das nações europeias na África. Este conflito, que ocorreu na pequena Ruanda, país localizado no centro do continente, resultou em seu ápice em um massacre que matou cerca de 800 mil pessoas em cerca de apenas cem dias.</p>
<p style="text-align: justify;">Até o fim da Primeira Guerra Mundial, Ruanda era um protetorado da Alemanha. Com a derrota germânica no conflito, o país foi ocupado pela Bélgica, que tinha claros intuitos de, assim como todas as nações imperialistas da época, dominar os povos que lá viviam.</p>
<p style="text-align: justify;">Os tutsis e os hutus têm o mesmo idioma e se reconhecem a partir de uma mesma cultura. Porém, apresentam diferenciações físicas aparentes. Os hutus são de origem bantu, tem baixa estatura e características negróides. Habitavam a região onde atualmente é Ruanda há muitos séculos e atualmente constituem cerca de 84% da população ruandesa. No século XV, o povo tutsi, originário da Etiópia, invadiu e ocupou a região. Os tutsis têm a pele mais clara, embora ainda serem negros, traços mais finos e estatura maior. Atualmente constituem 14% da população do país.</p>
<p><div id="attachment_360" style="width: 1014px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-360" loading="lazy" class="wp-image-360 size-full" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/ruanda.png" alt="Localização geográfica de Ruanda" width="1004" height="617" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/ruanda.png 1004w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/ruanda-300x184.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/ruanda-768x472.png 768w" sizes="(max-width: 1004px) 100vw, 1004px" /><p id="caption-attachment-360" class="wp-caption-text">Localização geográfica de Ruanda</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">Em 1959, os belgas se articulam com a maioria hutu, que consegue retirar a monarquia tutsi do poder. Em 1962, dentro do processo de esfacelamento dos impérios neocoloniais, Ruanda conquista a independência sob o domínio hutu. Acuados, os tutsis fogem para países vizinhos, onde vão criar grandes campos de refugiados. Neste momento, mesmo sem a interferência belga, a rivalidade entre os dois povos já havia sido concretizada.Esta diferença física foi usada como pretexto para que os belgas inflamassem um povo contra o outro, com o objetivo de dominá-los de maneira mais fácil. Ao obterem os poderes sobre Ruanda, a Bélgica apoiou a minoria tutsi e concedeu a eles a administração política do país, ao mesmo tempo que subjugavam a maioria hutu. A administração belga chegou, inclusive, a marcar nos documentos de identificação ruandeses qual etnia cada habitante pertencia.</p>
<p style="text-align: justify;">O conflito passou a tomar formas ainda mais violentas a partir da década de 1990. Ao mesmo tempo que os tutsi, exilados nos países vizinhos de Ruanda, se organizavam na Frente Patriótica Ruandesa (FPR), com o objetivo de retomar o poder do país, o avião que levava o então presidente de Ruanda, Juvenal Habyarimana, da etnia hutu, é abatido por mísseis enquanto retornava de uma viagem até a Bélgica em busca de ajuda humanitária. O presidente do Burundi, país vizinho, também estava no avião e também foi vítima do acidente.</p>
<p style="text-align: justify;">O povo hutu acusou a FPR pelo assassinato. Este fato foi o estopim para uma onda de violência generalizada no país. Em meio ao conflito, foi organizado o grupo extremista hutu Interahmwe, que passou a inflamar a população hutu contra a minoria tutsi que habitava o país, especialmente através de estações de rádio, que tiveram papel importante na propagação do ódio em Ruanda.</p>
<p style="text-align: justify;">Dada esta configuração, iniciou-se um grande genocídio, que vitimou cerca de 800 mil tutsis em cerca de três meses de conflito. Cerca de duas milhões de pessoas da etnia tutsi fugiram para a República Democrática do Congo. A maioria dos assassinatos era feito com o uso de facões, instrumento comum nas casas do ruandeses. O nível de barbárie era tanto, que, além dos nomes dos mortos serem anunciados nas rádios do país, eram relativamente comuns casos onde, conforme e <a href="http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2014/04/140407_ruanda_genocidio_ms">BBC</a>, maridos matavam esposas e padres e freiras matavam aqueles que buscavam abrigo nas igrejas.</p>
