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	<title>Ásia Central e Extremo Oriente &#8211; Geografia Opinativa</title>
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	<title>Ásia Central e Extremo Oriente &#8211; Geografia Opinativa</title>
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	<item>
		<title>Tigres Asiáticos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Jun 2019 19:29:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ásia Central e Extremo Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[do Comércio e Serviços]]></category>
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					<description><![CDATA[Tigres Asiáticos é a denominação dada a um conjunto de países do leste da Ásia cuja industrialização aconteceu tardiamente, através da formação de plataformas de exportação. São eles: Coreia do Sul, Taiwan, Hong Kong e Singapura. Conforme discutimos em post anterior, as industrializações tardias, que ocorreram na periferia do sistema capitalista, ocorreram por duas modalidades: [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Tigres Asiáticos é a denominação dada a um conjunto de países do leste da Ásia cuja industrialização aconteceu tardiamente, através da formação de plataformas de exportação. São eles: Coreia do Sul, Taiwan, Hong Kong e Singapura.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img width="269" height="428" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/06/Captura-de-tela-de-2019-06-03-19-18-01.png" alt="" class="wp-image-3722" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/06/Captura-de-tela-de-2019-06-03-19-18-01.png 269w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/06/Captura-de-tela-de-2019-06-03-19-18-01-189x300.png 189w" sizes="(max-width: 269px) 100vw, 269px" /><figcaption>Localizados no extremo oriente, os Tigres Asiáticos passaram por um crescimento econômico muito forte entre os anos 60 e 90. Por Wikimedia https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=48801666</figcaption></figure></div>



<p>Conforme discutimos em <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2019/02/industrializacao-no-mundo-subdesenvolvido-substituicao-de-importacoes-e-plataformas-de-exportacao.html">post anterior</a>, as industrializações tardias, que ocorreram na periferia do sistema capitalista, ocorreram por duas modalidades: via Substituição de Importações e via Plataforma de Exportação.</p>



<p>No primeiro caso, inclui-se países como Brasil, México, Argentina, Índia e África do Sul. São países cuja industrialização ocorreu voltada para o <strong>mercado interno</strong>, no intuito de produzir internamente o que antes era importado, em momento de recessão da economia global.</p>



<p>Já o segundo grupo inclui os Tigres Asiáticos, países que, com pequeno mercado consumidor e poucos recursos naturais a serem explorados, industrializaram-se para o <strong>mercado externo</strong>, isto é, para a venda de produtos para o exterior.</p>



<p>A seguir, discutiremos as principais características deste segundo grupo de países, quais foram as condições que levaram a sua industrialização e quais perspectivas dos mesmos atualmente.</p>



<h2>Os Tigres sob a proteção da Águia</h2>



<p>A economia dos Tigres Asiáticos passou a despontar a partir dos anos 1950 e 1960, período que mundo atravessava a <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2018/12/a-guerra-fria-e-o-mundo-bipolar.html">Guerra Fria</a>.</p>



<p>Neste contexto, o continente asiático dispunha de duas potências socialistas: a União Soviética e a China. Logo, os países da fachada asiática do Pacífico eram &#8220;presas fáceis&#8221; na expansão da hegemonia socialista.</p>



<p>Os EUA, de modo a barrar o crescimento desta influência, passa a investir milhões de dólares a fundo perdido, isto é, sem necessidade de devolução, nas economias dos futuros &#8220;Tigres&#8221;. Estes investimentos fizeram parte de um plano conhecido como <strong>Plano Colombo</strong>.</p>



<p>Os governos da época souberam agir sob a bonança americana. Centralizadores e, em alguns casos, ditatoriais (caso da Coreia do Sul e Singapura), passaram a incentivar a instalação de indústrias em seu território.</p>



<p>Dentre os artifícios utilizados pelos Estados Nacionais da região neste contexto, citam-se:</p>



<ul><li>Incentivos fiscais para a instalação de indústrias (isenção de impostos, doação de terrenos, etc);</li><li>Investimento em infraestrutura (rodovias, portos, ferrovias, etc.)</li><li>Investimentos em educação, que garantiu mão-de-obra qualificada e, em primeiro momento, barata;</li><li>Desvalorização da moeda, permitindo a competitividade dos produtos nacionais em mercado mundial;</li><li>Protecionismo econômico.</li></ul>



<p>Aos poucos, os países do grupo passaram a edificar uma <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2015/08/industrias-de-bens-de-consumo-de-bens.html">indústria de bens de consumo não-duráveis</a> (têxtil, calçados, remédios, etc)<strong> intensiva em trabalho</strong>, isto é, com uso de grande volume de mão-de-obra.</p>



<p>Neste momento, além do aporte em investimento, os EUA auxiliaram os Tigres através da abertura de seu mercado nacional aos produtos exportados por eles.</p>



<h2>Pós-1970: Os Tigres despontam tecnologicamente</h2>



<p>Os anos 1970 são importantes na compreensão do quadro econômico dos Tigres Asiáticos. Isto porque é o período onde ocorre uma mudança interna, no tipo de produto que é fabricado nestes países, e externa, no sentido da mudança no caráter da ajuda americana.</p>



<p>Os EUA passaram a impôr sobre os Tigres uma agenda de liberalização econômica como condição para a flexibilidade de seu mercado às manufaturas asiáticas.</p>



<p>Neste sentido, os Tigres, em especial Coreia do Sul e Taiwan, através de um Estado desenvolvimentista, passaram a agir dois dois sentidos: o primeiro, pela edificação de uma indústria pesada, com foco em áreas como siderurgia, petroquímica, cimento e naval.</p>



<p>O segundo, entendia como ponto focal na industrialização de ambos os países e dos demais do grupo a<strong> indústria de ponta</strong>, <strong>intensiva em tecnologia</strong>.</p>



<p>Neste sentido, Taiwan, Singapura, Coreia do Sul e Hong Kong passaram por diversos planos nacionais cujo foco era desenvolver indústrias de alta tecnologia, entre elas a robótica e a eletrônica.</p>



<p>Na Coreia do Sul, por exemplo, o Estado passou a intervir nos grandes conglomerados do país, os chamados <em>cheabols</em>, os estimulando a concentrarem seus esforços na microeletrônica e em outros setores de alta tecnologia.</p>



<h2>Os Novos Tigres Asiáticos</h2>



<p>A partir da década de 1970, a realidade dos &#8216;velhos&#8217; Tigres Asiáticos já não era a mesma.</p>



<p>A maior parte daquelas vantagens comparativas, como a mão-de-obra barata, que foram fundamentais no início de suas industrializações, foram substituídas por um mercado consumidor com elevado nível de renda e consumo.</p>



<p>Assim, aquelas indústrias tradicionais não viam mais espaço nos velhos Tigres. Migraram, portanto, para outros países da fachada asiática do Pacífico que ainda dispunham de mão-de-obra barata e cujos Estados Nacionais ainda incentivassem a instalação destas indústrias.</p>



<p>Deste modo, surgem os &#8220;Novos Tigres Asiáticos&#8221;, grupo composto por Indonésia, Malásia, Tailândia, Filipinas e Vietnã.</p>



<p>Aqui, todavia, encontramos diferenças primordiais em relação ao antigos Tigres.</p>



<p>Indonésia, Malásia, Tailândia, Filipinas e Vietnã são países de grande extensão, dotados de recursos naturais e mercado consumidor interno.</p>



<p>Todavia, centram-se sua produção em produtos de baixa tecnologia para serem consumidos em mercado externo.</p>



<p>Além disso, é necessário salientar que, ao contrário do que ocorreu nos &#8216;velhos&#8217; Tigres, os Novos Tigres não vêm passando por um processo de franco desenvolvimento social, pelo menos não em mesmo nível que, por exemplo, Coreia do Sul e Singapura passaram.</p>



<p>Aqui, dá-se uma relação econômica de subalternação na divisão internacional do trabalho, de maneira similar aquela ocorrida nos países latino-americanos.</p>



<p>Veja também nossa aula sobre o assunto:</p>



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			</item>
		<item>
		<title>A Guerra Fria e o Mundo Bipolar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Dec 2018 15:27:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Ásia Central e Extremo Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos e Canadá]]></category>
		<category><![CDATA[Europa de Leste]]></category>
		<category><![CDATA[Europa Ocidental]]></category>
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		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[Sudeste Asiático e Oceania]]></category>
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					<description><![CDATA[A partir da Segunda Guerra Mundial, finalizada em 1945, a organização do espaço mundial foi bruscamente alterada. Saíram de cena as antigas potências industriais para a ascensão de duas nações com modelos político-econômicos antagônicos: os Estados Unidos da América (EUA) e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Antecedentes Até o final do século XIX, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A partir da Segunda Guerra Mundial, finalizada em 1945, a organização do espaço mundial foi bruscamente alterada. Saíram de cena as antigas potências industriais para a ascensão de duas nações com modelos político-econômicos antagônicos: os Estados Unidos da América (EUA) e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).</p>



