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	<title>Geografia Geral &#8211; Geografia Opinativa</title>
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	<title>Geografia Geral &#8211; Geografia Opinativa</title>
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		<title>Marrocos: Características gerais, relevo, clima e hidrografia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2020 00:04:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Climatologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Características Gerais Capital: Rabat;Área: 446,5 mil km²;Moeda: Dirrã;População: 35 milhões de habitantes (2019);Densidade Demográfica: 73 hab./km²;PIB: 103 bilhões (nominal);Idioma: Árabe e Berbere. Relevo O relevo marroquino é, em geral, elevado, com uma média de altitude de cerca de 800 metros. Duas cadeias de montanhas destacam-se na paisagem do país. No extremo norte, temos as Montanhas [&#8230;]]]></description>
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<h2>Características Gerais</h2>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-medium"><img width="300" height="199" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandeira-300x199.png" alt="Bandeira do Marrocos." class="wp-image-4719" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandeira-300x199.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandeira-768x509.png 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandeira.png 923w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption>Bandeira do Marrocos.</figcaption></figure></div>



<p>Capital: Rabat;<br>Área: 446,5 mil km²;<br>Moeda: Dirrã;<br>População: 35 milhões de habitantes (2019);<br>Densidade Demográfica: 73 hab./km²;<br>PIB: 103 bilhões (nominal);<br>Idioma: Árabe e Berbere.</p>



<h2>Relevo</h2>



<p>O relevo marroquino é, em geral, elevado, com uma média de altitude de cerca de 800 metros.</p>



<p>Duas cadeias de montanhas destacam-se na paisagem do país. No extremo norte, temos as <strong>Montanhas Rif</strong>, que segue a costa mediterrânea do Marrocos.</p>



<p>É uma continuidade do Sistema Bético, terras altas encontradas na península Ibérica, que há 3 milhões de anos estava ao território marroquino ligado.</p>



<p>As Montanhas Rif atingem seu cume no Monte Tidirhine, com 2.450 metros.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="566" height="278" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/relevo_marrocos.png" alt="Relevo do Marrocos." class="wp-image-4716" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/relevo_marrocos.png 566w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/relevo_marrocos-300x147.png 300w" sizes="(max-width: 566px) 100vw, 566px" /><figcaption>Relevo do Marrocos.</figcaption></figure></div>



<p>A <strong>Cordilheira do Atlas</strong> é a principal cadeia de montanhas do país, rasgando o território nacional em seu centro. É composta por três estruturas principais.</p>



<p>A principal delas é o <strong>Alto Atlas</strong>, que inicia-se na costa atlântica do país e segue a leste com leve inclinação ao norte. É onde encontramos as maiores altitudes do país, que facilmente ultrapassam os 2.000 metros. O ponto mais alto do Marrocos fica nesta cordilheira: é o <strong>Monte Toubkal</strong>, com 4.165 metros.</p>



<p>O <strong>Médio Atlas</strong> tem altitudes um pouco menores, chegando a 3.300 metros. Parte do centro do Alto Atlas e segue em sentido nordeste.</p>



<p>Já o <strong>Anti-Atlas </strong>segue ao sul mais ou menos paralelo ao Alto Atlas e chega até o Atlântico. Entre as duas cadeias de montanhas, temos o abrupto vale do Rio Suz.</p>



<p>Mas não apenas de montanhas que é constituído o território marroquino.</p>



<p>Entre o Médio Atlas e as Montanhas Rif, temos o <strong>vale de Taza</strong>, que permite a ligação entre leste e oeste do país. É onde corta, inclusive, uma importante rodovia, que liga Rabat a Oujda.</p>



<p>Seguindo a leste, a partir de Taza, temos como destaque a <strong>Bacia do Rio Moulouya</strong>, marcada pela aridez e por ser o limite noroeste do Saara. Já na fronteira com a Argélia, sobem terras elevadas, conhecidas como <strong>Alto Planalto</strong>, chegando a 1.300 metros.</p>



<p>À oeste do Médio Atlas e ao sul das Montanhas Rif, encontramos a <strong>planície aluvial do Rio Cebu</strong>, importante área fértil do país.</p>



<p>No Centro-Oeste do país, ao sul do vale do Rio Cebu, temos uma sequência de terras altas conhecidas como <strong>Planalto Marroquino</strong>.</p>



<h2>Clima</h2>



<p>O Marrocos é um país bastante diverso do ponto de vista climático. O norte do país, em geral, apresenta um <strong>clima mediterrâneo</strong>, muito similar do sul da península Ibérica.</p>



<p>Conforme classificação climática de Koppen, este é o clima Csa, clima meditarrâneo quente.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="441" height="381" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/marrocos_koppen.png" alt="Climas do Marrocos conforme classificação climática de Koppen." class="wp-image-4715" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/marrocos_koppen.png 441w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/marrocos_koppen-300x259.png 300w" sizes="(max-width: 441px) 100vw, 441px" /><figcaption>Climas do Marrocos conforme classificação climática de Koppen. Ali Zafan.</figcaption></figure></div>



<p>Apesar disso, a costa atlântica do Marrocos apresenta temperaturas moderadas, mesmo no verão, por conta da influência da Corrente das Canárias.</p>



<p>Nas cidades costeiras do norte do país, as temperatruas variam de 18 a 28°C no verão. Todavia, entre a primavera e o verão, um vento quente proveniente do Saara &#8211; <strong>sharqī</strong> &#8211; pode atravessar as montanhas e elevar as temperaturas das planícies para acima de 40°C.</p>



<p>No inverno, o efeito da maritimidade faz com que as cidades litorâneas tenham temperaturas mais amenas, entre 8 e 17°C.</p>



<p>Nas terras baixas do interior do país, a sudeste do Atlas, porém, a situação é bem diferente. No verão, a temperatura média é de 35°C, enquanto no inverno podem registrar valores abaixo de zero.</p>



<p>A pluviosidade também varia bastante conforme latitude e altitude.</p>



<p>Nas planícies costeiras do norte do país, a média de chuvas é de 800 mm na altura do vale do Cebu, chegando a 200 mm no vale do Suz, mais ao sul. No extremo-sul, tem-se um cenário de profunda aridez.</p>



<p>As montanhas do Atlas criam uma importante sombra sobre as áreas ao sul, impedindo as nuvens de chuva de chegarem lá.</p>



<p>Conforme as altitudes aumentam, os índices pluviométricos também são maiores. Nas Montanhas Rif, por exemplo, chove 2.030 mm ao ano, enquanto que no Alto Atlas &#8211; mais ao sul, onde os índices pluviométricos em geral são menores &#8211; chove 760 mm.</p>



<h2>Hidrografia</h2>



<p>A organização espacial das montanhas no Marrocos marcam o modo como os rios correm pelo território. Por receberem nuvens de chuva carregadas, é na encosta noroeste do Atlas onde nascem os principais rios perenes marroquinos, desembocando no Oceano Atlântico.</p>



<p>O rio Cebu é o com maior volume de águas no país. Nasce no Médio Atlas, seguindo a norte até a altura de Fez e depois para oeste, desembocando em Mehdiya.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-medium"><img loading="lazy" width="300" height="243" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio-cebu-300x243.png" alt="Rio Cebu, principal do Marrocos." class="wp-image-4717" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio-cebu-300x243.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio-cebu.png 695w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption>Rio Cebu, principal do Marrocos. Sting.</figcaption></figure></div>



<p>Tem 450 km de extensão e drena uma importante área agrícola do país, onde se produz azeitona, arroz, trigo, beterraba, uva e frutas cítricas. Na bacia hidrográfica ainda localiza-se a hidrelétrica de El-Kansera.</p>



<p>Na foz do rio localiza-se o importante porto de Kenitra.</p>



<p>Na faixa noroeste do Atlas Central nasce o rio Moulouya, único dos importantes rios do país que desagua no Mar Mediterrâneo. Tem 515 km de extensão.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="563" height="436" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio-moulouya.png" alt="Bacia do Rio Moulouya." class="wp-image-4718" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio-moulouya.png 563w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio-moulouya-300x232.png 300w" sizes="(max-width: 563px) 100vw, 563px" /><figcaption>Bacia do Rio Moulouya. Tekken, Kropp (2012).</figcaption></figure></div>



