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	<title>Norte da África &#8211; Geografia Opinativa</title>
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	<title>Norte da África &#8211; Geografia Opinativa</title>
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		<title>Marrocos: Características gerais, relevo, clima e hidrografia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2020 00:04:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Climatologia]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
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		<category><![CDATA[Geomorfologia]]></category>
		<category><![CDATA[Hidrografia]]></category>
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					<description><![CDATA[Características Gerais Capital: Rabat;Área: 446,5 mil km²;Moeda: Dirrã;População: 35 milhões de habitantes (2019);Densidade Demográfica: 73 hab./km²;PIB: 103 bilhões (nominal);Idioma: Árabe e Berbere. Relevo O relevo marroquino é, em geral, elevado, com uma média de altitude de cerca de 800 metros. Duas cadeias de montanhas destacam-se na paisagem do país. No extremo norte, temos as Montanhas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h2>Características Gerais</h2>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-medium"><img width="300" height="199" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandeira-300x199.png" alt="Bandeira do Marrocos." class="wp-image-4719" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandeira-300x199.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandeira-768x509.png 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandeira.png 923w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption>Bandeira do Marrocos.</figcaption></figure></div>



<p>Capital: Rabat;<br>Área: 446,5 mil km²;<br>Moeda: Dirrã;<br>População: 35 milhões de habitantes (2019);<br>Densidade Demográfica: 73 hab./km²;<br>PIB: 103 bilhões (nominal);<br>Idioma: Árabe e Berbere.</p>



<h2>Relevo</h2>



<p>O relevo marroquino é, em geral, elevado, com uma média de altitude de cerca de 800 metros.</p>



<p>Duas cadeias de montanhas destacam-se na paisagem do país. No extremo norte, temos as <strong>Montanhas Rif</strong>, que segue a costa mediterrânea do Marrocos.</p>



<p>É uma continuidade do Sistema Bético, terras altas encontradas na península Ibérica, que há 3 milhões de anos estava ao território marroquino ligado.</p>



<p>As Montanhas Rif atingem seu cume no Monte Tidirhine, com 2.450 metros.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="566" height="278" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/relevo_marrocos.png" alt="Relevo do Marrocos." class="wp-image-4716" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/relevo_marrocos.png 566w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/relevo_marrocos-300x147.png 300w" sizes="(max-width: 566px) 100vw, 566px" /><figcaption>Relevo do Marrocos.</figcaption></figure></div>



<p>A <strong>Cordilheira do Atlas</strong> é a principal cadeia de montanhas do país, rasgando o território nacional em seu centro. É composta por três estruturas principais.</p>



<p>A principal delas é o <strong>Alto Atlas</strong>, que inicia-se na costa atlântica do país e segue a leste com leve inclinação ao norte. É onde encontramos as maiores altitudes do país, que facilmente ultrapassam os 2.000 metros. O ponto mais alto do Marrocos fica nesta cordilheira: é o <strong>Monte Toubkal</strong>, com 4.165 metros.</p>



<p>O <strong>Médio Atlas</strong> tem altitudes um pouco menores, chegando a 3.300 metros. Parte do centro do Alto Atlas e segue em sentido nordeste.</p>



<p>Já o <strong>Anti-Atlas </strong>segue ao sul mais ou menos paralelo ao Alto Atlas e chega até o Atlântico. Entre as duas cadeias de montanhas, temos o abrupto vale do Rio Suz.</p>



<p>Mas não apenas de montanhas que é constituído o território marroquino.</p>



<p>Entre o Médio Atlas e as Montanhas Rif, temos o <strong>vale de Taza</strong>, que permite a ligação entre leste e oeste do país. É onde corta, inclusive, uma importante rodovia, que liga Rabat a Oujda.</p>



<p>Seguindo a leste, a partir de Taza, temos como destaque a <strong>Bacia do Rio Moulouya</strong>, marcada pela aridez e por ser o limite noroeste do Saara. Já na fronteira com a Argélia, sobem terras elevadas, conhecidas como <strong>Alto Planalto</strong>, chegando a 1.300 metros.</p>



