<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Economia &#8211; Geografia Opinativa</title>
	<atom:link href="https://www.geografiaopinativa.com.br/tag/economia/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.geografiaopinativa.com.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Sat, 09 Mar 2019 20:04:17 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=5.9.3</generator>

<image>
	<url>https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/03/cropped-id-3-32x32.png</url>
	<title>Economia &#8211; Geografia Opinativa</title>
	<link>https://www.geografiaopinativa.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>O comércio exterior brasileiro</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/comercio-exterior-brasileiro.html</link>
					<comments>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/comercio-exterior-brasileiro.html#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Jan 2017 15:19:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[do Comércio e Serviços]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/comercio-exterior-brasileiro.html</guid>

					<description><![CDATA[O comércio exterior brasileiro, quando analisado em um espaço de tempo amplo, apresentou transformações bastante evidentes. Estas transformações são filiadas às mudanças no quadro geral do comércio mundial, que resultaram em mutações nas divisões internacionais do trabalho (DIT&#8217;s) durante a história. Em escala nacional, estas transformações foram responsáveis por alterar as relações importação/exportação no Brasil, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">
<p>O comércio exterior brasileiro, quando analisado em um espaço de tempo amplo, apresentou transformações bastante evidentes. Estas transformações são filiadas às mudanças no quadro geral do comércio mundial, que resultaram em mutações nas divisões internacionais do trabalho (DIT&#8217;s) durante a história. Em escala nacional, estas transformações foram responsáveis por alterar as relações importação/exportação no Brasil, bem como por modificar a matriz de produtos movimentados. Estes pontos serão discutidos a seguir.</p>
<div style="text-align: justify;"><i>Leia mais sobre a DIT e a evolução do capitalismo. Acesse:</i><br />
<a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2015/10/fases-do-capitalismo-capitalismo.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><i>Fases do capitalismo: capitalismo comercial, industrial, financeiro e informacional</i></a></p>
<h4 style="text-align: justify;">Evolução da balança de comércio brasileira</h4>
<div style="text-align: justify;">
<p>Balança comercial é o nome dado ao saldo entre o valor obtido por aquilo que o país exporta e o valor sobre aquilo que o país importa. Em outras palavras, é o lucro das exportações de determinado país, subtraído dos gastos com as importações. Quando este saldo é positivo, dizemos que houve um <i>superávit</i>, quando o saldo é negativo, dizemos que houve um <i>déficit</i>. A situação da balança comercial é importante para o entendimento da vitalidade econômica de um país.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>Durante a época colonial, imperial e boa parte do Brasil República, nossa pauta de exportações era bastante limitada. Basicamente, exportávamos produtos primários, como açúcar, ouro e café e importávamos produtos manufaturados. Foi somente a partir da década de 1930 que o Brasil começou a mudar sua matriz de exportação. Com a industrialização, além dos produtos primários, passamos a exportar alguns produtos industrializados de maior valor agregado, contribuindo para a melhora do quadro da balança comercial brasileira.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>A partir da década de 1990, com o processo de abertura econômica e, com ainda mais força, a partir de 1994, com o Plano Real, o Brasil experimentou um aumento em seu déficit comercial. Este período, marcado pela ascensão do neoliberalismo no mundo está intimamente ligado com a abolição de barreiras tarifárias e não-tarifárias e com o incentivo às importações por parte do Governo. O Plano Real impulsionou ainda mais a entrada de produtos estrangeiros no mercado brasileiro, pois valorizou a moeda nacional, barateando o preço dos importados.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>A partir de 2001, a balança comercial brasileira começou a apresentar superávits. O câmbio teve grande relação com estes números, visto que neste período foi adotado o câmbio flutuante, que desvalorizou o real perante o dólar, aumentando o volume de exportações brasileiras. Ainda, nosso país tornou-se um <i>Global Trader</i>, isto é, passou a negociar com todo o mundo, aumentando a área de alcance de suas mercadorias.</p>
<div style="text-align: justify;">
<p>Nos últimos anos, as crises econômica e política, relacionadas com o impeachment da presidente Dilma Rousseff, tem, de certa forma, auxiliado na estabilização do superávit brasileiro. Com a recessão, as compras do exterior tendem a diminuir. Ainda, podemos citar os altos valores que o dólar vem atingindo, diminuindo o preço do produto brasileiro no exterior.</p>
<div style="text-align: center;">
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<p><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/balanca_comercial_brasileira.png"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/balanca_comercial_brasileira.png" border="0" /></a></p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;">
<div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;">
<p>Conforme o gráfico acima, houve uma desequilíbrio na balança comercial em prol das importações nos anos de 2013 e 2014. Isto pode ser explicado pela recessão na Argentina, grande compradora do Brasil, a queda no preço das commodities, especialmente do minério de ferro, o aumento da importação de combustíveis e a queda da produção petrolífera, especialmente em 2013.</p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;">
<h4 style="text-align: justify;">Perfil da balança de comércio brasileira</h4>
<div style="text-align: justify;">
<p>Apesar de ser uma das maiores economias do mundo, o Brasil tem desempenho tímido no comércio mundial, sendo responsável por apenas cerca de 1,1% da movimentação de produtos que acontecem no planeta.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>O país continua ainda bastante dependente da exportação de produtos primários, os chamados <i>commodities</i>, como minério de ferro e soja. Estes produtos apresentam baixo valor agregado, isto é, rendem pouco por tonelada produzida. Exemplificando, países com alto grau de tecnologia e desenvolvimento podem exportar uma tonelada de material eletrônico por um valor de 1.000 até 2.000 dólares. Enquanto isso, a mesma uma tonelada de soja brasileira rende pouco mais de 200 dólares.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>Apesar dos produtos manufaturados já serem maioria da pauta de exportações brasileiras, a maioria deles ainda se restringem a produtos com baixíssimo grau de processamento, como soja triturada ou suco de laranja. O Brasil, assim, tem grande dificuldade de agregar valor aos seus produtos.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<p><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/exportaC3A7C3B5es_brasil_produto.png"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/exportaC3A7C3B5es_brasil_produto.png" border="0" /></a></p>
<table class="tg aligncenter" style="table-layout: fixed; width: 386px;">
<tbody>
<tr>
<th class="tg-804w"></th>
<th class="tg-a2cf">Principais compradores</th>
<th class="tg-a2cf">Valor em bi. de US$</th>
</tr>
<tr>
<td class="tg-a2cf">
<div style="text-align: center;">1</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">China</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">35,1</div>
</td>
</tr>
<tr>
<td class="tg-a2cf">
<div style="text-align: center;">2</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">Estados Unidos</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">23,2</div>
</td>
</tr>
<tr>
<td class="tg-a2cf">
<div style="text-align: center;">3</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">Argentina</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">13,4</div>
</td>
</tr>
<tr>
<td class="tg-a2cf">
<div style="text-align: center;">4</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">Países Baixos</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">10,3</div>
</td>
</tr>
<tr>
<td class="tg-a2cf">
<div style="text-align: center;">5</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">Alemanha</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">4,9</div>
</td>
</tr>
<tr>
<td class="tg-a2cf">
<div style="text-align: center;">6</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">Japão</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">4,6</div>
</td>
</tr>
<tr>
<td class="tg-a2cf">
<div style="text-align: center;">7</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">Chile</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">4,1</div>
</td>
</tr>
<tr>
<td class="tg-a2cf">
<div style="text-align: center;">8</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">México</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">3,8</div>
</td>
</tr>
<tr>
<td class="tg-a2cf">
<div style="text-align: center;">9</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">Itália</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">3,3</div>
</td>
</tr>
<tr>
<td class="tg-a2cf">
<div style="text-align: center;">10</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">Bélgica</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">3,2</div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="text-align: justify;">
<p>Ao mesmo tempo, a pauta de importações brasileiras apresenta produtos com valor agregado muito maior. Veja o gráfico:</p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<p><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/importacoes_brasil_produto.png"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/importacoes_brasil_produto.png" border="0" /></a></p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<div style="text-align: justify;">
<p>Os maiores países fornecedores de mercadorias são:</p>
<div style="text-align: justify;">
<div>
<table class="tg aligncenter" style="table-layout: fixed; width: 386px;">
<tbody>
<tr>
<th class="tg-804w"></th>
<th class="tg-a2cf">Principais fornecedores</th>
<th class="tg-a2cf">Valor em bi. de US$</th>
</tr>
<tr>
<td class="tg-a2cf">
<div style="text-align: center;">1</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">Estados Unidos</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">23,8</div>
</td>
</tr>
<tr>
<td class="tg-a2cf">
<div style="text-align: center;">2</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">China</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">23,4</div>
</td>
</tr>
<tr>
<td class="tg-a2cf">
<div style="text-align: center;">3</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">Alemanha</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">9,1</div>
</td>
</tr>
<tr>
<td class="tg-a2cf">
<div style="text-align: center;">4</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">Argentina</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">9,1</div>
</td>
</tr>
<tr>
<td class="tg-a2cf">
<div style="text-align: center;">5</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">Coreia do Sul</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">5,4</div>
</td>
</tr>
<tr>
<td class="tg-a2cf">
<div style="text-align: center;">6</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">Itália</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">3,7</div>
</td>
</tr>
<tr>
<td class="tg-a2cf">
<div style="text-align: center;">7</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">França</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">3,6</div>
</td>
</tr>
<tr>
<td class="tg-a2cf">
<div style="text-align: center;">8</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">Japão</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">3,6</div>
</td>
</tr>
<tr>
<td class="tg-a2cf">
<div style="text-align: center;">9</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">México</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">3,5</div>
</td>
</tr>
<tr>
<td class="tg-a2cf">
<div style="text-align: center;">10</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">Chile</div>
</td>
<td class="tg-804w">
<div style="text-align: center;">2,8</div>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Devemos lembrar ainda, que estes produtos primários, além de apresentarem um menor valor agregado, ainda são os que mais sofrem com os protecionismos dos países desenvolvidos, conforme discutimos na postagem sobre <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/organizacao-mundial-do-comercio-omc.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">a OMC e o comércio multilateral</a>. Assim, boa parte das exportações brasileiras têm dificuldades de entrar em mercados estrangeiros.</p>
<p>O suco de laranja brasileiro, por exemplo, até 2012, era taxado ao entrar nos EUA, em uma política conhecida como <i>antidumping</i>. Enquanto isso, os produtores locais ganhavam subsídios do governo americano, barateando seu custo de produção. Esta prática foi revogada pelos EUA após processos por parte do Brasil à OMC. Outro exemplo são os cortes animais, como o bovino, o suíno e o de aves, que sofrem com as barreiras sanitárias dos EUA e da União Europeia, que afirmam que o produto brasileiro não se adéqua aos seus requisitos de qualidade.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/comercio-exterior-brasileiro.html/feed</wfw:commentRss>
			<slash:comments>2</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Organização Mundial do Comércio (OMC)</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/organizacao-mundial-do-comercio-omc.html</link>
					<comments>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/organizacao-mundial-do-comercio-omc.html#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Jan 2017 00:37:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[do Comércio e Serviços]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/organizacao-mundial-do-comercio-omc.html</guid>

