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	<title>Europa de Leste &#8211; Geografia Opinativa</title>
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	<title>Europa de Leste &#8211; Geografia Opinativa</title>
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		<title>Ucrânia: Características gerais, relevo, clima e hidrografia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2020 16:02:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Climatologia]]></category>
		<category><![CDATA[Europa de Leste]]></category>
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					<description><![CDATA[Características Gerais Capital: Kiev;Área: 603,6 mil km²;Moeda: Grívnia;População: 42 milhões de habitantes (2019);Densidade Demográfica: 76 hab./km²;PIB: 175 bilhões (nominal);Idioma: Ucraniano. Relevo Se partirmos em uma viagem pela Ucrânia entrando no país através de seus vizinhos de oeste, como Polônia e Eslováquia, encontraremos logo após a fronteira os pontos mais altos do país. Estendendo-se através de [&#8230;]]]></description>
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<h2>Características Gerais</h2>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img width="344" height="215" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandeira-1.png" alt="Bandeira da Ucrânia" class="wp-image-4689" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandeira-1.png 344w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bandeira-1-300x188.png 300w" sizes="(max-width: 344px) 100vw, 344px" /><figcaption>Bandeira da Ucrânia</figcaption></figure></div>



<p>Capital: Kiev;<br>Área: 603,6 mil km²;<br>Moeda: Grívnia;<br>População: 42 milhões de habitantes (2019);<br>Densidade Demográfica: 76 hab./km²;<br>PIB: 175 bilhões (nominal);<br>Idioma: Ucraniano.</p>



<h2>Relevo</h2>



<p>Se partirmos em uma viagem pela Ucrânia entrando no país através de seus vizinhos de oeste, como Polônia e Eslováquia, encontraremos logo após a fronteira os pontos mais altos do país.</p>



<p>Estendendo-se através de 240 km, as montanhas da região dos Cárpatos Ucranianos alcançam entre 600 e 2.000 metros, chegando a 2.060 metros no Monte Hoverla, ponto mais alto do país.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="501" height="343" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/relevo-ucrania.png" alt="Relevo ucraniano" class="wp-image-4690" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/relevo-ucrania.png 501w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/relevo-ucrania-300x205.png 300w" sizes="(max-width: 501px) 100vw, 501px" /><figcaption>Relevo ucraniano. Wikipedia Commons,</figcaption></figure></div>



<p>Continuando o caminho ao leste e atravessando o Rio Pivdennyi Buh (Rio Bug Meridional), encontramos um planalto de terras pouco elevadas. É o Planalto de Dnieper, dissecado por rios, vales e gargantas que atingem até 300 metros de profundidade.</p>



<p>Se aproximando do Rio Dnieper, os índices altimétricos reduzem e chegamos à planície de Dnieper, importante feição altimétrica que corta a Ucrânia de norte a sul.</p>



<p>Ao sul, entre o Mar Negro e o Mar de Azov, se estende outra planície, ligada a anterior pelo trajeto do Rio Dnieper. É a Planície do Mar Negro.</p>



<p>Por fim, no extremo leste do país, próximo a fronteira com a Rússia, novamente se eleva um planalto de baixa altitude, alcançando em média 300 metros.</p>



<h2>Clima</h2>



<p>Conforme classificação climática de Koppen, os climas ucranianos se encaixam no grupo D, isto é, Continental e Subártico.</p>



<p>As regiões mais próximas ao Mar Negro são de clima Dfa, clima úmido de verão quente.</p>



<p>Já o centro e o norte do país apresentam clima Dfb, úmido de verão fresco.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="479" height="336" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/clima.png" alt="Tipos climáticos da Ucrânia conforme classificação de Koppen" class="wp-image-4693" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/clima.png 479w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/clima-300x210.png 300w" sizes="(max-width: 479px) 100vw, 479px" /><figcaption>Tipos climáticos da Ucrânia conforme classificação de Koppen. Ali Zifan.</figcaption></figure></div>



<p>A Ucrânia tem um clima influenciado pelas correntes quentes e úmidas do Oceano Atlântico, que faz com que as temperaturas não sejam tão baixas quanto esperado pela localização geográfica. A média anual de temperatura no centro e no norte do país é de 5,5 a 7°C, enquanto no sul é de 11 a 13°C.</p>



<p>Ainda, existe uma variação de temperatura longitudinal. Invernos no oeste são em geral mais leves que o oeste. Já os verões são mais quentes no leste que no oeste.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="648" height="206" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/donetksy_clima.png" alt="Variação média mensal da temperatura em Donetsky. Google." class="wp-image-4694" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/donetksy_clima.png 648w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/donetksy_clima-300x95.png 300w" sizes="(max-width: 648px) 100vw, 648px" /><figcaption>Variação média mensal da temperatura em Donetsk, sudeste do país. Google.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="646" height="207" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/lviv_clima.png" alt="Variação média mensal da temperatura em Lviv. Google." class="wp-image-4695" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/lviv_clima.png 646w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/lviv_clima-300x96.png 300w" sizes="(max-width: 646px) 100vw, 646px" /><figcaption>Variação média mensal da temperatura em Lviv, noroeste do país. Google.</figcaption></figure>



<p>Já as precipitações são concentradas nos meses mais quentes e bastante desiguais geograficamente. As regiões dos Cárpatos (oeste) são as que mais recebem precipitação (1.200 mm anuais), enquanto as planícies do Mar Negro (sul) são as menos chuvosas (400 mm).</p>



<h2>Hidrografia</h2>



<p>Os rios ucranianos, em geral, nascem nas regiões norte e noroeste do país (Cárpatos) e desembocam no Mar Negro ou no Mar de Azov.</p>



<p>O principal e maior rio do país é o <strong>Dnieper</strong>, que nasce na Rússia e atravessa o território da Bielorússia antes de cortar a Ucrânia, até ter sua foz no Mar Negro. É muito utilizado para produção de energia elétrica, contando com muitas hidrelétricas e barragens.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="349" height="362" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bacia_hidro_dnipro.png" alt="Bacia Hidrográfica do Rio Dnipro. Francis McLloyd." class="wp-image-4692" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bacia_hidro_dnipro.png 349w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/bacia_hidro_dnipro-289x300.png 289w" sizes="(max-width: 349px) 100vw, 349px" /><figcaption>Bacia Hidrográfica do Rio Dnieper. Francis McLloyd.</figcaption></figure></div>



<p>Tem 2.200 km de extensão, onde quase 1.000 estão na Ucrânia, e recebe as águas de mais de 50% do território nacional.</p>



<p>Já o <strong>Rio Bug Meridional </strong>nasce nos Cárpatos Ucranianos e corre diagonalmente até desembocar no Mar Negro. É o segundo mais longo do país e o maior totalmente ucraniano.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="396" height="275" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_bug.png" alt="Rio Bug." class="wp-image-4696" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_bug.png 396w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_bug-300x208.png 300w" sizes="(max-width: 396px) 100vw, 396px" /><figcaption>Rio Bug. Naudotojas.</figcaption></figure></div>



<p>O<strong> Rio Dniester</strong> nasce também nos Cárpatos Ucranianos, adentrando o território da Moldária e voltando para a Ucrânia para desembocar no Mar Negro. Tem uma extensão de aproximadamente 1.300 km.</p>



<p>No leste do país, destaque para o<strong> rio Donets</strong>, afluente do Rio Don, que desagua no Mar de Azov.</p>



<p>Um dos rios mais longos da Europa, o <strong>rio Danúbio</strong>, também tem sua foz na Ucrânia.</p>
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		<title>Todos os países da União Europeia usam o Euro?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Feb 2020 19:19:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Europa de Leste]]></category>
		<category><![CDATA[Europa Ocidental]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
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					<description><![CDATA[Não. Zona do Euro, nome dado ao conjunto de países-membros do bloco europeu que adotam o Euro como moeda, e União Europeia (UE) não são sinônimos. Atualmente, a União Europeia é composta por 27 países-membros, já considerando a recente saída do Reino Unido. Já a Zona do Euro engloba 19 países. Ocorrem, então, dois casos. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Não. Zona do Euro, nome dado ao conjunto de países-membros do bloco europeu que adotam o Euro como moeda, e União Europeia (UE) não são sinônimos.</p>



<p>Atualmente, a União Europeia é composta por 27 países-membros, já considerando a recente saída do Reino Unido.</p>



<p>Já a Zona do Euro engloba 19 países.</p>



<p>Ocorrem, então, dois casos. O primeiro, de países-membros da UE que não utilizam a moeda única do bloco. O segundo, de países não-membros da União Europeia, mas que usam o euro, unilateralmente ou não. Os casos são espacializados na figura abaixo.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="400" height="400" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/zona_euro-1.png" alt="Zona do Euro" class="wp-image-4315" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/zona_euro-1.png 400w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/zona_euro-1-300x300.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/zona_euro-1-150x150.png 150w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/zona_euro-1-120x120.png 120w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /><figcaption>Zona do Euro</figcaption></figure></div>



<h2>Caso 1: Países-membros da UE, mas que não utilizam o Euro</h2>



<p>Teoricamente, <em>quase</em> todos os países-membros da UE são obrigados a adotarem a moeda única do bloco, conforme definido no Tratado de Maastricht.</p>



<p>Todavia, muitos países que entraram recentemente ainda estão em processo de adesão ao euro e não cumpriram com integridade aos chamados &#8220;Princípios de Convergência&#8221;.</p>



<p>É o caso dos seguintes países:</p>



<ul><li>Bulgária (utiliza o Lev);</li><li>Polônia (utiliza o Zloty);</li><li>Romênia (utiliza o Leu);</li><li>Hungria (utiliza o Florin);</li><li>Croácia (utiliza a Kuna);</li><li>Tchéquia (utiliza a Coroa).</li></ul>



<p>Os Princípios de Convergência são:</p>



<ul><li>Estabilidade de preços;</li><li>Finanças públicas sólidas;</li><li>Estabilidade na taxa de câmbio;</li><li>Taxa de juros de longo prazo.</li></ul>



<p>Assim, quando estes países atingirem com integridade os critérios estabelecidos e estes sejam publicados nos relatórios de convergência elaborados a cada dois anos pela Comissão Europeia e pelo Banco Central Europeu, serão obrigados a integrarem-se na Zona do Euro.</p>



<p>Todavia, existem aqui duas exceções: Dinamarca e Suécia.</p>



<p>A Dinamarca, conforme definido no Tratado de Maastricht, rejeitado pela população em 1992, não é obrigada a aderir à moeda única. Adere somente em caso de voto parlamentar ou de referendo popular favorável.</p>



<p>Já a Suécia encontrou uma manobra legal para continuar não utilizando o euro, moeda rejeitada pela população em referendo realizado em 2003. A Coroa Sueca não integra o Mecanismo Europeu de Taxas de Câmbio (MTC II), o que, teoricamente, impede o país de cumprir com os critérios de convergência.</p>



<h2>Caso 2: Países que não fazem parte da UE, mas utilizam o Euro</h2>



<p>Existem dois sub-grupos neste caso: os países que usam o euro com acordo com a União Europeia e os países que o fazem unilateralmente.</p>



<p>O primeiro grupo inclui as micronações do continente europeu que, dada suas pequenas populações, não são aptas a aderir à UE, mas sempre utilizaram as moedas dos países maiores vizinhos.</p>



<p>É o caso do Vaticano e de San Marino, que utilizavam a lira italiana, de Mônaco, que utilizava o franco monegasco, e de Andorra, que utilizava o franco francês e a peseta espanhola.</p>