<h2>Antecedentes</h2>



<p>Até o final do século XIX, a economia mundial era regida pela força industrial das antigas potências coloniais, como Reino Unido e França. Estas nações se sustentavam através do mantimento de um gigantesco império colonial, que se espraiava para todos os continentes.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="630" height="283" class="wp-image-3099" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imperio_britanico.png" alt="Império Britânico em 1921" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imperio_britanico.png 630w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imperio_britanico-300x135.png 300w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" />
<figcaption>Império Britânico em 1921</figcaption>
</figure>
</div>



<p>A Alemanha, todavia, conformada como um Estado Nacional tardiamente, passou a desejar a posse de colônias, como as nações rivais do continente. Este anseio expansionista, que futuramente seria focalizado na expansão dentro do próprio continente europeu através do paradigma do <em><strong>espaço vital</strong></em>, foi um dos motivos para eclosão da Primeira Guerra Mundial, em 1914, e da Segunda Guerra Mundial, em 1939.</p>



<p>A Alemanha, juntamente com o Japão, os chamados <em><strong>países do eixo</strong></em>, saíram derrotados da Segunda Guerra. No lado vencedor, os chamados <em><strong>países aliados</strong></em>, estavam EUA, URSS, Inglaterra e França. Apesar de terem vencido o conflito, URSS, Inglaterra e França tiveram suas economias prejudicadas, além de perderem contingentes militares enormes.</p>



<p>Já os EUA, embora tenham participado ativamente da Guerra, viram as batalhas ocorrerem distantes de seu território. O impacto em sua economia foi, portanto, muito pequeno. Pelo contrário, o país financiou seus aliados na Europa com armamentos e soldados. Ao fim do conflito, as antigas potências europeias haviam adquirido enorme dívida com o <em>tio sam</em>.</p>



<p>Em 1944, dada a iminência do fim do conflito, as nações aliadas se reuniram em um encontro nos EUA, que ficou conhecido como <em><strong>Conferência de Bretton Woods</strong></em>. Lá, os EUA negociaram o <em><strong>Plano Marshall</strong></em>, um pacote de auxílio financeiro aos países arrasados pela Guerra. Além disso, foram criadas diversas organizações supranacionais, que visavam o controle americano sobre a economia mundial, como o <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/11/o-fundo-monetario-internacional-fmi.html">Fundo Monetário Internacional</a> e o <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2018/12/o-banco-mundial.html">Banco Mundial</a>, além da instituição do padrão dólar-ouro, que alçou a moeda americana ao posto de base do funcionamento econômico do capitalismo.</p>



<p>Todavia, as propostas do governo americano, que almejavam o estabelecimento de sua hegemonia mundial, foram rejeitadas por um outro vencedor do conflito, que declinou inclusive do auxílio financeiro previsto pelo Plano Marshall: a União Soviética.</p>



<h3>Na URSS, uma alternativa ao Capitalismo</h3>



<p>Esta contrariedade da União Soviética ao modelo de hegemonia americana ia muito além de uma simples rivalidade entre os países.</p>



<p>Até meados de 1917, a Rússia era um país com economia agrária dominada por imperadores absolutistas, os <em><strong>czares</strong></em>. A população russa vivia sob péssimas condições, onde a fome era uma realidade muito presente e a liberdade era cerceada.</p>



<p>Este foi um terreno muito fértil para a difusão dos pensamentos do economista alemão <em><strong>Karl Marx</strong></em>, autor de obras como &#8220;Manifesto do Partido Comunista&#8221; e &#8220;O Capital&#8221;, cujas ideias refletiam o interesse de construção de uma sociedade sem classes sociais e desprovida da existência da iniciativa privada.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="233" height="296" class="wp-image-3100" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/karl-marx.png" alt="" />
<figcaption>Karl Marx, mentor do socialismo científico</figcaption>
</figure>
</div>



<p>Para o autor, inicialmente, sob o bojo das forças produtivas desenvolvidas durante o Capitalismo, seria instituído o <strong><em>Socialismo</em></strong>, fase da evolução das sociedades cujo o Estado garantia o controle da economia (economia planificada), de modo a impedir a ressurreição das forças capitalistas. Em seguida, emergiria o <strong><em>Comunismo</em></strong>, modelo onde as noções de coletividade estariam tão difundidas que a existência de um Estado controlador seria dispensável.</p>



<p>Foi então que, em outubro de 1917, liderado por <em><strong>Vladimir Ilyich Lenin</strong></em>, acontece a <strong>Revolução Russa</strong>, que solapa das bases do antigo modelo czarista e coloca o Partido Comunista no poder.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="167" height="235" class="wp-image-3101" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/lenin.png" alt="" />
<figcaption>Lenin, mentor e articulador do socialismo russo.</figcaption>
</figure>
</div>



<p>Logo, o <em>modo de produção</em> existente na URSS se opunha totalmente àquele existente &#8211; e liderado &#8211; pelos EUA. Explica, portanto, o porquê dos soviéticos terem dispensado ajuda pelo Plano Marshall. A reconstrução socialista ocorreu por vias internas e, embora tenha sido custosa, resultou na ascensão do país ao posto de potência mundial.</p>



<h2>Capitalismo vs Socialismo</h2>



<p>Com o fim da Segunda Guerra Mundial e a queda dos impérios coloniais, boa parte das antigas potências mundiais parecia ter perdido seu rumo no desenvolvimento do capitalismo mundial. Com economias desoladas, restava às mesmas se apegarem ao aporte dado pelas duas superpotências no pós-guerra &#8211; e aos seus sistemas econômicos &#8211; os EUA e a URSS.</p>



<p>Assim, na Europa, campo de batalha do conflito, ocorreu uma rápida polarização dos Estados Nacionais a um dos dois sistemas econômicos. Enquanto a Europa Ocidental (Reino Unido, França, Itália, entre outros) se alinha aos EUA, a Europa Oriental (Hungria, Romênia, Rep. Tcheca, Polônia, etc.) passa a ser a polarizada pelo socialismo soviético. Surgia o <strong><em>Mundo Bipolar</em></strong>.</p>



<p>O caso da Alemanha é particular. O país, derrotado na Segunda Guerra Mundial, foi ocupado por exércitos da Grã-Bretanha, Estados Unidos, França e União Soviética. Após o fim do conflito e o claro antagonismo entre os países do bloco, decidiu-se pela divisão do país em dois: a República Federal da Alemanha (RFA), capitalista, alinhada aos EUA e com capital em Bonn, e a República Democrática da Alemanha (RDA), socialista, alinhada à URSS e com capital em Berlim Oriental.</p>



<p>A cidade de Berlim, estando totalmente sob o lado socialista, foi igualmente dividida em Berlim Ocidental, capitalista, e Berlim Oriental, socialista. Neste caso, foi construída uma barreira física que atravessava a cidade e que virou símbolo da Guerra Fria: o <em><strong>Muro de Berlim</strong></em>.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="400" height="325" class="wp-image-3102" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/alemanha-guerra-fria.png" alt="" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/alemanha-guerra-fria.png 400w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/alemanha-guerra-fria-300x244.png 300w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" />
<figcaption>Alemanha e Berlim divididas. Modificado de User: 52 Pickup &#8211; Based on map data of the IEG-Maps project (Andreas Kunz, B. Johnen and Joachim Robert Moeschl: University of Mainz) &#8211; www.ieg-maps.uni-mainz.de, CC BY-SA 2.5.</figcaption>
</figure>
</div>



<p>Neste contexto de Europa dividida, Winston Churchill cunhou o termo <em><strong>&#8220;Cortina de Ferro&#8221;</strong></em>, que se referia à polarização do continente entre os dois sistemas econômicos.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="382" height="298" class="wp-image-3103" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cortinaferro.png" alt="" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cortinaferro.png 382w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cortinaferro-300x234.png 300w" sizes="(max-width: 382px) 100vw, 382px" />
<figcaption>Europa dividida pela Cortina de Ferro. Fonte: BigSteve &#8211; Own work, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=25580510</figcaption>
</figure>
</div>



<p>De modo similar ao que o bloco capitalista fez com o Plano Marshall, em 1949 a URSS coloca em prática o <strong><em>Conselho para Assistência Econômica Mútua (COMECON)</em></strong>, envolvendo, inicialmente, União Soviética, Alemanha Oriental, Tchecoslováquia, Polônia, Bulgária, Hungria e Romênia. O conselho objetivava a reconstrução econômica dos países afetados pela guerra, depois, com adesão de socialistas de outros continentes, se transformou em um grande conselho de ajuda mútua do mundo socialista.</p>



<p>Com objetivo de barrar o crescimento do socialismo, cuja expansão começara a ocorrer para além do continente europeu, o bloco capitalista funda, em 1949, a <em><strong>Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN)</strong></em>, uma aliança militar que envolvia os principais países alinhados aos EUA.</p>



<p>Em contrapartida e com os mesmos objetivos, o bloco soviético funda o <strong><em>Pacto de Varsóvia</em></strong>, em 1955. Além de defender os estados signatários de possíveis ataques do mundo capitalista, o Parto de Varsóvia funcionava como um mecanismo de manutenção do sistema no leste europeu.</p>



