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	<title>Uncategorized &#8211; Geografia Opinativa</title>
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	<title>Uncategorized &#8211; Geografia Opinativa</title>
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		<title>E se as eleições brasileiras fossem como nos EUA?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Oct 2020 00:13:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[Estamos às vésperas das eleições para escolha do 46º presidente dos Estados Unidos da América. A disputa calorosa entre Joe Biden (Democratas) e Donald Trump (Republicanos) terá impactos diretos e indiretos nas eleições em diversos países, inclusive no Brasil. Mas, ao contrário das eleições brasileiras, onde o candidato com a maior parte dos votos válidos [&#8230;]]]></description>
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<p>Estamos às vésperas das eleições para escolha do 46º presidente dos Estados Unidos da América. A disputa calorosa entre Joe Biden (Democratas) e Donald Trump (Republicanos) terá impactos diretos e indiretos nas eleições em diversos países, inclusive no Brasil.</p>



<p>Mas, ao contrário das eleições brasileiras, onde o candidato com a maior parte dos votos válidos (excluindo brancos e nulos) é eleito, nos EUA as coisas funcionam de maneira um pouco diferente.</p>



<h2>O colégio eleitoral</h2>



<p>Nos EUA, cada estado tem direito a um número específico de delegados, que irão compor o colégio eleitoral. Esse número é igual ao total de representantes do estado nas duas câmaras do país: a Câmara dos Representantes  e o Senado. </p>



<p>Cada estado decide como dividirá seus votos. Em 48 deles, vigora o <em>&#8220;winner takes all&#8221;</em> (o vencedor leva tudo), o que quer dizer que quem vencer no estado ganha a totalidade dos votos dos delegados. Apenas nos pequenos Maine e Nebraska os votos podem ser divididos entre mais de um candidato.</p>



<p>A grande polêmica desse método é que é possível que um candidato seja menos votado nacionalmente, mas vença no colégio eleitoral.</p>



<p>Foi o que ocorreu em 2016, onde a democrata Hillary Clinton teve 65,8 milhões de votos, contra 62,9 milhões do republicano Donald Trump. No colégio eleitoral, todavia, a disputa ficou 304 delegados contra 227 a favor de Trump. </p>



<p>No estado da Flórida, por exemplo, Clinton teve 47,8% dos votos, contra 49% de Trump. Uma diferença mínima, mas que deu ao candidato republicano todos os 29 delegados do estado e deixou a democrata sem nenhum.</p>



<h2>Aplicando o modelo no Brasil</h2>



<p>Transpor o método americano para o Brasil fazem necessárias algumas adaptações. Primeiro, pois o funcionamento do nosso congresso é diferente. Para achar uma equivalência, vamos considerar que cada estado terá um número de delegados igual à soma do número de deputados federais e de senadores.</p>



<p>Assim, enquanto o mínimo de delegados nos EUA é 3, no Brasil esse número será bem maior: 11 (8 deputados, mais os 3 senadores). É o número de delegados de estados como Amazonas, Amapá ou Mato Grosso. Em contrapartida, enquanto que nos EUA a Califórnia é o estado com maior número de votos (55), no Brasil essa função caberá a São Paulo, com 73 delegados.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img width="527" height="494" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image.png" alt="" class="wp-image-5094" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image.png 527w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image-300x281.png 300w" sizes="(max-width: 527px) 100vw, 527px" /><figcaption>Colégio eleitoral no Brasil</figcaption></figure></div>



<p> </p>



<h3>Eleições 2018</h3>



<p>Nas últimas eleições, marcadas pela polarização política e pelas divisões regionais entre eleitores no Brasil, o candidato do PSL Jair Bolsonaro manteria sua vitória. Ao todo, o representante na extrema-direita galgaria 396 delegados, com vitórias em estados-chave como Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="556" height="475" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image-1.png" alt="" class="wp-image-5095" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image-1.png 556w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image-1-300x256.png 300w" sizes="(max-width: 556px) 100vw, 556px" /><figcaption>Bolsonaro seria eleito em 2018 com 396 delegados</figcaption></figure></div>



<p>O candidato do PT, Fernando Haddad, teria 173 delegados, com vitórias expressivas na Bahia e em Pernambuco. O candidato Ciro Gomes (PDT), teria os 25 delegados do estado do Ceará.</p>



<h2>Eleições 2014</h2>



<p>Em 2014, novamente, o resultado final das eleições pouco seria alterado. Dilma Rousseff (PT) seria eleita com 342 delegados, vencendo, além de nos estados &#8220;vermelhos&#8221; (Nordeste e Pará), disputas importantes em Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img loading="lazy" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image-2.png" alt="" class="wp-image-5096" width="560" height="483" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image-2.png 560w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image-2-300x259.png 300w" sizes="(max-width: 560px) 100vw, 560px" /><figcaption>Dilma teria vitória mais expressiva sobre Aécio que aquela que ocorreu nas urnas</figcaption></figure></div>



<p>Aécio Neves (PSDB), apesar da vitória em colégios eleitorais importantes como São Paulo (73 delegados, aqui podendo ser considerado um estado &#8220;azul&#8221;) e Paraná, somaria apenas 213 delegados. Marina Silva (PSB), terceira colocada, galgaria 39 delegados com as vitórias em Pernambuco e Acre.</p>



<h2>Eleições 2010</h2>



<p>Em 2010, a vitória da candidata petista Dilma Rousseff seria ainda mais sólida que em 2014. Além de vencer em todos os estados que venceria posteriormente, Dilma venceu em Pernambuco e Espírito Santo, totalizando 383 delegados.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="555" height="475" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image-3.png" alt="" class="wp-image-5097" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image-3.png 555w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image-3-300x257.png 300w" sizes="(max-width: 555px) 100vw, 555px" /><figcaption>Marina Silva (PV), que alcançou 1/5 dos votos totais nas eleições, teria apenas 11 delegados.</figcaption></figure></div>



<p>O candidato do PSDB José Serra somaria apenas 200 delegados, mantendo os &#8220;<em>blue states</em>&#8221; e perdendo em estados-chave. Marina Silva, a despeito que ter alcançado quase 20% dos votos válidos nas eleições, teria apenas 11 delegados do Distrito Federal.</p>



<h2>Eleições 2006</h2>



<p>Em 2006, apenas dois candidatos dividiriam os delegados do colégio eleitoral: Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB). Lula seria eleito com 371 delegados, contra 223 do peessedebista. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="556" height="474" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image-7.png" alt="" class="wp-image-5102" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image-7.png 556w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image-7-300x256.png 300w" sizes="(max-width: 556px) 100vw, 556px" /><figcaption>Lula venceu no Nordeste e em grande parte do Norte e Sudeste.</figcaption></figure></div>



<p>É interessante notar que a vitória petista ocorreu mesmo com a derrota no Rio Grande do Sul (<em>swing state</em>). Apenas com a virada em dois outros hipotéticos <em>swing states</em> como Minas Gerais e Rio de Janeiro, ou em apenas um deles e mais alguns estados menores, como Amazonas, Rondônia e Acre, que a vitória de Alckmin seria viável.</p>



<h2>Eleições 2002</h2>



<p>Apenas nas eleições de 2002, dentre as analisadas, é que teríamos uma mudança no cenário com a adoção do sistema de colégio eleitoral.</p>



<p>A vitória de Luis Inácio Lula da Silva seria ainda brutal: o candidato teria 508 delegados entre os 594 possíveis. O que chama atenção é o derretimento de José Serra, segundo colocado nas urnas (23%) e que chegou a disputar o segundo turno contra Lula, que ocuparia a quarta posição, com apenas 12 delegados do estado do Alagoas.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="566" height="472" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image-8.png" alt="" class="wp-image-5103" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image-8.png 566w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/10/image-8-300x250.png 300w" sizes="(max-width: 566px) 100vw, 566px" /><figcaption>A vitória esmagadora de Lula (PT) seria acompanhada por um &#8220;derretimento&#8221; do candidato do PSDB.</figcaption></figure></div>



<p>Garotinho (PSB) galgaria os 49 delegados do estado do Rio de Janeiro, enquanto que Ciro (PPS), novamente conquistaria os 25 delegados do estado do Ceará.</p>



<h2>Os <em>swing</em>, <em>red</em> e <em>blue states </em>no Brasil</h2>



<p>Nos EUA, denominam-de <em>red</em> ou <em>blue states</em> estados que historicamente votam sempre no mesmo partido. É um exemplo de <em>red state</em> o Texas e a Lousiana, com voto cativo no candidato republicano, enquanto que a Califórnia e Nova Iorque são <em>blue states</em>, com seus delegados quase sempre garantidos aos democratas.</p>



<p>No Brasil, seria difícil falar com certeza em estados azuis e vermelhos. Apenas se considerarmos as últimas quatro ou cinco eleições (o que dificilmente teria o mesmo peso que o voto histórico cativo de alguns estados americanos, vide a vitória de candidatos de esquerda, como Lula e Brizola, em Santa Catarina, hoje reduto bolsonarista), podemos colocar São Paulo, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Santa Catarina, e talvez Roraima, como estados azuis (que, ao contrário dos EUA, estão à direita).</p>



<p>Já no grupo dos estados vermelhos (à esquerda), podemos incluir todos os estados do Nordeste e o Pará &#8211; talvez o Tocantins.</p>



<p>Os <em>swing states</em> são aqueles na política americana que pendem em algumas eleições para democratas e, em outras, para republicanos. Por essa característica, geralmente são as principais arenas de combate durante as campanhas: uma vitória neles por 1% pode significar a vitória nacional. É o caso da Flórida, Ohio, Iowa e talvez até da Pensilvânia.</p>



<p>Considerando as últimas eleições, os estados que poderiam receber esses rótulos seriam o Rio Grande do Sul (34 delegados), o Rio de Janeiro (49 delegados) e Minas Gerais (56 delegados), que ora tendem a votos a direita, ora a esquerda.</p>



<p>Concluindo, é claro que não podemos simplesmente transpor a lógica das eleições americanas no Brasil, tampouco estamos afirmando que tal modelo &#8211; polêmico &#8211; é melhor que o sistema brasileiro. Somente fazemos uma reflexão para tentar imaginar como seriam as eleições presidenciais no país caso adotássemos o sistema de colégio eleitoral.</p>



<p>Com toda a certeza, podemos afirmar que a lógica das eleições seria muito diferente. Estados já cativos seriam deixados de lado na campanha (como Bahia e Paraná), enquanto que aqueles mais indecisos seriam verdadeiras arenas de batalha, onde cada voto contaria para a vitória.</p>
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		<title>Romênia: Características gerais, relevo, clima e hidrografia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Feb 2020 17:55:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Europa de Leste]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[Características Gerais Capital: Bucareste;Área: 238,3 mil km²;Moeda: Leu;População: 19,6 milhões de habitantes (2017);Densidade Demográfica: 93 hab./km²;PIB: 202,4 milhões;Idioma: Romeno. Relevo O relevo romeno é dividido por duas paisagens fisiogeográficas bem marcadas: as montanhas e terras altas dos Cárpatos e as planícies do Danúbio e do Walachian. Os Cárpatos são uma cadeia de montanhas que atravessam [&#8230;]]]></description>
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<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="550" height="367" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/ro.png" alt="" class="wp-image-4298" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/ro.png 550w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/ro-300x200.png 300w" sizes="(max-width: 550px) 100vw, 550px" /><figcaption>Bandeira da Romênia</figcaption></figure></div>



<h2>Características Gerais</h2>



<p>Capital: Bucareste;<br>Área: 238,3 mil km²;<br>Moeda: Leu;<br>População: 19,6 milhões de habitantes (2017);<br>Densidade Demográfica: 93 hab./km²;<br>PIB: 202,4 milhões;<br>Idioma: Romeno.</p>



<h2>Relevo</h2>



<p>O relevo romeno é dividido por duas paisagens fisiogeográficas bem marcadas: as montanhas e terras altas dos Cárpatos e as planícies do Danúbio e do Walachian.</p>



<p>Os Cárpatos são uma cadeia de montanhas que atravessam Tchéquia, Eslováquia, Polônia e Ucrânia, além da Romênia.</p>



<p>Em território romeno, é dividida em Cárpatos Meridionais, Cárpatos Ocidentais e Cárpatos Orientais.</p>



<p>Os Cárpatos Orientais estendem-se da fronteira com a Ucrânia até a região central do país (vale do rio Prahova). Atingem uma altura máxima de 2.300 metros nas Montanhas Rodna.</p>



<p>Os Cárpatos Meridionais, também conhecidos como Alpes da Transilvânia, atravessam a região central do país até a fronteira com a Bulgária e com a Sérvia.</p>



<p>São compostos por rochas vulcânicas e atingem a altitude máxima nas Montanhas Făgăra em 2.500 metros.</p>



