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	<title>Rural &#8211; Geografia Opinativa</title>
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	<title>Rural &#8211; Geografia Opinativa</title>
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		<title>O racismo no campo através de alguns números</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Jan 2021 18:45:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[da População]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Rural]]></category>
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					<description><![CDATA[O racismo estrutural pode ser visto em diversos aspectos da sociedade brasileira. Um levantamento da Agência Lupa revelou que, embora pretos e pardos sejam 56% da população brasileira, são 64% das pessoas sem emprego e 66% das pessoas que trabalham menos tempo que gostariam. Ainda, em 2018, 47,3% das pessoas pretas ou pardas ocupadas trabalhavam [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O racismo estrutural pode ser visto em diversos aspectos da sociedade brasileira.</p>



<p>Um levantamento da <a href="https://piaui.folha.uol.com.br/lupa/2019/11/20/consciencia-negra-numeros-brasil/">Agência Lupa</a> revelou que, embora pretos e pardos sejam 56% da população brasileira, são 64% das pessoas sem emprego e 66% das pessoas que trabalham menos tempo que gostariam. Ainda, em 2018, 47,3% das pessoas pretas ou pardas ocupadas trabalhavam no mercado informal, enquanto entre brancos esse número é de 34,6%.</p>



<p>No campo, esse cenário não é diferente. </p>



<p>Para demonstrar isso, fizemos um cruzamento dos dados do Censo agropecuário (2017) com os da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio, e comparamos a proporção de população branca por unidade da federação com a proporção de pessoas brancas donas de lotes de terra acima de 1.000 ha.</p>



<p>Os resultados estão sintetizados a seguir.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img width="1024" height="1024" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-1-1024x1024.png" alt="Os estados da Região Sul apresentam a maior proporção de pessoas autodeclaradas brancas." class="wp-image-5484" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-1-1024x1024.png 1024w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-1-300x300.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-1-150x150.png 150w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-1-768x768.png 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-1-1000x1000.png 1000w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-1-120x120.png 120w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-1-520x520.png 520w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/2-1.png 350w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Os estados da Região Sul apresentam a maior proporção de pessoas autodeclaradas brancas.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="1024" height="1024" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-1024x1024.png" alt="Já entre os donos de grandes lotes de terra, a Região Centro-Oeste é aquela que concentra a maior proporção de população branca." class="wp-image-5487" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-1024x1024.png 1024w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-300x300.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-150x150.png 150w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-768x768.png 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-1000x1000.png 1000w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-120x120.png 120w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3-520x520.png 520w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/3.png 350w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Já entre os donos de grandes lotes de terra, a Região Centro-Oeste é aquela que concentra a maior proporção de população branca.</figcaption></figure>



<p>A comparação entre as duas figuras revela que a população branca é maioria entre os grandes proprietários de terra em quase todas as unidades da federação.</p>



<p>As maiores distorções ocorrem nos estados do Mato Grosso (MT), Bahia (BA) e Tocantins (TO). No MT, apenas 29% da população é autodeclarada branca. Já entre os grande proprietários, esse número é de 77%. Na Bahia, somente 19% da população é branca, enquanto que pessoas pertencentes a essa raça são donas de 60% dos grandes lotes de terra no estado. No Tocantins, os números são 20% para população geral e 61% para os grandes proprietários.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="350" height="350" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-1024x1024.png" alt="Mesmo que minoria nos estados do MT, BA e TO, brancos são largamente os que detém as maiores terras." class="wp-image-5488" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-1024x1024.png 1024w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-300x300.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-150x150.png 150w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-768x768.png 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-1000x1000.png 1000w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-120x120.png 120w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4-520x520.png 520w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/4.png 350w" sizes="(max-width: 350px) 100vw, 350px" /><figcaption>Mesmo que minoria nos estados do MT, BA e TO, brancos são largamente os que detém as maiores terras.</figcaption></figure>



<p>Quando analisamos os números nacionais, nossa hipótese fica ainda mais clara: dentre as propriedades com mais de 1.000 ha., 67,5% dos donos são brancos. Entre as propriedades com menos de 1 ha., 79,9% pertencem a pretos, pardos, indígenas ou amarelos.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="1024" height="1024" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/6-1024x1024.png" alt="Brancos são minoria apenas entre os proprietários de pequenos lotes." class="wp-image-5489" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/6-1024x1024.png 1024w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/6-300x300.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/6-150x150.png 150w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/6-768x768.png 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/6-1000x1000.png 1000w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/6-120x120.png 120w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/6-520x520.png 520w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/6.png 350w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption>Brancos são minoria apenas entre os proprietários de pequenos lotes.</figcaption></figure>