<p>À oeste do Médio Atlas e ao sul das Montanhas Rif, encontramos a <strong>planície aluvial do Rio Cebu</strong>, importante área fértil do país.</p>



<p>No Centro-Oeste do país, ao sul do vale do Rio Cebu, temos uma sequência de terras altas conhecidas como <strong>Planalto Marroquino</strong>.</p>



<h2>Clima</h2>



<p>O Marrocos é um país bastante diverso do ponto de vista climático. O norte do país, em geral, apresenta um <strong>clima mediterrâneo</strong>, muito similar do sul da península Ibérica.</p>



<p>Conforme classificação climática de Koppen, este é o clima Csa, clima meditarrâneo quente.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="441" height="381" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/marrocos_koppen.png" alt="Climas do Marrocos conforme classificação climática de Koppen." class="wp-image-4715" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/marrocos_koppen.png 441w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/marrocos_koppen-300x259.png 300w" sizes="(max-width: 441px) 100vw, 441px" /><figcaption>Climas do Marrocos conforme classificação climática de Koppen. Ali Zafan.</figcaption></figure></div>



<p>Apesar disso, a costa atlântica do Marrocos apresenta temperaturas moderadas, mesmo no verão, por conta da influência da Corrente das Canárias.</p>



<p>Nas cidades costeiras do norte do país, as temperatruas variam de 18 a 28°C no verão. Todavia, entre a primavera e o verão, um vento quente proveniente do Saara &#8211; <strong>sharqī</strong> &#8211; pode atravessar as montanhas e elevar as temperaturas das planícies para acima de 40°C.</p>



<p>No inverno, o efeito da maritimidade faz com que as cidades litorâneas tenham temperaturas mais amenas, entre 8 e 17°C.</p>



<p>Nas terras baixas do interior do país, a sudeste do Atlas, porém, a situação é bem diferente. No verão, a temperatura média é de 35°C, enquanto no inverno podem registrar valores abaixo de zero.</p>



<p>A pluviosidade também varia bastante conforme latitude e altitude.</p>



<p>Nas planícies costeiras do norte do país, a média de chuvas é de 800 mm na altura do vale do Cebu, chegando a 200 mm no vale do Suz, mais ao sul. No extremo-sul, tem-se um cenário de profunda aridez.</p>



<p>As montanhas do Atlas criam uma importante sombra sobre as áreas ao sul, impedindo as nuvens de chuva de chegarem lá.</p>



<p>Conforme as altitudes aumentam, os índices pluviométricos também são maiores. Nas Montanhas Rif, por exemplo, chove 2.030 mm ao ano, enquanto que no Alto Atlas &#8211; mais ao sul, onde os índices pluviométricos em geral são menores &#8211; chove 760 mm.</p>



<h2>Hidrografia</h2>



<p>A organização espacial das montanhas no Marrocos marcam o modo como os rios correm pelo território. Por receberem nuvens de chuva carregadas, é na encosta noroeste do Atlas onde nascem os principais rios perenes marroquinos, desembocando no Oceano Atlântico.</p>



<p>O rio Cebu é o com maior volume de águas no país. Nasce no Médio Atlas, seguindo a norte até a altura de Fez e depois para oeste, desembocando em Mehdiya.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-medium"><img loading="lazy" width="300" height="243" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio-cebu-300x243.png" alt="Rio Cebu, principal do Marrocos." class="wp-image-4717" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio-cebu-300x243.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio-cebu.png 695w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption>Rio Cebu, principal do Marrocos. Sting.</figcaption></figure></div>



<p>Tem 450 km de extensão e drena uma importante área agrícola do país, onde se produz azeitona, arroz, trigo, beterraba, uva e frutas cítricas. Na bacia hidrográfica ainda localiza-se a hidrelétrica de El-Kansera.</p>



