<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Geologia &#8211; Geografia Opinativa</title>
	<atom:link href="https://www.geografiaopinativa.com.br/tag/geologia/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.geografiaopinativa.com.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Wed, 17 Jun 2020 01:00:45 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.0.9</generator>

<image>
	<url>https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/03/cropped-id-3-32x32.png</url>
	<title>Geologia &#8211; Geografia Opinativa</title>
	<link>https://www.geografiaopinativa.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Erosão: pluvial, marinha, glacial e eólica</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/02/erosao.html</link>
					<comments>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/02/erosao.html#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Feb 2017 23:38:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
		<category><![CDATA[Geomorfologia]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.geografiaopinativa.com.br/2017/02/erosao.html</guid>

					<description><![CDATA[Dá-se o nome de erosão ao conjunto de fatores responsáveis pela retirada (desgaste) e pelo transporte de materiais produzidos pelo intemperismo, podendo ser provenientes do solo, da camada de regolito ou até mesmo diretamente de rochas fragilizadas. Esta retirada, seguida do transporte, dos materiais ocorre através da ação de agentes externos, como a água ou o vento, que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Dá-se o nome de <strong>erosão</strong> ao conjunto de fatores responsáveis pela retirada (desgaste) e pelo transporte de materiais produzidos pelo <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2017/02/intemperismo.html">intemperismo</a>, podendo ser provenientes do solo, da camada de regolito ou até mesmo diretamente de rochas fragilizadas. Esta retirada, seguida do transporte, dos materiais ocorre através da ação de agentes externos, como a água ou o vento, que trabalham no sentido de abaixar as formas de relevo.</p>
<p style="text-align: justify;">A erosão pode ser entendida como o processo intermediário entre o intemperismo e a deposição. O material transportado recebe o nome de sedimento e, após sua acumulação, vai dar origem aos<br />
depósitos sedimentares ou às rochas sedimentares.</p>
<p style="text-align: justify;">Dependendo do agente transportador (vamos chamá-lo, a partir daqui, de agente erosivo), a erosão pode ser classificada em diversos tipos. Vamos aqui discorrer sobre os principais.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Erosão pluvial</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">A erosão pluvial é aquela causada pela ação da água das chuvas. É mais agressiva em terrenos inclinados e sem proteção da vegetação. A vegetação trabalha no sentido de amortecer o impacto da chuva, além de, através da ação de suas raízes, garantir maior sustentação à estrutura do solo, favorecendo a infiltração.</p>
<p style="text-align: justify;">Pode ser dividido em dois tipos:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Erosão pluvial laminar</em>: ocorre quando a água escoa pela superfície do terreno em forma de lâmina, isto é, superficialmente, sem a formação de canais. Apesar de ser pouco perceptível, pode trazer grandes prejuízos para a agricultura, visto que atua transportando os nutrientes do solo, localizados na região mais superficial, e também é responsável pelo transporte da maior parte de sedimentos que participam do assoreamento de rios.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Erosão pluvial de ravinamento</em>: ocorre quando a água escoa por um canal bem definido, formando sulcos e ravinas. Em alguns casos, as ravinas podem atingir grande proporção, alcançando o lençol freático, podendo então atuar independentemente do regime de chuvas. Este tipo de formação é chamada de voçoroca (ou boçoroca), e causa um tipo especial de erosão conhecida como <strong>erosão remontante</strong>.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Erosão marinha</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">A erosão marinha ocorre através da ação da dinâmica das ondas do oceano em contato com a costa dos continentes. Pode ocorrer através da abrasão marinha ou da acumulação marinha.</p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro caso ocorre nas chamadas costas de arriba, quando o choque mecânico ocasionado pela arrebentação das ondas desgasta os paredões rochosos localizados na linha da costa, formando as falésias. Este desgaste também pode ocorrer através da ação química da água. O material solto, então, é transportado, as vezes por longas distâncias, pelas correntes marítimas, onde se depositarão nas costas de praia.</p>
<div id="attachment_353" style="width: 810px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-353" class="wp-image-353 size-full" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/02/falesias.jpg" alt="Falésia formada por erosão marinha" width="800" height="600" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/02/falesias.jpg 467w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/02/falesias-300x225.jpg 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/02/falesias-768x576.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-353" class="wp-caption-text">Falésia. Por Bjørn Christian Tørrissen.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Já a acumulação marinha, quando entendida como um sub-processo da erosão, ocorre em costas de praia através da acumulação do material suspenso nos oceanos, quando as ondas perdem força e sua capacidade destrutiva. Além das praias, a acumulação marinha dá origem às restingas, cordões arenosos paralelos à linha de costa e aos tômbolos, faixas de areia que ligam a praia à alguma ilha.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Erosão glacial</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">A erosão glacial ocorre pela ação das geleiras, grandes massas de gelo compactado de cor azulada. A ação do gelo na erosão é maior que a ação da água. O congelamento da água que, ainda no estado líquido, se infiltrou nos poros da rocha, aumenta a pressão interna do material, o fragilizando e facilitando sua quebra. Em conjunto com pequenos resíduos sedimentares, as geleiras podem funcionar ainda como uma lixa, escavando grandes camadas de rocha que, após serem movimentadas, formam conjuntos sedimentares conhecidos como morainas.</p>
<div id="attachment_354" style="width: 398px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-354" loading="lazy" class="wp-image-354 size-full" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/02/erosao-glacial.png" alt="Geomorfologia de uma região glacial" width="388" height="230" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/02/erosao-glacial.png 388w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/02/erosao-glacial-300x178.png 300w" sizes="(max-width: 388px) 100vw, 388px" /><p id="caption-attachment-354" class="wp-caption-text">Geomorfologia de uma região glacial</p></div>
<p style="text-align: justify;">As geleiras podem ser do tipo continental, quando recobrem grande parte de um continente em altas latitudes, como o que ocorre na Antártica ou na Groenlândia, ou alpinas, quando ocorrem em regiões de elevadas altitudes, inclusive em regiões tropicais. No segundo caso, as geleiras moldam o relevo da montanha, formando vales circulares profundos, conhecidos coloquialmente como vales em &#8220;U&#8221;.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><strong>Erosão eólica</strong></h4>
<p style="text-align: justify;">Este tipo de erosão é provocada pela ação dos ventos. Por si só, os fluxos de ar teriam um poder erosivo nulo. Quando, porém, os ventos transportam consigo pequenas partículas de rocha, o efeito erosivo torna-se bem mais evidente. Ocorre que estas partículas, quando carregadas pelos ventos, funcionam como &#8220;projéteis&#8221;, erodindo as rochas com as quais se chocam, em um processo chamado de corrasão. Por vezes, o vento também pode remover partículas de rochas já fragilizadas, num processo conhecido como deflação.</p>
<div id="attachment_355" style="width: 810px" class="wp-caption alignnone"><img aria-describedby="caption-attachment-355" loading="lazy" class="wp-image-355 size-full" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/02/erosao-eolica.jpg" alt="Erosão eólica" width="800" height="600" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/02/erosao-eolica.jpg 467w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/02/erosao-eolica-300x225.jpg 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/02/erosao-eolica-768x576.jpg 768w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><p id="caption-attachment-355" class="wp-caption-text">Efeito da erosão eólica. Deserto de Negev.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Os sedimentos transportados pela erosão eólica são depositados nos chamados depósitos eólicos, dentre os quais podemos citar as dunas, que têm suas localizações e suas direções definidas pela ação dos ventos.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro resultado direto da ação eólica é o solo fértil loess, comum na China, formado por finos sedimentos de quartzo e calcário.Os processos acima citados são comuns em regiões áridas e semi-áridas, onde existem poucas barreiras para a circulação dos ventos e muitas partículas soltas para serem movimentadas. Esta movimentação pode se dar pelo arrastamento, quando ocorre com grãos de grande tamanho, pela saltação, quando ocorre com grãos de tamanho médio, ou pela suspensão, quando ocorre com grãos muito finos.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/02/erosao.html/feed</wfw:commentRss>
