<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Geopolítica &#8211; Geografia Opinativa</title>
	<atom:link href="https://www.geografiaopinativa.com.br/tag/geopolitica/feed" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.geografiaopinativa.com.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Mon, 25 Feb 2019 16:17:26 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.0.9</generator>

<image>
	<url>https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/03/cropped-id-3-32x32.png</url>
	<title>Geopolítica &#8211; Geografia Opinativa</title>
	<link>https://www.geografiaopinativa.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Entendendo a Guerra da Síria</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/entendendo-guerra-da-siria.html</link>
					<comments>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/entendendo-guerra-da-siria.html#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Jan 2017 22:41:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente Médio]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/entendendo-guerra-da-siria.html</guid>

					<description><![CDATA[A Guerra Civil da Síria é, atualmente, um dos conflitos mais complexos e sangrentos do mundo, envolvendo interesses diretos de potências regionais e globais. A Síria ocupa uma posição estratégica no Oriente Médio. Apesar de não ter grandes reservas de petróleo e de gás natural, o país se apresenta como uma das principais rotas para [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">
<p>A Guerra Civil da Síria é, atualmente, um dos conflitos mais complexos e sangrentos do mundo, envolvendo interesses diretos de potências regionais e globais.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>A Síria ocupa uma posição estratégica no Oriente Médio. Apesar de não ter grandes reservas de petróleo e de gás natural, o país se apresenta como uma das principais rotas para a exportação direta destes produtos pelo Mar Mediterrâneo. O país faz divisa com a Turquia, ao norte, com o Iraque, a leste, com a Jordânia, ao sul, com Israel, a sudoeste, e com o Líbano e o Mar Mediterrâneo, a oeste.</p>
<p>Desde a década de 1970, a família Assad governa o país. Primeiramente com Hafez, que governou de 1971 até 2000, e, posteriormente, com seu filho Bashar, que é presidente até hoje. Este quadro político criou, durante o governo de Bashar, uma insatisfação geral na população síria. O governo de Damasco era constantemente acusado de corrupção e falta de transparência. O estopim para esta insatisfação ocorreu quando, em diversos países árabes, como Egito, Tunísia e Líbia, uma série de manifestações ocorreram, reivindicando renovação da classe política de seus respectivos países, além de mais democracia, liberdade e transparência. Este movimento, conhecido como Primavera Árabe, se alastrou rapidamente, chegando até a Síria.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="https://1.bp.blogspot.com/-SinQ9jOQTMs/WHK-u_tnw9I/AAAAAAAADmo/B1Rn-5SAFjsZRgjtQl_UaGjL9unq7FADwCLcB/s1600/339px-Bashar_al_Assad.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/339px-Bashar_al_Assad.jpg" width="226" height="320" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Bashar al Assad, atual presidente da Síria. Por Kremlin.ru, CC BY 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=44370013.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Em março de 2011, um grupo de adolescentes foi duramente reprimido após pintar, no muro de uma escola, na cidade de Daraa, frases antigoverno. Após a prisão e a suposta tortura destes jovens, um inflamado levante iniciou-se no país, levando centenas de milhares de pessoas às ruas naquele ano. Bashar Al-Assad, porém, usou a força para reprimir as manifestações que, até então, eram pacíficas. Esta repressão, ao contrário do esperado, acabou dando mais força ao movimento, fortalecendo o grupo de rebeldes.</p>
<p>Aos poucos, esta insurgência se transformou em um levante armado. Os rebeldes, em conjunto com grupos de desertores do exército oficial sírio, incumbido de reprimir a população, se uniram em uma coalizão contra Assad, formando o FSA (Exército Livre da Síria). Esta organização é sunita e laica, conhecida pelo ocidente como Oposição Moderada.</p>
<p>O conflito ia tomando cada vez contornos mais sectários, se transformando em uma disputa entre o governo xiita alauíta de Assad, contra a maioria da população sunita. A situação ficou ainda mais complicada quando dois outros grupos, a Al-Nusra, braço da Al-Qaeda na Síria, e o Estado Islâmico, entraram na disputa. Ambos agem contra o governo Assad, mas também rivalizam com os rebeldes e entre si. Estes dois grupos são sunitas radicais, sendo o EI filiado à corrente wahabista, uma ala mais conservadora e extremista do Islã sunita.</p>
<p>O Estado Islâmico, que surgiu a partir da Al-Qaeda, é conhecido pelas suas atrocidades durante a guerra e também por promover ataques terroristas no mundo ocidental. No conflito sírio, fazem uma &#8220;guerra dentro da guerra&#8221;, visto que se opõem ao governo de Assad, aos rebeldes e aos jihadistas da Al-Nusra. Seu objetivo é a criação de um Estado próprio para os muçulmanos. Atualmente, controla áreas na Síria e no Iraque.</p>
<p>A Síria atualmente se encontra dividida, cada um dos grupos controlando uma determinada porção do território do país.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/mapa_siria.png"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/mapa_siria.png" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Mapa da guerra civil síria</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h4><b><br />
Os apoios das potências globais e regionais</b></h4>
<p>Certamente, um conflito em uma região tão importante em escala regional e global teria um posicionamento direto das grandes potências. A principal e mais importante diferenciação entre os apoios ocorre em relação ao governo de Bashar Al-Assad. Entre os países que apoiam o regime, temos a Rússia e o Irã.</p>
<p>Os russos são parceiros há muito tempo do governo de Damasco. A Síria é uma das principais compradoras de armamentos russos. Além disso, na Síria fica localizada a única base naval militar do governo de Moscou no Mar Mediterrâneo, a base de Tartus. Já o apoio do Irã pode ser entendido por motivos religiosos: o país é a grande potência xiita da região. O governo Assad, assim como o Irã, é xiita, apesar da maioria da população ser sunita. Além disso, assim como no caso da Rússia, os iranianos são opositores das ações do Estado Islâmico, grupo sunita radical. Ambos os países fazem oposição aos grupos rebeldes.</p>
<p>Entre os países opositores ao governo de Assad, temos os EUA, a Arábia Saudita e a Turquia. Os americanos veem na saída de Assad a única forma de solucionar o conflito. Também se apresentam como uma oposição ao Estado Islâmico e apoiam os rebeldes moderados.</p>
<p>A Arábia Saudita, potência sunita da região e grande rival do Irã, se opõe governo xiita de Assad, ao mesmo tempo que financia a ação de rebeldes, inclusive mais radicais. O Irã acusa a Arábia Saudita de enviar auxílios ao Estado Islâmico. Alguns milionários do país já fizeram doações ao grupo. A maioria da população saudita segue a corrente wahabista, a mesma do EI.</p>
<p>Já a Turquia, país de maioria sunita, portanto opositor ao governo xiita de Damasco e favorável a ação dos rebeldes, viu no conflito da Síria uma oportunidade de enfraquecer o povo curdo, grupo apoiado pelos americanos, que habita e controla o extremo norte do país, em uma região conhecida como Curdistão Sírio, em uma espécie de guerra particular. Os curdos também são opositores ao EI.</p>
</div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/entendendo-guerra-da-siria.html/feed</wfw:commentRss>
			<slash:comments>4</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Os curdos</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/os-curdos.html</link>
					<comments>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/os-curdos.html#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Jan 2017 00:45:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente Médio]]></category>
