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	<title>Sudeste Asiático e Oceania &#8211; Geografia Opinativa</title>
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	<title>Sudeste Asiático e Oceania &#8211; Geografia Opinativa</title>
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	<item>
		<title>A Guerra Fria e o Mundo Bipolar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Dec 2018 15:27:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[América Latina]]></category>
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					<description><![CDATA[A partir da Segunda Guerra Mundial, finalizada em 1945, a organização do espaço mundial foi bruscamente alterada. Saíram de cena as antigas potências industriais para a ascensão de duas nações com modelos político-econômicos antagônicos: os Estados Unidos da América (EUA) e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Antecedentes Até o final do século XIX, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A partir da Segunda Guerra Mundial, finalizada em 1945, a organização do espaço mundial foi bruscamente alterada. Saíram de cena as antigas potências industriais para a ascensão de duas nações com modelos político-econômicos antagônicos: os Estados Unidos da América (EUA) e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).</p>



<h2>Antecedentes</h2>



<p>Até o final do século XIX, a economia mundial era regida pela força industrial das antigas potências coloniais, como Reino Unido e França. Estas nações se sustentavam através do mantimento de um gigantesco império colonial, que se espraiava para todos os continentes.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img width="630" height="283" class="wp-image-3099" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imperio_britanico.png" alt="Império Britânico em 1921" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imperio_britanico.png 630w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imperio_britanico-300x135.png 300w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" />
<figcaption>Império Britânico em 1921</figcaption>
</figure>
</div>



<p>A Alemanha, todavia, conformada como um Estado Nacional tardiamente, passou a desejar a posse de colônias, como as nações rivais do continente. Este anseio expansionista, que futuramente seria focalizado na expansão dentro do próprio continente europeu através do paradigma do <em><strong>espaço vital</strong></em>, foi um dos motivos para eclosão da Primeira Guerra Mundial, em 1914, e da Segunda Guerra Mundial, em 1939.</p>



<p>A Alemanha, juntamente com o Japão, os chamados <em><strong>países do eixo</strong></em>, saíram derrotados da Segunda Guerra. No lado vencedor, os chamados <em><strong>países aliados</strong></em>, estavam EUA, URSS, Inglaterra e França. Apesar de terem vencido o conflito, URSS, Inglaterra e França tiveram suas economias prejudicadas, além de perderem contingentes militares enormes.</p>



<p>Já os EUA, embora tenham participado ativamente da Guerra, viram as batalhas ocorrerem distantes de seu território. O impacto em sua economia foi, portanto, muito pequeno. Pelo contrário, o país financiou seus aliados na Europa com armamentos e soldados. Ao fim do conflito, as antigas potências europeias haviam adquirido enorme dívida com o <em>tio sam</em>.</p>



<p>Em 1944, dada a iminência do fim do conflito, as nações aliadas se reuniram em um encontro nos EUA, que ficou conhecido como <em><strong>Conferência de Bretton Woods</strong></em>. Lá, os EUA negociaram o <em><strong>Plano Marshall</strong></em>, um pacote de auxílio financeiro aos países arrasados pela Guerra. Além disso, foram criadas diversas organizações supranacionais, que visavam o controle americano sobre a economia mundial, como o <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/11/o-fundo-monetario-internacional-fmi.html">Fundo Monetário Internacional</a> e o <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2018/12/o-banco-mundial.html">Banco Mundial</a>, além da instituição do padrão dólar-ouro, que alçou a moeda americana ao posto de base do funcionamento econômico do capitalismo.</p>



<p>Todavia, as propostas do governo americano, que almejavam o estabelecimento de sua hegemonia mundial, foram rejeitadas por um outro vencedor do conflito, que declinou inclusive do auxílio financeiro previsto pelo Plano Marshall: a União Soviética.</p>



<h3>Na URSS, uma alternativa ao Capitalismo</h3>



<p>Esta contrariedade da União Soviética ao modelo de hegemonia americana ia muito além de uma simples rivalidade entre os países.</p>



<p>Até meados de 1917, a Rússia era um país com economia agrária dominada por imperadores absolutistas, os <em><strong>czares</strong></em>. A população russa vivia sob péssimas condições, onde a fome era uma realidade muito presente e a liberdade era cerceada.</p>



<p>Este foi um terreno muito fértil para a difusão dos pensamentos do economista alemão <em><strong>Karl Marx</strong></em>, autor de obras como &#8220;Manifesto do Partido Comunista&#8221; e &#8220;O Capital&#8221;, cujas ideias refletiam o interesse de construção de uma sociedade sem classes sociais e desprovida da existência da iniciativa privada.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="233" height="296" class="wp-image-3100" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/karl-marx.png" alt="" />
<figcaption>Karl Marx, mentor do socialismo científico</figcaption>
</figure>
</div>



