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	<title>América Latina &#8211; Geografia Opinativa</title>
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	<title>América Latina &#8211; Geografia Opinativa</title>
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	<item>
		<title>A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 May 2019 12:04:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[África Subsaariana]]></category>
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					<description><![CDATA[O petróleo, a partir da Segunda Revolução Industrial, tornou-se o combustível central do desenvolvimento da sociedade capitalista. Todavia, seu caráter não-renovável e sua má distribuição ao redor do globo o tornou uma arma geopolítica, dando poder aos países detentores de reservas em cenário mundial. Este tipo de uso geopolítico do petróleo tornou-se comum a partir [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O petróleo, a partir da Segunda Revolução Industrial, tornou-se o combustível central do desenvolvimento da sociedade capitalista. Todavia, seu caráter não-renovável e sua má distribuição ao redor do globo o tornou uma arma geopolítica, dando poder aos países detentores de reservas em cenário mundial.</p>



<p>Este tipo de uso geopolítico do petróleo tornou-se comum a partir da década de 1960, com a criação da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), organização composta originalmente por Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait e Venezuela.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img width="715" height="428" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/05/opep.png" alt="" class="wp-image-3663" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/05/opep.png 715w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/05/opep-300x180.png 300w" sizes="(max-width: 715px) 100vw, 715px" /><figcaption>Bandeira da OPEP, importante organização sul-sul frente interesses do centro do sistema capitalista</figcaption></figure></div>



<p>O ponto focal da criação da organização foi dar poder de negociação aos países produtores de petróleo frente ao arrocho de preços promovido pelas grandes multinacionais do mundo ocidental, dentre elas as que compunham o monopólio conhecido como <em><strong>Sete Irmãs</strong></em>, gigantes empresas petrolíferas europeias e americanas que comandavam a exploração de petróleo em nível global.</p>



<p>Estruturados em bloco, os países componentes da OPEP passaram a se articular de modo a garantir maior controle sobre a produção petrolífera mundial, em detrimento das multinacionais do ocidente. </p>



<p>Dentre as conquistas do grupo, citam-se o aumento dos royalties pagos pelas empresas exploradoras aos países, aumento dos impostos pela exploração e <strong>poder sobre o preço do petróleo</strong>.</p>



<p>Com isso, os países poderiam reverter a exploração em seus territórios em projetos que melhorassem a qualidade de vida de sua população e suas infraestruturas. Era, na prática, uma imposição sul-sul frente aos interesses do centro do capitalismo mundial.</p>



<p>Todavia, o episódio mais emblemático envolvendo a OPEP e as potências ocidentais ocorreu em 1973. Neste período, ocorreu, no contexto da <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/12/questao-palestina.html">Questão Palestina</a>, a Guerra do Yom Kippur, ataque de Síria e Egito a Israel em busca de recuperar seus territórios perdidos para o país. </p>



<p>O apoio dos EUA e das potências europeias a Israel levou a OPEP, composta majoritariamente por países de maioria islâmica, a aumentar intencionalmente o preço do petróleo em 400%. </p>



<p>Como a economia mundial era extremamente dependente do petróleo, esta elevação dos preços levou ao encarecimento de combustíveis e de produtos, prejudicando a economia de diversos países. A partir deste ano instaura-se uma fase depressiva da economia mundial, que levou as nações ocidentais a buscarem o mais rapidamente resolver a situação com os países da OPEP.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="394" height="350" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Historico_petroleo.jpg" alt="" class="wp-image-3662" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Historico_petroleo.jpg 394w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Historico_petroleo-300x267.jpg 300w" sizes="(max-width: 394px) 100vw, 394px" /><figcaption>Variação do preço do petróleo entre 1861 e 2001. Notar que as maiores variações a partir de 1950 são por conta de ebulições sociais no Oriente Médio.</figcaption></figure></div>



<p>O embargo foi retirado em janeiro de 1974, mas a economia mundial sofreria os reflexos dele por muitos anos. </p>



<p>Além do choque provocado pela OPEP, o preço do petróleo ainda era vítima das ebulições geopolíticas no Oriente Médio. Anteriormente, em 1959, a nacionalização do Canal de Suez já havia elevado o preço do barril.</p>



<p>Posteriormente, resultados parecidos ocorreram em 1979, quando eclode a <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/conflito-ira-iraque-guerras-do-golfo.html">Revolução Iraniana</a>, que tirou o Xá Reza Pahlevi do poder no Irã, e em 1991, no contexto da <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/conflito-ira-iraque-guerras-do-golfo.html">Guerra do Golfo</a>, quando o Iraque invadiu o Kuwait e passou a comandar as jazidas de exploração petrolífera dos vizinhos do sul. </p>



<p>Estes momentos ficaram conhecidos, respectivamente, como Primeira, Terceira e Quarta Crise do Petróleo (a Segura seria, assim, aquela causada pela OPEP).</p>



<p>Como resultado desta instabilidade do preço da matriz energética base da economia global, os EUA e nações da Europa Ocidental buscaram diversificar a pauta energética, investindo em fontes alternativas de energia, dentre as quais o <strong>gás de xisto, </strong>e voltaram-se no mantimento de boas relações com produtores de petróleo fora do Oriente Médio, <strong>como a Venezuela,</strong> ou com nações da região amistosas aos Ocidentais, <strong>como a Arábia Saudita</strong>.</p>



<p>Atualmente, a OPEP é composta por seis países africanos (Angola, Argélia, Gabão, Guiné Equatorial, Líbia e Nigéria), sete asiáticos (Indonésia, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Irã, Iraque, Kuwait e Catar) e dois sul-americanos (Venezuela e Equador).</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A Guerra Fria e o Mundo Bipolar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Dec 2018 15:27:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Ásia Central e Extremo Oriente]]></category>
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		<category><![CDATA[Europa de Leste]]></category>
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					<description><![CDATA[A partir da Segunda Guerra Mundial, finalizada em 1945, a organização do espaço mundial foi bruscamente alterada. Saíram de cena as antigas potências industriais para a ascensão de duas nações com modelos político-econômicos antagônicos: os Estados Unidos da América (EUA) e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Antecedentes Até o final do século XIX, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A partir da Segunda Guerra Mundial, finalizada em 1945, a organização do espaço mundial foi bruscamente alterada. Saíram de cena as antigas potências industriais para a ascensão de duas nações com modelos político-econômicos antagônicos: os Estados Unidos da América (EUA) e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).</p>



<h2>Antecedentes</h2>



<p>Até o final do século XIX, a economia mundial era regida pela força industrial das antigas potências coloniais, como Reino Unido e França. Estas nações se sustentavam através do mantimento de um gigantesco império colonial, que se espraiava para todos os continentes.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="630" height="283" class="wp-image-3099" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imperio_britanico.png" alt="Império Britânico em 1921" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imperio_britanico.png 630w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imperio_britanico-300x135.png 300w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" />
<figcaption>Império Britânico em 1921</figcaption>
</figure>
</div>