<p>O maior rio marroquino, todavia, é intermitente e nasce na face sudeste do Alto Atlas. O Rio Drá tem 1.100 km de extensão a corre a sul até tangenciar a fronteira com a Argélia. Desemboca no Atlântico.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-medium"><img loading="lazy" width="300" height="205" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_dra-300x205.png" alt="Rio Drá." class="wp-image-4714" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_dra-300x205.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_dra.png 546w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption>Rio Drá. OpenStreetMaps.</figcaption></figure></div>



<p>A fachada leste do Atlas ainda drena alguns córregos que fluem para o Saara, como o Guir, o Rheris e o Ziz.</p>



<p>A fachada norte das Montanhas Rif também drenam alguns córregos curtos que desaguram no Mediterrâneo.</p>
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		<title>Ucrânia: Características gerais, relevo, clima e hidrografia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2020 16:02:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Características Gerais Capital: Kiev;Área: 603,6 mil km²;Moeda: Grívnia;População: 42 milhões de habitantes (2019);Densidade Demográfica: 76 hab./km²;PIB: 175 bilhões (nominal);Idioma: Ucraniano. Relevo Se partirmos em uma viagem pela Ucrânia entrando no país através de seus vizinhos de oeste, como Polônia e Eslováquia, encontraremos logo após a fronteira os pontos mais altos do país. Estendendo-se através de [&#8230;]]]></description>
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<h2>Características Gerais</h2>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="344" height="215" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandeira-1.png" alt="Bandeira da Ucrânia" class="wp-image-4689" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandeira-1.png 344w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandeira-1-300x188.png 300w" sizes="(max-width: 344px) 100vw, 344px" /><figcaption>Bandeira da Ucrânia</figcaption></figure></div>



<p>Capital: Kiev;<br>Área: 603,6 mil km²;<br>Moeda: Grívnia;<br>População: 42 milhões de habitantes (2019);<br>Densidade Demográfica: 76 hab./km²;<br>PIB: 175 bilhões (nominal);<br>Idioma: Ucraniano.</p>



<h2>Relevo</h2>



<p>Se partirmos em uma viagem pela Ucrânia entrando no país através de seus vizinhos de oeste, como Polônia e Eslováquia, encontraremos logo após a fronteira os pontos mais altos do país.</p>



<p>Estendendo-se através de 240 km, as montanhas da região dos Cárpatos Ucranianos alcançam entre 600 e 2.000 metros, chegando a 2.060 metros no Monte Hoverla, ponto mais alto do país.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="501" height="343" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/relevo-ucrania.png" alt="Relevo ucraniano" class="wp-image-4690" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/relevo-ucrania.png 501w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/relevo-ucrania-300x205.png 300w" sizes="(max-width: 501px) 100vw, 501px" /><figcaption>Relevo ucraniano. Wikipedia Commons,</figcaption></figure></div>



<p>Continuando o caminho ao leste e atravessando o Rio Pivdennyi Buh (Rio Bug Meridional), encontramos um planalto de terras pouco elevadas. É o Planalto de Dnieper, dissecado por rios, vales e gargantas que atingem até 300 metros de profundidade.</p>



<p>Se aproximando do Rio Dnieper, os índices altimétricos reduzem e chegamos à planície de Dnieper, importante feição altimétrica que corta a Ucrânia de norte a sul.</p>



<p>Ao sul, entre o Mar Negro e o Mar de Azov, se estende outra planície, ligada a anterior pelo trajeto do Rio Dnieper. É a Planície do Mar Negro.</p>



<p>Por fim, no extremo leste do país, próximo a fronteira com a Rússia, novamente se eleva um planalto de baixa altitude, alcançando em média 300 metros.</p>



<h2>Clima</h2>



<p>Conforme classificação climática de Koppen, os climas ucranianos se encaixam no grupo D, isto é, Continental e Subártico.</p>



<p>As regiões mais próximas ao Mar Negro são de clima Dfa, clima úmido de verão quente.</p>



<p>Já o centro e o norte do país apresentam clima Dfb, úmido de verão fresco.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="479" height="336" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/clima.png" alt="Tipos climáticos da Ucrânia conforme classificação de Koppen" class="wp-image-4693" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/clima.png 479w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/clima-300x210.png 300w" sizes="(max-width: 479px) 100vw, 479px" /><figcaption>Tipos climáticos da Ucrânia conforme classificação de Koppen. Ali Zifan.</figcaption></figure></div>



<p>A Ucrânia tem um clima influenciado pelas correntes quentes e úmidas do Oceano Atlântico, que faz com que as temperaturas não sejam tão baixas quanto esperado pela localização geográfica. A média anual de temperatura no centro e no norte do país é de 5,5 a 7°C, enquanto no sul é de 11 a 13°C.</p>



<p>Ainda, existe uma variação de temperatura longitudinal. Invernos no oeste são em geral mais leves que o oeste. Já os verões são mais quentes no leste que no oeste.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="648" height="206" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/donetksy_clima.png" alt="Variação média mensal da temperatura em Donetsky. Google." class="wp-image-4694" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/donetksy_clima.png 648w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/donetksy_clima-300x95.png 300w" sizes="(max-width: 648px) 100vw, 648px" /><figcaption>Variação média mensal da temperatura em Donetsk, sudeste do país. Google.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="646" height="207" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/lviv_clima.png" alt="Variação média mensal da temperatura em Lviv. Google." class="wp-image-4695" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/lviv_clima.png 646w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/lviv_clima-300x96.png 300w" sizes="(max-width: 646px) 100vw, 646px" /><figcaption>Variação média mensal da temperatura em Lviv, noroeste do país. Google.</figcaption></figure>



<p>Já as precipitações são concentradas nos meses mais quentes e bastante desiguais geograficamente. As regiões dos Cárpatos (oeste) são as que mais recebem precipitação (1.200 mm anuais), enquanto as planícies do Mar Negro (sul) são as menos chuvosas (400 mm).</p>



<h2>Hidrografia</h2>



<p>Os rios ucranianos, em geral, nascem nas regiões norte e noroeste do país (Cárpatos) e desembocam no Mar Negro ou no Mar de Azov.</p>



<p>O principal e maior rio do país é o <strong>Dnieper</strong>, que nasce na Rússia e atravessa o território da Bielorússia antes de cortar a Ucrânia, até ter sua foz no Mar Negro. É muito utilizado para produção de energia elétrica, contando com muitas hidrelétricas e barragens.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="349" height="362" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bacia_hidro_dnipro.png" alt="Bacia Hidrográfica do Rio Dnipro. Francis McLloyd." class="wp-image-4692" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bacia_hidro_dnipro.png 349w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bacia_hidro_dnipro-289x300.png 289w" sizes="(max-width: 349px) 100vw, 349px" /><figcaption>Bacia Hidrográfica do Rio Dnieper. Francis McLloyd.</figcaption></figure></div>



<p>Tem 2.200 km de extensão, onde quase 1.000 estão na Ucrânia, e recebe as águas de mais de 50% do território nacional.</p>



<p>Já o <strong>Rio Bug Meridional </strong>nasce nos Cárpatos Ucranianos e corre diagonalmente até desembocar no Mar Negro. É o segundo mais longo do país e o maior totalmente ucraniano.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="396" height="275" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_bug.png" alt="Rio Bug." class="wp-image-4696" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_bug.png 396w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_bug-300x208.png 300w" sizes="(max-width: 396px) 100vw, 396px" /><figcaption>Rio Bug. Naudotojas.</figcaption></figure></div>



<p>O<strong> Rio Dniester</strong> nasce também nos Cárpatos Ucranianos, adentrando o território da Moldária e voltando para a Ucrânia para desembocar no Mar Negro. Tem uma extensão de aproximadamente 1.300 km.</p>



<p>No leste do país, destaque para o<strong> rio Donets</strong>, afluente do Rio Don, que desagua no Mar de Azov.</p>