					<description><![CDATA[O comércio mundial acontece, simultaneamente, de duas maneiras. A primeira é pelo comércio regionalizado, que ocorre pelo fluxo de mercadorias, serviços e capitais entre países componentes de um bloco econômico. A segunda é pelo comércio multilateral, que ocorre de maneira mais geral através das relações de importação e exportação entre países que não compõem um [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">
<p>O comércio mundial acontece, simultaneamente, de duas maneiras. A primeira é pelo comércio regionalizado, que ocorre pelo fluxo de mercadorias, serviços e capitais entre países componentes de um bloco econômico. A segunda é pelo comércio multilateral, que ocorre de maneira mais geral através das relações de importação e exportação entre países que não compõem um mesmo bloco. É o comércio que não está atrelado ao regionalismo proposto pela criação de blocos econômicos.</p>
<div style="text-align: justify;">
<h4 style="text-align: justify;">Surgimento da OMC</h4>
<div style="text-align: justify;">
<p>O comércio multilateral começou a tomar forma somente a partir da Segunda Guerra Mundial, quando os países do globo começaram a discutir a necessidade da criação de uma entidade responsável por regulá-lo. Este sentimento era sustentado pela crença que o grande protecionismo realizado pelos países no período entre-guerras, este justificado pelo contexto de caos econômico proporcionado pela Crise de 29, seria um dos responsáveis pelo conflito.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>Por protecionismo entende-se qualquer tipo de medida que determinado país adota com objetivo de privilegiar sua produção interna em detrimento dos produtos importados de outros países. As tentativas de diminuir estas políticas foram o ponto central das discussões para a criação de uma entidade reguladora do comércio multilateral.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>Na reunião de Bretton Woods, a mesma da qual resultou a criação do Banco Mundial e do <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2016/11/o-fundo-monetario-internacional-fmi.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Fundo Monetário Internacional (FMI)</a>, foi definido a instauração da Organização Internacional do Comércio (OIC). Porém, a criação desta organização não teve a adesão esperada, sendo rejeitada por muitos países, entre eles os EUA. Com isto, a saída encontrada foi a realização de um acordo provisório, que ficou conhecido como Acordo Geral de Tarifas e Comércio (Gatt), que foi assinado por apenas 23 países, entre eles o Brasil.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>Ainda que de caráter provisório, o Gatt acabou durando até 1995 e promoveu alguns avanços no que diz respeito ao comércio multilateral. Entre eles, o Gatt conseguiu a diminuição das tarifas alfandegárias e instaurou um importante princípio, denominado Princípio de Não-Discriminação, que proibiu o tratamento diferenciado aos países signatários do acordo. Em 1995, a partir de conversas que se iniciaram em 1986 no Uruguai, o Gatt se transformou em OMC (Organização Mundial do Comércio), a partir da constatação que o acordo de 1944 não estava mais de acordo com a nova lógica do comércio global.</p>
<div style="text-align: justify;">
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/640px-WTO_members_and_observers.svg_.png"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/640px-WTO_members_and_observers.svg_.png" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Em verde, membros da OMC. Em azul, membros representados em conjunto pela União Europeia. Em amarelo, países observadores e em vermelho, países não membros. Imagem por BlankMap.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h4 style="text-align: justify;">Funcionamento e princípios</h4>
<div style="text-align: justify;">
<p>Na prática, a formação da OMC oficializou os princípios do Gatt, ao mesmo tempo que o expandiu. Sendo um acordo provisório, o Gatt podia ser facilmente burlado por decisões unilaterais dos países signatários. Com a instauração da OMC, o não cumprimento das obrigações passou a resultar em punições para os países-membros, que envolvem, inclusive, sansões comerciais.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>Além disso, notavelmente o acordo de 1944 não era compatível com a nova dinâmica do mercado, como dito acima. O Gatt geria apenas a movimentação de produtos e bens, ignorando os serviços, como o turismo, as telecomunicações e os seguros, e as propriedades intelectuais. Esta lacuna foi preenchida pela OMC através da instauração do <b>Gats (General Agreement on Trade in Services)</b>, acordo voltado ao comércio de serviços, e do <b>Trips</b> <b>(Agreement on Trade Related Aspects of Intellectual Property Rights)</b>, voltado aos direitos de propriedade intelectual.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>A respeito dos seus princípios básicos, muitos foram herdados do Gatt. Hoje, somam cinco:</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>&#8211; Não discriminação: princípio básico da OMC. Define que um país deve estender aos demais membros qualquer privilégio concedido a um deles (também chamado de <i>princípio da nação mais favorecida</i>). Também visa impedir o tratamento diferenciado de produtos nacionais e importados (também chamado de<i> princípio do tratamento nacional</i>).</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>&#8211; Previsibilidade: define a garantia de previsibilidade das normas instituídas pelos países-membros, impedindo a insegurança dos operadores do comércio mundial nas atividades de importação e exportação. É sustentada pela definição de compromissos tarifários.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>&#8211; Concorrência legal: visa combater práticas nocivas à concorrência comercial entre os países, como o <i>dumping¹</i> e os subsídios.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>&#8211; Proibição de restrições quantitativas: proíbe o estabelecimento de quotas ou proibições para importação de determinados produtos. Por exemplo, o país X fixa uma regra que apenas 20% do produto A comercializado internamente pode vir de outro país, garantindo os outros 80% para os produtos nacionais.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>&#8211; Tratamento Especial e Diferenciado para Países em Desenvolvimento: estabelecimento de políticas comerciais em prol dos países em desenvolvimento, políticas estas que deveriam ser respeitadas pelos países ricos.</p>
<div style="text-align: justify;">
<p><b>Fonte: <a href="http://www.mdic.gov.br/comercio-exterior/negociacoes-internacionais/1886-omc-principios" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços</a></b></p>
<div style="text-align: justify;">
<h4 style="text-align: justify;">As rodadas</h4>
<div style="text-align: justify;">
<p>De tempos em tempos, a OMC organiza reuniões, conhecidas no Brasil como <i>rodadas</i>, com o objetivo de discutir as políticas que envolvem o comércio mundial. Até o momento, já foram realizadas nove destes encontros, também chamados de Conferências Ministeriais. São eles: Singapura (1996); Genebra (1998); Seattle (1999); Doha (2001); Cancun (2003); Hong Kong (2005); Genebra (2009); Genebra (2011); Bali (2013) e Nairóbi (2015).</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>Duas destas rodadas devem ser destacadas: a de Seattle, em 1999, e a de Doha, em 2001. A rodada de Seattle ficou conhecida como Rodada do Milênio, pois teria como objetivo definir os rumos do comércio multilateral no novo milênio. Porém, acabou fracassando, principalmente por conta dos protestos promovidos por grupos contrários ao modelo de globalização vigente, entre eles ambientalistas, sindicados e ONG&#8217;s.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>Já na rodada de Doha, além da incorporação da China e de Taiwan à organização, houveram algumas resoluções de importância. Entre elas, pode-se citar a quebra de patentes de medicamentos para a produção de genéricos em países pobres, o comprometimento de uma abordagem ambiental e sustentável do desenvolvimento econômico pelos países-membros e, talvez a resolução mais polêmica, o acordo entre os EUA e a União Europeia de reverem suas políticas protecionistas em vários setores, em especial na agricultura.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p><i>Entenda melhor as políticas agrícolas protecionistas dos EUA e da União Europeia. Acesse:</i></p>
<div style="text-align: justify;">
<p><a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2016/02/politica-agricola-comum-europeia-pac.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><i>Política agrícola comum europeia.</i></a></p>
<div style="text-align: justify;">
<p><a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2016/02/os-belts-e-politica-agricola.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><i>Os belts e a política agrícola estadunidense.</i></a></p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>Este último ponto, uma grande reivindicação dos países em desenvolvimento, na prática, nunca foi cumprido. EUA, União Europeia e Japão são acusados de oferecerem subsídios aos agricultores com o objetivo de baratear os preços dos produtos nacionais frente aos importados, geralmente provenientes de países em desenvolvimento, como Brasil, China, Índia e países africanos.</p>
<div style="text-align: justify;">
<p>Desta forma, a rodada de Doha continua em discussão até os dias de hoje, estando, de certa forma, esquecida. As nações do mundo desenvolvido agora buscam inserir novos assuntos nas conferências ministeriais, visando enterrar as discussões acerca dos subsídios agrícolas. Entre estas novas questões, destaca-se a discussão ambiental e do comércio eletrônico. As nações que têm a exportação de produtos agrícolas como um setor importante em sua economia relutam em deixar as resoluções da rodada para trás e ainda buscam pelo seu cumprimento integral pelos países ricos. Tal entrave tem favorecido cada vez mais o comércio regionalizado, em detrimento do comércio multilateral.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p><i>¹ Dumping: prática, realizada por alguns países, de colocar no mercado produtos com valor abaixo do mercado.</i></p>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/organizacao-mundial-do-comercio-omc.html/feed</wfw:commentRss>
			<slash:comments>5</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Tipos de Blocos Econômicos: Zonas de livre comércio, União Aduaneira, Mercado Comum e União Econômica e Monetária</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/os-tipos-de-blocos-economicos.html</link>
					<comments>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/os-tipos-de-blocos-economicos.html#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Jan 2017 02:02:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[do Comércio e Serviços]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/os-tipos-de-blocos-economicos.html</guid>