<p>A partir da expansão do socialismo para outros continentes, em especial para a Ásia, com a ascensão de um governo popular na China e na Coreia do Norte, os EUA lideram uma série de acordos para a criação de um <strong><em>&#8220;Cordão Sanitário&#8221; </em></strong>no entorno do bloco socialista. Dentre os países que participaram dos acordos, cita-se Austrália, Nova Zelândia, Japão, Turquia, Tailândia, Paquistão, <strong>Irã, Iraque</strong> e Turquia.</p>



<h3>Corrida armamentista</h3>



<p>De 1945 até 1991, período da Guerra Fria, nunca ocorreu um conflito armado que opusesse diretamente as duas nações hegemônicas. Esta &#8220;paz armada&#8221; ocorrera muito por conta do equilíbrio entre forças das duas potências.</p>



<p>Tanto EUA quanto URSS passaram a investir massivamente na indústria bélica, levando em consideração um possível conflito armado. O desenvolvimento &#8211; ou o aprimoramento &#8211; de uma tecnologia para armas nucleares era o principal objetivo das duas nações.</p>



<p>Enquanto os EUA já haviam desenvolvido bombas nucleares e, inclusive, atacado diretamente o Japão durante a Segunda Guerra, a URSS conseguiu, em 1949, testar com sucesso sua primeira bomba atômica, equalizando as capacidades de destruição de ambos os países.</p>



<p>Assim, sabendo que, caso ocorresse um ataque de alguma das parte, a outra responderia a altura, o conflito direto entre EUA e URSS acabou por não ocorrer. Caso ocorresse, a capacidade de destruição seria maior que qualquer outro conflito armado da história.</p>



<h3>Corrida espacial</h3>



<p>Não apenas no campo bélico a rivalidade entre as duas nações ocorreu. Um exemplo bastante relevante foi o caso da corrida espacial. EUA e URSS passaram a desenvolver tecnologias que possibilitassem a exploração do espaço, de modo a comprovar a superioridade de seu sistema político sobre o rival.</p>



<p>É fruto da corrida espacial importantes realizações no campo da astronomia. A URSS, por exemplo, lançou o primeiro satélite artificial em órbita, em 1957, o Sputinik I. Além disso, os socialistas levaram o primeiro ser vivo ao espaço, a cadela Laika, também em 1957, e enviaram o primeiro homem ao espaço, <em><strong>Yuri Gagarin</strong></em>, em 1961.</p>



<div class="wp-block-image">
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<figcaption>Yuri Gagarin, primeiro homem enviado ao espaço.</figcaption>
</figure>
</div>



<p>Em 1958 é criada a Agência Espacial Americana (NASA). Dentre os principais feitos dos EUA, destaca-se a ida, pela primeira vez, do homem à lua, em 1969.</p>



<p>Esta disputa por superioridade durante a Guerra Fria não se restringiu à conquista do espaço. Um caso bastante interessante foi o da <strong><em>Corrida Esportiva</em></strong>, que confrontava, a cada quatro anos, soviéticos e americanos nos Jogos Olímpicos. Entre 1952 e 1988, foram disputados dez (10) olimpíadas, onde seis (6) foram vencidas pelos soviéticos e quatro (4) pelos americanos. Destaque às Olimpíadas de Moscou, em 1980, boicotada pelos EUA, e pelas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984, boicotada pela URSS.</p>



<h2>Guerra Fria no Terceiro Mundo</h2>



<p>A partir de 1948, algumas revoluções socialistas passam a ocorrer pelo mundo, o que levou a Guerra Fria ao plano mundial.</p>



<p>Apesar de, desde 1924 já existir um país asiático socialista, a Mongólia, os anos de 1948 e 1949 marcaram a ascensão de dois governos socialistas bastante importantes: a Coreia do Norte (1948) e a China (1949).</p>



<p>Em 1959, os EUA tem uma importante derrota na América Latina, com a Revolução Cubana, que transformou Cuba em uma nação socialista. Temendo a expansão da ideologia pelo continente, o governo americano, através da sua agência de inteligência, a CIA, passou a insuflar a ascensão de ditaduras militares de alinhamento ideológico direitista em todo o continente. Foi o que ocorreu no Brasil, na Argentina e no Chile.</p>



<p>O caso chileno é particularmente importante, pois a ascensão de um governo socialista não ocorreu através de uma revolução, mas por vias democráticas. Em 1970, <strong><em>Salvador Allende</em></strong>, identificado com os ideais socialistas, é eleito presidente do Chile. Os EUA, então, apoiou <em><strong>Augusto Pinochet</strong></em> em um golpe de Estado, que lançou o Chile numa ditadura militar que durou quase vinte (20) anos.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="457" height="275" class="wp-image-3105" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/allende.png" alt="" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/allende.png 457w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/allende-300x181.png 300w" sizes="(max-width: 457px) 100vw, 457px" />
<figcaption>Salvador Allende, à esquerda, eleito presidente do Chile em 1970, e Augusto Pinochet, à direita, que assumiu seu lugar após um golpe. Fonte: <br /><a href="http://biografias.bcn.cl/wiki/Portada">Biblioteca del Congreso Nacional de Chile</a></figcaption>
</figure>
</div>



<p>Durante as décadas de 1960 e 1970 o socialismo chegou a diversas nações da África e da Ásia, dentre elas ao Vietnã do Norte (1976), ao Iêmen do Sul (1967), ao Congo (1968), à Angola (1975), à Guiné-Bissau (1974) e à Moçambique (1975). Neste período, os antigos impérios coloniais passavam por um processo acentuado de esfacelamento, cujo resultado foi a introdução de sistemas alinhados à URSS em boa parte das nações.</p>



<p>A chegada dos socialistas ao poder em nações de antigo domínio português (Angola, Moçambique e Guiné-Bissau) não é aleatória, tendo em vista a demora de Portugal em libertar suas colônias.</p>



<h3>Conflitos no Terceiro Mundo</h3>



<p>Embora as duas superpotências não tenham entrado em conflito diretamente, ambas participaram de maneira secundária de alguns conflitos pelo mundo, sempre em lados opostos.</p>



<p>Por vezes, estes conflitos terminavam com a cisão do país em dois. Foi o que ocorreu, além do exemplo já citado da Alemanha, na Coreia, divida em Coreia do Sul, capitalista, e Coreia do Norte, socialista, e no Vietnã, dividido em Vietnã do Sul, capitalista, e Vietnã do Norte, socialista.</p>



<p>Em alguns casos, EUA e URSS apenas apoiavam partes antagônicas em conflitos regionais. Na <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/12/questao-palestina.html">disputa pela Palestina</a>, por exemplo, EUA apoiaram a causa israelense, enquanto URSS se colocou ao lado do povo palestino.</p>



<p>Na crise entre Índia e Paquistão pela <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/o-conflito-pela-caxemira.html">Caxemira</a>, o Paquistão foi apoiado pelos EUA. Já o governo indiano tinha a simpatia dos soviéticos.</p>



<h2>Dissolução do Bloco Socialista</h2>



<p>O Socialismo Soviético passou a dar sinais de desgaste durante a década de 1980. Os principais indícios de desmantelamento do sistema ocorreram no Leste Europeu, através da insurreição de alguns países da região, em alguns casos envolvendo diretamente o descontentamento dos Partidos Comunistas locais.</p>



<p>Hungria, na década de 1950, e Tchecoslováquia, nos anos 1960, foram países onde ocorreram fortes protestos contra o governo soviético apoiado pelos governos locais. O resultado, em ambos os casos, foi a dura repressão pelo exército do Pacto de Varsóvia, o que insuflou ainda mais o Leste Europeu contra o controle soviético.</p>



<p>Foi da Polônia, todavia, que o socialismo soviético sofreu o mais duro golpe. Em 1980, o líder do sindicato <em><strong>Solidariedade</strong></em>, sediado no estaleiro do Porto de Gdansk, <em><strong>Lech Walesa</strong></em>, liderou um importante levante contra o sistema dominante no país, que rapidamente se espalhou por toda a Polônia. Em 1990, Walesa, anticomunista convicto, era eleito presidente do país, sepultando o domínio socialista na região.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="157" height="210" class="wp-image-3106" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/lech.png" alt="" />
<figcaption>Lech Walesa, ex-presidente da Polônia. Fonte: <a href="https://www.flickr.com/photos/besoindair/">MEDEF</a> &#8211; <a href="https://www.flickr.com/photos/besoindair/3883972259/">Flickr</a></figcaption>
</figure>
</div>



<p>Internamente, a década de 1980 marca também mudanças estruturais na URSS, com a ascensão de <em><strong>Mikhail Gorbatchov</strong></em> ao posto máximo do Partido Comunista Soviético. Durante seu governo, foram instituídas a <em><strong>Perestroika</strong></em> e a <em><strong>Glasnost</strong></em>, que objetivavam a abertura econômica, no caso da primeira, e política, no caso da segunda. A URSS como conhecíamos deixava de existir.</p>