<p>Na foz do rio localiza-se o importante porto de Kenitra.</p>



<p>Na faixa noroeste do Atlas Central nasce o rio Moulouya, único dos importantes rios do país que desagua no Mar Mediterrâneo. Tem 515 km de extensão.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="563" height="436" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio-moulouya.png" alt="Bacia do Rio Moulouya." class="wp-image-4718" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio-moulouya.png 563w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio-moulouya-300x232.png 300w" sizes="(max-width: 563px) 100vw, 563px" /><figcaption>Bacia do Rio Moulouya. Tekken, Kropp (2012).</figcaption></figure></div>



<p>O maior rio marroquino, todavia, é intermitente e nasce na face sudeste do Alto Atlas. O Rio Drá tem 1.100 km de extensão a corre a sul até tangenciar a fronteira com a Argélia. Desemboca no Atlântico.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-medium"><img loading="lazy" width="300" height="205" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_dra-300x205.png" alt="Rio Drá." class="wp-image-4714" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_dra-300x205.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_dra.png 546w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption>Rio Drá. OpenStreetMaps.</figcaption></figure></div>



<p>A fachada leste do Atlas ainda drena alguns córregos que fluem para o Saara, como o Guir, o Rheris e o Ziz.</p>



<p>A fachada norte das Montanhas Rif também drenam alguns córregos curtos que desaguram no Mediterrâneo.</p>
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		<title>Árabe e Persa: idiomas &#8216;irmãos&#8217;, mas diferentes</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2020/02/arabe-e-persa-idiomas-irmaos-mas-diferentes.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Feb 2020 22:19:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Norte da África]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente Médio]]></category>
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					<description><![CDATA[No Ocidente, é comum a confusão entre os termos árabe e muçulmano. E, países cuja maioria da população segue o islã, logo são entendidos como árabes. Mas esta associação é totalmente equívoca, como explicamos em &#8220;A diferença entre árabes e muçulmanos&#8221;. O caso mais simbólico é o do Irã. Importante país do Oriente Médio, os [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>No Ocidente, é comum a confusão entre os termos árabe e muçulmano. E, países cuja maioria da população segue o islã, logo são entendidos como árabes.</p>



<p>Mas esta associação é totalmente equívoca, como explicamos em <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/02/a-diferenca-entre-arabes-e-muculmanos.html">&#8220;A diferença entre árabes e muçulmanos&#8221;</a>.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="550" height="309" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/souk-1627045_640-scaled.jpg" alt="" class="wp-image-4291" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/souk-1627045_640-scaled.jpg 550w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/souk-1627045_640-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 550px) 100vw, 550px" /><figcaption>O Oriente Médio é diverso, etnicamente e linguisticamente. Imagem de <a href="https://pixabay.com/pt/users/TheUjulala-59978/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=1627045">TheUjulala</a> por <a href="https://pixabay.com/pt/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=1627045">Pixabay</a></figcaption></figure></div>



<p>O caso mais simbólico é o do Irã. Importante país do Oriente Médio, os iranianos não são etnicamente árabes, tampouco falam o idioma dos vizinhos: o idioma lá é o persa.</p>



<p>A confusão é ainda maior pois ambos os idiomas (árabe e persa) usam o alfabeto árabe. </p>



<p>Da mesma forma que o português, o inglês, o czaque e o turco usam o mesmo alfabeto &#8211; o latino, tendo raízes muito distintas, persa e árabe compartilham do mesmo sistema de letras.</p>



<p>Abaixo, veja como é escrito a palavra &#8220;Geografia&#8221; em árabe e em persa, respectivamente:</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>جغرافية   &#8211;   جغرافیا</strong></p>



<p>Não só a grafia é diferente, como também um falante de árabe não entende um falante do persa &#8211; e vice-versa.</p>



<p>Outro detalhe é que, apesar de usarem o mesmo alfabeto, árabe e persa têm raízes distintas.</p>



<p>Enquanto que o persa é uma língua indo-europeia (o que, teoricamente, o aproxima de idiomas como o português e o inglês), o árabe é um idioma afro-asiático. </p>