					<description><![CDATA[É fato que a recente saída do Reino Unido da União Europeia abalou os blocos econômicos do mundo inteiro. Porém, seria incorreto afirmar que estas instituições supranacionais não são mais importantes para o comércio mundial. O comércio regionalizado, em suas múltiplas facetas, contribui para a vitalidade econômica de um país, impulsionando sua economia. Porém, nem [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">
<p>É fato que a recente saída do Reino Unido da União Europeia abalou os blocos econômicos do mundo inteiro. Porém, seria incorreto afirmar que estas instituições supranacionais não são mais importantes para o comércio mundial. O comércio regionalizado, em suas múltiplas facetas, contribui para a vitalidade econômica de um país, impulsionando sua economia.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>Porém, nem todos os blocos apresentam o mesmo nível de integração. A escolha dentre estes níveis geralmente é pautada pelas características econômicas dos países-membros, bem como pelos seus interesses ao firmarem o acordo. Atualmente, se categoriza este grau de integração em quatro tipos, da menor para a maior integração: zonas de livre comércio, uniões aduaneiras, mercados comuns e uniões econômicas e monetárias.</p>
<div style="text-align: justify;">
<h4 style="text-align: justify;">Zonas de livre comércio (ZLC)</h4>
<div style="text-align: justify;">
<p>É o tipo mais restrito de bloco econômico. Nas zonas de livre comércio, ou ZLC&#8217;s, existe apenas uma redução ou eliminação de barreiras tarifárias ou não tarifárias no comércio interno entre os países constituintes do bloco. Assim, visa-se formar simplesmente uma zona de livre circulação de mercadorias e capitais, aumentando o volume de mercadorias movimentadas e negócios firmados entre os países-membros.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>Exemplo: NAFTA.</p>
<h4 style="text-align: justify;">União aduaneira</h4>
<div style="text-align: justify;">
<p>Uma união aduaneira é bastante similar a uma zona de livre comércio. Existe, como nesta, uma redução ou eliminação de barreiras tarifárias ou não tarifárias entre os países-membros. Porém, convenciona-se também uma Tarifa Externa Comum (TEC). A TEC é uma tarifa única cobrada pelos países do bloco à entrada de produtos provenientes de países que não fazem parte do mesmo. Por exemplo, se o país A, que faz parte de um bloco econômico com o país B, deseja importar certo produto do país X, que não participa do bloco, ele deve cobrar o mesmo valor de imposto que o país B cobra, valor este instituído pela TEC.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>Exemplo: Mercosul</p>
<div style="text-align: justify;">
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="https://1.bp.blogspot.com/-8tsv9Q1g6M4/WHwmzOU3B1I/AAAAAAAADqM/OCr8aD1XuB8p8Lq_oJW2D6iu6Xp18SgiACLcB/s1600/reuniao_mercosul.PNG"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/reuniao_mercosul.png" width="400" height="222" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Sessão Plenária da 48ª Cúpula do Mercosul. Por Wilson Dias/Agência Brasil &#8211; Agência Brasil, CC BY 3.0 br, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=41722007</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h4 style="text-align: justify;">Mercado Comum</h4>
<div style="text-align: justify;">
<p>O mercado comum visa não só a circulação de mercadorias e capitais entre os países-membros, como as associações anteriores, visa também a livre circulação de serviços e pessoas. Além disso, num mercado comum existe a padronização, ou um esforço para tal, das legislações econômica, trabalhista, fiscal e ambiental. Apesar do nome, o Mercosul não é, de fato, um mercado comum.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>Exemplo: União Europeia até 1998, sendo o modelo de mercado comum mantido até hoje pelos países da UE que não adotaram o euro como moeda.</p>
<h4 style="text-align: justify;">União Econômica e Monetária</h4>
<div style="text-align: justify;">
<p>Neste grau de integração econômica, persistem todas as características de um mercado comum. Aqui, porém, existe ainda a instauração de uma moeda única, de um Banco Central comum e de uma política monetária conjunta. É o mais elevado grau de integração em prática hoje.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>Exemplo: países da União Europeia que usam o euro como moeda.</p>
<div style="text-align: justify;">
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="https://4.bp.blogspot.com/-DoGNJhhyIig/WHwlm8v5QOI/AAAAAAAADqE/Dnp3otXJqfsZoCnBiykSrUSX9DLgXU9fQCLcB/s1600/bc%2Beuropeu.PNG"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/bceuropeu.png" width="400" height="265" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Banco Central Europeu. Por Norbert Nagel &#8211; Obra do próprio, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=33478604</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="text-align: justify;">
<p>Existe ainda um quinto grau de integração, ainda não existente, conhecida como <b>integração política e institucional</b>. Neste nível, existiria um integração completa entre os países-membros, com a unificação de instituições políticas, econômicas, sociais e até militares. Seria um nível onde a supremacia do Estado Nacional seria suplantada pela supremacia da instituição supranacional. A União Europeia pode ser, futuramente, a pioneira deste tipo de integração.</p>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/os-tipos-de-blocos-economicos.html/feed</wfw:commentRss>
			<slash:comments>2</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O Fundo Monetário Internacional (FMI)</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/11/o-fundo-monetario-internacional-fmi.html</link>
					<comments>https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/11/o-fundo-monetario-internacional-fmi.html#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Nov 2016 14:44:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.geografiaopinativa.com.br/2016/11/o-fundo-monetario-internacional-fmi.html</guid>