<p>Muitas são as possíveis causas para a essa desigualdade racial na divisão de terras do Brasil.</p>



<p>Devemos lembrar que, desde a divisão da América Portuguesa em Capitanias Hereditárias, europeus e seus descendentes tiveram acesso a doações de grandes porções de terra.</p>



<p>Mais tarde, em 1850, com a instituição da <strong>Lei das Terras</strong>, todas as terras ainda não habitadas do território brasileiro só poderiam ter uso para fins de cultivo e ocupação se compradas à vista do governo, o que privou muitos ao acesso democrático a um lote de terra para a sobrevivência e consolidou o modelo latifundiário no país.</p>



<p>Apenas 38 anos depois, em 1888, ocorreu a assinatura da Lei Áurea que, sem qualquer indenização aos ex-escravos, pôs fim ao regime de escravidão no país. Como essas pessoas, sem qualquer apoio financeiro, social e jurídico, poderiam comprar terras à vista?</p>



<p>Entende-se aí a gênese de mais um capítulo da desigualdade racial no Brasil, ainda tão presente em diferentes espaços e contextos sociais.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="1024" height="1024" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7-1024x1024.png" alt="" class="wp-image-5473" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7-1024x1024.png 1024w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7-300x300.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7-150x150.png 150w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7-768x768.png 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7-1000x1000.png 1000w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7-120x120.png 120w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7-520x520.png 520w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7.png 350w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
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		<title>O que é Agronegócio?</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2018/10/o-que-e-agronegocio.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Oct 2018 19:14:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Rural]]></category>
		<category><![CDATA[agrobusiness]]></category>
		<category><![CDATA[agronegocio]]></category>
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					<description><![CDATA[Agronegócio, também chamado de agrobusiness, é o nome dado a uma modalidade financeirizada de produção agrícola, onde os investimentos em capital e tecnologia são intensivos e a produtividade bastante elevada. Histórico O começo da utilização da agricultura pelo ser humano provocou uma revolução no modo como vivíamos. Antes caçadores e coletores, agora poderíamos nos estabelecer [&#8230;]]]></description>
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<p style="text-align:left">Agronegócio, também chamado de <em>agrobusiness</em>, é o nome dado a uma modalidade financeirizada de produção agrícola, onde os investimentos em capital e tecnologia são intensivos e a produtividade bastante elevada.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="446" height="302" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/10/colheitadeira-min.png" alt="" class="wp-image-2926" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/10/colheitadeira-min.png 446w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/10/colheitadeira-min-300x203.png 300w" sizes="(max-width: 446px) 100vw, 446px" /><figcaption>A mecanização é uma característica importante do Agronegócio. Na imagem, colheitadeira descarregando milho.</figcaption></figure></div>



<h2>Histórico</h2>



<p>O começo da utilização da agricultura pelo ser humano provocou uma revolução no modo como vivíamos. Antes caçadores e coletores, agora poderíamos nos estabelecer em um só local e viver de maneira sedentária. </p>



<p>Este jeito de produzir itens agrícolas foi predominante durante boa parte de nossa história. Todavia, com o processo de industrialização e com a consequente saída de pessoas do campo para a cidade, o aumento na produtividade no campo passou a ser fundamental para garantir o abastecimento das grandes cidades.</p>



<p>Aos poucos, as invenções aplicadas nas grandes indústrias passaram a ser introduzidas no campo, aumentando a capacidade de produção da terra rural e intensificando ainda mais o processo de expulsão de mão-de-obra camponesa. Esta última geralmente iria compor o exército de reserva das metrópoles.</p>



<p>Com a entrada na fase monopolista do capitalismo, o fluxo de capital e investimento no campo se intensificou, criando o agronegócio propriamente dito. Observava-se na terra rural uma possibilidade clara de retorno de investimentos em curto prazo.</p>



<p>Não por menos, atualmente o agronegócio, que atua com intensidade em países da periferia do sistema capitalista, é uma atividade que corresponde a uma parcela considerável do PIB de países como Brasil e Argentina. Mesmo em nações desenvolvidas, a importância deste setor econômico não pode ser descartada.</p>



<h2>Características</h2>



<p>Podemos considerar como características do agronegócio:</p>



<ul><li>Grande investimento em tecnologia, maquinário e agroquímicos;</li><li>Produção em larga escala, geralmente de apenas um produto (<em>commodities</em>);</li><li>Fazendas controladas por grandes empresas do ramo alimentício;</li><li>Pouca utilização de mão-de-obra;</li><li>Produção voltada ao mercado externo;</li><li>Utilização de biotecnologia e melhoramento genético.</li></ul>