<p>Já os Cárpatos Ocidentais compõem uma cadeia descontínua de montanhas em sentido norte-sul cortadas por vales, como o do Rio Bistra. </p>



<p>Localizado entre as cadeias de montanhas mais proeminentes dos Cárpatos, está o Planalto da Transilvânia, com altitude média de 350 metros.</p>



<p>Ainda, ocorrem dois planaltos de importância no país: o Planalto da Moldávia, a nordeste, e o Planalto da Dobruja, a leste, próximo ao Mar Negro.</p>



<p>Já as planícies ocorrem na Romênia no sudeste e no sul. </p>



<p>A planície de Walachian é a principal do país. É onde localiza-se a capital, Bucareste, e também as mais importantes zonas agrícolas da Romênia.</p>



<h2>Clima</h2>



<p>O clima da Romênia varia entre os climas temperados (tipo C da classificação de Köppen) e continentais e subárticos (tipo D da mesma classificação).</p>



<p>Os climas temperados ocorrem nas planícies do oeste, sul e sudeste do país. Variam entre o clima oceânico (Cfb) e o úmido sub-tropical (Cfa). </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="312" height="350" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/koppen_romania.png" alt="Climas da Romênia conforme classificação climática de Koppen" class="wp-image-4702" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/koppen_romania.png 312w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/koppen_romania-267x300.png 267w" sizes="(max-width: 312px) 100vw, 312px" /><figcaption>Climas da Romênia conforme classificação climática de Koppen</figcaption></figure></div>



<p>Já os climas continentais, mais frios, ocorrem nas áreas mais altas dos Cárpatos. Variam entre o Clima continental úmido de verão fresco (Dfb), majoritário, e os climas subártico (Dfc) e até clima de Tundra nas regiões de pico.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" width="709" height="356" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/romania_temperatures.png" alt="Temperatura Média na Romênia" class="wp-image-4300" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/romania_temperatures.png 709w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/romania_temperatures-300x151.png 300w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption>Temperatura Média na Romênia</figcaption></figure></div>



<p>Ainda, na região de Dobruja, ocorre um clima semiárido frio (BSk), com precipitação média anual de 400mm.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="705" height="377" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/precipitation_romania-1.png" alt="Precipitação na Romênia" class="wp-image-4303" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/precipitation_romania-1.png 705w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/precipitation_romania-1-300x160.png 300w" sizes="(max-width: 705px) 100vw, 705px" /><figcaption>Precipitação na Romênia</figcaption></figure>



<h2>Hidrografia</h2>



<p>Os rios da Romênia, em geral, nascem nas maiores altitudes dos Cárpatos e desembocam no Rio Danúbio, na fronteira com a Hungria.</p>



<p>Com 2.850 km de comprimento, o Rio Danúbio é o segundo maior da Europa. </p>



<p>Nasce na Floresta Negra, na Alemanha, e corta Áustria, Eslováquia (onde atravessa a mancha urbana da capital, Bratislava), Hungria (onde corta Budapeste), Croácia, Sérvia (passa pela capital, Belgrado), Bulgária, Moldávia e Ucrânia, além da Romênia. Tem sua foz no Mar Negro.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" width="640" height="282" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2014/04/danubio.png" alt="Rio Danúbio" class="wp-image-886" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2014/04/danubio.png 640w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2014/04/danubio-300x132.png 300w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /><figcaption>Rio Danúbio. <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Donau-Karte.png">Wikimedia</a>.</figcaption></figure></div>



<p>O maior tributário do Danúbio que corta porção considerável do território romeno é o Rio Prut. </p>



<p>O Rio Prut tem 953 km de comprimento e nasce nos Cárpatos ucranianos, compondo a fronteira entre Romênia e Moldávia até sua foz no Danúbio na altura da cidade de Galați.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="520" height="350" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_prut.png" alt="Rio Prut" class="wp-image-4701" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_prut.png 520w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_prut-300x202.png 300w" sizes="(max-width: 520px) 100vw, 520px" /><figcaption>Rio Prut. Wikimedia.</figcaption></figure></div>



<p>O Rio Mureș tem 789 km de comprimento e nasce nos Cárpatos Orientais e segue em sentido leste, até desaguar no rio Tisza, na Hungria.</p>



<p>O Rio Siret tem 706 km de extensão, nascendo nos Cárpatos ucranianos e desaguando nas proximidades da cidade de Galați.</p>



<p>Por fim, o Rio Olt, de grande importância por cortar a região central do país,  nasce nos Cárpatos Orientais, nas montanhas Hășmaș, desaguando no Danúbio. Tem 615 km de extensão.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="522" height="350" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_olt.png" alt="Rio Olt" class="wp-image-4703" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_olt.png 522w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_olt-300x201.png 300w" sizes="(max-width: 522px) 100vw, 522px" /><figcaption>Rio Olt. Wikimedia.</figcaption></figure></div>



<p>Os rios romenos apresentam grande potencial hidrelétrico, embora a maior parte dele encontra-se ainda inexplorado pela insuficiência técnica.</p>
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		<title>Características Gerais dos países da Copa América 2019</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Jun 2019 18:26:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[Entre 12 de junho e 12 de julho, a seleção brasileira disputará a 47ª Copa América em casa. Abaixo, listamos algumas características gerais de todos os países integrantes, por grupo. Confira: GRUPO A Brasil Capital:&#160;BrasíliaÁrea:&#160;8,5 milhões km²Moeda:&#160;RealPopulação:&#160;201,03 milhões (2012)Densidade Demográfica:&#160;23,6 hab./km²PIB:&#160;US$ 2,1 trilhõesIdioma:&#160;PortuguêsContinente:&#160;América do Sul Venezuela Capital: CaracasÁrea:&#160;919 mil km²Moeda:&#160;Bolívar SoberanoPopulação:&#160;31,7 milhões (2016)Densidade Demográfica:&#160;33 hab./km²PIB:&#160;US$ [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Entre 12 de junho e 12 de julho, a seleção brasileira disputará a 47ª Copa América em casa. </p>



<p>Abaixo, listamos algumas características gerais de todos os países integrantes, por grupo. Confira:</p>



<h2>GRUPO A</h2>



<p>Brasil</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="429" height="302" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2014/06/brasil-lgflag.gif" alt="" class="wp-image-849"/></figure></div>



<p><strong>Capital:</strong>&nbsp;Brasília<br><strong>Área:</strong>&nbsp;8,5 milhões km²<br><strong>Moeda:</strong>&nbsp;Real<br><strong>População:</strong>&nbsp;201,03 milhões (2012)<br><strong>Densidade Demográfica:</strong>&nbsp;23,6 hab./km²<br><strong>PIB:</strong>&nbsp;US$ 2,1 trilhões<br><strong>Idioma:</strong>&nbsp;Português<br><strong>Continente:&nbsp;</strong>América do Sul</p>



<p>Venezuela</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="447" height="302" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/07/venezuela-lgflag.gif" alt="" class="wp-image-1237"/></figure></div>



<p><strong>Capital:</strong> Caracas<br><strong>Área:</strong>&nbsp;919 mil km²<br><strong>Moeda:</strong>&nbsp;Bolívar Soberano<br><strong>População:</strong>&nbsp;31,7 milhões (2016)<br><strong>Densidade Demográfica:</strong>&nbsp;33 hab./km²<br><strong>PIB:</strong>&nbsp;US$ 482 bilhões<br><strong>Idioma:</strong>&nbsp;Espanhol<br><strong>Continente:&nbsp;</strong>América do Sul</p>



<p>Peru</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="440" height="302" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/08/peru-lgflag.gif" alt="" class="wp-image-1167"/></figure></div>



<p><strong>Capital:</strong> Lima<br><strong>Área:</strong>&nbsp;129 milhões de km²<br><strong>Moeda:</strong>&nbsp;Sol<br><strong>População:</strong>&nbsp;33,2 milhões (2017)<br><strong>Densidade Demográfica:</strong>&nbsp;22 hab./km²<br><strong>PIB:</strong>&nbsp;US$ 211 bilhões<br><strong>Idioma:</strong>&nbsp;Espanhol<br><strong>Continente:&nbsp;</strong>América do Sul</p>



<p>Bolívia</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="447" height="302" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/09/bolivia-lgflag.gif" alt="" class="wp-image-1128"/></figure></div>



<p><strong>Capital:</strong> La Paz e Sucre<br><strong>Área:</strong>&nbsp;919 mil km²<br><strong>Moeda:</strong>&nbsp;Boliviano<br><strong>População:</strong>&nbsp;11,05 milhões (2017)<br><strong>Densidade Demográfica:</strong>&nbsp;9,13 hab./km²<br><strong>PIB:</strong>&nbsp;US$ 37,51 bilhões<br><strong>Idioma:</strong>&nbsp;Espanhol<br><strong>Continente:&nbsp;</strong>América do Sul</p>



<h2>GRUPO B</h2>



<p>Argentina</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="447" height="302" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/06/argentina-lgflag.gif" alt="" class="wp-image-1325"/></figure></div>



<p><strong>Capital:&nbsp;</strong>Buenos Aires<br><strong>Área:&nbsp;</strong>2,7 milhões km²<br><strong>Moeda:&nbsp;</strong>Peso<br><strong>População:</strong>&nbsp;44,3 milhões (2017)<br><strong>Densidade Demográfica:</strong> 14&nbsp;hab./km²<br><strong>PIB:&nbsp;</strong>US$ 637,6 bilhões (2017)<br><strong>Idioma:</strong>&nbsp;Espanhol<br><strong>Continente:&nbsp;</strong>América do Sul</p>



<p>Colômbia</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="453" height="302" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/07/colombia-lgflag.gif" alt="" class="wp-image-1261"/></figure></div>



<p><strong>Capital: </strong>Bogotá<br><strong>Área:</strong> 1,13 milhões km²<br><strong>Moeda: </strong>Peso<br><strong>População:</strong> 49,1 milhões (2017)<br><strong>Densidade Demográfica: </strong>41,5 hab./km²<br><strong>PIB:</strong> US$ 309,2 bilhões<br><strong>Idioma: </strong>Espanhol<br><strong>Continente:</strong> América do Sul</p>



<p>Paraguai</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="550" height="330" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/06/py.png" alt="" class="wp-image-3733" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/06/py.png 550w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/06/py-300x180.png 300w" sizes="(max-width: 550px) 100vw, 550px" /></figure></div>



<p><strong>Capital:&nbsp;</strong>Assunção<br><strong>Área:&nbsp;</strong>406,7 mil km²<br><strong>Moeda:&nbsp;</strong>Guarani<br><strong>População:</strong>&nbsp;6,8 milhões (2017)<br><strong>Densidade Demográfica:</strong> 17,9&nbsp;hab./km²<br><strong>PIB:&nbsp;</strong>US$ 29,7 bilhões (2017)<br><strong>Idioma:</strong>&nbsp;Espanhol e Guarani<br><strong>Continente:&nbsp;</strong>América do Sul</p>



<p>Catar</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="550" height="216" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/06/qa.png" alt="" class="wp-image-3734" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/06/qa.png 550w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/06/qa-300x118.png 300w" sizes="(max-width: 550px) 100vw, 550px" /></figure></div>



<p><strong>Capital:&nbsp;</strong>Doha<br><strong>Área:&nbsp;</strong>11,4 mil km²<br><strong>Moeda:&nbsp;</strong>Rial<br><strong>População:</strong>&nbsp;2,6 milhões (2017)<br><strong>Densidade Demográfica:</strong> 146&nbsp;hab./km²<br><strong>PIB:&nbsp;</strong>US$ 167,6 bilhões (2017)<br><strong>Idioma:</strong>&nbsp;Árabe<br><strong>Continente:&nbsp;</strong>Ásia</p>



<h2>GRUPO C</h2>



<p>Uruguai</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="449" height="302" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2014/06/uruguai-lgflag.gif" alt="" class="wp-image-842"/></figure></div>



<p><strong>Capital: </strong>Montevidéu<br><strong>Área:</strong> 172,3 mi km²<br><strong>Moeda: </strong>Peso<br><strong>População: </strong>3,4 milhões (2017)<br><strong>Densidade Demográfica: </strong>18,6 hab./km²<br><strong>PIB:</strong> US$ 56,2 bilhões<br>I<strong>dioma: </strong>Espanhol<br><strong>Continente:</strong> América do Sul</p>



<p>Equador</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="579" height="302" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2014/06/equador-lgflag.gif" alt="" class="wp-image-826"/></figure></div>



<p><strong>Capital: </strong>Quito<br><strong>Área:</strong>&nbsp;256,3 mil km²<br><strong>Moeda:&nbsp;</strong>Dólar americano <br><strong>População:</strong>&nbsp;16,6 milhões (2017)<br><strong>Densidade Demográfica: </strong>53,8&nbsp;hab./km²<br><strong>PIB:</strong>&nbsp;US$ 103,1 bilhões<br><strong>Idioma:&nbsp;</strong>Espanhol<br><strong>Continente:</strong>&nbsp;América do Sul</p>