<p><div id="attachment_361" style="width: 524px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-361" loading="lazy" class="wp-image-361 size-full" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/Paul_Kagame.jpg" alt="Paul Kagame, ex-presidente de Ruanda" width="514" height="343" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/Paul_Kagame.jpg 514w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/Paul_Kagame-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 514px) 100vw, 514px" /><p id="caption-attachment-361" class="wp-caption-text">Paul Kagame, ex-líder da FPR e atual presidente de Ruanda, em encontro com então presidente americano George W. Bush</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">O massacre foi finalizado quando o FPR, sob comando de Paul Kagame, ocupou a cidade de Kigali, capital de Ruanda, ao mesmo tempo que o exército francês, aliado do governo hutu, invadiu o sudoeste do país. Em 2003, Paul Kagame foi eleito presidente do país. Apesar de buscar a conciliação entre os dois povos, a eleição de Kagame provocou a migração de milhões de hutus para a República Democrática do Congo, entre eles, inclusive, alguns líderes extremistas da Interahmwe. Este fato levou Kagame a invadir duas vezes o país vizinho, acusando o governo local de proteger líderes hutus.</p>
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		<title>Sudão do Sul: um país de apenas 2 anos</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2014/02/sudao-do-sul-um-pais-de-apenas-2-anos.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Feb 2014 18:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[África Subsaariana]]></category>
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		<category><![CDATA[África]]></category>
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					<description><![CDATA[O Sudão do Sul é um país encravado na África, entre países como Etiópia, Uganda, Rep. Centro Africana, Somália, Quênia e o Sudão. Na verdade, o país surgiu de fato durante o processo de independência de julho de 2011, separando a metade sul do Sudão para a formação de uma nova nação. Porém, esta divisão [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: left;">O Sudão do Sul é um país encravado na África, entre países como Etiópia, Uganda, Rep. Centro Africana, Somália, Quênia e o Sudão.</div>
<p>Na verdade, o país surgiu de fato durante o processo de independência de julho de 2011, separando a metade sul do Sudão para a formação de uma nova nação. Porém, esta divisão passou longe de ser cordial. Na verdade, a disputa Sudão x Sudão do Sul envolveu batalhas que acabaram com um acordo de paz em meados de 2005.</p>
<h4><b>PROCESSO DE DIVISÃO</b></h4>
<div style="text-align: center;"><b><a href="http://3.bp.blogspot.com/-_V2PJLnC5n4/VrvKDIXxfmI/AAAAAAAAC4Y/_M_BvTzfwYc/s1600/sud.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2014/02/sud.jpg" width="213" height="320" border="0" /></a> </b></div>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p>Olhando a história destes dois países, podemos notar que a tensão sempre foi grande entre suas &#8220;fronteiras&#8221;. A relação entre o governo sudanês e os rebeldes do sul já teve uma primeira ebulição no meio da década de 50, durante uma guerra civil, e seguiram por muito tempo. Antecedendo as batalhas, tudo iniciou-se quando os colonizadores britânicos aplicaram grande influência cultural<b> </b>e<b> </b>religiosa nas subdivisões do sul do Sudão, nas áreas mais verdes e pantanosas do país, onde a maioria da população negra converteu-se ao cristianismo. Já o norte ficou sobre poder dos árabes muçulmanos.</p>
<p>Os motivos eram basicamente sempre os mesmos: A parte sul do Sudão queria sua independência, já o governo sudanês, não gostava da ideia. Mas por que tanta insistência pela divisão do país? Uma delas podemos citar logo de cara: a religião. O Sudão &#8220;do Norte&#8221; tem ampla maioria islâmica, já no sul, a maior parte é cristã, criando uma espécie de abismo cultural e ideológico entre as duas partes.</p>
<p>Porém há algo mais além: o petróleo. A maior parte das reservas petrolíferas do Sudão, cerca de 75%, ficavam no sul. Mesmo tendo mais recursos neste tipo de substância, o Sudão do Sul necessita da infraestrutura do norte. Sendo assim, para o desenvolvimento continuo das duas nações, é necessária uma cooperação entre ambos.</p>
<p>Em 2005, durante uma espécie de plebiscito, mais de 90% da população optou pela divisão do país.</p>
<h4><b>A REALIDADE DO NOVO PAÍS</b></h4>
<p>A tão sonhada divisão foi alcançada, porém o novo país agora enfrenta outro problema: a pobreza. Ajudas da Organização das Nações Unidas (ONU) estão sendo aplicadas. Muito dinheiro já chegou ao governo sul-sudanês para melhorar a situação de uma população com péssimos índices sociais, que vive com cerca de 35 dólares por mês. Esta barreira social é um grande empecilho para o crescimento do país, principalmente aliado a pouca infraestrutura do lugar para quanto seus bens naturais.</p>