<p>Isto deve-se ao fato de que o tipo de alfabeto utilizado pelo idioma não significa similaridade genética do mesmo.</p>



<p>Idiomas como o turco e o czaque já utilizaram o alfabeto árabe, e posteriormente trocaram para o alfabeto latino (o czaque, inclusive, usa atualmente o alfabeto cilírico).</p>



<p>Da mesma forma que o húngaro e o inglês se utilizam ao alfabeto latino, mas tem raízes genéticas totalmente diferentes.</p>



<p>Portanto, devemos sempre ter em mente a diversidade linguística existem além dos idiomas ocidentais, bem como as diversidades étnicas. Isto ajuda a diminuir preconceitos e a entender outras culturas.</p>
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		<title>Xiitas e sunitas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jan 2017 00:41:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[da População]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
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					<description><![CDATA[Bem como ocorre com outras religiões, como o cristianismo, o islã também apresenta divisões internas. Atualmente, os grupos mais expressivos dentro da religião islâmica são os xiitas e os sunitas, que, a partir de desentendimentos históricos, formaram dois grupos bastante delimitados, com divergências teológicas e políticas entre si. Esta divisão remonta ao século VII, quando [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Bem como ocorre com outras religiões, como o cristianismo, o islã também apresenta divisões internas. Atualmente, os grupos mais expressivos dentro da religião islâmica são os <b style="text-align: justify;">xiitas</b> e os <b style="text-align: justify;">sunitas</b>, que, a partir de desentendimentos históricos, formaram dois grupos bastante delimitados, com divergências teológicas e políticas entre si.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Esta divisão remonta ao século VII, quando Maomé (ou Muhammad), fundador e então único líder do islamismo, acaba morrendo, mais precisamente no ano de 632. Não deixando Maomé claro qual seria seu sucessor, iniciou-se, entre os seguidores da religião, uma disputa acerca daquele que deveria ocupar a posição deixada pelo antigo líder.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Esta disputa se polarizou entre dois grupos. Uma minoria defendia que o sucessor de Maomé só poderia ser alguém de sua família. O sucessor direto, neste caso, seria Ali ibn Abi Talib, casado com a filha do líder, Fátima. Este grupo ficou conhecido como <i>Shiat Ali</i>, os seguidores de Ali, ou simplesmente, xiitas.</p>
<div style="text-align: center;">
<div style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Para a maioria, porém, Ali era muita inexperiente para ascender à posição mais alta do islã. Este grupo passou a defender, então, que qualquer um, tendo ou não laços familiares com Maomé, poderia o suceder, desde que fosse escolhido de forma majoritária pelos muçulmanos. Assim, em oposição aos seguidores de Ali, este grupo escolheu Abu Bakr, amigo próximo de Maomé, como líder da religião, ocupando o cargo de califa.</p>
<div style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O predomínio do grupo majoritário, conhecido como &#8220;sunita&#8221;, permaneceu por mais duas gerações de califas, até a escolha do aristocrata Otman (Uthman ibn Affan). Esta escolha resultou em um grande inconformismo das tribos muçulmanas, que associavam a figura de Otman, um aristocrata, com a daqueles que Maomé lutou contra durante sua vida. Esta insatisfação rapidamente evoluiu para uma guerra civil, onde Ali, apoiado pelos xiitas, viu a oportunidade de ascender à posição desejada desde a morte de Maomé.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O predomínio xiita, porém, durou muito pouco. Após cinco anos, Ali foi morto, fazendo com que Moawiya ibn Abu Sufiyan, sunita, se tornasse califa logo depois, inaugurando a dinastia omíada. Os sunitas passaram, então, a reconhecer a legitimidade de todos os líderes anteriores, enquanto que os xiitas passaram a reconhecer somente o domínio de Ali.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A forma como que os dois grupos interpretam o livro sagrado do islã, o Corão, é bastante distinta. Os sunitas aceitam, além dos escritos do Corão, os ensinamentos da Sunna &#8211; daí o nome <i>sunita </i>&#8211; livro que reúne a trajetória do líder Maomé. Já os xiitas aceitam somente o Corão. Os sunitas, assim, em geral, costumam ser mais flexíveis quanto às formas de professar sua religião, enquanto que os xiitas seguem princípios mais rígidos, acreditando no retorno do salvador Mahdi, que livraria o mundo da injustiça e do medo.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<p style="text-align: justify;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/ProporC3A7C3A3odexiitas-1024x650.png"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/ProporC3A7C3A3odexiitas-1024x650.png" border="0" /></a></p>