<p>Em 1989, ocorre a queda do Muro de Berlim<em><strong>. </strong></em>Em 1991, a União Soviética deixa de existir, desmantelada em uma série de países, como Rússia, Letônia, Lituânia, Estônia e Ucrânia. O mundo, como no fim da Segunda Guerra Mundial, via as bases de sua geopolítica se alterar profundamente. Saia de cena um mundo bipolar e ascendia um mundo multipolar, polarizado pelo capitalismo americano e por todas as suas contradições.</p>
<p>Assista também nosso vídeo sobre o assunto:</p>
<p><iframe loading="lazy" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/ys2U6FM-0sU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
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			</item>
		<item>
		<title>A indústria no Japão</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2018/12/a-industria-no-japao.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Dec 2018 23:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ásia Central e Extremo Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Industrial]]></category>
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					<description><![CDATA[O Japão é a terceira maior economia do mundo e a segunda potência da Ásia. Por muito tempo, o país destacou-se como a maior potência do Extremo-Oriente, tanto em sentido econômico, quanto militar. Após a década de 1990, todavia, uma crise econômica abalou o país, ao mesmo tempo que a China tornava-se uma potência mundial [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Japão é a terceira maior economia do mundo e a segunda potência da Ásia. Por muito tempo, o país destacou-se como a maior potência do Extremo-Oriente, tanto em sentido econômico, quanto militar. </p>



<p>Após a década de 1990, todavia, uma crise econômica abalou o país, ao mesmo tempo que a China tornava-se uma potência mundial e a Coreia do Sul passava a ocupar um lugar de destaque na organização do espaço capitalista mundial, solapando o domínio japonês nesta porção do mundo.</p>



<h2>Industrialização do Japão</h2>



<h3>Era Meiji</h3>



<p>Até meados do século XIX, o Japão era um país fechado para o Ocidente. Os portos nacionais eram fechados para o restante do mundo, enquanto sua economia era baseada na agricultura sob um regime que fazia alusão ao feudalismo europeu.</p>



<p>Apenas a partir da <strong>Restauração Meiji </strong>que o país passou a adotar uma postura em consonância com o Capitalismo mundial. Esta revolução aconteceu através da união entre a classe samurai (militares), nobres, camponeses abastados e comerciantes ricos, que derrubaram o império Tokugawa e instauraram uma monarquia em prol dos interesses industrialistas.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="215" height="297" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imperador-meiji.png" alt="Imperador Meiji" class="wp-image-2995"/><figcaption>Imperador Meiji</figcaption></figure></div>



<p>Ao mesmo tempo que politicamente a situação no Japão se alterava, começavam a se estruturar os conglomerados industriais familiares, os chamados <em>zaibatsus</em>. Em geral, as famílias mais ricas do país se aproveitavam de fábricas edificadas pelo Estado e as compravam a baixo preço para formação de grandes grupos industriais. Dentre os grupos formados no período, podemos citar a Mitsui e a Mitsubishi. </p>



<p>Neste sentido, é válido destacar a ação militarista do Estado japonês na Ásia e no Pacífico, com a invasão e o domínio de amplos territórios. Além de fornecerem matéria-prima, cuja existência é insuficiente dentro do país, as colônias se transformariam em mercado consumidor para a incipiente indústria nipônica.</p>



<p>Dentre as áreas que foram subjugadas pelo imperialismo japonês, destacam-se a Península Coreana, Taiwan, a Manchúria, hoje região da China, a Indochina, atuais territórios de Vietnã, Laos e Camboja, e algumas ilhas no Pacífico, como Palau.</p>



<p>Os imperadores da Era Meiji fizeram muitas reformas no Japão. Toda uma infra-estrutura de aporte à industrialização foi criada, além de investimentos profundos na qualificação de mão-de-obra.</p>



<p>Um outro fator que demonstra a capacidade do Estado japonês em sustentar o desenvolvimento da indústria nacional foi a aplicação de uma estratégia de acúmulo de capital. A indústria interna era protegida através de subsídios pelo Estado, enquanto que a exportação da produção agrícola era incentivada sob égide do livre mercado. Esta estratégia resultou em uma acumulação que permitiu a importação de maquinário industrial.</p>



<h3>Pós Segunda Guerra Mundial</h3>



<p>Após ser derrotado na Segunda Guerra Mundial, ao lado de Alemanha e Itália, o Japão passou por uma reestruturação interna na forma como a sua indústria se organizou. </p>



<p>A ocupação americana, sob domínio do general MacArthur, tratou de solapar as bases do <em>zaibatsus</em>, que até então dominavam a economia japonesa. Em seu lugar, surgiram os <em>keiretsu</em>, conglomerados industriais que agora seriam administrados por organizações bancárias, em detrimento dos domínios familiares que ocorriam nos <em>zaibatsus</em>.</p>



<p>Aqui também devem ser destacados os auxílios americanos à recuperação japonesa. Temendo a expansão do socialismo chinês sobre o Japão, os EUA criaram o <strong>Plano Colombo</strong>, cujo objetivo era financiar a reconstrução do país, aos moldes do Plano Marshall na Europa. Além disso, cita-se a transformação das indústrias bélicas do país, proibidas pelos Estados Unidos, em indústrias de setores de ponta, como de produção de materiais fotográficos.</p>



<h3>A crise dos anos 1990</h3>



<p>Na década de 1990, a agressividade da economia asiática, liderada pelo Japão, é barrada pela pressão política americana.</p>



<p>Os EUA, cuja rivalidade com a economia nipônica se acirrava, passou a impor duras tarifas de importação ao país. Tendo boa parte de seu parque industrial voltado à exportação, esta política foi um duro golpe aos interesses nacionais japoneses.</p>



<p>Soma-se a isto o chamado <strong>Acordo do Hotel Plaza</strong>, mais um capítulo da estratégia americana em solapar o vigor do capitalismo japonês. Utilizando toda sua força geopolítica, os EUA conseguem valorizar a moeda japonesa, o iene, o que prejudica ainda mais as exportações do país.</p>



<p>Outro fator para o agravamento da crise foi a concorrência dos manufaturados japoneses com os produtos fabricados nos Tigres Asiáticos (Coreia do Sul, Taiwan, Hong Kong e Singapura).</p>



<p>Todo este conjunto de fatores levou a recessão da economia japonesa, cujo protagonismo em cenário mundial foi abalado, especialmente após a ascensão da China como potência mundial.</p>



<h2>Localização industrial</h2>



<p>A conformação do Japão em um arquipélago e sua necessidade de importação de matéria-prima culminaram em uma concentração industrial no litoral do país, próximo as área portuárias.</p>



<p>A fachada pacífica do país, que inclui cidades como Tóquio, Yokohama, Nagoya e Osaka, assim, estruturou-se historicamente como a principal região industrial japonesa.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="350" height="350" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/03/toyota.jpg" alt="" class="wp-image-3532" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/03/toyota.jpg 350w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/03/toyota-150x150.jpg 150w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/03/toyota-300x300.jpg 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/03/toyota-120x120.jpg 120w" sizes="(max-width: 350px) 100vw, 350px" /><figcaption>Sede da Toyota, nas proximidades de Nagoya. Fonte: Por Chris 73 / Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=73901</figcaption></figure></div>



<p>Variados são os setores cujo país destaca-se em contexto mundial. O Japão é líder mundial na produção naval e na siderurgia. Também está entre os maiores do mundo na indústria automobilística, sendo sede de importantes grupos como a <strong>Honda</strong> e a <strong>Nissan</strong>, sediadas em Tóquio, <strong>Toyota</strong>, sediada das proximidades de Nagoya, e a <strong>Mazda</strong>, com sede em Hiroshima.</p>



<p>Outros setores onde o Japão se destaca é na robótica e na produção de eletrônicos. Neste último grupo, o destaque vai para empresas de máquinas fotográficas (<strong>Nikon</strong> e <strong>Canon</strong>) e eletroeletrônicos (<strong>Sony, Panasonic </strong>e <strong>Toshiba</strong>).</p>



<p><em>Texto acerca da industrialização japonesa baseado em:</em></p>



<p>DA SILVA, Marcos Aurélio. Japão: revolução passiva e rivalidade imperialista. <strong>Geografia econômica</strong>, p. 67, 2007. </p>