<h4><b>UM POUCO MAIS SOBRE O SUDÃO DO SUL</b></h4>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="https://4.bp.blogspot.com/-0wHcWIFfhyw/VrvJeHOQsnI/AAAAAAAAC4Q/j3e36EH6pBw/s1600/Salva_Kiir_Mayardit.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2014/02/Salva_Kiir_Mayardit.jpg" width="241" height="320" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Salva Kiir Mayardit, atual presidente do Sudão do Sul. By Photo Credit: Jenny Rockett &#8211; jenny.rockett@journalist.com, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=8393695</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p>A capital do país é Juba, com cerca de 300 mil habitantes. O idioma oficial é o inglês, mas também há uma grande população falante do árabe e outros idiomas. O atual presidente é Salva Kiir Mayardit. A bandeira é baseada em outros países africanos como África do Sul e Quênia.</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Vale do Rift: a grande falha que pode mudar o mapa da África futuramente</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2013/09/vale-do-rift-grande-falha-que-pode.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Sep 2013 13:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[África Subsaariana]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
		<category><![CDATA[Norte da África]]></category>
		<category><![CDATA[África]]></category>
		<category><![CDATA[Vulcões]]></category>
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					<description><![CDATA[É conhecido como Vale do Rift o conjunto de falhas tectônicas que cortam a parte leste da África, desde o Lago Malauí até o Chifre da África, onde cria uma bifurcação entre Eritreia, Djibuti e Somália, o Triângulo de Afar. Ele foi formado há milhões de anos com a divisão das placas tectônicas da África [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://2.bp.blogspot.com/-sM7brwkw19Y/Uix6XNNOycI/AAAAAAAAAxU/yUDzcc752Uk/s1600/VALE+DO+RIFT.PNG"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/09/VALE-DO-RIFT.png" border="0" /></a></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<p>É conhecido como Vale do Rift o conjunto de falhas tectônicas que cortam a parte leste da África, desde o Lago Malauí até o Chifre da África, onde cria uma bifurcação entre Eritreia, Djibuti e Somália, o Triângulo de Afar.</p>
<p>Ele foi formado há milhões de anos com a divisão das placas tectônicas da África e da Arábia. Compreende três principais lagos: o Malauí (ou Nassa) em seu início, o Tanganica, na sua porção mais a oeste (cria-se um &#8220;braço&#8221; na região da Tanzânia que segue para o ocidente, até a região da divisa entre Rep. Democrática do Congo e Uganda, Ruanda e Burundi) e o Lago Vitória (entre a porção leste e oeste).</p>
<p>A profundidade em alguns lugares chega a incríveis milhares de metros. O lugar também caracteriza-se pela forte atividade vulcânica para um lugar &#8220;longe&#8221; do encontro de placas, principalmente no Triângulo de Afar. O Monte Kilimanjaro, o mais alto da África, fica localizado próximo ao vale. Em outras palavras, a falha segue desde Moçambique até o Mar Vermelho, com suas áreas de maior ou menor atividade e suas bifurcações.</p>
<p>No futuro, a placa africana pode rachar-se ainda mais, formando um mar interior, mudando completamente o atual mapa do continente.</p>
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		<title>Conheça o SADC (Comunidade da África Meridional para o Desenvolvimento), o mais importante bloco econômico da África</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Sep 2013 01:18:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[África Subsaariana]]></category>
		<category><![CDATA[do Comércio e Serviços]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Industrial]]></category>
		<category><![CDATA[África]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
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					<description><![CDATA[Bandeira do SADC &#8211; Wikipédia Assim como qualquer continente, a África buscou e ainda busca uma maior interligação entre seus países. Foi pensando nisso, e também em outros motivos socioeconômicos, que as nações da parte sul do continente africano criaram o SADC (Comunidade da África Meridional para o Desenvolvimento). O bloco econômico foi criado em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://3.bp.blogspot.com/-Hryk5aS7VBg/Uiksb0EKpgI/AAAAAAAAAw0/eUnJdAc8Zmk/s1600/SADC.PNG"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/09/SADC.png" width="320" height="212" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Bandeira do SADC &#8211; <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Flag_of_SADC.svg" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Wikipédia</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Assim como qualquer continente, a África buscou e ainda busca uma maior interligação entre seus países. Foi pensando nisso, e também em outros motivos socioeconômicos, que as nações da parte sul do continente africano criaram o SADC (Comunidade da África Meridional para o Desenvolvimento).</p>