					<description><![CDATA[O mundo vem passando, nas últimas décadas, por um novo quadro de organização político-econômica. As fronteiras nacionais, no plano econômico, vêm dando lugar a fronteiras mais abrangentes, com a criação de organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial. Estas instituições foram resultado das discussões da Conferência de Bretton Woods, realizada [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">
<p>O mundo vem passando, nas últimas décadas, por um novo quadro de organização político-econômica. As fronteiras nacionais, no plano econômico, vêm dando lugar a fronteiras mais abrangentes, com a criação de organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial.</p>
<p>Estas instituições foram resultado das discussões da Conferência de Bretton Woods, realizada em New Hampshire, em 1944. Esta conferência reuniu diversos países com o objetivo de lançar as diretrizes para o mundo pós-Guerra, em especial em relação à reconstrução da Europa, arrasada com o conflito mundial.</p>
<div id="attachment_462" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-462" loading="lazy" class="wp-image-462 size-medium" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/11/fmi1-300x237.jpg" alt="" width="300" height="237" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/11/fmi1-300x237.jpg 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/11/fmi1.jpg 320w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-462" class="wp-caption-text">Sede do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington</p></div>
<p>Dado o fim desta reconstrução e tendo os países europeus se recuperado economicamente, estas instituições, entre elas o Fundo Monetário Internacional (FMI), se voltaram para os países não-desenvolvidos, em especial aqueles que se industrializaram entre as décadas de 1950 e 1960.Neste sentido, o FMI passa a ocupar uma posição de importância no cenário econômico global. De forma similar ao Banco Mundial em obras de infra-estrutura, o FMI funciona como um fundo financeiro que concede empréstimos aos seus países membros. Estes empréstimos são contraídos em momentos em que tais nações precisam desafogar suas economias de períodos recessivos.</p>
<p>Porém, para o FMI aceitar conceder empréstimos para determinado país, é necessário que este último cumpra uma série de &#8220;metas&#8221;, definidas pela <em>Carta das Intenções</em>. Assim, um país, ao receber ajuda do fundo, passa a ter que cumprir uma série de exigências no plano econômico, exigências estas geralmente relacionadas com a implantação de um modelo neoliberal de economia, entre elas incluem-se a redução do déficit público, a demissão do funcionalismo público, as privatizações, aumento de juros e diminuição com gastos sociais.</p>
<p>O capital do FMI é originário das próprias nações membras. Ao entrar no fundo, um país precisa necessariamente comprar uma cota de participação, que determinará a porcentagem de recursos que o país enviará para a instituição. O poder de decisão dentro do grupo, bem como a proporção de recursos que podem ser concedidos é proporcional a esta cota.</p>
<p>Os EUA são os maiores contribuidores com o fundo e, ao mesmo tempo, detém a maior parcela de poder de voto. O país tem cerca de 17% das cotas totais do FMI. Japão (6%), Alemanha (6%), França (5%), Reino Unido (5%), China (3%) e Arábia Saudita (3%) também apresentam elevada proporção de poder no fundo. Em razão disto, estes oito (8) países são membros permanentes do Diretório Executivo, que delega as principais ações da instituição e representam todos os 184 países que fazem parte do FMI.</p>
<p>Somado a estes 8 países, temos outros 16 que são eleitos para um período de dois anos, denominado jurisdição. Atualmente, estes 16 países são: Bélgica, Holanda, México, Itália, Canadá, Finlândia, Coreia do Sul, Egito, Malásia, Tanzânia, Suíça, Irã, Brasil (aproximadamente 2,5% das cotas), Índia, Argentina e Guiné Equatorial. A atual diretora-gerente do FMI, incumbida de supervisionar as ações do grupo, é a francesa Christine Lagarde.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/11/o-fundo-monetario-internacional-fmi.html/feed</wfw:commentRss>
			<slash:comments>3</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Os ciclos de Kondratiev</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/07/os-ciclos-de-kondratiev.html</link>
					<comments>https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/07/os-ciclos-de-kondratiev.html#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Jul 2016 19:43:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[do Comércio e Serviços]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Industrial]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.geografiaopinativa.com.br/2016/07/os-ciclos-de-kondratiev.html</guid>