<p>Assista também nossa vídeo-aula sobre o assunto:</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Dos Zaibatsus aos Keiretsus: Formação Econômica e Industrialização do Japão" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/N3PBDwvj880?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>
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			</item>
		<item>
		<title>Coreia do Sul – Características gerais, clima, relevo, vegetação e hidrografia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Jun 2017 21:32:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ásia Central e Extremo Oriente]]></category>
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		<category><![CDATA[Clima]]></category>
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					<description><![CDATA[Características Gerais Capital: Seul; Área: 100,2 mil km²; Moeda: Won; População: 51,6 milhões de habitantes (2016); Densidade Demográfica: 493 hab./km²; PIB: 1,5 trilhões; Idioma: Coreano. Clima O clima predominante na Coreia do Sul é do tipo continental (do tipo D na classificação climática de Koppen-Geiger). Este clima, caracterizado pela sua grande variação de temperatura durante o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_2425" style="width: 910px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2425" loading="lazy" class="wp-image-2425 size-full" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/coreia-do-sul.png" alt="Bandeira da Coreia do Sul" width="900" height="600" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/coreia-do-sul.png 900w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/coreia-do-sul-300x200.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/coreia-do-sul-768x512.png 768w" sizes="(max-width: 900px) 100vw, 900px" /><p id="caption-attachment-2425" class="wp-caption-text">Bandeira da Coreia do Sul</p></div></p>
<h4>Características Gerais</h4>
<p>Capital: Seul;<br />
Área: 100,2 mil km²;<br />
Moeda: Won;<br />
População: 51,6 milhões de habitantes (2016);<br />
Densidade Demográfica: 493 hab./km²;<br />
PIB: 1,5 trilhões;<br />
Idioma: Coreano.</p>
<h4>Clima</h4>
<p style="text-align: justify;">O clima predominante na Coreia do Sul é do tipo continental (do tipo D na classificação climática de Koppen-Geiger). Este clima, caracterizado pela sua grande variação de temperatura durante o ano, ocorre no norte, próximo da divisa com a Coreia do Norte, e no centro do país.</p>
<p style="text-align: justify;">É comum nestas regiões, nos meses de inverno &#8211; que geralmente são relativamente secos em todo o país -, as temperaturas caírem para baixo dos 0º C. Existe a ocorrência de neve nas montanhas T’aebaek.</p>
<p style="text-align: justify;">Se aproximando da costa sul, a amplitude térmica diminui e o clima passa a ser classificado como temperado (do tipo C na classificação climática de Koppen-Geiger). Nos meses frios, as temperaturas ficam baixas (em torno de 2ºC), embora ainda mais altas se comparado com o restante do país.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos verões, as temperaturas costumam ser amenas, girando em torno de 25º C em todo território, e a umidade é mais elevada, especialmente na costa sul. É nesta estação do ano em que ocorre o fenômeno das monções no país, responsável por mais da metade da precipitação anual.</p>
<h4>Relevo</h4>
<p style="text-align: justify;">A Coreia do Sul é um país montanhoso, apesar de nenhum pico do país ultrapassar os 2.000 metros. A principal cordilheira é a T’aebaek, localizada no leste, próximo ao Mar do Japão. Esta cadeia de montanhas segue a linha de costa em sentido norte-sul, adentrando o território da Coreia do Norte e atingindo seu ponto mais alto em uma altitude de 1.700 metros.</p>
<p><div id="attachment_2426" style="width: 555px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2426" loading="lazy" class="wp-image-2426 size-full" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/relevo-coreia-sul.png" alt="Mapa físico da Coreia do Sul" width="545" height="633" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/relevo-coreia-sul.png 301w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/relevo-coreia-sul-258x300.png 258w" sizes="(max-width: 545px) 100vw, 545px" /><p id="caption-attachment-2426" class="wp-caption-text">Mapa físico da Coreia do Sul. By Sadalmelik &#8211; Own work, CC BY-SA 3.0.</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">Da cadeia principal, derivam outras, geralmente com orientação diagonal nordeste-sudoeste. Dentre elas, a mais importante são as montanhas Sobaek. Seu pico mais elevado é o Monte Chiri, que atinge cerca de 1.900 metros.</p>
<p style="text-align: justify;">O ponto mais alto do país, porém, fica localizado na ilha vulcânica de Cheju. É o Monte Halla, um antigo vulcão com uma altitude de 1.950 metros em seu cume.</p>
<p style="text-align: justify;">Em seu litoral leste, a Coreia do Sul apresenta uma estreita e retilínea faixa de terras baixas, aprisionada entre o mar e os montes T’aebaek. Na costa oeste, porém, existe uma planície costeira muito mais larga, que se recorta em diversas ilhas.</p>
<h4>Vegetação</h4>
<p style="text-align: justify;">A vegetação do país varia conforme a latitude. No norte, a floresta temperada é predominante. Encontramos espécies típicas deste bioma, como pinheiros e abetos. É uma floresta com árvores decíduas, ou seja, que perdem suas folhas durante a estação seca.</p>
<p style="text-align: justify;">Já na costa sul, a floresta temperada dá lugar, aos poucos, para árvores de folhas largas e perenes.</p>
<p style="text-align: justify;">As florestas, no passado, já ocuparam dois terços do território sul-coreano. Hoje, com a crescente industrialização e com o aumento da população do país, a proporção de florestas é bem menor.</p>
<h4>Hidrografia</h4>
<p style="text-align: justify;">As montanhas T’aebaek são o grande divisor de águas da Coreia do Sul. Lá nascem os principais rios do país, entre eles o rio Nakdong, o maior em extensão (523 km).</p>
<p><div id="attachment_2427" style="width: 534px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2427" loading="lazy" class="wp-image-2427 size-full" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/nakdong.png" alt="Localização do Rio Nakdong" width="524" height="599" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/nakdong.png 524w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/06/nakdong-262x300.png 262w" sizes="(max-width: 524px) 100vw, 524px" /><p id="caption-attachment-2427" class="wp-caption-text">Localização do Rio Nakdong. Imagem: Por Amble &#8211; Obra do próprio, CC BY-SA 3.0.</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">Pela morfologia do país, a maior parte dos rios descem a cordilheira em sentido sul, como o Nakdong, ou oeste, como o Kum, criando planícies em seu entorno. Na face leste, a proximidade da cadeia de montanhas com o mar limita à existência de rios curtos e rápidos.</p>
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		<title>O conflito pela Caxemira</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/o-conflito-pela-caxemira.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Jan 2017 05:46:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ásia Central e Extremo Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Ásia]]></category>
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					<description><![CDATA[Precedentes: a independência do subcontinente indiano Até a Segunda Guerra Mundial, todo o subcontinente indiano, que inclui, além da Índia, os atuais Paquistão, Bangladesh, Mianmar e Sri Lanka, eram colônias da Coroa Britânica. O noroeste, em geral, era habitado por uma maioria islâmica, enquanto que o restante do território tinha maioria hindu. A partir do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;">Precedentes: a independência do subcontinente indiano</h4>
<div style="text-align: justify;">
<p>Até a Segunda Guerra Mundial, todo o subcontinente indiano, que inclui, além da Índia, os atuais Paquistão, Bangladesh, Mianmar e Sri Lanka, eram colônias da Coroa Britânica. O noroeste, em geral, era habitado por uma maioria islâmica, enquanto que o restante do território tinha maioria hindu. A partir do fim do grande conflito mundial, no contexto de esfacelacimento dos grandes impérios coloniais, o subcontinente indiano conquistou sua independência, mais precisamente no ano de 1947. Esta conquista se deu, em especial, pela ação do líder pacifista Mahatma Gandhi, que liderou um grande movimento de boicote aos produtos britânicos e de desobediência civil.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/caxemira-1.png"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/caxemira-1.png" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Região sob domínio britânico até o século XX</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="text-align: justify;">
<p>Após a conquista da independência, porém, conflitos internos começaram a ganhar cada vez mais força. Desacreditados que a criação de um Estado Nacional único, em conjunto com os povos hindus, poderia trazer efeitos positivos, os muçulmanos do subcontinente organizaram-se na chamada Liga Muçulmana, que tinha por objetivo lutar pela criação de um Estado islâmico próprio para os seguidores da religião maometana.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>Deve-se salientar que as religiões islâmica e hindu apresentam muitas diferenças, que justificariam esta luta pela criação de dois Estados. Enquanto que os muçulmanos são monoteístas, isto é, acreditam em apenas um deus, os hindus são politeístas, creem na existência de várias divindades. Além disso, a religião hindu preconiza a existência de uma estrutura social rígida, regida por castas, enquanto que o Islã crê na igualmente dos homens perante a Alá.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>A divisão da nação indiana em duas foi, portanto, bastante conturbada, envolvendo o trânsito de cerca de 12 milhões de pessoas entre as áreas a serem divididas. Os conflitos entre os dois povos resultaram na morte de cerca de 200 mil pessoas.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>O resultado disto tudo foi a reivindicada divisão do país. Os muçulmanos ficaram com as terras a noroeste e uma pequena região no centro-leste do país (hoje conhecida como Bangladesh), onde instituíram o Paquistão. Uma ilha ao sul da península indiana passou a se chamar Ceilão (hoje, Sri Lanka). O restante do território ficou com o povo hindu, onde estabeleceram a Índia. Porém, esta divisão do território gerou sérios conflitos entre os dois povos. Uma área de cerca de 220 km², ao norte do Paquistão, até então sob domínio do marajá Hari Singh Bahadur, conhecida genericamente como Caxemira, foi cedida para a Índia. Porém, a imensa maioria da população da região, cerca de 80%, seguia o islamismo e não aceitava fazer parte do país hindu.</p>