<p>Japão</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="451" height="302" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/11/japao-lgflag.gif" alt="" class="wp-image-1062"/></figure></div>



<p><strong>Capital: </strong>Tóquio<br><strong>Área:</strong> 377,8 mil km²<br><strong>Moeda: </strong>Iene<br><strong>População: </strong>126,8 milhões (2017)<br><strong>Densidade Demográfica: </strong>377 hab./km²<br><strong>PIB:</strong> US$ 4,8 trilhões<br><strong>Idioma: </strong>Japonês<br><strong>Continente:</strong> Ásia</p>



<p>Chile</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="451" height="302" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2014/06/chile-lgflag.gif" alt="" class="wp-image-856"/></figure></div>



<p><strong>Capital: </strong>Santiago<br><strong>Área: </strong>752,9 mil km²<br><strong>Moeda: </strong>Peso<br><strong>População: </strong>18,5 milhões habitantes (2017)<br><strong>Densidade Demográfica: </strong>22 hab./km²<br><strong>PIB:</strong> US$ 277,1 bilhões<br><strong>Idioma: </strong>Espanhol<br><strong>Continente: </strong>América do Sul</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Enem 2018: Correção comentada da prova de Geografia</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2018/11/enem-2018-correcao-comentada-da-prova-de-geografia.html</link>
					<comments>https://www.geografiaopinativa.com.br/2018/11/enem-2018-correcao-comentada-da-prova-de-geografia.html#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Nov 2018 20:20:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Enem e Vestibulares]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[A prova que foi utilizada para correção foi a prova amarela. É sempre válido lembrar que, como o gabarito oficial ainda não foi divulgado, é possível que as respostas corretas mudem. Confira: 46. Resposta: A; Dificuldade: Médio Justificativa: O uso de contêineres melhorou o eficácia do transporte marítimo, tendo que vista que sua multimodalidade tornou [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A prova que foi utilizada para correção foi a prova amarela. É sempre válido lembrar que, como o gabarito oficial ainda não foi divulgado, é possível que as respostas corretas mudem. Confira:</p>



<p style="font-size:24px"><strong>46. Resposta: A;</strong></p>



<p><strong>Dificuldade:</strong> Médio</p>



<p><strong>Justificativa:</strong> O uso de contêineres melhorou o eficácia do transporte marítimo, tendo que vista que sua multimodalidade tornou mais rápida as operações entre porto e os modais a ele relacionados.</p>



<p><strong>Comentário:</strong> <em>Questão não muito difícil, mas que exigia um conhecimento razoavelmente específico sobre o papel da modernização dos portos na nova lógica econômica do capitalismo globalizado.</em></p>



<p style="font-size:24px"><strong>48. Resposta: E;</strong></p>



<p><strong>Dificuldade:</strong> Difícil;</p>



<p><strong>Justificativa:</strong> O gráfico mostra um aumento da vazão em áreas urbanizadas, decorrente da impermeabilização dos solos, que dificulta a infiltração de água e aumenta o escoamento superficial.</p>



<p><strong>Comentário:</strong> <em>Uma questão difícil. Aqui, o gráfico não dá todas as ferramentas necessárias para a resolução da resposta. O aluno precisa entender que o aumento da vazão é resultado da impermeabilização dos solos pelas construções urbanas (avenidas, calçadas, prédios, etc.), e que isso aumenta o escoamento superficial. Uma relação não evidente a primeira vista.</em></p>



<p style="font-size:24px"><strong>50. Resposta: D;</strong></p>



<p><strong>Dificuldade:</strong> Difícil;</p>



<p><strong>Justificativa:</strong> A laterização é um processo típico de áreas tropicais, dependendo da existência de um regime chuvoso intercalado com períodos secos. Nos períodos chuvosos, a água da chuva faz uma excessiva lavagem no solo, deixando uma concentração de minerais não-solúveis, como o ferro. Em períodos secos, este solo ferruginoso sofre cozimento pela ação do sol, formando uma camada resistente e avermelhada, chamada canga.</p>



<p><strong>Comentário:</strong> <em>Não é a primeira vez que o processo de laterização cai na prova do Enem. Ainda assim, é um conteúdo bastante específico, que exige contato prévio do aluno com ele para que a questão seja respondida.</em></p>



<p style="font-size:24px"><strong>54. Resposta: E;</strong></p>



<p><strong>Dificuldade:</strong> Médio-difícil;</p>



<p><strong>Justificativa</strong>: A ideia de fronteira no mundo contemporâneo agrega em si um alto grau de seletividade. Enquanto pessoas são barradas em seus fluxos migratórios, capitais, investimentos e filiais de grandes empresas atravessam fronteiras sem qualquer tipo de dificuldade.</p>



<p><strong>Comentário:</strong> <em>Uma questão que também conversa com o tema &#8220;refugiados&#8221;, estabelecendo uma reflexão sobre a flexibilidade seletiva que as fronteiras apresentam no mundo atual. É possível que muitos alunos assinalem a alternativa C, que, ao nosso ver, não estaria incorreta, apenas incompleta.</em></p>



<p style="font-size:24px"><strong>55. Resposta: B;</strong></p>



<p><strong>Dificuldade:</strong> Médio-fácil;</p>



<p><strong>Justificativa:</strong> Conforme visto na figura, uma grande área de alta pressão paira sobre o Sudeste brasileiro. Áreas de alta pressão, também conhecidas como Anticiclones, são dispersoras de vento e impedem a formação de nuvens.</p>



<p><strong>Comentário:</strong> <em>A questão aborda alguns conceitos fundamentais da climatologia. O movimento de massas de ar, bem como a existência de centros de ação são praxe no Enem há alguns anos. O esquema apresentado entrega boa parte da questão.</em></p>



<p><strong>Recomendamos:</strong></p>



<ul><li><a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/12/centros-de-alta-e-de-baixa-pressao.html">Centros de alta e de baixa pressão</a></li><li><a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/12/circulacao-geral-da-atmosfera.html">Circulação geral da atmosfera </a></li></ul>



<p style="font-size:24px"><strong>57. Resposta: Resposta C;</strong></p>



<p><strong>Dificuldade:</strong> Médio;</p>



<p><strong>Justificativa:</strong> A Geografia, por muito tempo, foi utilizada como instrumento de dominação, especialmente no período colonial. Somado a isto, até aquilo do que se chama de Geografia Tradicional, a ciência geográfica tinha forte caráter descritivista e catalográfico, agrupando meras descrições sobre o espaço. </p>



<p><strong>Comentário:</strong> <em>Questão muito interessante. A abordagem da história do pensamento geográfico não é tão comum no Enem, mas muito importante para compreensão da natureza da ciência geográfica. Para responder, o aluno deveria ter alguma noção do desenvolvimento da Geografia durante a história e dos seus diferentes usos por grupos dominantes.</em></p>



<p style="font-size:24px"><strong>64. Resposta: E;</strong></p>



<p><strong>Dificuldade:</strong> Fácil;</p>



<p><strong>Justificativa:</strong> A crise humanitária no Oriente Médio atualmente é decorrente de conflitos armados que assolam a região. A migração de pessoas destas áreas para outras partes do mundo constitui-se como uma fuga destes conflitos e de todo ônus dele produzido.</p>



<p><strong>Comentário:</strong> <em>Um tema bastante pertinente e que se esperava muito pelo menos uma questão. Aqui, a questão vai ao cerne do problema: questiona qual motivo da migração de milhões de pessoas. Para responder corretamente, o aluno deveria ter clareza da situação atual do Oriente Médio.</em></p>



<p style="font-size:24px"><strong>68. Resposta: D</strong></p>



<p><strong>Dificuldade:</strong> Difícil;</p>



<p><strong>Justificativa:</strong> O espaço urbano atual é marcado fortemente pela sobreposição de usos e de relações em diversas escalas, que englobam tanto regiões centrais quanto espaços &#8220;lentos&#8221;, em detrimento da velha organização dualista entre cidades velozes e dinâmicas e centros urbanos pequenos e atrasados.</p>



<p><strong>Comentário:</strong><em> Uma questão difícil, talvez a mais difícil da prova de Geografia deste ano. Aqui, o aluno tem que fazer uso de um grau elevado de abstração, entendendo o papel da organização das novas redes sobre o espaço urbano.</em></p>



<p style="font-size:24px"><strong>70. Resposta B;</strong></p>



<p><strong>Dificuldade:</strong> Médio;</p>



<p><strong>Justificativa:</strong> A defesa por parte de alguns sionistas do Estado de Israel em se desfazer dos territórios da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, reclamado pelos palestinos, parte do pressuposto que o maior crescimento vegetativo da população palestina acarretaria em um aumento substancial da população muçulmana em território israelense. Esta defesa mostra a preocupação dos dirigentes do Estado de Israel em manter a predominância étnica israelense no território.</p>



<p><strong>Comentário:</strong> <em>A Questão Palestina é tema muito recorrente no Enem. Aqui, o tema foi acertadamente fundido com a questão demográfica, o que deixou a questão muito interessante. O aluno que acertou a alternativa certamente apresenta domínio sobre ambos os temas. </em></p>



<p><strong>Recomendamos:</strong> <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/12/questao-palestina.html">Questão Palestina</a>.</p>



<p style="font-size:24px"><strong>71. Resposta: C.</strong></p>



<p><strong>Dificuldade:</strong> Médio;</p>



<p>Justificativa: A existência de ciclones tropicais depende da formação de áreas de baixa pressão, geralmente provenientes do aquecimento dos oceanos. Esta área de baixa pressão se torna atratora de ventos, que, ao chegarem no local, formam um espiral que aos poucos evolui para um ciclone tropical.</p>



<p><strong>Comentário:</strong> <em>Questão específica. O aluno deve entender o processo de formação de um ciclone tropical, o que pode ser um tema nebuloso para alguns.</em></p>



<p><strong>Recomendamos:</strong> <a href="http://">Como é formado um furacão?</a></p>



<p style="font-size:24px"><strong>73. Resposta: C;</strong></p>



<p><strong>Dificuldade:</strong> Médio-difícil</p>



<p><strong>Justificativa:</strong> A silvicultura é um cultivo em franca expansão no país, tendo a madeira de suas árvores servido para substituir a extração de madeira em florestas para fins industriais (móveis, papel, etc). A madeira extraída da silvicultura é conhecida como &#8220;madeira de reflorestamento&#8221;, isto é, madeira proveniente de florestas plantadas com fim objetivo.</p>



<p><strong>Comentário:</strong> <em>Uma questão interessante, trazendo reflexões acerca da silvicultura, tema em pauta entre ambientalistas atualmente. A escolha de um gráfico no enunciado reforça a necessidade do aluno em saber interpretar este tipo de elemento para se sair bem na prova de Geografia.</em></p>



<p style="font-size:24px"><strong>78. Resposta: A;</strong></p>



<p><strong>Dificuldade:</strong> Fácil:</p>



<p><strong>Justificativa</strong>: A agricultura ecológica, praticada em pequenas propriedades familiares, poderia se apresentar com mais vigor se tivesse maiores subsídios pelo poder público.</p>



<p><strong>Comentário:</strong> <em>Espaço rural é um tema obrigatório no Enem. Neste ano, a escolha foi por uma pergunta simples sobre agricultura ecológica, que poderia ser resolvida com interpretação de texto. Talvez o único conhecimento prévio do aluno seria saber que este tipo de agricultura se dá em propriedades familiares, de modo a relacionar o texto com assertiva correta.</em></p>



<p style="font-size:24px"><strong>80. Resposta: E.</strong></p>



<p><strong>Dificuldade:</strong> Médio-difícil;</p>



<p><strong>Justificativa:</strong> Ambos os textos trazidos refletem sobre o conhecimento do espaço, explicitado na topografia, como ferramenta de estratégia, seja para proteção, seja para o ataque. Portanto, é na relação entre topografia e conhecimento cognitivo do território que se explicitam as vantagens estratégicas.</p>



<p><strong>Comentário:</strong> <em>A questão conversa bastante com a questão 57. É interessante ver o Enem abordar bases filosóficas da ciência geográfica. Aqui, é pedido do aluno o entendimento da importância da apreensão cognitiva do espaço como elemento decisivo de conflitos. A questão pode ser mais facilmente resolvida via eliminação. </em></p>



<p style="font-size:24px"><strong>82. Resposta: B;</strong></p>



<p><strong>Dificuldade:</strong> Médio;</p>



<p><strong>Justificativa:</strong> O processo descrito no texto, de diminuição do número de filhos por casal na Europa, foi fundamental para a conclusão da transição demográfica do continente. Findada esta transição, as baixas taxas de natalidade e as longas expectativas de vida tornam os países que passaram por ela nações com populações cada vez mais envelhecidas.</p>