<p>Para o autor, inicialmente, sob o bojo das forças produtivas desenvolvidas durante o Capitalismo, seria instituído o <strong><em>Socialismo</em></strong>, fase da evolução das sociedades cujo o Estado garantia o controle da economia (economia planificada), de modo a impedir a ressurreição das forças capitalistas. Em seguida, emergiria o <strong><em>Comunismo</em></strong>, modelo onde as noções de coletividade estariam tão difundidas que a existência de um Estado controlador seria dispensável.</p>



<p>Foi então que, em outubro de 1917, liderado por <em><strong>Vladimir Ilyich Lenin</strong></em>, acontece a <strong>Revolução Russa</strong>, que solapa das bases do antigo modelo czarista e coloca o Partido Comunista no poder.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="167" height="235" class="wp-image-3101" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/lenin.png" alt="" />
<figcaption>Lenin, mentor e articulador do socialismo russo.</figcaption>
</figure>
</div>



<p>Logo, o <em>modo de produção</em> existente na URSS se opunha totalmente àquele existente &#8211; e liderado &#8211; pelos EUA. Explica, portanto, o porquê dos soviéticos terem dispensado ajuda pelo Plano Marshall. A reconstrução socialista ocorreu por vias internas e, embora tenha sido custosa, resultou na ascensão do país ao posto de potência mundial.</p>



<h2>Capitalismo vs Socialismo</h2>



<p>Com o fim da Segunda Guerra Mundial e a queda dos impérios coloniais, boa parte das antigas potências mundiais parecia ter perdido seu rumo no desenvolvimento do capitalismo mundial. Com economias desoladas, restava às mesmas se apegarem ao aporte dado pelas duas superpotências no pós-guerra &#8211; e aos seus sistemas econômicos &#8211; os EUA e a URSS.</p>



<p>Assim, na Europa, campo de batalha do conflito, ocorreu uma rápida polarização dos Estados Nacionais a um dos dois sistemas econômicos. Enquanto a Europa Ocidental (Reino Unido, França, Itália, entre outros) se alinha aos EUA, a Europa Oriental (Hungria, Romênia, Rep. Tcheca, Polônia, etc.) passa a ser a polarizada pelo socialismo soviético. Surgia o <strong><em>Mundo Bipolar</em></strong>.</p>



<p>O caso da Alemanha é particular. O país, derrotado na Segunda Guerra Mundial, foi ocupado por exércitos da Grã-Bretanha, Estados Unidos, França e União Soviética. Após o fim do conflito e o claro antagonismo entre os países do bloco, decidiu-se pela divisão do país em dois: a República Federal da Alemanha (RFA), capitalista, alinhada aos EUA e com capital em Bonn, e a República Democrática da Alemanha (RDA), socialista, alinhada à URSS e com capital em Berlim Oriental.</p>



<p>A cidade de Berlim, estando totalmente sob o lado socialista, foi igualmente dividida em Berlim Ocidental, capitalista, e Berlim Oriental, socialista. Neste caso, foi construída uma barreira física que atravessava a cidade e que virou símbolo da Guerra Fria: o <em><strong>Muro de Berlim</strong></em>.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="400" height="325" class="wp-image-3102" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/alemanha-guerra-fria.png" alt="" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/alemanha-guerra-fria.png 400w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/alemanha-guerra-fria-300x244.png 300w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" />
<figcaption>Alemanha e Berlim divididas. Modificado de User: 52 Pickup &#8211; Based on map data of the IEG-Maps project (Andreas Kunz, B. Johnen and Joachim Robert Moeschl: University of Mainz) &#8211; www.ieg-maps.uni-mainz.de, CC BY-SA 2.5.</figcaption>
</figure>
</div>



<p>Neste contexto de Europa dividida, Winston Churchill cunhou o termo <em><strong>&#8220;Cortina de Ferro&#8221;</strong></em>, que se referia à polarização do continente entre os dois sistemas econômicos.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="382" height="298" class="wp-image-3103" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cortinaferro.png" alt="" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cortinaferro.png 382w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cortinaferro-300x234.png 300w" sizes="(max-width: 382px) 100vw, 382px" />
<figcaption>Europa dividida pela Cortina de Ferro. Fonte: BigSteve &#8211; Own work, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=25580510</figcaption>
</figure>
</div>



<p>De modo similar ao que o bloco capitalista fez com o Plano Marshall, em 1949 a URSS coloca em prática o <strong><em>Conselho para Assistência Econômica Mútua (COMECON)</em></strong>, envolvendo, inicialmente, União Soviética, Alemanha Oriental, Tchecoslováquia, Polônia, Bulgária, Hungria e Romênia. O conselho objetivava a reconstrução econômica dos países afetados pela guerra, depois, com adesão de socialistas de outros continentes, se transformou em um grande conselho de ajuda mútua do mundo socialista.</p>



<p>Com objetivo de barrar o crescimento do socialismo, cuja expansão começara a ocorrer para além do continente europeu, o bloco capitalista funda, em 1949, a <em><strong>Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN)</strong></em>, uma aliança militar que envolvia os principais países alinhados aos EUA.</p>