<p>Também há alguns Estados que aderiram ao euro como moeda, mas o fazem unilateralmente, sem acordo formal. São em geral países de economia mais frágil.</p>



<p>É o caso de Kosovo e Montenegro, que antes do surgimento da UE utilizavam o marco alemão, e o Zimbábue, que suspendeu a adoção de sua moeda e passou a utilizar o dólar americano e o euro.</p>



<p>Assim, fica mais claro que Zona do Euro e União Europeia não são sinônimos. Todavia, a adoção do euro é obrigatória, com exceção de Dinamarca e Suécia. Como a Comissão Europeia não impõe prazos para a adoção, os países-membros do bloco que utilizam outra moeda podem arrastar o processo de transição por muitos anos. </p>
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		<title>Romênia: Características gerais, relevo, clima e hidrografia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Feb 2020 17:55:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Europa de Leste]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[Características Gerais Capital: Bucareste;Área: 238,3 mil km²;Moeda: Leu;População: 19,6 milhões de habitantes (2017);Densidade Demográfica: 93 hab./km²;PIB: 202,4 milhões;Idioma: Romeno. Relevo O relevo romeno é dividido por duas paisagens fisiogeográficas bem marcadas: as montanhas e terras altas dos Cárpatos e as planícies do Danúbio e do Walachian. Os Cárpatos são uma cadeia de montanhas que atravessam [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="550" height="367" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/ro.png" alt="" class="wp-image-4298" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/ro.png 550w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/ro-300x200.png 300w" sizes="(max-width: 550px) 100vw, 550px" /><figcaption>Bandeira da Romênia</figcaption></figure></div>



<h2>Características Gerais</h2>



<p>Capital: Bucareste;<br>Área: 238,3 mil km²;<br>Moeda: Leu;<br>População: 19,6 milhões de habitantes (2017);<br>Densidade Demográfica: 93 hab./km²;<br>PIB: 202,4 milhões;<br>Idioma: Romeno.</p>



<h2>Relevo</h2>



<p>O relevo romeno é dividido por duas paisagens fisiogeográficas bem marcadas: as montanhas e terras altas dos Cárpatos e as planícies do Danúbio e do Walachian.</p>



<p>Os Cárpatos são uma cadeia de montanhas que atravessam Tchéquia, Eslováquia, Polônia e Ucrânia, além da Romênia.</p>



<p>Em território romeno, é dividida em Cárpatos Meridionais, Cárpatos Ocidentais e Cárpatos Orientais.</p>



<p>Os Cárpatos Orientais estendem-se da fronteira com a Ucrânia até a região central do país (vale do rio Prahova). Atingem uma altura máxima de 2.300 metros nas Montanhas Rodna.</p>



<p>Os Cárpatos Meridionais, também conhecidos como Alpes da Transilvânia, atravessam a região central do país até a fronteira com a Bulgária e com a Sérvia.</p>



<p>São compostos por rochas vulcânicas e atingem a altitude máxima nas Montanhas Făgăra em 2.500 metros.</p>



<p>Já os Cárpatos Ocidentais compõem uma cadeia descontínua de montanhas em sentido norte-sul cortadas por vales, como o do Rio Bistra. </p>



<p>Localizado entre as cadeias de montanhas mais proeminentes dos Cárpatos, está o Planalto da Transilvânia, com altitude média de 350 metros.</p>



<p>Ainda, ocorrem dois planaltos de importância no país: o Planalto da Moldávia, a nordeste, e o Planalto da Dobruja, a leste, próximo ao Mar Negro.</p>



<p>Já as planícies ocorrem na Romênia no sudeste e no sul. </p>



<p>A planície de Walachian é a principal do país. É onde localiza-se a capital, Bucareste, e também as mais importantes zonas agrícolas da Romênia.</p>



<h2>Clima</h2>



<p>O clima da Romênia varia entre os climas temperados (tipo C da classificação de Köppen) e continentais e subárticos (tipo D da mesma classificação).</p>



<p>Os climas temperados ocorrem nas planícies do oeste, sul e sudeste do país. Variam entre o clima oceânico (Cfb) e o úmido sub-tropical (Cfa). </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="312" height="350" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/koppen_romania.png" alt="Climas da Romênia conforme classificação climática de Koppen" class="wp-image-4702" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/koppen_romania.png 312w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/koppen_romania-267x300.png 267w" sizes="(max-width: 312px) 100vw, 312px" /><figcaption>Climas da Romênia conforme classificação climática de Koppen</figcaption></figure></div>



<p>Já os climas continentais, mais frios, ocorrem nas áreas mais altas dos Cárpatos. Variam entre o Clima continental úmido de verão fresco (Dfb), majoritário, e os climas subártico (Dfc) e até clima de Tundra nas regiões de pico.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" width="709" height="356" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/romania_temperatures.png" alt="Temperatura Média na Romênia" class="wp-image-4300" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/romania_temperatures.png 709w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/romania_temperatures-300x151.png 300w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" /><figcaption>Temperatura Média na Romênia</figcaption></figure></div>



<p>Ainda, na região de Dobruja, ocorre um clima semiárido frio (BSk), com precipitação média anual de 400mm.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="705" height="377" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/precipitation_romania-1.png" alt="Precipitação na Romênia" class="wp-image-4303" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/precipitation_romania-1.png 705w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/02/precipitation_romania-1-300x160.png 300w" sizes="(max-width: 705px) 100vw, 705px" /><figcaption>Precipitação na Romênia</figcaption></figure>



<h2>Hidrografia</h2>



<p>Os rios da Romênia, em geral, nascem nas maiores altitudes dos Cárpatos e desembocam no Rio Danúbio, na fronteira com a Hungria.</p>



<p>Com 2.850 km de comprimento, o Rio Danúbio é o segundo maior da Europa. </p>



<p>Nasce na Floresta Negra, na Alemanha, e corta Áustria, Eslováquia (onde atravessa a mancha urbana da capital, Bratislava), Hungria (onde corta Budapeste), Croácia, Sérvia (passa pela capital, Belgrado), Bulgária, Moldávia e Ucrânia, além da Romênia. Tem sua foz no Mar Negro.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" width="640" height="282" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2014/04/danubio.png" alt="Rio Danúbio" class="wp-image-886" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2014/04/danubio.png 640w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2014/04/danubio-300x132.png 300w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /><figcaption>Rio Danúbio. <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Donau-Karte.png">Wikimedia</a>.</figcaption></figure></div>



<p>O maior tributário do Danúbio que corta porção considerável do território romeno é o Rio Prut. </p>



<p>O Rio Prut tem 953 km de comprimento e nasce nos Cárpatos ucranianos, compondo a fronteira entre Romênia e Moldávia até sua foz no Danúbio na altura da cidade de Galați.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="520" height="350" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_prut.png" alt="Rio Prut" class="wp-image-4701" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_prut.png 520w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_prut-300x202.png 300w" sizes="(max-width: 520px) 100vw, 520px" /><figcaption>Rio Prut. Wikimedia.</figcaption></figure></div>



<p>O Rio Mureș tem 789 km de comprimento e nasce nos Cárpatos Orientais e segue em sentido leste, até desaguar no rio Tisza, na Hungria.</p>



<p>O Rio Siret tem 706 km de extensão, nascendo nos Cárpatos ucranianos e desaguando nas proximidades da cidade de Galați.</p>



<p>Por fim, o Rio Olt, de grande importância por cortar a região central do país,  nasce nos Cárpatos Orientais, nas montanhas Hășmaș, desaguando no Danúbio. Tem 615 km de extensão.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" width="522" height="350" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_olt.png" alt="Rio Olt" class="wp-image-4703" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_olt.png 522w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2020/06/rio_olt-300x201.png 300w" sizes="(max-width: 522px) 100vw, 522px" /><figcaption>Rio Olt. Wikimedia.</figcaption></figure></div>



<p>Os rios romenos apresentam grande potencial hidrelétrico, embora a maior parte dele encontra-se ainda inexplorado pela insuficiência técnica.</p>
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		<item>
		<title>Polônia – Características gerais, clima, relevo e hidrografia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Feb 2019 20:55:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Climatologia]]></category>
		<category><![CDATA[Europa de Leste]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geomorfologia]]></category>
		<category><![CDATA[Hidrografia]]></category>
		<category><![CDATA[Países em foco]]></category>
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					<description><![CDATA[Características gerais Capital: Varsóvia;Área: 312,7 mil km²;Moeda: Złoty;População: 38,4 milhões de habitantes (2017);Densidade Demográfica: 122 hab./km²;PIB: 1,193 trilhões;Idioma: Polaco. Relevo O relevo da Polônia inclui variadas morfologias, indo desde as planícies do norte até as montanhas dos Cárpatos, passando por áreas planaltinas centrais. Podemos dividir o relevo polonês em cinco faixas que estendem-se de norte [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="220" height="138" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/220px-Flag_of_Poland.svg.png" alt="" class="wp-image-3218"/><figcaption>Bandeira da Polônia</figcaption></figure></div>



<h2>Características gerais</h2>



<p>Capital: Varsóvia;<br>Área: 312,7 mil km²;<br>Moeda: Złoty;<br>População: 38,4 milhões de habitantes (2017);<br>Densidade Demográfica: 122 hab./km²;<br>PIB: 1,193 trilhões;<br>Idioma: Polaco.</p>



<h2>Relevo</h2>



<p>O relevo da Polônia inclui variadas morfologias, indo desde as planícies do norte até as montanhas dos Cárpatos, passando por áreas planaltinas centrais.</p>



<p>Podemos dividir o relevo polonês em cinco faixas que estendem-se de norte a sul. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="359" height="350" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/relevo_poland.jpg" alt="" class="wp-image-3214" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/relevo_poland.jpg 359w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/relevo_poland-300x292.jpg 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/relevo_poland-768x748.jpg 768w" sizes="(max-width: 359px) 100vw, 359px" /><figcaption>Relevo da Polônia<br> By Captain Blood at english Wikipedia &#8211; Own work, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=474497</figcaption></figure></div>



<p>A primeira compreende a <em><strong>planície costeira</strong></em>, envolvendo mais ou menos a região histórica da <strong>Pomerânia</strong>. A costa tem um formato regular, formado a partir do derretimento dos glaciares do Mar Báltico e elevação do nível do mar. Esta regularidade só é quebrada na Baía Pomerânia, localizada a oeste, próximo à divisa com a Alemanha, e no Golfo de Gdansk, no litoral central do país.</p>



<p>A segunda inclui as <em><strong>planícies centrais</strong></em>, generalização para o cinturão ao sul da planície costeira que inclui também lagos, colinas e vales. Além de serem a principal área povoada desta partimentação do relevo, os vales ainda dividem esta região em três partes: a Região dos Lagos da Pomerânia, a oeste do rio Vístula e a norte do rio Notec, a Região dos Lagos da Grande Polônia, a oeste do Vístula e ao sul do Notec, e a Região dos Lagos da Masúria, a leste do Vístula. </p>



<p>A terceira corresponde aos <strong><em>planaltos da Pequena Polônia</em></strong>, que envolve as regiões históricas da Silésia e da Cracóvia. Inclui as elevações de Silésia-Cracóvia, a oeste, e as Montanhas Santa Cruz, a leste, esta última chegando aos 600 metros. É uma área rica em minérios, como ferro, zinco, chumbo e carvão, importantes para o estabelecimento de sítios industriais na região.</p>