			<slash:comments>6</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Intemperismo: físico, químico e biológico</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/02/intemperismo.html</link>
					<comments>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/02/intemperismo.html#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Feb 2017 02:04:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
		<category><![CDATA[Geomorfologia]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.geografiaopinativa.com.br/2017/02/intemperismo.html</guid>

					<description><![CDATA[O relevo terrestre é modelado pela ação de agentes externos, entre eles a água líquida, em formato de chuva ou nos fluxos fluviais, o vento e o gelo. Estes agentes trabalham no sentido de desagregar as rochas que com eles estão em contato direto, formando uma camada de material solto (sedimentos), conhecida como regolito, que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O relevo terrestre é modelado pela ação de agentes externos, entre eles a água líquida, em formato de chuva ou nos fluxos fluviais, o vento e o gelo. Estes agentes trabalham no sentido de desagregar as rochas que com eles estão em contato direto, formando uma camada de material solto (sedimentos), conhecida como regolito, que pode ser transportado ou permanecer in situ. Ao conjunto destes processos que participam da desagregação de uma rocha é dado o nome de <strong>intemperismo</strong>. É um processo inicial, do qual é seguido pela <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2017/02/erosao.html">erosão</a>, que consiste no transporte deste material, e pela deposição.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Fatores que influenciam o intemperismo</h3>
<p style="text-align: justify;">Existem alguns fatores que estarão intimamente relacionados ao grau, à velocidade a à forma como que o intemperismo irá ocorrer em uma determinada rocha. São eles:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; <strong>Clima:</strong> a distribuição e a intensidade das chuvas serão importantes pois, além de determinarem o impacto mecânico que a rocha irá sofrer com as gotas de chuva, também serão responsáveis pela renovação da água acumulada, aumentando seu grau de ação química. Já a temperatura regulará o ritmo e a intensidade das dilatações e das contrações das rochas, influenciando em sua resistência;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8211; Relevo:</strong> a inclinação do relevo define a velocidade com a qual a água irá escoar pela vertente, bem como o tempo que ela vai ficar em contato com a rocha;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8211; Rocha-matriz:</strong> a estrutura interna da rocha também irá influenciar no grau e no tipo de intemperismo. Algumas rochas ou minerais que a constituem são muito resistentes e, portanto, pouco propensas ao intemperismo, como o quartzo, enquanto outras são pouco resistentes, sendo, assim, muito propensas ao intemperismo, como o calcário;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8211; Tempo: </strong>quanto mais tempo uma rocha fica exposta à ação dos agentes intempéricos, mais e mais rápido ela se desgastará.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Tipos de intemperismo</h3>
<p style="text-align: justify;">O intemperismo pode ser classificado quanto ao modo que causa alterações nas rochas onde atua. É dividido em intemperismo físico, quando ocorre uma desagregação, intemperismo químico, quando ocorre decomposição, ou ainda intemperismo biológico, quando o agente intempérico é um ser vivo.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Intemperismo físico</h4>
<p style="text-align: justify;">O intemperismo físico consiste na desagregação mecânica dos elementos que constituem a rocha, sem que haja alteração de sua estrutura química. Geralmente este tipo de intemperismo ocorre relacionado às variações de temperatura do ambiente. O aumento da temperatura causa dilatação dos minerais que compõem a rocha, enquanto que sua diminuição causa compressão. Já que o coeficiente de dilatação dos elementos componentes das rochas são diferentes, há a ocorrência de microfraturas que, além de tornarem a rocha mais frágil, permitem a intrusão de elementos como água e sal.</p>
<p><img loading="lazy" class="wp-image-357 size-full aligncenter" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/02/1200px-2008-06-28_08-18-02_Namibia_Erongo_Usakos.jpg" alt="Forma de relevo típica do intemperismo físico" width="640" height="480" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/02/1200px-2008-06-28_08-18-02_Namibia_Erongo_Usakos.jpg 467w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/02/1200px-2008-06-28_08-18-02_Namibia_Erongo_Usakos-300x225.jpg 300w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /></p>
<p style="text-align: center;">Inselberg ou monadnock na Namíbia. Forma de relevo típica do intemperismo físico. Por Hansueli KrapfThis. CC BY-SA 3.0.</p>
<p style="text-align: justify;">É comum em regiões áridas e semi-áridas, onde a variação de temperatura costuma ser grande.A água, ainda no estado líquido, pode causar o chamado intemperismo químico, que será discutido a seguir. Ao se congelar, aumenta seu volume, alargando as fissuras existentes e tornando a rocha ainda mais frágil. O sal tem um efeito parecido, aumento seu volume quando cristaliza, contribuindo com o intemperismo físico.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Intemperismo químico</h4>
<p style="text-align: justify;">O intemperismo químico é aquele onde existe uma alteração da estrutura química das rochas, transformando um elemento da rocha original em outro, como em uma reação química.</p>
<p style="text-align: justify;">O principal agente do intemperismo químico é a água. Através de seu contato com outros elementos da natureza, como o ar ou a matéria orgânica, a água adquire propriedades capazes de reagir com os elementos constituintes de uma rocha, a alterando quimicamente. A água pode agir, por exemplo, dissolvendo carbonatos ou transformando feldspatos e micas em argilas.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Intemperismo biológico</h4>
<p style="text-align: justify;">O intemperismo biológico ocorre quando os processos físicos ou químicos de intemperização são condicionados por um ser vivo. É muito comum pela ação de bactérias ou de fungos que, ao se incrustarem na superfície externa de rochas, ou em suas fraturas, liberam substâncias que alteram a composição química original do elemento. Também acontece quando raízes de árvores, em seu processo de crescimento, fraturam uma rocha com o intuito de ocupar seu lugar.</p>
<div id="attachment_358" style="width: 650px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-358" loading="lazy" class="wp-image-358 size-full" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Ficus_clusiifolia.jpg" alt="Exemplo de intemperismo biológico" width="640" height="480" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Ficus_clusiifolia.jpg 467w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/02/Ficus_clusiifolia-300x225.jpg 300w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /><p id="caption-attachment-358" class="wp-caption-text">Exemplo de intemperismo biológico. Raiz causando fraturas em muro. Fotografia de M. A. P. Accardo Filho.</p></div>
<p style="text-align: justify;">É um tipo de intemperismo menos revelante que os outros dois apresentados.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/02/intemperismo.html/feed</wfw:commentRss>
			<slash:comments>8</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Teoria da Deriva dos Continentes</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/08/teoria-da-deriva-dos-continentes.html</link>
					<comments>https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/08/teoria-da-deriva-dos-continentes.html#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Aug 2016 15:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.geografiaopinativa.com.br/2016/08/teoria-da-deriva-dos-continentes.html</guid>