<div style="text-align: justify;">
<h4 style="text-align: justify;"><b>O conflito</b></h4>
<div style="text-align: justify;">
<p>A disputa pela região da Caxemira não tem a ver apenas com diferenças étnico-religiosas. Sendo uma região montanhosa, é nela onde nascem os rios mais importantes do Paquistão e da Índia, o Indo e o Ganges, respectivamente. Além disso, é necessário salientar que a região de disputa, na verdade, é constituída de vários territórios, entre eles a Caxemira. Atualmente, sob comando do Paquistão, estão os territórios de Gilgit e Baltisan, além de uma estreita porção no leste da Caxemira, enquanto que a Índia administra o restante da Caxemira e os territórios de Jammu e Ladakh, sendo os três oficialmente tratados pelo governo indiano como território de &#8220;Caxemira e Jammu&#8221;. Ainda, a China administra o território de Aksai Chin.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/caxemira-2.png"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/caxemira-2.png" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Divisão atual da Caxemira</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Esta divisão foi resultado de um pequeno conflito, que ocorreu no ano de 1948. Ambas as nações reivindicavam o controle total da região. Outros conflitos de grandes proporções ocorreram em 1965 e 1971.</p>
<p>A disputa pela região também teve forte influência da Guerra Fria. Ocupando um posição estratégica, próxima das repúblicas do sul da União Soviética, a Índia sofreu investidas dos EUA para alinhar-se ao seu eixo anti-comunista. Porém, o país preferiu ser imparcial. A partir da década de 1950, porém, os EUA passaram a oferecer apoio bélico ao Paquistão, o que levou ao governo indiano a buscar armamento soviético. Quando os soviéticos invadem e ocupam o Afeganistão, em 1979, o governo americano se alinha às forças paquistanesas, com objetivo de fomentar o embate do governo de Islamabad (Paquistão) contra os comunistas do país vizinho. O governo da Índia, por sua vez, se nega a se defrontar com a investida soviética no Afeganistão, evidenciando o alinhamento entre os dois países.</p>
<p>Atualmente, o conflito pela Caxemira é bastante preocupante, principalmente pelo fato de tanto Índia quanto Paquistão apresentaram arsenais nucleares. Na década de 1960, ambos os países se recusaram a assinar o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP).</p>
<p>As tensões entre os dois países começaram a tornarem-se mais amistosas a partir de 2002, quando um partido de posição conciliatória, o Partido Democrático do Povo, venceu as eleições na região da Caxemira e Jammu (Índia). Em 2003, o primeiro-ministro da Índia, Atal Bihari Vajpayee, entra em negociações com o governo paquistanês com intuito de estabelecer a paz, que culminou em um aliviante, não só para os países envolvidos, mas também para o mundo, cessar-fogo. Uma solução permanente para o entrave, porém, ainda está distante.</p>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
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		<title>China (II) &#8211;  Recursos minerais e localização industrial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Jul 2015 03:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ásia Central e Extremo Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Geologia]]></category>
		<category><![CDATA[Industrial]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[Costuma-se dividir a China em duas grandes regiões: a China ocidental e a China oriental. Estas duas regiões caracterizam-se por critérios sociais, naturais e econômicos. A China Ocidental é a região mais atrasada do ponto de vista econômico do país. Dominada por montanhas e regiões áridas, esta parte do país compreende províncias como Mongólia Interior, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Costuma-se dividir a China em duas grandes regiões: a <b>China ocidental </b>e a <b>China oriental</b>. Estas duas regiões caracterizam-se por critérios sociais, naturais e econômicos.</p>
<p style="text-align: justify;">A China Ocidental é a região mais atrasada do ponto de vista econômico do país. Dominada por montanhas e regiões áridas, esta parte do país compreende províncias como Mongólia Interior, Tibete e Sin-kiang. O desenvolvimento industrial do lugar limita-se a projetos instalados por Mao Tsé-Tung para estimular o crescimento do ocidente chinês, que hoje encontram duros problemas para achar mão de obra. A região, porém, é rica em recursos minerais.</p>
<p style="text-align: justify;">Na Mongólia Interior, encontramos a extração de <b>terras raras</b>, grupo de 17 elementos químicos importantes para a produção de equipamentos com tecnologia de ponta, como<i> tablets</i>, <i>smarthphones</i>, <i>lasers</i> e painéis solares. Na China Ociental, embora o clima seja desfavorável, também existe o cultivo de produtos agrícolas como trigo, arroz e algodão, geralmente utilizando a técnica de <b>terraços</b>.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://1.bp.blogspot.com/-M69V4Nl4dCk/Vrp9RFQc02I/AAAAAAAACtI/ME1B-PxdX8I/s1600/terraceamento.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2015/07/terraceamento.jpg" width="400" height="281" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Terraços. By User:Doron (Own work) [GFDL (http://www.gnu.org/copyleft/fdl.html) or<br />
CC-BY-SA-3.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/)], via<br />
Wikimedia Commons</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">A China Oriental é a região mais rica do país. Concentrando 90% da população, é na região onde localizam-se as ZEEs, regiões abertas ao capitalismo, com grande investimento estrangeiro e desenvolvimento tecnológico e industrial.</p>
<p style="text-align: justify;">Do ponto de vista natural, a China Oriental também é muito mais próspera. O clima varia de norte a sul, mas, em geral, este fator favorece o plantio de produtos importantes como arroz, chá, beterraba, trigo, cana-de-açúcar e batata. Na Planície da Manchúria, ao norte, encontramos grandes jazidas de minério de ferro e carvão, este sendo a China o maior produtor mundial, favorecendo o desenvolvimento da indústria siderúrgica. O setor petroquímico é beneficiado pela exploração na plataforma continental do país. A China também é o maior produtor de energia hidrelétrica e termelétrica do mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">A Planície Oriental, localizada ao sul da Manchúria, ainda apresenta um rico solo sedimentar de coloração amarela, muito fértil: o loess. Além disso, é onde localiza-se os dois mais importantes rios do país: o <b>Yang Tsé-kiang</b> e o <b>Hoang-ho</b>.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://2.bp.blogspot.com/-iCncHlW98ps/Vrp9sVhE_3I/AAAAAAAACtQ/Q_E72-BkqlM/s1600/micro.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2015/07/micro.jpg" width="400" height="231" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Escritórios da Microsoft em Zhongguancun, importante bairro de Pequim. By itsmo &#8211; yes, GFDL, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=14585692</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">As indústrias chinesas concentram-se no litoral, nas regiões abertas ao capitalismo. A indústria têxtil é forte em Pequim e em Xangai, a química em Nanquim, a indústria mecânica em Xangai e em Tientsin e as siderúrgicas na Manchúria. A indústria de ponta vem sendo incentivada pelo governo chinês. Um exemplo é o <b>Z-Park</b>, instalado no bairro de Zhongguancun, em Pequim, nas proximidades das Universidades de Pequim e de Tsinghua.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><b>TRANSNACIONAIS CHINESAS</b></h4>
<p style="text-align: justify;">O crescimento na economia chinesa nas últimas décadas propiciou a criação de grandes transnacionais no país, sendo a maioria empresas estatais. Destacam-se em cenário mundial a Sinopec Group e a China National Petroleum, do setor petrolífero, e a State Grid, do setor elétrico. As empresas de bens de serviço chinesas, porém, sofrem com o protecionismo de muitos países desenvolvidos.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro ponto a ser destacado é o forte investimento chinês fora do país. África, América Latina, Índia e Austrália são o destino de milhões de dólares vindos do país asiático. A África hoje, inclusive, tem a China como maior parceiro comercial. Boa parte do petróleo usado no país vem da Angola, por exemplo.</p>
<p style="text-align: justify;">A China também é a maior exportadora do mundo. Ao mesmo tempo, sua grande população e sua crescente indústria exigem grandes importações, principalmente de energia.</p>
<p>Assista também nossa aula em vídeo sobre o assunto:</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Formação Econômica e Industrialização da China" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/jit2W6ZcMHc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>China (I) &#8211; A instauração do socialismo e as Quatro Modernizações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Jul 2015 03:58:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ásia Central e Extremo Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[Ásia]]></category>