		<category><![CDATA[Ásia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/os-curdos.html</guid>

					<description><![CDATA[Os curdos constituem, atualmente, a maior nação do mundo sem território. Em outras palavras, apesar de se constituírem como um só povo, apresentarem a mesma cultura e uma identidade nacional conjunta, formando, portanto, uma nação, os curdos não detém um espaço delimitado onde podem exercer seu poder, através da ação de um Estado e de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;">
<p>Os curdos constituem, atualmente, a maior nação do mundo sem território. Em outras palavras, apesar de se constituírem como um só povo, apresentarem a mesma cultura e uma identidade nacional conjunta, formando, portanto, uma nação, os curdos não detém um espaço delimitado onde podem exercer seu poder, através da ação de um Estado e de um conjunto de normas e regras reguladoras.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>Desta forma, o povo curdo se espalha por uma região que engloba cerca de seis países: Armênia, Azerbaijão, Síria, Irã, Iraque e Turquia. Possuem um idioma em comum, o <i>curdo</i>, e são, em sua maioria, <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/xiitas-e-sunitas.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">muçulmanos da corrente sunita</a>.</p>
<div style="text-align: justify;">
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/mapa_curdistC3A3o.png"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/mapa_curdistC3A3o.png" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Localização geográfica do povo curdo. Elaboração própria.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="text-align: justify;">
<p>Os curdos almejam a criação de um Estado Nacional próprio. Para isso, apoiaram a ação do exército americano no Iraque, visto que a ação curda era uma das principais adversárias do governo de Saddam Hussein, rival dos EUA. O objetivo deste apoio era consolidar a autonomia parcial da região do Curdistão Iraquiano, localizada no norte do Iraque, onde os curdos gozam de certa autonomia política. Os EUA, no contexto da <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/conflito-ira-iraque-guerras-do-golfo.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Guerra do Golfo (1990-1991)</a>, em conjunto com outras nações do Ocidente, criaram uma <b>zona de exclusão</b> no norte iraquiano, impedindo a ação do governo central de Bagdá na região de administração curda.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>A organização pela luta pela independência, porém, surgiu bem antes. Em 1984, foi fundado um grupo separatista, atualmente identificado como um grupo terrorista, conhecido como Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), liderado por Abdullah Öcalan. Já em 1985, este grupo iniciou um levante contra o governo de Hussein, durante o período de <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/conflito-ira-iraque-guerras-do-golfo.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Guerra entre Irã e Iraque</a>. O governo de Bagdá reagiu ao levante com uma dura repressão, marcado pelo uso de armas químicas, pela destruição de vilas e pela morte de milhares de curdos.</p>
<div style="text-align: justify;">
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/Abdullah_C396calan.png"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/Abdullah_C396calan.png" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Abdullah Öcalan, líder do PKK</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="text-align: justify;">
<p>Além do Iraque, a Turquia é outro país que mantém relações de repressão com povo curdo. Após a Guerra do Golfo, muitos curdos tentaram fugir do Iraque para a Turquia. O governo de Istambul, porém, responsabilizando os curdos por ataques terroristas no país, enviou seu exército para impedir a sua entrada pelo país vizinho. A Turquia, porém, por pressão da União Europeia, que passou a exigir, como condição <i>a priori </i>para a entrada do país no bloco econômico, o respeito aos direitos humanos por parte do governo central, incluindo, portanto, a aceitação da etnia curda, legalizou o ensino do idioma curdo nas escolas turcas, uma antiga reivindicação do grupo, significando um prenúncio do fim da repressão deste povo por Istambul.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>Com a morte de Hussein, com quem o povo curdo tinha grandes entraves, houve uma manutenção da autonomia do Curdistão Iraquiano. Estes fatores levaram o PKK, em meados de 2009, a desistir da luta pela formação de um Estado Curdo, focando, a partir de então, suas lutas pela preservação e pelo avanço de seus direitos nos países que ocupam. Porém, esta situação de calmaria durou pouco, os ataques terroristas, principalmente na Turquia, no Iraque e na Síria, continuaram, e a questão curda continua sem aparente resolução.</p>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/os-curdos.html/feed</wfw:commentRss>
			<slash:comments>2</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O Conflito Irã-Iraque e as Guerras do Golfo</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/conflito-ira-iraque-guerras-do-golfo.html</link>
					<comments>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/conflito-ira-iraque-guerras-do-golfo.html#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jan 2017 01:36:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente Médio]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/conflito-ira-iraque-guerras-do-golfo.html</guid>

					<description><![CDATA[Conflito Irã-Iraque (1980 &#8211; 1988) O conflito entre Irã e Iraque, os dois países com as maiores proporções de população xiita do Oriente Médio, tem suas raízes em uma mudança na direção política do Irã, proporcionada pela Revolução Islâmica, que ocorreu em 1979. Você sabe quem são os xiitas e os sunitas? Clique aqui para [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4 style="text-align: justify;">Conflito Irã-Iraque (1980 &#8211; 1988)</h4>
<div style="text-align: justify;">
<p>O conflito entre Irã e Iraque, os dois países com as maiores proporções de população xiita do Oriente Médio, tem suas raízes em uma mudança na direção política do Irã, proporcionada pela Revolução Islâmica, que ocorreu em 1979.</p>
<p><i><a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/xiitas-e-sunitas.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Você sabe quem são os xiitas e os sunitas? Clique aqui para ler a matéria que o Geografia Opinativa publicou sobre este assunto. </a></i></p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>Desde 1953, o Irã era governado pelo xá Reza Pahlevi. Este recebeu o cargo de seu pai, o General Reza Shah Pahlevi, que assumiu o poder em 1921, durante o período de formação do Irã como país. O governo do xá era liberal, alinhado ao Ocidente e mantinha boas relações com os Estados Unidos, sendo um dos seus principais aliados na região e um grande parceiro na exploração petrolífera. Tudo muda quando o aiatolá Ruholá Khomeini, de tendência xiita, conversadora e fundamentalista, assume o poder a partir da Revolução Islâmica, instaurando a República Islâmica do Irã;</p>
<div style="text-align: justify;">
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/IrC3A3-Iraque.png"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/IrC3A3-Iraque.png" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Localização das nações envolvidas nos conflitos que serão trabalhados neste artigo.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="text-align: center;">
<div style="text-align: justify;">
<p>Em seu governo, Khomeini transforma o país em um regime teocrático, instaurando leis que seguiam rigidamente as interpretações xiistas do Alcorão. Ao mesmo tempo, iniciava um processo de afastamento das potências Ocidentais, especialmente dos Estados Unidos.</p>
<div style="text-align: center;">