<p>A Alemanha, todavia, conformada como um Estado Nacional tardiamente, passou a desejar a posse de colônias, como as nações rivais do continente. Este anseio expansionista, que futuramente seria focalizado na expansão dentro do próprio continente europeu através do paradigma do <em><strong>espaço vital</strong></em>, foi um dos motivos para eclosão da Primeira Guerra Mundial, em 1914, e da Segunda Guerra Mundial, em 1939.</p>



<p>A Alemanha, juntamente com o Japão, os chamados <em><strong>países do eixo</strong></em>, saíram derrotados da Segunda Guerra. No lado vencedor, os chamados <em><strong>países aliados</strong></em>, estavam EUA, URSS, Inglaterra e França. Apesar de terem vencido o conflito, URSS, Inglaterra e França tiveram suas economias prejudicadas, além de perderem contingentes militares enormes.</p>



<p>Já os EUA, embora tenham participado ativamente da Guerra, viram as batalhas ocorrerem distantes de seu território. O impacto em sua economia foi, portanto, muito pequeno. Pelo contrário, o país financiou seus aliados na Europa com armamentos e soldados. Ao fim do conflito, as antigas potências europeias haviam adquirido enorme dívida com o <em>tio sam</em>.</p>



<p>Em 1944, dada a iminência do fim do conflito, as nações aliadas se reuniram em um encontro nos EUA, que ficou conhecido como <em><strong>Conferência de Bretton Woods</strong></em>. Lá, os EUA negociaram o <em><strong>Plano Marshall</strong></em>, um pacote de auxílio financeiro aos países arrasados pela Guerra. Além disso, foram criadas diversas organizações supranacionais, que visavam o controle americano sobre a economia mundial, como o <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/11/o-fundo-monetario-internacional-fmi.html">Fundo Monetário Internacional</a> e o <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2018/12/o-banco-mundial.html">Banco Mundial</a>, além da instituição do padrão dólar-ouro, que alçou a moeda americana ao posto de base do funcionamento econômico do capitalismo.</p>



<p>Todavia, as propostas do governo americano, que almejavam o estabelecimento de sua hegemonia mundial, foram rejeitadas por um outro vencedor do conflito, que declinou inclusive do auxílio financeiro previsto pelo Plano Marshall: a União Soviética.</p>



<h3>Na URSS, uma alternativa ao Capitalismo</h3>



<p>Esta contrariedade da União Soviética ao modelo de hegemonia americana ia muito além de uma simples rivalidade entre os países.</p>



<p>Até meados de 1917, a Rússia era um país com economia agrária dominada por imperadores absolutistas, os <em><strong>czares</strong></em>. A população russa vivia sob péssimas condições, onde a fome era uma realidade muito presente e a liberdade era cerceada.</p>



<p>Este foi um terreno muito fértil para a difusão dos pensamentos do economista alemão <em><strong>Karl Marx</strong></em>, autor de obras como &#8220;Manifesto do Partido Comunista&#8221; e &#8220;O Capital&#8221;, cujas ideias refletiam o interesse de construção de uma sociedade sem classes sociais e desprovida da existência da iniciativa privada.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="233" height="296" class="wp-image-3100" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/karl-marx.png" alt="" />
<figcaption>Karl Marx, mentor do socialismo científico</figcaption>
</figure>
</div>



<p>Para o autor, inicialmente, sob o bojo das forças produtivas desenvolvidas durante o Capitalismo, seria instituído o <strong><em>Socialismo</em></strong>, fase da evolução das sociedades cujo o Estado garantia o controle da economia (economia planificada), de modo a impedir a ressurreição das forças capitalistas. Em seguida, emergiria o <strong><em>Comunismo</em></strong>, modelo onde as noções de coletividade estariam tão difundidas que a existência de um Estado controlador seria dispensável.</p>



<p>Foi então que, em outubro de 1917, liderado por <em><strong>Vladimir Ilyich Lenin</strong></em>, acontece a <strong>Revolução Russa</strong>, que solapa das bases do antigo modelo czarista e coloca o Partido Comunista no poder.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="167" height="235" class="wp-image-3101" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/lenin.png" alt="" />
<figcaption>Lenin, mentor e articulador do socialismo russo.</figcaption>
</figure>
</div>



<p>Logo, o <em>modo de produção</em> existente na URSS se opunha totalmente àquele existente &#8211; e liderado &#8211; pelos EUA. Explica, portanto, o porquê dos soviéticos terem dispensado ajuda pelo Plano Marshall. A reconstrução socialista ocorreu por vias internas e, embora tenha sido custosa, resultou na ascensão do país ao posto de potência mundial.</p>



<h2>Capitalismo vs Socialismo</h2>



<p>Com o fim da Segunda Guerra Mundial e a queda dos impérios coloniais, boa parte das antigas potências mundiais parecia ter perdido seu rumo no desenvolvimento do capitalismo mundial. Com economias desoladas, restava às mesmas se apegarem ao aporte dado pelas duas superpotências no pós-guerra &#8211; e aos seus sistemas econômicos &#8211; os EUA e a URSS.</p>



<p>Assim, na Europa, campo de batalha do conflito, ocorreu uma rápida polarização dos Estados Nacionais a um dos dois sistemas econômicos. Enquanto a Europa Ocidental (Reino Unido, França, Itália, entre outros) se alinha aos EUA, a Europa Oriental (Hungria, Romênia, Rep. Tcheca, Polônia, etc.) passa a ser a polarizada pelo socialismo soviético. Surgia o <strong><em>Mundo Bipolar</em></strong>.</p>



<p>O caso da Alemanha é particular. O país, derrotado na Segunda Guerra Mundial, foi ocupado por exércitos da Grã-Bretanha, Estados Unidos, França e União Soviética. Após o fim do conflito e o claro antagonismo entre os países do bloco, decidiu-se pela divisão do país em dois: a República Federal da Alemanha (RFA), capitalista, alinhada aos EUA e com capital em Bonn, e a República Democrática da Alemanha (RDA), socialista, alinhada à URSS e com capital em Berlim Oriental.</p>



<p>A cidade de Berlim, estando totalmente sob o lado socialista, foi igualmente dividida em Berlim Ocidental, capitalista, e Berlim Oriental, socialista. Neste caso, foi construída uma barreira física que atravessava a cidade e que virou símbolo da Guerra Fria: o <em><strong>Muro de Berlim</strong></em>.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="400" height="325" class="wp-image-3102" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/alemanha-guerra-fria.png" alt="" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/alemanha-guerra-fria.png 400w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/alemanha-guerra-fria-300x244.png 300w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" />
<figcaption>Alemanha e Berlim divididas. Modificado de User: 52 Pickup &#8211; Based on map data of the IEG-Maps project (Andreas Kunz, B. Johnen and Joachim Robert Moeschl: University of Mainz) &#8211; www.ieg-maps.uni-mainz.de, CC BY-SA 2.5.</figcaption>
</figure>
</div>