<p>Um dos rios mais longos da Europa, o <strong>rio Danúbio</strong>, também tem sua foz na Ucrânia.</p>
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		<title>Qual significado, afinal, das cores da bandeira do Brasil?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 May 2020 21:21:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
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					<description><![CDATA[A bandeira do Brasil é composta pelas cores verde, amarelo, azul e branco. Você já deve ter ouvido várias teorias sobre o significado dessas cores, mas qual delas é a correta? Bem, a resposta para isto pode não ser tão simples quanto parece. A primeira vez que o Brasil adotou o verde-amarelo como cores nacionais [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A bandeira do Brasil é composta pelas cores verde, amarelo, azul e branco. Você já deve ter ouvido várias teorias sobre o significado dessas cores, mas qual delas é a correta?</p>



<p>Bem, a resposta para isto pode não ser tão simples quanto parece. A primeira vez que o Brasil adotou o verde-amarelo como cores nacionais foi com a independência de 1822.</p>



<p>A bandeira do Império do Brasil, que surgiu a partir daí, era constituída por um retângulo verde e um losango amarelo. No meio, o brasão imperial. Era, na verdade, uma adaptação da bandeira do Príncipe Real do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, cargo na época ocupado por Dom Pedro I. A diferença entre as duas bandeiras é a coroa, que foi substituída.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="502" height="350" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/bandeira_imperio.png" alt="Bandeira do Brasil Império" class="wp-image-5433" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/bandeira_imperio.png 502w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/bandeira_imperio-300x209.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/bandeira_imperio-768x536.png 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/bandeira_imperio-745x520.png 745w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2021/01/bandeira_imperio-400x280.png 400w" sizes="(max-width: 502px) 100vw, 502px" /><figcaption>Bandeira do Brasil Império</figcaption></figure></div>



<p>O desenho foi criado por<strong> Jean Baptiste Debret</strong> e era inspirado nas insígnias militares francesas no período da revolução e de Napoleão.</p>



<p>Todavia, o decreto que institucionalizou a bandeira imperial em 1822 não fazia qualquer alusão ao significado das cores. Um decreto posterior, todavia, descreveu que o estandarte nacional <em>&#8220;(…) será composto das cores emblemáticas — verde de primavera e amarelo d&#8217;ouro”</em>.</p>



<p>Em 1823, um agente brasileiro, ao descrever ao príncipe do Império Austríaco a bandeira brasileira, utiliza pela primeira vez uma comparação com os símbolos de duas casas europeias: a casa de Bragança, de Dom Pedro I, e a casa dos Habsburgo, de Dona Leopoldina.</p>



<p>O verde é a cor dos dragões que dão suporte ao brasão dos Bragança. Já o amarelo é a cor predominante no escudo dos Habsburgo.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="200" height="185" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/05/brasao_braganca.png" alt="" class="wp-image-4658"/><figcaption>Brasão da casa dos Habsburgo. Verde era a cor dos dragões, suportes do brasão.</figcaption></figure></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="190" height="209" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/05/brasao_habsburgo.png" alt="" class="wp-image-4659"/><figcaption>Brasão da casa dos Habsburgo. Amarelo é a cor predominante.</figcaption></figure></div>



<p>Em 1889, com a proclamação da República do Brasil, as cores de casas imperiais no principal símbolo nacional não faziam mais sentido. Mas o losango amarelo sobre o retângulo verde já estavam estabelecidos como cores nacionais no imaginário nacional. Tentar mudar isso já não era mais possível.</p>



<p>Isto pode ser visto no decreto que instituiu a nova bandeira.</p>



<p><em>“Considerando que as cores da nossa antiga bandeira recordam as lutas e vitórias gloriosas do Exército e da Armada na defesa da Pátria.</em></p>



<p><em>[&#8230;]</em></p>



<p><em>A bandeira adotada pela República mantém a tradição das antigas cores nacionais – verde e amarela – do seguinte modo: um losango amarelo em campo verde, tendo no meio a esfera celeste azul, atravessada por uma zona branca”</em></p>



<p>Isto ilustra o por que tentativas de mudar a forma e as cores nacionais não deram certo.</p>



<p>Então, difundiu-se que o verde da bandeira republicana faria referência às florestas, enquanto o amarelo às riquezas minerais, em destaque ao ouro. Seria, na prática, uma <strong>ressignificação</strong> dos mesmos tons de cores que já eram símbolos nacionais.</p>



<p>Mas,&nbsp; nenhum decreto de fato mudou o significado das cores da bandeira. O que ocorreu foi, no imaginário popular, uma relação do verde com as florestas e do amarelo com o ouro, talvez influenciado por frases de Dom Pedro I, que se referia as cores como representantes da<em> “riqueza e da primavera eterna do Brasil”</em>.</p>



<p>Então, não há, legalmente dentro da república, nem associação do verde-amarelo com as casas reais europeias, nem com as riquezas naturais brasileiras. Criou-se, somente, um imaginário entorno de cores que transformaram-se em símbolos indissociáveis à cultura nacional.</p>
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		<item>
		<title>Todos os países da União Europeia usam o Euro?</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2020/02/todos-os-paises-da-uniao-europeia-usam-o-euro.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Feb 2020 19:19:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Europa de Leste]]></category>
		<category><![CDATA[Europa Ocidental]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
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					<description><![CDATA[Não. Zona do Euro, nome dado ao conjunto de países-membros do bloco europeu que adotam o Euro como moeda, e União Europeia (UE) não são sinônimos. Atualmente, a União Europeia é composta por 27 países-membros, já considerando a recente saída do Reino Unido. Já a Zona do Euro engloba 19 países. Ocorrem, então, dois casos. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Não. Zona do Euro, nome dado ao conjunto de países-membros do bloco europeu que adotam o Euro como moeda, e União Europeia (UE) não são sinônimos.</p>



<p>Atualmente, a União Europeia é composta por 27 países-membros, já considerando a recente saída do Reino Unido.</p>



<p>Já a Zona do Euro engloba 19 países.</p>



<p>Ocorrem, então, dois casos. O primeiro, de países-membros da UE que não utilizam a moeda única do bloco. O segundo, de países não-membros da União Europeia, mas que usam o euro, unilateralmente ou não. Os casos são espacializados na figura abaixo.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="400" height="400" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/zona_euro-1.png" alt="Zona do Euro" class="wp-image-4315" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/zona_euro-1.png 400w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/zona_euro-1-300x300.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/zona_euro-1-150x150.png 150w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/zona_euro-1-120x120.png 120w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /><figcaption>Zona do Euro</figcaption></figure></div>



<h2>Caso 1: Países-membros da UE, mas que não utilizam o Euro</h2>



<p>Teoricamente, <em>quase</em> todos os países-membros da UE são obrigados a adotarem a moeda única do bloco, conforme definido no Tratado de Maastricht.</p>



<p>Todavia, muitos países que entraram recentemente ainda estão em processo de adesão ao euro e não cumpriram com integridade aos chamados &#8220;Princípios de Convergência&#8221;.</p>



<p>É o caso dos seguintes países:</p>



<ul><li>Bulgária (utiliza o Lev);</li><li>Polônia (utiliza o Zloty);</li><li>Romênia (utiliza o Leu);</li><li>Hungria (utiliza o Florin);</li><li>Croácia (utiliza a Kuna);</li><li>Tchéquia (utiliza a Coroa).</li></ul>



<p>Os Princípios de Convergência são:</p>



<ul><li>Estabilidade de preços;</li><li>Finanças públicas sólidas;</li><li>Estabilidade na taxa de câmbio;</li><li>Taxa de juros de longo prazo.</li></ul>



<p>Assim, quando estes países atingirem com integridade os critérios estabelecidos e estes sejam publicados nos relatórios de convergência elaborados a cada dois anos pela Comissão Europeia e pelo Banco Central Europeu, serão obrigados a integrarem-se na Zona do Euro.</p>



<p>Todavia, existem aqui duas exceções: Dinamarca e Suécia.</p>



<p>A Dinamarca, conforme definido no Tratado de Maastricht, rejeitado pela população em 1992, não é obrigada a aderir à moeda única. Adere somente em caso de voto parlamentar ou de referendo popular favorável.</p>



<p>Já a Suécia encontrou uma manobra legal para continuar não utilizando o euro, moeda rejeitada pela população em referendo realizado em 2003. A Coroa Sueca não integra o Mecanismo Europeu de Taxas de Câmbio (MTC II), o que, teoricamente, impede o país de cumprir com os critérios de convergência.</p>