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="https://4.bp.blogspot.com/-jghkOgll898/WGrvVZPXKuI/AAAAAAAADk4/vvp7hKb1hzEvyCtnZzduuzwDc9C9s9mFgCLcB/s1600/X%25C3%25A1%2BAiatol%25C3%25A1.PNG"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/XC3A1AiatolC3A1.png" width="400" height="296" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">À esquerda, o xá Reza Pahlevi. À direita, o aiatolá Ruholá Khomeini.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="text-align: justify;">
<p>Se a ascensão do anti-ocidentalismo preocupava as nações do ocidente, o mesmo pode-se dizer dos vizinhos muçulmanos. O levante xiita no Irã poderia servir de exemplo para que minorias xiitas no Oriente Médio lutassem pelo controle de seus respectivos países. A nação mais preocupada com esta crescente era, sem dúvida, o Iraque, governado por sunitas, mas onde a maioria da população, assim como no Irã, é xiita.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>Com objetivo de se opor ao novo governo iraniano, os Estados Unidos apoiam a ascensão de Saddam Hussein, de cunho nacionalista, no Iraque. Hussein tornou-se um importante líder estratégico em defesa dos interesses americanos no Oriente Médio. Como pretexto, no ano de 1980, Saddam reclama a posse do canal Chatt-el-Arab, única estreita ligação que os iraquianos possuíam com o Golfo Pérsico, que estava sob o controle do Irã. Com a recusa do país vizinho em ceder a posse do canal, usado pelo Iraque para escoar sua produção petrolífera, as tropas de Hussein invadem o Irã.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>Muito esforço foi dispendido durante o conflito por ambas as nações. Um episódio marcante ocorreu em 1985, quando Hussein, depois de um levante curdo (minoria concentrada no norte do Iraque), ordenou o massacre de cerca de 5 mil pessoas pertencentes a minoria. Em 1988, por recomendação da ONU, Irã e Iraque assinam um cessar-fogo. Ambas as nações estavam esgotadas politicamente e arrasadas economicamente.</p>
<div style="text-align: justify;">
<h4 style="text-align: justify;"><b>Primeira Guerra do Golfo (1990 &#8211; 1991)</b></h4>
<div style="text-align: justify;">
<p>Após o fim do primeiro conflito, as nações ocidentais, bem como o restante do mundo árabe, haviam conseguido o seu objetivo principal: enfraquecer o governo xiita do Irã. O Iraque, porém, depois da guerra, também encontrava-se em péssimas condições. Sem o apoio americano e objetivando aumentar o poderio sobre jazidas petrolíferas no Oriente Médio, as tropas de Bagdá invadem o Kuwait, pequeno país localizado nas margens do Golfo Pérsico. Como justificativa, os iraquianos afirmavam que o Kuwait estava explorando jazidas pertencentes ao seu país, além de manterem uma política de exploração que abaixava o preço do barril no mercado internacional.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="https://3.bp.blogspot.com/-88wlCCPAd_k/WGrvf50lbwI/AAAAAAAADk8/X_L9UtvGyOsFEePMVcwKNLcvmgg6YT5xACLcB/s1600/Saddam%2BHussein.png"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/SaddamHussein.png" width="217" height="320" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Saddam Hussein, ex-presidente do Iraque.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="text-align: justify;">
<p>Com o salto no preço do barril de petróleo, causado pela invasão, os Estados Unidos começaram a ver o Iraque como um entrave aos seus interesses econômicos. Assim, com aval da ONU, o governo de Washington introduz um bloqueio naval e um embargo econômico sobre os iraquianos. Alguns meses depois, a Organização das Nações Unidas (ONU) autorizou a intervenção direta das tropas americanas sobre o Iraque, exigindo a saída dos combatentes iraquianos do Kuwait, o que acabou acontecendo ainda em 1991.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>A partir deste conflito, Iraque e EUA tornaram-se rivais dentro do contexto geopolítico. Em 1992, os americanos apoiaram as duas principais minorais do país, os curdos, concentrados ao norte, e os xiitas (mesmo grupo o qual os americanos combateram na guerra contra o Irã), concentrados ao sul. Os EUA, em conjunto com outras nações ocidentais, criaram, acima do paralelo 36º N, na região de concentração curda, e abaixo do paralelo 32º N, na região de concentração xiita, duas <b>zonas de exclusão</b>, onde a ação do governo de Bagdá não seria permitida.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/iraque_zonas_exclusC3A3o.png"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/iraque_zonas_exclusC3A3o.png" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Zonas de exclusão</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="text-align: justify;">
<p>Houveram tentativas, por parte do governo de Hussein, em atrair o apoio dos outros países do mundo árabe, com alguns ataques à Israel. Por conta da força diplomática dos EUA, bem como sua influência econômica, isto acabou não acontecendo.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p><i>Entenda qual a origem da rivalidade entre árabes e israelenses. Acesse: <a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2017/12/questao-palestina.html">Questão palestina</a>. </i></p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>Neste contexto, os EUA acreditavam que Saddam Hussein, antes aliado, agora um dos principais inimigos dos interesses americanos, seria deposto do cargo de presidência do Iraque pela própria população. Isto, porém, acabou não acontecendo. Para viabilizar a destituição de Hussein, o governo de Washington passou a acusar Bagdá de desenvolver, às escondidas, um arsenal químico e biológico, fato que jamais foi comprovado. Usando este argumento como justificativa, mesmo sem apoio da ONU, o presidente George W. Bush ordena a invasão, em 2003, do Iraque, iniciando a chamada Segunda Guerra do Golfo, também conhecida como Guerra do Iraque.</p>
<div style="text-align: justify;">
<h4 style="text-align: justify;"><b>Segunda Guerra do Golfo (2003 &#8211; 2010)</b></h4>
<div>
<div style="text-align: justify;">
<p>As forças americanas, com apoio do exército inglês, invadem em março de 2003 o Iraque, em uma operação conhecida como &#8220;Operação Liberdade do Iraque&#8221;, através de um bombardeio. Logo nas primeiras semanas de confronto, a diferença entre a força anglo-americana e iraquiana ficaram evidentes. Em dezembro de 2003, os EUA declararam vitória sobre os combatentes de Bagdá, sendo Saddam Hussein deposto, capturado e, em seguida, enforcado.</p>
<div style="text-align: justify;">
<p>Mesmo após a deposição de Hussein, o conflito manteve seu mesmo nível de violência, punindo, na maioria das vezes, inocentes. A queda do ditador incentivou a rebeldia de grupos extremistas, especialmente identificados com as correntes xiita e sunita do Islã. Assim, indiretamente, a ação das nações ocidentais sobre o Iraque impulsionou a deflagração de conflitos internos que estavam estagnados pela repressão de Hussein, provocando inúmeras guerras civis após a queda do ditador. Em 2004, os EUA empossaram um novo governo, mas o mesmo não conseguiu controlar a situação.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p>Em 2010, o novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, determinou a retirada do exército americano das terras iraquianas. As marcas deixadas pelo conflito, porém, persistem até hoje.</p>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/conflito-ira-iraque-guerras-do-golfo.html/feed</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Xiitas e sunitas</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/xiitas-e-sunitas.html</link>
					<comments>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/xiitas-e-sunitas.html#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jan 2017 00:41:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[da População]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[Norte da África]]></category>
		<category><![CDATA[Oriente Médio]]></category>
		<category><![CDATA[Sudeste Asiático e Oceania]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/xiitas-e-sunitas.html</guid>