<p>Neste contexto de Europa dividida, Winston Churchill cunhou o termo <em><strong>&#8220;Cortina de Ferro&#8221;</strong></em>, que se referia à polarização do continente entre os dois sistemas econômicos.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="382" height="298" class="wp-image-3103" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cortinaferro.png" alt="" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cortinaferro.png 382w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cortinaferro-300x234.png 300w" sizes="(max-width: 382px) 100vw, 382px" />
<figcaption>Europa dividida pela Cortina de Ferro. Fonte: BigSteve &#8211; Own work, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=25580510</figcaption>
</figure>
</div>



<p>De modo similar ao que o bloco capitalista fez com o Plano Marshall, em 1949 a URSS coloca em prática o <strong><em>Conselho para Assistência Econômica Mútua (COMECON)</em></strong>, envolvendo, inicialmente, União Soviética, Alemanha Oriental, Tchecoslováquia, Polônia, Bulgária, Hungria e Romênia. O conselho objetivava a reconstrução econômica dos países afetados pela guerra, depois, com adesão de socialistas de outros continentes, se transformou em um grande conselho de ajuda mútua do mundo socialista.</p>



<p>Com objetivo de barrar o crescimento do socialismo, cuja expansão começara a ocorrer para além do continente europeu, o bloco capitalista funda, em 1949, a <em><strong>Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN)</strong></em>, uma aliança militar que envolvia os principais países alinhados aos EUA.</p>



<p>Em contrapartida e com os mesmos objetivos, o bloco soviético funda o <strong><em>Pacto de Varsóvia</em></strong>, em 1955. Além de defender os estados signatários de possíveis ataques do mundo capitalista, o Parto de Varsóvia funcionava como um mecanismo de manutenção do sistema no leste europeu.</p>



<p>A partir da expansão do socialismo para outros continentes, em especial para a Ásia, com a ascensão de um governo popular na China e na Coreia do Norte, os EUA lideram uma série de acordos para a criação de um <strong><em>&#8220;Cordão Sanitário&#8221; </em></strong>no entorno do bloco socialista. Dentre os países que participaram dos acordos, cita-se Austrália, Nova Zelândia, Japão, Turquia, Tailândia, Paquistão, <strong>Irã, Iraque</strong> e Turquia.</p>



<h3>Corrida armamentista</h3>



<p>De 1945 até 1991, período da Guerra Fria, nunca ocorreu um conflito armado que opusesse diretamente as duas nações hegemônicas. Esta &#8220;paz armada&#8221; ocorrera muito por conta do equilíbrio entre forças das duas potências.</p>



<p>Tanto EUA quanto URSS passaram a investir massivamente na indústria bélica, levando em consideração um possível conflito armado. O desenvolvimento &#8211; ou o aprimoramento &#8211; de uma tecnologia para armas nucleares era o principal objetivo das duas nações.</p>



<p>Enquanto os EUA já haviam desenvolvido bombas nucleares e, inclusive, atacado diretamente o Japão durante a Segunda Guerra, a URSS conseguiu, em 1949, testar com sucesso sua primeira bomba atômica, equalizando as capacidades de destruição de ambos os países.</p>



<p>Assim, sabendo que, caso ocorresse um ataque de alguma das parte, a outra responderia a altura, o conflito direto entre EUA e URSS acabou por não ocorrer. Caso ocorresse, a capacidade de destruição seria maior que qualquer outro conflito armado da história.</p>



<h3>Corrida espacial</h3>



<p>Não apenas no campo bélico a rivalidade entre as duas nações ocorreu. Um exemplo bastante relevante foi o caso da corrida espacial. EUA e URSS passaram a desenvolver tecnologias que possibilitassem a exploração do espaço, de modo a comprovar a superioridade de seu sistema político sobre o rival.</p>



<p>É fruto da corrida espacial importantes realizações no campo da astronomia. A URSS, por exemplo, lançou o primeiro satélite artificial em órbita, em 1957, o Sputinik I. Além disso, os socialistas levaram o primeiro ser vivo ao espaço, a cadela Laika, também em 1957, e enviaram o primeiro homem ao espaço, <em><strong>Yuri Gagarin</strong></em>, em 1961.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="253" height="330" class="wp-image-3104" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/gagarin.png" alt="" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/gagarin.png 253w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/gagarin-230x300.png 230w" sizes="(max-width: 253px) 100vw, 253px" />
<figcaption>Yuri Gagarin, primeiro homem enviado ao espaço.</figcaption>
</figure>
</div>



<p>Em 1958 é criada a Agência Espacial Americana (NASA). Dentre os principais feitos dos EUA, destaca-se a ida, pela primeira vez, do homem à lua, em 1969.</p>



<p>Esta disputa por superioridade durante a Guerra Fria não se restringiu à conquista do espaço. Um caso bastante interessante foi o da <strong><em>Corrida Esportiva</em></strong>, que confrontava, a cada quatro anos, soviéticos e americanos nos Jogos Olímpicos. Entre 1952 e 1988, foram disputados dez (10) olimpíadas, onde seis (6) foram vencidas pelos soviéticos e quatro (4) pelos americanos. Destaque às Olimpíadas de Moscou, em 1980, boicotada pelos EUA, e pelas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984, boicotada pela URSS.</p>



<h2>Guerra Fria no Terceiro Mundo</h2>



<p>A partir de 1948, algumas revoluções socialistas passam a ocorrer pelo mundo, o que levou a Guerra Fria ao plano mundial.</p>



<p>Apesar de, desde 1924 já existir um país asiático socialista, a Mongólia, os anos de 1948 e 1949 marcaram a ascensão de dois governos socialistas bastante importantes: a Coreia do Norte (1948) e a China (1949).</p>



<p>Em 1959, os EUA tem uma importante derrota na América Latina, com a Revolução Cubana, que transformou Cuba em uma nação socialista. Temendo a expansão da ideologia pelo continente, o governo americano, através da sua agência de inteligência, a CIA, passou a insuflar a ascensão de ditaduras militares de alinhamento ideológico direitista em todo o continente. Foi o que ocorreu no Brasil, na Argentina e no Chile.</p>



<p>O caso chileno é particularmente importante, pois a ascensão de um governo socialista não ocorreu através de uma revolução, mas por vias democráticas. Em 1970, <strong><em>Salvador Allende</em></strong>, identificado com os ideais socialistas, é eleito presidente do Chile. Os EUA, então, apoiou <em><strong>Augusto Pinochet</strong></em> em um golpe de Estado, que lançou o Chile numa ditadura militar que durou quase vinte (20) anos.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="457" height="275" class="wp-image-3105" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/allende.png" alt="" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/allende.png 457w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/allende-300x181.png 300w" sizes="(max-width: 457px) 100vw, 457px" />
<figcaption>Salvador Allende, à esquerda, eleito presidente do Chile em 1970, e Augusto Pinochet, à direita, que assumiu seu lugar após um golpe. Fonte: <br /><a href="http://biografias.bcn.cl/wiki/Portada">Biblioteca del Congreso Nacional de Chile</a></figcaption>
</figure>
</div>