<h2>Caso 2: Países que não fazem parte da UE, mas utilizam o Euro</h2>



<p>Existem dois sub-grupos neste caso: os países que usam o euro com acordo com a União Europeia e os países que o fazem unilateralmente.</p>



<p>O primeiro grupo inclui as micronações do continente europeu que, dada suas pequenas populações, não são aptas a aderir à UE, mas sempre utilizaram as moedas dos países maiores vizinhos.</p>



<p>É o caso do Vaticano e de San Marino, que utilizavam a lira italiana, de Mônaco, que utilizava o franco monegasco, e de Andorra, que utilizava o franco francês e a peseta espanhola.</p>



<p>Também há alguns Estados que aderiram ao euro como moeda, mas o fazem unilateralmente, sem acordo formal. São em geral países de economia mais frágil.</p>



<p>É o caso de Kosovo e Montenegro, que antes do surgimento da UE utilizavam o marco alemão, e o Zimbábue, que suspendeu a adoção de sua moeda e passou a utilizar o dólar americano e o euro.</p>



<p>Assim, fica mais claro que Zona do Euro e União Europeia não são sinônimos. Todavia, a adoção do euro é obrigatória, com exceção de Dinamarca e Suécia. Como a Comissão Europeia não impõe prazos para a adoção, os países-membros do bloco que utilizam outra moeda podem arrastar o processo de transição por muitos anos. </p>
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		<title>Romênia: Características gerais, relevo, clima e hidrografia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Feb 2020 17:55:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Europa de Leste]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[Características Gerais Capital: Bucareste;Área: 238,3 mil km²;Moeda: Leu;População: 19,6 milhões de habitantes (2017);Densidade Demográfica: 93 hab./km²;PIB: 202,4 milhões;Idioma: Romeno. Relevo O relevo romeno é dividido por duas paisagens fisiogeográficas bem marcadas: as montanhas e terras altas dos Cárpatos e as planícies do Danúbio e do Walachian. Os Cárpatos são uma cadeia de montanhas que atravessam [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="550" height="367" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/ro.png" alt="" class="wp-image-4298" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/ro.png 550w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/ro-300x200.png 300w" sizes="(max-width: 550px) 100vw, 550px" /><figcaption>Bandeira da Romênia</figcaption></figure></div>



<h2>Características Gerais</h2>



<p>Capital: Bucareste;<br>Área: 238,3 mil km²;<br>Moeda: Leu;<br>População: 19,6 milhões de habitantes (2017);<br>Densidade Demográfica: 93 hab./km²;<br>PIB: 202,4 milhões;<br>Idioma: Romeno.</p>



<h2>Relevo</h2>



<p>O relevo romeno é dividido por duas paisagens fisiogeográficas bem marcadas: as montanhas e terras altas dos Cárpatos e as planícies do Danúbio e do Walachian.</p>



<p>Os Cárpatos são uma cadeia de montanhas que atravessam Tchéquia, Eslováquia, Polônia e Ucrânia, além da Romênia.</p>



<p>Em território romeno, é dividida em Cárpatos Meridionais, Cárpatos Ocidentais e Cárpatos Orientais.</p>



<p>Os Cárpatos Orientais estendem-se da fronteira com a Ucrânia até a região central do país (vale do rio Prahova). Atingem uma altura máxima de 2.300 metros nas Montanhas Rodna.</p>



<p>Os Cárpatos Meridionais, também conhecidos como Alpes da Transilvânia, atravessam a região central do país até a fronteira com a Bulgária e com a Sérvia.</p>



<p>São compostos por rochas vulcânicas e atingem a altitude máxima nas Montanhas Făgăra em 2.500 metros.</p>



<p>Já os Cárpatos Ocidentais compõem uma cadeia descontínua de montanhas em sentido norte-sul cortadas por vales, como o do Rio Bistra. </p>



<p>Localizado entre as cadeias de montanhas mais proeminentes dos Cárpatos, está o Planalto da Transilvânia, com altitude média de 350 metros.</p>



<p>Ainda, ocorrem dois planaltos de importância no país: o Planalto da Moldávia, a nordeste, e o Planalto da Dobruja, a leste, próximo ao Mar Negro.</p>



<p>Já as planícies ocorrem na Romênia no sudeste e no sul. </p>



<p>A planície de Walachian é a principal do país. É onde localiza-se a capital, Bucareste, e também as mais importantes zonas agrícolas da Romênia.</p>



<h2>Clima</h2>



<p>O clima da Romênia varia entre os climas temperados (tipo C da classificação de Köppen) e continentais e subárticos (tipo D da mesma classificação).</p>



<p>Os climas temperados ocorrem nas planícies do oeste, sul e sudeste do país. Variam entre o clima oceânico (Cfb) e o úmido sub-tropical (Cfa). </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="312" height="350" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/koppen_romania.png" alt="Climas da Romênia conforme classificação climática de Koppen" class="wp-image-4702" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/koppen_romania.png 312w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/koppen_romania-267x300.png 267w" sizes="(max-width: 312px) 100vw, 312px" /><figcaption>Climas da Romênia conforme classificação climática de Koppen</figcaption></figure></div>



<p>Já os climas continentais, mais frios, ocorrem nas áreas mais altas dos Cárpatos. Variam entre o Clima continental úmido de verão fresco (Dfb), majoritário, e os climas subártico (Dfc) e até clima de Tundra nas regiões de pico.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" width="709" height="356" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/romania_temperatures.png" alt="Temperatura Média na Romênia" class="wp-image-4300" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/romania_temperatures.png 709w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/romania_temperatures-300x151.png 300w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption>Temperatura Média na Romênia</figcaption></figure></div>



<p>Ainda, na região de Dobruja, ocorre um clima semiárido frio (BSk), com precipitação média anual de 400mm.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="705" height="377" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/precipitation_romania-1.png" alt="Precipitação na Romênia" class="wp-image-4303" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/precipitation_romania-1.png 705w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/precipitation_romania-1-300x160.png 300w" sizes="(max-width: 705px) 100vw, 705px" /><figcaption>Precipitação na Romênia</figcaption></figure>



<h2>Hidrografia</h2>



<p>Os rios da Romênia, em geral, nascem nas maiores altitudes dos Cárpatos e desembocam no Rio Danúbio, na fronteira com a Hungria.</p>



<p>Com 2.850 km de comprimento, o Rio Danúbio é o segundo maior da Europa. </p>



<p>Nasce na Floresta Negra, na Alemanha, e corta Áustria, Eslováquia (onde atravessa a mancha urbana da capital, Bratislava), Hungria (onde corta Budapeste), Croácia, Sérvia (passa pela capital, Belgrado), Bulgária, Moldávia e Ucrânia, além da Romênia. Tem sua foz no Mar Negro.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" width="640" height="282" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2014/04/danubio.png" alt="Rio Danúbio" class="wp-image-886" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2014/04/danubio.png 640w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2014/04/danubio-300x132.png 300w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /><figcaption>Rio Danúbio. <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Donau-Karte.png">Wikimedia</a>.</figcaption></figure></div>



<p>O maior tributário do Danúbio que corta porção considerável do território romeno é o Rio Prut. </p>



<p>O Rio Prut tem 953 km de comprimento e nasce nos Cárpatos ucranianos, compondo a fronteira entre Romênia e Moldávia até sua foz no Danúbio na altura da cidade de Galați.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="520" height="350" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_prut.png" alt="Rio Prut" class="wp-image-4701" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_prut.png 520w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_prut-300x202.png 300w" sizes="(max-width: 520px) 100vw, 520px" /><figcaption>Rio Prut. Wikimedia.</figcaption></figure></div>



<p>O Rio Mureș tem 789 km de comprimento e nasce nos Cárpatos Orientais e segue em sentido leste, até desaguar no rio Tisza, na Hungria.</p>



<p>O Rio Siret tem 706 km de extensão, nascendo nos Cárpatos ucranianos e desaguando nas proximidades da cidade de Galați.</p>



<p>Por fim, o Rio Olt, de grande importância por cortar a região central do país,  nasce nos Cárpatos Orientais, nas montanhas Hășmaș, desaguando no Danúbio. Tem 615 km de extensão.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="522" height="350" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_olt.png" alt="Rio Olt" class="wp-image-4703" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_olt.png 522w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_olt-300x201.png 300w" sizes="(max-width: 522px) 100vw, 522px" /><figcaption>Rio Olt. Wikimedia.</figcaption></figure></div>