<p>As <em>commodities</em> são produtos do setor primário produzidos em larga escala que podem ser armazenados sem perda de valor, como a soja, milho e certos minérios. Seus preços são definidos pelo mercado financeiro. Neste sentido, a <strong>Bolsa de Chicago</strong> se destaca como principal balcão de operações financeiras voltadas a produtos agrícolas. É lá, por exemplo, onde são definidas as cotações diárias da soja e do milho.</p>



<p>Em cenário mundial, países desenvolvidos como EUA e o continente europeu geralmente aplicam uma política agrícola protecionista, isto é, existe a interferência do Estado para garantir a competitividade dos seus agricultores no mercado interno e externo. É uma prática que países como o Brasil condenam em organizações supranacionais como a OMC, pois impedem a livre concorrência.</p>



<p>Uma crítica geralmente feita ao agronegócio é seu caráter, em geral, nocivo à natureza. Isto porque para o plantio de <em>commodities</em>, como a soja, são necessárias amplas áreas a serem desmatadas. Além disso, o uso indiscriminado de agrotóxicos, além de prejudicar a saúde dos consumidores, pode ter impacto na poluição de mananciais e na eliminação da flora e da fauna.</p>
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		<item>
		<title>Qual a diferença entre Agrário e Agrícola?</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2018/07/diferenca-agrario-agricola.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Jul 2018 20:48:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Rural]]></category>
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					<description><![CDATA[Os conceitos de Agrícola e de Agrário causam costumeiramente confusões para aqueles que têm pouco contato com os temas da Geografia dos espaços rurais. Estes conceitos se referem a processos diferentes que ocorrem geralmente concomitantemente sobre um mesmo espaço. Vejamos a definição trazida para ambos no dicionário Michaelis: Agrário (agro+ário) adj Que pertence ou se [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Os conceitos de Agrícola e de Agrário causam costumeiramente confusões para aqueles que têm pouco contato com os temas da Geografia dos espaços rurais. Estes conceitos se referem a processos diferentes que ocorrem geralmente concomitantemente sobre um mesmo espaço.</p>
<p style="text-align: justify;">Vejamos a definição trazida para ambos no dicionário Michaelis:</p>
<blockquote><p>Agrário (<em>agro+ário</em>) <em>adj</em> Que pertence ou se refere ao campo; rural.</p>
<p>Agrícola (<em>lat agricultore</em>) adj Que trabalha na agricultura; agrícola.</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Nada de muito esclarecedor, certo?</p>
<p style="text-align: justify;">Nos estudos de Geografia, todavia, esta diferenciação é mais clara.</p>
<p style="text-align: justify;">Agrícola é aquilo que se refere às técnicas, aos agentes e à produção. Se insere no escopo daquilo que é agrícola, por exemplo, discussões sobre a pauta de importação e exportação de produtos provenientes da agricultura ou sobre as técnicas de uso do solo.</p>
<p style="text-align: justify;">Já o Agrário é aquilo que se refere à terra de cultivo. São discussões daquilo que é agrário, por exemplo, a estrutura fundiária brasileira ou a reforma agrária.</p>
<p style="text-align: justify;">Simplificadamente, o agrário trata da divisão das terras, enquanto que o agrícola trata da produção sobre ela.</p>
<p><div id="attachment_2885" style="width: 308px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2885" loading="lazy" class="size-full wp-image-2885" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/07/agricola-agrario.png" alt="Embora sejam conceitos próximos, agrário e agrícola se diferenciam conforme aos processos em que dizem respeito." width="298" height="167" /><p id="caption-attachment-2885" class="wp-caption-text">Embora sejam conceitos próximos, agrário e agrícola se diferenciam conforme aos processos em que dizem respeito. Foto: The Digital Artist/Pixabay (https://pixabay.com/pt/rural-colheita-agricultura-fazenda-2326787/&gt;</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">Muito se fala, por exemplo, na Questão Agrária brasileira. Ela diz respeito especialmente à divisão das terras no campo brasileiro. Já quanto falamos em Questão Agrícola brasileira, estamos falando na produtividade, no volume de produção e nas tecnologia no campo.</p>
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		<title>Revolução verde: o que foi, precedentes e consequências</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Oct 2016 00:13:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Rural]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[Precedentes No período posterior a Segunda Guerra Mundial, houve um crescimento das pesquisas científicas em prol do aumento da produção agrícola. Destruídas pelo conflito e com sua produção no campo abalada, as nações europeias necessitavam de melhorias na produção de alimentos para suprir suas necessidades crescentes. Este cenário impulsionou a busca pela produção de fertilizantes [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4><b>Precedentes</b></h4>