					<description><![CDATA[A Teoria dos Ciclos Longos, ou Teoria dos Ciclos de Kondratiev, foi criada pelo economista russo Nikolai Kondratiev, durante o período de domínio da União Soviética. Esta teoria defende que a dinâmica econômica global, a partir da Primeira Revolução Industrial, foi e é constituída de ciclos, onde fases de expansão econômica são seguidas, contiguamente, de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A Teoria dos Ciclos Longos, ou Teoria dos Ciclos de Kondratiev, foi criada pelo economista russo Nikolai Kondratiev, durante o período de domínio da União Soviética. Esta teoria defende que a dinâmica econômica global, a partir da Primeira Revolução Industrial, foi e é constituída de ciclos, onde fases de expansão econômica são seguidas, contiguamente, de fases recessivas.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta teoria foi bastante mal recebida na época, tanto no lado capitalista, quanto no lado comunista. Para os soviéticos, acreditar que o capitalismo, após a Crise de 1929, iria se recuperar, e que este período recessivo era apenas uma fase, que logo seria seguida por um período de crescimento, era bastante desconfortável. Da mesma forma, o bloco capitalista não via como agradável a ideia de que o capitalismo passaria por crises de tempos em tempos.</p>
<p style="text-align: justify;">Para entender o processo dinâmico do ciclo, foquemos, inicialmente, no primeiro deles. Segundo esta concepção, o <b>primeiro ciclo longo</b> teria se originado em 1790, nos primórdios da Primeira Revolução Industrial. A máquina a vapor, <i>invenção graúda</i> do período, cria novas perspectivas de lucro, suscitando vultosos investimentos no setor industrial. Este ambiente de <i>superlucro</i> acaba acarretando na fase expansionista do ciclo, a <i>fase a</i>. Aos poucos, porém, o capitalista começa a frear seus investimentos. Começa a existir uma superprodução e uma concorrência que desarticulam a lucratividade de outrora. Inicia-se, assim, em meados de 1820, a fase recessiva, ou <i>fase b</i>, do Ciclo Longo.</p>
<p style="text-align: justify;">Tais fases recessivas, porém, são acompanhadas pelo surgimento de invenções que, quando aplicadas no mercado, serão impulsionadoras de uma nova fase ascendente. A principal invenção da fase depressiva do primeiro ciclo foram os meios de transporte movidos a vapor, como o trem e o navio, que abriram um novo leque de oportunidades para os investidores. Tal dinâmica pode ser entendida melhor com o esquema abaixo.</p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<p style="text-align: justify;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Kondratiev.png"><img class="aligncenter" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Kondratiev.png" border="0" /></a></p>
<div style="text-align: left;">
<p style="text-align: justify;">O primeiro ciclo longo teve seu fim em 1848, dando lugar à <i>fase a</i> do segundo ciclo.</p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<p style="text-align: justify;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Kondratiev1.png"><img class="aligncenter" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Kondratiev1.png" border="0" /></a></p>
<div style="text-align: left;">
<p style="text-align: justify;">O <b>segundo ciclo</b> começa com a aplicação dos transportes movidos a vapor, ou seja, na transformação destes de <i>invenções</i> para <i>inovações</i>. Abrindo novas oportunidades de mercado, esta inovação atraiu novos investimentos que, segundo a mesma ideia de ciclo, trouxeram superlucros. Conforme mais capitalistas iam investindo neste novo modal, ocorreu um aglutinamento de produção e de concorrência, gerando uma nova fase decadente em meados de 1873. Como característico da <i>fase b</i>, surgem novas invenções, entre elas, as principais foram a eletricidade e o motor a combustão. Quando tais invenções foram aplicadas no mercado, iniciou-se uma nova fase ascendente, a partir de 1896.</p>
<div style="text-align: left;">
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<p style="text-align: justify;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Kondratiev2.png"><img class="aligncenter" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Kondratiev2.png" border="0" /></a></p>
<div style="text-align: left;">
<p style="text-align: justify;">O <b>terceiro ciclo</b> é o característico da Segunda Revolução Industrial, e será liderado por Alemanha e Estados Unidos. A Inglaterra, que liderou a Revolução do primeiro ciclo estava presa ao seu parque industrial antigo e não estava apta a arriscar investimentos com o uso das invenções da <i>fase b </i>do ciclo anterior. É também o período de início do <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2015/10/fases-do-capitalismo-capitalismo.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">capitalismo financeiro ou monopolista</a>. As invenções da fase recessiva deste ciclo foram, entre outras, o avião a jato, as telecomunicações e o uso de petroleiros.</p>
<div style="text-align: left;">
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<p style="text-align: justify;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Kondratiev3.png"><img class="aligncenter" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Kondratiev3.png" border="0" /></a></p>
<div style="text-align: left;">
<p style="text-align: justify;">O <b>quarto ciclo</b> estende-se até os dias atuais e está ligado à Terceira Revolução Industrial. Inicia-se em 1948 e se estende até 1973, no período conhecido como <i>anos gloriosos da social democracia</i>. A <i>fase b</i>, que continua até hoje, é marcada por invenções como a robótica, a biotecnologia e a telemática (união entre telecomunicações e informática).</p>
<div style="text-align: left;">
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<p style="text-align: justify;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Kondratiev4.png"><img class="aligncenter" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Kondratiev4.png" border="0" /></a></p>
<div style="text-align: center;">
<div style="text-align: left;">
<p style="text-align: justify;">Nota-se que esta fase recessiva está durando um tempo muito maior que as fases dos ciclos anteriores. Já são cerca de 43 anos na <i>fase b</i>. Isto decorre de um processo de administração do período de crise por parte das nações do centro do sistema capitalista, especificamente pela ação de seus Bancos Centrais (BC). Existe atualmente um descompasso entre a economia real, aquela concentrada em produtos e serviços, da economia virtual, centrada no comércio de ações e de títulos públicos. Os BC&#8217;s atuam gerenciando este descompasso, impedindo o engendramento de um novo período de ascensão, pois os investimentos concentram-se na ciranda financeira, ao invés de serem revertidos para as invenções que, consequentemente, suscitariam no surgimento de um novo ciclo.</p>
<div style="text-align: left;">
<div style="text-align: left;">
<p style="text-align: justify;">A justificativa para este fenômeno é que as nações que encabeçam o sistema atual não querem passar pelo mesmo processo que ocorreu com a Inglaterra no terceiro ciclo, onde seu parque industrial desatualizado proporcionou a ascensão de nações como Alemanha e EUA. Os governos destas nações não querem atravessar pela <i>destruição</i> necessária para a <i>criação</i> de um novo ciclo.</p>
<div style="text-align: left;">
<div style="text-align: left;">
<p style="text-align: justify;">O Brasil, que teve sua relação com os ciclos analisada principalmente por Ignácio Rangel, teve uma dinâmica diferente, apesar que não fugir do processo cíclico do centro do sistema. A cada fase recessiva, nosso país entrava em um processo de <i>substituição de importações</i>. Ora, se os centros produtores de mercadorias estavam passando por maus momentos, restava para o Brasil crescer para dentro, isto é, produzir aqui o que antes era importado de fora. No primeiro ciclo, esta substituição gerou uma diversificação produtiva nas fazendas monocultoras, no segundo, impulsionou a produção do artesanato, e, somente no terceiro, resultou em um processo de industrialização.</p>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/07/os-ciclos-de-kondratiev.html/feed</wfw:commentRss>
			<slash:comments>15</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Truste, cartel e holding</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2015/12/truste-cartel-e-holding.html</link>
					<comments>https://www.geografiaopinativa.com.br/2015/12/truste-cartel-e-holding.html#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Dec 2015 23:39:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[do Comércio e Serviços]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Industrial]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.geografiaopinativa.com.br/2015/12/truste-cartel-e-holding.html</guid>

					<description><![CDATA[Com o capitalismo financeiro ou monopolista, as empresas passaram a se organizar de forma a obter cada vez mais mercado e lucro. Assim, foram criados novos mecanismos de fusão, cooperação e administração de empresas com o intuito de formar grandes blocos hegemônicos, estabelecendo, assim, um monopólio. Dentre tais mecanismos, podemos citar o truste, o cartel [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Com o capitalismo financeiro ou monopolista, as empresas passaram a se organizar de forma a obter cada vez mais mercado e lucro. Assim, foram criados novos mecanismos de fusão, cooperação e administração de empresas com o intuito de formar grandes blocos hegemônicos, estabelecendo, assim, um monopólio. Dentre tais mecanismos, podemos citar o truste, o cartel e o <i>holding</i>, que serão comentados abaixo.</p>



<h4><b>TRUSTE</b></h4>



<p>É chamado de truste a situação em que uma determinada empresa se funde com outra com o objetivo de formar uma organização mais ampla e lucrativa. Neste caso, as empresas envolvidas abdicam de sua autonomia financeira em prol de uma fusão completa.
</p>



<div style="text-align: center;"><figure><a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2015/12/TRUSTE.png"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2015/12/TRUSTE.png" border="0"></a></figure></div>



<p>Podemos classificar os trustes de duas formas:</p>



<p><b>Horizontais:</b> Quando a fusão ocorre entre duas empresas de mesmo setor, acarretando em um domínio majoritário sobre o mercado. Exemplo: Sadia e Perdigão.</p>



<p><b>Verticais: </b>Quando a fusão acontece entre empresas que comandam diferentes etapas de um processo produtivo. Exemplo: Petrobras, que realiza a extração do petróleo, o refino e a distribuição da gasolina, portanto, comandando diferentes ramos de um mesmo processo, no caso, o da produção petrolífera.</p>



<h4><b>CARTEL</b></h4>



<p>O cartel é uma prática financeira onde empresas do mesmo ramo fazem acordos com o objetivo de aumentar seus lucros. Neste tipo de associação, não há, ao contrário do truste, uma fusão entre as empresas envolvidas.
</p>



<div style="text-align: center;"><figure><a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2015/12/CARTEL.png"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2015/12/CARTEL.png" border="0"></a></figure></div>



<p>Um exemplo muito comum de cartel ocorre em postos de gasolina, quando postos de diferentes regiões combinam o preço do combustível para evitar a concorrência. Outro exemplo é a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), organização em que países como Venezuela, Arábia Saudita e Líbia usam o petróleo como arma política, regulando seu preço no mercado mundial.</p>



<p>Atualmente, o cartel é considerado crime na maioria dos países do mundo, mas sua ocorrência ainda é bastante comum.</p>



<h4><b>HOLDING</b></h4>



<p>O holding é uma empresa que tem função estritamente administrativa, não produzindo qualquer tipo de produto. Na prática, o holding adquire a maior parte das ações de um grupo de empresas e, a partir daí, começa a comandar diversas de suas decisões operacionais. Desta forma, um holding caracteriza-se por ser o núcleo de comando de um bloco empresarial, chamado de conglomerado.
</p>