<p>A quarta inclui as <em><strong>montanhas dos Sudetos</strong></em>, orientadas em sentido noroeste-sudeste, incorporando a fronteira entre Polônia, Alemanha e Rep. Tcheca. O ponto mais alto é o monte Karkonosze, com 1.600 metros. É uma área rica em carvão metalúrgico, o que impulsionou a criação da importante área industrial de Walbrzych.</p>



<p>Por fim, a quinta região inclui a <strong><em>cadeia de montanhas dos Cárpatos,</em></strong> importante cordilheira que atravessa, além da Polônia, Romênia, Ucrânia e Eslovênia. É onde está localizado o ponto mais alto do país, o monte Rysy, com cerca de 2.500 metros de altitude.</p>



<h2>Clima</h2>



<p>Conforme a Classificação Climática de Koppen, o clima predominante na Polônia é o clima continental úmido com verão fresco (Dfb). É um clima similar ao de boa parte do leste europeu e parte da Alemanha.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="512" height="626" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Poland_Köppen.svg.png" alt="" class="wp-image-3215" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Poland_Köppen.svg.png 512w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Poland_Köppen.svg-245x300.png 245w" sizes="(max-width: 512px) 100vw, 512px" /><figcaption> <br>Clima da Polônia, conforme classificação climática de Koppen<br>Por Adam Peterson [CC BY-SA 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0)]</figcaption></figure></div>



<p>Na porção oeste, todavia, a configuração climática altera-se para um clima oceânico temperado (Cfb). Por ser um clima de influência oceânica, apresenta-se com menores amplitudes térmicas. É um clima similar ao encontrado na França, Alemanha, Reino Unido e norte da Espanha.</p>



<p>Nas elevações dos Cárpatos, também encontram-se uma minoria de climas sub-ártico e de tundra.</p>



<p>O balanço do clima polonês também é definido pela atuação das diferentes massas de ar que atuam no país. Dentre elas, destacam-se a massa polar da Escandinávia, o ar subtropical proveniente do sul e a massa oceânica de oeste.</p>



<h2>Hidrografia</h2>



<p>Os rios mais importantes da Polônia são o <strong><em>Oder</em></strong>, que define a divisa do país com a Alemanha, e o <strong><em>Vístula</em></strong>, que atravessa o centro do país, drenando cidades importantes como Cracóvia e Varsóvia.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="323" height="350" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/vistula.png" alt="" class="wp-image-3216" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/vistula.png 323w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/vistula-277x300.png 277w" sizes="(max-width: 323px) 100vw, 323px" /><figcaption>By Kmusser &#8211; Own work, Elevation data from SRTM, drainage basin boundary from USGS, all other features from Natural Earth., CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=24543621</figcaption></figure></div>



<p>Ambos os rios fazem o trajeto norte-sul, nascendo nas montanhas do sul e desembocando no Mar Báltico. Destaque aqui para o Vístula, que drena cerca de metade das águas continentais do país para o mar.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="330" height="350" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/oden.png" alt="" class="wp-image-3217" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/oden.png 330w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2019/02/oden-283x300.png 283w" sizes="(max-width: 330px) 100vw, 330px" /><figcaption>Rio Oder. Por NordNordWest &#8211; Own work, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=3588973</figcaption></figure></div>



<p>Pelo fato da nascente da maioria dos rios poloneses estarem localizadas em regiões elevadas do sul do país, a alimentação ocorre, em geral, por via nival. </p>



<p>O país também dispõe de um número elevado de lagos. Cerca de 1% da superfície nacional é coberta por corpos d&#8217;água do tipo.</p>



<p><strong>Artigo&nbsp;baseado&nbsp;em:</strong></p>



<p>ASIEWICZ, Krzysztof; DAVIES, Norman.&nbsp;<strong>Enciclopedia Britannica.&nbsp;</strong>Disponível em: &lt;https://www.britannica.com/place/Poland/Land#ref256672&gt;. Acesso em: 19 fev. 2019.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A Guerra Fria e o Mundo Bipolar</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2018/12/a-guerra-fria-e-o-mundo-bipolar.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Dec 2018 15:27:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Ásia Central e Extremo Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos e Canadá]]></category>
		<category><![CDATA[Europa de Leste]]></category>
		<category><![CDATA[Europa Ocidental]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[Sudeste Asiático e Oceania]]></category>
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					<description><![CDATA[A partir da Segunda Guerra Mundial, finalizada em 1945, a organização do espaço mundial foi bruscamente alterada. Saíram de cena as antigas potências industriais para a ascensão de duas nações com modelos político-econômicos antagônicos: os Estados Unidos da América (EUA) e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Antecedentes Até o final do século XIX, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A partir da Segunda Guerra Mundial, finalizada em 1945, a organização do espaço mundial foi bruscamente alterada. Saíram de cena as antigas potências industriais para a ascensão de duas nações com modelos político-econômicos antagônicos: os Estados Unidos da América (EUA) e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).</p>



<h2>Antecedentes</h2>



<p>Até o final do século XIX, a economia mundial era regida pela força industrial das antigas potências coloniais, como Reino Unido e França. Estas nações se sustentavam através do mantimento de um gigantesco império colonial, que se espraiava para todos os continentes.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="630" height="283" class="wp-image-3099" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imperio_britanico.png" alt="Império Britânico em 1921" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imperio_britanico.png 630w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/imperio_britanico-300x135.png 300w" sizes="(max-width: 630px) 100vw, 630px" />
<figcaption>Império Britânico em 1921</figcaption>
</figure>
</div>



<p>A Alemanha, todavia, conformada como um Estado Nacional tardiamente, passou a desejar a posse de colônias, como as nações rivais do continente. Este anseio expansionista, que futuramente seria focalizado na expansão dentro do próprio continente europeu através do paradigma do <em><strong>espaço vital</strong></em>, foi um dos motivos para eclosão da Primeira Guerra Mundial, em 1914, e da Segunda Guerra Mundial, em 1939.</p>



<p>A Alemanha, juntamente com o Japão, os chamados <em><strong>países do eixo</strong></em>, saíram derrotados da Segunda Guerra. No lado vencedor, os chamados <em><strong>países aliados</strong></em>, estavam EUA, URSS, Inglaterra e França. Apesar de terem vencido o conflito, URSS, Inglaterra e França tiveram suas economias prejudicadas, além de perderem contingentes militares enormes.</p>



<p>Já os EUA, embora tenham participado ativamente da Guerra, viram as batalhas ocorrerem distantes de seu território. O impacto em sua economia foi, portanto, muito pequeno. Pelo contrário, o país financiou seus aliados na Europa com armamentos e soldados. Ao fim do conflito, as antigas potências europeias haviam adquirido enorme dívida com o <em>tio sam</em>.</p>



<p>Em 1944, dada a iminência do fim do conflito, as nações aliadas se reuniram em um encontro nos EUA, que ficou conhecido como <em><strong>Conferência de Bretton Woods</strong></em>. Lá, os EUA negociaram o <em><strong>Plano Marshall</strong></em>, um pacote de auxílio financeiro aos países arrasados pela Guerra. Além disso, foram criadas diversas organizações supranacionais, que visavam o controle americano sobre a economia mundial, como o <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2016/11/o-fundo-monetario-internacional-fmi.html">Fundo Monetário Internacional</a> e o <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2018/12/o-banco-mundial.html">Banco Mundial</a>, além da instituição do padrão dólar-ouro, que alçou a moeda americana ao posto de base do funcionamento econômico do capitalismo.</p>



<p>Todavia, as propostas do governo americano, que almejavam o estabelecimento de sua hegemonia mundial, foram rejeitadas por um outro vencedor do conflito, que declinou inclusive do auxílio financeiro previsto pelo Plano Marshall: a União Soviética.</p>



<h3>Na URSS, uma alternativa ao Capitalismo</h3>



<p>Esta contrariedade da União Soviética ao modelo de hegemonia americana ia muito além de uma simples rivalidade entre os países.</p>



<p>Até meados de 1917, a Rússia era um país com economia agrária dominada por imperadores absolutistas, os <em><strong>czares</strong></em>. A população russa vivia sob péssimas condições, onde a fome era uma realidade muito presente e a liberdade era cerceada.</p>



<p>Este foi um terreno muito fértil para a difusão dos pensamentos do economista alemão <em><strong>Karl Marx</strong></em>, autor de obras como &#8220;Manifesto do Partido Comunista&#8221; e &#8220;O Capital&#8221;, cujas ideias refletiam o interesse de construção de uma sociedade sem classes sociais e desprovida da existência da iniciativa privada.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="233" height="296" class="wp-image-3100" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/karl-marx.png" alt="" />
<figcaption>Karl Marx, mentor do socialismo científico</figcaption>
</figure>
</div>



<p>Para o autor, inicialmente, sob o bojo das forças produtivas desenvolvidas durante o Capitalismo, seria instituído o <strong><em>Socialismo</em></strong>, fase da evolução das sociedades cujo o Estado garantia o controle da economia (economia planificada), de modo a impedir a ressurreição das forças capitalistas. Em seguida, emergiria o <strong><em>Comunismo</em></strong>, modelo onde as noções de coletividade estariam tão difundidas que a existência de um Estado controlador seria dispensável.</p>



<p>Foi então que, em outubro de 1917, liderado por <em><strong>Vladimir Ilyich Lenin</strong></em>, acontece a <strong>Revolução Russa</strong>, que solapa das bases do antigo modelo czarista e coloca o Partido Comunista no poder.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="167" height="235" class="wp-image-3101" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/lenin.png" alt="" />
<figcaption>Lenin, mentor e articulador do socialismo russo.</figcaption>
</figure>
</div>



<p>Logo, o <em>modo de produção</em> existente na URSS se opunha totalmente àquele existente &#8211; e liderado &#8211; pelos EUA. Explica, portanto, o porquê dos soviéticos terem dispensado ajuda pelo Plano Marshall. A reconstrução socialista ocorreu por vias internas e, embora tenha sido custosa, resultou na ascensão do país ao posto de potência mundial.</p>



<h2>Capitalismo vs Socialismo</h2>



<p>Com o fim da Segunda Guerra Mundial e a queda dos impérios coloniais, boa parte das antigas potências mundiais parecia ter perdido seu rumo no desenvolvimento do capitalismo mundial. Com economias desoladas, restava às mesmas se apegarem ao aporte dado pelas duas superpotências no pós-guerra &#8211; e aos seus sistemas econômicos &#8211; os EUA e a URSS.</p>



<p>Assim, na Europa, campo de batalha do conflito, ocorreu uma rápida polarização dos Estados Nacionais a um dos dois sistemas econômicos. Enquanto a Europa Ocidental (Reino Unido, França, Itália, entre outros) se alinha aos EUA, a Europa Oriental (Hungria, Romênia, Rep. Tcheca, Polônia, etc.) passa a ser a polarizada pelo socialismo soviético. Surgia o <strong><em>Mundo Bipolar</em></strong>.</p>



<p>O caso da Alemanha é particular. O país, derrotado na Segunda Guerra Mundial, foi ocupado por exércitos da Grã-Bretanha, Estados Unidos, França e União Soviética. Após o fim do conflito e o claro antagonismo entre os países do bloco, decidiu-se pela divisão do país em dois: a República Federal da Alemanha (RFA), capitalista, alinhada aos EUA e com capital em Bonn, e a República Democrática da Alemanha (RDA), socialista, alinhada à URSS e com capital em Berlim Oriental.</p>