<p style="text-align: justify;">No período posterior a Segunda Guerra Mundial, houve um crescimento das pesquisas científicas em prol do aumento da produção agrícola. Destruídas pelo conflito e com sua produção no campo abalada, as nações europeias necessitavam de melhorias na produção de alimentos para suprir suas necessidades crescentes. Este cenário impulsionou a busca pela produção de fertilizantes químicos, agrotóxicos e maquinário, além do uso da seleção artificial para selecionar as melhores sementes. Tais elementos lançaram as bases para a Revolução Verde que aconteceria décadas depois.</p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<p><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="https://3.bp.blogspot.com/-8wPefGBnf0Q/WAv_aQbtz_I/AAAAAAAADSE/yMr3SF52KcQ0g3JI1hM7YolVq6w6MJp1wCLcB/s1600/agriculture-1619437_640.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/10/agriculture-1619437_640.jpg" width="400" height="300" border="0" /></a></p>
<h3 style="text-align: justify;"><b>A &#8220;revolução&#8221;</b></h3>
<p style="text-align: justify;">No ano de 1966, em uma conferência em Washington, foi criado um projeto, apoiado pelo governo norte-americano e pela ONU, que objetivava aumentar a produção agrícola em escala mundial, com o objetivo de diminuir, e até erradicar, a fome no mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Este projeto, conhecido como &#8220;Revolução Verde&#8221;, seria pautado no uso intensivo de tecnologia, as mesmas que as desenvolvidas no período pós-Guerra (chamado &#8220;pacote tecnológico&#8221;). O mecanismo adotado pela revolução, portanto, era disseminar o uso de agrotóxicos, fertilizantes, herbicidas, maquinário agrícola e de sementes obtidas em laboratório para países subdesenvolvidos, de modo a aumentar suas produções no campo.</p>
<p style="text-align: justify;">Estas sementes apresentavam maior resistência a pragas e a doenças, que, em conjunto com o uso dos componentes citados acima, garantiria um acréscimo interessante na produção alimentícia.</p>
<p style="text-align: justify;">A revolução foi financiada pela Fundação Rockfeller, sediada em Nova Iorque. A empresa passou a vender seus pacotes de insumos agrícolas para todo o mundo, especialmente para os países mais afetados pela revolução, como México e Filipinas, garantindo aumento em seu mercado consumidor e, consequentemente, o crescimento da sua margem de lucro.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><b>Consequências: uma &#8220;revolução&#8221; que não deu certo?</b></h3>
<p style="text-align: justify;">A Revolução Verde, obviamente, passou longe de resolver o problema da fome no mundo. A produção de alimentos, porém, realmente teve um expressivo aumento (e, consequentemente, uma queda de preço), apesar da fraca penetração entre os grupos sociais mais pobres. Isto deve-se a um fator principal: boa parte da produção agrícola dos países afetados pela revolução era voltada para exportação para países centrais. Assim, a produção não se converteu em uma melhora na qualidade de vida da população como um todo.</p>
<p style="text-align: justify;">A revolução também provocou uma mudança na estrutura agrária dos países afetados. Na maioria das vezes, agricultores menores não conseguiram ter acesso ao &#8220;pacote tecnológico&#8221;. Quando conseguiam, obtinham através de empréstimos bancários que acabavam por não serem quitados, devido a produção abaixo do esperado. Assim, seja pela concorrência com agricultores de grande porte, seja pelo endividamento, os pequenos agricultores acabavam por vender suas terras, sendo obrigados a migrar para as cidades. Suas terras, logo, foram englobadas pelos grandes produtores.</p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<div style="text-align: center;">
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<p><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/10/REVVER.png"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/10/REVVER.png" border="0" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Desta forma, além de não conseguir diminuir a fome, a Revolução Verde aumentou a concentração de terras no campo, agravando um problema que, por si só, estava muito longe de ser solucionado.</p>
</div>
</div>
</div>
</div>
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		<title>Os belts e a política agrícola estadunidense</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Feb 2016 20:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estados Unidos e Canadá]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Rural]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[O setor agrícola americano é atualmente um dos mais rentáveis e competitivos do mundo. O país é líder na produção e na exportação de diversos gêneros agrícolas e apresenta um mercado interno bastante aquecido. Este sucesso no setor primário dos EUA é resultado da crescente mecanização e do aperfeiçoamento das técnicas agrícolas usadas no país, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O setor agrícola americano é atualmente um dos mais rentáveis e competitivos do mundo. O país é líder na produção e na exportação de diversos gêneros agrícolas e apresenta um mercado interno bastante aquecido.</p>