					<description><![CDATA[Bem como ocorre com outras religiões, como o cristianismo, o islã também apresenta divisões internas. Atualmente, os grupos mais expressivos dentro da religião islâmica são os xiitas e os sunitas, que, a partir de desentendimentos históricos, formaram dois grupos bastante delimitados, com divergências teológicas e políticas entre si. Esta divisão remonta ao século VII, quando [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Bem como ocorre com outras religiões, como o cristianismo, o islã também apresenta divisões internas. Atualmente, os grupos mais expressivos dentro da religião islâmica são os <b style="text-align: justify;">xiitas</b> e os <b style="text-align: justify;">sunitas</b>, que, a partir de desentendimentos históricos, formaram dois grupos bastante delimitados, com divergências teológicas e políticas entre si.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Esta divisão remonta ao século VII, quando Maomé (ou Muhammad), fundador e então único líder do islamismo, acaba morrendo, mais precisamente no ano de 632. Não deixando Maomé claro qual seria seu sucessor, iniciou-se, entre os seguidores da religião, uma disputa acerca daquele que deveria ocupar a posição deixada pelo antigo líder.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Esta disputa se polarizou entre dois grupos. Uma minoria defendia que o sucessor de Maomé só poderia ser alguém de sua família. O sucessor direto, neste caso, seria Ali ibn Abi Talib, casado com a filha do líder, Fátima. Este grupo ficou conhecido como <i>Shiat Ali</i>, os seguidores de Ali, ou simplesmente, xiitas.</p>
<div style="text-align: center;">
<div style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Para a maioria, porém, Ali era muita inexperiente para ascender à posição mais alta do islã. Este grupo passou a defender, então, que qualquer um, tendo ou não laços familiares com Maomé, poderia o suceder, desde que fosse escolhido de forma majoritária pelos muçulmanos. Assim, em oposição aos seguidores de Ali, este grupo escolheu Abu Bakr, amigo próximo de Maomé, como líder da religião, ocupando o cargo de califa.</p>
<div style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O predomínio do grupo majoritário, conhecido como &#8220;sunita&#8221;, permaneceu por mais duas gerações de califas, até a escolha do aristocrata Otman (Uthman ibn Affan). Esta escolha resultou em um grande inconformismo das tribos muçulmanas, que associavam a figura de Otman, um aristocrata, com a daqueles que Maomé lutou contra durante sua vida. Esta insatisfação rapidamente evoluiu para uma guerra civil, onde Ali, apoiado pelos xiitas, viu a oportunidade de ascender à posição desejada desde a morte de Maomé.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O predomínio xiita, porém, durou muito pouco. Após cinco anos, Ali foi morto, fazendo com que Moawiya ibn Abu Sufiyan, sunita, se tornasse califa logo depois, inaugurando a dinastia omíada. Os sunitas passaram, então, a reconhecer a legitimidade de todos os líderes anteriores, enquanto que os xiitas passaram a reconhecer somente o domínio de Ali.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">A forma como que os dois grupos interpretam o livro sagrado do islã, o Corão, é bastante distinta. Os sunitas aceitam, além dos escritos do Corão, os ensinamentos da Sunna &#8211; daí o nome <i>sunita </i>&#8211; livro que reúne a trajetória do líder Maomé. Já os xiitas aceitam somente o Corão. Os sunitas, assim, em geral, costumam ser mais flexíveis quanto às formas de professar sua religião, enquanto que os xiitas seguem princípios mais rígidos, acreditando no retorno do salvador Mahdi, que livraria o mundo da injustiça e do medo.</p>
<div style="text-align: justify;">
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<p style="text-align: justify;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/ProporC3A7C3A3odexiitas-1024x650.png"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/01/ProporC3A7C3A3odexiitas-1024x650.png" border="0" /></a></p>
<div style="text-align: center;">
<div style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">No campo geopolítico, esta divisão tem acirrado as disputas entre nações onde os grupos majoritários são distintos. Apesar de, atualmente, os sunitas corresponderem a cerca de 90% dos professantes do islamismo, alguns países apresentam uma grande maioria xiita, como é o caso do Irã, onde quase 90% da população é xiita, e do Iraque, onde este número gira em torno de 60%.</p>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/xiitas-e-sunitas.html/feed</wfw:commentRss>
			<slash:comments>6</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O Fundo Monetário Internacional (FMI)</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/11/o-fundo-monetario-internacional-fmi.html</link>
					<comments>https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/11/o-fundo-monetario-internacional-fmi.html#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Nov 2016 14:44:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.geografiaopinativa.com.br/2016/11/o-fundo-monetario-internacional-fmi.html</guid>

					<description><![CDATA[O mundo vem passando, nas últimas décadas, por um novo quadro de organização político-econômica. As fronteiras nacionais, no plano econômico, vêm dando lugar a fronteiras mais abrangentes, com a criação de organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial. Estas instituições foram resultado das discussões da Conferência de Bretton Woods, realizada [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;">
<p>O mundo vem passando, nas últimas décadas, por um novo quadro de organização político-econômica. As fronteiras nacionais, no plano econômico, vêm dando lugar a fronteiras mais abrangentes, com a criação de organismos internacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial.</p>
<p>Estas instituições foram resultado das discussões da Conferência de Bretton Woods, realizada em New Hampshire, em 1944. Esta conferência reuniu diversos países com o objetivo de lançar as diretrizes para o mundo pós-Guerra, em especial em relação à reconstrução da Europa, arrasada com o conflito mundial.</p>
<div id="attachment_462" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-462" loading="lazy" class="wp-image-462 size-medium" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/11/fmi1-300x237.jpg" alt="" width="300" height="237" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/11/fmi1-300x237.jpg 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2016/11/fmi1.jpg 320w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-462" class="wp-caption-text">Sede do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington</p></div>
<p>Dado o fim desta reconstrução e tendo os países europeus se recuperado economicamente, estas instituições, entre elas o Fundo Monetário Internacional (FMI), se voltaram para os países não-desenvolvidos, em especial aqueles que se industrializaram entre as décadas de 1950 e 1960.Neste sentido, o FMI passa a ocupar uma posição de importância no cenário econômico global. De forma similar ao Banco Mundial em obras de infra-estrutura, o FMI funciona como um fundo financeiro que concede empréstimos aos seus países membros. Estes empréstimos são contraídos em momentos em que tais nações precisam desafogar suas economias de períodos recessivos.</p>
<p>Porém, para o FMI aceitar conceder empréstimos para determinado país, é necessário que este último cumpra uma série de &#8220;metas&#8221;, definidas pela <em>Carta das Intenções</em>. Assim, um país, ao receber ajuda do fundo, passa a ter que cumprir uma série de exigências no plano econômico, exigências estas geralmente relacionadas com a implantação de um modelo neoliberal de economia, entre elas incluem-se a redução do déficit público, a demissão do funcionalismo público, as privatizações, aumento de juros e diminuição com gastos sociais.</p>