<div style="text-align: center;"><figure><a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2015/12/HOLDING.png"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2015/12/HOLDING.png" border="0"></a></figure></div>



<p>Este tipo de organização empresarial é considerada um estágio avançado do capitalismo financeiro. Podemos citar como exemplo de holding a japonesa Mitsui, que controla desde empresas de produção de energia até empresas de alimentos.</p>



<p>Assista também o vídeo do nosso canal sobre o assunto:</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/a-3XLuO6QTQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.geografiaopinativa.com.br/2015/12/truste-cartel-e-holding.html/feed</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Modelos produtivos: as diferenças entre taylorismo, fordismo e toyotismo</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2015/03/modelos-produtivos-as-diferencas-entre.html</link>
					<comments>https://www.geografiaopinativa.com.br/2015/03/modelos-produtivos-as-diferencas-entre.html#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2015 02:38:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Industrial]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.geografiaopinativa.com.br/2015/03/modelos-produtivos-as-diferencas-entre.html</guid>

					<description><![CDATA[Filme Tempos Modernos (Imagem) retrata de forma bem humorada as condições do trabalhador industrial no início do século XX Durante o início do século XX a indústria passava por mais um dos muitos processos de transformação. O início do uso do petróleo e da energia elétrica, além do surgimento das indústrias siderúrgica e química foram [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://3.bp.blogspot.com/-FbwRoK_3Hu0/VrqG9yIn4YI/AAAAAAAACvQ/iI00dL4oVRk/s1600/Chaplin_-_Modern_Times.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2015/03/Chaplin_-_Modern_Times.jpg" width="320" height="252" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Filme Tempos Modernos (Imagem) retrata de forma bem humorada<br />
as condições do trabalhador industrial no início do século XX</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">Durante o início do século XX a indústria passava por mais um dos muitos processos de transformação. O início do uso do petróleo e da energia elétrica, além do surgimento das indústrias siderúrgica e química foram importantes para o período que, posteriormente, seria conhecido como Segunda Revolução Industrial. Outro fato fundamental neste período foi o <b>surgimento do capitalismo financeiro</b>, que integrava o <b>setor industrial ao lucro dos grandes bancos</b>.</p>
<p style="text-align: justify;">Juntamente com tais processos, houve um acirramento na disputa por lucro dentre as empresas. A partir daí, começou-se a disseminar várias novas formas de produção que visavam aumentar o lucro do patrão, aumentando a produção e reduzindo preços. Estes mecanismos criados para este objetivo ficaram conhecidos como <b>modelos produtivos</b>, dos quais se destacam o <b>fordismo</b>, o <b>taylorismo </b>e, mais recentemente, o<b> toyotismo</b>.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Taylorismo</h4>
<p style="text-align: justify;">Criado pelo engenheiro mecânico Frederick Winslow Taylor, o taylorismo é um sistema que consiste na divisão do trabalho e especialização do operário em uma só tarefa.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: left;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2009/08/small_frederick-taylor.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2009/08/small_frederick-taylor.jpg" width="131" height="200" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Frederick Taylor</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">Pelos preceitos tayloristas, o trabalhador não teria mais a necessidade de conhecer todo o processo de produção, devendo conhecer apenas um, procurando um aperfeiçoamento constante apenas desta parte.</p>
<p style="text-align: justify;">Em outras palavras, em uma fábrica que fabrica sapatos, por exemplo, o operário não precisa saber toda a produção, deste a formação do molde até a colocação dos cadarços. Se um trabalhador for designado para colar as solas do sapato, este vai aprender apenas esta função e vai procurar aperfeiçoar suas técnicas. O conhecimento de todo processo ficaria apenas com o <b>gerente</b>, que fiscalizaria todos os ramos da produção.</p>
<p style="text-align: justify;">O taylorismo, ao mesmo tempo que aumentava a produção, barateava o preço dos produtos industrializados e especializava um funcionário a um serviço, criava uma alienação mental do empregado, já que não só o meio de produção era sistematizado, mas também os horários de trabalho e a cobrança para sempre produzir mais e mais.</p>
<h4>Fordismo</h4>
<p style="text-align: justify;">Criado por Henry Ford, o mesmo que criou o Ford T, o fordismo nada mais é que uma <b>junção prática do sistema taylorista e da facilidade das máquinas</b>. Ford criou uma espécie de &#8220;esteira rolante&#8221;, onde as peças dos automóveis passavam em frente ao trabalhador, este que tinha que fazer seu serviço dentro de um curto espaço de tempo.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="https://escsunicamp.files.wordpress.com/2011/12/charge-1.jpg"><img loading="lazy" src="https://escsunicamp.files.wordpress.com/2011/12/charge-1.jpg" width="400" height="157" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Charge ironiza processo fordista de produção</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">O fordismo propiciou um aumento da produção de carros, o que faz com que os próprios funcionários pudessem comprá-lo, aumentando o mercado consumidor do patrão.</p>
<h4><strong>Toyotismo</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Criado depois da Segunda Guerra Mundial pelo japonês Taiichi Ohno, este sistema de produção foi implementado pela primeira vez na fábrica da Toyota.</p>
<p style="text-align: justify;">Na década de 40, o Japão tinha uma economia pequena se comparado aos países europeus e aos EUA. Além disso, o pequeno território do país impedia as estocagem de produtos. Desta forma, o Toyotismo, também conhecido como <i>just-in-time</i>, agia de forma que fosse produzido apenas o necessário.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas fábricas que seguiam este modelo, <b>a produção estava em sintonia com a entrada de matéria-prima e com o mercado consumidor</b>. Quando a procura era alta, eram produzidos mais produtos, quando ela diminuía, a produção caia. Assim, tornava-se desnecessário o espaço com estoque.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra vantagem do toyotismo é que, pelo fato de sempre agir conforme a configuração do mercado, é mais fácil garantir sempre a atualização da produção. A cada tecnologia lançada, o sistema era atualizado, algo que se tornaria impossível com as técnicas anteriores.</p>
<p style="text-align: justify;">O trabalhador fabril também assumia outras funções. Ao contrário do sistema fordista-taylorista, <b>o operário precisaria conhecer amplamente o processo produtivo e as novas tecnologias</b>. Isto necessitava de uma mão-de-obra mais qualificada e reduzia a quantidade de trabalhadores dentro da indústria. Sendo assim, o toyotismo provocou, entre outros problemas, o aumento do desemprego.</p>
<p>Assista nosso vídeo sobre o assunto:</p>
<p><iframe loading="lazy" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/ldnx4ZAOncI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.geografiaopinativa.com.br/2015/03/modelos-produtivos-as-diferencas-entre.html/feed</wfw:commentRss>
			<slash:comments>19</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Lista de estados brasileiros por PIB</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2014/12/lista-de-estados-brasileiros-por-pib.html</link>
					<comments>https://www.geografiaopinativa.com.br/2014/12/lista-de-estados-brasileiros-por-pib.html#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Dec 2014 17:38:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.geografiaopinativa.com.br/2014/12/lista-de-estados-brasileiros-por-pib.html</guid>