<p>Durante as décadas de 1960 e 1970 o socialismo chegou a diversas nações da África e da Ásia, dentre elas ao Vietnã do Norte (1976), ao Iêmen do Sul (1967), ao Congo (1968), à Angola (1975), à Guiné-Bissau (1974) e à Moçambique (1975). Neste período, os antigos impérios coloniais passavam por um processo acentuado de esfacelamento, cujo resultado foi a introdução de sistemas alinhados à URSS em boa parte das nações.</p>



<p>A chegada dos socialistas ao poder em nações de antigo domínio português (Angola, Moçambique e Guiné-Bissau) não é aleatória, tendo em vista a demora de Portugal em libertar suas colônias.</p>



<h3>Conflitos no Terceiro Mundo</h3>



<p>Embora as duas superpotências não tenham entrado em conflito diretamente, ambas participaram de maneira secundária de alguns conflitos pelo mundo, sempre em lados opostos.</p>



<p>Por vezes, estes conflitos terminavam com a cisão do país em dois. Foi o que ocorreu, além do exemplo já citado da Alemanha, na Coreia, divida em Coreia do Sul, capitalista, e Coreia do Norte, socialista, e no Vietnã, dividido em Vietnã do Sul, capitalista, e Vietnã do Norte, socialista.</p>



<p>Em alguns casos, EUA e URSS apenas apoiavam partes antagônicas em conflitos regionais. Na <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/12/questao-palestina.html">disputa pela Palestina</a>, por exemplo, EUA apoiaram a causa israelense, enquanto URSS se colocou ao lado do povo palestino.</p>



<p>Na crise entre Índia e Paquistão pela <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/o-conflito-pela-caxemira.html">Caxemira</a>, o Paquistão foi apoiado pelos EUA. Já o governo indiano tinha a simpatia dos soviéticos.</p>



<h2>Dissolução do Bloco Socialista</h2>



<p>O Socialismo Soviético passou a dar sinais de desgaste durante a década de 1980. Os principais indícios de desmantelamento do sistema ocorreram no Leste Europeu, através da insurreição de alguns países da região, em alguns casos envolvendo diretamente o descontentamento dos Partidos Comunistas locais.</p>



<p>Hungria, na década de 1950, e Tchecoslováquia, nos anos 1960, foram países onde ocorreram fortes protestos contra o governo soviético apoiado pelos governos locais. O resultado, em ambos os casos, foi a dura repressão pelo exército do Pacto de Varsóvia, o que insuflou ainda mais o Leste Europeu contra o controle soviético.</p>



<p>Foi da Polônia, todavia, que o socialismo soviético sofreu o mais duro golpe. Em 1980, o líder do sindicato <em><strong>Solidariedade</strong></em>, sediado no estaleiro do Porto de Gdansk, <em><strong>Lech Walesa</strong></em>, liderou um importante levante contra o sistema dominante no país, que rapidamente se espalhou por toda a Polônia. Em 1990, Walesa, anticomunista convicto, era eleito presidente do país, sepultando o domínio socialista na região.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="157" height="210" class="wp-image-3106" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/lech.png" alt="" />
<figcaption>Lech Walesa, ex-presidente da Polônia. Fonte: <a href="https://www.flickr.com/photos/besoindair/">MEDEF</a> &#8211; <a href="https://www.flickr.com/photos/besoindair/3883972259/">Flickr</a></figcaption>
</figure>
</div>



<p>Internamente, a década de 1980 marca também mudanças estruturais na URSS, com a ascensão de <em><strong>Mikhail Gorbatchov</strong></em> ao posto máximo do Partido Comunista Soviético. Durante seu governo, foram instituídas a <em><strong>Perestroika</strong></em> e a <em><strong>Glasnost</strong></em>, que objetivavam a abertura econômica, no caso da primeira, e política, no caso da segunda. A URSS como conhecíamos deixava de existir.</p>