<p>Este sucesso no setor primário dos EUA é resultado da crescente mecanização e do aperfeiçoamento das técnicas agrícolas usadas no país, entre as quais podemos citar o uso de maquinário de última geração, da manipulação genética e de adubos e fertilizantes de alta qualidade, além da ocorrência de climas e tipos de solos úteis para a atividade agrícola ao decorrer de sua grande extensão territorial.</p>
<p>Porém, a união desses fatores não seria o suficiente para dar os EUA a força agrícola que apresenta atualmente sem os incentivos feitos pelo Estado. O emprego de subsídios para os agricultores estadunidenses garante proteção à flutuabilidade da economia e à concorrência externa, por exemplo. O documento que regula os interesses americanos no campo, conhecido como <i>Farm Bill</i>, vem sendo alvo de críticas dos países não-desenvolvidos por impedir a competitividade dos seus produtos. Segundo a ONG Oxfam, o governo dos EUA gasta, em média, um valor de cerca de 3,9 bilhões de dólares todo ano com ajuda financeira apenas aos produtores do algodão do país.</p>
<div style="text-align: center;">
<p><a href="http://1.bp.blogspot.com/-QjJnY40f_Ik/Vsto-7dIvZI/AAAAAAAADDw/iJmoc9R5Vpo/s1600/agriculture-13-1467956.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/02/agriculture-13-1467956.jpg" width="400" height="290" border="0" /></a></p>
<div style="text-align: justify;">A produção agropecuária dos Estados Unidos é organizada nos chamados cinturões (<i>belts</i>), entre os quais destacam-se cinturão do trigo (<i>wheat belt</i>), do milho (<i>corn belt</i>) e do algodão (<i>cotton belt</i>). Isto ocorre porque o grande território americano permite uma interessante diversidade de fatores e, consequentemente, de culturas. Nas regiões subtropicais do sul, por exemplo, destacam-se o cultivo da laranja, com atenção ao estado da Flórida, e do limão. Já na Califórnia, ressalta-se a produção de algodão, uva e maçã.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra região importante no cenário agropecuário americano são as Grandes Planícies, uma faixa fértil e plana que se estende-se do estado do Texas até o Canadá. É possível encontrar na região uma concentração de produtores suínos e bovinos, além do cultivo do trigo. No nordeste, destaque também para os hortifrutigranjeiros.</p>
</div>
</div>
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		<title>Política agrícola comum europeia (PAC)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Feb 2016 01:41:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Europa Ocidental]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Rural]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[A partir da criação dos primeiros blocos antecessores à União Europeia, como o BENELUX e o CECA, já era possível perceber um interesse das nações do continente em formar uma integração em diversas áreas da economia. Com a agricultura, não foi diferente. Em 1961, ainda durante a vigência da Comunidade Econômica Europeia, foi colocado em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A partir da criação dos primeiros blocos antecessores à União Europeia, como o BENELUX e o CECA, já era possível perceber um interesse das nações do continente em formar uma integração em diversas áreas da economia. Com a agricultura, não foi diferente.</p>
<p>Em 1961, ainda durante a vigência da Comunidade Econômica Europeia, foi colocado em prática um programa que objetivava unificar as políticas agrícolas dos países membros, eliminando as barreiras alfandegárias de exportação e importação entre as nações do grupo e unificando os preços do comércio com o exterior.</p>
<p>Assim sendo, a PAC (Política Agrícola Comum), como ficou conhecido o projeto, caracteriza-se como um protecionismo que visa garantir os lucros do mercado agrícola europeu. A principal justificativa para sua criação foi a alta no preço das terras para cultivo dos fazendeiros do continente. O crescimento demográfico e o rápido ritmo de urbanização supervalorizou o preço do solo cultivável, ameaçando a concorrência do setor primário europeu com o restante do mundo.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://1.bp.blogspot.com/-1zJaIJpN_ic/VsZx0mWKipI/AAAAAAAADDY/YXfv-XXUNaQ/s1600/ue.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/02/ue.jpg" width="320" height="296" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Por fdecomite &#8211; European flagUploaded by tm, CC BY 2.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=27906957</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>As políticas da PAC estendem-se a diversos setores da agricultura. Entre eles, podemos citar:</p>
<ul>
<li>Garantir a produção alimentícia em quantidade o suficiente para toda a Europa;</li>
<li>Apoiar os pequenos e médios agricultores e as comunidade agrícolas;</li>
<li>Auxiliar na modernização da agricultura;</li>
<li>Proteger os produtores rurais contra a variação dos preços e crises econômicas, através de subsídios;</li>
<li>Garantir a proteção e a qualidade dos alimentos;</li>