					<description><![CDATA[A Teoria da Deriva dos Continentes tem uma importância muito grande para as geociências. Criada por Alfred Wegener, esta teoria defende que a disposição atual dos continentes não foi a mesma durante toda a história da Terra, isto é, as massas continentais estão em um processo contínuo de movimentação. Após algumas correções, com o aperfeiçoamento [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A Teoria da Deriva dos Continentes tem uma importância muito grande para as geociências. Criada por Alfred Wegener, esta teoria defende que a disposição atual dos continentes não foi a mesma durante toda a história da Terra, isto é, as massas continentais estão em um processo contínuo de movimentação. Após algumas correções, com o aperfeiçoamento de pesquisas e do conhecimento sobre o fundo dos oceanos, atualmente a teoria é considerada um paradigma dentro da geologia e das Ciências da Terra em geral.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/08/Deriva2.gif"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/08/Deriva2.gif" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Movimentação dos continentes através das eras geológicas</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">
<h4 style="text-align: justify;">PRIMEIROS INDÍCIOS E EVOLUÇÃO</h4>
<p style="text-align: justify;">Desde quando a cartografia começou a se desenvolver, diversos estudiosos já começaram a observar o encaixe aparente entre os continentes Africano e Sul-americano. Nenhuma suposição, dentre as quais levantadas, porém, tinha um teor verdadeiramente científico.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="https://4.bp.blogspot.com/-YQW3GVsjGBU/V6C7A4u9s5I/AAAAAAAADO4/KDwyjsUKWKsDFMIlp-NfwzU0De6BgTL3wCLcB/s1600/Deriva3.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/08/Deriva3.jpg" width="400" height="235" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Mapa de encaixe dos continentes, feito em 1858 por Antonio Pellegrini, através de métodos cartográficos</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">Alfred Wegener, meteorologista e geógrafo alemão, no início do século XX, foi o primeiro a defender a teoria propriamente dita. O cientista fez diversas expedições pelo mundo em busca de evidências que conseguissem ajudar a provar sua teoria, em diversos campos do conhecimento, como na biologia, na geologia e no seu principal campo de atuação, a meteorologia.</p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro grande indício que corroborava com a Teoria da Deriva dos Continentes já era conhecido na época. Ao se comparar a distribuição de fósseis de espécies pelo planeta, tanto vegetais como animais, notava-se que fósseis de mesma espécie eram encontrados em continentes que hoje estão separados por milhares de quilômetros por um oceano. É o caso, por exemplo, do Mesosaurus, com fósseis encontrados, somente, na costa leste da América do Sul e na costa oeste da África, ou de plantas extintas do tipo <i>gimnospermas</i>, as chamadas <i>Glossopteris</i>, com fósseis encontrados na América do Sul, na África, na Antártica, na Índia e na Austrália, e em nenhum outro lugar do mundo. Para explicar este fenômeno, porém, os geólogos supunham a existência, no passado, de corredores de terra que ligavam estes continentes. Com o tempo e a ação da erosão, estes corredores teriam sido engolidos pelo mar.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="https://2.bp.blogspot.com/-fomToxI3TkU/V6C5-GQqZsI/AAAAAAAADOs/sbfipsyPo9Yuwr18ftSmjy_jzvlA_NddgCLcB/s1600/Deriva1.gif"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/08/Deriva1.gif" width="400" height="307" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Representação da disposição de fósseis de determinadas espécies sobre o antigo continente da Gondwana</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">Porém, outras evidências foram buscadas por Wegener para creditar ainda mais sua teoria. Na geologia, ele conseguiu argumentos bastante sólidos. Estruturas idênticas eram encontradas dos dois lados do Atlântico, entre África e América do Sul ou Europa e América do Norte. Um exemplo muito marcante é o caso do Planalto Brasileiro, formado essencialmente por gnaisses que, em seu interior, contém porções de rochas eruptivas. A mesma estrutura também é responsável pela formação dos planaltos na África.</p>
<p style="text-align: justify;">Em sua obra, Wegener descreve que <i>&#8220;Tudo se passa como se tivéssemos que juntar os pedaços de uma página de jornal rasgada, baseados apenas nos contornos desses pedaços para somente depois verificarmos que as linhas escritas apresentam uma perfeita concordância&#8221;</i>.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda, a paleoclimatologia ajudou a construir um embasamento sólido para a Teoria da Deriva dos Continentes. Naquela época, nenhum cientista sabia explicar o porquê da existência de grandes jazidas de carvão em regiões hoje com clima temperado, como Inglaterra e América do Norte (para a formação do carvão, é necessário, como condição básica, o soterramento de florestas tropicais, só encontradas em regiões de baixa latitude, algo incompatível com a posição geográfica das regiões citadas acima). Também, intrigava os estudiosos a existência de fósseis de geleiras em regiões como a Índia e a África. Além disso, as estrias destas geleiras deixadas nas rochas só fazia sentido quando América do Sul, África, Índia e Austrália eram dispostas juntas, na configuração da Gondwana.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, nenhuma destas evidências conseguiu de fato elucidar as dúvidas sobre a teoria. Especialmente, o fato de Wegener não conseguir explicar que tipo de força era responsável pelo movimento relativo entre os continentes fez com que, até o dia da morte do seu idealizador, a Teoria da Deriva dos Continentes fosse tratada com desprezo no campo científico.</p>
<p style="text-align: justify;">Como iria a crosta continental, maciça, se mover sobre a crosta oceânica, igualmente maciça, sem se romper? E de onde viria a energia para os movimentos destas imensas massas de terra? As primeiras respostas começaram a aparecer após pesquisas do então inóspito fundo dos oceanos.</p>
<h4 style="text-align: justify;">A COMPROVAÇÃO</h4>
<p style="text-align: justify;">Wegener, durante sua vida, não conseguiu reunir um número suficiente de provas para a Teoria da Deriva Continental. Por muitos anos, esta concepção foi deixada de lado no meio científico. Foi somente a partir dos anos 1950 que ela retornaria ao centro dos debates.</p>
<p style="text-align: justify;">Com a Segunda Guerra Mundial, as nações começaram a desenvolver equipamentos para exploração do fundo dos oceanos, com o intuito de melhorar o controle dos seus submarinos de guerra. Tais pesquisas, porém, revelaram algo surpreendente: ao contrário do que se pensava, as rochas que constituem os assoalhos oceânicos não são mais antigas que as encontradas no continente, são na verdade muito mais novas, atingindo poucos milhões de anos (frente aos bilhões de anos das rochas continentais). Além disso, descobriu-se que os assoalhos oceânicos são constituídos por regiões de relevo acentuado, cortados por imensas &#8220;rachaduras&#8221; encobertas sob as águas, como se a Terra fosse formada pela junção de gomos, como em uma bola de futebol.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="https://3.bp.blogspot.com/-jdstgdZ1ryI/V6C8F4TPaOI/AAAAAAAADPE/-ScwZwnbDBsPkEvt-DQ9TVog6CaGx4T4wCLcB/s1600/Deriva4.png"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/08/Deriva4.png" width="154" height="320" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Dorsal mesoatlântica. Nesta região, magma é expelido, formando uma nova litosfera</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">A partir disto, em trabalhos independentes, Harry Hess e Robert Dietz, propuseram uma teoria que explicaria o movimento dos continentes: <b>os assoalhos dos oceanos estariam se expandindo</b>. Nestas rachaduras sob os oceanos (mas também sob os continentes), magma é enxertado do interior da Terra, se solidificando e formando rochas jovens. Cada vez que este processo de enxertamento ocorre, as rochas próximas às rachaduras são empurradas em direção às bordas dos continentes, sendo em seu lugar realocadas rochas recém-formadas. Assim, quanto mais próximas da crosta continental, as rochas da crosta oceânica apresentam idades mais antigas, enquanto as mais recentes são encontradas junto às rachaduras (chamadas, cientificamente, de cadeias meso-oceânicas, quando nos oceanos, ou vales em rifte, quando no continente), regiões de efusão magmática.</p>