<p>A cidade de Berlim, estando totalmente sob o lado socialista, foi igualmente dividida em Berlim Ocidental, capitalista, e Berlim Oriental, socialista. Neste caso, foi construída uma barreira física que atravessava a cidade e que virou símbolo da Guerra Fria: o <em><strong>Muro de Berlim</strong></em>.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="400" height="325" class="wp-image-3102" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/alemanha-guerra-fria.png" alt="" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/alemanha-guerra-fria.png 400w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/alemanha-guerra-fria-300x244.png 300w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" />
<figcaption>Alemanha e Berlim divididas. Modificado de User: 52 Pickup &#8211; Based on map data of the IEG-Maps project (Andreas Kunz, B. Johnen and Joachim Robert Moeschl: University of Mainz) &#8211; www.ieg-maps.uni-mainz.de, CC BY-SA 2.5.</figcaption>
</figure>
</div>



<p>Neste contexto de Europa dividida, Winston Churchill cunhou o termo <em><strong>&#8220;Cortina de Ferro&#8221;</strong></em>, que se referia à polarização do continente entre os dois sistemas econômicos.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="382" height="298" class="wp-image-3103" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cortinaferro.png" alt="" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cortinaferro.png 382w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cortinaferro-300x234.png 300w" sizes="(max-width: 382px) 100vw, 382px" />
<figcaption>Europa dividida pela Cortina de Ferro. Fonte: BigSteve &#8211; Own work, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=25580510</figcaption>
</figure>
</div>



<p>De modo similar ao que o bloco capitalista fez com o Plano Marshall, em 1949 a URSS coloca em prática o <strong><em>Conselho para Assistência Econômica Mútua (COMECON)</em></strong>, envolvendo, inicialmente, União Soviética, Alemanha Oriental, Tchecoslováquia, Polônia, Bulgária, Hungria e Romênia. O conselho objetivava a reconstrução econômica dos países afetados pela guerra, depois, com adesão de socialistas de outros continentes, se transformou em um grande conselho de ajuda mútua do mundo socialista.</p>



<p>Com objetivo de barrar o crescimento do socialismo, cuja expansão começara a ocorrer para além do continente europeu, o bloco capitalista funda, em 1949, a <em><strong>Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN)</strong></em>, uma aliança militar que envolvia os principais países alinhados aos EUA.</p>



<p>Em contrapartida e com os mesmos objetivos, o bloco soviético funda o <strong><em>Pacto de Varsóvia</em></strong>, em 1955. Além de defender os estados signatários de possíveis ataques do mundo capitalista, o Parto de Varsóvia funcionava como um mecanismo de manutenção do sistema no leste europeu.</p>



<p>A partir da expansão do socialismo para outros continentes, em especial para a Ásia, com a ascensão de um governo popular na China e na Coreia do Norte, os EUA lideram uma série de acordos para a criação de um <strong><em>&#8220;Cordão Sanitário&#8221; </em></strong>no entorno do bloco socialista. Dentre os países que participaram dos acordos, cita-se Austrália, Nova Zelândia, Japão, Turquia, Tailândia, Paquistão, <strong>Irã, Iraque</strong> e Turquia.</p>



<h3>Corrida armamentista</h3>



<p>De 1945 até 1991, período da Guerra Fria, nunca ocorreu um conflito armado que opusesse diretamente as duas nações hegemônicas. Esta &#8220;paz armada&#8221; ocorrera muito por conta do equilíbrio entre forças das duas potências.</p>



<p>Tanto EUA quanto URSS passaram a investir massivamente na indústria bélica, levando em consideração um possível conflito armado. O desenvolvimento &#8211; ou o aprimoramento &#8211; de uma tecnologia para armas nucleares era o principal objetivo das duas nações.</p>



<p>Enquanto os EUA já haviam desenvolvido bombas nucleares e, inclusive, atacado diretamente o Japão durante a Segunda Guerra, a URSS conseguiu, em 1949, testar com sucesso sua primeira bomba atômica, equalizando as capacidades de destruição de ambos os países.</p>



<p>Assim, sabendo que, caso ocorresse um ataque de alguma das parte, a outra responderia a altura, o conflito direto entre EUA e URSS acabou por não ocorrer. Caso ocorresse, a capacidade de destruição seria maior que qualquer outro conflito armado da história.</p>



<h3>Corrida espacial</h3>



<p>Não apenas no campo bélico a rivalidade entre as duas nações ocorreu. Um exemplo bastante relevante foi o caso da corrida espacial. EUA e URSS passaram a desenvolver tecnologias que possibilitassem a exploração do espaço, de modo a comprovar a superioridade de seu sistema político sobre o rival.</p>



<p>É fruto da corrida espacial importantes realizações no campo da astronomia. A URSS, por exemplo, lançou o primeiro satélite artificial em órbita, em 1957, o Sputinik I. Além disso, os socialistas levaram o primeiro ser vivo ao espaço, a cadela Laika, também em 1957, e enviaram o primeiro homem ao espaço, <em><strong>Yuri Gagarin</strong></em>, em 1961.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="253" height="330" class="wp-image-3104" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/gagarin.png" alt="" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/gagarin.png 253w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/gagarin-230x300.png 230w" sizes="(max-width: 253px) 100vw, 253px" />
<figcaption>Yuri Gagarin, primeiro homem enviado ao espaço.</figcaption>
</figure>
</div>



<p>Em 1958 é criada a Agência Espacial Americana (NASA). Dentre os principais feitos dos EUA, destaca-se a ida, pela primeira vez, do homem à lua, em 1969.</p>



<p>Esta disputa por superioridade durante a Guerra Fria não se restringiu à conquista do espaço. Um caso bastante interessante foi o da <strong><em>Corrida Esportiva</em></strong>, que confrontava, a cada quatro anos, soviéticos e americanos nos Jogos Olímpicos. Entre 1952 e 1988, foram disputados dez (10) olimpíadas, onde seis (6) foram vencidas pelos soviéticos e quatro (4) pelos americanos. Destaque às Olimpíadas de Moscou, em 1980, boicotada pelos EUA, e pelas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984, boicotada pela URSS.</p>



<h2>Guerra Fria no Terceiro Mundo</h2>



<p>A partir de 1948, algumas revoluções socialistas passam a ocorrer pelo mundo, o que levou a Guerra Fria ao plano mundial.</p>



<p>Apesar de, desde 1924 já existir um país asiático socialista, a Mongólia, os anos de 1948 e 1949 marcaram a ascensão de dois governos socialistas bastante importantes: a Coreia do Norte (1948) e a China (1949).</p>



<p>Em 1959, os EUA tem uma importante derrota na América Latina, com a Revolução Cubana, que transformou Cuba em uma nação socialista. Temendo a expansão da ideologia pelo continente, o governo americano, através da sua agência de inteligência, a CIA, passou a insuflar a ascensão de ditaduras militares de alinhamento ideológico direitista em todo o continente. Foi o que ocorreu no Brasil, na Argentina e no Chile.</p>



<p>O caso chileno é particularmente importante, pois a ascensão de um governo socialista não ocorreu através de uma revolução, mas por vias democráticas. Em 1970, <strong><em>Salvador Allende</em></strong>, identificado com os ideais socialistas, é eleito presidente do Chile. Os EUA, então, apoiou <em><strong>Augusto Pinochet</strong></em> em um golpe de Estado, que lançou o Chile numa ditadura militar que durou quase vinte (20) anos.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="457" height="275" class="wp-image-3105" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/allende.png" alt="" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/allende.png 457w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/allende-300x181.png 300w" sizes="(max-width: 457px) 100vw, 457px" />
<figcaption>Salvador Allende, à esquerda, eleito presidente do Chile em 1970, e Augusto Pinochet, à direita, que assumiu seu lugar após um golpe. Fonte: <br /><a href="http://biografias.bcn.cl/wiki/Portada">Biblioteca del Congreso Nacional de Chile</a></figcaption>
</figure>
</div>



<p>Durante as décadas de 1960 e 1970 o socialismo chegou a diversas nações da África e da Ásia, dentre elas ao Vietnã do Norte (1976), ao Iêmen do Sul (1967), ao Congo (1968), à Angola (1975), à Guiné-Bissau (1974) e à Moçambique (1975). Neste período, os antigos impérios coloniais passavam por um processo acentuado de esfacelamento, cujo resultado foi a introdução de sistemas alinhados à URSS em boa parte das nações.</p>



<p>A chegada dos socialistas ao poder em nações de antigo domínio português (Angola, Moçambique e Guiné-Bissau) não é aleatória, tendo em vista a demora de Portugal em libertar suas colônias.</p>



<h3>Conflitos no Terceiro Mundo</h3>



<p>Embora as duas superpotências não tenham entrado em conflito diretamente, ambas participaram de maneira secundária de alguns conflitos pelo mundo, sempre em lados opostos.</p>



<p>Por vezes, estes conflitos terminavam com a cisão do país em dois. Foi o que ocorreu, além do exemplo já citado da Alemanha, na Coreia, divida em Coreia do Sul, capitalista, e Coreia do Norte, socialista, e no Vietnã, dividido em Vietnã do Sul, capitalista, e Vietnã do Norte, socialista.</p>



<p>Em alguns casos, EUA e URSS apenas apoiavam partes antagônicas em conflitos regionais. Na <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/12/questao-palestina.html">disputa pela Palestina</a>, por exemplo, EUA apoiaram a causa israelense, enquanto URSS se colocou ao lado do povo palestino.</p>



<p>Na crise entre Índia e Paquistão pela <a href="https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/01/o-conflito-pela-caxemira.html">Caxemira</a>, o Paquistão foi apoiado pelos EUA. Já o governo indiano tinha a simpatia dos soviéticos.</p>



<h2>Dissolução do Bloco Socialista</h2>



<p>O Socialismo Soviético passou a dar sinais de desgaste durante a década de 1980. Os principais indícios de desmantelamento do sistema ocorreram no Leste Europeu, através da insurreição de alguns países da região, em alguns casos envolvendo diretamente o descontentamento dos Partidos Comunistas locais.</p>



<p>Hungria, na década de 1950, e Tchecoslováquia, nos anos 1960, foram países onde ocorreram fortes protestos contra o governo soviético apoiado pelos governos locais. O resultado, em ambos os casos, foi a dura repressão pelo exército do Pacto de Varsóvia, o que insuflou ainda mais o Leste Europeu contra o controle soviético.</p>



<p>Foi da Polônia, todavia, que o socialismo soviético sofreu o mais duro golpe. Em 1980, o líder do sindicato <em><strong>Solidariedade</strong></em>, sediado no estaleiro do Porto de Gdansk, <em><strong>Lech Walesa</strong></em>, liderou um importante levante contra o sistema dominante no país, que rapidamente se espalhou por toda a Polônia. Em 1990, Walesa, anticomunista convicto, era eleito presidente do país, sepultando o domínio socialista na região.</p>



<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter"><img loading="lazy" width="157" height="210" class="wp-image-3106" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/12/lech.png" alt="" />
<figcaption>Lech Walesa, ex-presidente da Polônia. Fonte: <a href="https://www.flickr.com/photos/besoindair/">MEDEF</a> &#8211; <a href="https://www.flickr.com/photos/besoindair/3883972259/">Flickr</a></figcaption>
</figure>
</div>



<p>Internamente, a década de 1980 marca também mudanças estruturais na URSS, com a ascensão de <em><strong>Mikhail Gorbatchov</strong></em> ao posto máximo do Partido Comunista Soviético. Durante seu governo, foram instituídas a <em><strong>Perestroika</strong></em> e a <em><strong>Glasnost</strong></em>, que objetivavam a abertura econômica, no caso da primeira, e política, no caso da segunda. A URSS como conhecíamos deixava de existir.</p>