<li>Seguir técnicas agroecológicas que garantam um equilíbrio com o meio ambiente.</li>
</ul>
<p>Para dar sustentação às práticas da PAC, foi criado o Fundo Europeu de Orientação e Garantia Agrícola, o FEOGA. Este sistema é dividido em dois ramos. O primeiro, o FEOGA Orientação, é centrado em oferecer subsídios aos agricultores com o objetivo de controlar os preços. O outro, é o FEOGA Garantia, que foca em programas para o aprimoramento de técnicas agrícolas.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://4.bp.blogspot.com/-HMJWwCbYvrc/VsZyEyAkMRI/AAAAAAAADDg/SL5Lkcypt_c/s1600/bene.png"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/02/bene.png" width="320" height="209" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Principais países beneficiados pela PAC em 2004</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Nos últimos anos, porém, a PAC vem sofrendo diversas alterações. Primeiramente, porque ela precisava se adaptar às novas formas de globalização informacional. Segundo por conta das críticas dos países não-desenvolvidos à OMC (Organização Mundial do Comércio) pelo protecionismo europeu que impedia a livre concorrência com outras nações.</p>
<p><b>Produção agrícola europeia</b></p>
<p>Uma política especial para a agricultura na Europa se faz importante devido ao controle do continente na produção de diversos gêneros agrícolas. A boa disponibilidade de solos somada com a constante mecanização no campo faz da agricultura europeia uma das mais viáveis do mundo.</p>
<p>Um dos grandes destaques do setor no continente é a produção de cereais, que se beneficia do fértil solo <i>tchernozion</i>, na Ucrânia, líder na produção de trigo. Destacam-se também Alemanha, França, Itália e Rússia. Outros cereais como o centeio, a aveia e a cevada também adquirem importância no cenário europeu. O centeio é usado na produção de pães, a aveia na alimentação do gado e a cevada na produção de cerveja.</p>
<p>Países de clima mediterrâneo como Portugal, Espanha, França e Itália destacam-se na produção de azeite e vinho. Alguns produtos são exclusivos, por fatores climáticos e pedológicos, desta região, garantindo o monopólio em seu cultivo e posições avantajadas no comércio mundial.</p>
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		<title>Agropecuária intensiva e agropecuária extensiva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Jan 2016 20:48:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Rural]]></category>
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					<description><![CDATA[Aqui no Geografia Opinativa, já comentamos sobre a classificação das atividades agrícolas conforme as principais técnicas de cultivo. Porém, existe outro tipo de classificação que, totalmente ligada à anterior, ordena os diferentes conjuntos de atividades agropecuárias segundo o grau de tecnologia empregado na produção. É a partir deste critério que se estabelece a divisão entre [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Aqui no Geografia Opinativa, já comentamos sobre a <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2016/01/classificacao-das-atividades-agricolas.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">classificação das atividades agrícolas conforme as principais técnicas de cultivo</a>. Porém, existe outro tipo de classificação que, totalmente ligada à anterior, ordena os diferentes conjuntos de atividades agropecuárias segundo o grau de tecnologia empregado na produção. É a partir deste critério que se estabelece a divisão entre a agropecuária intensiva e a agropecuária extensiva.</p>
<h4>Agropecuária intensiva</h4>
<p>Neste tipo de sistema, existe o emprego de técnicas modernas de produção, geralmente com alta produtividade.</p>
<div style="text-align: center;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/-I2e9sGHJ1F4/Vrpsf1aVw7I/AAAAAAAACqg/c25UHfO5tbI/s1600/extensiva.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/01/extensiva.jpg" width="400" height="278" border="0" /></a></div>
<p>Na agricultura intensiva, a biotecnologia, que inclui a manipulação genética de sementes e frutos que aumentam sua resistência a pragas e a mudanças climáticas, por exemplo, e o uso de adubos químicos e orgânicos, são algumas das técnicas que auxiliam no aumento da produção. O maior aproveitamento do solo, diminuindo seu desgaste, também é fator marcante.</p>
<p>Já na pecuária, o gado geralmente vive confinado e recebe regular acompanhamento veterinário, o que acarreta em melhorias no produto final. A ração, por exemplo, geralmente é de alta qualidade.</p>
<h4>Agropecuária extensiva</h4>
<p>A agropecuária extensiva é aquela praticada em lotes familiares e que utiliza-se de técnicas rudimentares de produção.</p>
<div style="text-align: center;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/-jVi0pZzYyPc/Vrps7yTSHAI/AAAAAAAACqo/gdTxlpeXZh4/s1600/cows-1249307.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/01/cows-1249307.jpg" width="400" height="265" border="0" /></a></div>
<p>Na agricultura, geralmente itinerante, usa-se mão-de-obra familiar e pouco qualificada e técnicas arcaicas de cultivo, o que inclui queimadas e o uso dos arados de boi. A produtividade é baixa e restringe-se a subsistência.</p>