<p>Em contrapartida e com os mesmos objetivos, o bloco soviético funda o <strong><em>Pacto de Varsóvia</em></strong>, em 1955. Além de defender os estados signatários de possíveis ataques do mundo capitalista, o Parto de Varsóvia funcionava como um mecanismo de manutenção do sistema no leste europeu.</p>



<p>A partir da expansão do socialismo para outros continentes, em especial para a Ásia, com a ascensão de um governo popular na China e na Coreia do Norte, os EUA lideram uma série de acordos para a criação de um <strong><em>&#8220;Cordão Sanitário&#8221; </em></strong>no entorno do bloco socialista. Dentre os países que participaram dos acordos, cita-se Austrália, Nova Zelândia, Japão, Turquia, Tailândia, Paquistão, <strong>Irã, Iraque</strong> e Turquia.</p>



<h3>Corrida armamentista</h3>



<p>De 1945 até 1991, período da Guerra Fria, nunca ocorreu um conflito armado que opusesse diretamente as duas nações hegemônicas. Esta &#8220;paz armada&#8221; ocorrera muito por conta do equilíbrio entre forças das duas potências.</p>



<p>Tanto EUA quanto URSS passaram a investir massivamente na indústria bélica, levando em consideração um possível conflito armado. O desenvolvimento &#8211; ou o aprimoramento &#8211; de uma tecnologia para armas nucleares era o principal objetivo das duas nações.</p>



<p>Enquanto os EUA já haviam desenvolvido bombas nucleares e, inclusive, atacado diretamente o Japão durante a Segunda Guerra, a URSS conseguiu, em 1949, testar com sucesso sua primeira bomba atômica, equalizando as capacidades de destruição de ambos os países.</p>



<p>Assim, sabendo que, caso ocorresse um ataque de alguma das parte, a outra responderia a altura, o conflito direto entre EUA e URSS acabou por não ocorrer. Caso ocorresse, a capacidade de destruição seria maior que qualquer outro conflito armado da história.</p>



<h3>Corrida espacial</h3>



<p>Não apenas no campo bélico a rivalidade entre as duas nações ocorreu. Um exemplo bastante relevante foi o caso da corrida espacial. EUA e URSS passaram a desenvolver tecnologias que possibilitassem a exploração do espaço, de modo a comprovar a superioridade de seu sistema político sobre o rival.</p>



<p>É fruto da corrida espacial importantes realizações no campo da astronomia. A URSS, por exemplo, lançou o primeiro satélite artificial em órbita, em 1957, o Sputinik I. Além disso, os socialistas levaram o primeiro ser vivo ao espaço, a cadela Laika, também em 1957, e enviaram o primeiro homem ao espaço, <em><strong>Yuri Gagarin</strong></em>, em 1961.</p>



<div class="wp-block-image">
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<figcaption>Yuri Gagarin, primeiro homem enviado ao espaço.</figcaption>
</figure>
</div>



<p>Em 1958 é criada a Agência Espacial Americana (NASA). Dentre os principais feitos dos EUA, destaca-se a ida, pela primeira vez, do homem à lua, em 1969.</p>



<p>Esta disputa por superioridade durante a Guerra Fria não se restringiu à conquista do espaço. Um caso bastante interessante foi o da <strong><em>Corrida Esportiva</em></strong>, que confrontava, a cada quatro anos, soviéticos e americanos nos Jogos Olímpicos. Entre 1952 e 1988, foram disputados dez (10) olimpíadas, onde seis (6) foram vencidas pelos soviéticos e quatro (4) pelos americanos. Destaque às Olimpíadas de Moscou, em 1980, boicotada pelos EUA, e pelas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984, boicotada pela URSS.</p>



<h2>Guerra Fria no Terceiro Mundo</h2>



<p>A partir de 1948, algumas revoluções socialistas passam a ocorrer pelo mundo, o que levou a Guerra Fria ao plano mundial.</p>



<p>Apesar de, desde 1924 já existir um país asiático socialista, a Mongólia, os anos de 1948 e 1949 marcaram a ascensão de dois governos socialistas bastante importantes: a Coreia do Norte (1948) e a China (1949).</p>



<p>Em 1959, os EUA tem uma importante derrota na América Latina, com a Revolução Cubana, que transformou Cuba em uma nação socialista. Temendo a expansão da ideologia pelo continente, o governo americano, através da sua agência de inteligência, a CIA, passou a insuflar a ascensão de ditaduras militares de alinhamento ideológico direitista em todo o continente. Foi o que ocorreu no Brasil, na Argentina e no Chile.</p>