<p><strong>Comentário:</strong> <em>Questões sobre demografia são comuns no Enem, ainda mais abordando temas como mudança na composição familiar e envelhecimento da população. O pulo do gato na questão era lembrar que a transição demográfica não leva a uma estabilização da pirâmide etária, esta que continua a ter sua base encurtada e seu topo ampliado. </em></p>



<p><strong>Recomendamos:</strong><a href="http://"> Fases do crescimento demográfico</a>;</p>



<p style="font-size:24px"><strong>89. Resposta: C;</strong></p>



<p><strong>Dificuldade:</strong> Médio-fácil;</p>



<p><strong>Justificativa:</strong> No mundo bipolar do pós-Guerra, as nações periféricas acabaram por se estruturar como satélites das duas nações predominantes (EUA e URSS). Como nos é mostrado no texto, este processo ocorreu fortemente entre Cuba e URSS, demonstrando subordinação à potência hegemônica do bloco que o país fazia parte.</p>



<p><strong>Comentário:</strong> <em>A interpretação do texto ajudaria a responder boa parte da questão. Todavia, o aluno precisava dominar alguns conceitos básicos no que se refere à Guerra Fria, especialmente o entendimento do mundo bipolar. Ademais, Guerra Fria é outro tema obrigatório no Enem e a questão ficou dentro das expectativas.</em></p>



<p style="font-size:24px"><strong>90. Resposta: C;</strong></p>



<p><strong>Dificuldade:</strong> Fácil;</p>



<p><strong>Justificativa:</strong> Anamorfose é o nome da técnica de distorção cartográfica dos territórios de modo a ressaltar determinado elemento quantitativo, como nos é mostrado na alternativa C.</p>



<p><strong>Comentário:</strong> <em>Questão interessantíssima. Embora o enunciado entregue a resposta, ainda era necessário o domínio do aluno a conteúdos como distorções cartográficas e métodos de representação de informações em mapas.</em></p>



<p style="font-size:24px"><strong>Comentário geral</strong></p>



<p>A prova do Enem de Geografia deste ano foi muito interessante. A variação de conteúdos foi boa, bem como o gradiente de dificuldades. Um ponto negativo foi a ausência de mapas, restritos a algumas figuras em questões de Geografia Física.</p>



