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	<title>Geologia &#8211; Geografia Opinativa</title>
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	<title>Geologia &#8211; Geografia Opinativa</title>
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		<title>Marrocos: Características gerais, relevo, clima e hidrografia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2020 00:04:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Climatologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Características Gerais Capital: Rabat;Área: 446,5 mil km²;Moeda: Dirrã;População: 35 milhões de habitantes (2019);Densidade Demográfica: 73 hab./km²;PIB: 103 bilhões (nominal);Idioma: Árabe e Berbere. Relevo O relevo marroquino é, em geral, elevado, com uma média de altitude de cerca de 800 metros. Duas cadeias de montanhas destacam-se na paisagem do país. No extremo norte, temos as Montanhas [&#8230;]]]></description>
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<h2>Características Gerais</h2>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-medium"><img width="300" height="199" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandeira-300x199.png" alt="Bandeira do Marrocos." class="wp-image-4719" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandeira-300x199.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandeira-768x509.png 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandeira.png 923w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption>Bandeira do Marrocos.</figcaption></figure></div>



<p>Capital: Rabat;<br>Área: 446,5 mil km²;<br>Moeda: Dirrã;<br>População: 35 milhões de habitantes (2019);<br>Densidade Demográfica: 73 hab./km²;<br>PIB: 103 bilhões (nominal);<br>Idioma: Árabe e Berbere.</p>



<h2>Relevo</h2>



<p>O relevo marroquino é, em geral, elevado, com uma média de altitude de cerca de 800 metros.</p>



<p>Duas cadeias de montanhas destacam-se na paisagem do país. No extremo norte, temos as <strong>Montanhas Rif</strong>, que segue a costa mediterrânea do Marrocos.</p>



<p>É uma continuidade do Sistema Bético, terras altas encontradas na península Ibérica, que há 3 milhões de anos estava ao território marroquino ligado.</p>



<p>As Montanhas Rif atingem seu cume no Monte Tidirhine, com 2.450 metros.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="566" height="278" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/relevo_marrocos.png" alt="Relevo do Marrocos." class="wp-image-4716" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/relevo_marrocos.png 566w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/relevo_marrocos-300x147.png 300w" sizes="(max-width: 566px) 100vw, 566px" /><figcaption>Relevo do Marrocos.</figcaption></figure></div>



<p>A <strong>Cordilheira do Atlas</strong> é a principal cadeia de montanhas do país, rasgando o território nacional em seu centro. É composta por três estruturas principais.</p>



<p>A principal delas é o <strong>Alto Atlas</strong>, que inicia-se na costa atlântica do país e segue a leste com leve inclinação ao norte. É onde encontramos as maiores altitudes do país, que facilmente ultrapassam os 2.000 metros. O ponto mais alto do Marrocos fica nesta cordilheira: é o <strong>Monte Toubkal</strong>, com 4.165 metros.</p>



<p>O <strong>Médio Atlas</strong> tem altitudes um pouco menores, chegando a 3.300 metros. Parte do centro do Alto Atlas e segue em sentido nordeste.</p>



<p>Já o <strong>Anti-Atlas </strong>segue ao sul mais ou menos paralelo ao Alto Atlas e chega até o Atlântico. Entre as duas cadeias de montanhas, temos o abrupto vale do Rio Suz.</p>



<p>Mas não apenas de montanhas que é constituído o território marroquino.</p>



<p>Entre o Médio Atlas e as Montanhas Rif, temos o <strong>vale de Taza</strong>, que permite a ligação entre leste e oeste do país. É onde corta, inclusive, uma importante rodovia, que liga Rabat a Oujda.</p>



<p>Seguindo a leste, a partir de Taza, temos como destaque a <strong>Bacia do Rio Moulouya</strong>, marcada pela aridez e por ser o limite noroeste do Saara. Já na fronteira com a Argélia, sobem terras elevadas, conhecidas como <strong>Alto Planalto</strong>, chegando a 1.300 metros.</p>



<p>À oeste do Médio Atlas e ao sul das Montanhas Rif, encontramos a <strong>planície aluvial do Rio Cebu</strong>, importante área fértil do país.</p>



<p>No Centro-Oeste do país, ao sul do vale do Rio Cebu, temos uma sequência de terras altas conhecidas como <strong>Planalto Marroquino</strong>.</p>



<h2>Clima</h2>



<p>O Marrocos é um país bastante diverso do ponto de vista climático. O norte do país, em geral, apresenta um <strong>clima mediterrâneo</strong>, muito similar do sul da península Ibérica.</p>



<p>Conforme classificação climática de Koppen, este é o clima Csa, clima meditarrâneo quente.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="441" height="381" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/marrocos_koppen.png" alt="Climas do Marrocos conforme classificação climática de Koppen." class="wp-image-4715" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/marrocos_koppen.png 441w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/marrocos_koppen-300x259.png 300w" sizes="(max-width: 441px) 100vw, 441px" /><figcaption>Climas do Marrocos conforme classificação climática de Koppen. Ali Zafan.</figcaption></figure></div>



<p>Apesar disso, a costa atlântica do Marrocos apresenta temperaturas moderadas, mesmo no verão, por conta da influência da Corrente das Canárias.</p>



<p>Nas cidades costeiras do norte do país, as temperatruas variam de 18 a 28°C no verão. Todavia, entre a primavera e o verão, um vento quente proveniente do Saara &#8211; <strong>sharqī</strong> &#8211; pode atravessar as montanhas e elevar as temperaturas das planícies para acima de 40°C.</p>



<p>No inverno, o efeito da maritimidade faz com que as cidades litorâneas tenham temperaturas mais amenas, entre 8 e 17°C.</p>



<p>Nas terras baixas do interior do país, a sudeste do Atlas, porém, a situação é bem diferente. No verão, a temperatura média é de 35°C, enquanto no inverno podem registrar valores abaixo de zero.</p>



<p>A pluviosidade também varia bastante conforme latitude e altitude.</p>



<p>Nas planícies costeiras do norte do país, a média de chuvas é de 800 mm na altura do vale do Cebu, chegando a 200 mm no vale do Suz, mais ao sul. No extremo-sul, tem-se um cenário de profunda aridez.</p>



<p>As montanhas do Atlas criam uma importante sombra sobre as áreas ao sul, impedindo as nuvens de chuva de chegarem lá.</p>



<p>Conforme as altitudes aumentam, os índices pluviométricos também são maiores. Nas Montanhas Rif, por exemplo, chove 2.030 mm ao ano, enquanto que no Alto Atlas &#8211; mais ao sul, onde os índices pluviométricos em geral são menores &#8211; chove 760 mm.</p>



<h2>Hidrografia</h2>



<p>A organização espacial das montanhas no Marrocos marcam o modo como os rios correm pelo território. Por receberem nuvens de chuva carregadas, é na encosta noroeste do Atlas onde nascem os principais rios perenes marroquinos, desembocando no Oceano Atlântico.</p>



<p>O rio Cebu é o com maior volume de águas no país. Nasce no Médio Atlas, seguindo a norte até a altura de Fez e depois para oeste, desembocando em Mehdiya.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-medium"><img loading="lazy" width="300" height="243" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio-cebu-300x243.png" alt="Rio Cebu, principal do Marrocos." class="wp-image-4717" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio-cebu-300x243.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio-cebu.png 695w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption>Rio Cebu, principal do Marrocos. Sting.</figcaption></figure></div>



<p>Tem 450 km de extensão e drena uma importante área agrícola do país, onde se produz azeitona, arroz, trigo, beterraba, uva e frutas cítricas. Na bacia hidrográfica ainda localiza-se a hidrelétrica de El-Kansera.</p>



<p>Na foz do rio localiza-se o importante porto de Kenitra.</p>



<p>Na faixa noroeste do Atlas Central nasce o rio Moulouya, único dos importantes rios do país que desagua no Mar Mediterrâneo. Tem 515 km de extensão.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="563" height="436" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio-moulouya.png" alt="Bacia do Rio Moulouya." class="wp-image-4718" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio-moulouya.png 563w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio-moulouya-300x232.png 300w" sizes="(max-width: 563px) 100vw, 563px" /><figcaption>Bacia do Rio Moulouya. Tekken, Kropp (2012).</figcaption></figure></div>



<p>O maior rio marroquino, todavia, é intermitente e nasce na face sudeste do Alto Atlas. O Rio Drá tem 1.100 km de extensão a corre a sul até tangenciar a fronteira com a Argélia. Desemboca no Atlântico.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-medium"><img loading="lazy" width="300" height="205" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_dra-300x205.png" alt="Rio Drá." class="wp-image-4714" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_dra-300x205.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_dra.png 546w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption>Rio Drá. OpenStreetMaps.</figcaption></figure></div>