<p>O caso chileno é particularmente importante, pois a ascensão de um governo socialista não ocorreu através de uma revolução, mas por vias democráticas. Em 1970, <strong><em>Salvador Allende</em></strong>, identificado com os ideais socialistas, é eleito presidente do Chile. Os EUA, então, apoiou <em><strong>Augusto Pinochet</strong></em> em um golpe de Estado, que lançou o Chile numa ditadura militar que durou quase vinte (20) anos.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="457" height="275" class="wp-image-3105" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/allende.png" alt="" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/allende.png 457w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/allende-300x181.png 300w" sizes="(max-width: 457px) 100vw, 457px" />
<figcaption>Salvador Allende, à esquerda, eleito presidente do Chile em 1970, e Augusto Pinochet, à direita, que assumiu seu lugar após um golpe. Fonte: <br /><a href="http://biografias.bcn.cl/wiki/Portada">Biblioteca del Congreso Nacional de Chile</a></figcaption>
</figure>
</div>



<p>Durante as décadas de 1960 e 1970 o socialismo chegou a diversas nações da África e da Ásia, dentre elas ao Vietnã do Norte (1976), ao Iêmen do Sul (1967), ao Congo (1968), à Angola (1975), à Guiné-Bissau (1974) e à Moçambique (1975). Neste período, os antigos impérios coloniais passavam por um processo acentuado de esfacelamento, cujo resultado foi a introdução de sistemas alinhados à URSS em boa parte das nações.</p>



<p>A chegada dos socialistas ao poder em nações de antigo domínio português (Angola, Moçambique e Guiné-Bissau) não é aleatória, tendo em vista a demora de Portugal em libertar suas colônias.</p>



<h3>Conflitos no Terceiro Mundo</h3>



<p>Embora as duas superpotências não tenham entrado em conflito diretamente, ambas participaram de maneira secundária de alguns conflitos pelo mundo, sempre em lados opostos.</p>



<p>Por vezes, estes conflitos terminavam com a cisão do país em dois. Foi o que ocorreu, além do exemplo já citado da Alemanha, na Coreia, divida em Coreia do Sul, capitalista, e Coreia do Norte, socialista, e no Vietnã, dividido em Vietnã do Sul, capitalista, e Vietnã do Norte, socialista.</p>



<p>Em alguns casos, EUA e URSS apenas apoiavam partes antagônicas em conflitos regionais. Na <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/12/questao-palestina.html">disputa pela Palestina</a>, por exemplo, EUA apoiaram a causa israelense, enquanto URSS se colocou ao lado do povo palestino.</p>



<p>Na crise entre Índia e Paquistão pela <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/o-conflito-pela-caxemira.html">Caxemira</a>, o Paquistão foi apoiado pelos EUA. Já o governo indiano tinha a simpatia dos soviéticos.</p>



<h2>Dissolução do Bloco Socialista</h2>



<p>O Socialismo Soviético passou a dar sinais de desgaste durante a década de 1980. Os principais indícios de desmantelamento do sistema ocorreram no Leste Europeu, através da insurreição de alguns países da região, em alguns casos envolvendo diretamente o descontentamento dos Partidos Comunistas locais.</p>



<p>Hungria, na década de 1950, e Tchecoslováquia, nos anos 1960, foram países onde ocorreram fortes protestos contra o governo soviético apoiado pelos governos locais. O resultado, em ambos os casos, foi a dura repressão pelo exército do Pacto de Varsóvia, o que insuflou ainda mais o Leste Europeu contra o controle soviético.</p>



<p>Foi da Polônia, todavia, que o socialismo soviético sofreu o mais duro golpe. Em 1980, o líder do sindicato <em><strong>Solidariedade</strong></em>, sediado no estaleiro do Porto de Gdansk, <em><strong>Lech Walesa</strong></em>, liderou um importante levante contra o sistema dominante no país, que rapidamente se espalhou por toda a Polônia. Em 1990, Walesa, anticomunista convicto, era eleito presidente do país, sepultando o domínio socialista na região.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="157" height="210" class="wp-image-3106" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/lech.png" alt="" />
<figcaption>Lech Walesa, ex-presidente da Polônia. Fonte: <a href="https://www.flickr.com/photos/besoindair/">MEDEF</a> &#8211; <a href="https://www.flickr.com/photos/besoindair/3883972259/">Flickr</a></figcaption>
</figure>
</div>



<p>Internamente, a década de 1980 marca também mudanças estruturais na URSS, com a ascensão de <em><strong>Mikhail Gorbatchov</strong></em> ao posto máximo do Partido Comunista Soviético. Durante seu governo, foram instituídas a <em><strong>Perestroika</strong></em> e a <em><strong>Glasnost</strong></em>, que objetivavam a abertura econômica, no caso da primeira, e política, no caso da segunda. A URSS como conhecíamos deixava de existir.</p>