					<description><![CDATA[  Veja abaixo uma lista com os 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal classificados pelo PIB (Produto Interno Bruto): Estado PIB 1  São Paulo  1.408.904.000 2  Rio de Janeiro  504.221.000 3  Minas Gerais  403.551.000 4  Rio Grande do Sul  277.658.000 5  Paraná  255.927.000 6  Santa Catarina  177.276.000 7  Distrito Federal  171.236.000 8  Bahia  167.727.000 [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center;">
<div style="text-align: center;">
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p><a href="http://1.bp.blogspot.com/-joU0qwU2UlM/VrqJB-mRrRI/AAAAAAAACvk/50Gv58XZzJk/s1600/moed.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2014/12/moed.jpg" width="400" height="300" border="0" /> </a></p>
</div>
<div style="text-align: left;">Veja abaixo uma lista com os 26 estados brasileiros mais o Distrito Federal classificados pelo PIB (Produto Interno Bruto):</div>
<table style="border-collapse: collapse; text-align: center; width: 328px;" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr style="height: 15.0pt;">
<td class="xl65" style="height: 15.0pt; width: 48pt;" width="64" height="20"></td>
<td class="xl65" style="width: 109pt;" width="145"><b>Estado</b></td>
<td class="xl65" style="width: 89pt;" width="119"><b>PIB</b></td>
</tr>
<tr style="height: 15.0pt;">
<td class="xl66" style="height: 15.0pt; padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;" height="20">1</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> São Paulo</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> 1.408.904.000</td>
</tr>
<tr style="height: 15.0pt;">
<td class="xl66" style="height: 15.0pt; padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;" height="20">2</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> Rio de<br />
Janeiro</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> 504.221.000</td>
</tr>
<tr style="height: 15.0pt;">
<td class="xl66" style="height: 15.0pt; padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;" height="20">3</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> Minas<br />
Gerais</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> 403.551.000</td>
</tr>
<tr style="height: 15.0pt;">
<td class="xl66" style="height: 15.0pt; padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;" height="20">4</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> Rio Grande<br />
do Sul</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> 277.658.000</td>
</tr>
<tr style="height: 15.0pt;">
<td class="xl66" style="height: 15.0pt; padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;" height="20">5</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> Paraná</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> 255.927.000</td>
</tr>
<tr style="height: 15.0pt;">
<td class="xl66" style="height: 15.0pt; padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;" height="20">6</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> Santa<br />
Catarina</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> 177.276.000</td>
</tr>
<tr style="height: 15.0pt;">
<td class="xl66" style="height: 15.0pt; padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;" height="20">7</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> Distrito<br />
Federal</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> 171.236.000</td>
</tr>
<tr style="height: 15.0pt;">
<td class="xl66" style="height: 15.0pt; padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;" height="20">8</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> Bahia</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> 167.727.000</td>
</tr>
<tr style="height: 15.0pt;">
<td class="xl66" style="height: 15.0pt; padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;" height="20">9</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> Goiás</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> 123.926.000</td>
</tr>
<tr style="height: 15.0pt;">
<td class="xl66" style="height: 15.0pt; padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;" height="20">10</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> Pernambuco</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> 117.340.000</td>
</tr>
<tr style="height: 15.0pt;">
<td class="xl66" style="height: 15.0pt; padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;" height="20">11</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> Espírito<br />
Santo</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> 107.329.000</td>
</tr>
<tr style="height: 15.0pt;">
<td class="xl66" style="height: 15.0pt; padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;" height="20">12</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;">Pará</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> 91.009.000</td>
</tr>
<tr style="height: 15.0pt;">
<td class="xl66" style="height: 15.0pt; padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;" height="20">13</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> Ceará</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> 90.132.000</td>
</tr>
<tr style="height: 15.0pt;">
<td class="xl66" style="height: 15.0pt; padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;" height="20">14</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> Mato Grosso</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> 80.830.000</td>
</tr>
<tr style="height: 15.0pt;">
<td class="xl66" style="height: 15.0pt; padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;" height="20">15</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> Amazonas</td>
<td class="xl64" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;">64.120.000</td>
</tr>
<tr style="height: 15.0pt;">
<td class="xl66" style="height: 15.0pt; padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;" height="20">16</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> Maranhão</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> 58.820.000</td>
</tr>
<tr style="height: 15.0pt;">
<td class="xl66" style="height: 15.0pt; padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;" height="20">17</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> Mato Grosso<br />
do Sul</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> 54.471.000</td>
</tr>
<tr style="height: 15.0pt;">
<td class="xl66" style="height: 15.0pt; padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;" height="20">18</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> Rio Grande<br />
do Norte</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> 39.544.000</td>
</tr>
<tr style="height: 15.0pt;">
<td class="xl66" style="height: 15.0pt; padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;" height="20">19</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> Paraíba</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> 38.731.000</td>
</tr>
<tr style="height: 15.0pt;">
<td class="xl66" style="height: 15.0pt; padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;" height="20">20</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> Alagoas</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> 29.545.000</td>
</tr>
<tr style="height: 15.0pt;">
<td class="xl66" style="height: 15.0pt; padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;" height="20">21</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> Rondônia</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> 29.362.000</td>
</tr>
<tr style="height: 15.0pt;">
<td class="xl66" style="height: 15.0pt; padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;" height="20">22</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> Sergipe</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> 27.823.000</td>
</tr>
<tr style="height: 15.0pt;">
<td class="xl66" style="height: 15.0pt; padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;" height="20">23</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> Piauí</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> 25.721.000</td>
</tr>
<tr style="height: 15.0pt;">
<td class="xl66" style="height: 15.0pt; padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;" height="20">24</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> Tocantins</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> 19.530.000</td>
</tr>
<tr style="height: 15.0pt;">
<td class="xl66" style="height: 15.0pt; padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;" height="20">25</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> Amapá</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> 10.420.000</td>
</tr>
<tr style="height: 15.0pt;">
<td class="xl66" style="height: 15.0pt; padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;" height="20">26</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> Acre</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> 9.629.000</td>
</tr>
<tr style="height: 15.0pt;">
<td class="xl66" style="height: 15.0pt; padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;" height="20">27</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> Roraima</td>
<td class="xl63" style="padding-bottom: .2em; padding-top: .2em;"> 7.314.000</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">Lista por região:</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Sudeste &#8211; </b>2.424.005.000</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Sul &#8211;</b> 710.860.000</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Nordeste &#8211;</b> 595.382.000</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Centro-Oeste &#8211;</b>  430.463.000</p>
<p style="text-align: justify;"><b>Norte &#8211; </b>231.383.000</p>
<p style="text-align: justify;">Dados: 2012</p>
<p style="text-align: justify;">Fonte: <a href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/contasregionais/2012/default_xls_2002_2012.shtm" target="_blank" rel="noopener noreferrer">IBGE</a></p>
</div>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.geografiaopinativa.com.br/2014/12/lista-de-estados-brasileiros-por-pib.html/feed</wfw:commentRss>
			<slash:comments>2</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Rio-92: Metas, Agenda 21 e principais acordos</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2014/10/rio-92-metas-agenda-21-e-principais.html</link>
					<comments>https://www.geografiaopinativa.com.br/2014/10/rio-92-metas-agenda-21-e-principais.html#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Oct 2014 18:48:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Biogeografia]]></category>
		<category><![CDATA[Climatologia]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.geografiaopinativa.com.br/2014/10/rio-92-metas-agenda-21-e-principais.html</guid>