<p>Em 1989, ocorre a queda do Muro de Berlim<em><strong>. </strong></em>Em 1991, a União Soviética deixa de existir, desmantelada em uma série de países, como Rússia, Letônia, Lituânia, Estônia e Ucrânia. O mundo, como no fim da Segunda Guerra Mundial, via as bases de sua geopolítica se alterar profundamente. Saia de cena um mundo bipolar e ascendia um mundo multipolar, polarizado pelo capitalismo americano e por todas as suas contradições.</p>
<p>Assista também nosso vídeo sobre o assunto:</p>
<p><iframe loading="lazy" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/ys2U6FM-0sU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Questão do Essequibo: a disputa territorial entre Venezuela e Guiana</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/10/questao-do-essequibo-disputa-territorial-entre-venezuela-e-guiana.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Oct 2017 23:17:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
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					<description><![CDATA[O Essequibo é uma área compreendida entre o Rio Essequibo e a divisa tradicional entre Guiana e Venezuela. Dispõe de uma série de recursos naturais, como ouro, bauxita, urânio, potencial hidrelétrico e, em seu oceano próximo, petróleo. A disputa na região remonta ainda ao século XIX, quando os ingleses compraram as terras do Essequibo, que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O Essequibo é uma área compreendida entre o Rio Essequibo e a divisa tradicional entre Guiana e Venezuela. Dispõe de uma série de recursos naturais, como ouro, bauxita, urânio, potencial hidrelétrico e, em seu oceano próximo, petróleo.</p>
<p><div id="attachment_2509" style="width: 610px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2509" loading="lazy" class="wp-image-2509 size-full" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/essequibo.jpg" alt="Mapa do Essequibo" width="600" height="340" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/essequibo.jpg 550w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/essequibo-300x170.jpg 300w" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" /><p id="caption-attachment-2509" class="wp-caption-text">Essequibo, área disputada entre Venezuela e Guiana. Fonte: TeleSUR</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">A disputa na região remonta ainda ao século XIX, quando os ingleses compraram as terras do Essequibo, que até então estavam sob domínio holandês, estabelecendo a Guiana Inglesa, em conjunto com as colônias vizinhas de Berbice e Demarara.</p>
<h4>Origem da disputa</h4>
<p style="text-align: justify;">Estando sob controle do território, a Coroa Britânica contratou o naturalista Robert Schomburgk para realizar expedições pela área com o intuito de estabelecer as fronteiras da nova colônia.</p>
<p style="text-align: justify;">Destas expedições, resultou a Linha Schomburgk. Porém, tal demarcação foi muito contestada, tanto pelo Brasil, quanto pela Venezuela.</p>
<p style="text-align: justify;">No caso brasileiro, ela foi resolvida ainda no início do século XX por Joaquim Nabuco e ficou conhecida como Questão do Pirara. Da área reclamada, cerca de 59% (19.630 km²) ficou sob domínio inglês/guianense, enquanto o Brasil ficou com apenas 41% (13.570 km²), perdendo o acesso à Bacia do Essequibo.</p>
<p><div id="attachment_2513" style="width: 444px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2513" loading="lazy" class="wp-image-2513 size-full" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/434px-Mapa_questão_do_Pirara.svg.png" alt="Questão do Pirara" width="434" height="480" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/434px-Mapa_questão_do_Pirara.svg.png 434w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/434px-Mapa_questão_do_Pirara.svg-271x300.png 271w" sizes="(max-width: 434px) 100vw, 434px" /><p id="caption-attachment-2513" class="wp-caption-text">Questão do Pirara. Por Shadowxfox.</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">Já para a Venezuela, era arbitrária a colocada da região a oeste do Essequibo como território inglês. Para eles, a região foi originalmente ocupada por missões espanholas, sendo venezuelana por direito.</p>
<p style="text-align: justify;">Os EUA, pautados na Doutrina Monroe (&#8220;a América para os americanos&#8221;) e repudiando a intromissão europeia em questões do continente americano, passou a apoiar a Venezuela, convocando um tribunal arbitral para solucionar o conflito.</p>
<p style="text-align: justify;">Para a viabilização do tribunal, que se reuniu durante dois anos e meio em Paris, foram indicados cinco juristas, dois americanos, sendo um indicado pela Venezuela e outro indicado pelos EUA, dois ingleses e um russo, indicado por ambas as partes, que daria o voto de minerva caso necessário.</p>
<p style="text-align: justify;">As negociações geraram o Laudo de Paris, que definiram que a maior parte da área reclamada (entre os rios Essequibo e Cuyuni) ficaria sob domínio inglês, enquanto uma porção a oeste do rio Cuyuni, antes reivindicada pelos ingleses, passaria para a tutela venezuelana.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta configuração do território permaneceu assim por cerca de sessenta anos.</p>
<h4>A contestação venezuelana e a independência da Guiana</h4>
<p style="text-align: justify;">Em meados de 1962, durante o governo de Rómulo Betancourt, a Venezuela passou a contestar a decisão do Laudo de Paris.</p>
<p style="text-align: justify;">Dentre os motivos que trouxeram o assunto a tona novamente, podemos citar o surgimento de suspeitas de um coluio entre o diplomata russo responsável pelo voto de minerva, Frederic de Martens, que fez seu doutorado na Universidade de Cambridge (Inglaterra), e os dois jurados ingleses.</p>
<p style="text-align: justify;">Além do mais, se passou a questionar o porquê de, enquanto a Inglaterra ter dois jurados com nacionalidade inglesa, a Venezuela foi representada por americanos, sendo apenas um deles nomeado por Caracas.</p>
<p style="text-align: justify;">As potências ocidentais, como os EUA e até mesmo a Inglaterra, deram razão às ponderações venezuelanas. Este apoio se deve principalmente pelo fato de que, neste período, a Guiana Inglesa estava prestes a conseguir sua independência, com a ascensão de um governo marxista-lenista.</p>
<p style="text-align: justify;">Em um contexto de Guerra Fria, onde os comunistas conquistavam o poder em Cuba, era temido pelas potências do mundo capitalista, especialmente pelos EUA, a formação de mais um Estado socialista nas Américas.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, a Venezuela conseguiu a assinatura do Acordo de Genebra, que iria promover uma Comissão Mista para reabrir as negociações. Os venezuelanos passaram a considerar o Essequibo como parte do seu país nos mapas oficiais, mesmo esta região correspondendo a cerca de 2/3 da área total da recém independente Guiana.</p>
<p><div id="attachment_2511" style="width: 635px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2511" loading="lazy" class="wp-image-2511 size-full" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/625px-Venezuela_Division_Politica_Territorial.svg-1.png" alt="Venezuelanos reconhecem Essequibo como &quot;Zona en Reclamación&quot;." width="625" height="480" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/625px-Venezuela_Division_Politica_Territorial.svg-1.png 625w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/625px-Venezuela_Division_Politica_Territorial.svg-1-300x230.png 300w" sizes="(max-width: 625px) 100vw, 625px" /><p id="caption-attachment-2511" class="wp-caption-text">Venezuelanos reconhecem Essequibo como &#8220;Zona en Reclamación&#8221;. Por The Photographer.</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">Após algumas ações mais incisivas de ambos os lados, a partir de 1970 a Guiana acabou ficando em situação desfavorável para reivindicar uma quebra no acordo.</p>
<p style="text-align: justify;">Isto se deve pois o Brasil, na época sob o regime militar, militarizou sua fronteira com a ex-colônia inglesa, agora sob comando de um governo esquerdista. Sendo impossível uma disputa em duas frentes por parte de Georgetown, o país recém independente buscou relações mais amistosas com os vizinhos venezuelanos, diminuindo a força de seu posicionamento em relação ao Essequibo.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando um governo de direita enfim chegou ao poder na Guiana, as tensões voltaram a existir. A Venezuela passou a agir diplomaticamente contra os guianenses, se opondo à construção de uma hidrelétrica no país e à contração de empréstimos por parte de Georgetown em órgãos financeiros supra-nacionais. A questão do Essequibo, neste período, passou a ser questão de segurança nacional para os dois países.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir da década de 1980, a disputa passou para égide da ONU. A partir daí, relações amistosas voltaram a ser estabelecidas. Guiana e Venezuela passaram a tomar medidas de cooperação, como ocorreu no caso da integração elétrica entre os dois países e na aliança militar contra o tráfico de drogas.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal cenário foi ainda reforçado no governo de Hugo Chavez, quando Caracas perdoou a dívida externa da Guiana para com os venezuelanos.</p>