<div style="text-align: center;">
<div style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">No campo geopolítico, esta divisão tem acirrado as disputas entre nações onde os grupos majoritários são distintos. Apesar de, atualmente, os sunitas corresponderem a cerca de 90% dos professantes do islamismo, alguns países apresentam uma grande maioria xiita, como é o caso do Irã, onde quase 90% da população é xiita, e do Iraque, onde este número gira em torno de 60%.</p>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
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		<title>A diferença entre árabes e muçulmanos</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/02/a-diferenca-entre-arabes-e-muculmanos.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Feb 2016 03:14:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[da População]]></category>
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					<description><![CDATA[É habitual o senso comum criar uma imagem caricata do árabe. A mídia e o próprio meio social ajudam a construir um estereótipo de mulheres cobertas por véus e homens barbudos que habitam extensas áreas desérticas. Ou, no pior dos casos, se associa o árabe com a violência do fundamentalismo islâmico, resultando em concepções totalmente [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>É habitual o senso comum criar uma imagem caricata do árabe. A mídia e o próprio meio social ajudam a construir um estereótipo de mulheres cobertas por véus e homens barbudos que habitam extensas áreas desérticas. Ou, no pior dos casos, se associa o árabe com a violência do fundamentalismo islâmico, resultando em concepções totalmente xenofóbicas e deturpadas.</p>
<p>Toda esta confusão se justifica no pouco conhecimento da maioria das pessoas em relação à cultura desta etnia. Uma consequência disto, por vezes, é a confusão criada entre os termos <b>árabe</b> e <b>muçulmano</b>. Existe uma inevitabilidade em associar o árabe à religião islâmica, quando na verdade estas duas definições são totalmente independentes, embora profundamente relacionadas. Não necessariamente um árabe é muçulmano, nem um muçulmano é árabe.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="https://1.bp.blogspot.com/-c6R6t2psYRU/VtOqkoPJEHI/AAAAAAAADGg/jW1axznufG8/s1600/mesquita.JPG"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/02/mesquita.jpg" width="400" height="300" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Mesquita Omar Ibn Al-Khattab em Foz do Iguaçu (Paraná). <i>Por SamirNosteb &#8211; Obra do próprio, CC BY 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=14944195</i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Quando se fala em árabe, devemos ter em mente que estamos falando de etnia. E etnia nada mais é que um povo que compartilha de determinadas características sociais, tal como idioma e cultura. Atualmente, os países originários desta etnia formam a chamada Liga Árabe, que reúne nações da África, como Egito, Tunísia e Marrocos, e Ásia, como Iraque, Jordânia e Líbano. Pela definição do grupo:</p>
<blockquote class="tr_bq"><p>“um árabe é uma pessoa cuja língua é o árabe, que vive em um país de língua árabe e que tem simpatia com as aspirações dos povos de língua árabe”.</p></blockquote>
<p>Portanto, podemos facilmente notar que existem árabes seguindo diversas religiões, como cristianismo, hinduísmo e até mesmo o judaísmo.</p>
<p>Agora, quando falamos em muçulmano, estamos nos referindo à religião. É muçulmano toda aquela pessoa que professa a religião islâmica, independente de ser árabe ou não. Um exemplo que ilustra muito bem isto é o caso do país que concentra a maior população muçulmana do mundo: a Indonésia, que abriga cerca de 213 milhões de islâmicos, 88% da população, mesmo não sendo árabe. O mesmo caso da Índia, segunda colocada, com 175 milhões de muçulmanos, 16% da população.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>O Mar Mediterrâneo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jan 2014 01:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Europa de Leste]]></category>