<p>Em parâmetros gerais:</p>



<p><strong>Questão mais fácil:</strong> 78.</p>



<p><strong>Questão mais difícil:</strong> 68.</p>



<p><strong>Questão mais interessante:</strong> 57.</p>
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		<title>Como seria a Copa se os resultados fossem definidos pelo IDH?</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2018/06/como-seria-a-copa-se-os-resultados-fossem-definidos-pelo-idh.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 02 Jun 2018 19:16:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[da População]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[&#8220;Como seria a Copa se os resultados fossem definidos pelo IDH?&#8221;. Uma pergunta um tanto quanto bizarra. Porém, o Geografia Opinativa resolveu fazer esta simulação. A partir dela, é possível identificar contrastes importantes de qualidade de vida entre os países participantes do torneio. Iremos seguir os chaveamentos oficiais da Copa. Assim, não necessariamente teremos uma lista [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" class="alignnone size-full wp-image-2896" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/06/copa.png" alt="" width="298" height="186" /></p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Como seria a Copa se os resultados fossem definidos pelo IDH?&#8221;</em>. Uma pergunta um tanto quanto bizarra. Porém, o Geografia Opinativa resolveu fazer esta simulação. A partir dela, é possível identificar contrastes importantes de qualidade de vida entre os países participantes do torneio.</p>
<p style="text-align: justify;">Iremos seguir os chaveamentos oficiais da Copa. Assim, não necessariamente teremos uma lista do maior ao menor índice. Os dois melhores IDH&#8217;s de cada grupo se classificam para as oitavas-de-final. No confronto de mata-mata, o maior índice segue na disputa.</p>
<p style="text-align: justify;">Será que o Brasil passaria de fase? É o que vamos ver.</p>
<h3><strong>GRUPO A</strong></h3>
<table border="0" cellspacing="0">
<colgroup width="291"></colgroup>
<colgroup width="85"></colgroup>
<tbody>
<tr>
<td align="left" height="17"><b><span style="color: #579d1c;">ARÁBIA SAUDITA</span></b></td>
<td align="right"><b><span style="color: #579d1c;">0,837</span></b></td>
</tr>
<tr>
<td align="left" height="17"><b><span style="color: #579d1c;">RÚSSIA</span></b></td>
<td align="right"><b><span style="color: #579d1c;">0,798</span></b></td>
</tr>
<tr>
<td align="left" height="17">URUGUAI</td>
<td align="right">0,793</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" height="17">EGITO</td>
<td align="right">0,690</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">Surpreendentemente para alguns, a Arábia Saudita lideraria o Grupo A da Copa do Mundo, com um índice de 0,837. A anfitriã Rússia também seguiria para próxima fase, com 0,798, seguida de perto pelo eliminado Uruguai, com 0,793. O Egito ficaria em último, com o longínquo 0,690.</p>
<h4>GRUPO B</h4>
<table border="0" cellspacing="0">
<colgroup width="291"></colgroup>
<colgroup width="85"></colgroup>
<tbody>
<tr>
<td align="left" height="17"><b><span style="color: #579d1c;">ESPANHA</span></b></td>
<td align="right"><b><span style="color: #579d1c;">0,876</span></b></td>
</tr>
<tr>
<td align="left" height="17"><b><span style="color: #579d1c;">PORTUGAL</span></b></td>
<td align="right"><b><span style="color: #579d1c;">0,83</span></b></td>
</tr>
<tr>
<td align="left" height="17">IRÃ</td>
<td align="right">0,766</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" height="17">MARROCOS</td>
<td align="right">0,628</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">Um grupo bastante desequilibrado. Espanha e Portugal, países do continente europeu, seguiriam facilmente para a segunda fase. Apesar disso, o Irã, com 0,766, não faria feio, ficando na terceira posição.</p>
<h4>GRUPO C</h4>
<table border="0" cellspacing="0">
<colgroup width="291"></colgroup>
<colgroup width="85"></colgroup>
<tbody>
<tr>
<td align="left" height="17"><b><span style="color: #579d1c;">AUSTRÁLIA</span></b></td>
<td align="right"><b><span style="color: #579d1c;">0,935</span></b></td>
</tr>
<tr>
<td align="left" height="17"><b><span style="color: #579d1c;">DINAMARCA</span></b></td>
<td align="right"><b><span style="color: #579d1c;">0,923</span></b></td>
</tr>
<tr>
<td align="left" height="17">FRANÇA</td>
<td align="right">0,888</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" height="17">PERU</td>
<td align="right">0,734</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">O Grupo C teria uma disputa acirrada entre Austrália, Dinamarca e França. Os franceses, porém, acabariam de fora, sendo a primeira nação europeia eliminada. Peru, com seus 0,734, ficaria em último lugar do grupo.</p>
<h4>GRUPO D</h4>
<table border="0" cellspacing="0">
<colgroup width="291"></colgroup>
<colgroup width="85"></colgroup>
<tbody>
<tr>
<td align="left" height="17"><b><span style="color: #579d1c;">ISLÂNDIA</span></b></td>
<td align="right"><b><span style="color: #579d1c;">0,899</span></b></td>
</tr>
<tr>
<td align="left" height="17"><b><span style="color: #579d1c;">ARGENTINA</span></b></td>
<td align="right"><b><span style="color: #579d1c;">0,836</span></b></td>
</tr>
<tr>
<td align="left" height="17">CROÁCIA</td>
<td align="right">0,818</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" height="17">NIGÉRIA</td>
<td align="right">0,514</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">O Grupo D, a Islândia lideraria, seguida um pouco de longe pela Argentina, primeira seleção sul-americana a conseguir a vaga na segunda fase. A europeia Croácia, apesar de ter um bom índice, ficaria de fora. A Nigéria, com 0,514, apresenta um dos menores IDH&#8217;s da Copa, ficando na última posição.</p>
<h4>GRUPO E</h4>
<table border="0" cellspacing="0">
<colgroup width="291"></colgroup>
<colgroup width="85"></colgroup>
<tbody>
<tr>
<td align="left" height="17"><b><span style="color: #579d1c;">SUÍÇA</span></b></td>
<td align="right"><b><span style="color: #579d1c;">0,93</span></b></td>
</tr>
<tr>
<td align="left" height="17"><b><span style="color: #579d1c;">SÉRVIA</span></b></td>
<td align="right"><b><span style="color: #579d1c;">0,771</span></b></td>
</tr>
<tr>
<td align="left" height="17">COSTA RICA</td>
<td align="right">0,766</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" height="17">BRASIL</td>
<td align="right">0,755</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">Num grupo com Suíça, Sérvia e Costa Rica, o Brasil ficaria na última posição, com seu índice de 0,755. A Suíça teria larga vantagem, enquanto que a decisão entre Sérvia e Costa Rica, país mais próspero da América Central, provavelmente seria resolvida só na última rodada.</p>
<h4>GRUPO F</h4>
<table border="0" cellspacing="0">
<colgroup width="291"></colgroup>
<colgroup width="85"></colgroup>
<tbody>
<tr>
<td align="left" height="17"><b><span style="color: #579d1c;">ALEMANHA</span></b></td>
<td align="right"><b><span style="color: #579d1c;">0,916</span></b></td>
</tr>
<tr>
<td align="left" height="17"><b><span style="color: #579d1c;">SUÉCIA</span></b></td>
<td align="right"><b><span style="color: #579d1c;">0,907</span></b></td>
</tr>
<tr>
<td align="left" height="17">COREIA DO SUL</td>
<td align="right">0,898</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" height="17">MÉXICO</td>
<td align="right">0,756</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">Um duelo de gigantes no Grupo F. Alemanha e Suécia levariam a melhor contra a Coreia do Sul, embora as três nações tenham os melhores índices do mundo. O México ficaria em último.</p>
<h4>GRUPO G</h4>
<table border="0" cellspacing="0">
<colgroup width="291"></colgroup>
<colgroup width="85"></colgroup>
<tbody>
<tr>
<td align="left" height="17"><b><span style="color: #579d1c;">INGLATERRA</span></b></td>
<td align="right"><b><span style="color: #579d1c;">0,907</span></b></td>
</tr>
<tr>
<td align="left" height="17"><b><span style="color: #579d1c;">BÉLGICA</span></b></td>
<td align="right"><b><span style="color: #579d1c;">0,89</span></b></td>
</tr>
<tr>
<td align="left" height="17">PANAMÁ</td>
<td align="right">0,78</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" height="17">TUNÍSIA</td>
<td align="right">0,721</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">Os europeus Inglaterra e Bélgica levariam a melhor contra Panamá e Tunísia.</p>
<h4>GRUPO H</h4>
<table border="0" cellspacing="0">
<colgroup width="291"></colgroup>
<colgroup width="85"></colgroup>
<tbody>
<tr>
<td align="left" height="17"><b><span style="color: #579d1c;">JAPÃO</span></b></td>
<td align="right"><b><span style="color: #579d1c;">0,891</span></b></td>
</tr>
<tr>
<td align="left" height="17"><b><span style="color: #579d1c;">POLÔNIA</span></b></td>
<td align="right"><b><span style="color: #579d1c;">0,843</span></b></td>
</tr>
<tr>
<td align="left" height="17">COLÔMBIA</td>
<td align="right">0,72</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" height="17">SENEGAL</td>
<td align="right">0,466</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">Japoneses e Poloneses passariam de fase no Grupo H. A Colômbia ficaria na terceira posição. Senegal, com um IDH de 0,466, ficaria em último, sendo o país com o menor índice a participar desta edição da Copa.</p>
<p style="text-align: justify;">Dentre os 16 classificados para as oitavas-de-final, 12 seleções seriam europeias (França e Croácia seriam os únicos países do continente a caírem na primeira fase), 2 asiáticas (Japão e Arábia Saudita), 1 da Oceania (Austrália) e 1 sul-americana (Argentina).</p>
<h4>OITAVAS-DE-FINAL</h4>
<table border="0" cellspacing="0">
<colgroup width="121"></colgroup>
<colgroup width="53"></colgroup>
<colgroup width="42"></colgroup>
<colgroup width="53"></colgroup>
<colgroup width="117"></colgroup>
<tbody>
<tr>
<td align="left" height="17"><b><span style="color: #579d1c;">ARÁBIA SAUDITA</span></b></td>
<td align="center"><b><span style="color: #579d1c;">0,837</span></b></td>
<td align="center">X</td>
<td align="center">0,83</td>
<td align="left">PORTUGAL</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" height="17"><b><span style="color: #579d1c;">AUSTRÁLIA</span></b></td>
<td align="center"><b><span style="color: #579d1c;">0,935</span></b></td>
<td align="center">X</td>
<td align="center">0,836</td>
<td align="left">ARGENTINA</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" height="17"><b><span style="color: #579d1c;">SUÍÇA</span></b></td>
<td align="center"><b><span style="color: #579d1c;">0,93</span></b></td>
<td align="center">X</td>
<td align="center">0,907</td>
<td align="left">SUÉCIA</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" height="17"><b><span style="color: #579d1c;">INGLATERRA</span></b></td>
<td align="center"><b><span style="color: #579d1c;">0,907</span></b></td>
<td align="center">X</td>
<td align="center">0,843</td>
<td align="left">POLÔNIA</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" height="17"><b><span style="color: #579d1c;">JAPÃO</span></b></td>
<td align="center"><b><span style="color: #579d1c;">0,891</span></b></td>
<td align="center">X</td>
<td align="center">0,89</td>
<td align="left">BÉLGICA</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" height="17"><b><span style="color: #579d1c;">ALEMANHA</span></b></td>
<td align="center"><b><span style="color: #579d1c;">0,916</span></b></td>
<td align="center">X</td>
<td align="center">0,771</td>
<td align="left">SÉRVIA</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" height="17">ISLÂNDIA</td>
<td align="center">0,899</td>
<td align="center">X</td>
<td align="center"><b><span style="color: #579d1c;">0,923</span></b></td>
<td align="left"><b><span style="color: #579d1c;">DINAMARCA</span></b></td>
</tr>
<tr>
<td align="left" height="17"><b><span style="color: #579d1c;">ESPANHA</span></b></td>
<td align="center"><b><span style="color: #579d1c;">0,876</span></b></td>
<td align="center">X</td>
<td align="center">0,798</td>
<td align="left">RÚSSIA</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">Nas fase de oitavas-de-final, para a surpresa de muitos, Arábia Saudita eliminaria Portugal, provavelmente nas prorrogações. Austrália, Inglaterra, Alemanha e Espanha eliminariam Argentina, Polônia, Sérvia e Rússia, respectivamente, com certa tranquilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Os outros jogos seriam bastante apertados: Suíça eliminaria Suécia, Japão eliminaria a Bélgica e a Dinamarca eliminaria a Islândia.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas quartas-de-final, teríamos 5 países europeus, 2 asiáticos e 1 da Oceania.</p>
<h4>QUARTAS-DE-FINAL</h4>
<table border="0" cellspacing="0">
<colgroup width="121"></colgroup>
<colgroup width="53"></colgroup>
<colgroup width="42"></colgroup>
<colgroup width="53"></colgroup>
<colgroup width="117"></colgroup>
<tbody>
<tr>
<td align="left" height="17">ARÁBIA SAUDITA</td>
<td align="center">0,837</td>
<td align="center">X</td>
<td align="center"><b><span style="color: #579d1c;">0,935</span></b></td>
<td align="left"><b><span style="color: #579d1c;">AUSTRÁLIA</span></b></td>
</tr>
<tr>
<td align="left" height="17"><b><span style="color: #579d1c;">SUÍÇA</span></b></td>
<td align="center"><b><span style="color: #579d1c;">0,93</span></b></td>
<td align="center">X</td>
<td align="center">0,907</td>
<td align="left">INGLATERRA</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" height="17">JAPÃO</td>
<td align="center">0,891</td>
<td align="center">X</td>
<td align="center"><b><span style="color: #579d1c;">0,916</span></b></td>
<td align="left"><b><span style="color: #579d1c;">ALEMANHA</span></b></td>
</tr>
<tr>
<td align="left" height="17"><b><span style="color: #579d1c;">DINAMARCA</span></b></td>
<td align="center"><b><span style="color: #579d1c;">0,923</span></b></td>
<td align="center">X</td>
<td align="center">0,876</td>
<td align="left">ESPANHA</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">Nas quartas-de-final, a azarã Arábia Saudita seria eliminada por uma Austrália determinada. A Suíça e Alemanha passariam com certa dificuldade pela Inglaterra e pelo Japão. Dinamarca eliminaria Espanha com alguma facilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Teríamos 3 europeus e 1 país da Oceania nas semifinais.</p>
<h4>SEMIFINAL</h4>
<table border="0" cellspacing="0">
<colgroup width="121"></colgroup>
<colgroup width="53"></colgroup>
<colgroup width="42"></colgroup>
<colgroup width="53"></colgroup>
<colgroup width="117"></colgroup>
<tbody>
<tr>
<td align="left" height="17"><b><span style="color: #579d1c;">AUSTRÁLIA</span></b></td>
<td align="center"><b><span style="color: #579d1c;">0,935</span></b></td>
<td align="center">X</td>
<td align="center">0,93</td>
<td align="left">SUÍÇA</td>
</tr>
<tr>
<td align="left" height="17">ALEMANHA</td>
<td align="center">0,916</td>
<td align="center">X</td>
<td align="center"><b><span style="color: #579d1c;">0,923</span></b></td>
<td align="left"><b><span style="color: #579d1c;">DINAMARCA</span></b></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">Em dois jogos apertados, teríamos a final definida. De um lado, Austrália, da Oceania, do outro, a Dinamarca, da Europa.</p>
<h4>FINAL</h4>
<table border="0" cellspacing="0">
<colgroup width="121"></colgroup>
<colgroup width="53"></colgroup>
<colgroup width="42"></colgroup>
<colgroup width="53"></colgroup>
<colgroup width="117"></colgroup>
<tbody>
<tr>
<td align="left" height="17"><b><span style="color: #579d1c;">AUSTRÁLIA</span></b></td>
<td align="center"><b><span style="color: #579d1c;">0,935</span></b></td>
<td align="center">X</td>
<td align="center">0,923</td>
<td align="left">DINAMARCA</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">Tendo o segundo melhor IDH do mundo, a Austrália seria a campeã deste torneio imaginário.</p>
<h4>CLASSIFICAÇÃO</h4>
<table border="0" cellspacing="0">
<colgroup width="47"></colgroup>
<colgroup width="291"></colgroup>
<colgroup width="85"></colgroup>
<tbody>
<tr>
<td align="center" height="17"><b>C</b></td>
<td align="center"><b>PAÍSES</b></td>
<td align="center"><b>IDH</b></td>
</tr>
<tr>
<td align="center" height="17">1</td>
<td align="left">AUSTRÁLIA</td>
<td align="right">0,935</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" height="17">2</td>
<td align="left">SUÍÇA</td>
<td align="right">0,93</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" height="17">3</td>
<td align="left">DINAMARCA</td>
<td align="right">0,923</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" height="17">4</td>
<td align="left">ALEMANHA</td>
<td align="right">0,916</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" height="17">5</td>
<td align="left">INGLATERRA</td>
<td align="right">0,907</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" height="17">6</td>
<td align="left">SUÉCIA</td>
<td align="right">0,907</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" height="17">7</td>
<td align="left">ISLÂNDIA</td>
<td align="right">0,899</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" height="17">8</td>
<td align="left">COREIA DO SUL</td>
<td align="right">0,898</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" height="17">9</td>
<td align="left">JAPÃO</td>
<td align="right">0,891</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" height="17">10</td>
<td align="left">BÉLGICA</td>
<td align="right">0,89</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" height="17">11</td>
<td align="left">FRANÇA</td>
<td align="right">0,888</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" height="17">12</td>
<td align="left">ESPANHA</td>
<td align="right">0,876</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" height="17">13</td>
<td align="left">POLÔNIA</td>
<td align="right">0,843</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" height="17">14</td>
<td align="left">ARÁBIA SAUDITA</td>
<td align="right">0,837</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" height="17">15</td>
<td align="left">ARGENTINA</td>
<td align="right">0,836</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" height="17">16</td>
<td align="left">PORTUGAL</td>
<td align="right">0,83</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" height="17">17</td>
<td align="left">CROÁCIA</td>
<td align="right">0,818</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" height="17">18</td>
<td align="left">RÚSSIA</td>
<td align="right">0,798</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" height="17">19</td>
<td align="left">URUGUAI</td>
<td align="right">0,793</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" height="17">20</td>
<td align="left">PANAMÁ</td>
<td align="right">0,78</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" height="17">21</td>
<td align="left">SÉRVIA</td>
<td align="right">0,771</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" height="17">22</td>
<td align="left">COSTA RICA</td>
<td align="right">0,766</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" height="17">23</td>
<td align="left">IRÃ</td>
<td align="right">0,766</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" height="17">24</td>
<td align="left">MÉXICO</td>
<td align="right">0,756</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" height="17">25</td>
<td align="left">BRASIL</td>
<td align="right">0,755</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" height="17">26</td>
<td align="left">PERU</td>
<td align="right">0,734</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" height="17">27</td>
<td align="left">TUNÍSIA</td>
<td align="right">0,721</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" height="17">28</td>
<td align="left">COLÔMBIA</td>
<td align="right">0,72</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" height="17">29</td>
<td align="left">EGITO</td>
<td align="right">0,69</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" height="17">30</td>
<td align="left">MARROCOS</td>
<td align="right">0,628</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" height="17">31</td>
<td align="left">NIGÉRIA</td>
<td align="right">0,514</td>
</tr>
<tr>
<td align="center" height="17">32</td>
<td align="left">SENEGAL</td>
<td align="right">0,466</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">Considerando todos os países indistintamente de seus grupos, o Brasil ocuparia apenas a 25º posição entre 32 seleções, atrás de demais latinos como Panamá, Argentina, Uruguai e Costa Rica.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas cinco últimas posições, apenas a Colômbia não se localizaria no continente africano.</p>
<p>O que você achou da participação brasileira neste campeonato? E o que dizer acerca dos contrastes entre continentes?</p>
<p>Comente!</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.br.undp.org/content/brazil/pt/home/idh0/rankings/idh-global.html">PNUD Brasil</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.geografiaopinativa.com.br/2018/06/como-seria-a-copa-se-os-resultados-fossem-definidos-pelo-idh.html/feed</wfw:commentRss>
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			</item>
		<item>
		<title>Questão Palestina</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/12/questao-palestina.html</link>
					<comments>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/12/questao-palestina.html#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 Dec 2017 14:54:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente Médio]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.geografiaopinativa.com.br/?p=2578</guid>