<p style="text-align: justify;">Em relação à força responsável por esta movimentação, os cientistas Arthur Holmes e Alexander Du Toit descobriam que, assim como acontece na atmosfera, o magma do interior da Terra também mantinha um constante movimento de convecção, isto é, era movimentado por correntes de magma ascendentes e descendentes que impunham força sobre a litosfera (<a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2016/01/dinamica-geologica-as-correntes-de.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">leia mais sobre as Correntes de Convecção aqui</a>). Este processo, somado à força que as rochas jovens fazem sobre a litosfera na região das cadeias meso-oceânicas, seriam responsáveis pela movimentação das placas.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém, se existem regiões de enxertamento de magma, ou seja, regiões de criação de litosfera (<a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2016/01/limites-entre-placas-tectonicas-limites.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">limites divergentes</a>), devem, para compensar, existirem regiões onde a mesma litosfera é destruída (<a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2016/01/limites-entre-placas-tectonicas-limites.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">limites convergentes</a>). Atualmente, logo, a Teoria da Deriva dos Continentes sofreu um importante refinamento. Ao contrário do que Wegener propunha, os continente não se movem (ou <i>derivam</i>) sobre os oceanos. Na verdade, os oceanos e os continentes, juntos, assim como uma porção do manto superior (que constitui a litosfera), se movem sobre a astenosfera semi-sólida. É neste sentido que surge o conceito de <b>placas tectônicas</b>. Nosso planeta é formado por dezenas de placas que <i>derivam</i> sobre uma região plástica e que se chocam e se afastam relativamente uma a outra, levando consigo as massas continentais.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="https://2.bp.blogspot.com/-qNrYXYX0oiA/V6C8rDOFAiI/AAAAAAAADPM/pIDpYFraw14g0b3e-yU2ZKw2AZN4qpjiACLcB/s1600/Deriva5.png"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/08/Deriva5.png" width="400" height="270" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Placas tectônicas. Notar que são estas placas, e não apenas os continentes, que se movem sobre a astenosfera</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">Para entender melhor a dinâmica geológica da Terra, o Geografia Opinativa recomenda a leitura também dos artigos abaixo:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2016/01/dinamica-geologica-as-correntes-de.html">&#8211; Dinâmica geológica: As correntes de convecção e a isostasia;</a></p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2016/01/limites-entre-placas-tectonicas-limites.html">Limites entre placas tectônicas: limites divergentes, convergentes e transformante;</a></p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2016/04/estrutura-interna-da-terra.html">Estrutura interna da Terra</a></p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2016/07/falhas-e-dobras.html">Falhas e Dobras</a></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Referências:</p>
<p style="text-align: justify;">TEIXEIRA, Wilson. <strong>Decifrando a terra.</strong> 2. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009. 623p. ISBN 9788504014396</p>
<p style="text-align: justify;">BRANCO, Samuel Murgel; BRANCO, Fábio Cardinale. <strong>A deriva dos continentes</strong>. São Paulo: Moderna, 2004.</p>
</blockquote>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/08/teoria-da-deriva-dos-continentes.html/feed</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Falhas e Dobras</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/07/falhas-e-dobras.html</link>
					<comments>https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/07/falhas-e-dobras.html#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Jul 2016 02:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.geografiaopinativa.com.br/2016/07/falhas-e-dobras.html</guid>

					<description><![CDATA[O nosso planeta não é um lugar calmo. Os continentes estão se movimentando, na vertical e na horizontal. Os oceanos, se expandindo. Todos estes processos são provenientes da ação de esforços das camadas mais internas da Terra. Toda esta dinâmica, por consequência, acaba ocasionando deformações nas feições das rochas da camada mais superficial do planeta, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O nosso planeta não é um lugar calmo. Os continentes estão se movimentando, na vertical e na horizontal. Os oceanos, se expandindo. Todos estes processos são provenientes da ação de esforços das camadas mais internas da Terra. Toda esta dinâmica, por consequência, acaba ocasionando deformações nas feições das rochas da camada mais superficial do planeta, a litosfera.</p>
<p style="text-align: justify;">A forma como que tais deformações ocorrem vai depender de diversos fatores, entre eles a pressão do local onde o processo ocorre (conhecida como pressão litostática), a temperatura e a velocidade do esforço (em termos geológicos, a taxa de deformação, isto é, a deformação ocorrida em uma rocha durante um intervalo de tempo). Além disso, outro fator bastante importante está intrínseco às características da própria rocha, ou seja, está relacionado às suas características de resistência mecânica aos esforços. Algumas rochas, como xistos, filitos e silitos são incompetentes, em outras palavras, oferecerem pouca resistência aos esforços. Outras rochas como calcários, quartzos e arenitos, são competentes, ou seja, oferecem grande resistência às forças internas da Terra.</p>
<p style="text-align: justify;">O tipo de deformação estará totalmente ligado aos fatores listados acima. Ignorando fatores como pressão, temperatura e velocidade, as rochas mais resistentes, ao sofrerem esforços, acabam se rompendo. Ao contrário, rochas menos resistentes, acabam se ondulando. Em analogia, imaginemos dois recipientes cúbicos, com volumes desprezíveis. O primeiro, está preenchido com camadas de tecido. O segundo, com finas camadas de vidro. Depois, aplicamos forças de compressão sobre os materiais contidos dentro dos recipientes. No primeiro caso, o tecido irá se dobrar e formar estruturas em ondas. No segundo caso, o vidro, bruscamente, irá se rachar, até finalmente partir.</p>
<p style="text-align: justify;">Logo, quando nos debruçamos somente sobre as características físicas do material pressionado, o que determinará se a deformação será uma falha ou uma dobra é a resistência do material. O tecido, no caso, é incompetente, enquanto que o vidro, é competente.</p>
<p style="text-align: justify;">Entendido isto, partimo-nos para a descrição mais detalhada destes dois tipos de deformações.</p>
<h3 style="text-align: justify;">FALHAS</h3>
<p style="text-align: justify;">Como descrito acima, as falhas são formadas através da ação de forças internas (diga-se, as falhas do tipo tectônico) sobre rochas muito resistentes, sobre condições de pressão e de temperatura adequadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Dependendo da sua morfologia, elas podem ser classificadas de diversas formas. Para entender estas classificações, porém, é importante voltarmo-nos aos elementos geométricos que formam uma falha.</p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro elemento básico é o <b>plano de falha</b>. Plano de falha é a superfície pela qual ocorre o deslizamento dos blocos submetidos aos esforços internos, isto é, é o plano formado entre as superfícies de contato dos blocos em separação. Sabendo disto, podemos distinguir dois blocos fundamentais em uma falha. O primeiro, conhecido como <b>capa ou teto</b>, é aquele bloco localizado acima do plano de falha, ou aquele que se apoia sobre este plano, estando em movimento vertical para cima ou para baixo. Já o outro bloco é denominado <b>muro ou lapa</b>, aquele sobre qual o teto se apoia, ou ainda o bloco localizado abaixo do plano de falha.</p>
<p style="text-align: justify;">A distinção destes dois elementos pode ser feita mais facilmente observando-se a figura abaixo:</p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<p style="text-align: justify;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Falhas.png"><img class="aligncenter" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Falhas.png" border="0" /></a></p>
<div style="text-align: center;">
<p style="text-align: justify;">Um outro elemento geométrico importante é o <b>rejeito</b>. Entende-se por rejeito a faixa de deslocamento ocasionada pela movimentação entre dois pontos, antes situados lado a lado, localizados em blocos opostos. Ainda, podemos destacar o <b>espelho de falha</b> (slickenside), superfície visível brilhosa resultado direto do deslocamento, e a <b>linha de falha</b>, resultado da intersecção entre o plano de falha e a superfície do terreno.</p>
<p style="text-align: justify;">Os principais elementos de uma falha são, portanto:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Plano de falha;<br />
&#8211; Teto ou capa;<br />
&#8211; Muro ou lapa;<br />
&#8211; Rejeito;<br />
&#8211; Espelho de falha;<br />
&#8211; Linha de falha.</p>
<p style="text-align: justify;">Entendendo estes elementos, podemos compreender sua classificação. As falhas são, em geral, divididas conforme o movimento relativo entre os blocos. O tipo mais comum é a chamada <b>falha normal</b>, ou de gravidade, aquela onde o teto desce em relação ao muro, resultado de um esforço de tensão. Quando o inverso ocorre, ou seja, o teto sobre em relação ao muro, chamamos a falha de <b>falha inversa</b>, ou de empurrão. Existe um tipo específico de falha inversa, a <b>falha de acavalamento</b>, que ocorre quando o teto cobre total ou quase totalmente o muro. Ainda, o último tipo de falha é a <b>falha horizontal</b>, ou de cisalhamento, onde o deslocamento relativo entre os blocos é horizontal.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal classificação fica mais evidente observando-se as ilustrações abaixo.</p>
<div style="text-align: center;">