<p>Em 1989, ocorre a queda do Muro de Berlim<em><strong>. </strong></em>Em 1991, a União Soviética deixa de existir, desmantelada em uma série de países, como Rússia, Letônia, Lituânia, Estônia e Ucrânia. O mundo, como no fim da Segunda Guerra Mundial, via as bases de sua geopolítica se alterar profundamente. Saia de cena um mundo bipolar e ascendia um mundo multipolar, polarizado pelo capitalismo americano e por todas as suas contradições.</p>
<p>Assista também nosso vídeo sobre o assunto:</p>
<p><iframe loading="lazy" width="1200" height="675" src="https://www.youtube.com/embed/ys2U6FM-0sU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
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		<item>
		<title>Croácia &#8211; Características gerais, clima, relevo e hidrografia</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2018/07/croacia-caracteristicas-gerais-clima-relevo-e-hidrografia.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Jul 2018 00:23:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Climatologia]]></category>
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		<category><![CDATA[clima da croácia]]></category>
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					<description><![CDATA[Características Gerais Capital: Zabreg; Área: 56.542 km²; Moeda: Kuna croata; População: 4,2 milhões de habitantes (2016); Densidade Demográfica: 81 hab./km²; PIB: 87,3 bilhões; Idioma: Croata. Relevo Cerca da metade do território croata corresponde à Planície da Panônia, se estendendo do norte ao nordeste do país, na região conhecida como Eslavônia. A Planície da Panônia se [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_2887" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2887" loading="lazy" class="size-medium wp-image-2887" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/07/croacia-bandeira-300x151.png" alt="Bandeira da Croácia" width="300" height="151" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/07/croacia-bandeira-300x151.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/07/croacia-bandeira.png 301w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-2887" class="wp-caption-text">Bandeira da Croácia</p></div></p>
<p><div id="attachment_2889" style="width: 285px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2889" loading="lazy" class="size-full wp-image-2889" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/07/mapa-croacia.png" alt="Mapa da Croácia" width="275" height="299" /><p id="caption-attachment-2889" class="wp-caption-text">Mapa da Croácia</p></div></p>
<h4>Características Gerais</h4>
<p>Capital: Zabreg;<br />
Área: 56.542 km²;<br />
Moeda: Kuna croata;<br />
População: 4,2 milhões de habitantes (2016);<br />
Densidade Demográfica: 81 hab./km²;<br />
PIB: 87,3 bilhões;<br />
Idioma: Croata.</p>
<h4>Relevo</h4>
<p style="text-align: justify;">Cerca da metade do território croata corresponde à Planície da Panônia, se estendendo do norte ao nordeste do país, na região conhecida como Eslavônia.</p>
<p style="text-align: justify;">A Planície da Panônia se estende por diversos países da Europa Central e foi formada a partir da seca do Mar da Panônia no Plioceno. É uma região de solo fértil.</p>
<p>A oeste, um braço dos Alpes Dináricos atravessa a Croácia em sentido noroeste-sudeste. É onde se localizam as maiores altitudes do país, dentre as quais a maior, o monte Dinara, que chega a 1.830 metros.</p>
<p>É um conjunto de montanhas de constituição calcária que segue a costa croata da região de Rijeka até mais ou menos a altura de Zadar, onde adentra mais o continente, embora continue com a mesma orientação.</p>
<p>Atravessando os Alpes Dináricos, encontramos o litoral croata. Este compartimento do relevo envolve a península da Istria, ao norte, onde as planícies avançam por mais de 50km ao interior do país, o centro-norte, entre Rijeka e Zadar, onde o litoral de estreita, avançando não mais que poucos quilômetros e o sul, a partir de Zadar, onde a planície litorânea volta a adquir maiores proporções.</p>
<p>O litoral croata é bastante recortado, envolvendo mais de 1.000 ilhas e apresentando uma peculiar orientação noroeste-sudeste.</p>
<h4>Clima</h4>
<p style="text-align: justify;">A Croácia pode ter seu clima categorizado em dois tipos principais.</p>
<p style="text-align: justify;">O primeiro engloba desde a região da Panônia croata até os Alpes Dináricos. São regiões onde predomina o clima continental.</p>
<p style="text-align: justify;">A continentalidade determina uma amplitude térmica mais ou menos elevada, com verões temperados e invernos frios.</p>
<p style="text-align: justify;">Pela classificação climática de Koppen, esta região corresponderia ao clima do tipo Dfb, caracterizado por ser um clima continental, úmido e de verão temperado.</p>
<p style="text-align: justify;">Já o litoral croata apresenta um clima do tipo mediterrâneo, com verões quentes e secos, característico dos climas Cfa e Csa, os mesmos predominantes em quase toda Itália e no sul de Portugal e Espanha.</p>
<p style="text-align: justify;">A atuação das massas de ar são bastante marcantes no litoral croata. No norte, os ventos bora e mistral diminuem as temperaturas no inverno e no verão, respectivamente, e deixam o clima mais seco. Já no sul, o siroco eleva as temperaturas e traz secura no verão.</p>
<h4>Hidrografia</h4>
<p style="text-align: justify;">Os dois principais rios croatas correm em sentido noroeste-sudeste. São eles: o Sava e o Drava.</p>
<p style="text-align: justify;">O rio Sava nasce na Eslovênia, cortando Zagreb e delimitando a fronteira entre a Croácia e a Bósnia e Herzegovina, desembocando no Rio Danúbio, já em território sérvio. Tem cerca de 940 km de extensão.</p>
<p style="text-align: justify;">Os seus afluentes mais importantes são os rios Ljubljanica, Mirna, Krka, Kupa, Lonja, Orljava e Una.</p>
<p><div id="attachment_2892" style="width: 296px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2892" loading="lazy" class="wp-image-2892 size-full" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/07/mapa-croacia-1-1.png" alt="Rio Sava. Por Kmusser CC BY-SA 2.5, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=1651337" width="286" height="285" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/07/mapa-croacia-1-1.png 286w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/07/mapa-croacia-1-1-150x150.png 150w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/07/mapa-croacia-1-1-160x160.png 160w" sizes="(max-width: 286px) 100vw, 286px" /><p id="caption-attachment-2892" class="wp-caption-text">Rio Sava. Por Kmusser CC BY-SA 2.5, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=1651337</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">Já o Rio Drava nasce na Itália, próximo a fronteira com a Suíça, atravessando a Planície da Panônia e delimitando boa parte da divisa entre Croácia e Hungria. Assim como o Rio Sava, deságua no Rio Danúbio, próximo a Osijek. Tem cerca de 750 km de extensão.</p>
<p><div id="attachment_2893" style="width: 306px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2893" loading="lazy" class="wp-image-2893 size-full" src="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2018/07/mapa-croacia-2.png" alt="Rio Drava. CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=73382." width="296" height="159" /><p id="caption-attachment-2893" class="wp-caption-text">Rio Drava. CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=73382.</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">No sul do país, se destacam os rios Krka e Cetina, com grande potencial hidrelétrico.</p>
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		<title>Rússia &#8211; Características gerais, clima, relevo, vegetação e hidrografia</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2017/10/russia-caracteristicas-gerais-clima-relevo-vegetacao-e-hidrografia.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Oct 2017 16:30:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Climatologia]]></category>
		<category><![CDATA[Europa de Leste]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Física]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geomorfologia]]></category>
		<category><![CDATA[Hidrografia]]></category>
		<category><![CDATA[Países em foco]]></category>
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					<description><![CDATA[Características gerais Capital: Moscou; Área: 17,12 milhões de km²; Moeda: Rublo; População: 142,9 milhões de habitantes (2011); Densidade Demográfica: 8,3 hab./km²; PIB: 1,324 trilhões; Idioma: Russo. Clima A Rússia apresenta, por sua grande extensão territorial, uma grande porção de terras distantes dos oceanos, sofrendo uma influência nula ou quase nula da maritimidade. Devido a isto, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><div id="attachment_2495" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2495" loading="lazy" class="wp-image-2495 size-medium" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/rússia-300x200.png" alt="Bandeira da Rússia" width="300" height="200" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/rússia-300x200.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/rússia-768x512.png 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/rússia.png 900w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-2495" class="wp-caption-text">Bandeira da Rússia</p></div></p>
<h4>Características gerais</h4>
<p>Capital: Moscou;<br />
Área: 17,12 milhões de km²;<br />
Moeda: Rublo;<br />
População: 142,9 milhões de habitantes (2011);<br />
Densidade Demográfica: 8,3 hab./km²;<br />
PIB: 1,324 trilhões;<br />
Idioma: Russo.</p>
<h4>Clima</h4>
<p style="text-align: justify;">A Rússia apresenta, por sua grande extensão territorial, uma grande porção de terras distantes dos oceanos, sofrendo uma influência nula ou quase nula da maritimidade. Devido a isto, seu clima pode ser classificado como continental¹, transicionando para um clima glacial no extremo norte.</p>
<p style="text-align: justify;">Estando o país em sua maior parte em latitudes muito elevadas, os invernos costumam ser muito rigorosos. Em São Petersburgo, os invernos chegam facilmente a -30ºC, enquanto chegam a -40ºC em Yakutsk.</p>
<p style="text-align: justify;">O clima fica mais ameno na região entre o Mar Negro e o Cáucaso, no sudoeste do país, onde a latitude é menor que 50º.</p>
<p style="text-align: justify;">A região de Vladivostok, ainda que em latitude mais baixa que o restante do país, tem invernos frios graças ao impedimento da chegada de ventos pelo relevo.</p>
<p style="text-align: justify;">As elevações a leste e a sul impedem a influência dos oceanos Índico e Pacífico nas regiões mais próximas ao mar. Esta influência fica estrita aos oceanos Atlântico e Ártico.</p>
<h4>Relevo</h4>
<p style="text-align: justify;">O relevo russo pode ser dividido em dois compartimentos principais: um oeste, marcado por planícies, e um leste, caracterizado por altas montanhas. Os dois compartimentos são divididos pelo Rio Ienissei.</p>
<p><div id="attachment_2487" style="width: 560px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2487" loading="lazy" class="wp-image-2487 size-full" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/relevo-russia.jpg" alt="Relevo russo" width="550" height="330" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/relevo-russia.jpg 550w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/relevo-russia-300x180.jpg 300w" sizes="(max-width: 550px) 100vw, 550px" /><p id="caption-attachment-2487" class="wp-caption-text">Relevo Russo. Por Philippe Rekacewicz, Emmanuelle Bournay, UNEP/GRID-Arendal (https://www.grida.no/resources/5364)</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">O compartimento oeste é constituído por duas grandes planícies: a Planície Russa, que se estende do extremo oeste russo até os Montes Urais à leste, e até o Cáucaso ao sul, e a Planície Siberiana Ocidental, que se inicia nos Montes Urais até o Rio Ienissei.</p>
<p style="text-align: justify;">A maior parte da topografia da Planície Russa não chega aos 200 metros. A exceção fica com uma região circundante à cidade de Moscou. Já a Planície Siberiana Ocidental só supera os 200 metros em sua porção sul, estando a maior parte da sua área abaixo dos 100 metros.</p>
<p style="text-align: justify;">Estas duas grandes planícies são cortadas ao meio pelos Montes Urais, uma cadeia de baixas montanhas (de 400 a 500 metros médios, chegando a 1.895 metros no Monte Narodnaya) que se estende em sentido norte-sul.</p>
<p style="text-align: justify;">O compartimento leste é dominado pelo Platô da Sibéria Central, onde as altitudes variam em sua maioria entre 300 e 700 metros. Este planalto é circundado ao sul e à leste por montanhas, que impedem a ação dos oceanos Índico e Pacífico sobre o território russo.</p>
<h4>Vegetação</h4>
<p style="text-align: justify;">A Rússia apresenta uma variação mais ou menos uniforme da vegetação conforme se varia a latitude, formando cinturões de biomas desde seu extremo oeste até o Rio Lena.</p>
<p style="text-align: justify;">A leste desde rio, e também nas montanhas do sul, esta situação muda, pois a altitude, e não mais a latitude, passa a ser o principal fator na determinação biogeográfica.</p>
<p style="text-align: justify;">No extremo norte, nas ilhas árticas, temos o predomínio de desertos gelados, constituídos de terras inférteis e neves perpétuas.</p>
<p style="text-align: justify;">Adentrando o continente, o ambiente de tundra passa a dominar a paisagem. Se estende por uma faixa bastante estreita na região de planície, se ampliando até 500 km na região do platô siberiano. É um ambiente sem árvores, dominado por musgos e com solo congelado a maior parte do ano.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao sul da tundra, encontramos o ambiente da taiga, que é predominante em território russo, atingindo até latitudes abaixo dos 60ºN. No platô siberiano, este bioma ocupa quase todo território.</p>