<p>Em 1989, ocorre a queda do Muro de Berlim<em><strong>. </strong></em>Em 1991, a União Soviética deixa de existir, desmantelada em uma série de países, como Rússia, Letônia, Lituânia, Estônia e Ucrânia. O mundo, como no fim da Segunda Guerra Mundial, via as bases de sua geopolítica se alterar profundamente. Saia de cena um mundo bipolar e ascendia um mundo multipolar, polarizado pelo capitalismo americano e por todas as suas contradições.</p>
<p>Assista também nosso vídeo sobre o assunto:</p>
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			</item>
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		<title>Nova Zelândia &#8211; Características gerais, clima, relevo, vegetação e hidrografia</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/06/nova-zelandia-caracteristicas-gerais-clima-relevo-vegetacao-hidrografia.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Jun 2017 01:37:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Biogeografia]]></category>
		<category><![CDATA[Climatologia]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geomorfologia]]></category>
		<category><![CDATA[Hidrografia]]></category>
		<category><![CDATA[Países em foco]]></category>
		<category><![CDATA[Sudeste Asiático e Oceania]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[Características gerais Capital: Wellington;Área: 629 mil km²;Moeda: Dólar da Nova Zelândia;População:&#160;4,4 milhões de habitantes (2011);Densidade Demográfica:&#160;16,5 hab./km²;PIB: 201 bilhões;Idioma: Inglês e Maori. Clima O clima da Nova Zelândia pode ser definido como temperado oceânico, classificado como Cfb (clima temperado úmido com verão temperado) na classificação climática de Koppen-Geiger. Sua temperatura média durante o ano varia [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="300" height="150" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/nz-300x150.png" alt="Bandeira da Nova Zelândia" class="wp-image-3030" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/nz-300x150.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/nz.png 400w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption>Bandeira da Nova Zelândia </figcaption></figure></div>



<h4>Características gerais</h4>



<p><b>Capital:</b> Wellington;<br><b>Área: </b>629 mil km²;<br><b>Moeda: </b>Dólar da Nova Zelândia;<br><b>População:</b>&nbsp;4,4 milhões de habitantes (2011);<br><b>Densidade Demográfica:</b>&nbsp;16,5 hab./km²;<br><b>PIB:</b> 201 bilhões;<br><b>Idioma:</b> Inglês e Maori.</p>



<h4>Clima</h4>



<p>O clima da Nova Zelândia pode ser definido como temperado oceânico, classificado como Cfb (clima temperado úmido com verão temperado) na classificação climática de Koppen-Geiger. Sua temperatura média durante o ano varia entre 0 e 20 graus, dependendo da região do país.</p>



<p>As maiores temperaturas são encontradas na Ilha Norte, de Hamilton até Kaitaia, passando pela maior cidade do país, Auckland. Nesta região, o clima se aproxima do subtropical e os verões costumam ser mais secos que os invernos.</p>



<p>Os termômetros passam a fazer uma média inferior a 10ºC nas elevações vulcânicas do centro da Ilha Norte e na maior parte da Ilha Sul. Nesta última região, condições climáticas alpinas, inclusive com a incidência de neve, são comuns. As chuvas ocorrem em maior proporção no inverno que no verão.</p>



<figure class="wp-block-image alignnone wp-image-2415 size-full"><img loading="lazy" width="471" height="350" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/neve-nova-zelandia.png" alt="Neve na Nova Zelândia" class="wp-image-2415" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/neve-nova-zelandia.png 471w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/neve-nova-zelandia-300x223.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/neve-nova-zelandia-768x571.png 768w" sizes="(max-width: 471px) 100vw, 471px" /><figcaption>Neve na Nova Zelândia. Imagem: Por Rachael &#8211; https://www.flickr.com/photos/114369518@N06/14183332034/, CC BY 2.0.</figcaption></figure>



<p>Os maiores índices de pluviosidade do país são registrados no oeste da Ilha Sul, enquanto que a região mais seca é a parte leste da mesma ilha, visto que uma cadeia de montanhas no sentido norte-sul &#8211; os Alpes do Sul &#8211; impede a passagem dos ventos úmidos do mar.</p>



<p>A Ilha Norte apresenta uma amplitude menor, com a região central &#8211; também mais fria &#8211; sendo mais úmida que o entorno.</p>



<h4>Relevo</h4>



<p>A Nova Zelândia apresenta altitudes que vão de 0 até os 3.700 metros do Monte Cook/Aoraki, que faz parte dos Alpes do Sul, importante cadeia de montanhas que corta o país no sentido norte-sul e ocupa boa parte da Ilha Sul.</p>



<div class="wp-block-image wp-image-2416 size-large"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="674" height="1024" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/nova-zelandia-relevo-674x1024.jpg" alt="Mapa físico da Nova Zelândia" class="wp-image-2416" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/nova-zelandia-relevo-674x1024.jpg 674w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/nova-zelandia-relevo-198x300.jpg 198w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/nova-zelandia-relevo-768x1166.jpg 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/nova-zelandia-relevo.jpg 230w" sizes="(max-width: 674px) 100vw, 674px" /><figcaption>Mapa físico da Nova Zelândia.</figcaption></figure></div>