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<p style="text-align: justify;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Falhas-1.png"><img class="aligncenter" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Falhas-1.png" border="0" /></a></p>
<div style="text-align: center;">
<p style="text-align: justify;">Os principais tipos de falha, segundo o movimento relativo de seus blocos, são, portanto:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Falha normal;<br />
&#8211; Falha inversa;<br />
&#8211; Falha de acavalamento;<br />
&#8211; Falha horizontal.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma falha, por vezes, não ocorre sozinha. Os esforços, de compressão ou de distensão, provenientes do interior da Terra, acabam ocasionando, algumas vezes, um sistema de falhas. Quando este sistema se apresenta, costumamos denominar as regiões onde ocorreu um afundamento, de <b>fossas tectônicas</b> (ou Grabens). As regiões, porém, onde ocorreu elevação, são denominadas <b>muralhas</b> (ou Horsts).</p>
<p style="text-align: justify;">Veja:</p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<p style="text-align: justify;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/07/sistema.png"><img class="aligncenter" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/07/sistema.png" border="0" /></a></p>
<h3 style="text-align: justify;">DOBRAS</h3>
<p style="text-align: justify;">Quando os esforços se concentram sobre rochas com menor competência, ou seja, rochas menos resistentes, existe uma tendência a sua ondulação, isto é, à formação de dobras.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim como no caso das falhas, as dobras também são dotadas de elementos geométricos que caracterizam sua identificação. O primeiro elemento mais básico é a <b>superfície axial</b>, equivalente ao plano de falha. Pode ser definida como a superfície que divide, da melhor forma possível, a dobra em duas partes iguais. Estas partes determinam outro elemento geométrico: os <b>flancos</b>, superfícies laterais de uma dobra.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro elemento geométrico bastante importante é o <b>eixo</b>, entendido como o resultado da intersecção da superfície axial com a dobra. <i>Está totalmente ligado à superfície axial</i>. Temos ainda a<b> crista</b>, ou charneira, que é a porção mais elevada de uma dobra, e o plano de crista, que é o plano formado pela união das cristas de cada uma das camadas da dobra. É importante salientar que nem sempre crista e eixo são coincidentes, bem como o plano de crista e a superfície axial, como fica evidente na imagem abaixo.</p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<p style="text-align: justify;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Dobra1.png"><img class="aligncenter" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/07/Dobra1.png" border="0" /></a></p>
<div style="text-align: center;">
<p style="text-align: justify;">Em síntese, os elementos geométricos de uma dobra são:</p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Superfície axial;<br />
&#8211; Eixo;<br />
&#8211; Flancos;<br />
&#8211; Plano de crista;<br />
&#8211; Crista;</p>
<p style="text-align: justify;">Notar que a crista e o plano de crista são intimamente ligados, da mesma forma que a superfície axial e o eixo.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem três tipos básicos de classificação das dobras. A primeira delas relaciona-se com a geometria da região dobrada. Neste caso, as dobras são classificadas em <b>sinformes</b>, quando a concavidade é voltada para cima, e <b>antiformes</b>, quando a concavidade é voltada para baixo. Ainda, chamam-se de dobras neutras aquelas que apresentam eixo na vertical, ou seja, a concavidade não aparece voltada nem para baixo nem para cima.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma segunda classificação relaciona-se com critérios cronoestratigráficos, ou seja, com a datação das rochas. Por este critério, as dobras são divididas em <b>sinclinais</b>, quando as rochas mais recentes localizam-se na região central da dobra, e <b>anticlinais</b>, quando o oposto ocorre, as rochas mais antigas é que estão no núcleo da dobra.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda, o terceiro tipo de classificação tem a ver com a simetria dos flancos. São classificadas em <b>dobras simétricas</b>, ou normais, quando o mergulho dos flancos ocorre com o mesmo ângulo e o plano axial é vertical, <b>dobras assimétricas</b>, ou inversas, quando o plano axial é inclinado e os flancos mergulham com ângulos diferentes, e <b>dobras recumbentes</b>, ou deitadas, quando o plaxo axial é horizontal.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, as dobras podem ser classificadas das seguintes maneiras:</p>
<p style="text-align: justify;"><i>Conforme a geometria da região dobrada:</i></p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Sinforma;<br />
&#8211; Antiforma.</p>
<p style="text-align: justify;"><i>Conforme a cronoestratigrafia:</i></p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Sinclinal;<br />
&#8211; Anticlinal.</p>
<p style="text-align: justify;"><i>Conforme a simetria:</i></p>
<p style="text-align: justify;">&#8211; Simétrica;<br />
&#8211; Assimétrica;<br />
&#8211; Recumbente.</p>
<blockquote class="tr_bq">
<p style="text-align: justify;"><b>Referências:</b></p>
<p style="text-align: justify;">TEIXEIRA, Wilson. <b>Decifrando a terra.</b> 2. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009. 623p. ISBN 9788504014396.</p>
<p style="text-align: justify;">POPP, Jose Henrique. <b>Geologia geral.</b> 5.ed. Rio de Janeiro: LTC, c1998. 376p. ISBN 8521611374 (broch.).</p>
</blockquote>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/07/falhas-e-dobras.html/feed</wfw:commentRss>
			<slash:comments>2</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Estrutura interna da Terra</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/04/estrutura-interna-da-terra.html</link>
					<comments>https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/04/estrutura-interna-da-terra.html#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Apr 2016 00:42:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.geografiaopinativa.com.br/2016/04/estrutura-interna-da-terra.html</guid>

					<description><![CDATA[Durante muito tempo, achava-se que nosso planeta era uma imensa rocha estável e sólida e que todas as formas de relevo existentes hoje estavam desta forma desde a formação da Terra. Porém, hoje sabemos que as camadas mais profundas do nosso planeta apresentam uma dinâmica constante com a crosta e são, juntos com outros fatores, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Durante muito tempo, achava-se que nosso planeta era uma imensa rocha estável e sólida e que todas as formas de relevo existentes hoje estavam desta forma desde a formação da Terra. Porém, hoje sabemos que as camadas mais profundas do nosso planeta apresentam uma dinâmica constante com a crosta e são, juntos com outros fatores, as responsáveis pela geomorfologia terrestre.</p>
<p style="text-align: justify;">Estas camadas são sobrepostas umas sobre as outras de modo a formar o que chamados de <i>estrutura interna</i> do planeta. Tal sobreposição, porém, não é uniforme, e a profundidade entre o fim de uma camada e o início de outra varia dependendo da região considerada. Já a variação entre as diferentes composições de tais níveis ocorrem porque estes são expostos a diferentes condições de pressão e temperatura, além de sofrerem influência de processos físicos.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante lembrar também que o ser humano nunca foi capaz de perfurar completamente a crosta terrestre. Tudo o que sabemos sobre a estrutura interna do nosso planeta decorre de estudos sobre a propagação de ondas mecânicas e análises sobre eventos tectônicos e vulcânicos.</p>
<h2 style="text-align: justify;">Camadas da Terra</h2>
<p style="text-align: justify;">A classificação mais comum diz respeito à composição química das rochas que constituem determinada camada. Por esta classificação, a estrutura interna da Terra é dividida em: crosta, manto núcleo, com as densidades aumentando conforme de dirige às camadas mais profundas.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="https://3.bp.blogspot.com/-bMKWb9zXuP8/VxrDY8lhDoI/AAAAAAAADKk/PQcMIGksINAWGqzlGhluqCitX5rQjIOjQCLcB/s1600/slice.PNG"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/04/slice.png" width="320" height="300" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">1 &#8211; Crosta continental; 2 &#8211; Crosta oceânica; 3 &#8211; Manto superior; 4 &#8211; Manto inferior; 5 &#8211; Núcleo externo; 6 &#8211; Núcleo interno; A &#8211; Descontinuidade de Moho; B &#8211; Descontinuidade de Gutenberg; C &#8211; Descontinuidade de Lehmann. Créditos: By Dake (Own work (Software: Inkscape)) [CC BY-SA 2.5 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.5)], via Wikimedia Commons</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h4 style="text-align: justify;">Crosta</h4>