<p>O capital do FMI é originário das próprias nações membras. Ao entrar no fundo, um país precisa necessariamente comprar uma cota de participação, que determinará a porcentagem de recursos que o país enviará para a instituição. O poder de decisão dentro do grupo, bem como a proporção de recursos que podem ser concedidos é proporcional a esta cota.</p>
<p>Os EUA são os maiores contribuidores com o fundo e, ao mesmo tempo, detém a maior parcela de poder de voto. O país tem cerca de 17% das cotas totais do FMI. Japão (6%), Alemanha (6%), França (5%), Reino Unido (5%), China (3%) e Arábia Saudita (3%) também apresentam elevada proporção de poder no fundo. Em razão disto, estes oito (8) países são membros permanentes do Diretório Executivo, que delega as principais ações da instituição e representam todos os 184 países que fazem parte do FMI.</p>
<p>Somado a estes 8 países, temos outros 16 que são eleitos para um período de dois anos, denominado jurisdição. Atualmente, estes 16 países são: Bélgica, Holanda, México, Itália, Canadá, Finlândia, Coreia do Sul, Egito, Malásia, Tanzânia, Suíça, Irã, Brasil (aproximadamente 2,5% das cotas), Índia, Argentina e Guiné Equatorial. A atual diretora-gerente do FMI, incumbida de supervisionar as ações do grupo, é a francesa Christine Lagarde.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/11/o-fundo-monetario-internacional-fmi.html/feed</wfw:commentRss>
			<slash:comments>3</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Conflitos étnico-separatistas (IV) &#8211; Irlanda</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2015/06/conflitos-etnicos-separatistas-iv.html</link>
					<comments>https://www.geografiaopinativa.com.br/2015/06/conflitos-etnicos-separatistas-iv.html#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2015 04:02:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Europa Ocidental]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.geografiaopinativa.com.br/2015/06/conflitos-etnicos-separatistas-iv.html</guid>

					<description><![CDATA[O conflito na Irlanda está enraizado em um caráter profundamente religioso. Tudo começa no século XII, quando Henrique II expande os domínios ingleses sobre a ilha da Irlanda, com o intuito de conquistar terras agricultáveis neste período de formação dos Estados Nacionais. Mapa da ilha da Irlanda A reforma protestante, surgida no Sacro Império (atual [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O conflito na Irlanda está enraizado em um caráter profundamente religioso. Tudo começa no século XII, quando Henrique II expande os domínios ingleses sobre a ilha da Irlanda, com o intuito de conquistar terras agricultáveis neste período de formação dos Estados Nacionais.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://4.bp.blogspot.com/-U2mYGDX6_MQ/VXJmW-AMLTI/AAAAAAAACO8/MnyNx4DY9vI/s1600/IRLANDA.PNG"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2015/06/IRLANDA.png" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Mapa da ilha da Irlanda</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div style="text-align: left;">A reforma protestante, surgida no Sacro Império (atual Alemanha) chega à Inglaterra e impulsiona a criação de uma nova corrente religiosa: o anglicanismo. A resistência dos irlandeses, em grande maioria católica, em ceder a tal processo de conversão acirrou os ânimos entre a Irlanda e a Coroa Britânica.</div>
<p>Mas é apenas no século XVII que o então rei da Inglaterra, Jaime I, inicia um massivo processo de colonização à ilha irlandesa. As províncias do norte, denominadas de Ulster, foram as regiões que mais receberam imigrantes. Neste ponto, temos um processo de &#8220;<i>anglicanização</i>&#8221; do norte da ilha.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: left;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://2.bp.blogspot.com/-hlExV-q-UOc/VrqByYic9DI/AAAAAAAACuc/aZ-K0JtDW-s/s1600/Arthur_Griffith.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2015/06/Arthur_Griffith.jpg" width="244" height="320" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Arthur Griffith, um dos fundadores<br />
do partido Sinn Fein.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Com a disseminação dos sentimentos de liberdade entre o povo católico da Irlanda, é criado em 1905 o Sinn Fein, movimento fundado por Arthur Griffith que visava aumentar a participação irlandesa no parlamento inglês, viabilizando assim uma independência. Com a força do grupo, em 1919 a Irlanda se autodeclara independente do Reino Unido da Grã-Bretanha. Após um conflito que durou cerca de dois anos, a Inglaterra aceita a independência de cerca de dois terços da ilha da Irlanda, impedindo a independência das províncias anglicanas do norte: o Ulster. Surgia a Irlanda do Norte.</p>
<h4>O IRA</h4>
<p>Também em 1919 surge o IRA (Exército Republicano Irlandês), fundado por Michel Collins. Com caráter terrorista, o grupo se opunha, assim como o Sinn Fein, à criação da Irlanda do Norte. Para Collins, era necessário &#8220;ter a liberdade para alcançar a liberdade&#8221;. As visões opostas do IRA e do Sinn Fein em relação ao parlamento irlandês resultaram em uma guerra civil que provocou, inclusive, a morte do líder do IRA.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://1.bp.blogspot.com/-jwZUQHmPLTs/VrqCLomWYPI/AAAAAAAACuo/cyHUYDOckEk/s1600/Michael_Collins_1921.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2015/06/Michael_Collins_1921.jpg" width="248" height="320" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Michael Collins</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os problemas em relação a questão irlandesa estavam longe de acabar. A minoria católica no Ulster era constantemente discriminada pela maioria protestante. Eram impedidos de votar, não tinham direitos à cargos políticos, tinham os piores empregos e menores salários. Aos poucos, foi surgindo um desejo dentre os católicos da Irlanda do Norte em lutar por melhores condições de vida. A partir da década de 1960, protestos pacíficos foram se tornando cada vez mais comuns, embora fossem constantemente reprimidos de forma violenta pelo exército britânico.</p>
<p>Em 1972, ocorre o <i>Blood Sunday </i>(Domingo Sangrento), episódio que marcou o reinício dos conflitos armados na luta pela independência do Ulster. No dia 30 de janeiro deste ano, durante um protesto pacífico de católicos em Derry, Irlanda do Norte, cerca de 13 jovens foram assassinados e 14 foram feridos pelas forças inglesas. Em retaliação, o IRA volta a promover ataques terroristas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://2.bp.blogspot.com/-GYQ4WTvszHQ/VXEpPH6DiZI/AAAAAAAACOo/bahPIA6XKZU/s1600/IRA.PNG"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2015/06/IRA.png" border="0" /></a></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<p>As forças pró-Inglaterra começam a ser organizar na Irlanda do Norte. Surge o Partido Unionista, liderado por lan Paisley, e a Força dos Voluntários do Ulster, grupo paramilitar que também utilizava-se de técnicas parecidas com as utilizadas pelo Exército Republicano Irlandês.</p>
<h4><b>O ACORDO DA SEXTA-FEIRA SANTA</b></h4>
<p>Desde a década de 1970 até o início do século XX, várias negociações tentaram uma resolução em relação a questão irlandesa, nenhuma, porém, alcançou o objetivo. Foi somente em 1998 que, intermediado por Bill Clinton, foi assinado o Acordo da Sexta-Feira Santa entre o Sinn Fein e o Partido Unionista. Entre as resoluções do acordo, podemos citar o aumento do poder dos católicos na Irlanda do Norte, com o divisão proporcional de cadeiras no parlamento. A questão irlandesa está, então, por enquanto, estável.</p>
<div class="MsoNormal"><b>Leia mais sobre os conflitos étnicos-separatistas espalhados<br />
pelo mundo:</b></div>
<div class="MsoNormal"></div>
<div class="MsoNormal"><a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2015/05/conflitos-etnico-separatistas-i-balcas.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">I – Bálcãs</a></div>