<p>Associada à cordilheira, temos um sistema de geleiras e lagos nivais que formam, na face oriental da Ilha Sul, uma extensa planície aluvial, conhecida como Canterbury Plains, contrastando fortemente com a face escarpada da região de Westland, à oeste.</p>



<p>Os Alpes seguem em sentido sul, onde encontramos belas paisagens de complicado acesso, se limitando a leste com o planalto de Otago.</p>



<p>Na Ilha Norte, destaca-se na paisagem uma grande elevação de origem vulcânica. É nesta região onde localiza-se o maior lago do país, o Lago Taupo, formado a partir de uma cratera vulcânica. Em sentido leste, encontram-se solos férteis, muito importantes para a atividade agrícola.</p>



<h4>Vegetação</h4>



<p>O isolamento do país determinou a origem de espécies peculiares. Entre elas, podemos citar o kiwi e a samambaia&nbsp;Cyathea dealbata.</p>



<p>Esta última planta é endêmica, ou seja, só pode ser encontrada no país, e é considerada símbolo nacional, sendo utilizada nos escudos das seleções de rugby e de futebol neo-zelandesas, por exemplo.</p>



<figure class="wp-block-image alignnone wp-image-2417 size-full"><img loading="lazy" width="468" height="350" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/samambaia.png" alt="Cyathea dealbata, símbolo nacional da Nova Zelândia." class="wp-image-2417" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/samambaia.png 468w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/samambaia-300x224.png 300w" sizes="(max-width: 468px) 100vw, 468px" /><figcaption>Cyathea dealbata, símbolo nacional da Nova Zelândia. By Tatania Gerus &#8211; http://www.flickr.com/photos/tgerus/2349086151/in/set-72157604396543621, CC BY 2.0.</figcaption></figure>



<p>Em geral, podemos encontrar na Nova Zelândia um predomínio de uma floresta mista e perene.</p>



<h4>Hidrografia</h4>



<p>A Nova Zelândia apresenta uma rede hidrográfica associada com o sistema de lagos das montanhas, sendo comum rios apresentarem integração a montante ou a jusante com estes.</p>



<figure class="wp-block-image alignnone wp-image-2418 size-full"><img loading="lazy" width="346" height="350" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/Waikato.jpg" alt="Rio Waikato, maior da Nova Zelândia" class="wp-image-2418" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/Waikato.jpg 346w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/Waikato-297x300.jpg 297w" sizes="(max-width: 346px) 100vw, 346px" /><figcaption>Rio Waikato, maior da Nova Zelândia. Imagem: CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=221672.</figcaption></figure>