<p>Os rios romenos apresentam grande potencial hidrelétrico, embora a maior parte dele encontra-se ainda inexplorado pela insuficiência técnica.</p>
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		<item>
		<title>Árabe e Persa: idiomas &#8216;irmãos&#8217;, mas diferentes</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2020/02/arabe-e-persa-idiomas-irmaos-mas-diferentes.html</link>
					<comments>https://www.geografiaopinativa.com.br/2020/02/arabe-e-persa-idiomas-irmaos-mas-diferentes.html#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Feb 2020 22:19:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Norte da África]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente Médio]]></category>
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					<description><![CDATA[No Ocidente, é comum a confusão entre os termos árabe e muçulmano. E, países cuja maioria da população segue o islã, logo são entendidos como árabes. Mas esta associação é totalmente equívoca, como explicamos em &#8220;A diferença entre árabes e muçulmanos&#8221;. O caso mais simbólico é o do Irã. Importante país do Oriente Médio, os [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>No Ocidente, é comum a confusão entre os termos árabe e muçulmano. E, países cuja maioria da população segue o islã, logo são entendidos como árabes.</p>



<p>Mas esta associação é totalmente equívoca, como explicamos em <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/02/a-diferenca-entre-arabes-e-muculmanos.html">&#8220;A diferença entre árabes e muçulmanos&#8221;</a>.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="550" height="309" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/souk-1627045_640-scaled.jpg" alt="" class="wp-image-4291" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/souk-1627045_640-scaled.jpg 550w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/souk-1627045_640-300x169.jpg 300w" sizes="(max-width: 550px) 100vw, 550px" /><figcaption>O Oriente Médio é diverso, etnicamente e linguisticamente. Imagem de <a href="https://pixabay.com/pt/users/TheUjulala-59978/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=1627045">TheUjulala</a> por <a href="https://pixabay.com/pt/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=1627045">Pixabay</a></figcaption></figure></div>



<p>O caso mais simbólico é o do Irã. Importante país do Oriente Médio, os iranianos não são etnicamente árabes, tampouco falam o idioma dos vizinhos: o idioma lá é o persa.</p>



<p>A confusão é ainda maior pois ambos os idiomas (árabe e persa) usam o alfabeto árabe. </p>



<p>Da mesma forma que o português, o inglês, o czaque e o turco usam o mesmo alfabeto &#8211; o latino, tendo raízes muito distintas, persa e árabe compartilham do mesmo sistema de letras.</p>



<p>Abaixo, veja como é escrito a palavra &#8220;Geografia&#8221; em árabe e em persa, respectivamente:</p>



<p class="has-text-align-center"><strong>جغرافية   &#8211;   جغرافیا</strong></p>



<p>Não só a grafia é diferente, como também um falante de árabe não entende um falante do persa &#8211; e vice-versa.</p>



<p>Outro detalhe é que, apesar de usarem o mesmo alfabeto, árabe e persa têm raízes distintas.</p>



<p>Enquanto que o persa é uma língua indo-europeia (o que, teoricamente, o aproxima de idiomas como o português e o inglês), o árabe é um idioma afro-asiático. </p>



<p>Isto deve-se ao fato de que o tipo de alfabeto utilizado pelo idioma não significa similaridade genética do mesmo.</p>



<p>Idiomas como o turco e o czaque já utilizaram o alfabeto árabe, e posteriormente trocaram para o alfabeto latino (o czaque, inclusive, usa atualmente o alfabeto cilírico).</p>



<p>Da mesma forma que o húngaro e o inglês se utilizam ao alfabeto latino, mas tem raízes genéticas totalmente diferentes.</p>



<p>Portanto, devemos sempre ter em mente a diversidade linguística existem além dos idiomas ocidentais, bem como as diversidades étnicas. Isto ajuda a diminuir preconceitos e a entender outras culturas.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.geografiaopinativa.com.br/2020/02/arabe-e-persa-idiomas-irmaos-mas-diferentes.html/feed</wfw:commentRss>
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			</item>
		<item>
		<title>Porque o Sistema de educação da Suécia é um dos melhores do mundo</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2019/12/porque-o-sistema-de-educacao-da-suecia-e-um-dos-melhores-do-mundo.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Dec 2019 10:51:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Europa Ocidental]]></category>
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					<description><![CDATA[A Suécia tem um dos sistemas de educação mais modernos do mundo, primando pela autonomia e altos investimentos. Os resultados são visíveis. Em 2019, o país novamente ocupa uma das melhores posições no ranking do EF EPI, índice que avalia a proficiência em inglês em falantes não-nativos. Isso é bem significativo, já que países como [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>
A Suécia tem um dos sistemas de educação mais modernos do mundo,
primando pela autonomia e altos investimentos. Os resultados são
visíveis. Em 2019, <a href="https://englishlive.ef.com/pt-br/blog/ef-epi-report-2019/">o
país novamente ocupa uma das melhores posições no ranking do EF
EPI</a>, índice que avalia a proficiência em inglês em
falantes não-nativos. Isso é bem significativo, já que países
como o Brasil, que também não tem a língua inglesa como a oficial,
apresentaram resultados bem abaixo do esperado. O sistema de ensino
sueco, que traz o ensino da língua inglesa na maioria de suas
escolas desde o primeiro ano de estudo, pode servir de exemplo para a
maneira como a educação em geral pode formar novos cidadãos.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="539" height="350" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem1-scaled.jpg" alt="" class="wp-image-4085" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem1-scaled.jpg 539w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem1-300x195.jpg 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem1-768x499.jpg 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem1-801x520.jpg 801w" sizes="(max-width: 539px) 100vw, 539px" /><figcaption> Imagem: Stanford </figcaption></figure></div>



<p>Mas há aspectos que fazem com que o sistema educacional da Suécia funcione na prática. Ele é financiado sobretudo pelos impostos dos cidadãos, com as escolas primárias e secundárias sendo administradas pelo Municípios. As universidades são responsabilidade do Estado, tendo, mesmo assim, autonomia e liberdade para uso dos recursos.</p>



<p>Os
Municípios tem como obrigação oferecer vagas em escolas para
crianças a partir dos 6 anos de idade. Poucas são as famílias que
optam por escolas particulares, já que as financiadas pelo Governo
tem ótima estrutura de salas, refeições, materiais de estudo e
transporte. Os pais tem por obrigação enviarem os seus filhos para
a escola entre os 7 e 16 anos. As crianças que apresentam algum tipo
de deficiência física ou mental também ter resguardados seus
direitos em escolas especiais. 
</p>



<p>Dentre
as reformas instituídas nos últimos anos estão a Lei de Educação
de 2011. Nesta lei foram implementadas novas formas de avaliação e
instituídos programas profissionais ou pré-universitários. São
disposições que promovem uma maior liberdade de escolha dos
estudantes, permitindo capacitações conforme suas escolhas. O
ensino está dividido nas seguintes classes:</p>



<p>&#8211;
Förskoleklass (pré-escola)</p>



<p>&#8211;
Lågstadiet (do 1º ao 3º ano)</p>



<p>&#8211;
Mellanstadiet  (do 4º ao 6º ano)</p>



<p>&#8211;
Högstadiet (do 8º ao 9º ano)</p>



<p>Além
dos horários de aula, os estudantes também tem um atendimento fora
dos horários de escola e aprendem vários programas teóricos que
irá orientá-los para suas profissões futuras. O sistema de notas é
adotado a partir do 6º ano. Desde 2011 também foram instituídas
novas maneiras de avaliar os estudos. Com notas A a E o aluno passa
de ano. Nota F indica uma reprovação ou resultado insuficiente. Os
currículos apresentam metas específicas desde o pré-escolar,
instituindo os testes obrigatórios para o 3º, 6º e 9º anos da
escola obrigatória. Esses testes são realizados para verificar o
progresso dos alunos. 
</p>



<p>O
ensino médio que vai dos 10º aos 12º é opcional e há a
possibilidade de escolher entre dezoito programas de ensino nacionais
que duram três anos e são preparatórios para o ensino superior.
Dentre as provas que avaliam o conhecimento para entrada nos
programas estão a língua sueca, o inglês e a matemática. 
</p>