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					<description><![CDATA[A República Popular da China é um país localizado no leste asiático, fazendo fronteira com a Rússia, Coréia do Norte, Mongólia, Cazaquistão, Nepal, Butão, Índia, Mianmár, Laos e Vietnã. É o terceiro maior país do mundo em extensão territorial e tem a maior população do planeta. Nas últimas décadas, a China tem crescido nos planos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A República Popular da China é um país localizado no leste asiático, fazendo fronteira com a Rússia, Coréia do Norte, Mongólia, Cazaquistão, Nepal, Butão, Índia, Mianmár, Laos e Vietnã. É o terceiro maior país do mundo em extensão territorial e tem a maior população do planeta. Nas últimas décadas, a China tem crescido nos planos econômico e geopolítico, sendo membro permanente do Conselho de Segurança da ONU e fazendo parte da OMC (Organização Mundial do Comércio). Atualmente, o país asiático tem a segunda maior economia do mundo.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><b>A FORMAÇÃO DAS DUAS CHINAS</b></h4>
<p style="text-align: justify;">A China é uma nação de povoamento milenar. Por muito tempo, a região foi dominada por uma monarquia que fechou o país para o resto do mundo. Até o século XVIII, enquanto a Europa passava pelo período do <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2015/02/o-imperialismo.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">imperialismo</a>, onde as potências mundiais procuravam novas colônias para fomentar o sistema capitalista, a China permanecia fechada para o comércio exterior, com apenas um porto autorizado a comercializar com o ocidente. Até que, a partir de 1839, a <b>Guerra do Ópio</b> deflagrou a entrada, mesmo que forçada, de forças imperialistas no país. Inglaterra, França, Japão, Rússia, Alemanha e Estados Unidos começaram a explorar as riquezas chinesas.</p>
<p style="text-align: justify;">Insatisfeita com a omissão do imperador, a população da China começa a organizar forças contra o governo. Em 1900, é criado o <b>Partido Nacionalista (Kuomintang)</b>, fonte de oposição ao domínio imperial. Em 1921, apoiando os ideais anti-imperiais dos nacionalistas, surge o <b>Partido Comunista Chinês</b>. Juntos, os dois partidos derrubam o imperador. Porém, a partir de 1927, com a morte de Sun Yat-sen, fundador do Partido Nacionalista, os dois grupos iniciam uma guerra civil pelo controle do país.</p>
<p style="text-align: justify;">Liderados por Mao Tsé-Tung, os comunistas vencem a disputa e proclamam a República Popular da China. Os nacionalistas, liderados por Chang Kai-chek, fogem para a ilha de Formosa, próximo ao litoral da República Popular, onde declaram a República da China (Taiwan). Enquanto a &#8220;grande China&#8221; de Tsé-Tung implementa o sistema socialista, Kai-chek faz do capitalismo o sistema econômico do novo país. A partir deste ponto, a República Popular da China começou a reconhecer Taiwan como uma <i>&#8220;província rebelde&#8221;</i>.</p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://2.bp.blogspot.com/-nb0cvkogTFE/VaHf3bwjQEI/AAAAAAAACRs/0-DUOU-SyWs/s1600/CHINA%2BMAPA.PNG"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2015/07/CHINAMAPA.png" border="0" /></a></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<p style="text-align: justify;">No período da Guerra Fria, os EUA apoiaram a China Taipei (Taiwan) contra o socialismo chinês, dentro do contexto do Cordão Sanitário, ajudando o país a integrar-se a ONU. Os conflitos entre as &#8220;duas Chinas&#8221;, porém, continuam até os dias atuais.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><b>O GRANDE TIMONEIRO</b></h4>
<p style="text-align: justify;">Após a Revolução Chinesa, coloca-se em prática uma forma de governo autoritária no país, liderada pelo Partido Comunista Chinês. Mao Tsé-Tung, líder da Revolução, assume o cargo de secretário-geral com o título de Grande Timoneiro. Inicialmente, o país segue o modelo de industrialização na economia planificada implementado na URSS, onde o Estado é dono de todos os meios produtivos. Também ocorre a instalação das fazendas coletivas (comunas populares).</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: left;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://3.bp.blogspot.com/-cSpRMLdB2ls/VaHgeSIq2nI/AAAAAAAACR0/MtAj0QD9Hcs/s1600/5523300_orig.jpg"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2015/07/5523300_orig.jpg" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Mao Tsé-Tung</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">A maior parte da população chinesa nesta época vivia no campo. Somente a partir da década de 1950 que foi implementado no país a infra-estrutura necessária para o desenvolvimento de um parque industrial, voltado, nos moldes soviéticos, para a indústria de base e para a indústria bélica, no plano denominado <i>&#8220;Grande Salto Para Frente&#8221;</i>. O projeto, porém, fracassa por uma série de motivos, entre eles, a baixa produtividade e um conjunto de problemas naturais no período. Aliado a isto, o forte êxodo rural provocou uma grande queda de produção no campo, levando a China a passar pelo período da <i>&#8220;Grande Fome&#8221;</i>.</p>
<p style="text-align: justify;">Abalado, o Partido Comunista Chinês lança a <b>Revolução Cultural</b>, que tinha como objetivo perseguir os opositores do governo central, segundo os preceitos do <i>Livro Vermelho</i>, de Tsé-Tung. Unindo os problemas políticos com os problemas econômicos, a China afasta-se da URSS, por conta de uma série de disputas pela hegemonia do bloco socialista e isola-se do resto do mundo. Porém, aos poucos, a partir da década de 1970, o país do leste asiático começa a estreitar laços com os EUA e com o restante do ocidente. A prova deste processo foi a entrada do país como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, em 1972.</p>
<h4 style="text-align: justify;"><b>A ERA DENG XIAOPING E AS QUATRO MODERNIZAÇÕES</b></h4>
<p style="text-align: justify;">Após a morte de Mao Tsé-Tung, Deng Xiaoping assume o cargo de secretário-geral do país, ficando encarregado de melhorar a situação política e econômica chinesa. Com este intuito, Xiaoping começou, aos poucos, a abrir o país para o capital estrangeiro, começando a absorver e incorporar características capitalistas ao comunismo chinês: era o <b>socialismo de mercado</b>.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://1.bp.blogspot.com/-TFwL7sE8saQ/Vrp-1MvgfPI/AAAAAAAACtc/DBTiviF90os/s1600/Deng_Xiaoping.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2015/07/Deng_Xiaoping.jpg" width="266" height="320" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Deng Xiaoping</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p style="text-align: justify;">Como uma das medidas para melhorar a situação chinesa, o país passou por um processo conhecido como <b>Quatro Modernizações</b>, que nada mais eram que reformas em áreas estratégicas do país: indústria, agricultura, defesa e tecnologia.</p>
<p style="text-align: justify;">A primeira área a sofrer alterações por Xiaoping foi a agricultura. As comunas populares foram extintas, os agricultores ganharam permissão para vender seus produtos, foi criado um sistema de subsídios para a produção agrícola e foi instaurado o trabalho assalariado no campo. Tais medidas estimularam a movimentação de dinheiro e a criação de mercado consumidor nas áreas que ainda concentravam boa parte da população chinesa: o interior.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: left;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://1.bp.blogspot.com/-fs8KjvJhJa4/Vrp_HCIgz6I/AAAAAAAACts/ONw4X_0UOXk/s1600/zee.png"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2015/07/zee.png" width="320" height="282" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Por No machine-readable author provided. Alanmak~commonswiki assumed (based on copyright claims). &#8211; No machine-readable source provided. Own work assumed (based on copyright claims)., CC BY 2.5, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=755011</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="text-align: left;"></div>
<p style="text-align: justify;">Na década de 1980, a abertura econômica estendeu-se ao setor industrial. Foram criadas as <b>Zonas Econômicas Especiais (ZEEs)</b>, onde ficaria livre o investimento de capital estrangeiro. Tal medida era atrativa para as empresas transnacionais vista a abundante, barata e disciplinada mão-de-obra chinesa, além dos subsídios fiscais. A partir de 1997, a China reincorpora a seus territórios Hong Kong e Macau, colonizados por britânicos e portugueses, respectivamente, comprometendo-se em manter o sistema capitalista nestas regiões.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar da abertura econômica, a China ainda preserva o sistema político comunista do tipo totalitário. Logo, vale a máxima <b>&#8220;um país, dois sistemas&#8221;</b>. As ZEEs, concentram os investimentos e o desenvolvimento em poucos pontos do país. O restante da população, porém, vive em regiões com pouco crescimento econômico. O desemprego, problema inexistente na economia planificada, também começou a assolar a China, visto que as indústrias das Zonas Econômicas Especiais não conseguiram absorver toda mão-de-obra disponível. Além disso, é comum no país as perseguições políticas a grupos opositores, além de restrições ao acesso à internet e à liberdade de expressão.</p>
<p style="text-align: justify;">Saiba mais sobre o clima, o relevo, a vegetação e a hidrografia da China. <b><a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2013/12/geografia-da-china-relevo-hidrografia.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Clique aqui</a></b>.</p>
<p>Assista também nossa aula sobre o assunto:</p>
<p><iframe loading="lazy" title="Formação Econômica e Industrialização da China" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/jit2W6ZcMHc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Geografia da China &#8211; Relevo, Hidrografia, Clima, Vegetação e Características Gerais</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2013/12/geografia-da-china-relevo-hidrografia.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Dec 2013 02:46:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ásia Central e Extremo Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[Biogeografia]]></category>
		<category><![CDATA[Climatologia]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geomorfologia]]></category>
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		<category><![CDATA[Países em foco]]></category>
		<category><![CDATA[Ásia]]></category>
		<category><![CDATA[Relevo]]></category>
		<category><![CDATA[Vegetação]]></category>