<p>A maior parte dos rios neo-zelandeses são de planalto, sendo, portanto, de difícil de navegação, mas úteis para geração de energia elétrica. O maior rio do país é o Waikato, que nasce no lago Taupo, localizado na Ilha Norte.</p>
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		<title>Xiitas e sunitas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jan 2017 00:41:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[da População]]></category>
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					<description><![CDATA[Bem como ocorre com outras religiões, como o cristianismo, o islã também apresenta divisões internas. Atualmente, os grupos mais expressivos dentro da religião islâmica são os xiitas e os sunitas, que, a partir de desentendimentos históricos, formaram dois grupos bastante delimitados, com divergências teológicas e políticas entre si. Esta divisão remonta ao século VII, quando [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Bem como ocorre com outras religiões, como o cristianismo, o islã também apresenta divisões internas. Atualmente, os grupos mais expressivos dentro da religião islâmica são os <b style="text-align: justify;">xiitas</b> e os <b style="text-align: justify;">sunitas</b>, que, a partir de desentendimentos históricos, formaram dois grupos bastante delimitados, com divergências teológicas e políticas entre si.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Esta divisão remonta ao século VII, quando Maomé (ou Muhammad), fundador e então único líder do islamismo, acaba morrendo, mais precisamente no ano de 632. Não deixando Maomé claro qual seria seu sucessor, iniciou-se, entre os seguidores da religião, uma disputa acerca daquele que deveria ocupar a posição deixada pelo antigo líder.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Esta disputa se polarizou entre dois grupos. Uma minoria defendia que o sucessor de Maomé só poderia ser alguém de sua família. O sucessor direto, neste caso, seria Ali ibn Abi Talib, casado com a filha do líder, Fátima. Este grupo ficou conhecido como <i>Shiat Ali</i>, os seguidores de Ali, ou simplesmente, xiitas.</p>
<div style="text-align: center;">
<div style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Para a maioria, porém, Ali era muita inexperiente para ascender à posição mais alta do islã. Este grupo passou a defender, então, que qualquer um, tendo ou não laços familiares com Maomé, poderia o suceder, desde que fosse escolhido de forma majoritária pelos muçulmanos. Assim, em oposição aos seguidores de Ali, este grupo escolheu Abu Bakr, amigo próximo de Maomé, como líder da religião, ocupando o cargo de califa.</p>
<div style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O predomínio do grupo majoritário, conhecido como &#8220;sunita&#8221;, permaneceu por mais duas gerações de califas, até a escolha do aristocrata Otman (Uthman ibn Affan). Esta escolha resultou em um grande inconformismo das tribos muçulmanas, que associavam a figura de Otman, um aristocrata, com a daqueles que Maomé lutou contra durante sua vida. Esta insatisfação rapidamente evoluiu para uma guerra civil, onde Ali, apoiado pelos xiitas, viu a oportunidade de ascender à posição desejada desde a morte de Maomé.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O predomínio xiita, porém, durou muito pouco. Após cinco anos, Ali foi morto, fazendo com que Moawiya ibn Abu Sufiyan, sunita, se tornasse califa logo depois, inaugurando a dinastia omíada. Os sunitas passaram, então, a reconhecer a legitimidade de todos os líderes anteriores, enquanto que os xiitas passaram a reconhecer somente o domínio de Ali.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A forma como que os dois grupos interpretam o livro sagrado do islã, o Corão, é bastante distinta. Os sunitas aceitam, além dos escritos do Corão, os ensinamentos da Sunna &#8211; daí o nome <i>sunita </i>&#8211; livro que reúne a trajetória do líder Maomé. Já os xiitas aceitam somente o Corão. Os sunitas, assim, em geral, costumam ser mais flexíveis quanto às formas de professar sua religião, enquanto que os xiitas seguem princípios mais rígidos, acreditando no retorno do salvador Mahdi, que livraria o mundo da injustiça e do medo.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<p style="text-align: justify;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/ProporC3A7C3A3odexiitas-1024x650.png"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/ProporC3A7C3A3odexiitas-1024x650.png" border="0" /></a></p>
<div style="text-align: center;">
<div style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">No campo geopolítico, esta divisão tem acirrado as disputas entre nações onde os grupos majoritários são distintos. Apesar de, atualmente, os sunitas corresponderem a cerca de 90% dos professantes do islamismo, alguns países apresentam uma grande maioria xiita, como é o caso do Irã, onde quase 90% da população é xiita, e do Iraque, onde este número gira em torno de 60%.</p>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
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		<title>A diferença entre árabes e muçulmanos</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/02/a-diferenca-entre-arabes-e-muculmanos.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Feb 2016 03:14:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[da População]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[Norte da África]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente Médio]]></category>
		<category><![CDATA[Sudeste Asiático e Oceania]]></category>
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					<description><![CDATA[É habitual o senso comum criar uma imagem caricata do árabe. A mídia e o próprio meio social ajudam a construir um estereótipo de mulheres cobertas por véus e homens barbudos que habitam extensas áreas desérticas. Ou, no pior dos casos, se associa o árabe com a violência do fundamentalismo islâmico, resultando em concepções totalmente [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>É habitual o senso comum criar uma imagem caricata do árabe. A mídia e o próprio meio social ajudam a construir um estereótipo de mulheres cobertas por véus e homens barbudos que habitam extensas áreas desérticas. Ou, no pior dos casos, se associa o árabe com a violência do fundamentalismo islâmico, resultando em concepções totalmente xenofóbicas e deturpadas.</p>