<p>A fachada leste do Atlas ainda drena alguns córregos que fluem para o Saara, como o Guir, o Rheris e o Ziz.</p>



<p>A fachada norte das Montanhas Rif também drenam alguns córregos curtos que desaguram no Mediterrâneo.</p>
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		<title>Ucrânia: Características gerais, relevo, clima e hidrografia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2020 16:02:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Características Gerais Capital: Kiev;Área: 603,6 mil km²;Moeda: Grívnia;População: 42 milhões de habitantes (2019);Densidade Demográfica: 76 hab./km²;PIB: 175 bilhões (nominal);Idioma: Ucraniano. Relevo Se partirmos em uma viagem pela Ucrânia entrando no país através de seus vizinhos de oeste, como Polônia e Eslováquia, encontraremos logo após a fronteira os pontos mais altos do país. Estendendo-se através de [&#8230;]]]></description>
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<h2>Características Gerais</h2>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="344" height="215" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandeira-1.png" alt="Bandeira da Ucrânia" class="wp-image-4689" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandeira-1.png 344w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandeira-1-300x188.png 300w" sizes="(max-width: 344px) 100vw, 344px" /><figcaption>Bandeira da Ucrânia</figcaption></figure></div>



<p>Capital: Kiev;<br>Área: 603,6 mil km²;<br>Moeda: Grívnia;<br>População: 42 milhões de habitantes (2019);<br>Densidade Demográfica: 76 hab./km²;<br>PIB: 175 bilhões (nominal);<br>Idioma: Ucraniano.</p>



<h2>Relevo</h2>



<p>Se partirmos em uma viagem pela Ucrânia entrando no país através de seus vizinhos de oeste, como Polônia e Eslováquia, encontraremos logo após a fronteira os pontos mais altos do país.</p>



<p>Estendendo-se através de 240 km, as montanhas da região dos Cárpatos Ucranianos alcançam entre 600 e 2.000 metros, chegando a 2.060 metros no Monte Hoverla, ponto mais alto do país.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="501" height="343" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/relevo-ucrania.png" alt="Relevo ucraniano" class="wp-image-4690" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/relevo-ucrania.png 501w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/relevo-ucrania-300x205.png 300w" sizes="(max-width: 501px) 100vw, 501px" /><figcaption>Relevo ucraniano. Wikipedia Commons,</figcaption></figure></div>



<p>Continuando o caminho ao leste e atravessando o Rio Pivdennyi Buh (Rio Bug Meridional), encontramos um planalto de terras pouco elevadas. É o Planalto de Dnieper, dissecado por rios, vales e gargantas que atingem até 300 metros de profundidade.</p>



<p>Se aproximando do Rio Dnieper, os índices altimétricos reduzem e chegamos à planície de Dnieper, importante feição altimétrica que corta a Ucrânia de norte a sul.</p>



<p>Ao sul, entre o Mar Negro e o Mar de Azov, se estende outra planície, ligada a anterior pelo trajeto do Rio Dnieper. É a Planície do Mar Negro.</p>



<p>Por fim, no extremo leste do país, próximo a fronteira com a Rússia, novamente se eleva um planalto de baixa altitude, alcançando em média 300 metros.</p>



<h2>Clima</h2>



<p>Conforme classificação climática de Koppen, os climas ucranianos se encaixam no grupo D, isto é, Continental e Subártico.</p>



<p>As regiões mais próximas ao Mar Negro são de clima Dfa, clima úmido de verão quente.</p>



<p>Já o centro e o norte do país apresentam clima Dfb, úmido de verão fresco.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="479" height="336" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/clima.png" alt="Tipos climáticos da Ucrânia conforme classificação de Koppen" class="wp-image-4693" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/clima.png 479w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/clima-300x210.png 300w" sizes="(max-width: 479px) 100vw, 479px" /><figcaption>Tipos climáticos da Ucrânia conforme classificação de Koppen. Ali Zifan.</figcaption></figure></div>



<p>A Ucrânia tem um clima influenciado pelas correntes quentes e úmidas do Oceano Atlântico, que faz com que as temperaturas não sejam tão baixas quanto esperado pela localização geográfica. A média anual de temperatura no centro e no norte do país é de 5,5 a 7°C, enquanto no sul é de 11 a 13°C.</p>



<p>Ainda, existe uma variação de temperatura longitudinal. Invernos no oeste são em geral mais leves que o oeste. Já os verões são mais quentes no leste que no oeste.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="648" height="206" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/donetksy_clima.png" alt="Variação média mensal da temperatura em Donetsky. Google." class="wp-image-4694" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/donetksy_clima.png 648w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/donetksy_clima-300x95.png 300w" sizes="(max-width: 648px) 100vw, 648px" /><figcaption>Variação média mensal da temperatura em Donetsk, sudeste do país. Google.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="646" height="207" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/lviv_clima.png" alt="Variação média mensal da temperatura em Lviv. Google." class="wp-image-4695" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/lviv_clima.png 646w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/lviv_clima-300x96.png 300w" sizes="(max-width: 646px) 100vw, 646px" /><figcaption>Variação média mensal da temperatura em Lviv, noroeste do país. Google.</figcaption></figure>



<p>Já as precipitações são concentradas nos meses mais quentes e bastante desiguais geograficamente. As regiões dos Cárpatos (oeste) são as que mais recebem precipitação (1.200 mm anuais), enquanto as planícies do Mar Negro (sul) são as menos chuvosas (400 mm).</p>



<h2>Hidrografia</h2>



<p>Os rios ucranianos, em geral, nascem nas regiões norte e noroeste do país (Cárpatos) e desembocam no Mar Negro ou no Mar de Azov.</p>



<p>O principal e maior rio do país é o <strong>Dnieper</strong>, que nasce na Rússia e atravessa o território da Bielorússia antes de cortar a Ucrânia, até ter sua foz no Mar Negro. É muito utilizado para produção de energia elétrica, contando com muitas hidrelétricas e barragens.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="349" height="362" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bacia_hidro_dnipro.png" alt="Bacia Hidrográfica do Rio Dnipro. Francis McLloyd." class="wp-image-4692" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bacia_hidro_dnipro.png 349w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bacia_hidro_dnipro-289x300.png 289w" sizes="(max-width: 349px) 100vw, 349px" /><figcaption>Bacia Hidrográfica do Rio Dnieper. Francis McLloyd.</figcaption></figure></div>



<p>Tem 2.200 km de extensão, onde quase 1.000 estão na Ucrânia, e recebe as águas de mais de 50% do território nacional.</p>



<p>Já o <strong>Rio Bug Meridional </strong>nasce nos Cárpatos Ucranianos e corre diagonalmente até desembocar no Mar Negro. É o segundo mais longo do país e o maior totalmente ucraniano.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="396" height="275" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_bug.png" alt="Rio Bug." class="wp-image-4696" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_bug.png 396w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_bug-300x208.png 300w" sizes="(max-width: 396px) 100vw, 396px" /><figcaption>Rio Bug. Naudotojas.</figcaption></figure></div>



<p>O<strong> Rio Dniester</strong> nasce também nos Cárpatos Ucranianos, adentrando o território da Moldária e voltando para a Ucrânia para desembocar no Mar Negro. Tem uma extensão de aproximadamente 1.300 km.</p>



<p>No leste do país, destaque para o<strong> rio Donets</strong>, afluente do Rio Don, que desagua no Mar de Azov.</p>



<p>Um dos rios mais longos da Europa, o <strong>rio Danúbio</strong>, também tem sua foz na Ucrânia.</p>
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		<title>Rochas magmáticas, sedimentares e metamórficas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Feb 2019 20:10:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
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					<description><![CDATA[As rochas são comumente classificadas de acordo com o modo de formação na natureza. Se diferenciam em magmáticas, sedimentares e metamórficas. Rochas magmáticas As rochas magmáticas, também conhecidas como rochas ígneas, são formadas a partir do resfriamento do magma, material fundido rochoso que compõe as camadas interiores da Terra. Se diferenciam pelo local de resfriamento. [&#8230;]]]></description>
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<p>As rochas são comumente classificadas de acordo com o modo de formação na natureza. Se diferenciam em magmáticas, sedimentares e metamórficas.</p>



<h4><b>Rochas magmáticas</b></h4>



<p>As rochas magmáticas, também conhecidas como rochas ígneas, são formadas a partir do resfriamento do magma, material fundido rochoso que compõe as camadas interiores da Terra.</p>