<p>Na pecuária, o gado é criado solto e é alimentado com o pasto nativo. A inexistência de técnicas modernas resulta em uma carne com menor qualidade e pouco competitiva no mercado.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Classificação das atividades agrícolas: itinerante, de jardinagem, plantation e moderna</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 Jan 2016 22:44:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Rural]]></category>
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					<description><![CDATA[As atividades agrícolas, de modo geral, podem ser classificadas conforme as técnicas de cultivo e distribuição dos seus produtos. Partindo deste princípio, podemos ordenar as atividades deste setor em quatro tipos básicos: a agricultura itinerante, a agricultura de jardinagem, a plantation e a agricultura moderna. Agricultura Itinerante Este tipo de atividade concentra-se em torno da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As atividades agrícolas, de modo geral, podem ser classificadas conforme as técnicas de cultivo e distribuição dos seus produtos. Partindo deste princípio, podemos ordenar as atividades deste setor em quatro tipos básicos: a agricultura itinerante, a agricultura de jardinagem, a <i>plantation</i> e a agricultura moderna.</p>
<h4>Agricultura Itinerante</h4>
<p>Este tipo de atividade concentra-se em torno da produção para subsistência. Na agricultura itinerante, o agricultor trabalha sozinho ou em conjunto com seus familiares em uma pequena ou média área de produção, geralmente próximo à sua moradia. São utilizadas técnicas arcaicas de plantio, de colheita e de tratamento de solo.</p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"></div>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://2.bp.blogspot.com/-Cw1xYnFzGIM/Vrp0-ZPshhI/AAAAAAAACrU/u1B8-q5weXs/s1600/queimadas.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/01/queimadas.jpg" width="400" height="263" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Queimadas são muito usadas neste tipo de atividade. Imagem: Por Antonio Cruz, da Abr &#8211; news (access 2008/27/01, CC BY 3.0 br, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=3471569</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Este tipo de modelo de produção acarreta na perda rápida de produtividade do solo. Não é difícil a utilização de queimadas para a limpeza da terra, o que acaba por diminuir rapidamente seu número de nutrientes. Isto, então, acarreta na migração destas famílias produtoras para outras terras, onde se repete o mesmo ciclo até seu esgotamento. Daí o nome <b>itinerante</b>.</p>
<p>As queimadas, em geral, proporcionam um aumento de nitrogênio da constituição do solo, o que, em curto prazo, pode significar um aumento em sua produtividade. Porém, após alguns meses, as chuvas carregam esta fina camada de nutrientes, deixando, no fim, um saldo muito negativo.</p>
<p>A agricultura itinerante é comumente praticada na América Latina, África e no sudeste asiático.</p>
<h4>Agricultura de jardinagem</h4>
<p>A agricultura de jardinagem é amplamente praticada em países da Ásia, como a China, a Índia, o Vietnã e a Tailândia.</p>
<p>Nestes países, o pouco espaço disponível para a agricultura e o relevo pouco propício levou a uma interessante adaptação no cultivo. Por lá, vales de grandes rios e encostas de morros são aproveitadas através de um processo conhecido como <b>terraceamento</b>, que consiste na formação de degraus em regiões íngremes com o intuito de aproveitar as grandes chuvas do verão e impedir a degradação dos solos.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://2.bp.blogspot.com/-R4vfuxyPBGs/Vrpz6Bv9IhI/AAAAAAAACq4/8c9LhaSX3G0/s1600/jardinagem.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/01/jardinagem.jpg" width="400" height="300" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Por AJ Oswald &#8211; DSCF2992, CC BY-SA 2.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=3105929</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Neste tipo de atividade, existem também a construção de diques (canais) que auxiliam no processo de distribuição de água. Utiliza-se também grande mão de obra, além de, em geral, necessitar de um cuidado minucioso em sua produção, próximo ao cuidado que se deve ter a um <b>jardim</b>. O produto mais cultivado por esta técnica é o arroz.</p>
<h4>Plantation</h4>
<p>A <i>plantation </i>é um tipo de produção agrícola centrada na produção em larga escala e utilizando uma grande porção de terra de um único produto, em uma chamada <b>monocultura</b>.</p>