<div class="MsoNormal"><a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2015/05/conflitos-etnico-separatistas-ii-caucaso.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">II – Cáucaso</a></div>
<div class="MsoNormal"><a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2015/06/conflitos-etnico-separatistas-iii-pais.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">III – País Basco</a></div>
<div class="MsoNormal"><u>IV &#8211; Irlanda (Você está lendo)</u><br />
<u><a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2015/08/exercicios-de-vestibular-sobre.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Exercícios</a></u></div>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.geografiaopinativa.com.br/2015/06/conflitos-etnicos-separatistas-iv.html/feed</wfw:commentRss>
			<slash:comments>3</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Conflitos étnico-separatistas (III) &#8211; País Basco</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2015/06/conflitos-etnico-separatistas-iii-pais.html</link>
					<comments>https://www.geografiaopinativa.com.br/2015/06/conflitos-etnico-separatistas-iii-pais.html#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Jun 2015 04:18:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Europa Ocidental]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[Etnia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.geografiaopinativa.com.br/2015/06/conflitos-etnico-separatistas-iii-pais.html</guid>

					<description><![CDATA[O País Basco é uma região localizada entre França e Espanha. De povoamento milenar, no lugar desenvolveu-se um povo diferente do restante dos países em que estão localizados: tem idioma próprio (euskara) e uma cultura peculiar. Assim sendo, sempre houve um sentimento de independência entre o povo da região. Mapa do País Basco O período [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O País Basco é uma região localizada entre França e Espanha. De povoamento milenar, no lugar desenvolveu-se um povo diferente do restante dos países em que estão localizados: tem idioma próprio (<i>euskara</i>) e uma cultura peculiar. Assim sendo, sempre houve um sentimento de independência entre o povo da região.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://1.bp.blogspot.com/-GbsCoItLM2M/VXEd7TP-mXI/AAAAAAAACOA/t9QywwC75e4/s1600/pa%25C3%25ADs%2Bbasco.PNG"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2015/06/paC3ADsbasco.png" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Mapa do País Basco</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>O período de maiores instabilidades na região começou na década de 1930, num período de ascensão de governos totalitários na Europa. A Espanha, governada pelo socialista Francisco Largo Caballero, sofreu duramente pelas tentativas de Francisco Franco, representante do fascismo espanhol, em assumir o poder. Neste período de instabilidade, explode a Guerra Civil Espanhola (1936-1939).</p>
<p>Um dos fatos mais marcantes desta guerra foi o bombardeio à cidade de Guernica, no País Basco. A pequena cidade de apenas 6 mil habitantes foi destruída sem nenhum motivo aparente: tudo era apenas um teste do poder bélico nazista para estratégias que seriam adotadas anos depois, na Segunda Guerra. O bombardeio foi eternizado na tela <i>El Guernica</i>, de Picasso.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://3.bp.blogspot.com/-7u3lWGvgG0o/VXEf9Qi84uI/AAAAAAAACOM/Y3K2wt7JD-M/s1600/guernica.PNG"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2015/06/guernica.png" width="400" height="180" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Guernica, famoso quadro de Pablo Picasso (1937).</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Depois de anos de conflito, Franco vence a guerra civil na Espanha e conquista o poder, impondo duras medidas em relação às minorias étnicas, principalmente aos bascos. O ditador proíbe o ensino do <i>Euskera</i> (idioma basco) e a exaltação de seus símbolos nacionais.</p>
<p>Em retaliação à tais práticas, surge um grupo nacionalista denominado <b>ETA (Euskadi ta Askatsuna ou Pátria Basca e Liberdade),</b> que tinha como objetivo resistir às restrições impostas pelo ditador, preservando assim a cultura do País Basco.</p>
<h4>ETA: O SÍMBOLO DO TERROR NA ESPANHA</h4>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://2.bp.blogspot.com/-DW6813HDMaw/VXEhx2Tx4lI/AAAAAAAACOY/8ldUWHSwe3w/s1600/bandeira%2Bpb.PNG"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2015/06/bandeirapb.png" width="400" height="222" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Bandeira do País Basco. By Daniele Schirmo aka Frankie688 [CC BY-SA 2.5 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.5)], via Wikimedia Commons</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>No início, o ETA era visto com bons olhos pela população da Espanha, já que lutava contra o governo fascista de Franco. Em 1975, com a morte do ditador, o rei Juan Carlos inicia o processo de redemocratização do país, garantindo grande autonomia ao povo basco. A partir deste ponto, o País Basco transformava-se em uma comunidade autônoma, tendo um sistema próprio de impostos, polícia própria e recebendo de volta, inclusive, os direitos retirados no período ditatorial.</p>
<p>O ETA, porém, não encerrou suas atividades, como era o esperado, e foi se transformando no principal ponto de disseminação de ideias separatistas. Para conquistar seu objetivo, o grupo começou a utilizar técnicas terroristas. Entre as ações do grupo, podem ser destacadas os assassinatos do chefe de polícia da capital basca, a primeira atitude extremista do ETA, em 1968, e dos primeiros-ministros Luis Carrero Blanco, sucessor de Francisco Franco, em um episódio conhecido como <i>Operação do Ogro</i>, e José Maria Aznar, em 1973 e 1995, respectivamente.</p>
<p>Em 1998, o ETA declarou que iria recuar dos atentados terroristas em prol de uma negociação com os governos espanhol e francês, porém, já em 1999, os atentados recomeçaram. O assassinato de Ernest Lhuch, ex-ministro da saúde, destaca-se por ter levado cerca de um milhão de pessoas para as ruas de Madrid para protestar contra o grupo terrorista.</p>
<p>Nos últimos anos, o ETA vem perdendo sua popularidade também dentro da comunidade basca, primeiro por conta dos atentados contra civis e segundo por conta da relativa autonomia que o País Basco tem em relação à Espanha, podendo conservar sua cultura e, inclusive, ter polícia própria, como já citado.</p>
<div class="MsoNormal"><b>Leia mais sobre os conflitos étnicos-separatistas espalhados<br />
pelo mundo:</b></div>
<div class="MsoNormal"></div>
<div class="MsoNormal"><a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2015/05/conflitos-etnico-separatistas-i-balcas.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">I – Bálcãs</a></div>
<div class="MsoNormal"><a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2015/05/conflitos-etnico-separatistas-ii-caucaso.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">II – Cáucaso</a></div>
<div class="MsoNormal"><u>III – País Basco (Você está lendo)</u></div>
<div class="MsoNormal"><a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2015/06/conflitos-etnicos-separatistas-iv.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">IV &#8211; Irlanda</a></div>
<p><a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2015/08/exercicios-de-vestibular-sobre.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Exercícios</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.geografiaopinativa.com.br/2015/06/conflitos-etnico-separatistas-iii-pais.html/feed</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O imperialismo</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2015/02/o-imperialismo.html</link>
					<comments>https://www.geografiaopinativa.com.br/2015/02/o-imperialismo.html#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Feb 2015 03:43:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.geografiaopinativa.com.br/2015/02/o-imperialismo.html</guid>