<p>Se diferenciam pelo local de resfriamento. Se o resfriamento ocorrer em superfície, a rocha é classificada como <strong><em>extrusiva, ou vulcânica</em></strong>, se ocorrer ainda dentro da litosfera, é classificada como <em><strong>intrusiva, ou plutônica</strong></em>.</p>



<p>O local de resfriamento irá definir traços importantes da textura da rocha. No caso de rochas extrusivas, o resfriamento será muito rápido, impedindo a formação de cristais de grande tamanho. Assim, rochas deste tipo tendem a ter uma granulação fina. A rocha extrusiva mais comum é o basalto.</p>



<div class="wp-block-image size-medium wp-image-2799"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="300" height="216" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/07/basalto-300x216.png" alt="Basalto" class="wp-image-2799" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/07/basalto-300x216.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/07/basalto.png 357w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><figcaption>Basalto. Cristais invisíveis a olho nu.</figcaption></figure></div>



<p>Já no caso de rochas que resfriam no interior da Terra, o processo de resfriamento é muito mais lento. Assim, os cristais têm tempo suficiente para se agruparem, ficando em tamanho muito maior que no caso das rochas extrusivas, alguns atingindo até alguns centímetros. O granito é exemplo muito comum de rocha intrusiva.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="371" height="299" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/granito.png" alt="" class="wp-image-3337" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/granito.png 371w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/granito-300x242.png 300w" sizes="(max-width: 371px) 100vw, 371px" /><figcaption>Granito. Minerais visíveis a olho nu. CC BY-SA 2.5 es, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=1734934.</figcaption></figure></div>



<p>São rochas resistentes e maciças, possibilitando diversos usos econômicos.</p>



<h4><b>Rochas sedimentares</b></h4>



<p>As rochas sedimentares são formadas a partir de um acúmulo e uma posterior cimentação de materiais provenientes de rochas preexistentes. Estas rochas podem ser magmáticas, metamórficas, ou ainda outras rochas sedimentares.</p>



<p>O intemperismo atua em sentido de desagregar o material constituinte da rocha preexistente. Este material, chamado de sedimento, é transportado e depositado, onde constituirá uma rocha sedimentar caso passe por um processo específico de diagênese.</p>



<p>Por sua formação pela acumulação de camadas, podem acumular fósseis.</p>



<p>São divididas em dois tipos básicos: detríticas (ou clásticas), e não-detríticas (ou não-clásticas), que, por sua vez, dividem-se em químicas e orgânicas.</p>



<p>As <em><strong>rochas detríticas ou clásticas</strong></em> são formadas a partir de partículas de rocha preexistentes, os chamados clastos. Em condições de baixa temperatura e pressão, o empilhamento destas partículas forma rochas, geralmente frágeis e porosas.</p>



<p>Dentre as rochas do tipo, citam-se os conglomerados, os siltitos, os arenitos e os argilitos.</p>



<p>As <strong><em>rochas sedimentares químicas </em></strong>são formadas a partir da precipitação de radicais salinos (cloretos, sulfetos, etc.). Estas pequenas partículas, conhecidas como íons, encontram-se dissolvidas na água. Em situações de calmaria, elas afundam e se agrupam no fundo do corpo hídrico, formando a rocha.</p>



<p>É um exemplo o calcário.</p>



<p>Por último, as <em><strong>rochas sedimentares orgânicas</strong></em> são resultado da mistura de materiais orgânicos (árvores, animais mortos, excrementos, etc.), que, com o passar do tempo, são compactados e transformam-se em rochas.</p>



<p>Aqui, podemos citar o carvão.</p>



<h4><b>Rochas metamórficas</b></h4>



<p>As rochas metamórficas são rochas formadas a partir da transformação das condições mineralógicas de uma rocha no estado sólido. Esta transformação é chamada de metamorfismo e é causada pela variação de pressão e temperatura.</p>



<p>É importante aqui salientar que, na formação de uma rocha metamórfica não ocorre fusão. Neste caso, temos a formação novamente de magma, não de outra rocha.</p>



<p>Em geral, o metamorfismo ocorre por duas maneiras.</p>



<p>A primeira é o que se conhece como <em><strong>metamorfismo regional</strong></em>, que ocorre em consequência de eventos geológicos de grande porte, como o choque de placas tectônicas. </p>



<p>O segundo é o <em><strong>metamorfismo de contato</strong></em>. Ocorre em eventos específicos, como na extrusão de diques que é capaz de metamorfizar a porção limítrofe da rocha encaixante.</p>



<p>Em alguns casos específicos, rochas metamórficas podem surgir pelo impacto de meteoritos.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="308" height="183" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/gnaissi.png" alt="" class="wp-image-3338" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/gnaissi.png 308w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/gnaissi-300x178.png 300w" sizes="(max-width: 308px) 100vw, 308px" /><figcaption>Gnaisse. Reparar foliação (acamadamento) da rocha. Por Siim Sepp.</figcaption></figure></div>



<p>O mármore é um exemplo de rocha metamórfica. É formada a partir do metamorfismo de um calcário. O gnaisse, por sua vez, é formado a partir do granito.</p>
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		<title>Como a Lua foi formada?</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2019/02/como-a-lua-foi-formada.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Feb 2019 01:08:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
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					<description><![CDATA[A Lua é o único satélite natural de grandes dimensões da Terra. Distante 384.400 km do nosso planeta, o corpo celeste guarda grande importância no estabelecimento da vida na Terra, mas também histórico e culturalmente com as civilizações humanas. Todavia, durante muito tempo eram nebulosas as interpretações acerca da formação da Lua. Atualmente, embora tenhamos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A Lua é o único satélite natural de grandes dimensões da Terra. Distante 384.400 km do nosso planeta, o corpo celeste guarda grande importância no estabelecimento da vida na Terra, mas também histórico e culturalmente com as civilizações humanas. </p>



<p>Todavia, durante muito tempo eram nebulosas as interpretações acerca da formação da Lua. Atualmente, embora tenhamos uma teoria mais aceita no meio científico, ainda existem outras secundárias que ainda despertam dúvidas. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="312" height="249" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/lua.png" alt="" class="wp-image-3342" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/lua.png 312w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/lua-300x239.png 300w" sizes="(max-width: 312px) 100vw, 312px" /><figcaption>Teria do Big Splash é a mais aceita, mas ainda não é unanimidade.</figcaption></figure></div>



<h2>Teoria da Co-criação: Terra e Lua surgiram ao mesmo tempo</h2>



<p>Uma das teorias mais antigas diz que Terra e Lua foram criadas ao mesmo tempo em um Sistema Solar primitivo.</p>



<p>Antes de se configurar do modo que conhecemos, o Sistema Solar consistia em um grande <strong><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Disco_de_acre%C3%A7%C3%A3o">disco de acreção</a></strong>, disco composto por poeira e gás em torno de um sol em formação. </p>



<p>Aos poucos, estas partículas passaram a se chocar a se agruparem, formando os primeiros proto-planetas. Estes, por conta de sua grande massa, passaram a atrair mais partículas por força da gravidade, aumentando de tamanho.</p>



<p>Portanto, esta teoria defende que tanto Terra quanto Lua nasceram através do agrupamento de partículas do disco de acreção. Como a Terra teve mais êxito em atrair partículas, tornou-se maior e capturou a Lua sob sua órbita.</p>



<p>Todavia, esta Teoria é falha em explicar o movimento angular da Lua no entorno da Terra.</p>



<h2>A Lua foi formada a partir da expulsão de material da Terra</h2>



<p>Na realidade, existem duas teorias que partem à defesa de que a Lua foi formada a partir da expulsão de uma grande massa de material terrestre. O principal balizamento destas teorias é o fato de que Terra e Lua tem composições químicas semelhantes.</p>



<p>A primeira teoria diz que a Terra, nos primórdios do Sistema Solar, girava com uma velocidade muito mais alta que a atual. Este movimento expulsava continuamente material ao espaço.</p>



<p>Aos poucos, este material foi se solidificando, dando origem à Lua.</p>



<p>A segunda teoria, por sua vez, defende que o fator de expulsão de material da Terra ao espaço não foi um efeito giratório agressivo, mas sim uma sequência de vários impactos de materiais de origem extraterrestre. </p>



<p>Os impactos jogariam grande quantidade de material sólido em órbita que, por sua vez, iam se agrupando até formar um corpo único: a Lua.</p>



<h2>A Lua foi capturada pela Terra</h2>



<p>Esta teoria, criada anteriormente à descoberta da similaridade entre as composições químicas de Terra e Lua, defende que a Lua foi formada em algum outro canto do sistema solar.</p>



<p>Por algum fenômeno, a Lua teria saído de sua órbita e vagado pelo sistema até ser atraída pela órbita terrestre.</p>