<p>Este tipo de atividade surgiu com o colonialismo dos séculos XV e XVI, sendo posto em prática nas colônias tropicais da América, África e Ásia. É exemplo a produção de cana-de-açúcar, no Brasil, e a de algodão, no sul dos EUA.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://3.bp.blogspot.com/-5cg0-uHRlFw/Vrp0QzbrZWI/AAAAAAAACrA/KZd-nI3MGcg/s1600/Tobacco.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/01/Tobacco.jpg" width="270" height="400" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Plantation de tabaco nos EUA. Por USDA Photo by: Ken Hammond &#8211; http://www.usda.gov/oc/photo/96vs2177.htm, Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=111596</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O principal intuito da plantation era garantir uma produção em larga escala que gerasse lucro rápido para a metrópole. Todo o dinheiro da produção, portanto, era enviado aos cofres das coroas europeias. Porém, até hoje este sistema continua vivo, principalmente na América Latina. Historicamente, a adoção da <i>plantation</i> relaciona-se com os problemas de mau distribuição de terras no Brasil e em outros países onde ela foi implementada.</p>
<h4>Agricultura moderna</h4>
<p>A agricultura moderna é resultado das alterações do mercado financeiro mundial nas últimas décadas. Atualmente, grandes grupos empresariais passaram a administrar diversas fazendas pelo mundo, aplicando técnicas modernas de cultivo, que permitem uma grande produtividade. Dentre as técnicas utilizadas, podemos citar o uso de adubos químicos, da manipulação genética e de equipamentos de última geração.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://1.bp.blogspot.com/-2M1FyhAWfPc/Vrp0sAtc6nI/AAAAAAAACrI/8p-Vh7uxNT8/s1600/moderna.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/01/moderna.jpg" width="400" height="308" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Por Mangan2002 &#8211; Obra do próprio, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=288000</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>É típica de economias desenvolvidas, mas também é praticada em países com industrialização recente.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Economia dos Estados Unidos</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2013/12/economia-dos-estados-unidos.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Dec 2013 03:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[do Comércio e Serviços]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos e Canadá]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Rural]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
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					<description><![CDATA[Os Estados Unidos da América têm atualmente a economia mais forte e desenvolvida do mundo, contando com um PIB (Produto Interno Bruto) que gira em torno de 14,6 trilhões de dólares, o maior do mundo. A economia estadunidense destaca-se em todos os campos, tendo um mercado aberto a exportação e um grande mercado de consumo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/12/ECOEUA.png"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/12/ECOEUA.png" border="0" /></a></div>
<p>Os Estados Unidos da América têm atualmente a economia mais forte e desenvolvida do mundo, contando com um PIB (Produto Interno Bruto) que gira em torno de 14,6 trilhões de dólares, o maior do mundo.</p>
<p>A economia estadunidense destaca-se em todos os campos, tendo um mercado aberto a exportação e um grande mercado de consumo interno.</p>
<h4><b>SETOR PRIMÁRIO</b></h4>
<p>No setor primário, temos como destaque a agricultura, extremamente rentável e mecanizada, onde encontramos o cultivo de milho, algodão (este muito comum em torno do Golfo do México), trigo e amendoim (no sul do país). Esses materiais colocam os EUA no topo da lista de exportação.</p>
<p>Na pecuária, o país novamente tem força, já que conta com um dos maiores rebanhos comerciais do mundo, apenas atrás do Brasil. Ovinos e suínos também destacam-se. As áreas localizadas no centro-sul do país é a mais produtiva nesta questão.</p>
<p>A pesca é feita também de forma mecanizada, principalmente nas águas frias do estado do Alasca. A silvicultura tem força por conta do grande território do país, sendo boa parte dele coberto por florestas. O país também é rico em minerais. O petróleo, o carvão e o gás natural são os principais recursos naturais dos EUA neste sentido.</p>
<h4><b>SETOR SECUNDÁRIO E SETOR DE SERVIÇOS</b><b><br />
</b></h4>
<p>A indústria manufatureira é muito forte, principalmente na Califórnia. A indústria automobilística (o centro automobilístico é Detroit, porém hoje a cidade passa por sérios problemas de violência urbana e desemprego), de computadores, indústria química, alimentícia, têxtil, entre outras, também são muito fortes e influentes em mundo todo.</p>
<p>No setor terciário surge o turismo, importante motor econômico dos EUA, já que o país é muito procurado, principalmente as grandes cidades como Nova Iorque. O sistema de transportes é de boa qualidade, tanto estradas, ferrovias, entre outros. O setor das finanças também é importantíssimo, passando pelos bancos, sistema imobiliário e a bolsa de valores.</p>
<p>Os EUA também participam do NAFTA, em conjunto com o Canadá e o México, dois dos seus maiores parceiros comerciais.</p>
<div style="text-align: right;"><b>Fonte:</b><a href="http://www.infoescola.com/estados-unidos/economia-dos-estados-unidos/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"> Info Escola</a></div>
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