O Fundo Monetário Internacional (FMI)

O mundo vem passando, nas últimas décadas, por um novo quadro de organização político-econômica. As fronteiras nacionais, no plano econômico, vem dando lugar a fronteiras mais abrangentes, com a criação de organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial.

Estas instituições foram resultado das discussões da Conferência de Bretton Woods, realizada em New Hampshire, em 1944. Esta conferência reuniu diversos países com o objetivo de lançar as diretrizes para o mundo pós-Guerra, em especial em relação à reconstrução da Europa, arrasada com o conflito mundial.

Sede do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington
Dado o fim desta reconstrução e tendo os países europeus se recuperado economicamente, estas instituições, entre elas o Fundo Monetário Internacional (FMI), se voltaram para os países não-desenvolvidos, em especial aqueles que se industrializaram entre as décadas de 1950 e 1960.

Neste sentido, o FMI passa a ocupar uma posição de importância no cenário econômico global. De forma similar ao Banco Mundial em obras de infra-estrutura, o FMI funciona como um fundo financeiro que concede empréstimos aos seus países membros. Estes empréstimos são contraídos em momentos em que tais nações precisam desafogar suas economias de períodos recessivos.

Porém, para o FMI aceitar conceder empréstimos para determinado país, é necessário que este último cumpra uma série de "metas", definidas pela Carta das Intenções. Assim, um país, ao receber ajuda do fundo, passa a ter que cumprir uma série de exigências no plano econômico, exigências estas geralmente relacionadas com a implantação de um modelo neoliberal de economia, entre elas incluem-se a redução do déficit público, a demissão do funcionalismo público, as privatizações, aumento de juros e diminuição com gastos sociais.


O capital do FMI é originário das próprias nações membras. Ao entrar no fundo, um país precisa necessariamente comprar uma cota de participação, que determinará a porcentagem de recursos que o país enviará para a instituição. O poder de decisão dentro do grupo, bem como a proporção de recursos que podem ser concedidos é proporcional a esta cota.

Os EUA são os maiores contribuidores com o fundo e, ao mesmo tempo, detém a maior parcela de poder de voto. O país tem cerca de 17% das cotas totais do FMI. Japão (6%), Alemanha (6%), França (5%), Reino Unido (5%), China (3%) e Arábia Saudita (3%) também apresentam elevada proporção de poder no fundo. Em razão disto, estes oito (8) países são membros permanentes do Diretório Executivo, que delega as principais ações da instituição e representam todos os 184 países que fazem parte do FMI.

Somado a estes 8 países, temos outros 16 que são eleitos para um período de dois anos, denominado jurisdição. Atualmente, estes 16 países são: Bélgica, Holanda, México, Itália, Canadá, Finlândia, Coreia do Sul, Egito, Malásia, Tanzânia, Suíça, Irã, Brasil (aproximadamente 2,5% das cotas), Índia, Argentina e Guiné Equatorial. A atual diretora-gerente do FMI, incumbida de supervisionar as ações do grupo, é a francesa Christine Lagarde.



Fernando Soares
Fernando Soares

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