<h4>Quadro atual: Exxon Mobil e o governo Maduro</h4>
<p style="text-align: justify;">Diferentemente do que fez seu antecessor, Nicolás Maduro tem voltado a reivindicar o Essequibo como território venezuelano.</p>
<p style="text-align: justify;">O principal motivo para isto foi a descoberta de petróleo no oceano localizado em águas guianenses por parte da multinacional americana Exxon Mobil.</p>
<p style="text-align: justify;">Atualmente a Guiana importa todo seu petróleo dos vizinhos venezuelanos. A exploração das novas jazidas no país poderiam dar independência no produto a Georgetown, ao mesmo tempo que traria um novo concorrente para exploração petrolífera regional.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, alguns problemas ideológicos são bem evidentes. Maduro tem como principal adversário em escala global os EUA, e o crescimento da influência americana no país vizinho, por meio das suas multinacionais, pode atrapalhar o andamento de seu governo.</p>
<h4>Referências</h4>
<p style="text-align: justify;">NETO, Walter Antonio Desiderá. A questão fronteiriça entre Guiana e Venezuela e a integração regional na América do Sul. <b>Conjuntura Austral</b>, v. 3, n. 12, p. 11-25.</p>
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		<title>Uma outra América do Sul: Suriname, Guiana e Guiana Francesa</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/04/uma-outra-america-do-sul-suriname.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Apr 2017 16:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[América]]></category>
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					<description><![CDATA[Suriname, Guiana e Guiana Francesa são três países¹ localizados na porção norte da América do Sul, constituindo um grande contraste com o restante do continente. De certa forma, podemos afirmar que os países do continente sul-americano apresentam uma certa unidade dos pontos de vista cultural, econômico e social. Foram colonizados por países ibéricos, falam os idiomas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_2292" style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2292" loading="lazy" class="wp-image-2292 size-full" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/07/800px-Cayennecentreceperou.jpg" alt="Vista de Caiena, capital da Guiana Francesa." width="800" height="600" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/07/800px-Cayennecentreceperou.jpg 467w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/07/800px-Cayennecentreceperou-300x225.jpg 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/07/800px-Cayennecentreceperou-768x576.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-2292" class="wp-caption-text">Vista de Caiena, capital da Guiana Francesa. Por Didwin973 — Travail personnel, CC BY-SA 3.0.</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">Suriname, Guiana e Guiana Francesa são três países¹ localizados na porção norte da América do Sul, constituindo um grande contraste com o restante do continente.</p>
<p style="text-align: justify;">De certa forma, podemos afirmar que os países do continente sul-americano apresentam uma certa unidade dos pontos de vista cultural, econômico e social. Foram colonizados por países ibéricos, falam os idiomas desta mesma região (espanhol e português), têm maioria cristã, são considerados sub-desenvolvidos ou emergentes e se relacionam intimamente entre si do ponto de vista econômico e comercial através de blocos e acordos. Porém, Guiana, Guiana Francesa e Suriname destoam totalmente desta realidade.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Colonização distinta</h4>
<p style="text-align: justify;">Tais diferenças, em primeira instância, podem ser filiadas ao processo colonizatório distinto que esta região teve em relação ao restante do continente.</p>
<p><img loading="lazy" class="size-medium wp-image-2999 aligncenter" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/04/outra-ams-241x300.png" alt="Colonização da América do Sul no início do Século XX." width="241" height="300" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/04/outra-ams-241x300.png 241w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/04/outra-ams.png 408w" sizes="(max-width: 241px) 100vw, 241px" /></p>
<p style="text-align: center;">Colonização europeia na América do Sul</p>
<p style="text-align: justify;">Conforme pode ser visto na imagem acima, enquanto que Espanha e Portugal colonizavam grandes extensões do continente, Holanda (Dutch), Inglaterra (UK) e França (France) faziam este processo em pequenas porções de terras voltadas para o Mar do Caribe, onde estes três países subjugavam outras colônias.</p>
<p style="text-align: justify;">O Suriname, até 1815, foi colonizado por ingleses, quando então a Holanda consolidou seu domínio sobre o território. A Guiana passou por um processo contrário: até 1814 esteve sob o domínio neerlandês, quando então foi anexada ao domínio inglês. Já a Guiana Francesa foi colonizada pela França e hoje é um departamento ultramarino da mesma, sendo parte da União Europeia.</p>
<p style="text-align: justify;">Levando em conta a força do <strong>processo histórico</strong> na formação e alteração da realidade espacial, podemos entender a gênese do isolamento destas regiões. Enquanto os países ibéricos forjavam, em suas colônias, modelos de colonização interligados entre si (destaca-se aqui a relação íntima entre as coroas portuguesa e espanhola), os territórios colonizados por holandeses, ingleses e franceses constituíram núcleos de exploração isolados do restante do continente e mais integrados às colônias caribenhas.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Idioma e religião</h4>
<p style="text-align: justify;">Com o diferente contexto colonizatório, obviamente estas três nações terão diferenças quanto ao idioma em relação aos outros países da América do Sul. A Guiana fala inglês, o Suriname fala holandês e a Guiana Francesa tem como idioma oficial o francês.</p>
<p style="text-align: justify;">É interessante notar que a influência holandesa e inglesa na região durante muitos séculos levou a migração de muitos indianos e indonésios para, especialmente, Suriname e Guiana. Hoje, estas etnias constituem uma parcela muito importante da população destes dois países, o que pode ser visto no gráfico abaixo, que mostra que, no caso surinamita, 27% da população segue o hinduísmo (religião popular na Índia), enquanto que 20% segue o islamismo (religião popular na Indonésia).</p>
<p style="text-align: justify;">Na Guiana:</p>
<p><img loading="lazy" class="aligncenter wp-image-2291 size-full" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/07/guiana-religioes.png" alt="Religiões na Guiana" width="483" height="320" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/07/guiana-religioes.png 483w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/07/guiana-religioes-300x199.png 300w" sizes="(max-width: 483px) 100vw, 483px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Os idiomas hindi e indonésio são também difundidos nestes dois países.</p>
<p><div id="attachment_2295" style="width: 719px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2295" loading="lazy" class="wp-image-2295 size-full" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/07/arya-dewaker.jpg" alt="Templo Hindu Arya Dewaker, no Suriname" width="709" height="399" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/07/arya-dewaker.jpg 550w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/07/arya-dewaker-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><p id="caption-attachment-2295" class="wp-caption-text">Templo Hindu Arya Dewaker, em Paramaribo, capital do Suriname. Por Freek L. Bakker &#8211; Own work, CC BY-SA 3.0.</p></div></p>
<p><div id="attachment_2294" style="width: 778px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2294" loading="lazy" class="wp-image-2294 size-full" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/07/providente-stadium.jpg" alt="Providente Stadium, construído para a Copa do Mundo de Críquete, em Guiana." width="768" height="576" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/07/providente-stadium.jpg 467w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/07/providente-stadium-300x225.jpg 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/07/providente-stadium-768x576.jpg 768w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><p id="caption-attachment-2294" class="wp-caption-text">Providence Stadium, construído para a Copa do Mundo de Críquete, em Guiana. O críquete é um esporte muito popular também na Índia. Por FrWaters em Wikipédia em inglês, CC BY 2.5.</p></div></p>
<h4 style="text-align: justify;">Acordos: a proximidade com o Caribe e com a Europa</h4>