<p>Em
questão de números, poucos são os alunos que não conseguem entrar
para um programa nacional, mas caso isso ocorra, eles podem entrar em
um dos cinco programas introdutórios. Depois disso podem entrar para
um programa nacional. Além dos programas já previstos na educação,
há também aqueles indicados para alunos que tenham algum tipo de
deficiência intelectual.</p>



<h1><strong>A educação em primeiro lugar</strong></h1>



<p>A
atual política de educação na Suécia é resultado de extensas
pesquisas tendo como exemplos os modelos adotados por instituições
educacionais de outros países. Dentre os países analisados estão
os <a href="https://porvir.org/6-principios-que-fazem-da-educacao-na-finlandia-um-sucesso/">modelos
de ensino da Finlândia</a>, Coréia do Sul e Holanda.
Mesmo com as melhoras, o governo sueco entende que há uma
necessidade de aumento de qualidade na leitura, ciências e
matemática. O país busca, através de suas políticas públicas,
tornar um ambiente de extrema competência e resultados.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="539" height="350" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem2-scaled.jpg" alt="" class="wp-image-4086" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem2-scaled.jpg 539w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem2-300x195.jpg 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem2-768x499.jpg 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem2-801x520.jpg 801w" sizes="(max-width: 539px) 100vw, 539px" /><figcaption> Imagem:Stratgyonline  </figcaption></figure></div>



<p>Dentre
as atitudes que ajudaram o país a se colocar entre os primeiros do
mundo está a valorização dos profissionais de educação. Os
professores tem bons salários, formações e estabilidade. Tal fato
faz com que estejam em constante atualização dos moldes de ensino e
melhorando as práticas educativas, além de ampliar o status social
dos professores. 
</p>



<p>Esse
trabalho que trará frutos a longo prazo é necessário para que se
melhorem os resultados nas pesquisas com relação a outros países.
Com isso foram ampliados os investimentos nesse setor. Há, porém
pessoas que questionam os resultados dos estudos e acham que os
mesmos somente contemplam matérias como matemática e ciências,
deixando de fora outras disciplinas que favorecem a educação e o
<a href="https://revista.acbsc.org.br/racb/article/view/375/451">desenvolvimento
intelectual e criativo</a>.</p>



<p>Apesar
de ter ótimas escolas públicas, há ainda algumas escolas
independentes, chamadas “friskola”. Elas funcionam também
através do financiamento público e seguem o mesmo currículo
nacional, dependendo seu funcionamento da aprovação prévia do
Governo. Ao todo existem cerca de 17% de escolas obrigatórias neste
molde e 33% de escolas secundárias. Um dos maiores temores com
relação a esse tipo de escola particular é por causa dos lucros
que essas possam fornecer, deixando com isso de primar pela qualidade
acima de tudo. 
</p>



<h1><strong>Ensino Superior</strong></h1>



<p>Quando falamos em ensino superior, verifica-se que a Suécia apresenta também um dos maiores níveis internacionais. É lá que são feitas <a href="https://super.abril.com.br/tudo-sobre/estudos-e-pesquisas/">pesquisas e estudos</a> que influenciam resultados no mundo inteiro. Nas faculdades o aluno é incentivado a ter liberdade com responsabilidade. Ou seja, eles são orientados por um professor em menor tempo que um aluno de outros países. Esse tempo mais livre deverá ser utilizado para estudar por sua conta.  </p>



<p>Grande
parte do financiamento do ensino superior vem do Estado e é
gratuita, existindo atualmente cerca de 20 faculdades e universidades
em vários Estados. A língua inglesa aqui ganha destaque, já que
alguns cursos são ministrados em inglês, além de algumas
disciplinas. 
</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="539" height="350" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem3-scaled.jpg" alt="" class="wp-image-4087" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem3-scaled.jpg 539w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem3-300x195.jpg 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem3-768x499.jpg 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/12/imagem3-801x520.jpg 801w" sizes="(max-width: 539px) 100vw, 539px" /><figcaption> Imagem: Denver </figcaption></figure></div>



<p>Com
tamanha responsabilidade, o Governo acompanha de perto as
instituições indicando metas e propiciando recursos. O Ministério
da Educação e Pesquisa, como o próprio nome sugere, é responsável
pela Educação e pesquisa. Há ainda órgãos do governo como o
Conselho Sueco de Ensino Superior e a Autoridade Sueca de Ensino
Superior que também acompanham de perto as questões universitárias.
</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://www.youtube.com/watch?v=XfbzUfMqu-U
</div></figure>



<p>As
universidades tem total liberdade para escolher seus modelos de
ensino, mas as decisões devem ser tomadas por profissionais
qualificados e especialistas com total conhecimento científico sobre
o assunto. Os alunos também tem direito a serem ouvidos, através de
um representante.</p>



<p>Como
podemos perceber, a Educação na Suécia é tida como uma
prioridade. Desde a primeira infância são incentivadas brincadeiras
e estudos que visam o desenvolvimento físico e intelectual, ajudando
na compreensão do seu espaço e individualidades. Tanto meninas como
meninos são tratados igualmente, para que cresçam sabendo que ambos
tem a mesma importância no mundo, podendo ter as mesmas
oportunidades. E este é um modelo, sem sombra de dúvidas, para ser
seguido.</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Tigres Asiáticos</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2019/06/tigres-asiaticos-2.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Jun 2019 19:29:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ásia Central e Extremo Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[do Comércio e Serviços]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Industrial]]></category>
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					<description><![CDATA[Tigres Asiáticos é a denominação dada a um conjunto de países do leste da Ásia cuja industrialização aconteceu tardiamente, através da formação de plataformas de exportação. São eles: Coreia do Sul, Taiwan, Hong Kong e Singapura. Conforme discutimos em post anterior, as industrializações tardias, que ocorreram na periferia do sistema capitalista, ocorreram por duas modalidades: [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Tigres Asiáticos é a denominação dada a um conjunto de países do leste da Ásia cuja industrialização aconteceu tardiamente, através da formação de plataformas de exportação. São eles: Coreia do Sul, Taiwan, Hong Kong e Singapura.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="269" height="428" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/06/Captura-de-tela-de-2019-06-03-19-18-01.png" alt="" class="wp-image-3722" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/06/Captura-de-tela-de-2019-06-03-19-18-01.png 269w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/06/Captura-de-tela-de-2019-06-03-19-18-01-189x300.png 189w" sizes="(max-width: 269px) 100vw, 269px" /><figcaption>Localizados no extremo oriente, os Tigres Asiáticos passaram por um crescimento econômico muito forte entre os anos 60 e 90. Por Wikimedia https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=48801666</figcaption></figure></div>



<p>Conforme discutimos em <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2019/02/industrializacao-no-mundo-subdesenvolvido-substituicao-de-importacoes-e-plataformas-de-exportacao.html">post anterior</a>, as industrializações tardias, que ocorreram na periferia do sistema capitalista, ocorreram por duas modalidades: via Substituição de Importações e via Plataforma de Exportação.</p>



<p>No primeiro caso, inclui-se países como Brasil, México, Argentina, Índia e África do Sul. São países cuja industrialização ocorreu voltada para o <strong>mercado interno</strong>, no intuito de produzir internamente o que antes era importado, em momento de recessão da economia global.</p>



<p>Já o segundo grupo inclui os Tigres Asiáticos, países que, com pequeno mercado consumidor e poucos recursos naturais a serem explorados, industrializaram-se para o <strong>mercado externo</strong>, isto é, para a venda de produtos para o exterior.</p>



<p>A seguir, discutiremos as principais características deste segundo grupo de países, quais foram as condições que levaram a sua industrialização e quais perspectivas dos mesmos atualmente.</p>



<h2>Os Tigres sob a proteção da Águia</h2>



<p>A economia dos Tigres Asiáticos passou a despontar a partir dos anos 1950 e 1960, período que mundo atravessava a <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2018/12/a-guerra-fria-e-o-mundo-bipolar.html">Guerra Fria</a>.</p>



<p>Neste contexto, o continente asiático dispunha de duas potências socialistas: a União Soviética e a China. Logo, os países da fachada asiática do Pacífico eram &#8220;presas fáceis&#8221; na expansão da hegemonia socialista.</p>