<p style="text-align: justify;">É a camada mais superficial do nosso planeta, é formada por material rígido, frágil em termos geológicos e em estado sólido, além de ser a única onde a espécie humana habita e retira os elementos necessários ao seu modo de vida (água, petróleo, gás natural, madeira, etc). É subdividida em dois tipos: a crosta oceânica e a crosta continental.</p>
<p style="text-align: justify;">A <b>crosta oceânica </b>é mais fina e localiza-se, como já evidenciado pelo nome, sob os oceanos. Tem uma profundidade média de cerca de 8 quilômetros. Esta camada é constituída por rochas mais densas, formadas em sua maioria por minerais de silício e magnésio, motivo por ser chamada antigamente de camada SIMA (ignora-se aqui o símbolo químico dos elementos). A rocha mais comum é o basalto. Esta parte da crosta é formada por estruturas jovens.</p>
<p style="text-align: justify;">Já a <b>crosta continental</b> é mais espessa, atingindo cerca de 75 quilômetros de profundidade. É menos densa que a crosta oceânica e tem composição básica de silício e alumínio (SIAL). A rocha mais comum é o granito e apresenta estruturas muito antigas, atingindo bilhões de anos.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Manto</h4>
<p style="text-align: justify;">O manto é a região onde todo o dinamismo da Terra acontece. Ele é formado por uma camada superior, conhecida também como <i>manto transicional</i> e uma inferior. É no manto onde ocorre a primeira <i>descontinuidade</i>, isto é, região onde as ondas sísmicas, citadas anteriormente como ferramenta para desvendar a composição interna da Terra, sofrem uma brusca variação, comprovando, assim, uma abrupta variação também entre as camadas onde ela ocorre. Esta primeira descontinuidade, entre crosta e manto, é chamada de <b>descontinuidade de Moho</b>.</p>
<p style="text-align: justify;">O manto superior, que limita-se com a crosta, apresenta temperaturas baixas em escala geológica, com cerca de 100ºC. Esta camada tem uma composição plástica, ou seja, é como um líquido extremamente viscoso (ou um sólido elástico) que desloca-se em baixas velocidades.</p>
<p style="text-align: justify;">Já o manto inferior apresenta temperaturas muito mais elevadas, que atingem até 2.200ºC. É sólida por conta da grande pressão.</p>
<p style="text-align: justify;">O manto, em geral, apresenta pouco silício e alumínio. É rico, porém, em ferro e magnésio.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Núcleo</h4>
<p style="text-align: justify;">Esta camada foi por muito tempo um mistério. Porém, hoje já é possível traçar, de forma satisfatória, parâmetros sobre ela. Através de análises sísmicas, foi possível descobrir que, entre manto e núcleo, ocorre uma segunda descontinuidade: <b>a descontinuidade de Gutenberg</b>. O núcleo também é dividido em duas partes, o externo e o interno.</p>
<p style="text-align: justify;">O núcleo externo é líquido e é composto por níquel e ferro (NIFE). Já o interno é uma grande esfera sólida, constituída exclusivamente de ferro e com temperaturas próximas as registradas na superfície do Sol. Corresponde a 1/3 da massa de todo o planeta.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre as duas camadas do núcleo encontramos a <b>descontinuidade de Lehmann</b>.</p>
<h4 style="text-align: justify;">Litosfera e astenosfera</h4>
<p style="text-align: justify;">A classificação anterior tem como base a composição química dos materiais encontrados nas camadas. Porém, existe outra classificação, com base nas propriedades físicas da matéria, como resistência e estado físico, que por vezes é confundida com a divisão anterior. Na verdade, para compreender todos os fenômenos estruturais do nosso planeta, é necessário fazer uso das duas classificações, complementando uma a outra.</p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="https://1.bp.blogspot.com/-eD00YGfjcmg/VxrElAxQWVI/AAAAAAAADKs/wk0SvBcgIT45-fWA3Dwk0mOZEH73ruMzwCLcB/s1600/terra.PNG"><img loading="lazy" class="aligncenter" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/04/terra.png" width="317" height="320" border="0" /></a><br />
Na divisão física das camadas, temos a subdivisão em:<b> litosfera, astenosfera, mesosfera e endosfera</b>. De forma superficial, a mesosfera corresponde a parte do manto superior e a todo o manto inferior, enquanto a endosfera a todo o núcleo.</p>
<p style="text-align: justify;">É importante destacar, porém, a divisão entre litosfera e astenosfera. A litosfera compreende toda a crosta, mas também uma camada mais externa do manto transicional. Corresponde a parte sólida do planeta (litos = pedra &#8211;<i> esfera rochosa</i>). A parte do manto superior que compõe a litosfera é rígida, embora apresente uma composição química igual ao restante do manto, daí não ser classificada como crosta. É esta camada, como um todo, que flutua sobre o magma e que é subdividida em placas, ao contrário do que muitos pensam erroneamente ser apenas a crosta.</p>
<p style="text-align: justify;">Logo abaixo temos a astenosfera (sthenos = fraco &#8211;<i> esfera fraca</i>). Nesta região, as rochas apresentam uma plasticidade muito grande, podendo inclusive se deslocarem. É nesta camada onde ocorrem as <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2016/01/dinamica-geologica-as-correntes-de.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">correntes de convecção</a> que movem os continentes.</p>
</div>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/04/estrutura-interna-da-terra.html/feed</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dinâmica geológica: As correntes de convecção e a isostasia</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/01/dinamica-geologica-as-correntes-de.html</link>
					<comments>https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/01/dinamica-geologica-as-correntes-de.html#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Jan 2016 13:59:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.geografiaopinativa.com.br/2016/01/dinamica-geologica-as-correntes-de.html</guid>

					<description><![CDATA[Para entender a dinâmica geológica do nosso planeta e, consequentemente, compreender todos os aspectos que fundamentam o movimento das placas tectônicas, é necessário conhecer alguns fenômenos básicos acerca da interação entre as camadas da Terra. Dentre estes fenômenos, podemos destacar dois: as correntes de convecção e a isostasia, que serão comentados abaixo. CORRENTES DE CONVECÇÃO [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para entender a dinâmica geológica do nosso planeta e, consequentemente, compreender todos os aspectos que fundamentam o movimento das placas tectônicas, é necessário conhecer alguns fenômenos básicos acerca da interação entre as camadas da Terra. Dentre estes fenômenos, podemos destacar dois: as correntes de convecção e a isostasia, que serão comentados abaixo.</p>
<p><b>CORRENTES DE CONVECÇÃO</b></p>
<p>As placas tectônicas nada mais são que gigantescos blocos rochosos que &#8220;flutuam&#8221; sobre um fluido viscoso localizado nas profundezas do nosso planeta: o magma. E é este movimento o responsável por eventos como o vulcanismo e o tectonismo, através das colisões proporcionadas por ele (saiba mais <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2016/01/limites-entre-placas-tectonicas-limites.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">aqui</a>). Mas que força torna possível este movimento? A resposta aceita atualmente fala justamente nas correntes de convecção. </p>
<table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/-ryQAZlC0Dco/VrpkjTOro3I/AAAAAAAACpU/pN9epiFsCpE/s1600/convec%25C3%25A7%25C3%25A3o.png" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"><img loading="lazy" border="0" height="300" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/01/convecC3A7C3A3o.png" width="400" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">As correntes de convecção seriam as responsáveis pelo deslocamento das placas tectônicas. Por Surachit &#8211; Obra do próprio SVG, based on the public domain USGS image found here [1] and originally uploaded here, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=2574349</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
</div>
<p>Tais correntes nada mais são que os movimentos verticais feitos pelo magma no manto (região fluida abaixo da crosta rochosa). O que ocorre é que nas proximidades do núcleo da Terra, a temperatura é exageradamente elevada, fazendo com que o material magmático nesta região, mais leve, suba em direção à superfície do manto, próximo às cristas oceânicas. O material, então, encontra temperaturas mais baixas e se resfria, aumentando seu peso e fazendo-o deslizar novamente para as camadas mais profundas do planeta, junto às fossas oceânicas, encerrando o ciclo, que costuma durar séculos.</p>
<p><b>ISOSTASIA</b></p>
<p>O fenômeno da isostasia se refere ao equilíbrio entre o peso relativo de uma porção da crosta terrestre sobre o manto fluído. Em outras palavras, fala-se em isostasia quando a porção rochosa da crosta insere-se no magma de forma que o equilíbrio entre eles fique estabelecido. Uma montanha, por exemplo, precisa de uma grande quantidade de massa inserida na astenosfera (camada fluída abaixo da crosta) para compensar seu peso, enquanto o inverso ocorre com um solo plano ao nível do oceano. Acompanhe a imagem:</p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<a href="http://1.bp.blogspot.com/-BgnBFiPm93U/VrpnpPrU38I/AAAAAAAACpk/7JFZpmQFf1U/s1600/isostasiaa.PNG" imageanchor="1"><img border="0" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/01/isostasiaa.png" /></a>&nbsp; </div>