<p>Esta teoria tinha como aporte o fato de Marte ter capturado pequenos corpos que se transformaram em satélites próprios. Todavia, pouco se sabe quais fenômenos teriam tirado a Lua de sua órbita original ou em que condições a Terra conseguiu frear a Lua e inseri-la em sua órbita.</p>



<h2>Teoria do Big Splash: um choque com outro planeta teria dado origem à Lua</h2>



<p>Esta teoria veio à tona após ganharem força hipóteses que a Terra, em tempos após a formação do Sistema Solar, tinha um planeta gêmeo, <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Theia">Theia</a>, que teria tamanho similar a Marte.</p>



<p>Este planeta teria sido formado a partir do disco de acreção em órbita similar a da Terra. Cerca de 4 bilhões de anos atrás, os dois planetas teriam se chocado. Theia teria entrado em uma órbita caótica, indo em colisão com a Terra.</p>



<p>Este choque teria vaporizado todo o planeta Theia e a superfície da Terra. O material proveniente do choque teria formado uma <strong>sinestia</strong>, objeto celeste cujo formato se assemelha a uma rosquinha, em elevada velocidade de rotação. </p>



<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" width="599" height="282" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/sinestia.png" alt="" class="wp-image-3226" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/sinestia.png 599w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/sinestia-300x141.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/sinestia-520x245.png 520w" sizes="(max-width: 599px) 100vw, 599px" /><figcaption>Sinestia, disco de rocha pulverizada formado após a colisão de planetas rochosos. Por: © Simon Lock and Sarah Stewart</figcaption></figure>



<p>Este fenômeno teria misturado os elementos constituintes de ambos os planetas de maneira uniforme. A parte mais externa teria se solidificado e formado a Lua, enquanto a parte interna teria sido acrescida à Terra.</p>



<p>É atualmente a teoria mais aceita.</p>



<p>Existe uma variação menos sofisticada desta teoria. Nela, não ocorreu a formação de uma sinestia. Theia seria constituída por um material mais frágil que a Terra. O choque entre os dois planetas fez com que Theia fosse despedaçada. O que restou dela foi agregada e formou a Lua.</p>