<p>Os EUA, de modo a barrar o crescimento desta influência, passa a investir milhões de dólares a fundo perdido, isto é, sem necessidade de devolução, nas economias dos futuros &#8220;Tigres&#8221;. Estes investimentos fizeram parte de um plano conhecido como <strong>Plano Colombo</strong>.</p>



<p>Os governos da época souberam agir sob a bonança americana. Centralizadores e, em alguns casos, ditatoriais (caso da Coreia do Sul e Singapura), passaram a incentivar a instalação de indústrias em seu território.</p>



<p>Dentre os artifícios utilizados pelos Estados Nacionais da região neste contexto, citam-se:</p>



<ul><li>Incentivos fiscais para a instalação de indústrias (isenção de impostos, doação de terrenos, etc);</li><li>Investimento em infraestrutura (rodovias, portos, ferrovias, etc.)</li><li>Investimentos em educação, que garantiu mão-de-obra qualificada e, em primeiro momento, barata;</li><li>Desvalorização da moeda, permitindo a competitividade dos produtos nacionais em mercado mundial;</li><li>Protecionismo econômico.</li></ul>



<p>Aos poucos, os países do grupo passaram a edificar uma <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2015/08/industrias-de-bens-de-consumo-de-bens.html">indústria de bens de consumo não-duráveis</a> (têxtil, calçados, remédios, etc)<strong> intensiva em trabalho</strong>, isto é, com uso de grande volume de mão-de-obra.</p>



<p>Neste momento, além do aporte em investimento, os EUA auxiliaram os Tigres através da abertura de seu mercado nacional aos produtos exportados por eles.</p>



<h2>Pós-1970: Os Tigres despontam tecnologicamente</h2>



<p>Os anos 1970 são importantes na compreensão do quadro econômico dos Tigres Asiáticos. Isto porque é o período onde ocorre uma mudança interna, no tipo de produto que é fabricado nestes países, e externa, no sentido da mudança no caráter da ajuda americana.</p>



<p>Os EUA passaram a impôr sobre os Tigres uma agenda de liberalização econômica como condição para a flexibilidade de seu mercado às manufaturas asiáticas.</p>



<p>Neste sentido, os Tigres, em especial Coreia do Sul e Taiwan, através de um Estado desenvolvimentista, passaram a agir dois dois sentidos: o primeiro, pela edificação de uma indústria pesada, com foco em áreas como siderurgia, petroquímica, cimento e naval.</p>



<p>O segundo, entendia como ponto focal na industrialização de ambos os países e dos demais do grupo a<strong> indústria de ponta</strong>, <strong>intensiva em tecnologia</strong>.</p>



<p>Neste sentido, Taiwan, Singapura, Coreia do Sul e Hong Kong passaram por diversos planos nacionais cujo foco era desenvolver indústrias de alta tecnologia, entre elas a robótica e a eletrônica.</p>



<p>Na Coreia do Sul, por exemplo, o Estado passou a intervir nos grandes conglomerados do país, os chamados <em>cheabols</em>, os estimulando a concentrarem seus esforços na microeletrônica e em outros setores de alta tecnologia.</p>



<h2>Os Novos Tigres Asiáticos</h2>



<p>A partir da década de 1970, a realidade dos &#8216;velhos&#8217; Tigres Asiáticos já não era a mesma.</p>



<p>A maior parte daquelas vantagens comparativas, como a mão-de-obra barata, que foram fundamentais no início de suas industrializações, foram substituídas por um mercado consumidor com elevado nível de renda e consumo.</p>



<p>Assim, aquelas indústrias tradicionais não viam mais espaço nos velhos Tigres. Migraram, portanto, para outros países da fachada asiática do Pacífico que ainda dispunham de mão-de-obra barata e cujos Estados Nacionais ainda incentivassem a instalação destas indústrias.</p>



<p>Deste modo, surgem os &#8220;Novos Tigres Asiáticos&#8221;, grupo composto por Indonésia, Malásia, Tailândia, Filipinas e Vietnã.</p>



<p>Aqui, todavia, encontramos diferenças primordiais em relação ao antigos Tigres.</p>



<p>Indonésia, Malásia, Tailândia, Filipinas e Vietnã são países de grande extensão, dotados de recursos naturais e mercado consumidor interno.</p>



<p>Todavia, centram-se sua produção em produtos de baixa tecnologia para serem consumidos em mercado externo.</p>



<p>Além disso, é necessário salientar que, ao contrário do que ocorreu nos &#8216;velhos&#8217; Tigres, os Novos Tigres não vêm passando por um processo de franco desenvolvimento social, pelo menos não em mesmo nível que, por exemplo, Coreia do Sul e Singapura passaram.</p>



<p>Aqui, dá-se uma relação econômica de subalternação na divisão internacional do trabalho, de maneira similar aquela ocorrida nos países latino-americanos.</p>



<p>Veja também nossa aula sobre o assunto:</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Tigres Asiáticos: Hong Kong, Coreia do Sul, Taiwan e Singapura" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/AKAKc8pv9wg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>
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			</item>
		<item>
		<title>A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP)</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2019/05/a-organizacao-dos-paises-exportadores-de-petroleo-opep.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 May 2019 12:04:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[África Subsaariana]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[Industrial]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente Médio]]></category>
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					<description><![CDATA[O petróleo, a partir da Segunda Revolução Industrial, tornou-se o combustível central do desenvolvimento da sociedade capitalista. Todavia, seu caráter não-renovável e sua má distribuição ao redor do globo o tornou uma arma geopolítica, dando poder aos países detentores de reservas em cenário mundial. Este tipo de uso geopolítico do petróleo tornou-se comum a partir [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O petróleo, a partir da Segunda Revolução Industrial, tornou-se o combustível central do desenvolvimento da sociedade capitalista. Todavia, seu caráter não-renovável e sua má distribuição ao redor do globo o tornou uma arma geopolítica, dando poder aos países detentores de reservas em cenário mundial.</p>



<p>Este tipo de uso geopolítico do petróleo tornou-se comum a partir da década de 1960, com a criação da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), organização composta originalmente por Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait e Venezuela.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="715" height="428" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/05/opep.png" alt="" class="wp-image-3663" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/05/opep.png 715w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/05/opep-300x180.png 300w" sizes="(max-width: 715px) 100vw, 715px" /><figcaption>Bandeira da OPEP, importante organização sul-sul frente interesses do centro do sistema capitalista</figcaption></figure></div>



<p>O ponto focal da criação da organização foi dar poder de negociação aos países produtores de petróleo frente ao arrocho de preços promovido pelas grandes multinacionais do mundo ocidental, dentre elas as que compunham o monopólio conhecido como <em><strong>Sete Irmãs</strong></em>, gigantes empresas petrolíferas europeias e americanas que comandavam a exploração de petróleo em nível global.</p>



<p>Estruturados em bloco, os países componentes da OPEP passaram a se articular de modo a garantir maior controle sobre a produção petrolífera mundial, em detrimento das multinacionais do ocidente. </p>



<p>Dentre as conquistas do grupo, citam-se o aumento dos royalties pagos pelas empresas exploradoras aos países, aumento dos impostos pela exploração e <strong>poder sobre o preço do petróleo</strong>.</p>



<p>Com isso, os países poderiam reverter a exploração em seus territórios em projetos que melhorassem a qualidade de vida de sua população e suas infraestruturas. Era, na prática, uma imposição sul-sul frente aos interesses do centro do capitalismo mundial.</p>



<p>Todavia, o episódio mais emblemático envolvendo a OPEP e as potências ocidentais ocorreu em 1973. Neste período, ocorreu, no contexto da <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/12/questao-palestina.html">Questão Palestina</a>, a Guerra do Yom Kippur, ataque de Síria e Egito a Israel em busca de recuperar seus territórios perdidos para o país. </p>



<p>O apoio dos EUA e das potências europeias a Israel levou a OPEP, composta majoritariamente por países de maioria islâmica, a aumentar intencionalmente o preço do petróleo em 400%. </p>