<p>A consequência direta da isostasia se dá quando, por motivos diversos, como a deposição sedimentar sobre a superfície, há uma variação na densidade e no peso de uma placa. Quando este peso aumenta, a placa afunda para compensar, na parte inserida sobre o manto, o peso adquirido. Assim, quando há a diminuição da densidade desta placa, ela acaba se sobrelevando.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/01/dinamica-geologica-as-correntes-de.html/feed</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Limites entre placas tectônicas: limites divergentes, convergentes e transformantes</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/01/limites-entre-placas-tectonicas-limites.html</link>
					<comments>https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/01/limites-entre-placas-tectonicas-limites.html#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Jan 2016 17:40:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.geografiaopinativa.com.br/2016/01/limites-entre-placas-tectonicas-limites.html</guid>

					<description><![CDATA[Não é novidade entre os cientistas que os continentes e os assoalhos oceânicos estão em contínuo movimento. Este movimento se dá através das correntes magmáticas nas camadas mais internas da Terra (correntes de convecção), que acabam alterando a posição dos imensos blocos de rocha que flutuam sobre o magma, as chamadas placas tectônicas. Assim, esta [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Não é novidade entre os cientistas que os continentes e os assoalhos oceânicos estão em contínuo movimento. Este movimento se dá através das correntes magmáticas nas camadas mais internas da Terra (correntes de convecção), que acabam alterando a posição dos imensos blocos de rocha que flutuam sobre o magma, as chamadas placas tectônicas.</p>
<p>Assim, esta movimentação das placas acaba por inferir em constantes choques em suas regiões de encontro, o que ocasiona em atividades sísmicas e vulcânicas ao redor do globo. Os limites entre tais placas tectônicas, porém, podem seguir diferentes orientações, determinando, desta forma, a classificação que será exposta abaixo.</p>
<h3><b>Limites divergentes</b></h3>
<p>Neste tipo de limite, há a separação entre placas. No espaço criado entre os dois grandes blocos, ocorre a formação de uma nova crosta através da solidificação do magma. Pode ocorrer em continentes ou em oceanos.</p>
<h4><b>Limite divergente nos oceanos</b></h4>
<p>Quando este tipo de limite ocorre em oceanos, há a criação de gigantescas cordilheiras submersas, conhecidas como dorsais oceânicas.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://3.bp.blogspot.com/-d6t5g7e-vKc/VrprOZPROCI/AAAAAAAACqM/5PsJqOKvch8/s1600/Mid-atlantic_ridge_map.png"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/01/Mid-atlantic_ridge_map.png" width="154" height="320" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Dorsal mesoatlântica</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A mais famosa delas é a dorsal mesoatlântica (imagem), que ocorre no limite entre as placas norte-americana e euroasiática e e estende-se através das placas sul-americana e africana, cortando uma porção do globo que vai desde o ártico até o sul da África.</p>
<h4><b>Limite divergente nos continentes</b></h4>
<p>Já quando ocorre nos continentes, os limites divergentes provocam a criação de vales, chamados especificamente nestes casos de vales em <i>riftes</i>. Em estágios mais avançados, estes vales são cobertos pelo mar, formando mares fechados e/ou interiores, como é o caso do Mar Vermelho e do Golfo da Califórnia.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://1.bp.blogspot.com/-WHtBiSvKIO0/VrprimNyg1I/AAAAAAAACqU/x480weS-NBg/s1600/rift.png"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/01/rift.png" width="320" height="269" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Vale do Rift em pontilhado</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="text-align: center;"></div>
<p>Um tipo de limite divergente se dá no leste africano, desde o chifre da África até a Tanzânia. Este acidente geológico ocasionou em uma região propensa a atividade sísmica e vulcânica.</p>
<h3><b>Limites convergentes</b></h3>
<p>Neste caso, há um choque e uma constante aproximação entre duas placas tectônicas, onde uma delas acaba sendo &#8220;engolida&#8221; pela outra. Neste tipo de limite, podemos ter as três situações listadas abaixo:</p>
<h4><b>Choque de placa oceânica com placa oceânica</b></h4>
<p>Quando este encontro ocorre no oceano, uma das placas mergulha sobre a outra, empurrando a que fica embaixo direto para o magma, onde terá seu material fundido. Neste processo, há a criação de uma grande depressão no fundo dos oceanos: as fossas marítimas. Denominam-se as regiões onde ocorrem estes fenômenos de zonas de subducção.</p>
<div style="text-align: center;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/-Z9eCPvbWXjM/VrppVlU_1TI/AAAAAAAACpw/ztxUaXMw_OA/s1600/oce-oce.gif"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/01/oce-oce.gif" border="0" /></a></div>
<p>É muito comum também que o material fundido no processo de &#8220;engolimento&#8221; de uma das placas acabe novamente se solidificando, podendo inclusive ocorrer a formação de ilhas. É o caso, por exemplo, do arquipélago do Japão.</p>
<h4><b>Choque de placa oceânica com placa continental</b></h4>
<p>Quando o choque ocorre entre uma placa oceânica e uma placa continental, há o mergulho da primeira, que é mais densa, sob a segunda. A consequência direta disto é a deformação da placa continental, causando um enrugamento que, somado com a grande atividade vulcânica, acaba criando grandes cordilheiras.</p>
<div style="text-align: center;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/-IdEVmweYkEQ/Vrpppwa1m_I/AAAAAAAACp4/OAVyJtspLj4/s1600/oce-con.gif"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/01/oce-con.gif" border="0" /></a></div>
<p>Podemos citar como exemplo a Cordilheira dos Andes, resultado do encontro entre a placa de Nazca e a placa Sul-Americana.</p>
<h4><b>Choque de placa continental com placa continental</b></h4>
<p>As placas continentais, em geral, apresentam duas características básicas: a natureza quebradiça e suas densidades e espessuras parecidas. Assim, quando ocorre o choque entre duas placas do tipo, não há, como nos casos supracitados, um &#8220;mergulho&#8221; de uma placa sob a outra. O que acontece é um constante esmagamento de suas rochas, provocando o surgimento de cadeias de montanhas. Estas regiões, também denominadas zonas de obducção, são suscetíveis a terremotos de larga escala devida a característica quebradiça das rochas, como citado acima.</p>
<div style="text-align: center;"><a href="http://4.bp.blogspot.com/-SU0lb1TjWWc/Vrpp_S9Op4I/AAAAAAAACqA/eSCYFH7YEn4/s1600/con-con.gif"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/01/con-con.gif" border="0" /></a></div>
<p>Um exemplo é o Himalaia, originado, há milhões de anos, do choque entre a Placa Indiana e a Placa Euroasiática.</p>
<h3><b>Limites transformantes</b></h3>
<p>Nos limites transformantes, há um movimento horizontal entre duas placas vizinhas, não havendo, portanto, colisão direta entre elas. Porém, é típico nesta situação a ocorrência de sismos, já que encontros de pequena escala entre as rochas acabam acontecendo.</p>
<p>Dentre os limites transformantes mais conhecidos, podemos citar a falha de San Andreas, nos EUA, e da Anatólia, na Turquia.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/01/limites-entre-placas-tectonicas-limites.html/feed</wfw:commentRss>
			<slash:comments>7</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O solo, uso e degradação</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2013/12/o-solo-uso-e-degradacao.html</link>
					<comments>https://www.geografiaopinativa.com.br/2013/12/o-solo-uso-e-degradacao.html#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Dec 2013 04:17:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
		<category><![CDATA[Geomorfologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.geografiaopinativa.com.br/2013/12/o-solo-uso-e-degradacao.html</guid>

					<description><![CDATA[O solo é muito importante para os seres vivos. O seu uso consciente é muito necessário para garantir sua utilidade, seja ela econômica ou ambiental. Alguns problemas atualmente tem esgotado a capacidades dos solos, a maioria causado ou agravado pela ação humana, dentre eles podemos citar o mau uso desenfreado do solo na agricultura, o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://3.bp.blogspot.com/-kczPbuyi_W0/UrUVXVbpFKI/AAAAAAAABNY/W0b6gM1IeeM/s1600/SOLO.PNG"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/12/SOLO.png" width="400" height="239" border="0" /></a></div>