<p style="text-align: justify;">Que os países da América do Sul se articulam em blocos econômicos e fazem diversos acordos comerciais não é uma novidade. Um exemplo pode ser o <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2013/07/mercosul-paises-membros-e-formacao.html">Mercosul</a>, ou a <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2014/01/comunidade-andina.html">Comunidade Andina.</a> Porém, Suriname, Guiana e Guiana Francesa não fazem parte de nenhum destes acordos (excetuando a UNASUL, que tem Suriname e Guiana como membros). Ao contrário: suas articulações econômicas ocorrem com o Caribe e com a Europa.</p>
<p style="text-align: justify;">Suriname e Guiana fazem parte da CARICOM (Comunidade do Caribe), junto com outros países como Jamaica e Haiti (nota-se aqui a influência do contexto colonizatório). A Guiana faz parte, ainda, assim como Canadá, Austrália e Nova Zelândia, do <em>commonwealth.</em></p>
<p style="text-align: justify;">A Guiana Francesa faz parte da União Europeia, usando inclusive o euro como moeda.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Outras diferenças</h4>
<p style="text-align: justify;">As cidades destes países, em geral, são pouco populosas. Georgetown, capital da Guiana, é a maior, com cerca de 300 mil habitantes, seguido por Paramaribo (Suriname), com 250 mil e Caiena, com pouco mais de 60 mil. Ao todo, a Guiana tem uma população de apenas 950 mil habitantes, o Suriname de 560 mil e a Guiana Francesa de 222 mil habitantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Os dados sociais têm destaque na Guiana Francesa, com um IDH elevado de 0,817 (2015). Suriname e Guiana tem IDH&#8217;s de 0,714 (2015) e 0,638, respectivamente.</p>
<p><div id="attachment_2293" style="width: 1034px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2293" loading="lazy" class="wp-image-2293 size-large" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/07/centro-espacial-1024x683.jpg" alt="Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa" width="1024" height="683" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/07/centro-espacial-1024x683.jpg 1024w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/07/centro-espacial-300x200.jpg 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/07/centro-espacial-768x512.jpg 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/07/centro-espacial.jpg 525w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-2293" class="wp-caption-text">Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa. Por DLR German Aerospace Center &#8211; &#8220;Albert Einstein&#8221; &#8211; Start 3, CC BY 2.0.</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">Economicamente, todas tem o setor primário como o principal. No Suriname, por exemplo, temos como destaque a extração de bauxita. Na Guiana Francesa, além deste mineral, é destaque também a pesca. O Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, construído pela Agência Espacial Europeia, também tem impulsionado a economia regional, principalmente por trazer tecnologia de ponta para o país. A moeda dos guianenses é o Dólar, do Suriname é o Florim e a da Guiana Francesa, o euro.</p>
<p style="text-align: justify;">¹ Guiana Francesa é um departamento ultramarino francês, mas, para simplificar, vamos utilizar vulgarmente o termo <i>país</i> ou <i>nação </i>neste texto</p>
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		<title>Subdivisões da América do Sul: América Platina e América Andina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jan 2014 21:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[América]]></category>
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					<description><![CDATA[O continente americano pode ser subdividido em diversas maneiras, entre elas, podemos citar divisões socioeconômicas, geográficas (como América Central, do Sul e do Norte) ou até mesmo linguísticas (como é o caso da conhecida divisão América Latina/América Anglo-Saxônica). Porém, temos que ter em vista que existem várias divisões, algumas até mesmo bem pouco difundidas. Dentro [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2014/01/AMER.png"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2014/01/AMER.png" border="0" /></a></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<p>O continente americano pode ser subdividido em diversas maneiras, entre elas, podemos citar divisões socioeconômicas, geográficas (como América Central, do Sul e do Norte) ou até mesmo linguísticas (como é o caso da conhecida divisão América Latina/América Anglo-Saxônica).</p>
<p>Porém, temos que ter em vista que existem várias divisões, algumas até mesmo bem pouco difundidas. Dentro deste eixo, o próprio subcontinente sul-americano pode ter suas inúmeras divisões, dentre elas podemos citar, por exemplo, a divisão entre a América Platina e América Andina.</p>
<h4><b>AMÉRICA PLATINA</b></h4>
<p>Este termo é mais simples. É conhecido como América Platina o grupo de países que é banhado pelos rios Uruguai, Paraguai e Paraná. São eles: Uruguai, Paraguai e Argentina.</p>
<p>Estes países também costumam ter uma história com fortes ligações, que vão desde com relação a influência em cenário mundial até mesmo um passado colonial parecido.</p>
<h4><b>AMÉRICA ANDINA</b></h4>
<p>Nesta classificação, temos a Cordilheira dos Andes como referência. Todos os países cortados pela cordilheira fariam parte da América Andina. Levando isso em conta, podemos citar então: Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Chile e Argentina.</p>
<p>Porém, esta divisão acabou por sofrer interferência de outros fatores. Assim como os países da América Platina, alguns membros da América Andina apresentavam fatores culturais, econômicos e históricos muito parecidos.</p>
<p>Logo, diferindo-se da divisão geográfica, politicamente Chile e Argentina deixaram de fazer parte da América Andina, por conta justamente das diferenças que ambos tinham com os demais países.</p>
<p>Assim, em seu termo mais difundido, apenas Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia fazem parte da América Andina.</p>
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		<title>Comunidade Andina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jan 2014 21:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[América]]></category>
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					<description><![CDATA[Bandeira da Comunidade Andina A Comunidade Andina (CAN) é um bloco econômico que engloba quatro país sul-americanos: Bolívia, Equador, Colômbia e Peru. Foi criada com o acordo de Cartagena, sendo chamado primeiramente de Pacto Andino, contendo também como membro original o Chile, que afastou-se por conta das incompatibilidades econômicas com o grupo em 1976. A [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2014/01/andina.png"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2014/01/andina.png" width="320" height="205" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Bandeira da Comunidade Andina</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A Comunidade Andina (CAN) é um bloco econômico que engloba quatro país sul-americanos: Bolívia, Equador, Colômbia e Peru.</p>
<p>Foi criada com o acordo de Cartagena, sendo chamado primeiramente de Pacto Andino, contendo também como membro original o Chile, que afastou-se por conta das incompatibilidades econômicas com o grupo em 1976. A Venezuela foi outro país que fez parte da Comunidade Andina, saindo do bloco em 2006.</p>
<p>Dentre os principais objetivos da Comunidade, podemos destacar a promoção de um crescimento equilibrado entre os países membros, melhorar a qualidade de vida, aumentar o número de empregos e ainda promover a integração social dos países do bloco com o contexto latino-americano, visando assim a criação de um mercado comum.</p>
<p>Com <i>status</i> de união aduaneira, a sede do bloco fica localizada na cidade de Lima, no Peru, ainda contando com países associados, entre eles Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai, além de membros observadores, como o Panamá e o México.</p>
<p>Ainda podemos notar importância no Parlamento Andino, com sede em Bogotá, na Colômbia, que tem como dever fazer uma representação da população nas decisões do bloco. Este parlamento é composto por cerca de cinco deputados de cada país.</p>
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		<title>O Nafta</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2013/12/o-nafta.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Dec 2013 03:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos e Canadá]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[O NAFTA (North American Free Trade Agreement) é um bloco econômico criado em 1992 entre os três países que formam a América do Norte: México, Canadá e Estados Unidos. Este bloco visa um afrouxamento quanto os entraves comerciais e políticos dos países membros, criando uma zona de livre comércio, com diminuição de taxas alfandegárias, cortamento [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;">
