O Banco Mundial

O Banco Mundial (World Bank) é uma das instituições que surgem após a Segunda Guerra Mundial, provenientes da Conferência de Bretton Woods, que objetivava a reconstrução dos países da Europa arrasados pelo conflito. 

Sede do Banco Mundial, em Washington
Sede do Banco Mundial, em Washington. Por Shiny Things – Flickr, CC BY 2.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=2390362

Conforme os percalços causados pela Guerra foram deixados para trás, o Banco Mundial, a exemplo de outras organizações supranacionais do período, passaram a focalizar suas ações nos países não-desenvolvidos.

Ao contrário do Fundo Monetário Internacional (FMI), o World Bank não atua centrado no aporte financeiro aos países em crise, mas se debruça sobre o incentivo e ao aporte ao desenvolvimento, especialmente de infra-estrutura, com o discurso do combate à pobreza e ao desenvolvimento sustentável.

Conforme descrito no site da Organização das Nações Unidas no Brasil, o Banco Mundial trabalha em parceria com os países, ressaltando:

O investimento nas pessoas, especialmente por meio da saúde e da educação básicas;

A criação de um ambiente para o crescimento e a competitividade da economia;

A atenção ao meio ambiente;

O apoio ao desenvolvimento da iniciativa privada;

A capacitação dos governos para prestar serviços de qualidade com eficiência e transparência;

A promoção de um ambiente macroeconômico conducente a investimentos e a planejamento de longo prazo;

O investimento em desenvolvimento e inclusão social, governança e fortalecimento institucional como elementos essenciais para a redução da pobreza.

O fato é que, todavia, a concessão de empréstimos pelo Banco comumente alarga as dívidas externas já elevadas dos países interessados e aumenta a já existente dependência dos países menos desenvolvidos aos mais ricos.

Atualmente, o Banco Mundial é composto por um grupo de instituições, dentre as quais o BIRD (Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento), a Associação Internacional de Desenvolvimento (AID), a Corporação Financeira Internacional (CFI), a Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (AMGI) e o Centro Internacional para Arbitragem de Disputas sobre Investimentos (CIADI).

Nos últimos anos, o World Bank tem dado preferência ao financiamento de projetos de desenvolvimento sustentável.

É claro, todavia, o domínio do governo americano nas ações do World Bank. O país tem 15,85% de poder de voto na instituições. Para efeito de comparação, a Alemanha tem 4%, o Reino Unido 3,75%, a China 4,42% e o Brasil apenas 2,4%.

Este domínio também é claro quando analisamos os presidentes do órgão. Dos 12 presidentes da sua história, apenas o atual, Jim Yong Kim, de nacionalidade sul-coreana, não nasceu nos EUA.

É válido lembrar ainda que a atuação do Banco Mundial, da mesma maneira que o FMI, faz parte de um conjunto mudanças no papel dos Estados Nacionais do mundo, que perderam parcela de suas forças para organizações supranacionais, blocos econômicos e grandes corporações.

Share

Meu nome é Fernando Soares de Jesus, natural de Imbituba/SC, estudante do curso de graduação em Geografia na UFSC e futuro geógrafo e professor. Criei este blog ainda no Ensino Médio, em meados de 2013, com o objetivo de compartilhar e democratizar o conhecimento geográfico, desde o campo físico até o campo humano, permitindo seu acesso de maneira clara e descomplicada.

One Ping

  1. Pingback: A Guerra Fria e o Mundo Bipolar – Geografia Opinativa

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *