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	<title>Europa Ocidental &#8211; Geografia Opinativa</title>
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	<title>Europa Ocidental &#8211; Geografia Opinativa</title>
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	<item>
		<title>Todos os países da União Europeia usam o Euro?</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2020/02/todos-os-paises-da-uniao-europeia-usam-o-euro.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Feb 2020 19:19:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Europa de Leste]]></category>
		<category><![CDATA[Europa Ocidental]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
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					<description><![CDATA[Não. Zona do Euro, nome dado ao conjunto de países-membros do bloco europeu que adotam o Euro como moeda, e União Europeia (UE) não são sinônimos. Atualmente, a União Europeia é composta por 27 países-membros, já considerando a recente saída do Reino Unido. Já a Zona do Euro engloba 19 países. Ocorrem, então, dois casos. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Não. Zona do Euro, nome dado ao conjunto de países-membros do bloco europeu que adotam o Euro como moeda, e União Europeia (UE) não são sinônimos.</p>



<p>Atualmente, a União Europeia é composta por 27 países-membros, já considerando a recente saída do Reino Unido.</p>



<p>Já a Zona do Euro engloba 19 países.</p>



<p>Ocorrem, então, dois casos. O primeiro, de países-membros da UE que não utilizam a moeda única do bloco. O segundo, de países não-membros da União Europeia, mas que usam o euro, unilateralmente ou não. Os casos são espacializados na figura abaixo.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img width="400" height="400" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/zona_euro-1.png" alt="Zona do Euro" class="wp-image-4315" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/zona_euro-1.png 400w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/zona_euro-1-300x300.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/zona_euro-1-150x150.png 150w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/zona_euro-1-120x120.png 120w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /><figcaption>Zona do Euro</figcaption></figure></div>



<h2>Caso 1: Países-membros da UE, mas que não utilizam o Euro</h2>



<p>Teoricamente, <em>quase</em> todos os países-membros da UE são obrigados a adotarem a moeda única do bloco, conforme definido no Tratado de Maastricht.</p>



<p>Todavia, muitos países que entraram recentemente ainda estão em processo de adesão ao euro e não cumpriram com integridade aos chamados &#8220;Princípios de Convergência&#8221;.</p>



<p>É o caso dos seguintes países:</p>



<ul><li>Bulgária (utiliza o Lev);</li><li>Polônia (utiliza o Zloty);</li><li>Romênia (utiliza o Leu);</li><li>Hungria (utiliza o Florin);</li><li>Croácia (utiliza a Kuna);</li><li>Tchéquia (utiliza a Coroa).</li></ul>



<p>Os Princípios de Convergência são:</p>



<ul><li>Estabilidade de preços;</li><li>Finanças públicas sólidas;</li><li>Estabilidade na taxa de câmbio;</li><li>Taxa de juros de longo prazo.</li></ul>



<p>Assim, quando estes países atingirem com integridade os critérios estabelecidos e estes sejam publicados nos relatórios de convergência elaborados a cada dois anos pela Comissão Europeia e pelo Banco Central Europeu, serão obrigados a integrarem-se na Zona do Euro.</p>



<p>Todavia, existem aqui duas exceções: Dinamarca e Suécia.</p>



<p>A Dinamarca, conforme definido no Tratado de Maastricht, rejeitado pela população em 1992, não é obrigada a aderir à moeda única. Adere somente em caso de voto parlamentar ou de referendo popular favorável.</p>



<p>Já a Suécia encontrou uma manobra legal para continuar não utilizando o euro, moeda rejeitada pela população em referendo realizado em 2003. A Coroa Sueca não integra o Mecanismo Europeu de Taxas de Câmbio (MTC II), o que, teoricamente, impede o país de cumprir com os critérios de convergência.</p>



<h2>Caso 2: Países que não fazem parte da UE, mas utilizam o Euro</h2>



<p>Existem dois sub-grupos neste caso: os países que usam o euro com acordo com a União Europeia e os países que o fazem unilateralmente.</p>



<p>O primeiro grupo inclui as micronações do continente europeu que, dada suas pequenas populações, não são aptas a aderir à UE, mas sempre utilizaram as moedas dos países maiores vizinhos.</p>



<p>É o caso do Vaticano e de San Marino, que utilizavam a lira italiana, de Mônaco, que utilizava o franco monegasco, e de Andorra, que utilizava o franco francês e a peseta espanhola.</p>



<p>Também há alguns Estados que aderiram ao euro como moeda, mas o fazem unilateralmente, sem acordo formal. São em geral países de economia mais frágil.</p>



<p>É o caso de Kosovo e Montenegro, que antes do surgimento da UE utilizavam o marco alemão, e o Zimbábue, que suspendeu a adoção de sua moeda e passou a utilizar o dólar americano e o euro.</p>



<p>Assim, fica mais claro que Zona do Euro e União Europeia não são sinônimos. Todavia, a adoção do euro é obrigatória, com exceção de Dinamarca e Suécia. Como a Comissão Europeia não impõe prazos para a adoção, os países-membros do bloco que utilizam outra moeda podem arrastar o processo de transição por muitos anos. </p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Porque o Sistema de educação da Suécia é um dos melhores do mundo</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2019/12/porque-o-sistema-de-educacao-da-suecia-e-um-dos-melhores-do-mundo.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Dec 2019 10:51:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Europa Ocidental]]></category>
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					<description><![CDATA[A Suécia tem um dos sistemas de educação mais modernos do mundo, primando pela autonomia e altos investimentos. Os resultados são visíveis. Em 2019, o país novamente ocupa uma das melhores posições no ranking do EF EPI, índice que avalia a proficiência em inglês em falantes não-nativos. Isso é bem significativo, já que países como [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>
A Suécia tem um dos sistemas de educação mais modernos do mundo,
primando pela autonomia e altos investimentos. Os resultados são
visíveis. Em 2019, <a href="https://englishlive.ef.com/pt-br/blog/ef-epi-report-2019/">o
país novamente ocupa uma das melhores posições no ranking do EF
EPI</a>, índice que avalia a proficiência em inglês em
falantes não-nativos. Isso é bem significativo, já que países
como o Brasil, que também não tem a língua inglesa como a oficial,
apresentaram resultados bem abaixo do esperado. O sistema de ensino
sueco, que traz o ensino da língua inglesa na maioria de suas
escolas desde o primeiro ano de estudo, pode servir de exemplo para a
maneira como a educação em geral pode formar novos cidadãos.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="539" height="350" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem1-scaled.jpg" alt="" class="wp-image-4085" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem1-scaled.jpg 539w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem1-300x195.jpg 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem1-768x499.jpg 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem1-801x520.jpg 801w" sizes="(max-width: 539px) 100vw, 539px" /><figcaption> Imagem: Stanford </figcaption></figure></div>



<p>Mas há aspectos que fazem com que o sistema educacional da Suécia funcione na prática. Ele é financiado sobretudo pelos impostos dos cidadãos, com as escolas primárias e secundárias sendo administradas pelo Municípios. As universidades são responsabilidade do Estado, tendo, mesmo assim, autonomia e liberdade para uso dos recursos.</p>



<p>Os
Municípios tem como obrigação oferecer vagas em escolas para
crianças a partir dos 6 anos de idade. Poucas são as famílias que
optam por escolas particulares, já que as financiadas pelo Governo
tem ótima estrutura de salas, refeições, materiais de estudo e
transporte. Os pais tem por obrigação enviarem os seus filhos para
a escola entre os 7 e 16 anos. As crianças que apresentam algum tipo
de deficiência física ou mental também ter resguardados seus
direitos em escolas especiais. 
</p>



<p>Dentre
as reformas instituídas nos últimos anos estão a Lei de Educação
de 2011. Nesta lei foram implementadas novas formas de avaliação e
instituídos programas profissionais ou pré-universitários. São
disposições que promovem uma maior liberdade de escolha dos
estudantes, permitindo capacitações conforme suas escolhas. O
ensino está dividido nas seguintes classes:</p>



<p>&#8211;
Förskoleklass (pré-escola)</p>



<p>&#8211;
Lågstadiet (do 1º ao 3º ano)</p>



<p>&#8211;
Mellanstadiet  (do 4º ao 6º ano)</p>



<p>&#8211;
Högstadiet (do 8º ao 9º ano)</p>



<p>Além
dos horários de aula, os estudantes também tem um atendimento fora
dos horários de escola e aprendem vários programas teóricos que
irá orientá-los para suas profissões futuras. O sistema de notas é
adotado a partir do 6º ano. Desde 2011 também foram instituídas
novas maneiras de avaliar os estudos. Com notas A a E o aluno passa
de ano. Nota F indica uma reprovação ou resultado insuficiente. Os
currículos apresentam metas específicas desde o pré-escolar,
instituindo os testes obrigatórios para o 3º, 6º e 9º anos da
escola obrigatória. Esses testes são realizados para verificar o
progresso dos alunos. 
</p>



<p>O
ensino médio que vai dos 10º aos 12º é opcional e há a
possibilidade de escolher entre dezoito programas de ensino nacionais
que duram três anos e são preparatórios para o ensino superior.
Dentre as provas que avaliam o conhecimento para entrada nos
programas estão a língua sueca, o inglês e a matemática. 
</p>



<p>Em
questão de números, poucos são os alunos que não conseguem entrar
para um programa nacional, mas caso isso ocorra, eles podem entrar em
um dos cinco programas introdutórios. Depois disso podem entrar para
um programa nacional. Além dos programas já previstos na educação,
há também aqueles indicados para alunos que tenham algum tipo de
deficiência intelectual.</p>



<h1><strong>A educação em primeiro lugar</strong></h1>



<p>A
atual política de educação na Suécia é resultado de extensas
pesquisas tendo como exemplos os modelos adotados por instituições
educacionais de outros países. Dentre os países analisados estão
os <a href="https://porvir.org/6-principios-que-fazem-da-educacao-na-finlandia-um-sucesso/">modelos
de ensino da Finlândia</a>, Coréia do Sul e Holanda.
Mesmo com as melhoras, o governo sueco entende que há uma
necessidade de aumento de qualidade na leitura, ciências e
matemática. O país busca, através de suas políticas públicas,
tornar um ambiente de extrema competência e resultados.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="539" height="350" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem2-scaled.jpg" alt="" class="wp-image-4086" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem2-scaled.jpg 539w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem2-300x195.jpg 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem2-768x499.jpg 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem2-801x520.jpg 801w" sizes="(max-width: 539px) 100vw, 539px" /><figcaption> Imagem:Stratgyonline  </figcaption></figure></div>



<p>Dentre
as atitudes que ajudaram o país a se colocar entre os primeiros do
mundo está a valorização dos profissionais de educação. Os
professores tem bons salários, formações e estabilidade. Tal fato
faz com que estejam em constante atualização dos moldes de ensino e
melhorando as práticas educativas, além de ampliar o status social
dos professores. 
</p>



<p>Esse
trabalho que trará frutos a longo prazo é necessário para que se
melhorem os resultados nas pesquisas com relação a outros países.
Com isso foram ampliados os investimentos nesse setor. Há, porém
pessoas que questionam os resultados dos estudos e acham que os
mesmos somente contemplam matérias como matemática e ciências,
deixando de fora outras disciplinas que favorecem a educação e o
<a href="https://revista.acbsc.org.br/racb/article/view/375/451">desenvolvimento
intelectual e criativo</a>.</p>



<p>Apesar
de ter ótimas escolas públicas, há ainda algumas escolas
independentes, chamadas “friskola”. Elas funcionam também
através do financiamento público e seguem o mesmo currículo
nacional, dependendo seu funcionamento da aprovação prévia do
Governo. Ao todo existem cerca de 17% de escolas obrigatórias neste
molde e 33% de escolas secundárias. Um dos maiores temores com
relação a esse tipo de escola particular é por causa dos lucros
que essas possam fornecer, deixando com isso de primar pela qualidade
acima de tudo. 
</p>



<h1><strong>Ensino Superior</strong></h1>



<p>Quando falamos em ensino superior, verifica-se que a Suécia apresenta também um dos maiores níveis internacionais. É lá que são feitas <a href="https://super.abril.com.br/tudo-sobre/estudos-e-pesquisas/">pesquisas e estudos</a> que influenciam resultados no mundo inteiro. Nas faculdades o aluno é incentivado a ter liberdade com responsabilidade. Ou seja, eles são orientados por um professor em menor tempo que um aluno de outros países. Esse tempo mais livre deverá ser utilizado para estudar por sua conta.  </p>



<p>Grande
parte do financiamento do ensino superior vem do Estado e é
gratuita, existindo atualmente cerca de 20 faculdades e universidades
em vários Estados. A língua inglesa aqui ganha destaque, já que
alguns cursos são ministrados em inglês, além de algumas
disciplinas. 
</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="539" height="350" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem3-scaled.jpg" alt="" class="wp-image-4087" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem3-scaled.jpg 539w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem3-300x195.jpg 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem3-768x499.jpg 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem3-801x520.jpg 801w" sizes="(max-width: 539px) 100vw, 539px" /><figcaption> Imagem: Denver </figcaption></figure></div>



<p>Com
tamanha responsabilidade, o Governo acompanha de perto as
instituições indicando metas e propiciando recursos. O Ministério
da Educação e Pesquisa, como o próprio nome sugere, é responsável
pela Educação e pesquisa. Há ainda órgãos do governo como o
Conselho Sueco de Ensino Superior e a Autoridade Sueca de Ensino
Superior que também acompanham de perto as questões universitárias.
</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://www.youtube.com/watch?v=XfbzUfMqu-U
</div></figure>



<p>As
universidades tem total liberdade para escolher seus modelos de
ensino, mas as decisões devem ser tomadas por profissionais
qualificados e especialistas com total conhecimento científico sobre
o assunto. Os alunos também tem direito a serem ouvidos, através de
um representante.</p>



<p>Como
podemos perceber, a Educação na Suécia é tida como uma
prioridade. Desde a primeira infância são incentivadas brincadeiras
e estudos que visam o desenvolvimento físico e intelectual, ajudando
na compreensão do seu espaço e individualidades. Tanto meninas como
meninos são tratados igualmente, para que cresçam sabendo que ambos
tem a mesma importância no mundo, podendo ter as mesmas
oportunidades. E este é um modelo, sem sombra de dúvidas, para ser
seguido.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A Guerra Fria e o Mundo Bipolar</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2018/12/a-guerra-fria-e-o-mundo-bipolar.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Dec 2018 15:27:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Ásia Central e Extremo Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos e Canadá]]></category>
		<category><![CDATA[Europa de Leste]]></category>
		<category><![CDATA[Europa Ocidental]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[Sudeste Asiático e Oceania]]></category>
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					<description><![CDATA[A partir da Segunda Guerra Mundial, finalizada em 1945, a organização do espaço mundial foi bruscamente alterada. Saíram de cena as antigas potências industriais para a ascensão de duas nações com modelos político-econômicos antagônicos: os Estados Unidos da América (EUA) e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Antecedentes Até o final do século XIX, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A partir da Segunda Guerra Mundial, finalizada em 1945, a organização do espaço mundial foi bruscamente alterada. Saíram de cena as antigas potências industriais para a ascensão de duas nações com modelos político-econômicos antagônicos: os Estados Unidos da América (EUA) e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).</p>



<h2>Antecedentes</h2>



<p>Até o final do século XIX, a economia mundial era regida pela força industrial das antigas potências coloniais, como Reino Unido e França. Estas nações se sustentavam através do mantimento de um gigantesco império colonial, que se espraiava para todos os continentes.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="630" height="283" class="wp-image-3099" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imperio_britanico.png" alt="Império Britânico em 1921" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imperio_britanico.png 630w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imperio_britanico-300x135.png 300w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" />
<figcaption>Império Britânico em 1921</figcaption>
</figure>
</div>



<p>A Alemanha, todavia, conformada como um Estado Nacional tardiamente, passou a desejar a posse de colônias, como as nações rivais do continente. Este anseio expansionista, que futuramente seria focalizado na expansão dentro do próprio continente europeu através do paradigma do <em><strong>espaço vital</strong></em>, foi um dos motivos para eclosão da Primeira Guerra Mundial, em 1914, e da Segunda Guerra Mundial, em 1939.</p>



<p>A Alemanha, juntamente com o Japão, os chamados <em><strong>países do eixo</strong></em>, saíram derrotados da Segunda Guerra. No lado vencedor, os chamados <em><strong>países aliados</strong></em>, estavam EUA, URSS, Inglaterra e França. Apesar de terem vencido o conflito, URSS, Inglaterra e França tiveram suas economias prejudicadas, além de perderem contingentes militares enormes.</p>



<p>Já os EUA, embora tenham participado ativamente da Guerra, viram as batalhas ocorrerem distantes de seu território. O impacto em sua economia foi, portanto, muito pequeno. Pelo contrário, o país financiou seus aliados na Europa com armamentos e soldados. Ao fim do conflito, as antigas potências europeias haviam adquirido enorme dívida com o <em>tio sam</em>.</p>



<p>Em 1944, dada a iminência do fim do conflito, as nações aliadas se reuniram em um encontro nos EUA, que ficou conhecido como <em><strong>Conferência de Bretton Woods</strong></em>. Lá, os EUA negociaram o <em><strong>Plano Marshall</strong></em>, um pacote de auxílio financeiro aos países arrasados pela Guerra. Além disso, foram criadas diversas organizações supranacionais, que visavam o controle americano sobre a economia mundial, como o <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/11/o-fundo-monetario-internacional-fmi.html">Fundo Monetário Internacional</a> e o <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2018/12/o-banco-mundial.html">Banco Mundial</a>, além da instituição do padrão dólar-ouro, que alçou a moeda americana ao posto de base do funcionamento econômico do capitalismo.</p>



<p>Todavia, as propostas do governo americano, que almejavam o estabelecimento de sua hegemonia mundial, foram rejeitadas por um outro vencedor do conflito, que declinou inclusive do auxílio financeiro previsto pelo Plano Marshall: a União Soviética.</p>



<h3>Na URSS, uma alternativa ao Capitalismo</h3>



<p>Esta contrariedade da União Soviética ao modelo de hegemonia americana ia muito além de uma simples rivalidade entre os países.</p>



<p>Até meados de 1917, a Rússia era um país com economia agrária dominada por imperadores absolutistas, os <em><strong>czares</strong></em>. A população russa vivia sob péssimas condições, onde a fome era uma realidade muito presente e a liberdade era cerceada.</p>



<p>Este foi um terreno muito fértil para a difusão dos pensamentos do economista alemão <em><strong>Karl Marx</strong></em>, autor de obras como &#8220;Manifesto do Partido Comunista&#8221; e &#8220;O Capital&#8221;, cujas ideias refletiam o interesse de construção de uma sociedade sem classes sociais e desprovida da existência da iniciativa privada.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="233" height="296" class="wp-image-3100" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/karl-marx.png" alt="" />
<figcaption>Karl Marx, mentor do socialismo científico</figcaption>
</figure>
</div>



<p>Para o autor, inicialmente, sob o bojo das forças produtivas desenvolvidas durante o Capitalismo, seria instituído o <strong><em>Socialismo</em></strong>, fase da evolução das sociedades cujo o Estado garantia o controle da economia (economia planificada), de modo a impedir a ressurreição das forças capitalistas. Em seguida, emergiria o <strong><em>Comunismo</em></strong>, modelo onde as noções de coletividade estariam tão difundidas que a existência de um Estado controlador seria dispensável.</p>



<p>Foi então que, em outubro de 1917, liderado por <em><strong>Vladimir Ilyich Lenin</strong></em>, acontece a <strong>Revolução Russa</strong>, que solapa das bases do antigo modelo czarista e coloca o Partido Comunista no poder.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="167" height="235" class="wp-image-3101" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/lenin.png" alt="" />
<figcaption>Lenin, mentor e articulador do socialismo russo.</figcaption>
</figure>
</div>



<p>Logo, o <em>modo de produção</em> existente na URSS se opunha totalmente àquele existente &#8211; e liderado &#8211; pelos EUA. Explica, portanto, o porquê dos soviéticos terem dispensado ajuda pelo Plano Marshall. A reconstrução socialista ocorreu por vias internas e, embora tenha sido custosa, resultou na ascensão do país ao posto de potência mundial.</p>



<h2>Capitalismo vs Socialismo</h2>



<p>Com o fim da Segunda Guerra Mundial e a queda dos impérios coloniais, boa parte das antigas potências mundiais parecia ter perdido seu rumo no desenvolvimento do capitalismo mundial. Com economias desoladas, restava às mesmas se apegarem ao aporte dado pelas duas superpotências no pós-guerra &#8211; e aos seus sistemas econômicos &#8211; os EUA e a URSS.</p>



<p>Assim, na Europa, campo de batalha do conflito, ocorreu uma rápida polarização dos Estados Nacionais a um dos dois sistemas econômicos. Enquanto a Europa Ocidental (Reino Unido, França, Itália, entre outros) se alinha aos EUA, a Europa Oriental (Hungria, Romênia, Rep. Tcheca, Polônia, etc.) passa a ser a polarizada pelo socialismo soviético. Surgia o <strong><em>Mundo Bipolar</em></strong>.</p>



<p>O caso da Alemanha é particular. O país, derrotado na Segunda Guerra Mundial, foi ocupado por exércitos da Grã-Bretanha, Estados Unidos, França e União Soviética. Após o fim do conflito e o claro antagonismo entre os países do bloco, decidiu-se pela divisão do país em dois: a República Federal da Alemanha (RFA), capitalista, alinhada aos EUA e com capital em Bonn, e a República Democrática da Alemanha (RDA), socialista, alinhada à URSS e com capital em Berlim Oriental.</p>



<p>A cidade de Berlim, estando totalmente sob o lado socialista, foi igualmente dividida em Berlim Ocidental, capitalista, e Berlim Oriental, socialista. Neste caso, foi construída uma barreira física que atravessava a cidade e que virou símbolo da Guerra Fria: o <em><strong>Muro de Berlim</strong></em>.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="400" height="325" class="wp-image-3102" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/alemanha-guerra-fria.png" alt="" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/alemanha-guerra-fria.png 400w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/alemanha-guerra-fria-300x244.png 300w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" />
<figcaption>Alemanha e Berlim divididas. Modificado de User: 52 Pickup &#8211; Based on map data of the IEG-Maps project (Andreas Kunz, B. Johnen and Joachim Robert Moeschl: University of Mainz) &#8211; www.ieg-maps.uni-mainz.de, CC BY-SA 2.5.</figcaption>
</figure>
</div>



<p>Neste contexto de Europa dividida, Winston Churchill cunhou o termo <em><strong>&#8220;Cortina de Ferro&#8221;</strong></em>, que se referia à polarização do continente entre os dois sistemas econômicos.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="382" height="298" class="wp-image-3103" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cortinaferro.png" alt="" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cortinaferro.png 382w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cortinaferro-300x234.png 300w" sizes="(max-width: 382px) 100vw, 382px" />
<figcaption>Europa dividida pela Cortina de Ferro. Fonte: BigSteve &#8211; Own work, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=25580510</figcaption>
</figure>
</div>



<p>De modo similar ao que o bloco capitalista fez com o Plano Marshall, em 1949 a URSS coloca em prática o <strong><em>Conselho para Assistência Econômica Mútua (COMECON)</em></strong>, envolvendo, inicialmente, União Soviética, Alemanha Oriental, Tchecoslováquia, Polônia, Bulgária, Hungria e Romênia. O conselho objetivava a reconstrução econômica dos países afetados pela guerra, depois, com adesão de socialistas de outros continentes, se transformou em um grande conselho de ajuda mútua do mundo socialista.</p>



<p>Com objetivo de barrar o crescimento do socialismo, cuja expansão começara a ocorrer para além do continente europeu, o bloco capitalista funda, em 1949, a <em><strong>Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN)</strong></em>, uma aliança militar que envolvia os principais países alinhados aos EUA.</p>



<p>Em contrapartida e com os mesmos objetivos, o bloco soviético funda o <strong><em>Pacto de Varsóvia</em></strong>, em 1955. Além de defender os estados signatários de possíveis ataques do mundo capitalista, o Parto de Varsóvia funcionava como um mecanismo de manutenção do sistema no leste europeu.</p>



<p>A partir da expansão do socialismo para outros continentes, em especial para a Ásia, com a ascensão de um governo popular na China e na Coreia do Norte, os EUA lideram uma série de acordos para a criação de um <strong><em>&#8220;Cordão Sanitário&#8221; </em></strong>no entorno do bloco socialista. Dentre os países que participaram dos acordos, cita-se Austrália, Nova Zelândia, Japão, Turquia, Tailândia, Paquistão, <strong>Irã, Iraque</strong> e Turquia.</p>



<h3>Corrida armamentista</h3>



<p>De 1945 até 1991, período da Guerra Fria, nunca ocorreu um conflito armado que opusesse diretamente as duas nações hegemônicas. Esta &#8220;paz armada&#8221; ocorrera muito por conta do equilíbrio entre forças das duas potências.</p>



<p>Tanto EUA quanto URSS passaram a investir massivamente na indústria bélica, levando em consideração um possível conflito armado. O desenvolvimento &#8211; ou o aprimoramento &#8211; de uma tecnologia para armas nucleares era o principal objetivo das duas nações.</p>



<p>Enquanto os EUA já haviam desenvolvido bombas nucleares e, inclusive, atacado diretamente o Japão durante a Segunda Guerra, a URSS conseguiu, em 1949, testar com sucesso sua primeira bomba atômica, equalizando as capacidades de destruição de ambos os países.</p>



<p>Assim, sabendo que, caso ocorresse um ataque de alguma das parte, a outra responderia a altura, o conflito direto entre EUA e URSS acabou por não ocorrer. Caso ocorresse, a capacidade de destruição seria maior que qualquer outro conflito armado da história.</p>



<h3>Corrida espacial</h3>



<p>Não apenas no campo bélico a rivalidade entre as duas nações ocorreu. Um exemplo bastante relevante foi o caso da corrida espacial. EUA e URSS passaram a desenvolver tecnologias que possibilitassem a exploração do espaço, de modo a comprovar a superioridade de seu sistema político sobre o rival.</p>



<p>É fruto da corrida espacial importantes realizações no campo da astronomia. A URSS, por exemplo, lançou o primeiro satélite artificial em órbita, em 1957, o Sputinik I. Além disso, os socialistas levaram o primeiro ser vivo ao espaço, a cadela Laika, também em 1957, e enviaram o primeiro homem ao espaço, <em><strong>Yuri Gagarin</strong></em>, em 1961.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="253" height="330" class="wp-image-3104" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/gagarin.png" alt="" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/gagarin.png 253w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/gagarin-230x300.png 230w" sizes="(max-width: 253px) 100vw, 253px" />
<figcaption>Yuri Gagarin, primeiro homem enviado ao espaço.</figcaption>
</figure>
</div>



<p>Em 1958 é criada a Agência Espacial Americana (NASA). Dentre os principais feitos dos EUA, destaca-se a ida, pela primeira vez, do homem à lua, em 1969.</p>



<p>Esta disputa por superioridade durante a Guerra Fria não se restringiu à conquista do espaço. Um caso bastante interessante foi o da <strong><em>Corrida Esportiva</em></strong>, que confrontava, a cada quatro anos, soviéticos e americanos nos Jogos Olímpicos. Entre 1952 e 1988, foram disputados dez (10) olimpíadas, onde seis (6) foram vencidas pelos soviéticos e quatro (4) pelos americanos. Destaque às Olimpíadas de Moscou, em 1980, boicotada pelos EUA, e pelas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984, boicotada pela URSS.</p>



<h2>Guerra Fria no Terceiro Mundo</h2>



<p>A partir de 1948, algumas revoluções socialistas passam a ocorrer pelo mundo, o que levou a Guerra Fria ao plano mundial.</p>



<p>Apesar de, desde 1924 já existir um país asiático socialista, a Mongólia, os anos de 1948 e 1949 marcaram a ascensão de dois governos socialistas bastante importantes: a Coreia do Norte (1948) e a China (1949).</p>



<p>Em 1959, os EUA tem uma importante derrota na América Latina, com a Revolução Cubana, que transformou Cuba em uma nação socialista. Temendo a expansão da ideologia pelo continente, o governo americano, através da sua agência de inteligência, a CIA, passou a insuflar a ascensão de ditaduras militares de alinhamento ideológico direitista em todo o continente. Foi o que ocorreu no Brasil, na Argentina e no Chile.</p>



<p>O caso chileno é particularmente importante, pois a ascensão de um governo socialista não ocorreu através de uma revolução, mas por vias democráticas. Em 1970, <strong><em>Salvador Allende</em></strong>, identificado com os ideais socialistas, é eleito presidente do Chile. Os EUA, então, apoiou <em><strong>Augusto Pinochet</strong></em> em um golpe de Estado, que lançou o Chile numa ditadura militar que durou quase vinte (20) anos.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="457" height="275" class="wp-image-3105" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/allende.png" alt="" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/allende.png 457w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/allende-300x181.png 300w" sizes="(max-width: 457px) 100vw, 457px" />
<figcaption>Salvador Allende, à esquerda, eleito presidente do Chile em 1970, e Augusto Pinochet, à direita, que assumiu seu lugar após um golpe. Fonte: <br /><a href="http://biografias.bcn.cl/wiki/Portada">Biblioteca del Congreso Nacional de Chile</a></figcaption>
</figure>
</div>



<p>Durante as décadas de 1960 e 1970 o socialismo chegou a diversas nações da África e da Ásia, dentre elas ao Vietnã do Norte (1976), ao Iêmen do Sul (1967), ao Congo (1968), à Angola (1975), à Guiné-Bissau (1974) e à Moçambique (1975). Neste período, os antigos impérios coloniais passavam por um processo acentuado de esfacelamento, cujo resultado foi a introdução de sistemas alinhados à URSS em boa parte das nações.</p>



<p>A chegada dos socialistas ao poder em nações de antigo domínio português (Angola, Moçambique e Guiné-Bissau) não é aleatória, tendo em vista a demora de Portugal em libertar suas colônias.</p>



<h3>Conflitos no Terceiro Mundo</h3>



<p>Embora as duas superpotências não tenham entrado em conflito diretamente, ambas participaram de maneira secundária de alguns conflitos pelo mundo, sempre em lados opostos.</p>



<p>Por vezes, estes conflitos terminavam com a cisão do país em dois. Foi o que ocorreu, além do exemplo já citado da Alemanha, na Coreia, divida em Coreia do Sul, capitalista, e Coreia do Norte, socialista, e no Vietnã, dividido em Vietnã do Sul, capitalista, e Vietnã do Norte, socialista.</p>



<p>Em alguns casos, EUA e URSS apenas apoiavam partes antagônicas em conflitos regionais. Na <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/12/questao-palestina.html">disputa pela Palestina</a>, por exemplo, EUA apoiaram a causa israelense, enquanto URSS se colocou ao lado do povo palestino.</p>



<p>Na crise entre Índia e Paquistão pela <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/o-conflito-pela-caxemira.html">Caxemira</a>, o Paquistão foi apoiado pelos EUA. Já o governo indiano tinha a simpatia dos soviéticos.</p>



<h2>Dissolução do Bloco Socialista</h2>



<p>O Socialismo Soviético passou a dar sinais de desgaste durante a década de 1980. Os principais indícios de desmantelamento do sistema ocorreram no Leste Europeu, através da insurreição de alguns países da região, em alguns casos envolvendo diretamente o descontentamento dos Partidos Comunistas locais.</p>



<p>Hungria, na década de 1950, e Tchecoslováquia, nos anos 1960, foram países onde ocorreram fortes protestos contra o governo soviético apoiado pelos governos locais. O resultado, em ambos os casos, foi a dura repressão pelo exército do Pacto de Varsóvia, o que insuflou ainda mais o Leste Europeu contra o controle soviético.</p>



<p>Foi da Polônia, todavia, que o socialismo soviético sofreu o mais duro golpe. Em 1980, o líder do sindicato <em><strong>Solidariedade</strong></em>, sediado no estaleiro do Porto de Gdansk, <em><strong>Lech Walesa</strong></em>, liderou um importante levante contra o sistema dominante no país, que rapidamente se espalhou por toda a Polônia. Em 1990, Walesa, anticomunista convicto, era eleito presidente do país, sepultando o domínio socialista na região.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="157" height="210" class="wp-image-3106" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/lech.png" alt="" />
<figcaption>Lech Walesa, ex-presidente da Polônia. Fonte: <a href="https://www.flickr.com/photos/besoindair/">MEDEF</a> &#8211; <a href="https://www.flickr.com/photos/besoindair/3883972259/">Flickr</a></figcaption>
</figure>
</div>



<p>Internamente, a década de 1980 marca também mudanças estruturais na URSS, com a ascensão de <em><strong>Mikhail Gorbatchov</strong></em> ao posto máximo do Partido Comunista Soviético. Durante seu governo, foram instituídas a <em><strong>Perestroika</strong></em> e a <em><strong>Glasnost</strong></em>, que objetivavam a abertura econômica, no caso da primeira, e política, no caso da segunda. A URSS como conhecíamos deixava de existir.</p>



<p>Em 1989, ocorre a queda do Muro de Berlim<em><strong>. </strong></em>Em 1991, a União Soviética deixa de existir, desmantelada em uma série de países, como Rússia, Letônia, Lituânia, Estônia e Ucrânia. O mundo, como no fim da Segunda Guerra Mundial, via as bases de sua geopolítica se alterar profundamente. Saia de cena um mundo bipolar e ascendia um mundo multipolar, polarizado pelo capitalismo americano e por todas as suas contradições.</p>
<p>Assista também nosso vídeo sobre o assunto:</p>
<p><iframe loading="lazy" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/ys2U6FM-0sU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
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		<item>
		<title>A indústria na Itália</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Dec 2018 23:51:23 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Industrial]]></category>
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					<description><![CDATA[A Itália, antes do início das Grandes Navegações, polarizava o comércio do Oriente com o Mediterrâneo. Navegadores das cidades de Gênova e Veneza compravam as mercadorias da Ásia e vendiam para toda Europa, o que proporcionou um forte acúmulo de Capital nas cidades-Estado. Atualmente, apesar de sua elevada qualidade de vida, a Itália se apresenta [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Itália, antes do início das Grandes Navegações, polarizava o comércio do Oriente com o Mediterrâneo. Navegadores das cidades de Gênova e Veneza compravam as mercadorias da Ásia e vendiam para toda Europa, o que proporcionou um forte acúmulo de Capital nas cidades-Estado. </p>



<p>Atualmente, apesar de sua elevada qualidade de vida, a Itália se apresenta como uma potência de segundo escalão, tanto mundialmente quanto dentro do continente europeu. Conforme a ONU, o país tem a oitava economia do mundo (atrás do Brasil) e apresenta desigualdades regionais marcantes.</p>



<h2>Antecedentes</h2>



<p>Assim como a Alemanha, a Itália foi um país de unificação tardia. Até meados do século XIX, o que atualmente constitui o território italiano nada mais era que um conjunto de reinos e cidades-Estado sem uma articulação comum.</p>



<p>Assim, enquanto nações como Reino Unido e França se atiravam aos mares em busca da construção de seus impérios coloniais, que iriam futuramente oferecer matéria-prima e mercado consumidor para suas indústrias, a Itália ainda passava por um complexo processo de organização política, cuja conclusão só ocorreu em 1870.</p>



<p>Esta desarticulação do país em diferentes reinos também foi responsável pela criação de grandes desigualdades regionais. Enquanto que o norte do país, em uma faixa que envolve cidades como Gênova, Turim, Milão e Veneza, passava por um processo de industrialização, no Sul predominavam aristocracias rurais que impunham um modelo agrícola à região. O resultado foi que o sul italiano, conhecido como <em>Mezzogiorno</em>, até hoje apresenta dificuldades de inserção no Capitalismo mundial.</p>



<p>Apesar de ter sido derrotada ao lado de Japão e Alemanha na Segunda Guerra Mundial, a Itália conseguiu se reerguer através do aporte dado pelo governo dos EUA através do Plano Marshall.</p>



<h2>Localização industrial</h2>



<p>Uma característica fortemente presente na dispersão das indústrias da Itália é a sua elevada concentração no norte do país, especialmente no Vale do Rio Pó. A principal região industrial italiana fica entre as cidades de <strong>Milão, Turim e Gênova, </strong>a chamada &#8220;primeira Itália&#8221;.</p>



<p>Milão, além de ser centro financeiro e comercial do país, apresenta um parque industrial bastante diversificado, que inclui a indústria química, automobilística, mecânica, têxtil, entre outras. A cidade abriga a sede da <strong>Pirelli</strong>, importante empresa de pneus.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="480" height="355" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/pirelli.png" alt="Sede da Pirelli, em Milão. Fonte: Ema vinadio - Opera propria, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=24776766" class="wp-image-2988" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/pirelli.png 480w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/pirelli-300x222.png 300w" sizes="(max-width: 480px) 100vw, 480px" /><figcaption>Sede da Pirelli, em Milão. Fonte: Ema vinadio &#8211; Opera propria, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=24776766</figcaption></figure></div>



<p>Em Turim, a indústria automobilística é o principal segmento econômico. Na cidade, está localizada a sede da <strong>FIAT</strong>, uma das maiores fabricantes de automóveis do mundo. As proximidades de Turim ainda abrigam a sede da <strong>Olivetti</strong>, uma importante empresa de eletrônicos.</p>



<p>Já em Gênova o destaque é a indústria naval. Na cidade, localiza-se o principal porto italiano. Se destaca também a produção têxtil, eletrônica, mecânica e de tecnologia de ponta.</p>



<p>No <em>Mezzogiorno</em>, a maior relevância industrial é encontrada em Nápoles. A cidade abriga refinarias de petróleo e indústrias da construção naval. Algumas cidades do sudeste italiano, como Bari, Tarento e Brindisi, destacam-se no setor metalúrgico. </p>



<p>Por fim, é importante salientar que o território italiano é carente de recursos energéticos. O país, atualmente, importa petróleo do Oriente Médio e do Norte de África e vem apostado na energia hidrelétrica como alternativa energética.</p>
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		<item>
		<title>A indústria na França</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Dec 2018 20:02:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A França é um dos países mais industrializados do mundo, sendo um dos pioneiros da Revolução Industrial. É, atualmente, a sexta maior economia do mundo e a terceira força da Europa, atrás de Alemanha e Reino Unido. Antecedentes O grande marco da industrialização da França foi a Revolução Francesa, de 1789. Esta revolução, de caráter [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A França é um dos países mais industrializados do mundo, sendo um dos pioneiros da Revolução Industrial. É, atualmente, a sexta maior economia do mundo e a terceira força da Europa, atrás de Alemanha e Reino Unido.</p>



<h2>Antecedentes</h2>



<p>O grande marco da industrialização da França foi a Revolução Francesa, de 1789. Esta revolução, de caráter fortemente liberal, levou a burguesia ao poder e deu a ela toda a máquina estatal de subsídio aos seus interesses industrialistas.</p>



<p>Todavia, a Revolução Liberal e a posterior ascensão de Napoleão Bonaparte trouxe certa instabilidade econômica ao país, cuja industrialização só conseguiu consolidar suas bases a partir do Século XIX.</p>



<p>A industrialização estava apoiada sobre o principal combustível desta revolução: o carvão. O território francês, em geral, é desprovido de grandes reservas energéticas, o que resultou em uma concentração industrial no principal polo carbonífero de país, a região de Alsácia-Lorena, no extremo leste. Atualmente estas minas estão quase esgotadas.</p>



<p>Durante a Segunda Guerra Mundial, a proximidade do país com a principal potência do Eixo, a Alemanha, e as consequentes excursões do exército de Hitler no país, trouxeram grande devastação para sua economia. Todavia, a França conseguiu sua recuperação econômica através do forte aporte financeiro pelo governo dos EUA, através do Plano Marshall.</p>



<h2>Localização industrial</h2>



<p>As principais regiões industriais da França são as regiões de <strong>Paris, Lyon e Alsácia-Lorena.</strong></p>



<p>Paris, além da capital, é o principal centro financeiro, econômico e cultural do país. Na cidade e em seu entorno imediato estão localizadas indústrias de ramos variados, dentre os quais o automobilístico, o farmacêutico, o aeroespacial e o têxtil.</p>



<p>O ramo automobilístico é polarizado por duas grandes empresas: a <strong>Renault</strong>, com sede em Boulogne, e a <strong>Peugeot</strong>, sediada em Paris.</p>



<p>Em Lyon destacam-se as indústria têxtil e química. A indústria têxtil tem sofrido com a concorrência estrangeira, especialmente após a popularização do uso de fios sintéticos, como o <em>nylon</em>, o que levou ao fechamento de várias fábricas na região.</p>



<p>Além de Lyon, a indústria química também encontra como centro a região de Nantes, no noroeste do país. Toulouse e Bordeaux, ambas no sul, destaca-se como polos de tecnologia aeroespacial de ponta. Em Toulouse localiza-se a sede da <strong>Airbus</strong>, grande companhia do setor.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="445" height="297" class="wp-image-2984" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/toulouse.png" alt="Fábrica da Aibus, em Toulouse. Fonte: Por Bernd K - https://www.jetphotos.com/photo/7964510, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=38111436" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/toulouse.png 445w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/toulouse-300x200.png 300w" sizes="(max-width: 445px) 100vw, 445px" />
<figcaption>Fábrica da Airbus, em Toulouse. Fonte: Por Bernd K &#8211; https://www.jetphotos.com/photo/7964510, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=38111436</figcaption>
</figure>
</div>



<p>Na região de Alsácia-Lorena, ocorre um parque industrial diversificado, com predominância da indústria siderúrgica, devido a concentração de jazidas de minério de ferro no local.</p>



<p>A França apresenta duas áreas portuárias principais: a de La Havre, localizada ao norte, no litoral imediato ao Canal da Mancha, e a de Marselha, no sul, localizada as margens do Mar Mediterrâneo.</p>



<p>Como alternativa ao pouco potencial energético de seu território nacional, a França tem apostado na energia nuclear, sendo atualmente um dos países que mais faz uso deste tipo de fonte energética (80%), além da energia hidrelétrica.</p>
<p>Assista também nosso vídeo sobre o assunto:</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Espaço Industrial Francês" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/IdZUgFpudek?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
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		<item>
		<title>A indústria no Reino Unido</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2018/12/a-industria-no-reino-unido.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Dec 2018 17:18:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Europa Ocidental]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Industrial]]></category>
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					<description><![CDATA[O Reino Unido foi o primeiro país do mundo a se industrializar. Movido pela energia do carvão, o país liderou a Primeira Revolução Industrial. Atualmente, é a quinta maior economia do mundo e a segunda da Europa, onde perdeu o protagonismo para a ascensão alemã. Antecedentes Este pioneirismo inglês no tocante à indústria pode ser [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Reino Unido foi o primeiro país do mundo a se industrializar. Movido pela energia do carvão, o país liderou a Primeira Revolução Industrial. Atualmente, é a quinta maior economia do mundo e a segunda da Europa, onde perdeu o protagonismo para a ascensão alemã.</p>



<h2>Antecedentes</h2>



<p>Este pioneirismo inglês no tocante à indústria pode ser explicado por alguns motivos. Dentre eles, podemos destacar:</p>



<ul>
<li>Acumulação de Capital através do comércio de especiarias provenientes de seu grande número de colônias;</li>
<li>Instituição da Lei dos Cercamentos, que substituiu a agricultura nos moldes feudais no campo inglês pela criação de ovelhas, base para a instalação de fábricas têxteis;</li>
<li>Criação de um exército de trabalhadores de reserva, expropriados de suas terras pela Lei dos Cercamentos;</li>
<li>Abundância de carvão mineral, fonte de energia para operação das fábricas;</li>
<li>Estado favorável ao desenvolvimento industrial, através da aplicação de legislações burguesas, especialmente após a Revolução Gloriosa.</li>
</ul>



<p>Todavia, o início do século XX trouxe um revés para a potência insular europeia. Com a Segunda Revolução Industrial e a mudança da principal força energética do carvão para o petróleo, a Alemanha e os EUA foram alçados à dianteira do Capitalismo Mundial. Com seu parque industrial desatualizado e com profundas dificuldades para se adaptar à nova lógica mundial, a Inglaterra fora deixada para trás.</p>



<p>A situação foi ainda agravada após a Segunda Guerra Mundial. Além das perdas materiais e econômicas do país durante o conflito, o Pós-Guerra foi marcado por um movimento global de independências. As antigas colônias inglesas guerreavam e conquistavam suas autonomias, esfacelando o grande Império Britânico.</p>



<p>O Reino Unido dependia fortemente dos produtos agropecuários produzidos em suas colônias. Em certo ponto, países como Índia e África do Sul passaram a não conseguir sozinhos abastecer a indústria britânica, devido ao crescimento de suas populações e ao surgimento de suas primeiras iniciativas industriais. O conjunto destes fatores resultou na decadência do antigo império.</p>



<h2>Localização industrial</h2>



<p>Atualmente, as principais regiões industriais inglesas são encapsuladas pelas cidades de Londres e Birmingham, ambas no sul do país.</p>



<p>Neste novo cinturão industrial, estão localizadas indústrias de setores diversificados, como o biotecnológico, o automobilístico, o aeroespacial, o farmacêutico, o mecânico e o petroquímico.</p>



<p>A tendência no Reino Unido é, todavia, o abandono de grandes fábricas que marcaram a industrialização do país. Atualmente, surgem inúmeras indústrias de pequeno porte, localizadas em cidades menores que, através da superespecialização, estão conseguindo competir em mercado nacional e internacional.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="398" height="298" class="wp-image-2980" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/manchester.png" alt="Rio Irweel, em Manchester, antigo polo industrial do Reino Unido. Fonte: By Alex Lozupone - Own work, CC BY-SA 3.0." srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/manchester.png 398w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/manchester-300x225.png 300w" sizes="(max-width: 398px) 100vw, 398px" />
<figcaption>Rio Irweel, em Manchester, antigo polo industrial do Reino Unido. Fonte: By Alex Lozupone &#8211; Own work, CC BY-SA 3.0.</figcaption>
</figure>
</div>



<p>Anteriormente a este processo de modernização da indústria britânica, a configuração do espaço industrial do país era bastante diferente. Ainda no período de domínio do carvão, os setores têxtil, naval e siderúrgico estavam na dianteira, localizados no centro do país, entre as cidades de Liverpool e Manchester, e nos arredores de Glasgow, na Escócia. Estas áreas ficaram conhecidas como &#8220;regiões negras&#8221;.</p>



<p>Com a decadência da indústria nacional e a ascensão do eixo Londres-Birmingham, estas regiões passaram a sofrer com fortes problemas, dentre eles o desemprego, que levou a um processo de migração interna para áreas mais dinâmicas.</p>
<p>Assista também nosso vídeo sobre o assunto:</p>
<p>

</p>
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</div>
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			</item>
		<item>
		<title>A indústria na Alemanha</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2018/12/a-industria-na-alemanha.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Dec 2018 00:05:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Europa Ocidental]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Industrial]]></category>
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					<description><![CDATA[A Alemanha é a quarta maior economia do mundo, a maior da Europa e o mais importante país da União Europeia. Não por menos, o país é conhecido como &#8220;locomotiva da Europa&#8221;. Muito da vitalidade da economia alemã é proveniente da força do seu setor industrial. O país unificou-se em 1871 e, já em meados [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Alemanha é a quarta maior economia do mundo, a maior da Europa e o mais importante país da União Europeia. Não por menos, o país é conhecido como &#8220;locomotiva da Europa&#8221;.</p>



<p>Muito da vitalidade da economia alemã é proveniente da força do seu setor industrial. O país unificou-se em 1871 e, já em meados do Século XIX, era uma potência industrial, através de um modelo de industrialização conhecido como <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/modelos-de-industrializacao.html">Industrialização Tardia</a>.</p>



<h2>Antecedentes</h2>



<p>O país soube aproveitar as novas tecnologias na montagem do seu parque industrial, inaugurando, em conjunto com os EUA, a <strong>Segunda Revolução Industrial</strong>. Enquanto isso, as nações industrialmente já consolidadas, em especial a Inglaterra, estavam presas ao seu parque já desatualizado, com tecnologias do século anterior, sendo rapidamente deixadas para trás na lógica do Capitalismo global.</p>



<p>Além disso, a Alemanha se beneficiou do seu Estado protecionista. O país foi berço de teorias como a da Indústria Infante, de Friedrich List, que preconizava que o Estado deveria proteger e fomentar setores industriais nascentes no país.</p>



<p>Todavia, os interesses expansionistas do país levaram a Alemanha ao enfrentamento de duas guerras mundiais, onde em ambas saiu derrotada. Estas derrotas, além de onerar a indústria nacional, levou a divisão da nação em duas: a República Federal da Alemanha (RFA), capitalista, e a República Democrática Alemã (RDA), socialista.</p>



<p>Após o fim da Guerra Fria e a unificação do país, em 1990, o abismo criado entre as duas nações ficou claro. Enquanto a RFA, aportada nos auxílios do Plano Marshall, desenvolveu uma indústria forte e aos moldes capitalistas, a RDA apresentava um parque industrial antigo e incapaz de concorrer em mercado mundial. O resultado disso foi a criação de importantes desigualdades regionais no país.</p>



<h2>Localização industrial</h2>



<p>A principal região industrial da Alemanha é o <strong>Vale do Rio Ruhr</strong>, localizado o extremo oeste do país, envolvendo cidades como Dortmund, Gelsenkirchen e Essen. A região se destaca em diversos setores, dentre os quais a produção de aço, de armas (setor bélico), petroquímico, automobilístico e eletroeletrônico. Muitos destes setores apresentam vigor também em outras áreas do espaço industrial alemão.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="317" height="233" class="wp-image-2976" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/volks.png" alt="Sede da Volkswagen, em Wolfsburg. Fonte: Por Vanellus Foto - Obra do próprio, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=26546707" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/volks.png 317w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/volks-300x221.png 300w" sizes="(max-width: 317px) 100vw, 317px" />
<figcaption>Sede da Volkswagen, em Wolfsburg. Fonte: Por Vanellus Foto &#8211; Obra do próprio, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=26546707</figcaption>
</figure>
</div>



<p>O setor automobilístico está concentrado no oeste do país, em uma faixa que vai desde a Baviera até a Baixa Saxônia. Os principais polos são as cidades de Wolfsburg (Baixa Saxônia), onde está localizada a sede da <strong>Volkswagen</strong>, Stuttgart (Baden-Wurttembeg), onde encontra-se a montadora <strong>Daimler AG/Mercedes-Benz</strong> e Munique (Baviera), sede da <strong>BMW</strong>.</p>



<p>Já a indústria química é forte em todo Vale do Ruhr. Destaque a <strong>Bayer</strong>, gigante farmacêutica, que tem sua sede em Leverkusen</p>



<p>No setor eletroeletrônico, a Alemanha abriga gigantes do mercado, dentre as quais a <strong>Siemens</strong> e a <strong>AEG</strong>. O setor tinha grande importância na região de Berlim, mas migrou para o sul do país após a Segunda Guerra. Algumas cidades da Alemanha Oriental, como Dresden, também apresentam certa força no setor.</p>



<p>Por fim, destaque ao setor naval, concentrado em Hamburgo, no norte do país junto a foz do Rio Elba, onde localiza-se o principal porto alemão, e em Bremen.</p>
<p>Assista também nosso vídeo sobre o assunto:</p>
<p>

</p>
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</div>
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		<item>
		<title>Espanha &#8211; Características gerais, clima, relevo e hidrografia</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2018/05/espanha-caracteristicas-gerais-clima-relevo-e-hidrografia.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 May 2018 22:06:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Climatologia]]></category>
		<category><![CDATA[Europa Ocidental]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geomorfologia]]></category>
		<category><![CDATA[Hidrografia]]></category>
		<category><![CDATA[Países em foco]]></category>
		<category><![CDATA[clima da espanha]]></category>
		<category><![CDATA[geografia da espanha]]></category>
		<category><![CDATA[hidrografia da espanha]]></category>
		<category><![CDATA[relevo da espanha]]></category>
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					<description><![CDATA[Características Gerais Capital: Madrid; Área: 505.991 km²; Moeda: Euro; População: 46,4 milhões de habitantes (2017); Densidade Demográfica: 92,2 hab./km²; PIB: 1,2 trilhão; Idioma: Espanhol. Relevo O território espanhol é predominantemente marcado por elevações, estando a maior parte inserido sobre um planalto, conhecido como Meseta Central. Este platô é cortado em sentido leste-oeste pela Serra Central. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_2775" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2775" loading="lazy" class="size-medium wp-image-2775" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/05/640px-Flag_of_Spain.svg-300x200.png" alt="Bandeira da Espanha" width="300" height="200" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/05/640px-Flag_of_Spain.svg-300x200.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/05/640px-Flag_of_Spain.svg.png 640w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-2775" class="wp-caption-text">Bandeira da Espanha</p></div></p>
<h4>Características Gerais</h4>
<p>Capital: Madrid;<br />
Área: 505.991 km²;<br />
Moeda: Euro;<br />
População: 46,4 milhões de habitantes (2017);<br />
Densidade Demográfica: 92,2 hab./km²;<br />
PIB: 1,2 trilhão;<br />
Idioma: Espanhol.</p>
<h4>Relevo</h4>
<p style="text-align: justify;">O território espanhol é predominantemente marcado por elevações, estando a maior parte inserido sobre um planalto, conhecido como Meseta Central.</p>
<p style="text-align: justify;">Este platô é cortado em sentido leste-oeste pela Serra Central. Já perto da planície do rio Ebro, a Serra Central se liga com a Cordilheira Ibérica, esta última que se inclina em sentido noroeste-sudeste.</p>
<p><img loading="lazy" class="size-medium wp-image-2904 aligncenter" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/10/espanha-relevo_2-300x203.png" alt="" width="300" height="203" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/10/espanha-relevo_2-300x203.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/10/espanha-relevo_2-768x519.png 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/10/espanha-relevo_2.png 799w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<p style="text-align: center;">Relevo da Espanha. Fonte: <a href="http://www.studentsoftheworld.info/sites/country/spain.php?Page=23">http://www.studentsoftheworld.info/sites/country/sp</a></p>
<p style="text-align: justify;">Nos limites da Meseta Central, encontramos outras cordilheiras importantes. São elas: a Cordilheira Cantábrica, na região da Galícia, a noroeste, e a Cordilheira Baética, do sul.</p>
<p style="text-align: justify;">A Cordilheira Baética mergulha sob o Mar Mediterrâneo, emergindo há alguns quilômetros da costa e formando as Ilhas Baleares.</p>
<p style="text-align: justify;">Já na divisa com a França, sobe a cadeia de montanhas do Pirineus.</p>
<p style="text-align: justify;">As depressões ocorrem nas redondezas dos rios Ebro (entre Cordilheira Ibérica e Pirineus) e Guadalquivir (entre a Cordilheira Baética e a Sierra Morena).</p>
<p style="text-align: justify;">As planícies costeiras têm extensão reduzida, atingindo maior relevância na comunidade autônoma de Valência.</p>
<h4>Clima</h4>
<p style="text-align: justify;">A Espanha apresenta uma quantidade relativamente elevada de tipos climáticos em seu território.</p>
<p style="text-align: justify;">Isto pode ser explicado pela conformação do relevo, onde as cadeias de montanhas criam regiões de sombra de chuvas, similar ao que acontece no Sertão Nordestino com o Planalto da Borborema, e pelo tamanho da Península Ibérica, que possibilita a existência de climas oceânicos e continentais.</p>
<p style="text-align: justify;">Na faixa norte do país, entre a Catalunha e a Galícia, predomina um clima temperado úmido, com índices pluviométricos elevados. Corresponde ao clima Cfb na classificação climática de Koppen.</p>
<p style="text-align: justify;">Fora desta zona, todavia, os índices pluviométricos costumam ser muito baixos.</p>
<p style="text-align: justify;">A região central e sudeste do país, mais precisamente as regiões de Castilla-la-Mancha, Valência, Murcia e o sul de Aragão, apresenta um clima notadamente árido e quente (BSk).</p>
<p style="text-align: justify;">Este clima é em boa parte sustentado pela existência de uma corrente de ar quente e seca que é barrada pela Cordilheira Cantábrica e pelos Pirineus, ficando presa em território espanhol durante o verão.</p>
<p style="text-align: justify;">A maior parte da Andaluzia, bem como uma estreita faixa que vai do centro ao oeste do país (noroeste de Castilla-la-Mancha até a Extremadura), é caracterizada por um clima temperado com verões quentes (Csa).</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, de Castilla y León até a Galícia, predomina um clima temperado com verões temperados (Csb).</p>
<p style="text-align: justify;">Os climas não-montanhosos espanhóis são notadamente influenciados pela continentalidade.</p>
<h4>Hidrografia</h4>
<p style="text-align: justify;">A hidrografia ibérica é, quando consideramos o número de rios e sua extensão, bem desenvolvida.</p>
<p><div id="attachment_2903" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2903" loading="lazy" class="wp-image-2903 size-medium" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Spain-basins_3-300x234.png" alt="Principais Bacias Hidrográficas da Espanha. Por FDV – Obra do próprio, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=3787551" width="300" height="234" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Spain-basins_3-300x234.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/10/Spain-basins_3.png 503w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-2903" class="wp-caption-text">Principais Bacias Hidrográficas da Espanha. Por FDV – Obra do próprio, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=3787551</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">Podemos dividir as bacias hidrográficas espanholas em dois grandes grupos. O primeiro drena para o Oceano Atlântico, e engloba os principais rios do país. São eles: o Tejo (1.007 km), o Douro (895 km), o Guadiana (818 km) e o Guadalquivir (657 km). Todos, com exceção do último, têm sua foz em Portugal.</p>
<p style="text-align: justify;">Já o segundo grupo corresponde aos rios que drenam para o Mar Mediterrâneo. Esta rede hidrográfica é, todavia, bem mais pobre, especialmente por este rios atravessarem as regiões mais secas da Meseta.</p>
<p style="text-align: justify;">A exceção deste grupo fica pelo Rio Ebro, com 909 km, nascendo na Cordilheira Cantábrica e desaguando na província de Tarragona, entre Barcelona e Valência.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, apesar de ter alguns dos maiores rios da Europa, a Península Ibérica é drenada por rios, em geral, com pouco volume anual e com regimes irregulares.</p>
<p style="text-align: justify;">A maior exceção a esta regra é o Rio Ebro, que apresenta um fluxo elevado, de aproximadamente 540 metros cúbicos por segundo. Esta característica ocorre por conta da constante alimentação do rio pelo degelo dos Pirineus e pelas constantes chuvas nesta área do país.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Holanda &#8211; Características gerais, clima, relevo e hidrografia</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2018/02/holanda-caracteristicas-gerais-clima-relevo-e-hidrografia.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Feb 2018 21:40:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Climatologia]]></category>
		<category><![CDATA[Europa Ocidental]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geomorfologia]]></category>
		<category><![CDATA[Hidrografia]]></category>
		<category><![CDATA[Países em foco]]></category>
		<category><![CDATA[características gerais da holanda]]></category>
		<category><![CDATA[clima da holanda]]></category>
		<category><![CDATA[geografia da holanda]]></category>
		<category><![CDATA[geografia física da holanda]]></category>
		<category><![CDATA[hidrografia da holanda]]></category>
		<category><![CDATA[relevo da holanda]]></category>
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					<description><![CDATA[Características Gerais Capital: Amsterdã; Área: 41.500 km²; Moeda: Euro; População: 17,1 milhões de habitantes (2017); Densidade Demográfica: 405,6 hab./km²; PIB: 880,3 bilhões; Idioma: Holandês. Relevo A Holanda apresenta um relevo muito plano, com cerca de um quarto do seu território abaixo do nível do mar. Se não fossem as obras de canalização e a construção [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_2711" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2711" loading="lazy" class="size-medium wp-image-2711" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/02/holanda-band-300x199.png" alt="Bandeira da Holanda" width="300" height="199" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/02/holanda-band-300x199.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/02/holanda-band-768x509.png 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/02/holanda-band.png 864w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-2711" class="wp-caption-text">Bandeira da Holanda</p></div></p>
<h4>Características Gerais</h4>
<p>Capital: Amsterdã;<br />
Área: 41.500 km²;<br />
Moeda: Euro;<br />
População: 17,1 milhões de habitantes (2017);<br />
Densidade Demográfica: 405,6 hab./km²;<br />
PIB: 880,3 bilhões;<br />
Idioma: Holandês.</p>
<h4>Relevo</h4>
<p style="text-align: justify;">A Holanda apresenta um relevo muito plano, com cerca de um quarto do seu território abaixo do nível do mar.</p>
<p style="text-align: justify;">Se não fossem as obras de canalização e a construção de diques desde a Idade Média, boa parte do país, incluindo as regiões mais industrializadas, estariam debaixo d&#8217;água.</p>
<p style="text-align: justify;">Cerca de 15% da área total do país (6.500 km²) foi recuperada do mar pelas obras de drenagem. Em tais áreas, conhecidas como <em>Polders,</em> a drenagem é constante e é feita através de moinhos de vento, hoje patrimônios pela UNESCO. São regiões utilizadas para agricultura ou para ocupação.</p>
<p><div id="attachment_2712" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2712" loading="lazy" class="size-medium wp-image-2712" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/02/polder-300x200.png" alt="Pôlder" width="300" height="200" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/02/polder-300x200.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/02/polder-768x512.png 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/02/polder.png 525w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-2712" class="wp-caption-text">Pôlder. Por Martina Nolte, Lizenz</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">É apenas no sul do país que o relevo holandês atinge mais de 100 metros. O ponto mais alto é o Monte Vaalserberg, que chega apenas a 322 metros de altitude.</p>
<h4>Clima</h4>
<p style="text-align: justify;">A Holanda apresenta a peculiaridade de estar entre dois importantes <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2016/12/circulacao-geral-da-atmosfera.html">centros de ação</a>: a baixa da Islândia e a alta dos Açores.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, o país se coloca em uma posição onde massas de ar quentes e frias se chocam, causando instabilidade e nebulosidade. Estima-se que o país tenha menos de um mês de tempo aberto por ano, geralmente concentrados na primavera, enquanto outono e verões costumam ter os maiores índices pluviométricos.</p>
<p style="text-align: justify;">Somado a isto, o relevo plano do país favorece a circulação dos ventos, especialmente os vindos do oeste e do sul. Os ventos deste último quadrante, porém, costumam ser freados pelas elevações austrais holandesas.</p>
<p style="text-align: justify;">Acerca das temperaturas, elas costumam não ser muito rígidas, com verões não muito quentes e invernos amenos. A ação da Corrente do Golfo, que leva as águas quentes da Flórida e do México para o oeste europeu, tem papel fundamental na regulação climática do país.</p>
<h4>Hidrografia</h4>
<p style="text-align: justify;">A drenagem das águas holandesa foi, em boa parte, desenhada pelo homem desde a Alta Idade Média através da construção de diques e canais.</p>
<p style="text-align: justify;">A principal feição litorânea do país, o Golfo Zuiderzee, foi formado após uma inundação de áreas planas e pantanosas pelas águas do Mar do Norte, entre os anos 250 e 600 d.C. Anteriormente, a região se constituía como um estuário do Rio Reno.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre 1927 e 1932, com o objeto de impedir um novo avanço do mar na região mais industrializada do país, onde, inclusive, se localiza a capital Amsterdã, foi construído o dique Afsluitdijk, de 32 quilômetros de comprimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Este dique transformou o Zuiderzee em um grande lago, o IJsselmeer, o separando do Waddenzee, este último compreendido entre o dique e as Ilhas Frísias.</p>
<p><div id="attachment_2916" style="width: 545px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2916" loading="lazy" class="wp-image-2916 size-full" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/10/zui_0.png" alt="Golfo Zuiderzee e dique Afsluitdijk" width="535" height="401" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/10/zui_0.png 535w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/10/zui_0-300x225.png 300w" sizes="(max-width: 535px) 100vw, 535px" /><p id="caption-attachment-2916" class="wp-caption-text">Golfo Zuiderzee e dique Afsluitdijk</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">A construção do Afsluitdijk permitiu a formação de quatro pôlderes (Wieringermeer, North East, South Flevoland Polder e East Flevoland Polder), que totalizam juntos mais de 1.700 km².</p>
<p style="text-align: justify;">Os principais rios do país são o Reno, o Waal e o Mosa, todos correndo de leste para oeste e desembocando no sudoeste holandês, onde se localiza a importante cidade portuária de Roterdã.</p>
<p style="text-align: justify;">O Reno nasce nos Alpes suíços, dobrando para oeste assim que entra no território da Holanda.</p>
<p style="text-align: justify;">O Waal é um defluente do Reno, formado na região de fronteira com a Alemanha.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, o Mosa nasce em território francês, se curvando a oeste em região próxima ao Reno.</p>
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		<title>Política agrícola comum europeia (PAC)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Feb 2016 01:41:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Europa Ocidental]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Rural]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[A partir da criação dos primeiros blocos antecessores à União Europeia, como o BENELUX e o CECA, já era possível perceber um interesse das nações do continente em formar uma integração em diversas áreas da economia. Com a agricultura, não foi diferente. Em 1961, ainda durante a vigência da Comunidade Econômica Europeia, foi colocado em [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A partir da criação dos primeiros blocos antecessores à União Europeia, como o BENELUX e o CECA, já era possível perceber um interesse das nações do continente em formar uma integração em diversas áreas da economia. Com a agricultura, não foi diferente.</p>
<p>Em 1961, ainda durante a vigência da Comunidade Econômica Europeia, foi colocado em prática um programa que objetivava unificar as políticas agrícolas dos países membros, eliminando as barreiras alfandegárias de exportação e importação entre as nações do grupo e unificando os preços do comércio com o exterior.</p>
<p>Assim sendo, a PAC (Política Agrícola Comum), como ficou conhecido o projeto, caracteriza-se como um protecionismo que visa garantir os lucros do mercado agrícola europeu. A principal justificativa para sua criação foi a alta no preço das terras para cultivo dos fazendeiros do continente. O crescimento demográfico e o rápido ritmo de urbanização supervalorizou o preço do solo cultivável, ameaçando a concorrência do setor primário europeu com o restante do mundo.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://1.bp.blogspot.com/-1zJaIJpN_ic/VsZx0mWKipI/AAAAAAAADDY/YXfv-XXUNaQ/s1600/ue.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/02/ue.jpg" width="320" height="296" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Por fdecomite &#8211; European flagUploaded by tm, CC BY 2.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=27906957</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>As políticas da PAC estendem-se a diversos setores da agricultura. Entre eles, podemos citar:</p>
<ul>
<li>Garantir a produção alimentícia em quantidade o suficiente para toda a Europa;</li>
<li>Apoiar os pequenos e médios agricultores e as comunidade agrícolas;</li>
<li>Auxiliar na modernização da agricultura;</li>
<li>Proteger os produtores rurais contra a variação dos preços e crises econômicas, através de subsídios;</li>
<li>Garantir a proteção e a qualidade dos alimentos;</li>
<li>Seguir técnicas agroecológicas que garantam um equilíbrio com o meio ambiente.</li>
</ul>
<p>Para dar sustentação às práticas da PAC, foi criado o Fundo Europeu de Orientação e Garantia Agrícola, o FEOGA. Este sistema é dividido em dois ramos. O primeiro, o FEOGA Orientação, é centrado em oferecer subsídios aos agricultores com o objetivo de controlar os preços. O outro, é o FEOGA Garantia, que foca em programas para o aprimoramento de técnicas agrícolas.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://4.bp.blogspot.com/-HMJWwCbYvrc/VsZyEyAkMRI/AAAAAAAADDg/SL5Lkcypt_c/s1600/bene.png"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/02/bene.png" width="320" height="209" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Principais países beneficiados pela PAC em 2004</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Nos últimos anos, porém, a PAC vem sofrendo diversas alterações. Primeiramente, porque ela precisava se adaptar às novas formas de globalização informacional. Segundo por conta das críticas dos países não-desenvolvidos à OMC (Organização Mundial do Comércio) pelo protecionismo europeu que impedia a livre concorrência com outras nações.</p>
<p><b>Produção agrícola europeia</b></p>
<p>Uma política especial para a agricultura na Europa se faz importante devido ao controle do continente na produção de diversos gêneros agrícolas. A boa disponibilidade de solos somada com a constante mecanização no campo faz da agricultura europeia uma das mais viáveis do mundo.</p>
<p>Um dos grandes destaques do setor no continente é a produção de cereais, que se beneficia do fértil solo <i>tchernozion</i>, na Ucrânia, líder na produção de trigo. Destacam-se também Alemanha, França, Itália e Rússia. Outros cereais como o centeio, a aveia e a cevada também adquirem importância no cenário europeu. O centeio é usado na produção de pães, a aveia na alimentação do gado e a cevada na produção de cerveja.</p>
<p>Países de clima mediterrâneo como Portugal, Espanha, França e Itália destacam-se na produção de azeite e vinho. Alguns produtos são exclusivos, por fatores climáticos e pedológicos, desta região, garantindo o monopólio em seu cultivo e posições avantajadas no comércio mundial.</p>
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