					<description><![CDATA[Já durante a segunda metade do século XIX, países como EUA, Japão, Reino Unido, Alemanha e França já apresentavam um nível de industrialização muito elevado, devido ao longo processo que começou pós-Revolução Industrial. Precisando expandir seu mercado e aumentar a oferta de matéria-prima, estes países recorreram a busca de novas colônias (neocolônias) ou começaram a [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2007/07/imperialismo.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2007/07/imperialismo.jpg" width="308" height="320" border="0" /></a></div>
<p>Já durante a segunda metade do século XIX, países como EUA, Japão, Reino Unido, Alemanha e França já apresentavam um nível de industrialização muito elevado, devido ao longo processo que começou pós-Revolução Industrial.</p>
<p>Precisando expandir seu mercado e aumentar a oferta de matéria-prima, estes países recorreram a busca de novas colônias (<i>neocolônias</i>) ou começaram a reforçar o controle sobre as concessões que já detinham.</p>
<p>Este processo de <b>busca de novas fontes de matéria-prima</b> e <b>busca de um aumento de mercado consumidor</b> para fomentar o <b>capitalismo</b> ficou conhecido como <b>neocolonialismo</b> ou <b>imperialismo</b>.</p>
<p>O continente africano, por exemplo, repleto de riquezas minerais importantíssimas para a indústria foi vítima de uma verdadeira corrida por território. Os europeus dividiram o continente conforme suas ambições, separando tribos amigas e colocando tribos rivais no mesmo território. Tal divisão colonial, embrião da divisão territorial atual africana é que acarreta, por exemplo, diversos conflitos étnicos no continente. A Ásia foi outra região vítima das potências industriais.</p>
<div style="text-align: center;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/-Z2LlnYZLMVw/VrqIrV0A9XI/AAAAAAAACvc/bqX4bQqNqSM/s1600/mada.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2015/02/mada.jpg" width="272" height="400" border="0" /></a></div>
<p>No continente americano, onde a maioria dos países já eram independentes, o imperialismo representou um aumento na influência nos âmbitos político e econômico, onde eram estabelecidos diversos acordos para com os governos que apoiavam a influência estrangeira.</p>
<p>Esta nova configuração territorial provocou várias tensões no mundo. Muitos territórios eram disputados por várias potências, isto intensificado pela relativa industrialização tardia da Itália e da Alemanha, além da resistência que vários povos tinham aos novos dominadores.</p>
<p>Esta tensão provocada pela disputa imperialista criou condições favoráveis para o surgimento da <b>I e da II Guerra Mundial, </b>que trouxeram não só mudanças na geopolítica europeia, mas como de todo o mundo.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.geografiaopinativa.com.br/2015/02/o-imperialismo.html/feed</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Rio-92: Metas, Agenda 21 e principais acordos</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2014/10/rio-92-metas-agenda-21-e-principais.html</link>
					<comments>https://www.geografiaopinativa.com.br/2014/10/rio-92-metas-agenda-21-e-principais.html#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Oct 2014 18:48:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Biogeografia]]></category>
		<category><![CDATA[Climatologia]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.geografiaopinativa.com.br/2014/10/rio-92-metas-agenda-21-e-principais.html</guid>

					<description><![CDATA[A Rio-92, também conhecida como ECO-92 ou Cúpula da Terra, foi uma convenção ambiental realizada na cidade do Rio de Janeiro em junho de 1992, no espaço de eventos do Rio Centro. Seu principal objetivo foi criar uma ampla discussão entre os chefes-de-Estado do mundo sobre assuntos como o clima, preservação do solo, proteção da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://www.senado.gov.br/NOTICIAS/JORNAL/EMDISCUSSAO/upload/201202%20-%20maio/ed11_imgs/ed11_p12_imagem.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.senado.gov.br/NOTICIAS/JORNAL/EMDISCUSSAO/upload/201202%20-%20maio/ed11_imgs/ed11_p12_imagem.jpg" width="320" height="234" border="0" /></a></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<p>A Rio-92, também conhecida como ECO-92 ou Cúpula da Terra, foi uma convenção ambiental realizada na cidade do Rio de Janeiro em junho de 1992, no espaço de eventos do Rio Centro. Seu principal objetivo foi criar uma ampla discussão entre os chefes-de-Estado do mundo sobre assuntos como o clima, preservação do solo, proteção da biodiversidade marítima, biotecnologia e crescimento sustentável.</p>
<p>A preocupação com as discussões em relação ao meio-ambiente começaram a ser intensificadas anos antes. Em 1972, foi realizada a Convenção de Estocolmo, que abrangia obetivos parecidos com a Rio-92. Em 1987, foi firmado pela ONU o Relatório Brundtland, que traçava um provável esgotamento de recursos naturais caso o modelo de consumo e crescimento de países desenvolvidos e em desenvolvimento não fosse alterado. Estes dois importantes centros de debates ecológicos foram determinantes para a realização da Rio-92.</p>
<p>A conferência realizada na cidade maravilhosa recebeu grande atenção pela grande presença de chefes-de-Estado. Simultaneamente, foi realizado em um espaço no Aterro do Flamengo o Fórum Global, discussão entre os mesmos temas ambientais por ONG&#8217;s de diversas partes do mundo.</p>
<p>Veja os principais acordos e temas discutidos durante a ECO-92:</p>
<p><b>Convenção da Biodiversidade</b></p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://4.bp.blogspot.com/-4yi_7PCrjGI/Vrs0RHie0TI/AAAAAAAACw0/8Ip9QsocmPY/s1600/toucan-1565548.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2014/10/toucan-1565548.jpg" width="320" height="214" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Biodiversidade foi um dos focos da conferência</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Assinado por 156 países, a Convenção da Biodiversidade tinha como principal objetivo estabelecer estratégias em relação a preservação da biodiversidade e a exploração genética. Este acordo muito tinha a ver com conceitos do uso consciente da biotecnologia.</p>
<p><b>Convenção do Clima</b></p>
<p>A Convenção do Clima, assinada durante a Rio-92, foi uma das bases para a criação do Protocolo de Kyoto, em 1997. O relatório estipulava metas para a diminuição dos gases do Efeito Estufa, um dos principais fatores para o Aquecimento Global.</p>
<p><b>Declaração de princípios sobre florestas</b></p>
<p>Controla e garante o uso de recursos florestais para a exploração, com o intuito de crescimento econômico da nação soberana, desde que tal exploração seja sustentável e não degrade o ecossistema, com uso de políticas de preservação ambiental e reposição de florestas.</p>
<p><b>Agenda 21</b></p>
<p>Principal acordo traçado durante a Rio-92, a Agenda 21 descreve cerca de 2.500 recomendações para atingir o desenvolvimento sustentável, com incentivos a políticas que visam dar atenção a projetos ambientais. Foi assinado por 179 países.</p>
<div style="text-align: left;">Alguns dos assuntos tratados nos mais de quarenta capítulos da Agenda 21 e nas discussões da Rio-92 foram:</div>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://2.bp.blogspot.com/-7DjbA9cAzuk/VrszyF24fMI/AAAAAAAACws/r6XRmdL11As/s1600/e%25C3%25B3lica.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2014/10/eC3B3lica.jpg" width="320" height="240" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Termo &#8220;sustentabilidade&#8221; começou a ser usado na conferência</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><b>&#8211; Água:</b> O bom uso dos recursos hídricos são fundamentais para a vida na Terra. Nos últimos 50 anos, a água foi o bem mais maltratado, principalmente por conta do crescimento de grandes cidades e indústrias que jogam seus dejetos em rios, lagos e mares.</p>