					<description><![CDATA[A questão da Palestina é uma das mais complexas disputas na conflituosa região do Oriente Médio. A pequena faixa de terra localizada entre o rio Jordão e o Mar Mediterrâneo é foco de disputa de dois povos historicamente relacionados quanto às suas origens: os árabes e judeus. Antecedentes O território originalmente era povoado pelo povo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A questão da Palestina é uma das mais complexas disputas na conflituosa região do Oriente Médio. A pequena faixa de terra localizada entre o rio Jordão e o Mar Mediterrâneo é foco de disputa de dois povos historicamente relacionados quanto às suas origens: os árabes e judeus.</p>
<h2>Antecedentes</h2>
<p style="text-align: justify;">O território originalmente era povoado pelo povo hebreu, quando, no ano 70 d.C., estes foram expulsos pelos romanos e se espalharam pelo mundo, sendo a partir deste ponto chamados de judeus. Este momento ficou conhecido na história como segunda diáspora hebraica.</p>
<p style="text-align: justify;">No século VII, inicia-se o processo de expansionismo árabe. Partindo da península arábica, este povo ocupou rapidamente diversas regiões da África, Ásia e até mesmo porções da Europa. Uma das áreas povoadas foi a região da Palestina. Os árabes ali permaneceram, por vezes subjugados ao Império Otomano ou ao controle inglês, até o período anterior à Segunda Guerra Mundial.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/02/PALESTINA.png"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/02/PALESTINA.png" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Localização geográfica da região da Palestina/Estado de Israel. Imagem: Amiglobe</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">Desde sua expulsão da Palestina pelos romanos, o povo judeu sempre manteve o desejo da criação de um estado próprio: o Estado de Israel. No final do século XIX, este ideal começou a tomar corpo, originando o chamado <b>movimento sionista</b>. A partir de sua criação, o movimento começou a incentivar a ida de judeus para a Palestina, através da compra de terras na região. Este fluxo migratório aumentou com o período da ascensão nazista, onde vários judeus foram para o território palestino com o objetivo de fugir da perseguição que o movimento de extrema-direita os impunha.</p>
<p style="text-align: justify;">A situação entre palestinos (árabes) e israelenses (judeus) começou a piorar com a independência de diversos protetorados ingleses na região, como a da própria Palestina, da Transjordânia, agora Jordânia, e do Iraque. Para impedir um colapso da região, em 1948, a ONU, que acabara de ser criada, dividiu a região em duas áreas: uma árabe e outra judaica, enquanto Jerusalém seria uma zona internacional. Estava criado o Estado de Israel.</p>
<h2>Principais conflitos</h2>
<p style="text-align: justify;">A criação de um Estado judeu em uma região com maioria árabe resultou em uma aumento da tensão na região. Os palestinos não viam com bons olhos a decisão da ONU em entregar nas mãos dos judeus um território que eles já ocupavam há séculos. Este sentimento de inconformidade eclodiu na primeira guerra entre os dois povos: a <b>Guerra da Independência de Israel (1948-1949)</b>. De um lado, os israelenses procuravam expandir seus domínios pela região, criando os chamados &#8220;territórios ocupados&#8221;. Do outro, os palestinos objetivavam recuperar o controle sobre o agora fundado Estado de Israel.</p>
<p style="text-align: justify;">Este conflito acabou em 1949 com a vitória israelense. Os vitoriosos anexaram boa parte dos domínios árabes na Cisjordânia e na Faixa de Gaza ao seu Estado. Aos palestinos, coube refugiarem-se em outros países do Oriente Médio, onde eram por vezes tratados com xenofobia e não tinham acesso a direitos básicos para vida. A ONU estima que cerca de 750 mil palestinos foram expulsos da região. Para eles, este período é lembrado como <i>al-nakba</i>, a catástrofe.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/02/palestinacomp.png"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/02/palestinacomp.png" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">À esquerda, proposta feita pela ONU para a divisão da Palestina. Em verde, as regiões árabes, em cinza, as israelenses. À direita, divisão da região após a Guerra da Independência de Israel, em 1949<b>. </b><i>Imagens: By ComServant &#8211; Own work, derived from File:Palestinian_Territories,_1948-67.svg, CC BY-SA 4.0.</i></td>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;"></td>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h4>Guerra de Suez (1956)</h4>
<p style="text-align: justify;">Em 1956, o conflito não estava mais concentrado entre os povos da Palestina. O então presidente do Egito, Gamal Abdel Nasser, decidiu nacionalizar o Canal de Suez, principal ligação entre o Mar Vermelho e o Mar Mediterrâneo e importante rota de ligação entre as potências europeias e os países da Ásia.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta decisão, porém, irritou tanto os países europeus, principalmente França e Inglaterra, e os EUA, quanto o Estado de Israel, que viu a medida do governo egípcio como uma tentativa de bloquear a passagem do importante porto de Eilath, no Golfo de Ácaba.</p>
<p style="text-align: justify;">Este conflito resultou em uma aliança entre israelenses e as forças ocidentais. Juntas, as nações venceram militarmente o Egito, embora Nasser tenha conseguido manter o controle sobre o Canal de Suez.</p>
<h4>Guerra dos Seis Dias (1967)</h4>
<p style="text-align: justify;">A conquista do Canal de Suez deu ao mundo árabe ânimo para tentar reconquistar as terras perdidas. Nos momentos anteriores à guerra, houve uma intensa articulação diplomática e militar entre os líderes das principais potências regionais: Líbano, Egito, Síria e Jordânia.</p>
<p style="text-align: justify;">Um ponto que vale ser destacado é a disputa pelo Rio Jordão. A Síria estava interessada em desviar parte do seu curso para irrigar suas plantações. Porém, este desvio diminuiria o fluxo de água no leito do rio, o que prejudicaria o Estado de Israel. A geopolítica da água, portanto, foi de suma importância para a continuação do conflito.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1964, a reunião da Liga Árabe no Cairo tratou sobre, além dos desvios no Rio Jordão, a ameaça que Israel agora era para o mundo árabe. Esta articulação deixou os israelenses desconfiados, levando a um ataque súbito do país contra seus adversários. Em apenas seis dias, Israel havia desmantelado qualquer tipo de plano árabe para reassumir o controle da Palestina, e ocupado e anexado a seu território regiões estratégicas dos países derrotados, como a Península do Sinai (Egito), a Faixa de Gaza, a Cisjordânia e as Colinas de Golã (Síria), onde ficam localizadas as nascentes do Rio Jordão.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="https://1.bp.blogspot.com/-YdDAKbKeTL8/VtH5eftoG6I/AAAAAAAADGM/8GCaSbhRiBY/s1600/israel2.png"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/02/israel2.png" width="266" height="400" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Em bege, as regiões conquistadas por Israel após a Guerra dos Seis Dias. <i>Imagem: By User:Ling.Nutderivative work: Rafy &#8211; Six_Day_War_Terrritories.png, CC BY-SA 3.0.</i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h4>Guerra do Yom Kipur (1973)</h4>
<p style="text-align: justify;">O contra-ataque árabe, liderado por Egito e Síria, ocorreu em 1973, durante o feriado judeu de Yom Kipur (Dia do Perdão). Surpreendidos, os israelenses viram suas principais conquistas durante a Guerra dos Seis Dias voltarem para o controle dos seus donos originais: a península do Sinai, ao Egito, e as colinas de Golã, para os sírios.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, com apoio americano, o Estado de Israel consegue se recuperar e ocupar o Canal de Suez, além de impor grandes bombardeios ao Cairo e à Damasco. Com tais estratégias, os israelenses vencem, novamente, uma guerra contra as potência árabes.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir da Guerra do Yom Kipur, em 1973, porém, as tentativas de paz e os acordos começaram a se tornar mais frequentes, evidenciando um desejo de trégua entre as duas partes antagônicas da disputa.</p>
<p style="text-align: justify;">É fato, ainda assim, que esta tendência à resolução do conflito tampouco é linear ou progressiva. A alternância entre governos, tanto do lado judeu quanto do lado árabe, proporciona um revezamento entre momentos de diplomacia e momentos de ataque. É esta dinâmica entre as forças protagonistas e o fim da inércia dos grandes órgãos e governos mundiais no que diz respeito ao conflito que serão discutidos abaixo.</p>
<h2>Da Al-Fatah à OLP</h2>
<p style="text-align: justify;">A derrota na Guerra da Independência de Israel (1948-1949) significou uma grande humilhação para o povo palestino. Para eles, este episódio ficou conhecido como <i>al-nakba</i>, a catástrofe. Com a perda de grande parte do seu território e a inconformidade com a instalação do Estado de Israel, os palestinos se organizaram em um grupo terrorista em 1959, na vizinha Jordânia, conhecido como Movimento de Libertação Nacional da Palestina, ou simplesmente Al-Fatah.</p>
<p style="text-align: justify;">Comandado por Yasser Arafat, o grupo tinha por objetivo combater e resistir às ofensivas israelenses, além de tentar recuperar as terras perdidas para os adversários. Aos poucos, porém, as operações da Fatah tornaram-se prejudiciais aos países que os abrigavam. A tensão causada na Jordânia levou a expulsão do grupo do país.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="https://1.bp.blogspot.com/-GHFjSdK5eHs/VtZEaRNJzOI/AAAAAAAADGw/lnT7bHBhAjs/s1600/Yasser.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/03/Yasser.jpg" width="221" height="320" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Yasser Arafat no Fórum Econômico Mundial. <i>Imagem: By Copyright World Economic Forum (www.weforum.org) swiss-image.ch/Photo by Remy Steinegger. CC BY-SA 2.0.</i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">Em 1964, foi criada, por membros da Al-Fatah, a OLP (Organização para Libertação da Palestina), grupo que aos poucos absorveu a Fatah, mantendo seus ideais e seu líder. Já instalados no Líbano, a OLP se comprometeu em abandonar seu caráter terrorista e em tentar defender os direitos dos palestinos por vias diplomáticas. Em 1974, a organização era reconhecida pela ONU como representante legítima do povo palestino. Sob comando de Yasser Arafat, estava criado o arranjo necessário às negociações pela paz com os israelenses.</p>
<h2>Acordos de Oslo</h2>
<p style="text-align: justify;">A década de 1990 trouxe esperança ao mundo em relação à questão palestina. Além do reconhecimento da OLP como instituição legítima dos palestinos, ascendeu ao poder, em Israel, o governo trabalhista de Yitzhak Rabin.</p>
<p style="text-align: justify;">Não demorou muito para que os líderes das duas nações estabelecessem diálogo. Após negociações na cidade Oslo, foram assinados, em Washington (EUA), uma série de acordos entre os anos de 1993 e 1995, entre Yitzhak Rabin e Yasser Arafat, conhecidos como acordos de Oslo. Entre os pontos previstos, estavam a devolução da Faixa de Gaza e da Cisjordânia para os palestinos para o estabelecimento de um futuro Estado, e o reconhecimento, por parte da Palestina, do Estado de Israel. Pelo esforço em conjunto para resolver a situação na região, Rabin e Arafat foram laureados com o Nobel da Paz de 1994. Parecia que a guerra entre árabes e judeus estava próxima ao fim.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="https://1.bp.blogspot.com/-cihiIBgGGQg/VtZE6iyP-kI/AAAAAAAADG4/Bbz9Wm8t6Eo/s1600/oslo.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/03/oslo.jpg" width="320" height="218" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Aperto de mão histórico entre Yitzhak Rabin, à esquerda, e Yasser Arafat, à direita, intermediado pelo então presidente americano Bill Clinton, no centro, após a assinatura de um dos chamados acordos de Oslo. O mundo começava a sonhar com o fim do sangrento conflito árabe-israelense.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Em 1995, porém, um judeu ultraconservador, supostamente filiado ao grupo terrorista israelense Eyal, assassinou Yitzhak Rabin, mostrando a insatisfação de parte da população com as concessões aos palestinos. No ano seguinte, o direitista Benjamin Netanyahu assume o cargo de primeiro-ministro de Israel, promovendo uma retomada à expansão judaica na Cisjordânia, o fechamento do escritório da OLP em Jerusalém e retrocedendo o processo de paz planejado pelo seu antecessor.</div>
<div style="text-align: justify;">
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="https://4.bp.blogspot.com/-l07TqU5jkO4/VtZGCOqcxII/AAAAAAAADHE/C1S3oa-6FHk/s1600/palestina%2Batual.png"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/03/palestinaatual.png" width="172" height="320" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Palestina após a assinatura de Oslo 2. Em verde, destacam-se regiões administradas pela ANP.<i> Imagem: By Oncenawhile. CC BY-SA 3.0 .</i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2>Ehud Barak e Ariel Sharon</h2>
<p>Em 1999, Ehud Barak vira primeiro-ministro de Israel prometendo resolver algumas pendências deixadas pelo antecessor em relação à questão palestina. Uma destas pendências era o acordo de Wye Plantation, que previa a retirada das forças israelenses da Cisjordânia. Era um reinício para as negociações com a Palestina.</p>
<p>No ano 2000, foi assinado um novo acordo em Camp David. Porém, por ser considerado vazio, estabelecendo poucas resoluções em relação às principais reivindicações dos palestinos, o acordo acabou fracassando. Mesmo após outra tentativa de concessão feita por Barak, Arafat se recusou a assinar. Esta insistência do primeiro-ministro, porém, foi mal vista pelas alas mais conservadores da sociedade israelense, que não demorou para tirar seu bloco político do poder.</p>
<p>Em 2001, foi a vez de Ariel Sharon assumir o poder em Israel. Político conservador, o novo primeiro-ministro declarou o não reconhecimento aos acordos de Oslo e promoveu uma caça aos principais líderes palestinos, além de defender a criação de um muro que separava a Cisjordânia do restante do território de Israel. Apesar disso, em 2003, Sharon assinou novos acordos com Mahmud Abbas, que viria a substituir Yasser Arafat na OLP após sua morte, em 2005.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="https://4.bp.blogspot.com/-6CvHUoQu0Jg/VtZHL52G4jI/AAAAAAAADHM/yJmCFXHG578/s1600/muro.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/03/muro.jpg" width="400" height="265" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Muro que separa a Cisjordânia (Palestina) do restante do Estado de Israel. <i>Imagem:Por Justin McIntosh &#8211; The Photographer. Originally uploaded to a different location., CC BY 2.0.</i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Entre as resoluções do novo acordo, conhecido como Mapa do Caminho, estavam a entrega gradual da Faixa de Gaza e de parte da Cisjordânia para os palestinos. Os acordos, porém, não acalmaram os extremistas árabes, tampouco mantiveram o apoio congressista ao primeiro-ministro. Atualmente, Benjamin Netanyahu é novamente o principal líder de Israel.</p>
<h2>O Hamas</h2>
<p>Após os acordos de Oslo, Yasser Arafat fundou a Autoridade Nacional Palestina (ANP), uma espécie de governo autônomo responsável por gerir o território cedido pelos israelenses, englobando diversas áreas, como saúde, educação e finanças. O órgão seria formado por um parlamento, com a maioria dos representantes do partido Fatah/OLP.</p>
<p>Em 2006, porém, foram realizadas eleições para escolher o novo parlamento da ANP. De forma surpreendente, o Hamas, braço político do grupo terrorista homônimo, conquistou a maioria das cadeiras, resultando em uma crise política de largas proporções.</p>
<p>Historicamente, o grupo Hamas esteve ligado a ataques contra os israelenses e, assumindo o controle da ANP, dificultaria os acordos pela paz. O líder da Fatah, Mahmud Abbas, tentou, inclusive, dissolver o parlamento, o que provocou uma guerra entre os dois partidos pela representação da causa palestina.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/03/hamas.png"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/03/hamas.png" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Atentado terrorista provocado pelo Hamas na cidade de Jerusalém</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Após alguns anos de conflito, o Hamas conseguiu assumir o controle da pobre região da Faixa de Gaza, enquanto a Fatah manteve seu domínio sobre a Cisjordânia. Sofrendo retaliações do governo israelense, a Faixa de Gaza hoje vive sob estado de isolamento de suas fronteiras. O pequeno território tem cerca de 360 km² e abriga impressionantes 1,8 milhões de habitantes. Isto significa uma densidade demográfica de incríveis 5.000 hab./km². A região é repleta de favelas e tem uma população predominantemente pobre.</p>
</div>
<p>Assista também nosso vídeo sobre o assunto:</p>
<p><iframe loading="lazy" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/NdFrKbYOsuE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Erosão eólica: deflação e corrasão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Dec 2017 18:33:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
		<category><![CDATA[Geomorfologia]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[O vento, além de trabalhar na deposição e no transporte de sedimentos, também erode o terreno, criando formas específicas. A erosão eólica ocorre através de dois principais processos: a deflação e a corrasão (ou abrasão). Deflação A deflação é um processo relacionado com a seleção de partículas na superfície. Em um ambiente com substrato de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O vento, além de trabalhar na <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2017/12/tipos-dunas.html">deposição</a> e no <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2017/12/transporte-particulas-suspencao-saltacao-arrasto.html">transporte</a> de sedimentos, também erode o terreno, criando formas específicas.</p>
<p style="text-align: justify;">A erosão eólica ocorre através de dois principais processos: a deflação e a corrasão (ou abrasão).</p>
<h4 style="text-align: justify;">Deflação</h4>
<p style="text-align: justify;">A deflação é um processo relacionado com a <em>seleção</em> de partículas na superfície.</p>
<p style="text-align: justify;">Em um ambiente com substrato de material inconsolidado, como desertos ou em região costeira, a superfície é composta por grãos de variados tamanhos.</p>
<p style="text-align: justify;">O vento, como visto na postagem sobre <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2017/12/transporte-particulas-suspencao-saltacao-arrasto.html">transporte eólico</a>, tem mais facilidade em carregar partículas de menor tamanho, fazendo este transporte por longas distâncias por suspensão.</p>
<p style="text-align: justify;">Sendo mais suscetível ao transporte, aos poucos, o material mais fino vai sendo removido da superfície, restando grãos mais grossos.</p>
<p><div id="attachment_2574" style="width: 1034px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2574" loading="lazy" class="wp-image-2574 size-large" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/IMG_20171228_022619-1024x340.jpg" alt="Esquema do processo de deflação" width="1024" height="340" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/IMG_20171228_022619-1024x340.jpg 1024w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/IMG_20171228_022619-300x100.jpg 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/IMG_20171228_022619-768x255.jpg 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/IMG_20171228_022619.jpg 550w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-2574" class="wp-caption-text">Esquema do processo de deflação</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">Por vezes, esta remoção seletiva de material mais fino rebaixa o nível de algumas áreas, formando <em>bacias de deflação</em>. Se este rebaixamento for grande o suficiente para atingir o lençol freático, temos a formação de oásis.</p>