		<category><![CDATA[Europa Ocidental]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Norte da África]]></category>
		<category><![CDATA[Oceanografia]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente Médio]]></category>
		<category><![CDATA[África]]></category>
		<category><![CDATA[Ásia]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
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					<description><![CDATA[Importante rota comercial durante a Idade Antiga, o Mar Mediterrâneo é o maior e mais profundo mar interior do mundo, com cerca de 2,5 milhões de km² e uma profundidade de 1400 metros, ficando encostado entre Europa, África e Ásia. Foi próximo a este mar que desenvolveram-se grandes civilizações, como o Antigo Egito, Grécia e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2014/01/mar-medi.png"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2014/01/mar-medi.png" border="0" /></a></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<p>Importante rota comercial durante a Idade Antiga, o Mar Mediterrâneo é o maior e mais profundo mar interior do mundo, com cerca de 2,5 milhões de km² e uma profundidade de 1400 metros, ficando encostado entre Europa, África e Ásia.</p>
<p>Foi próximo a este mar que desenvolveram-se grandes civilizações, como o Antigo Egito, Grécia e Império Romano, estes que, em sua máxima extensão, o chamavam de &#8220;Mare Nostrum&#8221; (Nosso Mar). Por conta disso, o Mediterrâneo sempre foi uma importantíssima rota marítima, principalmente do comércio de especiarias, como é o caso dos grande navegadores fenícios e de genoveses e venezianos.</p>
<p>O mar faz parte do Oceano Atlântico, adentrando a Eufrásia pelo estreito de Gibraltar, entre Espanha e Marrocos até a Anatólia. Um dos rios mais importantes do mundo, o Nilo, deságua lá.</p>
<p>Algumas penínsulas, como a Ibérica, Itálica, Balcânica a da Anatólia adentram o mar, assim como algumas ilhas como o Chipre, a Sardenha, Creta e Sicília. Dentro de sua extensão, ainda encontramos mares menores, como o Jônico, Egeu, entre outros. Além do Estreito de Gibraltar, que liga o Mediterrâneo ao Atlântico, o Bósforo (liga ao Mar Negro) e o Canal de Suez (liga ao Mar Vermelho) também fazem ligações com outras águas.</p>
<p>Atualmente, o Mar Mediterrâneo tem servido como caminho de migrantes de buscam melhores qualidades de vida da África para o continente europeu.</p>
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		<title>Vale do Rift: a grande falha que pode mudar o mapa da África futuramente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Sep 2013 13:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[África Subsaariana]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
		<category><![CDATA[Norte da África]]></category>
		<category><![CDATA[África]]></category>
		<category><![CDATA[Vulcões]]></category>
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					<description><![CDATA[É conhecido como Vale do Rift o conjunto de falhas tectônicas que cortam a parte leste da África, desde o Lago Malauí até o Chifre da África, onde cria uma bifurcação entre Eritreia, Djibuti e Somália, o Triângulo de Afar. Ele foi formado há milhões de anos com a divisão das placas tectônicas da África [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://2.bp.blogspot.com/-sM7brwkw19Y/Uix6XNNOycI/AAAAAAAAAxU/yUDzcc752Uk/s1600/VALE+DO+RIFT.PNG"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/09/VALE-DO-RIFT.png" border="0" /></a></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<p>É conhecido como Vale do Rift o conjunto de falhas tectônicas que cortam a parte leste da África, desde o Lago Malauí até o Chifre da África, onde cria uma bifurcação entre Eritreia, Djibuti e Somália, o Triângulo de Afar.</p>
<p>Ele foi formado há milhões de anos com a divisão das placas tectônicas da África e da Arábia. Compreende três principais lagos: o Malauí (ou Nassa) em seu início, o Tanganica, na sua porção mais a oeste (cria-se um &#8220;braço&#8221; na região da Tanzânia que segue para o ocidente, até a região da divisa entre Rep. Democrática do Congo e Uganda, Ruanda e Burundi) e o Lago Vitória (entre a porção leste e oeste).</p>