<p>Todavia, esta variação não explica as similaridades entre as composições de Terra e Lua.</p>
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		<title>Erosão eólica: deflação e corrasão</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/12/erosao-eolica-corrasao-deflacao.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Dec 2017 18:33:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
		<category><![CDATA[Geomorfologia]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[O vento, além de trabalhar na deposição e no transporte de sedimentos, também erode o terreno, criando formas específicas. A erosão eólica ocorre através de dois principais processos: a deflação e a corrasão (ou abrasão). Deflação A deflação é um processo relacionado com a seleção de partículas na superfície. Em um ambiente com substrato de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O vento, além de trabalhar na <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2017/12/tipos-dunas.html">deposição</a> e no <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2017/12/transporte-particulas-suspencao-saltacao-arrasto.html">transporte</a> de sedimentos, também erode o terreno, criando formas específicas.</p>
<p style="text-align: justify;">A erosão eólica ocorre através de dois principais processos: a deflação e a corrasão (ou abrasão).</p>
<h4 style="text-align: justify;">Deflação</h4>
<p style="text-align: justify;">A deflação é um processo relacionado com a <em>seleção</em> de partículas na superfície.</p>
<p style="text-align: justify;">Em um ambiente com substrato de material inconsolidado, como desertos ou em região costeira, a superfície é composta por grãos de variados tamanhos.</p>
<p style="text-align: justify;">O vento, como visto na postagem sobre <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2017/12/transporte-particulas-suspencao-saltacao-arrasto.html">transporte eólico</a>, tem mais facilidade em carregar partículas de menor tamanho, fazendo este transporte por longas distâncias por suspensão.</p>
<p style="text-align: justify;">Sendo mais suscetível ao transporte, aos poucos, o material mais fino vai sendo removido da superfície, restando grãos mais grossos.</p>
<p><div id="attachment_2574" style="width: 1034px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2574" loading="lazy" class="wp-image-2574 size-large" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/IMG_20171228_022619-1024x340.jpg" alt="Esquema do processo de deflação" width="1024" height="340" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/IMG_20171228_022619-1024x340.jpg 1024w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/IMG_20171228_022619-300x100.jpg 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/IMG_20171228_022619-768x255.jpg 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/IMG_20171228_022619.jpg 550w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><p id="caption-attachment-2574" class="wp-caption-text">Esquema do processo de deflação</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">Por vezes, esta remoção seletiva de material mais fino rebaixa o nível de algumas áreas, formando <em>bacias de deflação</em>. Se este rebaixamento for grande o suficiente para atingir o lençol freático, temos a formação de oásis.</p>
<p style="text-align: justify;">A deflação também pode revelar rochas do substrato rochoso na superfície, criando os pavimentos rochosos, também conhecidos como <em>regs</em>.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Corrasão</h4>
<p style="text-align: justify;">A corrasão, também conhecida como abrasão eólica, é a erosão provocada pelo jateamento feito por partículas em suspensão ou saltação no ar.</p>
<p style="text-align: justify;">O impacto de tais partículas em corpos maiores causa a desagregação do material, esculpindo formas típicas de ambiente de ação eólica, como ocorre na paisagem ruiniforme¹ em arenito no Parque Estadual de Vila Velha (PR).</p>
<p><div id="attachment_2571" style="width: 235px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2571" loading="lazy" class="size-medium wp-image-2571" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/vila-velha-225x300.jpg" alt="&quot;A Taça&quot;, elevação com formato peculiar no Parque Estadual de Vila Velha. Imagem: Ana Paula Hirama." width="225" height="300" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/vila-velha-225x300.jpg 225w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/vila-velha-768x1024.jpg 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/vila-velha.jpg 262w" sizes="(max-width: 225px) 100vw, 225px" /><p id="caption-attachment-2571" class="wp-caption-text">&#8220;A Taça&#8221;, elevação com formato peculiar no Parque Estadual de Vila Velha. Imagem: Ana Paula Hirama.</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">Além da desagregação, a corrasão também tem poder de polimento sobre os materiais estáticos.</p>
<p style="text-align: justify;">Dentre os principais registros dessa ação polidora do vento, podemos citar os ventifactos e os <em>yardangs</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Ventifactos são rochas com duas ou mais faces polidas, formadas através da ação dos jateamentos de partículas. Geralmente, o polimento ocorre a princípio em apenas uma face e, a partir do rolamento da rocha, passa a atuar em outra parte da mesma.</p>
<p><div id="attachment_2570" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2570" loading="lazy" class="size-medium wp-image-2570" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/ventifacto-300x278.jpg" alt="Ventifacto na Califórnia. Imagem: De Wilson44691 - Trabalho do próprio, CC0." width="300" height="278" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/ventifacto-300x278.jpg 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/ventifacto-768x711.jpg 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/ventifacto.jpg 378w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-2570" class="wp-caption-text">Ventifacto na Califórnia. Imagem: De Wilson44691 &#8211; Trabalho do próprio, CC0.</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">Já os yardangs são protuberâncias alongadas com orientação bem definida formadas pela ação de ventos unidirecionais sobre um terreno argiloso.</p>
<p><div id="attachment_2569" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2569" loading="lazy" class="size-medium wp-image-2569" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/yardang-300x195.jpg" alt="Yardang no Texas (EUA)" width="300" height="195" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/yardang-300x195.jpg 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/yardang.jpg 538w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-2569" class="wp-caption-text">Yardang no Texas (EUA)</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">Uma característica interessante do polimento causado pelo vento é que as faces trabalhadas por ele apresentam brilho fosco.</p>
<p style="text-align: justify;">¹ Segundo o Dicionário Histórico e Geográfico dos Campos Gerais, da UEPG, relevo ruiniforme é uma &#8220;feição morfológica semelhante a ruínas, isto é, forma de relevo que ocorre em conseqüência da erosão que esculpe principalmente os arenitos, elaborando esculturas naturais na paisagem, em conseqüência da ação da água das chuvas, do sol e da atividade biológica&#8221;.</p>
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		<title>Transporte éolico: Suspensão, saltação e arrasto</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/12/transporte-particulas-suspencao-saltacao-arrasto.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Dec 2017 17:35:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
		<category><![CDATA[Geomorfologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Suspensão, saltação e arrasto são três modalidades de transporte de partículas pelo vento. Tal diferenciação se dá principalmente pelo tamanho do grão a ser transportado, pela energia do vento e pela existência ou não de obstáculos. Se considerarmos ambientes planos e sem obstáculos, com uma velocidade de vento constante, podemos generalizar que quanto menores as [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Suspensão, saltação e arrasto são três modalidades de transporte de partículas pelo vento.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal diferenciação se dá principalmente pelo tamanho do grão a ser transportado, pela energia do vento e pela existência ou não de obstáculos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se considerarmos ambientes planos e sem obstáculos, com uma velocidade de vento constante, podemos generalizar que quanto menores as partículas, maiores são as distâncias que as mesmas são carregadas.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Suspensão</h4>
<p style="text-align: justify;">A suspensão é o tipo de movimentação que ocorre com partículas pequenas, como areia muito fina, silte e argila.</p>
<p><div id="attachment_2550" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2550" loading="lazy" class="size-medium wp-image-2550" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/Imagem-37-300x132.jpg" alt="Croqui de uma partícula em suspensão" width="300" height="132" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/Imagem-37-300x132.jpg 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/Imagem-37.jpg 522w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-2550" class="wp-caption-text">Croqui de uma partícula em suspensão</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">As partículas são retiradas de seu local de origem e permanecem sendo carregadas pelo vento por longas distâncias, sem voltar a tocar a superfície.</p>
<p style="text-align: justify;">As partículas suspensas são depositadas quando o vento não mais consegue dar conta do transporte, seja por uma perda de sua energia, seja pelo aporte crescente de grãos no ar. É comum esta deposição ocorrer após um obstáculo, onde ocorre turbulência e consequente perda da energia do vento.</p>
<p style="text-align: justify;">Em termos de volume de material transportado, a suspensão é a principal modalidade de transporte.</p>
<h4>Saltação</h4>
<p style="text-align: justify;">A saltação ocorre com partículas de tamanho compreendido entre a areia fina e a areia muito grossa.</p>
<p><div id="attachment_2551" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2551" loading="lazy" class="size-medium wp-image-2551" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/Imagem-37-Copia-300x155.jpg" alt="Croqui de uma partícula em saltação" width="300" height="155" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/Imagem-37-Copia-300x155.jpg 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/Imagem-37-Copia.jpg 450w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-2551" class="wp-caption-text">Croqui de uma partícula em saltação</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">Seu deslocamento ocorre através de pequenos saltos. O grão fica em suspensão por alguns segundos, e, por conta de seu peso, acaba voltando à superfície.</p>
<p style="text-align: justify;">Corresponde a um deslocamento de massa intermediário se comparado com a suspensão e o arrasto.</p>
<p style="text-align: justify;">É a principal modalidade de movimentação na constituição de <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2017/12/tipos-dunas.html">dunas</a> e outras feições geomorfológicas de ambientes desérticos e costeiros.</p>
<h4>Arrasto</h4>
<p style="text-align: justify;">O arrasto é uma modalidade de transporte muito mais restrita no que diz respeito a quantidade de material. Ocorre apenas com grãos maiores, como areia grossa, areia muito grossa e seixos.</p>
<p><div id="attachment_2552" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2552" loading="lazy" class="size-medium wp-image-2552" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/Imagem-37-Copia-Copia-300x170.jpg" alt="Croqui de uma partícula em arrasto" width="300" height="170" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/Imagem-37-Copia-Copia-300x170.jpg 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/12/Imagem-37-Copia-Copia.jpg 397w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-2552" class="wp-caption-text">Croqui de uma partícula em arrasto</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">Partículas movimentadas de outras maneiras (suspensão e saltação), ao entrarem em contato com a superfície novamente, podem acabar empurrando estes grãos de maior diâmetro, provocando o arrasto. A própria velocidade do vento também pode proporcionar este deslocamento.</p>