<p>O solo é muito importante para os seres vivos. O seu uso consciente é muito necessário para garantir sua utilidade, seja ela econômica ou ambiental.</p>
<p>Alguns problemas atualmente tem esgotado a capacidades dos solos, a maioria causado ou agravado pela ação humana, dentre eles podemos citar o mau uso desenfreado do solo na agricultura, o lixo, entre outros.</p>
<p>Vamos agora ver abaixo os principais tipos de problemas causados atualmente no solo, que tem afetado diretamente a vida não só humana mas como de todos os seres vivos.</p>
<p><b>Agricultura &#8211; </b>A agricultura, na maioria das vezes, não emprega técnicas que ajudam na preservação do solo. Com isso, a má utilização dele acaba criando diversas áreas de solo improdutivo, causando prejuízos não só para o meio ambiente como para o próprio agricultor. Nesta lista podemos dar destaque as queimadas para renovação da plantação, que retira nutrientes vitais do solo e até mesmo a não utilização da rotação de cultura, que seria uma ótima saída para a preservação do solo.</p>
<p><b>Erosão &#8211; </b>Talvez seja o mais conhecido e comum problema dos nossos solos. A erosão é uma destruição de sua estrutura. Um exemplo muito comum de erosão são nas encostas de morros, onde ocorre o risco de desabamento por conta da retirada da vegetação. Apesar de ser algo natural, a erosão torna-se pior quando sofre a ação humana.</p>
<p><b>Contaminação &#8211; </b>A contaminação do solo, infelizmente, tem se tornado cada vez mais comum, sendo considerado muito grave, já que a sua contaminação pode trazer complicações para a fauna e a flora de um local, podendo até mesmo levar a poluição de lagos, rios e aquíferos, tornando-se muito prejudicial a saúde.</p>
<p><b>Laterização e Lixiviação &#8211; </b>A lixiviação consiste em uma espécie de &#8220;lavagem do solo&#8221;. Ocorre quando a chuva carrega consigo um alto grau de nutrientes dele, o que acaba o deixando mais improdutivo. A lixiviação pode ser considerada um estágio inicial da erosão. Já a laterização é um acúmulo de alumínio e ferro no solo, o que também o torna pouco produtivo.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.geografiaopinativa.com.br/2013/12/o-solo-uso-e-degradacao.html/feed</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Você sabe o que são falésias?</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2013/09/voce-sabe-o-que-sao-falesias.html</link>
					<comments>https://www.geografiaopinativa.com.br/2013/09/voce-sabe-o-que-sao-falesias.html#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 Sep 2013 14:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geomorfologia]]></category>
		<category><![CDATA[Região Nordeste]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.geografiaopinativa.com.br/2013/09/voce-sabe-o-que-sao-falesias.html</guid>

					<description><![CDATA[Falésias nada mais são que paradões altos e abruptos que começaram a ser esculpidos pelo mar a milhões de anos atrás. Seu surgimento se dá pelo forte poder de erosão das águas do mar que, ao bater em áreas mais altas, criam uma espécie de parede íngreme, as falésias. Elas são só mais um resultado [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3207" style="width: 260px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-3207" loading="lazy" class="size-full wp-image-3207" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/09/falesia.png" alt="" width="250" height="187" /><p id="caption-attachment-3207" class="wp-caption-text">Falésia na Irlanda. Por Bjørn Christian Tørrissen &#8211; Own work by uploader, http://bjornfree.com/galleries.html, CC BY-SA 3.0.</p></div>
<p>Falésias nada mais são que paradões altos e abruptos que começaram a ser esculpidos pelo mar a milhões de anos atrás. Seu surgimento se dá pelo forte poder de erosão das águas do mar que, ao bater em áreas mais altas, criam uma espécie de parede íngreme, as falésias.</p>
<p>Elas são só mais um resultado da dinâmica externa da terra provinda da ação dos oceanos, assim como os tômbolos ou as restingas.</p>
<p>Em outras palavras, o mar, quando entra em ação com parte mais elevada por relevo, &#8220;cava&#8221; uma pedaço das rochas que compõem o terreno (abrasão marinha), criando este espetáculo natural, muito comum em todo mundo.</p>
<p>No nosso país, falésias compostas da cavação do arenito são mais comuns desde as praias do norte/nordeste, até o estado do Rio de Janeiro, criando paredões avermelhados. Já o restante do país (litoral sul), as paredes esculpidas geralmente apresentam coloração mais escura, por conta da rocha a sofrer transformação do mar ser o granito.</p>
<p>Apesar de serem mais comuns no litoral, é possível encontrar falésias mais antigas longe da costa, provando assim onde o mar já alcançou no passado. São estas chamadas de falésias mortas por não sofrerem mais ação do mar. As que localizam-se próxima as praias são conhecidas como falésias vivas por ainda serem resultado de ação marinha.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.geografiaopinativa.com.br/2013/09/voce-sabe-o-que-sao-falesias.html/feed</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dinâmica Interna e Externa da Terra</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2013/08/dinamica-interna-e-externa-da-terra.html</link>
					<comments>https://www.geografiaopinativa.com.br/2013/08/dinamica-interna-e-externa-da-terra.html#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Aug 2013 00:53:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
		<category><![CDATA[Vulcões]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.geografiaopinativa.com.br/2013/08/dinamica-interna-e-externa-da-terra.html</guid>

					<description><![CDATA[Nosso planeta está em constante mudança. Tais transformações geralmente demoram milhões de anos e raramente são perceptíveis. Elas são causadas por diferentes fatores, que dividem-se em internos (vindos da ação de dentro das camadas da Terra) e externos (oriundos de fatores como chuva, vento e rios). Ambas tem como resultado uma constante mudança ou modelamento [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://3.bp.blogspot.com/-203rh6SL3n8/UhFsYmQZfqI/AAAAAAAAAsM/5qvoNXcuJOM/s1600/dinamica.PNG"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/08/dinamica.png" border="0" /></a></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<p>Nosso planeta está em constante mudança. Tais transformações geralmente demoram milhões de anos e raramente são perceptíveis. Elas são causadas por diferentes fatores, que dividem-se em internos (vindos da ação de dentro das camadas da Terra) e externos (oriundos de fatores como chuva, vento e rios). Ambas tem como resultado uma constante mudança ou modelamento do nosso relevo.</p>
<h4><b>Dinâmica interna<br />
</b></h4>
<p>Esta dinâmica vem em sua maioria de movimentos tectônicos no interior terrestre e suas consequências. Subdividem-se em:</p>
<p><b>Movimentos Epirogênicos:</b> São responsáveis pelo abaixamento (epirogênese negativa) ou soerguimento (epirogênese positiva) do continente, provocando assim a chamada transgressão e regressão marinha, respectivamente. Geralmente demoram muito tempo para ocorrer.</p>
<p><b>Movimentos Orogênicos:</b> Assim como os movimentos epirogênicos, são resultados de diferentes movimentos tectônicos. Estes são responsáveis pela formação de montanhas, muitas vezes propiciadas pelo chocamento das placas. O resultado pode acontecer através de um dobramento ou um falhamento.</p>
<p>Nos dobramentos, um terreno, geralmente composto por rochas pouco resistentes, tende a se dobrar, formando diferentes níveis de elevações. Já nas falhas, que ocorre em rochas mais fortes, há o surgimento de um trincamento, por conta da resistência da rocha quanto as forças do interior terrestre.</p>
<p><b>Vulcanismo:</b> O modelamento acontece através de uma derramamento vulcânico.</p>
<h4><b>Dinâmica externa<br />
</b></h4>
<p>Este tipo de dinâmica compreende a ação de agentes externos na superfície terrestre.</p>
<p><b>Chuva:</b> A chuva tem forte poder no modelamento terrestre. Pode ocorre em qualquer lugar com alta pluviosidade, porém é mais comum em encostas despidas de vegetação.</p>
<p><b>Vento:</b> Mais comum em regiões desérticas ou de dunas. O vento atua principalmente no movimento de areia solta.</p>
<p><b>Gelo:</b> O gelo tem grande poder de erosão, por conta disso, foi e ainda é responsável por diferentes transformações no relevo. Os <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2013/08/fiordes-beleza-da-era-glacia.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">fiordes</a> são resultados da ação dele.<b><br />
</b><br />
<b>Rio:</b> Os rios criam diferentes passagens de água ao longo do seu leito. Também pode sofrer a ação humana com a modificação de suas trajetórias.</p>
<p><b>Mar: </b>O mar tem forte presença na modelagem litorânea, seja elas com o avanço ou regressão das marés. As falésias, por exemplo, sofrem a ação do mar que, em contato com elas, formam grandes paredões de areia.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.geografiaopinativa.com.br/2013/08/dinamica-interna-e-externa-da-terra.html/feed</wfw:commentRss>
			<slash:comments>12</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