<p style="text-align: justify;">É um ambiente caracterizado pela presença de coníferas. Pode ser encontrado no bioma animais como esquilos e raposas.</p>
<p style="text-align: justify;">Abaixo da latitude 60ºN, onde o clima é mais quente, os pinheiros da taiga dão lugar a espécies mais robustas, como o carvalho. O bioma predominante passa a ser a floresta temperada, ocupando uma faixa importante do sudoeste russo e se estreitando para leste.</p>
<p style="text-align: justify;">É um bioma muito devastado pela agricultura.</p>
<p style="text-align: justify;">Numa faixa que vai desde o sul da Ucrânia até o Cazaquistão, temos o aparecimento da estepe pôntica. Este bioma é caracterizado pelo predomínio de gramíneas.</p>
<h4>Hidrografia</h4>
<p style="text-align: justify;">Os maiores rios russos cortam a Planície Siberiana e drenam para o Oceano Ártico. Por atravessarem grandes planícies, estes rios são calmos e úteis para navegação, exceto em períodos de congelamento. Em alguns pontos, ocorre a formação de pântanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Os principais rios que desaguam no ártico são o Ob (3.650 km) e o Ienissei (4.090 km), que correm nas planícies, e o Lena (4.400 km), já no Platô Siberiano.</p>
<p><div id="attachment_2489" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><img aria-describedby="caption-attachment-2489" loading="lazy" class="wp-image-2489 size-medium" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/ob-300x300.png" alt="Rio Ob" width="300" height="300" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/ob-300x300.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/ob-150x150.png 150w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/ob-768x768.png 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/ob-160x160.png 160w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/ob-320x320.png 320w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/ob.png 350w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-2489" class="wp-caption-text">Rio Ob. Por Kmusser.</p></div></p>
<p><div id="attachment_2490" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><img aria-describedby="caption-attachment-2490" loading="lazy" class="wp-image-2490 size-medium" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/lena-1-300x300.png" alt="Rio Lena" width="300" height="300" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/lena-1-300x300.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/lena-1-150x150.png 150w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/lena-1-160x160.png 160w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/lena-1-320x320.png 320w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/lena-1.png 350w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-2490" class="wp-caption-text">Rio Lena. Por Kmusser.</p></div></p>
<p><div id="attachment_2491" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2491" loading="lazy" class="wp-image-2491 size-medium" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/ienissei-300x300.png" alt="Rio Ienissei" width="300" height="300" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/ienissei-300x300.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/ienissei-150x150.png 150w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/ienissei-768x766.png 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/ienissei-160x160.png 160w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/ienissei-320x320.png 320w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/ienissei.png 351w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-2491" class="wp-caption-text">Rio Ienissei. Por Kmusser.</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">A bacia que drena para o Pacífico também tem relevância. O destaque é o Rio Amur (2.824 km), que desce as regiões montanhosas.</p>
<p><div id="attachment_2492" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2492" loading="lazy" class="wp-image-2492 size-medium" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/amur-300x236.png" alt="Rio Amur" width="300" height="236" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/amur-300x236.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/amur-768x605.png 768w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/amur.png 444w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-2492" class="wp-caption-text">Rio Amur. Por Kmusser.</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">Alguns rios do território russo também desaguam nos Mares Cáspio, Negro e Báltico. Dentre estes, destacam-se o Don (Mar Negro &#8211; 1.870 km) e o Volga (Mar Cáspio &#8211; 3.530 km), ambos com nascentes nas regiões elevadas nos arredores de Moscou.</p>
<p style="text-align: justify;">O Rio Volga é o maior rio europeu e o mais importante da Rússia.</p>
<p><div id="attachment_2493" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><img aria-describedby="caption-attachment-2493" loading="lazy" class="size-medium wp-image-2493" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/volga-300x300.png" alt="Rio Volga" width="300" height="300" srcset="https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/volga-300x300.png 300w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/volga-150x150.png 150w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/volga-160x160.png 160w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/volga-320x320.png 320w, https://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2017/10/volga.png 350w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /><p id="caption-attachment-2493" class="wp-caption-text">Rio Volga</p></div></p>
<p>¹ Este tipo de clima é caracterizado pelas elevadas amplitudes térmicas. Sem a influência do mar, a variação de temperaturas é brusca.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Exercícios de vestibular sobre conflitos étnico-separatistas europeus</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2015/08/exercicios-de-vestibular-sobre.html</link>
					<comments>https://www.geografiaopinativa.com.br/2015/08/exercicios-de-vestibular-sobre.html#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Aug 2015 05:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Enem e Vestibulares]]></category>
		<category><![CDATA[Europa de Leste]]></category>
		<category><![CDATA[Europa Ocidental]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[Etnia]]></category>
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					<description><![CDATA[1 &#8211; (PUC-Rio–2008) A charge apresentada anteriormente: I. caracteriza os problemas de ordem étnico-territorial na Europa dos Bálcãs, que refletem as seculares disputas numa região dominada pelos sérvios no último século. II. representa o conflito entre as identidades nacionais na Europa, reforçado pelo desmonte dos Estados socialistas no Leste Europeu na última década do século [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><b>1 &#8211; (PUC-Rio–2008)</b></p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://2.bp.blogspot.com/-Cc224lLr7ko/VeKB0ueMlnI/AAAAAAAACV4/GzLaowJeBNI/s1600/charge1.PNG"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2015/08/charge1.png" width="320" height="220" border="0" /></a></div>
<p>A charge apresentada anteriormente:</p>
<p>I. caracteriza os problemas de ordem étnico-territorial na Europa dos Bálcãs, que refletem as seculares disputas numa região dominada pelos sérvios no último século.<br />
II. representa o conflito entre as identidades nacionais na Europa, reforçado pelo desmonte dos Estados socialistas no Leste Europeu na última década do século XX.<br />
III. exemplifica a causa típica dos conflitos que assolaram os Bálcãs, principalmente após a Guerra Fria, quando os sérvios espalhados por outros territórios da antiga Iugoslávia lutavam pela manutenção da sua hegemonia na região.</p>
<p>Das afirmações anteriores, está(ão) <b>CORRETA(S)</b></p>
<p>A) apenas a I.<br />
B) apenas a II.<br />
C) apenas a III.<br />
D) apenas a I e a II.<br />
E) todas.</p>
<p><b>2 &#8211; (UFV-MG)</b> A prisão do ex-presidente iugoslavo Slobodan Milosevic, em junho de 2001, foi mais um capítulo dos intensos conflitos separatistas e étnicos que eclodiram na Europa durante a década de 90 do século XX. Um dos elementos que contribuíram para a emergência desses conflitos foi</p>
<p>A) a intensificação do processo de repressão aos cultos religiosos por parte do governo central de Moscou.<br />
B) a entrada da Iugoslávia na OTAN, contrariando os interesses militares do bloco socialista na Europa.<br />
C) a formalização da União Europeia, contrariando interesses da Iugoslávia e da Sérvia.<br />
D) o fim da URSS, ampliando a autonomia das antigas repúblicas soviéticas.<br />
E) as disputas por terra entre colonos judeus e separatistas sérvios em território iugoslavo.</p>
<p><b>3 &#8211; (PUCPR–2007)</b> O começo do século XXI revelou uma nova forma de terrorismo: globalizado, sem fronteiras e sob os holofotes da mídia. O mundo ficou estarrecido diante dos atentados de 11 de setembro de 2001 a importantes símbolos do poder político e econômico norte-americano. Nos três primeiros dias de setembro de 2004, no sul da Rússia, a pequena cidade de Beslan foi assolada pelo terrorismo. Uma escola local foi ocupada, em dia de festa, por terroristas que fizeram mais de 1 000 reféns. A principal motivação do grupo armado que ocupou a escola de Beslan centrava-se na causa separatista que reivindicava:</p>
<p>A) a inclusão da Chechênia na Comunidade dos Estados Independentes, CEI.<br />
B) a ajuda militar russa às tropas chechenas na defesa de suas fronteiras.<br />
C) a ajuda humanitária do governo de Moscou às populações pobres das montanhas da Chechênia.<br />
D) a anexação dos territórios vizinhos, como o Azerbaijão e a Geórgia, à Chechênia.<br />
E) a saída das forças militares russas da Chechênia.</p>
<p><b>4 &#8211; (Mackenzie-SP–2010)</b> Em 2003, o governo russo convocou um plebiscito para definir o futuro político da Chechênia. A maioria dos votantes apoiou a permanência da Chechênia no interior da Federação Russa. Esse resultado foi entendido pelo governo russo como apoio explícito dos chechenos às propostas de Moscou, que tem interesses para manter esse território sob seu controle.</p>
<p>A respeito desses interesses, analise as afirmativas I, II, III e IV a seguir.</p>
<p>I. Interesse ambiental, pelo território em que se encontra, às margens do Mar de Aral, fonte de recurso hídrico para o abastecimento de água potável à população urbana de Moscou.<br />
II. Interesse econômico, por ser esse território cortado por dutos, levando o petróleo extraído na Bacia do Cáspio para os portos russos do Mar Negro.<br />
III. Interesse geopolítico, pois uma Chechênia independente estimularia outras repúblicas autônomas da Federação Russa a tentar seguir o mesmo caminho.<br />
IV. Interesse cultural-religioso, pois uma Chechênia livre promoveria o recrudescimento do fundamentalismo islâmico na região, levando grupos de fanáticos a se expandirem por outras áreas autônomas da Rússia asiática.</p>
<p>Estão CORRETAS</p>
<p>A) I e II, apenas.<br />
B) II e III, apenas.<br />
C) I, III e IV, apenas.<br />
D) III e IV, apenas.<br />
E) I, II, III e IV.</p>
<p><b>5 &#8211; (PUC-Minas)</b> Leia atentamente o texto a seguir.</p>
<p><i>Antes da desintegração da União Soviética, havia uma república autônoma, a da Chechênia-Ingústia, que reunia dois povos que lhe davam nome. Quando a União Soviética não mais existia, a Chechênia se recusou a assinar o Tratado de adesão à Federação Russa e proclamou a independência, o que não foi reconhecido pelo governo de Moscou. Em dezembro de 1994, iniciou-se a intervenção militar russa na Chechênia.</i></p>
<p><b>OLIC, Nelson Bacic. Conflitos no Mundo: questões e visões geopolíticas. São Paulo, Moderna, 2000. (Adaptação).</b></p>
<p>Assinale a alternativa que MELHOR explica os interesses russos pela região da Chechênia.</p>
<p>A) Áreas de produção e transporte de petróleo e gás das importantes jazidas da região; posição geográfica estratégica entre o “mundo russo” e o Oriente Médio; implicações geopolíticas da religião islâmica.<br />
B) Produção de haxixe e ópio para o mercado consumidor da Rússia; atuação da máfia chechena na capital, Moscou; proteção à maioria russa na região.<br />
C) Posição estratégica privilegiada (entre o Mar Negro, Cáspio e o Oriente Médio); importantes usinas nucleares e bases militares na região.<br />
D) Jazidas de petróleo e gás natural; atuação de grupos terroristas chechenos que, tendo na religião ortodoxa ponto de união, desafiam o poder de Moscou.</p>
<p><b>6 &#8211; (UNIFESP)</b> Os conflitos registrados no Leste Europeu ao longo da década de 1990 diminuíram no início do século XXI devido</p>
<p>A) ao ingresso dos ex-países socialistas na União Europeia.<br />
B) à presença militar da OTAN nas antigas economias socialistas.<br />
C) ao fim dos ódios religiosos entre muçulmanos e cristãos na Bósnia.<br />
D) à campanha em prol da paz difundida por organizações da sociedade civil.<br />
E) à retirada das tropas ocidentais de Kosovo, após a condenação de Milosevic.</p>
<p><b>7 &#8211; (Enem &#8211; MEC)</b> <i>“Com a guinada da Geórgia para o Ocidente, é de fundamental importância estratégica para a Rússia que ela mantenha regiões leais a Moscou no Cáucaso, que é uma região politicamente crítica e de importância estratégica para a federação [&#8230;]”</i></p>