<p style="text-align: justify;">No arrasto, a partícula não perde o contato com a superfície e tem seu deslocamento travado pelo atrito com o solo.</p>
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		<title>Erosão: pluvial, marinha, glacial e eólica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Feb 2017 23:38:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
		<category><![CDATA[Geomorfologia]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[Dá-se o nome de erosão ao conjunto de fatores responsáveis pela retirada (desgaste) e pelo transporte de materiais produzidos pelo intemperismo, podendo ser provenientes do solo, da camada de regolito ou até mesmo diretamente de rochas fragilizadas. Esta retirada, seguida do transporte, dos materiais ocorre através da ação de agentes externos, como a água ou o vento, que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Dá-se o nome de <strong>erosão</strong> ao conjunto de fatores responsáveis pela retirada (desgaste) e pelo transporte de materiais produzidos pelo <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2017/02/intemperismo.html">intemperismo</a>, podendo ser provenientes do solo, da camada de regolito ou até mesmo diretamente de rochas fragilizadas. Esta retirada, seguida do transporte, dos materiais ocorre através da ação de agentes externos, como a água ou o vento, que trabalham no sentido de abaixar as formas de relevo.</p>
<p style="text-align: justify;">A erosão pode ser entendida como o processo intermediário entre o intemperismo e a deposição. O material transportado recebe o nome de sedimento e, após sua acumulação, vai dar origem aos<br />
depósitos sedimentares ou às rochas sedimentares.</p>
<p style="text-align: justify;">Dependendo do agente transportador (vamos chamá-lo, a partir daqui, de agente erosivo), a erosão pode ser classificada em diversos tipos. Vamos aqui discorrer sobre os principais.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Erosão pluvial</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">A erosão pluvial é aquela causada pela ação da água das chuvas. É mais agressiva em terrenos inclinados e sem proteção da vegetação. A vegetação trabalha no sentido de amortecer o impacto da chuva, além de, através da ação de suas raízes, garantir maior sustentação à estrutura do solo, favorecendo a infiltração.</p>
<p style="text-align: justify;">Pode ser dividido em dois tipos:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Erosão pluvial laminar</em>: ocorre quando a água escoa pela superfície do terreno em forma de lâmina, isto é, superficialmente, sem a formação de canais. Apesar de ser pouco perceptível, pode trazer grandes prejuízos para a agricultura, visto que atua transportando os nutrientes do solo, localizados na região mais superficial, e também é responsável pelo transporte da maior parte de sedimentos que participam do assoreamento de rios.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Erosão pluvial de ravinamento</em>: ocorre quando a água escoa por um canal bem definido, formando sulcos e ravinas. Em alguns casos, as ravinas podem atingir grande proporção, alcançando o lençol freático, podendo então atuar independentemente do regime de chuvas. Este tipo de formação é chamada de voçoroca (ou boçoroca), e causa um tipo especial de erosão conhecida como <strong>erosão remontante</strong>.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Erosão marinha</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">A erosão marinha ocorre através da ação da dinâmica das ondas do oceano em contato com a costa dos continentes. Pode ocorrer através da abrasão marinha ou da acumulação marinha.</p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro caso ocorre nas chamadas costas de arriba, quando o choque mecânico ocasionado pela arrebentação das ondas desgasta os paredões rochosos localizados na linha da costa, formando as falésias. Este desgaste também pode ocorrer através da ação química da água. O material solto, então, é transportado, as vezes por longas distâncias, pelas correntes marítimas, onde se depositarão nas costas de praia.</p>
<p><div id="attachment_353" style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-353" loading="lazy" class="wp-image-353 size-full" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/02/falesias.jpg" alt="Falésia formada por erosão marinha" width="800" height="600" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/02/falesias.jpg 467w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/02/falesias-300x225.jpg 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/02/falesias-768x576.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-353" class="wp-caption-text">Falésia. Por Bjørn Christian Tørrissen.</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">Já a acumulação marinha, quando entendida como um sub-processo da erosão, ocorre em costas de praia através da acumulação do material suspenso nos oceanos, quando as ondas perdem força e sua capacidade destrutiva. Além das praias, a acumulação marinha dá origem às restingas, cordões arenosos paralelos à linha de costa e aos tômbolos, faixas de areia que ligam a praia à alguma ilha.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Erosão glacial</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">A erosão glacial ocorre pela ação das geleiras, grandes massas de gelo compactado de cor azulada. A ação do gelo na erosão é maior que a ação da água. O congelamento da água que, ainda no estado líquido, se infiltrou nos poros da rocha, aumenta a pressão interna do material, o fragilizando e facilitando sua quebra. Em conjunto com pequenos resíduos sedimentares, as geleiras podem funcionar ainda como uma lixa, escavando grandes camadas de rocha que, após serem movimentadas, formam conjuntos sedimentares conhecidos como morainas.</p>
<p><div id="attachment_354" style="width: 398px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-354" loading="lazy" class="wp-image-354 size-full" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/02/erosao-glacial.png" alt="Geomorfologia de uma região glacial" width="388" height="230" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/02/erosao-glacial.png 388w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/02/erosao-glacial-300x178.png 300w" sizes="(max-width: 388px) 100vw, 388px" /><p id="caption-attachment-354" class="wp-caption-text">Geomorfologia de uma região glacial</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">As geleiras podem ser do tipo continental, quando recobrem grande parte de um continente em altas latitudes, como o que ocorre na Antártica ou na Groenlândia, ou alpinas, quando ocorrem em regiões de elevadas altitudes, inclusive em regiões tropicais. No segundo caso, as geleiras moldam o relevo da montanha, formando vales circulares profundos, conhecidos coloquialmente como vales em &#8220;U&#8221;.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Erosão eólica</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Este tipo de erosão é provocada pela ação dos ventos. Por si só, os fluxos de ar teriam um poder erosivo nulo. Quando, porém, os ventos transportam consigo pequenas partículas de rocha, o efeito erosivo torna-se bem mais evidente. Ocorre que estas partículas, quando carregadas pelos ventos, funcionam como &#8220;projéteis&#8221;, erodindo as rochas com as quais se chocam, em um processo chamado de corrasão. Por vezes, o vento também pode remover partículas de rochas já fragilizadas, num processo conhecido como deflação.</p>
<p><div id="attachment_355" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><img aria-describedby="caption-attachment-355" loading="lazy" class="wp-image-355 size-full" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/02/erosao-eolica.jpg" alt="Erosão eólica" width="800" height="600" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/02/erosao-eolica.jpg 467w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/02/erosao-eolica-300x225.jpg 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/02/erosao-eolica-768x576.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-355" class="wp-caption-text">Efeito da erosão eólica. Deserto de Negev.</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">Os sedimentos transportados pela erosão eólica são depositados nos chamados depósitos eólicos, dentre os quais podemos citar as dunas, que têm suas localizações e suas direções definidas pela ação dos ventos.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro resultado direto da ação eólica é o solo fértil loess, comum na China, formado por finos sedimentos de quartzo e calcário.Os processos acima citados são comuns em regiões áridas e semi-áridas, onde existem poucas barreiras para a circulação dos ventos e muitas partículas soltas para serem movimentadas. Esta movimentação pode se dar pelo arrastamento, quando ocorre com grãos de grande tamanho, pela saltação, quando ocorre com grãos de tamanho médio, ou pela suspensão, quando ocorre com grãos muito finos.</p>
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		<title>Intemperismo: físico, químico e biológico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Feb 2017 02:04:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
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					<description><![CDATA[O relevo terrestre é modelado pela ação de agentes externos, entre eles a água líquida, em formato de chuva ou nos fluxos fluviais, o vento e o gelo. Estes agentes trabalham no sentido de desagregar as rochas que com eles estão em contato direto, formando uma camada de material solto (sedimentos), conhecida como regolito, que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O relevo terrestre é modelado pela ação de agentes externos, entre eles a água líquida, em formato de chuva ou nos fluxos fluviais, o vento e o gelo. Estes agentes trabalham no sentido de desagregar as rochas que com eles estão em contato direto, formando uma camada de material solto (sedimentos), conhecida como regolito, que pode ser transportado ou permanecer in situ. Ao conjunto destes processos que participam da desagregação de uma rocha é dado o nome de <strong>intemperismo</strong>. É um processo inicial, do qual é seguido pela <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2017/02/erosao.html">erosão</a>, que consiste no transporte deste material, e pela deposição.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Fatores que influenciam o intemperismo</h3>
<p style="text-align: justify;">Existem alguns fatores que estarão intimamente relacionados ao grau, à velocidade a à forma como que o intemperismo irá ocorrer em uma determinada rocha. São eles:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; <strong>Clima:</strong> a distribuição e a intensidade das chuvas serão importantes pois, além de determinarem o impacto mecânico que a rocha irá sofrer com as gotas de chuva, também serão responsáveis pela renovação da água acumulada, aumentando seu grau de ação química. Já a temperatura regulará o ritmo e a intensidade das dilatações e das contrações das rochas, influenciando em sua resistência;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8211; Relevo:</strong> a inclinação do relevo define a velocidade com a qual a água irá escoar pela vertente, bem como o tempo que ela vai ficar em contato com a rocha;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8211; Rocha-matriz:</strong> a estrutura interna da rocha também irá influenciar no grau e no tipo de intemperismo. Algumas rochas ou minerais que a constituem são muito resistentes e, portanto, pouco propensas ao intemperismo, como o quartzo, enquanto outras são pouco resistentes, sendo, assim, muito propensas ao intemperismo, como o calcário;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8211; Tempo: </strong>quanto mais tempo uma rocha fica exposta à ação dos agentes intempéricos, mais e mais rápido ela se desgastará.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Tipos de intemperismo</h3>