<p>Como a economia mundial era extremamente dependente do petróleo, esta elevação dos preços levou ao encarecimento de combustíveis e de produtos, prejudicando a economia de diversos países. A partir deste ano instaura-se uma fase depressiva da economia mundial, que levou as nações ocidentais a buscarem o mais rapidamente resolver a situação com os países da OPEP.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="394" height="350" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Historico_petroleo.jpg" alt="" class="wp-image-3662" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Historico_petroleo.jpg 394w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/05/Historico_petroleo-300x267.jpg 300w" sizes="(max-width: 394px) 100vw, 394px" /><figcaption>Variação do preço do petróleo entre 1861 e 2001. Notar que as maiores variações a partir de 1950 são por conta de ebulições sociais no Oriente Médio.</figcaption></figure></div>



<p>O embargo foi retirado em janeiro de 1974, mas a economia mundial sofreria os reflexos dele por muitos anos. </p>



<p>Além do choque provocado pela OPEP, o preço do petróleo ainda era vítima das ebulições geopolíticas no Oriente Médio. Anteriormente, em 1959, a nacionalização do Canal de Suez já havia elevado o preço do barril.</p>



<p>Posteriormente, resultados parecidos ocorreram em 1979, quando eclode a <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/conflito-ira-iraque-guerras-do-golfo.html">Revolução Iraniana</a>, que tirou o Xá Reza Pahlevi do poder no Irã, e em 1991, no contexto da <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/conflito-ira-iraque-guerras-do-golfo.html">Guerra do Golfo</a>, quando o Iraque invadiu o Kuwait e passou a comandar as jazidas de exploração petrolífera dos vizinhos do sul. </p>



<p>Estes momentos ficaram conhecidos, respectivamente, como Primeira, Terceira e Quarta Crise do Petróleo (a Segura seria, assim, aquela causada pela OPEP).</p>



<p>Como resultado desta instabilidade do preço da matriz energética base da economia global, os EUA e nações da Europa Ocidental buscaram diversificar a pauta energética, investindo em fontes alternativas de energia, dentre as quais o <strong>gás de xisto, </strong>e voltaram-se no mantimento de boas relações com produtores de petróleo fora do Oriente Médio, <strong>como a Venezuela,</strong> ou com nações da região amistosas aos Ocidentais, <strong>como a Arábia Saudita</strong>.</p>



<p>Atualmente, a OPEP é composta por seis países africanos (Angola, Argélia, Gabão, Guiné Equatorial, Líbia e Nigéria), sete asiáticos (Indonésia, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Irã, Iraque, Kuwait e Catar) e dois sul-americanos (Venezuela e Equador).</p>
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		<title>Rochas magmáticas, sedimentares e metamórficas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Feb 2019 20:10:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
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					<description><![CDATA[As rochas são comumente classificadas de acordo com o modo de formação na natureza. Se diferenciam em magmáticas, sedimentares e metamórficas. Rochas magmáticas As rochas magmáticas, também conhecidas como rochas ígneas, são formadas a partir do resfriamento do magma, material fundido rochoso que compõe as camadas interiores da Terra. Se diferenciam pelo local de resfriamento. [&#8230;]]]></description>
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<p>As rochas são comumente classificadas de acordo com o modo de formação na natureza. Se diferenciam em magmáticas, sedimentares e metamórficas.</p>



<h4><b>Rochas magmáticas</b></h4>



<p>As rochas magmáticas, também conhecidas como rochas ígneas, são formadas a partir do resfriamento do magma, material fundido rochoso que compõe as camadas interiores da Terra.</p>



<p>Se diferenciam pelo local de resfriamento. Se o resfriamento ocorrer em superfície, a rocha é classificada como <strong><em>extrusiva, ou vulcânica</em></strong>, se ocorrer ainda dentro da litosfera, é classificada como <em><strong>intrusiva, ou plutônica</strong></em>.</p>



<p>O local de resfriamento irá definir traços importantes da textura da rocha. No caso de rochas extrusivas, o resfriamento será muito rápido, impedindo a formação de cristais de grande tamanho. Assim, rochas deste tipo tendem a ter uma granulação fina. A rocha extrusiva mais comum é o basalto.</p>



<div class="wp-block-image size-medium wp-image-2799"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="300" height="216" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/07/basalto-300x216.png" alt="Basalto" class="wp-image-2799" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/07/basalto-300x216.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/07/basalto.png 357w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption>Basalto. Cristais invisíveis a olho nu.</figcaption></figure></div>



<p>Já no caso de rochas que resfriam no interior da Terra, o processo de resfriamento é muito mais lento. Assim, os cristais têm tempo suficiente para se agruparem, ficando em tamanho muito maior que no caso das rochas extrusivas, alguns atingindo até alguns centímetros. O granito é exemplo muito comum de rocha intrusiva.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="371" height="299" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/granito.png" alt="" class="wp-image-3337" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/granito.png 371w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/granito-300x242.png 300w" sizes="(max-width: 371px) 100vw, 371px" /><figcaption>Granito. Minerais visíveis a olho nu. CC BY-SA 2.5 es, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=1734934.</figcaption></figure></div>



<p>São rochas resistentes e maciças, possibilitando diversos usos econômicos.</p>



<h4><b>Rochas sedimentares</b></h4>



<p>As rochas sedimentares são formadas a partir de um acúmulo e uma posterior cimentação de materiais provenientes de rochas preexistentes. Estas rochas podem ser magmáticas, metamórficas, ou ainda outras rochas sedimentares.</p>



<p>O intemperismo atua em sentido de desagregar o material constituinte da rocha preexistente. Este material, chamado de sedimento, é transportado e depositado, onde constituirá uma rocha sedimentar caso passe por um processo específico de diagênese.</p>



<p>Por sua formação pela acumulação de camadas, podem acumular fósseis.</p>



<p>São divididas em dois tipos básicos: detríticas (ou clásticas), e não-detríticas (ou não-clásticas), que, por sua vez, dividem-se em químicas e orgânicas.</p>



<p>As <em><strong>rochas detríticas ou clásticas</strong></em> são formadas a partir de partículas de rocha preexistentes, os chamados clastos. Em condições de baixa temperatura e pressão, o empilhamento destas partículas forma rochas, geralmente frágeis e porosas.</p>



<p>Dentre as rochas do tipo, citam-se os conglomerados, os siltitos, os arenitos e os argilitos.</p>



<p>As <strong><em>rochas sedimentares químicas </em></strong>são formadas a partir da precipitação de radicais salinos (cloretos, sulfetos, etc.). Estas pequenas partículas, conhecidas como íons, encontram-se dissolvidas na água. Em situações de calmaria, elas afundam e se agrupam no fundo do corpo hídrico, formando a rocha.</p>



<p>É um exemplo o calcário.</p>



<p>Por último, as <em><strong>rochas sedimentares orgânicas</strong></em> são resultado da mistura de materiais orgânicos (árvores, animais mortos, excrementos, etc.), que, com o passar do tempo, são compactados e transformam-se em rochas.</p>



<p>Aqui, podemos citar o carvão.</p>



<h4><b>Rochas metamórficas</b></h4>



<p>As rochas metamórficas são rochas formadas a partir da transformação das condições mineralógicas de uma rocha no estado sólido. Esta transformação é chamada de metamorfismo e é causada pela variação de pressão e temperatura.</p>



<p>É importante aqui salientar que, na formação de uma rocha metamórfica não ocorre fusão. Neste caso, temos a formação novamente de magma, não de outra rocha.</p>



<p>Em geral, o metamorfismo ocorre por duas maneiras.</p>



<p>A primeira é o que se conhece como <em><strong>metamorfismo regional</strong></em>, que ocorre em consequência de eventos geológicos de grande porte, como o choque de placas tectônicas. </p>



<p>O segundo é o <em><strong>metamorfismo de contato</strong></em>. Ocorre em eventos específicos, como na extrusão de diques que é capaz de metamorfizar a porção limítrofe da rocha encaixante.</p>



<p>Em alguns casos específicos, rochas metamórficas podem surgir pelo impacto de meteoritos.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="308" height="183" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/gnaissi.png" alt="" class="wp-image-3338" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/gnaissi.png 308w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/gnaissi-300x178.png 300w" sizes="(max-width: 308px) 100vw, 308px" /><figcaption>Gnaisse. Reparar foliação (acamadamento) da rocha. Por Siim Sepp.</figcaption></figure></div>



<p>O mármore é um exemplo de rocha metamórfica. É formada a partir do metamorfismo de um calcário. O gnaisse, por sua vez, é formado a partir do granito.</p>
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