<p>O bloco econômico foi criado em 1992, sendo composto por 15 nações: África do Sul, Angola, Botsuana, Lesoto, Madagascar, Malauí, Ilhas Maurício, Moçambique, Namíbia, República Democrática do Congo, Seychelles, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia, e Zimbábue, sendo que a sede fica localizada na cidade de Gaborone, na Botsuana.</p>
<p>Foi criado com objetivos econômicos e sociais. Entre eles destacam-se, por exemplo, uma exploração maior dos ricos recursos naturais da região, em prol de uma melhora na qualidade de vida e diminuição da pobreza e também um aumento do comércio entre as nações, propiciando um maior crescimento. A redução de tarifas alfandegárias e uma possível unificação da moeda estão também entre os planos do SADC.</p>
<p>No meio social, o bloco também busca manter a paz social entre os países.</p>
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		<title>Economia do continente africano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Sep 2013 19:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[África Subsaariana]]></category>
		<category><![CDATA[do Comércio e Serviços]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Industrial]]></category>
		<category><![CDATA[Norte da África]]></category>
		<category><![CDATA[África]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A África é o continente mais pobre do mundo. Isso tudo veio de heranças históricas, como a demasiada extração de recursos naturais e disputas coloniais entre grandes potências ocidentais. Em meio a todos este problemas, aliado a rápida contaminação por pragas como a malária e o vírus HIV, que atingem fortemente as regiões do continente, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/09/AFRICANA.png"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/09/AFRICANA.png" border="0" /></a></div>
<div style="text-align: justify;">A África é o continente mais pobre do mundo. Isso tudo veio de heranças históricas, como a demasiada extração de recursos naturais e disputas coloniais entre grandes potências ocidentais.</div>
<p style="text-align: justify;">Em meio a todos este problemas, aliado a rápida contaminação por pragas como a malária e o vírus HIV, que atingem fortemente as regiões do continente, a África aparece com uma economia fraca na maioria dos países, sendo que a maior parte deles depende das atividades agropastoris e da pecuária.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste setor, a agricultura de subsistência, aquela que é usada para o próprio sustento ou de uma família, domina. As técnicas de plantio geralmente são pouco mecanizadas e não contam com grande produção. Porém, existe por outro lado uma exploração um pouco mais modernizada da agricultura e também do extrativismo (também comum na África). Mas tal processo é proveniente de capital alheio, o que acarreta em uma produção ligada a exportação e uma mão-de-obra quase escrava, que trabalha em péssimas condições com salários baixíssimos.</p>
<p style="text-align: justify;">O extrativismo, como já dito, é basicamente ligado ao abastecimento do mercado estrangeiro, visto que a África é um continente riquíssimo em recursos naturais, os principais produtos são o petróleo, urânio, alguns minerais (como a bauxita, matéria-prima do alumínio), além da produção de energia.</p>
<p style="text-align: justify;">Já a indústria gira em torno da transformação da matéria-prima (extração) para produtos que visam a exportação. Porém, também existem países com certo grau de industrialização, como a África do Sul, que concentra boa parte do PIB da África e também tem grandes polos industriais, como a Cidade do Cabo. Nações do norte da África, como Egito, Líbia e Argélia também contam com um bom grau de desenvolvimento, se comparado com outros países africanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Um pouco mais recentemente, houve uma mudança no mercado do continente, foi como a África se transformasse na última fronteira do capitalismo, o que atraiu investidores do mundo inteiro para o lugar, formando até um grupo conhecido como &#8220;Leões Africanos&#8221; (você pode ler mais <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2013/07/os-leoes-africanos.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">clicando aqui</a>). Além disso, o continente tem apresentado um nível de crescimento invejável, principalmente em países da África Subsaariana, como é o caso de Moçambique e Malauí.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim como em outros lugares, a África também procurou formar um bloco econômico para um maior interligação entre os mercados. Hoje, o SADC (Comunidade da África Meridional para o Desenvolvimento) é formado por 14 nações.</p>
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