<p><b>Disponível em: &lt;http://mundorama.net/2008/04/30/ relacoes-georgia-russia-riscos-de-separatismo-nocaucaso-por-pet-irel-unb/&gt;.</b></p>
<p>O Cáucaso é uma região, situada entre os mares Cáspio e Negro, considerada estratégica em função de estar situada em uma área onde a presença de petróleo é bastante significativa. Sobre a região e os conflitos existentes na área, é correto afirmar:</p>
<p>A) A Chechênia, região de maioria católica ortodoxa, é uma área estratégica para Moscou por estar na rota de importantes oleodutos e gasodutos em operação e constitui o principal foco de tensão na região do Cáucaso.<br />
B) A região de Nagorno Karabak constitui um foco de conflito entre Armênia e a Rússia; a Abkazia e a Ossétia do Sul buscam a independência da Geórgia e são amplamente apoiadas pela Rússia.<br />
C) A Ossétia do Norte pretende a independência da Rússia para passar a congregar juntamente com a Ossétia do Sul a Geórgia<br />
D) O Daguestão constitui a menor república do Cáucaso, é de maioria ortodoxa, e, ao contrário das outras repúblicas que buscam a independência, não abriga grandes campos de petróleo e oleodutos.<br />
E) A região do Cáucaso, que abriga várias repúblicas da Rússia europeia, além do Azerbaijão, da Armênia e da Geórgia, constituiu, ao longo da história, um elo entre o Oriente e o Ocidente.</p>
<p><b>8 &#8211; (Mackenzie-SP–2007)</b></p>
<p><i>Inimigos históricos na região, católicos e protestantes formarão gabinete conjunto a partir de maio de 2007.</i></p>
<div style="text-align: right;"><b>Folha de S. Paulo.</b></div>
<p>Os conflitos que mataram milhares de pessoas na Irlanda do Norte, com raízes políticas e religiosas que remontam ao século XII e, particularmente, acirrados nas três últimas décadas do século XX, devem-se a</p>
<p>A) uma minoria católica da Irlanda do Norte, que é a favor da anexação à Irlanda, com o respaldo do IRA (Exército Republicano Irlandês).<br />
B) maioria católica da Irlanda do Norte, que é a favor da anexação à Irlanda, com o apoio do IRA.<br />
C) minoria católica da Irlanda do Norte, que é a favor de sua total independência, com o apoio do gabinete do Reino Unido.<br />
D) minoria protestante da Irlanda, que é a favor da ocupação e da recuperação do território da Irlanda do Norte.<br />
E) minoria católica do Reino Unido, que luta junto com o IRA para a total independência da Irlanda do Norte em relação à Irlanda.</p>
<p><b>9 &#8211; (PUC-RS) </b>A Irlanda do Norte vivenciou, ao longo da sua história, grandes conflitos, sendo abalada nas últimas décadas por inúmeros protestos e alguns atentados terroristas.</p>
<p>Em relação a essa situação, é CORRETO afirmar que</p>
<p>A) os islâmicos lutam contra os católicos, grupos que pretendem dominar politicamente o país, ainda ligado ao Reino Unido.<br />
B) a maioria da população é católica e deseja continuar vinculada a Londres, lutando contra o IRA, grupo armado islâmico.<br />
C) os grupos revolucionários pretendem libertar a Irlanda do Norte da República da Irlanda, negando-se a assinar um acordo de paz com o IRA.<br />
D) os protestantes desejam que a Irlanda do Norte permaneça como membro do Reino Unido e a minoria católica deseja se unir com a República da Irlanda.<br />
E) católicos e protestantes recentemente depuseram as armas, pois conseguiram, através de acordos diplomáticos realizados entre Inglaterra e Estados Unidos, a divisão territorial entre os dois grupos.</p>
<p><b>10 &#8211; (FUVEST-SP)</b> Em seu famoso painel “Guernica”, Picasso registrou a trágica destruição dessa cidade basca por:</p>
<p>A) ataque de tropas nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.<br />
B) republicanos espanhóis apoiados pela União Soviética durante a Guerra Civil.<br />
C) forças do exército francês durante a Primeira Guerra Mundial.<br />
D) tropas do governo espanhol para sufocar a revolta dos separatistas bascos.<br />
E) bombardeio da aviação alemã em apoio ao General Franco contra os republicanos.</p>
<p><b>11 &#8211; (UFSM-RS)</b></p>
<p><i>“Num lugar com tensões à flor da pele, como a Irlanda do Norte, (&#8230;) bastam algumas provocações para reacender a fogueira das paixões tribais.” </i><b>(REVISTA “VEJA”, 15.7.1998.)</b></p>
<p>No mundo atual, situações de nacionalismos mal resolvidos e conflitos culturais e religiosos semelhantes aos da Irlanda do Norte ocorrem em muitos países. O local onde NÃO há essa problemática é</p>
<p>A) a região da Caxemira, entre a Índia e o Paquistão.<br />
B) a província de Kosovo, na Iugoslávia.<br />
C) o território da Groenlândia, em relação à Dinamarca.<br />
D) a Região Basca, na Espanha.<br />
E) o território ocupado pelos curdos, no Iraque.</p>
<p><b>GABARITO:</b></p>
<p>1 &#8211; E; 2 &#8211; D; 3 &#8211; E; 4 &#8211; B; 5 &#8211; A ; 6 &#8211; A ;7 &#8211; E; 8 &#8211; A; 9 &#8211; D; 10 &#8211; E; 11 &#8211; C</p>
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		<title>Conflitos étnico-separatistas (II) &#8211; Cáucaso</title>
		<link>https://www.geografiaopinativa.com.br/2015/05/conflitos-etnico-separatistas-ii-caucaso.html</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2015 04:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Europa de Leste]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[Etnia]]></category>
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					<description><![CDATA[O Cáucaso é uma região no extremo sudeste da Europa, cercada por uma grande cadeia de montanhas de mesmo nome. Esta região, compreende hoje domínios da Rússia, a Geórgia, a Armênia e o Azerbaijão. No passado, todos as nações citadas acima fizeram parte do domínio russo. Na Rússia dos czares, a região foi sufocada culturalmente [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: left;">O Cáucaso é uma região no extremo sudeste da Europa, cercada por uma grande cadeia de montanhas de mesmo nome. Esta região, compreende hoje domínios da Rússia, a Geórgia, a Armênia e o Azerbaijão.</div>
<p>No passado, todos as nações citadas acima fizeram parte do domínio russo. Na Rússia dos czares, a região foi sufocada culturalmente em um processo de &#8220;russificação&#8221;. Após a Revolução Russa, pouco mudou e as repúblicas do Cáucaso continuaram sem autonomia.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: left;" href="http://4.bp.blogspot.com/-rfsAo1gIfMQ/VVwESWyU9SI/AAAAAAAACNQ/utsszK-Lhi8/s1600/MAPA%2BCHECH%25C3%258ANIA.PNG"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2015/05/MAPACHECHC38ANIA.png" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Mapa do Cáucaso e suas principais zonas de conflito</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>A região tem uma privilegiada localização geográfica, pela proximidade ao Oriente Médio, dispõe de excelentes terras cultiváveis e apresentam uma importante rede de oleodutos, já que, ao leste, a região é delimitada pelo Mar Cáspio. No âmbito cultural e religioso, a região apresenta dois grupos dominantes: os ortodoxos, vindos da clara atuação dos russos no lugar, e os muçulmanos, já que o Cáucaso foi uma das rotas migratórias do povo árabe no século VII.</p>
<p>Com o fim da URSS, Geórgia, Armênia e Azerbaijão formaram países independentes. Porém, outras repúblicas da região, que até hoje continuam sob domínio de Moscou, lutam por suas independências e disputam território com países vizinhos: o Cáucaso atualmente é uma das regiões mais conflitosas do mundo.</p>
<h3>A CHECHÊNIA INDEPENDENTE</h3>
<div>
<p>A Chechênia é uma república localizada no sul da Rússia e com maioria muçulmana. Historicamente, a região conserva atritos com o governo de Moscou. Além da repressão dos czares, no período da Segunda Guerra Mundial, Josef Stálin tratou a população chechena com mãos de ferro, chegando a exilar milhares de chechenos da Sibéria.Após o desmantelamento da URSS em 1991, os chechenos declararam sua independência, desafiando o domínio russo, que viu a atitude como uma rebelião. Em 1994, a Rússia lança uma ofensiva contra a Chechênia e invade a capital, Grozny, iniciando a <i>Primeira Guerra da Chechênia</i>. Após dois anos de disputa, centenas de milhares de mortos e os dois lados desgastados, é assinado um tratado de paz que empurrava as decisões sobre e independência da Chechênia para 2000.</p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p>Porém, um ano antes, os rebeldes promovem uma série de ataques da Moscou e disputa volta a se acender. A Rússia rebate destruindo a capital da república, iniciando assim a <i>Segunda Guerra da Chechênia</i>. Um ponto marcante destes conflitos pós-acordo de paz de 1999 foi o atentado ao teatro Dubrovka, em Moscou. Segundo a versão oficial, separatistas chechenos teriam invadido o teatro da capital russa e feito centenas de civis, inclusive estrangeiros, de reféns. Em troca, os chechenos pediam a retirada de tropas russas da república do Cáucaso. Com a estratégia de não negociar com terroristas, o governo do então presidente Vladimir Putin promoveu a invasão do teatro, enquanto um gás tóxico era liberado pela tubulação de ar do local. O resultado foi a morte de centenas de pessoas, entre elas civis, policiais e rebeldes &#8211; a maioria intoxicado pelo gás liberado a mando do governo russo.</p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://4.bp.blogspot.com/-x_t_5Xn2TVc/VVwE1grYs1I/AAAAAAAACNY/9WweUD9m0i0/s1600/quest%25C3%25A3o%2Bchechena.PNG"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2015/05/questC3A3ochechena.png" border="0" /></a></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<p>Os conflitos na região se arrastam até hoje e, por enquanto, de nenhuma das partes há uma iniciativa em prol da paz.</p>
<h3>AS OSSÉTIAS E A GEÓRGIA</h3>
<p>A história das duas Ossétias remonta a séculos. O povo osseta era um povo nômade que, vindo do Iraque, se estabeleceu na região do Cáucaso. Durante o período de expansão do Império Russo, entre os séculos XVIII e XIX, a parte norte do território osseta é anexada primeiramente aos domínios imperiais. A parte sul é anexada anos depois <b>em conjunto com uma nação situada na fronteira austral da Ossétia: a Geórgia</b>.</p>
<p>Ao conquistar sua independência, a Geórgia &#8220;levou junto&#8221; a Ossétia do Sul, mantendo seu domínio sobre a região. Ao decorrer das décadas, mudanças na conjuntura geopolítica da região, o que engloba a anexação da Geórgia a URSS e sua posterior desanexação, apenas mantiveram o estado de submissão dos ossetas do sul em relação aos georgianos.</p>
<p>Atualmente, a Ossétia do Norte, também conhecida como Alânia, é uma região autônoma dentro da Rússia, gozando de poderes próprios e direito de conservação de sua cultura e símbolos nacionais. Enquanto isso, a Ossétia do Sul, de população de mesma etnia cristã ortodoxa que os vizinhos do norte, vivem submissos ao controle georgiano. Em 1992 a Ossétia do Sul conquistou sua autonomia, reconhecida por pouquíssimos países do mundo.</p>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"><a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://2.bp.blogspot.com/-NOxgyCICSZ8/VVwE9Gwtq7I/AAAAAAAACNg/ylSTgsAv8mo/s1600/quest%25C3%25A3o%2Bosseta.PNG"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2015/05/questC3A3oosseta.png" border="0" /></a></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<p>O último grande conflito ocorreu em 2008, quando o governo da Geórgia invadiu a capital sul-osseta Tskhivaly para restabelecer seu controle. A ação foi incentivada pelos governos estadunidense e do oeste europeu que visam aumentar a influência na rica região. Em contrapartida, a Ossétia do Sul vê na Rússia a principal aliada na luta contra os georgianos, esta que, da mesma forma que as potências ocidentais, visa justificar suas operações contra a Geórgia pela proteção de seu aliado.</p>
<h3>OUTROS CONFLITOS</h3>
</div>
<div>Além da Chechênia e da Ossétia, existem outros problemas envolvendo os países da região. O primeiro que podemos destacar é o <b>Daguestão</b>. A república muçulmana localiza-se a leste da Chechênia e tem ideias parecidas com as do vizinhos. O Daguestão sonha com a instauração de um Estado Islâmico na região e tem apoiado os chechenos no conflito contra a Rússia, assim como os chechenos são os principais aliados dos grupos rebeldes do Daguestão.</div>
<div></div>
<div>A <b>Abecásia</b> é uma república localizada no noroeste da Geórgia que também luta por sua independência em relação aos georgianos. O processo separatista abecásio iniciou-se simultaneamente a independência da Geórgia, após o fim da URSS.</div>
<div></div>
<div>
<p>Outros dois conflitos na região é a luta pela independência da <b>Inguchétia</b>, em relação aos russos, e a anexação da região de <b>Alto Carabaque</b>, hoje pertencente ao país islâmico Azerbaijão, pela cristã Armênia.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="MsoNormal"><b>Leia mais sobre os conflitos étnicos-separatistas espalhados<br />
pelo mundo:</b></div>
<div class="MsoNormal"></div>
<div class="MsoNormal"><a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2015/05/conflitos-etnico-separatistas-i-balcas.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">I – Bálcãs</a></div>
<div class="MsoNormal"><u>II – Cáucaso (Você está lendo)</u></div>
<div class="MsoNormal"><a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2015/06/conflitos-etnico-separatistas-iii-pais.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">III – País Basco</a></div>
<div class="MsoNormal"><a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2015/06/conflitos-etnicos-separatistas-iv.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">IV &#8211; Irlanda</a></div>
<p><a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2015/08/exercicios-de-vestibular-sobre.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Exercícios</a></p>
]]></content:encoded>
					