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/12/NAFTA.png"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/12/NAFTA.png" border="0" /></a></div>
</div>
<p>O NAFTA (North American Free Trade Agreement) é um bloco econômico criado em 1992 entre os três países que formam a América do Norte: México, Canadá e Estados Unidos. Este bloco visa um afrouxamento quanto os entraves comerciais e políticos dos países membros, criando uma zona de livre comércio, com diminuição de taxas alfandegárias, cortamento de impostos ligados a exportação e importação, entre outras medidas, garantindo assim uma agilização no fluxo de mercadorias em geral.</p>
<p>Inicialmente, o NAFTA foi criado para ser uma espécie de &#8220;embrião&#8221; para o surgimento do <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2013/08/alca-fracassada-uniao-europeia-americana.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">ALCA</a>, uma espécie de União Europeia para os países do continente americano. Este ideia foi proposta pelo governo americano, porém acabou sendo barrada pelo descontentamento geral dos países do continente, já que o bloco atendia exclusivamente os anseios estadunidenses.</p>
<p>O NAFTA, diferentemente da UE, nunca visou a implementação de uma integração total. O principal motivo para isso é a disparidade entre as economias dos países membros. O México, por exemplo, tem uma economia muito mais fraca que a dos EUA. O fato dos mexicanos fazerem parte do bloco se dá principalmente por que há no país uma forte população consumidora dos produtos fabricados pelos vizinhos.</p>
<p>Porém, apesar disso, o bloco econômico tem trazido benefícios para todos os países membros. As indústrias americanas e canadenses, por exemplo, tem a vantagem de poder instalar filiais de transnacionais em território mexicano com maior facilidade, onde podem encontrar mão-de-obra mais barata. Por sua vez, o México ganharia com a criação de empregos que ainda frearia um pouco o fluxo migratório ilegal entre o México e os vizinhos do norte, além de poder aumentar seu nível de exportação para Canadá e EUA.</p>
<div style="text-align: right;"><b>Fonte: </b><a href="http://www.brasilescola.com/geografia/nafta.htm" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Brasil Escola</a></div>
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		<title>Conheça a ALADI &#8211; Associação Latino-Americana de Integração</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Dec 2013 00:06:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[do Comércio e Serviços]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
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					<description><![CDATA[O ALADI é um bloco econômico que, apesar de ser considerado menor e menos influente que Mercosul dentro da América, por exemplo, engloba os países da América Latina, sendo favorável a construção de um mercado comum. Atualmente os países que fazem parde do ALADI são: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Paraguai, Peru, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/12/ALADI.png"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/12/ALADI.png" border="0" /></a></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<p>O ALADI é um bloco econômico que, apesar de ser considerado menor e menos influente que Mercosul dentro da América, por exemplo, engloba os países da América Latina, sendo favorável a construção de um mercado comum.</p>
<p>Atualmente os países que fazem parde do ALADI são: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.</p>
<p>O principal intuito do bloco é promover uma maior integração entre os países latino-americanos, levando em conta questões econômicas e sociais como a quebra de entraves políticos entre as nações e maior união dos povos da região.</p>
<p>A criação do bloco foi decidida através do Tratado de Montevidéu na década de 80, vindo para substituir o ALALC, bloco similar da década de 60.</p>
<p>Para alcançar os objetivos citados acima, foram aplicadas algumas medidas, entre elas a diminuição de taxas alfandegárias para melhor fluxo de exportação/importação dos países membros e uma maior versatilidade na formação de acordos.</p>
<div style="text-align: right;"><b>Fonte:</b> <a href="http://www.brasilescola.com/geografia/aladi.htm" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Brasil Escola</a></div>
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		<title>A economia de Honduras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Nov 2013 01:43:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[América Latina]]></category>
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		<category><![CDATA[Industrial]]></category>
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					<description><![CDATA[Honduras é um país localizado na América Central que compartilha de baixos índices sociais e uma economia fraca, centrada principalmente da agricultura, sendo que boa parte destes produtos são destinados a exportação, principalmente aos EUA. É uma das nações mais pobres da América. Os principais produtos do setor primário são o café, o camarão e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/11/HONDURAS-ECONOMIA.png"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/11/HONDURAS-ECONOMIA.png" border="0" /></a></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<p>Honduras é um país localizado na América Central que compartilha de baixos índices sociais e uma economia fraca, centrada principalmente da agricultura, sendo que boa parte destes produtos são destinados a exportação, principalmente aos EUA. É uma das nações mais pobres da América.</p>
<p>Os principais produtos do setor primário são o café, o camarão e a banana.</p>
<p>A capital é Tegucigalpa. O PIB gira em torno de 37 mil milhões (bilhões) de reais e a moeda do país é o Lempira.<br />
Sua economia segue as dos demais países da América Central, baseada na agricultura e na exportação dos produtos. O país também é conhecido pelas suas cidades com alto grau de criminalidade, como San Pedro Sula. Além da violência, péssimas condições de trabalho e a grande desigualdade de renda são sérios problemas de Honduras.</p>
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		<title>Economia do México</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Nov 2013 18:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[do Comércio e Serviços]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Industrial]]></category>
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					<description><![CDATA[O México tem como característica uma economia totalmente amarrada a dos Estados Unidos, principalmente voltada a exportação para esse país. Isso foi impulsionado depois da adesão dos três países da América do Norte (Canadá, México e EUA) ao NAFTA. O país tem o segundo maior PIB da América Latina, apenas atrás do Brasil, e o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://1.bp.blogspot.com/-r0gidgpfpuc/Un_ONLTWGNI/AAAAAAAAA-8/Do2FLTKiT1o/s1600/ECONOMIA+DO+MEXICO.PNG"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/11/ECONOMIA-DO-MEXICO.png" border="0" /></a></div>
<div style="text-align: left;">O México tem como característica uma economia totalmente amarrada a dos Estados Unidos, principalmente voltada a exportação para esse país. Isso foi impulsionado depois da adesão dos três países da América do Norte (Canadá, México e EUA) ao NAFTA. O país tem o segundo maior PIB da América Latina, apenas atrás do Brasil, e o 12º em todo o mundo, com cerca de 1,7 trilhões de dólares.</p>
<p>A agricultura é demasiadamente atrapalhada pelos fatores climáticos do país, já que a maior parte do território apresenta um clima semi-árido impróprio para este tipo de serviço. A agricultura divide espaço com a pecuária, que aproveita áreas mais planas e elevadas. Ambos coexistem em técnicas arcaicas e modernas. Entre os principais produtos do setor primário, destacam-se frutas, como o morango e a laranja, e o cultivo de cereais e grãos, principalmente o feijão.</p>
<p>A extração de madeira, como o cedro, também é forte, pois a indústria de papel e celulose é intensa no país. A pesca também torna-se importante, onde os principais produtos são o camarão, as anchovas e as sardinhas, voltadas principalmente para a exportação.</p>
<p>No campo da mineração, o México é um dos maiores produtores mundiais em minérios como a prata, enxofre, chumbo e mercúrio.</p>
<p>Concentrada nas principais cidades, as indústrias correspondem a mais de 30% do PIB mexicano, entre as quais destacam-se a têxtil, a siderúrgica, as químicas, siderúrgicas, entre outras de bens de consumo duráveis.</p>
<p>No setor de servições, destacam-se o comércio, as telecomunicações, o transporte, finanças (cujo principal centro financeiro é a cidade de Santa Fé) e o turismo (o México é um dos países mais procurados por turistas no mundo).</p>
]]></content:encoded>
					
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