<p style="text-align: justify;">A deflação também pode revelar rochas do substrato rochoso na superfície, criando os pavimentos rochosos, também conhecidos como <em>regs</em>.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Corrasão</h4>
<p style="text-align: justify;">A corrasão, também conhecida como abrasão eólica, é a erosão provocada pelo jateamento feito por partículas em suspensão ou saltação no ar.</p>
<p style="text-align: justify;">O impacto de tais partículas em corpos maiores causa a desagregação do material, esculpindo formas típicas de ambiente de ação eólica, como ocorre na paisagem ruiniforme¹ em arenito no Parque Estadual de Vila Velha (PR).</p>
<p><div id="attachment_2571" style="width: 235px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2571" loading="lazy" class="size-medium wp-image-2571" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/vila-velha-225x300.jpg" alt="&quot;A Taça&quot;, elevação com formato peculiar no Parque Estadual de Vila Velha. Imagem: Ana Paula Hirama." width="225" height="300" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/vila-velha-225x300.jpg 225w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/vila-velha-768x1024.jpg 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/vila-velha.jpg 262w" sizes="(max-width: 225px) 100vw, 225px" /><p id="caption-attachment-2571" class="wp-caption-text">&#8220;A Taça&#8221;, elevação com formato peculiar no Parque Estadual de Vila Velha. Imagem: Ana Paula Hirama.</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">Além da desagregação, a corrasão também tem poder de polimento sobre os materiais estáticos.</p>
<p style="text-align: justify;">Dentre os principais registros dessa ação polidora do vento, podemos citar os ventifactos e os <em>yardangs</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Ventifactos são rochas com duas ou mais faces polidas, formadas através da ação dos jateamentos de partículas. Geralmente, o polimento ocorre a princípio em apenas uma face e, a partir do rolamento da rocha, passa a atuar em outra parte da mesma.</p>
<p><div id="attachment_2570" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2570" loading="lazy" class="size-medium wp-image-2570" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/ventifacto-300x278.jpg" alt="Ventifacto na Califórnia. Imagem: De Wilson44691 - Trabalho do próprio, CC0." width="300" height="278" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/ventifacto-300x278.jpg 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/ventifacto-768x711.jpg 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/ventifacto.jpg 378w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-2570" class="wp-caption-text">Ventifacto na Califórnia. Imagem: De Wilson44691 &#8211; Trabalho do próprio, CC0.</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">Já os yardangs são protuberâncias alongadas com orientação bem definida formadas pela ação de ventos unidirecionais sobre um terreno argiloso.</p>
<p><div id="attachment_2569" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2569" loading="lazy" class="size-medium wp-image-2569" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/yardang-300x195.jpg" alt="Yardang no Texas (EUA)" width="300" height="195" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/yardang-300x195.jpg 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/yardang.jpg 538w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-2569" class="wp-caption-text">Yardang no Texas (EUA)</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">Uma característica interessante do polimento causado pelo vento é que as faces trabalhadas por ele apresentam brilho fosco.</p>
<p style="text-align: justify;">¹ Segundo o Dicionário Histórico e Geográfico dos Campos Gerais, da UEPG, relevo ruiniforme é uma &#8220;feição morfológica semelhante a ruínas, isto é, forma de relevo que ocorre em conseqüência da erosão que esculpe principalmente os arenitos, elaborando esculturas naturais na paisagem, em conseqüência da ação da água das chuvas, do sol e da atividade biológica&#8221;.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Elúvio, colúvio e aluvião</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Sep 2017 21:41:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geomorfologia]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[Elúvio, colúvio e aluvião são, basicamente, tipos de solos. Se diferenciam um do outro pela posição em uma encosta e pelo agente de transporte. Em uma encosta, geralmente nas partes mais altas e mais planas, a água infiltra verticalmente, formando uma camada de manto de intemperismo espessa. Aos poucos, observamos a formação de um solo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Elúvio, colúvio e aluvião são, basicamente, tipos de solos. Se diferenciam um do outro pela posição em uma encosta e pelo agente de transporte.</p>
<p style="text-align: justify;">Em uma encosta, geralmente nas partes mais altas e mais planas, a água infiltra verticalmente, formando uma camada de manto de intemperismo espessa.</p>
<p style="text-align: justify;">Aos poucos, observamos a formação de um solo no mesmo local onde a rocha-matriz estava localizada, com os horizontes mais profundos (especialmente o C), inclusive, mantendo a estrutura da rocha subjacente. Temos a formação de um <strong>elúvio</strong>, também conhecido por <strong>solo residual</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Por vezes, porém, o solo pode ser arrastado e depositado em um local diferente da sua formação. A este tipo de solo, dá-se o nome de <strong>solo transportado</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Os solos transportados se diferenciam conforme o agente de transporte. Quando for a gravidade, através de deslizamentos, por exemplo, dá-se o nome de<strong> colúvio</strong>. Quando, porém, o transporte for pela ação de rios, dá-se o nome de <strong>aluvião</strong> ou <strong>alúvio</strong>.</p>
<p><div id="attachment_2459" style="width: 419px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2459" loading="lazy" class="wp-image-2459 size-full" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/09/movdemassa.png" alt="Elúvio e colúvio em uma vertente" width="409" height="233" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/09/movdemassa.png 409w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/09/movdemassa-300x171.png 300w" sizes="(max-width: 409px) 100vw, 409px" /><p id="caption-attachment-2459" class="wp-caption-text">Elúvio e colúvio em uma encosta</p></div></p>
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		<title>A estreita relação entre Geografia e Vexilologia</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/07/estreita-relacao-entre-geografia-e-vexilologia.html</link>
					<comments>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/07/estreita-relacao-entre-geografia-e-vexilologia.html#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Jul 2017 14:58:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[A Geografia é, de maneira simples, a ciência do espaço. E, desde o ensino fundamental, a ciência geográfica se faz presente em nossos estudos.. Porém, a palavra vexilologia, para muitos, pode parecer assustadora. A dificuldade para muitos vem logo na pronúncia da palavra. Sim, o correto é ve-xi-lo-lo-gia. Você tem que repetir a vocal &#8220;lo&#8221;. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A Geografia é, de maneira simples, a ciência do espaço. E, desde o ensino fundamental, a ciência geográfica se faz presente em nossos estudos..</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, a palavra <strong>vexilologia</strong>, para muitos, pode parecer assustadora. A dificuldade para muitos vem logo na pronúncia da palavra. Sim, o correto é <em>ve-xi-lo-lo-gia</em>. Você tem que repetir a vocal &#8220;lo&#8221;. Afinal, seu nome deriva do latim <em>vexilum</em>, que significa <strong>bandeira</strong>, e &#8211;<em>logia</em>, que significa <strong>estudo</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Passado o primeiro empecílio, continuamos a desvendar o que é esta ciência &#8211; ou, assim como a cartografia, esta arte-ciência.</p>
<p style="text-align: justify;">A resposta está entregue de bandeja: vexilologia é, como define o site <a href="http://www.vexilologia.com.br">Vexilologia Brasileira</a>, &#8220;a ciência ou arte que estuda a simbologia e o grafismo das bandeiras, estandartes e pavilhões&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Dentre as concepções mais difundidas dentro do campo da vexilologia, temos a ideia de que as bandeiras nacionais &#8211; bem como as de escalas maiores &#8211; podem formar <strong>famílias</strong>. Estas famílias são caracterizadas por apresentarem internamente elementos gráficos em comum, estes que, por sua vez, fazem alusão a características históricas ou culturais que tais nações apresentam de forma compartilhada entre si.</p>
<p style="text-align: justify;">A &#8220;geografice&#8221; por trás da vexilologia aparece, por exemplo, quando analisamos a disposição das bandeiras nacionais no globo.</p>
<p style="text-align: justify;">Países próximos, que atravessaram desenvolvimentos históricos interligados, certamente terão estandartes similares, seja pelas formas, pela cor ou por qualquer outro elemento gráfico.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, observando a disposição das bandeiras, podemos identificar uma importante regionalização do espaço mundial, ao mesmo tempo que podemos inferir características históricas que talvez não fiquem explícitas a primeira vista.</p>
<p style="text-align: justify;">Vejamos alguns exemplos.</p>
<h4>O quadricolor pan-árabe</h4>
<p><div id="attachment_2403" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><img aria-describedby="caption-attachment-2403" loading="lazy" class="wp-image-2403 size-large" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/familia-1-1-1024x727.png" alt="" width="1024" height="727" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/familia-1-1-1024x727.png 1024w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/familia-1-1-300x213.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/familia-1-1-768x546.png 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/familia-1-1.png 1747w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-2403" class="wp-caption-text">Quadricolor pan-árabe</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">O quadricolor pan-árabe remonta da Revolta Árabe, que ocorreu no contexto da Primeira Guerra Mundial.</p>
<p style="text-align: justify;">Diversos povos da região do Oriente Médio se lançaram em uma guerra contra o Império Otomano, apoiados pelo Império Britânico e pela França. Em troca, as potências europeias concederiam aporte para a criação de um estado árabe unificado na região, o que, no fim das contas, não ocorreu.</p>
<p style="text-align: justify;">A bandeira da Revolta Árabe acabou servindo de base para a formulação dos estandartes de muitos países na região.</p>
<h4>O tricolor pan-eslavo</h4>
<p><div id="attachment_2404" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><img aria-describedby="caption-attachment-2404" loading="lazy" class="wp-image-2404 size-large" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/familia-2-1024x727.png" alt="" width="1024" height="727" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/familia-2-1024x727.png 1024w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/familia-2-300x213.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/familia-2-768x546.png 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/familia-2.png 1747w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-2404" class="wp-caption-text">Tricolor pan-eslavo</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">O tricolor pan-eslavo nasce do movimento identitário conhecido como &#8220;pan-eslavismo&#8221;, criado no século XIX e que objetivava a união de todos os povos eslavos da Europa.</p>
<p style="text-align: justify;">As cores adotadas eram, na época, as usadas pelo Império Russo.</p>
<h4>Pan-africanismo</h4>
<p><div id="attachment_2407" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><img aria-describedby="caption-attachment-2407" loading="lazy" class="wp-image-2407 size-large" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/familia-3-1024x727.png" alt="" width="1024" height="727" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/familia-3-1024x727.png 1024w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/familia-3-300x213.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/familia-3-768x546.png 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/familia-3.png 1747w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-2407" class="wp-caption-text">Família Pan-africana</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">Dois tricolores são adotados pelos países africanos para representar sua identidade coletiva: o verde-amarelo-vermelho e o vermelho-preto-verde.</p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro foi baseado nas cores da bandeira da Etiópia. O país, localizado no leste no continente, foi o único que não foi subjugado por alguma potência europeia durante o período do neocolonialismo, suscitando a admiração dos países que conquistaram sua independência após o período.</p>
<p style="text-align: justify;">O segundo tricolor foi definido pela Associação Universal para o Progresso Negro (AUPN) com o objetivo de representar a comunidade negra, inclusive a não-africana. Foi adotada oficialmente em 1920.</p>
<h4>Grã-Colômbia</h4>
<p><div id="attachment_2408" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><img aria-describedby="caption-attachment-2408" loading="lazy" class="wp-image-2408 size-large" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/familia-4-1024x727.png" alt="" width="1024" height="727" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/familia-4-1024x727.png 1024w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/familia-4-300x213.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/familia-4-768x546.png 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/familia-4.png 1747w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-2408" class="wp-caption-text">Família Grã-Colômbia</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">As bandeiras atuais de Equador, Colômbia e Venezuela são baseadas na antiga bandeira da República da Colômbia, ou Grã-Colômbia.</p>
<p style="text-align: justify;">Este país durou de 1821 até 1831, surgindo no contexto do desmantelamento da América Espanhola. O atual Panamá também fazia parte deste país.</p>
<h4>Família República Centro-Americana</h4>
<p><div id="attachment_2434" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><img aria-describedby="caption-attachment-2434" loading="lazy" class="wp-image-2434 size-large" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/07/familia-5-1024x727.png" alt="" width="1024" height="727" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/07/familia-5-1024x727.png 1024w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/07/familia-5-300x213.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/07/familia-5-768x546.png 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/07/familia-5.png 1747w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-2434" class="wp-caption-text">Família República Centro-Americana</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">Guatemala, Honduras, El Salvador e Nicarágua têm suas bandeiras inspiradas na antiga República Federal Centro-Americana, país formado por estas nações, em conjunto com a Costa Rica, após a queda do Império Mexicano, ainda na primeira metade do século XIX.</p>
<h4>Cruz nórdica</h4>
<p><div id="attachment_2435" style="width: 1034px" class="wp-caption alignnone"><img aria-describedby="caption-attachment-2435" loading="lazy" class="wp-image-2435 size-large" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/07/familia-6-1024x727.png" alt="" width="1024" height="727" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/07/familia-6-1024x727.png 1024w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/07/familia-6-300x213.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/07/familia-6-768x546.png 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/07/familia-6.png 1747w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-2435" class="wp-caption-text">Família Cruz Nórdica</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">A primeira bandeira a apresentar uma cruz nórdica &#8211; uma cruz deitada, com o eixo maior indo de uma extremidade a outra da bandeira &#8211; foi a da Dinamarca, conhecida como <strong>Dannebrog</strong>. Isto ainda no século XIII.</p>
<p style="text-align: justify;">Este mesmo padrão acabou sendo adotado por outros países da região, como Islândia, Noruega, Suécia e Finlândia, com alterações de cor e, as vezes, inserindo uma linha em torno da cruz &#8211; como é o caso de Islândia, Noruega e também das Ilhas Faroe.</p>
<p style="text-align: justify;">Outras famílias que poderiam ser citadas são:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Cruzeiro do Sul: Constelação presente nas bandeiras de países austrais como Austrália, Nova Zelândia, Brasil e Papua Nova-Guiné;</li>
<li><em>Stars</em> and<em> stripes</em>: Bandeiras inspiradas na dos Estados Unidos da América, primeira república das Américas. É o caso de Chile e Libéria;</li>
<li>Vermelho comunista: Cor presente em boa parte dos países que adotaram o socialismo durante algum momento de sua história. Geralmente associado a uma estrela amarela. É o caso da antiga URSS, da China e do Vietnã.</li>
<li><a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2013/06/sol-de-maio-conheca-o-significado-do.html">Sol de Mayo</a>: Sol característico presente nas bandeiras de Uruguai e Argentina.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Estes são alguns exemplo de como a vexilologia, quando vista em seu sentido espacial, pode ir ao encontro do conhecimento geográfico. Esta mesma ideia é aplicável à heráldica (estudo dos brasões).</p>
<p style="text-align: justify;">Gostou da postagem? Deixe seu comentário.</p>
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		<title>Nova Zelândia &#8211; Características gerais, clima, relevo, vegetação e hidrografia</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/06/nova-zelandia-caracteristicas-gerais-clima-relevo-vegetacao-hidrografia.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Jun 2017 01:37:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Biogeografia]]></category>
		<category><![CDATA[Climatologia]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geomorfologia]]></category>
		<category><![CDATA[Hidrografia]]></category>
		<category><![CDATA[Países em foco]]></category>
		<category><![CDATA[Sudeste Asiático e Oceania]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[Características gerais Capital: Wellington;Área: 629 mil km²;Moeda: Dólar da Nova Zelândia;População:&#160;4,4 milhões de habitantes (2011);Densidade Demográfica:&#160;16,5 hab./km²;PIB: 201 bilhões;Idioma: Inglês e Maori. Clima O clima da Nova Zelândia pode ser definido como temperado oceânico, classificado como Cfb (clima temperado úmido com verão temperado) na classificação climática de Koppen-Geiger. Sua temperatura média durante o ano varia [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="300" height="150" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/nz-300x150.png" alt="Bandeira da Nova Zelândia" class="wp-image-3030" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/nz-300x150.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/nz.png 400w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption>Bandeira da Nova Zelândia </figcaption></figure></div>