<p style="text-align: justify;">O intemperismo pode ser classificado quanto ao modo que causa alterações nas rochas onde atua. É dividido em intemperismo físico, quando ocorre uma desagregação, intemperismo químico, quando ocorre decomposição, ou ainda intemperismo biológico, quando o agente intempérico é um ser vivo.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Intemperismo físico</h4>
<p style="text-align: justify;">O intemperismo físico consiste na desagregação mecânica dos elementos que constituem a rocha, sem que haja alteração de sua estrutura química. Geralmente este tipo de intemperismo ocorre relacionado às variações de temperatura do ambiente. O aumento da temperatura causa dilatação dos minerais que compõem a rocha, enquanto que sua diminuição causa compressão. Já que o coeficiente de dilatação dos elementos componentes das rochas são diferentes, há a ocorrência de microfraturas que, além de tornarem a rocha mais frágil, permitem a intrusão de elementos como água e sal.</p>
<p><img loading="lazy" class="wp-image-357 size-full aligncenter" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/02/1200px-2008-06-28_08-18-02_Namibia_Erongo_Usakos.jpg" alt="Forma de relevo típica do intemperismo físico" width="640" height="480" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/02/1200px-2008-06-28_08-18-02_Namibia_Erongo_Usakos.jpg 467w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/02/1200px-2008-06-28_08-18-02_Namibia_Erongo_Usakos-300x225.jpg 300w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></p>
<p style="text-align: center;">Inselberg ou monadnock na Namíbia. Forma de relevo típica do intemperismo físico. Por Hansueli KrapfThis. CC BY-SA 3.0.</p>
<p style="text-align: justify;">É comum em regiões áridas e semi-áridas, onde a variação de temperatura costuma ser grande.A água, ainda no estado líquido, pode causar o chamado intemperismo químico, que será discutido a seguir. Ao se congelar, aumenta seu volume, alargando as fissuras existentes e tornando a rocha ainda mais frágil. O sal tem um efeito parecido, aumento seu volume quando cristaliza, contribuindo com o intemperismo físico.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Intemperismo químico</h4>
<p style="text-align: justify;">O intemperismo químico é aquele onde existe uma alteração da estrutura química das rochas, transformando um elemento da rocha original em outro, como em uma reação química.</p>
<p style="text-align: justify;">O principal agente do intemperismo químico é a água. Através de seu contato com outros elementos da natureza, como o ar ou a matéria orgânica, a água adquire propriedades capazes de reagir com os elementos constituintes de uma rocha, a alterando quimicamente. A água pode agir, por exemplo, dissolvendo carbonatos ou transformando feldspatos e micas em argilas.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Intemperismo biológico</h4>
<p style="text-align: justify;">O intemperismo biológico ocorre quando os processos físicos ou químicos de intemperização são condicionados por um ser vivo. É muito comum pela ação de bactérias ou de fungos que, ao se incrustarem na superfície externa de rochas, ou em suas fraturas, liberam substâncias que alteram a composição química original do elemento. Também acontece quando raízes de árvores, em seu processo de crescimento, fraturam uma rocha com o intuito de ocupar seu lugar.</p>
<p><div id="attachment_358" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-358" loading="lazy" class="wp-image-358 size-full" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Ficus_clusiifolia.jpg" alt="Exemplo de intemperismo biológico" width="640" height="480" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Ficus_clusiifolia.jpg 467w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Ficus_clusiifolia-300x225.jpg 300w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /><p id="caption-attachment-358" class="wp-caption-text">Exemplo de intemperismo biológico. Raiz causando fraturas em muro. Fotografia de M. A. P. Accardo Filho.</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">É um tipo de intemperismo menos revelante que os outros dois apresentados.</p>
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		<title>Teoria da Deriva dos Continentes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Aug 2016 15:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
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					<description><![CDATA[A Teoria da Deriva dos Continentes tem uma importância muito grande para as geociências. Criada por Alfred Wegener, esta teoria defende que a disposição atual dos continentes não foi a mesma durante toda a história da Terra, isto é, as massas continentais estão em um processo contínuo de movimentação. Após algumas correções, com o aperfeiçoamento [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A Teoria da Deriva dos Continentes tem uma importância muito grande para as geociências. Criada por Alfred Wegener, esta teoria defende que a disposição atual dos continentes não foi a mesma durante toda a história da Terra, isto é, as massas continentais estão em um processo contínuo de movimentação. Após algumas correções, com o aperfeiçoamento de pesquisas e do conhecimento sobre o fundo dos oceanos, atualmente a teoria é considerada um paradigma dentro da geologia e das Ciências da Terra em geral.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/08/Deriva2.gif"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/08/Deriva2.gif" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Movimentação dos continentes através das eras geológicas</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">
<h4 style="text-align: justify;">PRIMEIROS INDÍCIOS E EVOLUÇÃO</h4>
<p style="text-align: justify;">Desde quando a cartografia começou a se desenvolver, diversos estudiosos já começaram a observar o encaixe aparente entre os continentes Africano e Sul-americano. Nenhuma suposição, dentre as quais levantadas, porém, tinha um teor verdadeiramente científico.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="https://4.bp.blogspot.com/-YQW3GVsjGBU/V6C7A4u9s5I/AAAAAAAADO4/KDwyjsUKWKsDFMIlp-NfwzU0De6BgTL3wCLcB/s1600/Deriva3.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/08/Deriva3.jpg" width="400" height="235" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Mapa de encaixe dos continentes, feito em 1858 por Antonio Pellegrini, através de métodos cartográficos</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">Alfred Wegener, meteorologista e geógrafo alemão, no início do século XX, foi o primeiro a defender a teoria propriamente dita. O cientista fez diversas expedições pelo mundo em busca de evidências que conseguissem ajudar a provar sua teoria, em diversos campos do conhecimento, como na biologia, na geologia e no seu principal campo de atuação, a meteorologia.</p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro grande indício que corroborava com a Teoria da Deriva dos Continentes já era conhecido na época. Ao se comparar a distribuição de fósseis de espécies pelo planeta, tanto vegetais como animais, notava-se que fósseis de mesma espécie eram encontrados em continentes que hoje estão separados por milhares de quilômetros por um oceano. É o caso, por exemplo, do Mesosaurus, com fósseis encontrados, somente, na costa leste da América do Sul e na costa oeste da África, ou de plantas extintas do tipo <i>gimnospermas</i>, as chamadas <i>Glossopteris</i>, com fósseis encontrados na América do Sul, na África, na Antártica, na Índia e na Austrália, e em nenhum outro lugar do mundo. Para explicar este fenômeno, porém, os geólogos supunham a existência, no passado, de corredores de terra que ligavam estes continentes. Com o tempo e a ação da erosão, estes corredores teriam sido engolidos pelo mar.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="https://2.bp.blogspot.com/-fomToxI3TkU/V6C5-GQqZsI/AAAAAAAADOs/sbfipsyPo9Yuwr18ftSmjy_jzvlA_NddgCLcB/s1600/Deriva1.gif"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/08/Deriva1.gif" width="400" height="307" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Representação da disposição de fósseis de determinadas espécies sobre o antigo continente da Gondwana</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">Porém, outras evidências foram buscadas por Wegener para creditar ainda mais sua teoria. Na geologia, ele conseguiu argumentos bastante sólidos. Estruturas idênticas eram encontradas dos dois lados do Atlântico, entre África e América do Sul ou Europa e América do Norte. Um exemplo muito marcante é o caso do Planalto Brasileiro, formado essencialmente por gnaisses que, em seu interior, contém porções de rochas eruptivas. A mesma estrutura também é responsável pela formação dos planaltos na África.</p>
<p style="text-align: justify;">Em sua obra, Wegener descreve que <i>&#8220;Tudo se passa como se tivéssemos que juntar os pedaços de uma página de jornal rasgada, baseados apenas nos contornos desses pedaços para somente depois verificarmos que as linhas escritas apresentam uma perfeita concordância&#8221;</i>.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda, a paleoclimatologia ajudou a construir um embasamento sólido para a Teoria da Deriva dos Continentes. Naquela época, nenhum cientista sabia explicar o porquê da existência de grandes jazidas de carvão em regiões hoje com clima temperado, como Inglaterra e América do Norte (para a formação do carvão, é necessário, como condição básica, o soterramento de florestas tropicais, só encontradas em regiões de baixa latitude, algo incompatível com a posição geográfica das regiões citadas acima). Também, intrigava os estudiosos a existência de fósseis de geleiras em regiões como a Índia e a África. Além disso, as estrias destas geleiras deixadas nas rochas só fazia sentido quando América do Sul, África, Índia e Austrália eram dispostas juntas, na configuração da Gondwana.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, nenhuma destas evidências conseguiu de fato elucidar as dúvidas sobre a teoria. Especialmente, o fato de Wegener não conseguir explicar que tipo de força era responsável pelo movimento relativo entre os continentes fez com que, até o dia da morte do seu idealizador, a Teoria da Deriva dos Continentes fosse tratada com desprezo no campo científico.</p>
<p style="text-align: justify;">Como iria a crosta continental, maciça, se mover sobre a crosta oceânica, igualmente maciça, sem se romper? E de onde viria a energia para os movimentos destas imensas massas de terra? As primeiras respostas começaram a aparecer após pesquisas do então inóspito fundo dos oceanos.</p>
<h4 style="text-align: justify;">A COMPROVAÇÃO</h4>
<p style="text-align: justify;">Wegener, durante sua vida, não conseguiu reunir um número suficiente de provas para a Teoria da Deriva Continental. Por muitos anos, esta concepção foi deixada de lado no meio científico. Foi somente a partir dos anos 1950 que ela retornaria ao centro dos debates.</p>
<p style="text-align: justify;">Com a Segunda Guerra Mundial, as nações começaram a desenvolver equipamentos para exploração do fundo dos oceanos, com o intuito de melhorar o controle dos seus submarinos de guerra. Tais pesquisas, porém, revelaram algo surpreendente: ao contrário do que se pensava, as rochas que constituem os assoalhos oceânicos não são mais antigas que as encontradas no continente, são na verdade muito mais novas, atingindo poucos milhões de anos (frente aos bilhões de anos das rochas continentais). Além disso, descobriu-se que os assoalhos oceânicos são constituídos por regiões de relevo acentuado, cortados por imensas &#8220;rachaduras&#8221; encobertas sob as águas, como se a Terra fosse formada pela junção de gomos, como em uma bola de futebol.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="https://3.bp.blogspot.com/-jdstgdZ1ryI/V6C8F4TPaOI/AAAAAAAADPE/-ScwZwnbDBsPkEvt-DQ9TVog6CaGx4T4wCLcB/s1600/Deriva4.png"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/08/Deriva4.png" width="154" height="320" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Dorsal mesoatlântica. Nesta região, magma é expelido, formando uma nova litosfera</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">A partir disto, em trabalhos independentes, Harry Hess e Robert Dietz, propuseram uma teoria que explicaria o movimento dos continentes: <b>os assoalhos dos oceanos estariam se expandindo</b>. Nestas rachaduras sob os oceanos (mas também sob os continentes), magma é enxertado do interior da Terra, se solidificando e formando rochas jovens. Cada vez que este processo de enxertamento ocorre, as rochas próximas às rachaduras são empurradas em direção às bordas dos continentes, sendo em seu lugar realocadas rochas recém-formadas. Assim, quanto mais próximas da crosta continental, as rochas da crosta oceânica apresentam idades mais antigas, enquanto as mais recentes são encontradas junto às rachaduras (chamadas, cientificamente, de cadeias meso-oceânicas, quando nos oceanos, ou vales em rifte, quando no continente), regiões de efusão magmática.</p>