<p>A profundidade em alguns lugares chega a incríveis milhares de metros. O lugar também caracteriza-se pela forte atividade vulcânica para um lugar &#8220;longe&#8221; do encontro de placas, principalmente no Triângulo de Afar. O Monte Kilimanjaro, o mais alto da África, fica localizado próximo ao vale. Em outras palavras, a falha segue desde Moçambique até o Mar Vermelho, com suas áreas de maior ou menor atividade e suas bifurcações.</p>
<p>No futuro, a placa africana pode rachar-se ainda mais, formando um mar interior, mudando completamente o atual mapa do continente.</p>
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		<title>Economia do continente africano</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Sep 2013 19:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[África Subsaariana]]></category>
		<category><![CDATA[do Comércio e Serviços]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Industrial]]></category>
		<category><![CDATA[Norte da África]]></category>
		<category><![CDATA[África]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A África é o continente mais pobre do mundo. Isso tudo veio de heranças históricas, como a demasiada extração de recursos naturais e disputas coloniais entre grandes potências ocidentais. Em meio a todos este problemas, aliado a rápida contaminação por pragas como a malária e o vírus HIV, que atingem fortemente as regiões do continente, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/09/AFRICANA.png"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/09/AFRICANA.png" border="0" /></a></div>
<div style="text-align: justify;">A África é o continente mais pobre do mundo. Isso tudo veio de heranças históricas, como a demasiada extração de recursos naturais e disputas coloniais entre grandes potências ocidentais.</div>
<p style="text-align: justify;">Em meio a todos este problemas, aliado a rápida contaminação por pragas como a malária e o vírus HIV, que atingem fortemente as regiões do continente, a África aparece com uma economia fraca na maioria dos países, sendo que a maior parte deles depende das atividades agropastoris e da pecuária.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste setor, a agricultura de subsistência, aquela que é usada para o próprio sustento ou de uma família, domina. As técnicas de plantio geralmente são pouco mecanizadas e não contam com grande produção. Porém, existe por outro lado uma exploração um pouco mais modernizada da agricultura e também do extrativismo (também comum na África). Mas tal processo é proveniente de capital alheio, o que acarreta em uma produção ligada a exportação e uma mão-de-obra quase escrava, que trabalha em péssimas condições com salários baixíssimos.</p>
<p style="text-align: justify;">O extrativismo, como já dito, é basicamente ligado ao abastecimento do mercado estrangeiro, visto que a África é um continente riquíssimo em recursos naturais, os principais produtos são o petróleo, urânio, alguns minerais (como a bauxita, matéria-prima do alumínio), além da produção de energia.</p>
<p style="text-align: justify;">Já a indústria gira em torno da transformação da matéria-prima (extração) para produtos que visam a exportação. Porém, também existem países com certo grau de industrialização, como a África do Sul, que concentra boa parte do PIB da África e também tem grandes polos industriais, como a Cidade do Cabo. Nações do norte da África, como Egito, Líbia e Argélia também contam com um bom grau de desenvolvimento, se comparado com outros países africanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Um pouco mais recentemente, houve uma mudança no mercado do continente, foi como a África se transformasse na última fronteira do capitalismo, o que atraiu investidores do mundo inteiro para o lugar, formando até um grupo conhecido como &#8220;Leões Africanos&#8221; (você pode ler mais <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2013/07/os-leoes-africanos.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">clicando aqui</a>). Além disso, o continente tem apresentado um nível de crescimento invejável, principalmente em países da África Subsaariana, como é o caso de Moçambique e Malauí.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim como em outros lugares, a África também procurou formar um bloco econômico para um maior interligação entre os mercados. Hoje, o SADC (Comunidade da África Meridional para o Desenvolvimento) é formado por 14 nações.</p>
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