<h4>Características gerais</h4>



<p><b>Capital:</b> Wellington;<br><b>Área: </b>629 mil km²;<br><b>Moeda: </b>Dólar da Nova Zelândia;<br><b>População:</b>&nbsp;4,4 milhões de habitantes (2011);<br><b>Densidade Demográfica:</b>&nbsp;16,5 hab./km²;<br><b>PIB:</b> 201 bilhões;<br><b>Idioma:</b> Inglês e Maori.</p>



<h4>Clima</h4>



<p>O clima da Nova Zelândia pode ser definido como temperado oceânico, classificado como Cfb (clima temperado úmido com verão temperado) na classificação climática de Koppen-Geiger. Sua temperatura média durante o ano varia entre 0 e 20 graus, dependendo da região do país.</p>



<p>As maiores temperaturas são encontradas na Ilha Norte, de Hamilton até Kaitaia, passando pela maior cidade do país, Auckland. Nesta região, o clima se aproxima do subtropical e os verões costumam ser mais secos que os invernos.</p>



<p>Os termômetros passam a fazer uma média inferior a 10ºC nas elevações vulcânicas do centro da Ilha Norte e na maior parte da Ilha Sul. Nesta última região, condições climáticas alpinas, inclusive com a incidência de neve, são comuns. As chuvas ocorrem em maior proporção no inverno que no verão.</p>



<figure class="wp-block-image alignnone wp-image-2415 size-full"><img loading="lazy" width="471" height="350" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/neve-nova-zelandia.png" alt="Neve na Nova Zelândia" class="wp-image-2415" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/neve-nova-zelandia.png 471w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/neve-nova-zelandia-300x223.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/neve-nova-zelandia-768x571.png 768w" sizes="(max-width: 471px) 100vw, 471px" /><figcaption>Neve na Nova Zelândia. Imagem: Por Rachael &#8211; https://www.flickr.com/photos/114369518@N06/14183332034/, CC BY 2.0.</figcaption></figure>



<p>Os maiores índices de pluviosidade do país são registrados no oeste da Ilha Sul, enquanto que a região mais seca é a parte leste da mesma ilha, visto que uma cadeia de montanhas no sentido norte-sul &#8211; os Alpes do Sul &#8211; impede a passagem dos ventos úmidos do mar.</p>



<p>A Ilha Norte apresenta uma amplitude menor, com a região central &#8211; também mais fria &#8211; sendo mais úmida que o entorno.</p>



<h4>Relevo</h4>



<p>A Nova Zelândia apresenta altitudes que vão de 0 até os 3.700 metros do Monte Cook/Aoraki, que faz parte dos Alpes do Sul, importante cadeia de montanhas que corta o país no sentido norte-sul e ocupa boa parte da Ilha Sul.</p>



<div class="wp-block-image wp-image-2416 size-large"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="674" height="1024" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/nova-zelandia-relevo-674x1024.jpg" alt="Mapa físico da Nova Zelândia" class="wp-image-2416" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/nova-zelandia-relevo-674x1024.jpg 674w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/nova-zelandia-relevo-198x300.jpg 198w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/nova-zelandia-relevo-768x1166.jpg 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/nova-zelandia-relevo.jpg 230w" sizes="(max-width: 674px) 100vw, 674px" /><figcaption>Mapa físico da Nova Zelândia.</figcaption></figure></div>



<p>Associada à cordilheira, temos um sistema de geleiras e lagos nivais que formam, na face oriental da Ilha Sul, uma extensa planície aluvial, conhecida como Canterbury Plains, contrastando fortemente com a face escarpada da região de Westland, à oeste.</p>



<p>Os Alpes seguem em sentido sul, onde encontramos belas paisagens de complicado acesso, se limitando a leste com o planalto de Otago.</p>



<p>Na Ilha Norte, destaca-se na paisagem uma grande elevação de origem vulcânica. É nesta região onde localiza-se o maior lago do país, o Lago Taupo, formado a partir de uma cratera vulcânica. Em sentido leste, encontram-se solos férteis, muito importantes para a atividade agrícola.</p>



<h4>Vegetação</h4>



<p>O isolamento do país determinou a origem de espécies peculiares. Entre elas, podemos citar o kiwi e a samambaia&nbsp;Cyathea dealbata.</p>



<p>Esta última planta é endêmica, ou seja, só pode ser encontrada no país, e é considerada símbolo nacional, sendo utilizada nos escudos das seleções de rugby e de futebol neo-zelandesas, por exemplo.</p>



<figure class="wp-block-image alignnone wp-image-2417 size-full"><img loading="lazy" width="468" height="350" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/samambaia.png" alt="Cyathea dealbata, símbolo nacional da Nova Zelândia." class="wp-image-2417" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/samambaia.png 468w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/samambaia-300x224.png 300w" sizes="(max-width: 468px) 100vw, 468px" /><figcaption>Cyathea dealbata, símbolo nacional da Nova Zelândia. By Tatania Gerus &#8211; http://www.flickr.com/photos/tgerus/2349086151/in/set-72157604396543621, CC BY 2.0.</figcaption></figure>



<p>Em geral, podemos encontrar na Nova Zelândia um predomínio de uma floresta mista e perene.</p>



<h4>Hidrografia</h4>



<p>A Nova Zelândia apresenta uma rede hidrográfica associada com o sistema de lagos das montanhas, sendo comum rios apresentarem integração a montante ou a jusante com estes.</p>



<figure class="wp-block-image alignnone wp-image-2418 size-full"><img loading="lazy" width="346" height="350" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/Waikato.jpg" alt="Rio Waikato, maior da Nova Zelândia" class="wp-image-2418" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/Waikato.jpg 346w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/Waikato-297x300.jpg 297w" sizes="(max-width: 346px) 100vw, 346px" /><figcaption>Rio Waikato, maior da Nova Zelândia. Imagem: CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=221672.</figcaption></figure>



<p>A maior parte dos rios neo-zelandeses são de planalto, sendo, portanto, de difícil de navegação, mas úteis para geração de energia elétrica. O maior rio do país é o Waikato, que nasce no lago Taupo, localizado na Ilha Norte.</p>
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