<p style="text-align: justify;">Em relação à força responsável por esta movimentação, os cientistas Arthur Holmes e Alexander Du Toit descobriam que, assim como acontece na atmosfera, o magma do interior da Terra também mantinha um constante movimento de convecção, isto é, era movimentado por correntes de magma ascendentes e descendentes que impunham força sobre a litosfera (<a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2016/01/dinamica-geologica-as-correntes-de.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">leia mais sobre as Correntes de Convecção aqui</a>). Este processo, somado à força que as rochas jovens fazem sobre a litosfera na região das cadeias meso-oceânicas, seriam responsáveis pela movimentação das placas.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, se existem regiões de enxertamento de magma, ou seja, regiões de criação de litosfera (<a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2016/01/limites-entre-placas-tectonicas-limites.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">limites divergentes</a>), devem, para compensar, existirem regiões onde a mesma litosfera é destruída (<a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2016/01/limites-entre-placas-tectonicas-limites.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">limites convergentes</a>). Atualmente, logo, a Teoria da Deriva dos Continentes sofreu um importante refinamento. Ao contrário do que Wegener propunha, os continente não se movem (ou <i>derivam</i>) sobre os oceanos. Na verdade, os oceanos e os continentes, juntos, assim como uma porção do manto superior (que constitui a litosfera), se movem sobre a astenosfera semi-sólida. É neste sentido que surge o conceito de <b>placas tectônicas</b>. Nosso planeta é formado por dezenas de placas que <i>derivam</i> sobre uma região plástica e que se chocam e se afastam relativamente uma a outra, levando consigo as massas continentais.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="https://2.bp.blogspot.com/-qNrYXYX0oiA/V6C8rDOFAiI/AAAAAAAADPM/pIDpYFraw14g0b3e-yU2ZKw2AZN4qpjiACLcB/s1600/Deriva5.png"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/08/Deriva5.png" width="400" height="270" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Placas tectônicas. Notar que são estas placas, e não apenas os continentes, que se movem sobre a astenosfera</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">Para entender melhor a dinâmica geológica da Terra, o Geografia Opinativa recomenda a leitura também dos artigos abaixo:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2016/01/dinamica-geologica-as-correntes-de.html">&#8211; Dinâmica geológica: As correntes de convecção e a isostasia;</a></p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2016/01/limites-entre-placas-tectonicas-limites.html">Limites entre placas tectônicas: limites divergentes, convergentes e transformante;</a></p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2016/04/estrutura-interna-da-terra.html">Estrutura interna da Terra</a></p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2016/07/falhas-e-dobras.html">Falhas e Dobras</a></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Referências:</p>
<p style="text-align: justify;">TEIXEIRA, Wilson. <strong>Decifrando a terra.</strong> 2. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009. 623p. ISBN 9788504014396</p>
<p style="text-align: justify;">BRANCO, Samuel Murgel; BRANCO, Fábio Cardinale. <strong>A deriva dos continentes</strong>. São Paulo: Moderna, 2004.</p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>O dia e o ano solar e sideral</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Jul 2016 20:49:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Climatologia]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
		<category><![CDATA[Astronomia]]></category>
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					<description><![CDATA[O calendário esteve intrínseco à cultura de diferentes civilizações através da história. Isto se deve pelo motivo primordial de que marcar o tempo e ordená-lo de forma lógica é um pressuposto para o desenvolvimento de qualquer agrupamento humano. Os movimentos, muitas vezes aparentes, dos astros no céu, serviam &#8211; e ainda servem &#8211; como base [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O calendário esteve intrínseco à cultura de diferentes civilizações através da história. Isto se deve pelo motivo primordial de que marcar o tempo e ordená-lo de forma lógica é um pressuposto para o desenvolvimento de qualquer agrupamento humano.</p>
<p style="text-align: justify;">Os movimentos, muitas vezes aparentes, dos astros no céu, serviam &#8211; e ainda servem &#8211; como base para o estabelecimento dos calendários. Por serem movimentos cíclicos e independentes da nossa ação (como não seria, por exemplo, com uma ampulheta, que necessitaria ser virada a cada vez que a arreia do recipiente superior acabasse), os movimentos (aparentes) da Lua, do Sol e das outras estrelas acabaram sendo adotados para a confecção da maioria dos calendários. Porém, as diferentes formas de conceber um movimento, bem como as ações de outros movimentos subjacentes a ele acabam por interferir e criar variações na marcação do tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">Partindo deste pressuposto, precisamos entender que, em uma análise mais minuciosa, um dia não tem 24h e um ano não tem 365 (ou 366) dias. Na realidade, sequer existe apenas um <i>tipo</i> de dia ou um <i>tipo</i> de ano. Vamos entender melhor tal problematização abaixo.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><b>O DIA SOLAR E O DIA SIDERAL</b></h4>
<p style="text-align: justify;">Um dia é marcado pelo tempo que a Terra termina seu movimento de rotação, isto é, conclui uma volta completa em torno do seu próprio eixo. O tempo necessário para este movimento é de 23h56min. Para este período, dá-se o nome de <b>dia sideral</b>, que pode ser marcado pelo tempo necessário para duas culminações¹ seguidas de uma estrela no céu (com exceção do Sol).</p>
<p style="text-align: justify;">Por ser um astro maior e muito mais evidente no céu, as civilizações antigas tinha mais facilidade de quantificar um dia através do <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2015/08/movimento-aparente-do-sol.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">movimento aparente do Sol</a>. Porém, pelo fato da Terra girar em torno desta estrela, e também por ela estar muito mais próxima se comparado com as outras, existe uma discrepância entre o período entre duas culminações solares (o que chamados de <b>dia solar</b>) e entre duas culminações de uma estrela distante (<b>o dia sideral</b>). O dia solar dura, em média, 24h. Mas de onde vem esta diferença?</p>
<p style="text-align: justify;">Isto ocorre porque, além do movimento de rotação, a Terra também faz um movimento ao redor do Sol, a revolução (ou translação). Logo, o Sol também se desloca em relação a nós, aqui na Terra, a cada dia que passa, além da própria Terra fazer o movimento de rotação. Este fenômeno pode ser melhor entendido através da imagem abaixo.</p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<p style="text-align: justify;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Diasolar.png"><img class="aligncenter" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Diasolar.png" border="0"></a></p>
<div style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Note que a Terra, ao finalizar completamente sua revolução, ainda necessita girar um pouco mais para que o Sol fique na mesma posição, em relação ao nosso planeta, que estava no primeiro estágio. Este giro a mais necessário dura, em média, cerca de 4 minutos.</p>
<h4 style="text-align: justify;">O ANO SOLAR E O ANO SIDERAL</h4>
<p style="text-align: justify;">Da mesma forma que ocorrem com os dias, também existe um ano solar e um ano sideral.</p>
<p style="text-align: justify;">Como ano, entendemos o tempo necessário para a Terra completar uma volta em torno do Sol, isto é, completar seu movimento de revolução. Este tempo, na prática, demora cerca de 365 dias, 6 horas, 9 minutos e 9,8 segundos. Chamamos este período de <b>ano sideral</b>.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, o ano usado para a construção do nosso calendário é outro. As estações, como sabemos, tiveram grande importância para as civilizações mais antigas, as quais elaboraram os primeiros calendários. Logo, é normal que o ciclo sazonal tivesse um peso muito maior que elaboração dos mesmos se comparado ao período exato de revolução. Somado a isto, devemos lembrar que, em regiões de maior latitude, o equinócio vernal, isto é, a passagem do inverno para a primavera para os habitantes do Hemisfério Norte, era muito esperado, visto que as condições climáticas desta nova estação eram muito mais agradáveis à vida que as da estação anterior.</p>
<p style="text-align: justify;">Logo, o <b>ano solar</b>, ou ano trópico, usado pelo nosso calendário, é o período que marca a sucessão de dois equinócios, período este que dura cerca de 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 45,2 segundos. Nota-se, logo, que existe uma diferença de cerca de 20 minutos entre os anos solar e sideral. Esta diferença é devida ao movimento de precessão.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Gyroscope_precession.gif"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Gyroscope_precession.gif" border="0"></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Movimento de precessão. Imagem: By LucasVB &#8211; Own work, Public Domain, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=1528090</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">O eixo de inclinação da Terra, a cada 26.000 anos, completa uma volta em torno de um segundo eixo imaginário perpendicular à órbita terrestre, varrendo um círculo em seus extremos. Este movimento é decorrente de um fenômeno natural, ocorrendo em qualquer corpo sólido que gira em um eixo inclinado em relação ao plano subjacente, como, por exemplo, um peão.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Earth_precession.jpg"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Earth_precession.jpg" border="0"></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Movimento de precessão na Terra. Notar o círculo que a extremidade do eixo varre em um plano imaginário no espaço. Imagem: NASA.</td>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">Logo, este movimento de precessão altera, todos os anos, o tempo necessário para a Terra atingir um equinócio, pois muda a posição relativa da Linha do Equador em relação ao Sol.</p>
<p style="text-align: justify;"><i>¹ Culminação: traçando um semicírculo que liga os pontos cardeais norte e sul, culminação é o período necessário para uma estrela qualquer atravessá-lo duas vezes consecutivas; </i></p>
</div>
</div>


<p>Assista nossa aula sobre o assunto Movimentos da Terra, onde falamos sobre o dia e ano solar e sideral.</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Movimentos da Terra: Rotação, Translação, Precessão e Nutação" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/eKNmgBD4Z-I?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
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