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					<description><![CDATA[A China (República Popular da China) é um país localizado na Ásia Oriental, fazendo fronteira ao norte com a Mongólia, Rússia, Cazaquistão e Coréia do Norte, a oeste com Quirguistão, Tadjiquistão e Paquistão, e ao sul com Índia, Nepal, Butão, Mianmár, Laos e Vietnã. É a nação mais populosa do mundo, com mais de 1 [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://2.bp.blogspot.com/-t6S272DkYw0/UqPcFl-iGXI/AAAAAAAABLw/n0qdnyWZjcY/s1600/tudo+sobre+china.PNG"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/12/tudo-sobre-china.png" width="400" height="196" border="0" /></a></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<p>A China (República Popular da China) é um país localizado na Ásia Oriental, fazendo fronteira ao norte com a Mongólia, Rússia, Cazaquistão e Coréia do Norte, a oeste com Quirguistão, Tadjiquistão e Paquistão, e ao sul com Índia, Nepal, Butão, Mianmár, Laos e Vietnã.</p>
<p>É a nação mais populosa do mundo, com mais de 1 bilhão de habitantes e uma das maiores do mundo em extensão territorial, somente atrás de Rússia e Canadá.</p>
<h4><b>CARACTERÍSTICAS GERAIS</b><br />
<b><br />
</b></h4>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://1.bp.blogspot.com/-xjquATJJU0w/U4uYDQFoKCI/AAAAAAAABtI/xUB72HjhHOc/s1600/china-lgflag.gif"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/12/china-lgflag.gif" width="320" height="211" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Bandeira</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Capital: Pequim;<br />
Área: 9.596.961 km²;<br />
Moeda: Yuan;<br />
População: 1,3 bilhões de habitantes (2010);<br />
Densidade Demográfica: 140,1 hab./km²;<br />
PIB: 139,6 bilhões;<br />
Idioma: Mandarim.<b><br />
</b><br />
<b>Clima</b></p>
<p>O grande território chinês faz com que o país tenha uma certa ambiguidade de climas dependendo da região.</p>
<p>Basicamente, o país localiza-se na zona temperada norte, porém, como dito, algumas características na temperatura dependem de fatores distintos. O principal deles são as <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2013/11/circulacao-de-ar-areas-de-ciclone-e.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">monções</a>, que caracterizam o clima do litoral sul, principalmente. A amplitude térmica (variação na temperatura) costuma ser alta e a pluviosidade varia de região a região, podendo ser alta de algumas áreas e escassas em outras, principalmente junto as estepes da Mongólia.</p>
<p>As zonas climáticas chinesas dividem-se em equatorial, tropical, subtropical, temperada, temperada fria e fria.</p>
<h4><b>Relevo</b></h4>
<p>Na constituição do relevo chinês, podemos destacar, a oeste, a Cordilheira do Himalaia, com grandes altitudes, descendo para o planaltos do noroeste, como o Sin Kiang e o planalto do Tibete. Ao norte, junto a Mongólia, temos planícies desérticas, as estepes.</p>
<p>Já a sul e a leste, onde localizam-se as maiores cidades chinesas e a maior parte da população, temos a ocorrência de planícies férteis banhadas pelos rios Azul e Amarelo.</p>
<h4><b>Hidrografia</b></h4>
<p>A China é um país de grandes bacias hidrográficas, com rios que atingem longa extensão. A maioria nasce nos planaltos do oeste do país e seguem até os oceanos Pacífico, Índico e até mesmo Glacial Ártico. Estes rios, na maioria das vezes caudalosos e com grande potencial energético, são chamados de rios exorreicos, como é o caso dos rios Amarelo e Zhujiang. A outra parte são os rios endorreicos, que acabam desaparecendo em torno dos seus leitos em desertos ou desembocam em lagos no interior do país. O rio Tarim é o maior da China, com mais de 2.000 km de extensão.</p>
<h4><b>Vegetação</b></h4>
<p>A vegetação original chinesa hoje é quase nada comparado com o que já foi um dia. A floresta temperada era muito comum a muito tempo atrás, porém hoje é quase extinta por conta do uso do solo para agricultura e outras atividades do meio.</p>
<p>Próximo ao litoral sul é onde encontramos a maior biodiversidade animal e vegetal, principalmente pelo fator clima &#8211; a região fica localizada dentro da zona tropical.</p>
<p>Os bambuzais já transformaram-se no símbolo do país, ainda sendo cultivados até hoje</p>
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		<title>A curiosidade das Ilhas Senkaku/Diaoyu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 Nov 2013 03:16:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ásia Central e Extremo Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[Ásia]]></category>
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					<description><![CDATA[As ilhas Senkaku, ou Diaoyu, compõem em pequeno arquipélago desabitado formado por cinco ilhas vulcânicas que têm sido alvo de olhares tanto do Japão, tanto da China. Para os nipônicos, o arquipélago chama-se Senkaku, já para os chineses, Diaoyu. Inicialmente, a posse das ilhas era vista como um grande negócio para o Japão, já que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/11/sh.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"><img border="0" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/11/sh.png" /></a></div>
<div style="text-align: center;">
</div>
<p>As ilhas Senkaku, ou Diaoyu, compõem em pequeno arquipélago desabitado formado por cinco ilhas vulcânicas que têm sido alvo de olhares tanto do Japão, tanto da China.</p>
<p>Para os nipônicos, o arquipélago chama-se Senkaku, já para os chineses, Diaoyu. Inicialmente, a posse das ilhas era vista como um grande negócio para o Japão, já que estavam em uma posição estratégica quanto a saída marítima do porto de Naha, em Okinawa.</p>
<p>A situação começou a ficar tensa quando foi descoberto uma grande quantidade de petróleo ao redores das ilhas. Sendo assim, agora as duas nações tinham grandes interesses sobre a área.</p>
<p>Atualmente o Japão tem o controle da ilha e conta com o apoio americano.</p>
<p>Sendo assim, as ilhas Diaoyu/Senkaku, apesar de serem pequenas, mostram muito bem o interesse destes dois países sobre a área, intensificando ainda mais a rivalidade entre chineses e japoneses.</p>
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		<title>China: A política do filho único</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Nov 2013 22:17:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ásia Central e Extremo Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[da População]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Ásia]]></category>
		<category><![CDATA[População]]></category>
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					<description><![CDATA[Um dos principais problemas sociais da China é sua alta população, que hoje atinge mais de 1 bilhão e trezentos mil habitantes, sendo o pais mais populoso do mundo. Esta grande população é vista pelo governo do país como ruim, já que impede que a maior parte da população tenha acesso &#8220;a um sistema de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/11/chinaa.png"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2013/11/chinaa.png" border="0" /></a></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<p>Um dos principais problemas sociais da China é sua alta população, que hoje atinge mais de 1 bilhão e trezentos mil habitantes, sendo o pais mais populoso do mundo. Esta grande população é vista pelo governo do país como ruim, já que impede que a maior parte da população tenha acesso &#8220;<i>a um sistema de saúde e educação de qualidade</i>&#8220;.</p>
<p>Foi pensando nisso que, em meados dos anos 70, o governo chinês cria a chamada Política do Filho Único, que tinha por objetivo frear o crescimento da população no país.</p>
<h4><b>Medidas</b></h4>
<p>As medidas tomadas eram a seguintes:</p>
<p>&#8211; Nas cidades, nenhum casal poderia ter mais que um filho, caso isso acontecesse, o Estado teria o direito de cobrar duras multas ao pai e a mãe do bebê, além de que o governo não iria ter qualquer obrigação legal com o segundo filho.</p>
<p>&#8211; No campo, o casal teria direito a ter dois filhos, mas isto caso o primeiro fosse mulher.</p>
<h4><b>Lado positivo</b></h4>
<p>Alguns estudos dizem que, caso a lei não fosse aplicada, hoje a população chinesa teria crescido em cerca de 400 milhões de habitantes.</p>
<p>Caso o aumento da população fosse esta mesmo, a população chinesa estaria hoje próximo do patamar de 2 bilhões, o que agravaria o problema da super população do país, ficando mais difícil o acréscimo total dos habitantes a níveis sociais maiores.</p>
<h4><b>Lado negativo</b><b><br />
</b></h4>
<p>Se por um lado, a política do filho único ajudou diminuir o crescimento demográfico, por outro, trouxe sérios problemas sociais ao país.</p>
<p>Primeiramente, temos o aumento de casos de abandono e aborto, já que, principalmente no caso de crianças do sexo feminino, os pais optam por não ter seu único filho sendo mulher, já que o homem, na cultura chinesa, é responsável por coisas exclusivas como o auxílio aos pais na velhice e o comando de uma família.</p>
<p>Além disso, com a diminuição da taxa de natalidade, há um aumento da população idosa no país e, com isso, há também uma queda na população economicamente ativa.</p>
<h4><b>Recente abrandamento na lei</b><b><br />
</b></h4>
<p>Recentemente, o governo chinês anunciou uma possível suavização na lei do filho único. Segundo o divulgado, os pais que forem filhos únicos poderão optar por ter dois filhos sem ter que pagar qualquer multa por isso.</p>
<p>Na verdade essa mudança vem de um reflexo que desde muito tempo tenta mudar a atual situação do controle de natalidade na China. Isto já vinha sendo observado desde que o governo do país liberou que as mães que tiveram os filhos vítimas do terremoto de Sichuan, em 2008, pudessem ter mais um filho.</p>
<p><b>Fontes:</b><a href="http://www.infoescola.com/china/politica-do-filho-unico/" target="_blank" rel="noopener noreferrer"> Info Escola</a>, <a href="http://geoprofessora.blogspot.com.br/2008/07/china-e-poltica-do-filho-nico.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">GeoProfessora</a> e <a href="http://noticias.terra.com.br/mundo/asia/china-vai-abrandar-ainda-mais-politica-do-filho-unico-diz-porta-voz,07006b62a3962410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Portal Terra</a></p>
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