<p>&#8211;<b> Incentivo ao Ecoturismo:</b> Pela primeira vez foram expostas ideias de incentivo ao turismo ecológico. Preservar reservas ambientais transformou-se em algo importante para garantir uma visitação assídua a tais áreas, garantindo renda e desenvolvimento. Estes conceitos incentivaram a adoção de medidas de preservação em vários países do mundo.</p>
<p><b>&#8211; Uso de transporte alternativo e energia limpa:</b> Um dos principais problemas nas grandes cidades hoje são os engarrafamentos e a poluição liberada pela queima de combustíveis. Pensando nisto, foi explorado na ECO-92 formas de implementação de veículos elétricos e outras formas de transportes limpos, além do uso de energias renováveis, como a Solar e a Eólica.</p>
<p><b>&#8211; Combate ao desperdício:</b> Outro assunto discutido massivamente na Cúpula da Terra foi o combate ao desperdício de alimentos, água e energia. A reciclagem de produtos e matéria-prima foi vista como uma saída para este problema.</p>
<p>A Rio-92 foi foco nas discussões anos mais tarde, na Rio+10, em Joanesburgo, na África do Sul e também na Rio+20, em 2012, novamente realizada na cidade do Rio de Janeiro.</p>
<div style="text-align: right;">Fontes: <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2002/riomais10/o_que_e-2.shtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Folha</a>, <a href="http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/conferencia-onu-meio-ambiente-rio-92-691856.shtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Planeta Sustenvável</a> e <a href="http://www.infoescola.com/geografia/agenda-21/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Info Escola</a></div>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.geografiaopinativa.com.br/2014/10/rio-92-metas-agenda-21-e-principais.html/feed</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Escócia vai se separar do Reino Unido?</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2014/09/escocia-vai-se-separar-do-reino-unido.html</link>
					<comments>https://www.geografiaopinativa.com.br/2014/09/escocia-vai-se-separar-do-reino-unido.html#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Sep 2014 23:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[da População]]></category>
		<category><![CDATA[Europa Ocidental]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://www.geografiaopinativa.com.br/2014/09/escocia-vai-se-separar-do-reino-unido.html</guid>

					<description><![CDATA[Esta é uma questão difícil de ser respondida. Um fato é que dia 18 de setembro será um dia histórico para todos os escoceses. Será nesta data que os cidadãos do país irão às urnas votar &#8220;sim&#8221; ou &#8220;não&#8221; pela independência da Escócia em relação ao Reino Unido. Antecedentes A Escócia, localizada ao norte da [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;">Esta é uma questão difícil de ser respondida. Um fato é que dia 18 de setembro será um dia histórico para todos os escoceses. Será nesta data que os cidadãos do país irão às urnas votar &#8220;sim&#8221; ou &#8220;não&#8221; pela independência da Escócia em relação ao Reino Unido.</div>
<h4><b>Antecedentes</b></h4>
<p>A Escócia, localizada ao norte da ilha da Grã-Bretanha, durante muito tempo foi um reino independente. Porém, em 1707, quando os ingleses começaram a impor duras sanções econômicas contra os vizinhos do norte, o Parlamento Escocês foi obrigado a anexar seu território a Inglaterra, formando assim o Reino Unido da Grã-Bretanha.</p>
<p>Mas foi somente na década de 60 que alguns movimentos separatistas começaram a tomar força. Isto ocorreu porque foi descoberto inúmeras reservas de petróleo e gás natural pelo Mar do Norte, oceano que banha a costa escocesa. A partir da criação do Partido Nacional Escocês (SNP), os ideais separatistas cresceram ainda mais.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://3.bp.blogspot.com/-tqbahn2yVis/Vrs6sjzDTgI/AAAAAAAACxc/nkDMhY_vS-A/s1600/salmond.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2014/09/salmond.jpg" width="320" height="212" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Alex Salmond, primeiro-ministro da Escócia. By Scottish Government &#8211; A National Conversation, CC BY 2.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=4010563</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p>Em 2011, Alex Salmond, um dos líderes do SNP e primeiro-ministro da Escócia, viabilizou a criação de um plebiscito (consulta popular) ao povo escocês após conseguir maioria absoluta no Parlamento.</p>
<h4><b>Quais são os prós e os contras da divisão?</b></h4>
<p>Os escoceses ganhariam autonomia de um país independente, podendo tomar decisões próprias e retornar os lucros da exploração de petróleo no Mar do Norte para si próprio.</p>
<p>Porém, a divisão faria o país ser retirado da União Europeia e OTAN, por exemplo, já que a entrada da Escócia não seria automática. Um novo pedido teria que ser feito para a adesão nestes órgãos, o que prejudicaria a economia escocesa.</p>
<p>Somado a isso, a Escócia teria que criar uma nova moeda, visto que o governo britânico não autorizaria o país a usar a Libra Esterlina, caso a divisão seja realizada e teria que negociar cada pedaço do Mar do Norte com os ingleses, o que poderia demorar muito. Outro empecilho a separação é que o Reino Unido hoje é uma das regiões mais estáveis da Europa, sair deste campo seria muito perigoso.</p>
<h4><b>Como os outros membros do Reino Unido veem a saída da Escócia?</b></h4>
<p>O Parlamento Inglês vê a saída da Escócia como um erro, afirmando que &#8220;o Reino Unido é mais forte junto&#8221;. O clima que ronda o parlamento é de muita apreensão. A virada das pesquisas fez com que, de forma desesperada, o governo britânico prometesse mais autonomia à Escócia, o que foi mal visto pelos separatistas.</p>
<h4><b>E a população da Escócia?</b></h4>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://3.bp.blogspot.com/-TiJ6w63pD8s/Vrs7NnM35bI/AAAAAAAACxk/VuO8-PEEnEo/s1600/reino%2Bunido.png"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2014/09/reinounido.png" width="206" height="320" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Em azul escuro, a Escócia. O restante do Reino Unido em azul claro. Por Peeperman &#8211; Este ficheiro foi derivado de  British Isles United Kingdom.svg:, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=20896837</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p>Os cidadãos escoceses que pretendem votar &#8220;sim&#8221; pela independência tem crescido muito nos últimos meses. Há algum tempo atrás, estes não passavam de 20% da população. Hoje, já somam 51%, ante 49% dos que votarão &#8220;não&#8221;. Isto faz com que o futuro do Reino Unido seja totalmente incerto.</p>
<p>Caso o &#8220;sim&#8221; vença, se iniciarão uma série de negociações entre Escócia e Reino Unido, quando no dia 24 de março de 2016, o Reino Unido oficialmente seria dividido.</p>
<p>A independência da Escócia pode incentivar ainda movimentos separatistas em outras regiões da Europa, como na Espanha e na Bélgica. Isto significa que a independência da Escócia pode mudar, e muito, o cenário político e econômico europeu.</p>
<h4><b>Atualização</b></h4>
<p>55% dos escoceses decidiram no referendo desta quinta-feira (18) pelo &#8220;não&#8221;. Logo, a Escócia continua fazendo parte do Reino Unido. Mais de 80% dos eleitores foram às urnas. O &#8220;sim&#8221; venceu em cidades importantes como Glasglow (53%), Dunbartonshire (54%), Dundee (57%) e North Lanarkshire (51%), mas perdeu na capital, Edimburgo, com apenas 39%.</p>
<div style="text-align: right;">Fontes: <a href="http://noticias.terra.com.br/mundo/separatista-escocia/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Portal Terra</a> e <a href="http://www.dw.de/entenda-as-implica%C3%A7%C3%B5es-de-uma-poss%C3%ADvel-independ%C3%AAncia-da-esc%C3%B3cia/a-17915296" target="_blank" rel="noopener noreferrer">DW</a></div>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.geografiaopinativa.com.br/2014/09/escocia-vai-se-separar-do-reino-unido.html/feed</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