					<description><![CDATA[A Rio-92, também conhecida como ECO-92 ou Cúpula da Terra, foi uma convenção ambiental realizada na cidade do Rio de Janeiro em junho de 1992, no espaço de eventos do Rio Centro. Seu principal objetivo foi criar uma ampla discussão entre os chefes-de-Estado do mundo sobre assuntos como o clima, preservação do solo, proteção da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://www.senado.gov.br/NOTICIAS/JORNAL/EMDISCUSSAO/upload/201202%20-%20maio/ed11_imgs/ed11_p12_imagem.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.senado.gov.br/NOTICIAS/JORNAL/EMDISCUSSAO/upload/201202%20-%20maio/ed11_imgs/ed11_p12_imagem.jpg" width="320" height="234" border="0" /></a></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<p>A Rio-92, também conhecida como ECO-92 ou Cúpula da Terra, foi uma convenção ambiental realizada na cidade do Rio de Janeiro em junho de 1992, no espaço de eventos do Rio Centro. Seu principal objetivo foi criar uma ampla discussão entre os chefes-de-Estado do mundo sobre assuntos como o clima, preservação do solo, proteção da biodiversidade marítima, biotecnologia e crescimento sustentável.</p>
<p>A preocupação com as discussões em relação ao meio-ambiente começaram a ser intensificadas anos antes. Em 1972, foi realizada a Convenção de Estocolmo, que abrangia obetivos parecidos com a Rio-92. Em 1987, foi firmado pela ONU o Relatório Brundtland, que traçava um provável esgotamento de recursos naturais caso o modelo de consumo e crescimento de países desenvolvidos e em desenvolvimento não fosse alterado. Estes dois importantes centros de debates ecológicos foram determinantes para a realização da Rio-92.</p>
<p>A conferência realizada na cidade maravilhosa recebeu grande atenção pela grande presença de chefes-de-Estado. Simultaneamente, foi realizado em um espaço no Aterro do Flamengo o Fórum Global, discussão entre os mesmos temas ambientais por ONG&#8217;s de diversas partes do mundo.</p>
<p>Veja os principais acordos e temas discutidos durante a ECO-92:</p>
<p><b>Convenção da Biodiversidade</b></p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://4.bp.blogspot.com/-4yi_7PCrjGI/Vrs0RHie0TI/AAAAAAAACw0/8Ip9QsocmPY/s1600/toucan-1565548.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2014/10/toucan-1565548.jpg" width="320" height="214" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Biodiversidade foi um dos focos da conferência</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Assinado por 156 países, a Convenção da Biodiversidade tinha como principal objetivo estabelecer estratégias em relação a preservação da biodiversidade e a exploração genética. Este acordo muito tinha a ver com conceitos do uso consciente da biotecnologia.</p>
<p><b>Convenção do Clima</b></p>
<p>A Convenção do Clima, assinada durante a Rio-92, foi uma das bases para a criação do Protocolo de Kyoto, em 1997. O relatório estipulava metas para a diminuição dos gases do Efeito Estufa, um dos principais fatores para o Aquecimento Global.</p>
<p><b>Declaração de princípios sobre florestas</b></p>
<p>Controla e garante o uso de recursos florestais para a exploração, com o intuito de crescimento econômico da nação soberana, desde que tal exploração seja sustentável e não degrade o ecossistema, com uso de políticas de preservação ambiental e reposição de florestas.</p>
<p><b>Agenda 21</b></p>
<p>Principal acordo traçado durante a Rio-92, a Agenda 21 descreve cerca de 2.500 recomendações para atingir o desenvolvimento sustentável, com incentivos a políticas que visam dar atenção a projetos ambientais. Foi assinado por 179 países.</p>
<div style="text-align: left;">Alguns dos assuntos tratados nos mais de quarenta capítulos da Agenda 21 e nas discussões da Rio-92 foram:</div>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://2.bp.blogspot.com/-7DjbA9cAzuk/VrszyF24fMI/AAAAAAAACws/r6XRmdL11As/s1600/e%25C3%25B3lica.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2014/10/eC3B3lica.jpg" width="320" height="240" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Termo &#8220;sustentabilidade&#8221; começou a ser usado na conferência</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><b>&#8211; Água:</b> O bom uso dos recursos hídricos são fundamentais para a vida na Terra. Nos últimos 50 anos, a água foi o bem mais maltratado, principalmente por conta do crescimento de grandes cidades e indústrias que jogam seus dejetos em rios, lagos e mares.</p>
<p>&#8211;<b> Incentivo ao Ecoturismo:</b> Pela primeira vez foram expostas ideias de incentivo ao turismo ecológico. Preservar reservas ambientais transformou-se em algo importante para garantir uma visitação assídua a tais áreas, garantindo renda e desenvolvimento. Estes conceitos incentivaram a adoção de medidas de preservação em vários países do mundo.</p>
<p><b>&#8211; Uso de transporte alternativo e energia limpa:</b> Um dos principais problemas nas grandes cidades hoje são os engarrafamentos e a poluição liberada pela queima de combustíveis. Pensando nisto, foi explorado na ECO-92 formas de implementação de veículos elétricos e outras formas de transportes limpos, além do uso de energias renováveis, como a Solar e a Eólica.</p>
<p><b>&#8211; Combate ao desperdício:</b> Outro assunto discutido massivamente na Cúpula da Terra foi o combate ao desperdício de alimentos, água e energia. A reciclagem de produtos e matéria-prima foi vista como uma saída para este problema.</p>
<p>A Rio-92 foi foco nas discussões anos mais tarde, na Rio+10, em Joanesburgo, na África do Sul e também na Rio+20, em 2012, novamente realizada na cidade do Rio de Janeiro.</p>
<div style="text-align: right;">Fontes: <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2002/riomais10/o_que_e-2.shtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Folha</a>, <a href="http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/conferencia-onu-meio-ambiente-rio-92-691856.shtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Planeta Sustenvável</a> e <a href="http://www.infoescola.com/geografia/agenda-21/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Info Escola</a></div>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.geografiaopinativa.com.br/2014/10/rio-92-metas-agenda-21-e-principais.html/feed</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Economia da região sul</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2014/04/economia-da-regiao-su.html</link>
					<comments>https://www.geografiaopinativa.com.br/2014/04/economia-da-regiao-su.html#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2014 15:57:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[do Comércio e Serviços]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Industrial]]></category>
		<category><![CDATA[Região Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.geografiaopinativa.com.br/2014/04/economia-da-regiao-su.html</guid>

					<description><![CDATA[A região sul, composta pelos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, é a segunda mais rica região do Brasil, com um PIB que equivale a aproximadamente 19% do Produto Interno Bruto brasileiro, atrás apenas da região sudeste. Os três setores da economia são bem desenvolvidos. Na agricultura, as culturas de soja, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;">
<p>A região sul, composta pelos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, é a segunda mais rica região do Brasil, com um PIB que equivale a aproximadamente 19% do Produto Interno Bruto brasileiro, atrás apenas da região sudeste.</p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;">
<p>Os três setores da economia são bem desenvolvidos. Na agricultura, as culturas de soja, milho, trigo, maçã, cebola e tabaco são grande fontes de renda. A policultura (cultivo familiar) é muito comum. A monocultura comercial, grandes áreas de plantação, que visam principalmente o mercado externo, com destaque aos países vizinhos como Argentina e Uruguai, é desenvolvida, com técnicas modernas que facilitam a produção.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://3.bp.blogspot.com/-f1VbxzLEpRE/VrtbccccJcI/AAAAAAAAC1c/yyPeUSyv9t4/s1600/curious-cows-2-1367996.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2014/04/curious-cows-2-1367996.jpg" width="320" height="240" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Pecuária é facilitada pela vegetação pampiana</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Auxiliada pela vegetação dos pampas, a pecuária, principalmente bovina, acabou virando símbolo na região sul. No Paraná, a criação suína também é muito importante. Cerca 18% dos bovinos e 60% dos ovinos são criados nesta região do Brasil. O Rio Grande do Sul é o maior produtor de carne de gado do nosso país.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://2.bp.blogspot.com/-Sz5OdmboaIw/VrtcOqfGh_I/AAAAAAAAC1s/IEkZcEu09Y4/s1600/arau.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2014/04/arau.jpg" width="320" height="240" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Araucária. Por User:FML &#8211; Picture taken by FML, CC BY-SA 2.5, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=541303</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="text-align: left;">
<p>Por parte do extrativismo, temos destaque a extração de erva-mate e madeira das Araucárias, que abastece as industrias de papel e celulose da região. Outro destaque também para a pesca, principalmente no litoral catarinense, onde os principais produtos são o camarão, a tainha e a sardinha. A extração de carvão mineral também é bem desenvolvida no estado, principalmente na região carbonífera de Criciúma.</p>
<p>A indústria também se mostra um importante motor na economia sulista, com destaque a indústria alimentícia, calçadista, têxtil e automobilística. Geralmente os grandes pólos industriais ficam próximos as áreas de extração. Em Curitiba, no Paraná, temos e presença de diversas montadoras como Renault, Audi, Volkswagen e Volvo. Porto Alegre também é outro grande centro industrial, com grande desenvolvimento da indústria petroquímica.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://4.bp.blogspot.com/-1y-LwaJ-aQ0/VrtchY5d-RI/AAAAAAAAC10/t3WmC9qI6AY/s1600/itaipu.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2014/04/itaipu.jpg" width="400" height="266" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Itaipu, a segunda maior usina<br />
hidrelétrica do mundo. Por International Hydropower Association (IHA) &#8211; Flickr, CC BY 2.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=28436568</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>É na região sul, mais precisamente no oeste do Paraná, que encontramos a Binacional Itaipu, a segunda maior hidrelétrica do mundo. No setor de serviços, temos destaque ao turismo, principalmente em SC e uma boa malha de transportes, tanto ferroviária tanto rodoviária.</p>
</div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.geografiaopinativa.com.br/2014/04/economia-da-regiao-su.html/feed</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