<p>Toda esta confusão se justifica no pouco conhecimento da maioria das pessoas em relação à cultura desta etnia. Uma consequência disto, por vezes, é a confusão criada entre os termos <b>árabe</b> e <b>muçulmano</b>. Existe uma inevitabilidade em associar o árabe à religião islâmica, quando na verdade estas duas definições são totalmente independentes, embora profundamente relacionadas. Não necessariamente um árabe é muçulmano, nem um muçulmano é árabe.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="https://1.bp.blogspot.com/-c6R6t2psYRU/VtOqkoPJEHI/AAAAAAAADGg/jW1axznufG8/s1600/mesquita.JPG"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/02/mesquita.jpg" width="400" height="300" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Mesquita Omar Ibn Al-Khattab em Foz do Iguaçu (Paraná). <i>Por SamirNosteb &#8211; Obra do próprio, CC BY 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=14944195</i></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Quando se fala em árabe, devemos ter em mente que estamos falando de etnia. E etnia nada mais é que um povo que compartilha de determinadas características sociais, tal como idioma e cultura. Atualmente, os países originários desta etnia formam a chamada Liga Árabe, que reúne nações da África, como Egito, Tunísia e Marrocos, e Ásia, como Iraque, Jordânia e Líbano. Pela definição do grupo:</p>
<blockquote class="tr_bq"><p>“um árabe é uma pessoa cuja língua é o árabe, que vive em um país de língua árabe e que tem simpatia com as aspirações dos povos de língua árabe”.</p></blockquote>
<p>Portanto, podemos facilmente notar que existem árabes seguindo diversas religiões, como cristianismo, hinduísmo e até mesmo o judaísmo.</p>
<p>Agora, quando falamos em muçulmano, estamos nos referindo à religião. É muçulmano toda aquela pessoa que professa a religião islâmica, independente de ser árabe ou não. Um exemplo que ilustra muito bem isto é o caso do país que concentra a maior população muçulmana do mundo: a Indonésia, que abriga cerca de 213 milhões de islâmicos, 88% da população, mesmo não sendo árabe. O mesmo caso da Índia, segunda colocada, com 175 milhões de muçulmanos, 16% da população.</p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Geografia da Austrália &#8211; Relevo, Hidrografia, Clima, Vegetação e Características Gerais</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2013/09/geografia-da-australia-relevo.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Sep 2013 02:08:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Biogeografia]]></category>
		<category><![CDATA[Climatologia]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geomorfologia]]></category>
		<category><![CDATA[Hidrografia]]></category>
		<category><![CDATA[Países em foco]]></category>
		<category><![CDATA[Sudeste Asiático e Oceania]]></category>
		<category><![CDATA[Oceania]]></category>
		<category><![CDATA[Relevo]]></category>
		<category><![CDATA[Vegetação]]></category>
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					<description><![CDATA[A Austrália (Comunidade da Austrália) é um país localizado na Oceania e por vezes é por si só considerado uma massa continental. Conhecida internacionalmente por ser a terra do canguru e do surf, a Austrália goza de excelente qualidade de vida, ganhando inclusive o título de &#8220;nação mais feliz do mundo&#8221;. Já foi conhecida pelo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://2.bp.blogspot.com/-R_HyTUrknCs/UkDxkHORe6I/AAAAAAAAA14/R1iR4BMiEPU/s1600/AUSTRALIA.PNG"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/09/AUSTRALIA.png" width="400" height="196" border="0" /></a></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<p>A Austrália (Comunidade da Austrália) é um país localizado na Oceania e por vezes é por si só considerado uma massa continental. Conhecida internacionalmente por ser a terra do canguru e do surf, a Austrália goza de excelente qualidade de vida, ganhando inclusive o título de &#8220;nação mais feliz do mundo&#8221;.</p>
<p>Já foi conhecida pelo nome de &#8220;Nova Holanda&#8221; durante o séc. XVIII, porém, por sua localização geográfica, passou a ser chamada por Austrália, que deriva do latim <i>australis</i> (austral), ou seja, sul.</p>
<p>O país é subdividido em oito territórios: New South Wales, South Australia, Western Australia, Northern Australia, Queensland, Victoria, Tasmânia e Australian Capital Territory.</p>
<h4><b>Características Gerais</b><br />
<b><br />
</b></h4>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/09/australia-lgflag.gif"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/09/australia-lgflag.gif" width="320" height="162" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Bandeira</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Capital: Camberra;<br />
Área: 7.692.024 km²;<br />
Moeda: Dólar australiano;<br />
População: 23,37 milhões de habitantes (2013);<br />
Densidade Demográfica: 2,96 hab./km²;<br />
PIB: 918, 9 bilhões;<br />
Idioma: Inglês.</p>
<h4><b>Clima</b></h4>
<p>O clima australiano tem como principal característica o contrastes entre as temperaturas. A pluviosidade é baixa, sendo que a Austrália é considerada uma das nações mais secas do planeta. O clima, de forma pejorativa, é conhecido como &#8220;louco&#8221;, por causa da grande variação até mesmo dentro de um dia. Dependendo do estado, as temperaturas variam entre 7º graus nos invernos a até 40º no verão.</p>
<p>A aridez domina a maior parte do território, o que propiciou o surgimento de muitos desertos, tais como de Vitória e Gibson.</p>
<h4><b>Relevo</b></h4>
<p>Ao contrário do clima, o relevo australiano não é muito contrastante. Desconsiderando a Antártica, a Austrália é o continente mais plano do mundo. A maior parte do território é localizado em um leve planalto desértico, com poucas elevações suaves de morfologia geralmente antiga, como é o caso do Monte Kociusco, com pouco mais de 2.200 metros de altura, o ponto mais alto da Austrália. Apenas o litoral apresenta planícies férteis.</p>
<p>Não pode-se deixar de citar também a Grande Barreira de Corais, no litoral nordeste da Austrália, conhecida como a maior cadeia coralígena do mundo, com cerca de 2.900 recifes, 600 ilhas e 300 atóis.</p>
<h4><b>Hidrografia</b></h4>
<p>Os dois principais rios australianos são o Darling e o Murray, ambos localizados no sudeste do país. O surgimento de rios temporários também é comum, vista a aridez do país.</p>
<h4><b>Vegetação</b></h4>
<p>Os dois principais tipos de vegetação da Austrália são as savanas (vegetação rasteira, principalmente por gramíneas e arbustos) e a floresta temperada. Como já foi dito, o continente australiano tem boa parte do seu território composto por desertos, com cactos e outras vegetações típicas.</p>
]]></content:encoded>
					
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