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			</item>
		<item>
		<title>Conflitos étnico-separatistas (I): Bálcãs</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernando Soares de Jesus]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2015 04:43:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Europa de Leste]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia Humana]]></category>
		<category><![CDATA[Geopolítica]]></category>
		<category><![CDATA[Etnia]]></category>
		<category><![CDATA[População]]></category>
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					<description><![CDATA[Há milhares de anos, o gênero homo sai da África e povoa todos os continentes do mundo. Através dos séculos, esse isolamento geográfico foi capaz de criar diferentes formas de crenças, culturas e formas de ver o mundo entre os povos. Junto com tais transformações, surgiram também os sentimentos etnocêntricos que proporcionaram uma divisão ainda mais [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><i>Há milhares de anos, o gênero homo sai da África e povoa todos os continentes do mundo. Através dos séculos, esse isolamento geográfico foi capaz de criar diferentes formas de crenças, culturas e formas de ver o mundo entre os povos.</i></p>
<p><i>Junto com tais transformações, surgiram também os sentimentos etnocêntricos que proporcionaram uma divisão ainda mais forte entre os traços humanos. O choque cultural que iniciou-se no período das Grandes Navegações e foi atenuado posteriormente com a globalização promoveram uma disputa entre tais culturas, ocorrendo, por um lado, o processo de <b>aculturação¹</b>, como foi o contato entre indígenas e europeus, mas por outro, um sentimento de raiva e preconceito contra a cultura alheia.</i></p>
<p><i>Através de tal sentimento, surgem no mundo atual uma série de conflitos entre etnias. Neste post, destacamos o conflito nos Bálcãs.</i></p>
<h2><b>BÁLCÃS</b></h2>
<p>Os Bálcãs são uma região no sudeste da Europa, compreendendo atualmente Eslovênia, Croácia, Sérvia, Macedônia, Kosovo, Bósnia e Herzegovina e Montenegro.</p>
<p>Veja:</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://2.bp.blogspot.com/-0sa_VdKYSIw/VrqFD4oOGsI/AAAAAAAACu4/cvfcYfUnJKE/s1600/b%25C3%25A1lc%25C3%25A3s.png"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2015/05/bC3A1lcC3A3s.png" width="400" height="258" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Mapa dos Bálcãs, localizado dentro da linha azul. By Original uploader and author was Perconte at de.wikipedia &#8211; Originally from de.wikipedia; description page is/was here., CC BY-SA 2.5, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=2681961</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"></div>
<p>A região da península balcânica serviu de domínio para muitos reinos, entre os quais o Império Romano e Macedônico, ainda na Idade Antiga, e o Império Otomano e Império Austro-Húngaro, até a Primeira Guerra Mundial. Este passado de dominações transformou a região em um grande mosaico de etnias: bósnios, sérvios, croatas, macedônios, entre outros, habitam hoje a região. Além disso, coexistem entre essas nações três religiões (muçulmana, católica romana e ortodoxa) e diversos idiomas.</p>
<h4>ANTECEDENTES</h4>
<p>Após a derrota do Império Otomano e do Império Austro-Húngaro na Primeira Guerra, que até então dominaram a região, ocorreu um processo de independência nos Bálcãs, com o criação de um país que reuniu em seu território todo um mosaico de credos, culturas, religiões e idiomas: surgia o &#8220;reino dos sérvios, croatas e eslavos&#8221;, futuramente chamado de Iugoslávia (terra dos eslavos do sul).</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: left;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="clear: left; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://4.bp.blogspot.com/-x_xkC0-gfu4/VVVwb4HyhGI/AAAAAAAACMI/Ca29ePCeSlU/s1600/tito.PNG"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2015/05/tito.png" width="212" height="320" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Josip Broz &#8220;Tito&#8221;</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Josip Broz &#8220;Tito&#8221; assumiu o poder do país logo após sua formação. Em seu governo, ele adquiriu grande carisma da população, principalmente depois da resistência à invasão nazista durante a Segunda Guerra Mundial e também após propor uma &#8220;via própria para o socialismo&#8221;, isto é, Tito instaurou um socialismo não-alinhado a União Soviética na Iugoslávia. Por estes motivos, Josip Broz conseguiu segurar a iminência de uma guerra civil, mantendo, até sua morte (1980) a unidade da Iugoslávia.</p>
<p>Com a morte de Tito, o país perdia seu grande articulador político e, logo, o &#8220;barril de pólvora iugoslavo&#8221; explodiu. Afinal, devemos lembrar que o país era composto diversas etnias quase sem nenhuma relação entre si. Isto fica claro pela frase popular entre os jornais da época: <i>&#8220;Seis repúblicas, cinco etnias, quatro línguas, três religiões, dois alfabetos e um Partido&#8221;.</i></p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0" align="center">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://3.bp.blogspot.com/-GlmT540rEtA/VVVw-YdB0eI/AAAAAAAACMQ/Bz4e5hFcdcc/s1600/composicao%2Betnica.PNG"><img src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2015/05/composicaoetnica.png" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Composição étnica da antiga Iugoslávia. Notar o mosaico étnico no país, principalmente na Bósnia.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h4>ESLOVÊNIA, MACEDÔNIA E CROÁCIA</h4>
<p>As primeiras nações a saírem do domínio de Belgrado foram <b>a Eslovênia, a Macedônia e a Croácia, </b>entre 1991 e 1993. Além das questões étnicas, Eslovênia e Croácia, países com maioria católica, após o fim da URSS, desejavam voltarem-se para o mundo ocidental, o que se tornaria impossível sobre domínio iugoslavo. Dentre estas nações, foi a separação de Croácia que mais trouxe disputas, enquanto as outras foram relativamente mais calmas. Isto ocorreu por conta da grande concentração de sérvios (cerca de 12%) na Croácia que não queriam perder a nacionalidade iugoslava. A separação, porém, ocorreu ainda assim.</p>
<h4>GUERRA DA BÓSNIA</h4>
<p>Foi na <b>Bósnia e Herzegóvina </b>onde ocorreu o mais sangrento conflito pela desanexação da Iugoslávia. Localizada na porção central dos Bálcãs, a população bósnia era relativamente heterogênea, com cerca de 44% de cidadãos bósnios-muçulmanos e 31% de cidadãos de etnia sérvia. Ao tentar declarar sua independência, os bósnios foram duramente combatidos pela tropas de Belgrado, sob ordens de Slobodan Milosevic, que reavivava o sentimento de criação da Grande Sérvia, sustentado desde a independência do Império Otomano.</p>
<table class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;" cellspacing="0" cellpadding="0">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><a style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;" href="http://2.bp.blogspot.com/-cCvXJN1SDeQ/VrqGKJPxjKI/AAAAAAAACvE/I3ai-QyntwE/s1600/Slobodan_Milosevic.jpg"><img loading="lazy" src="http://www.geografiaopinativa.com.br/wp-content/uploads/2015/05/Slobodan_Milosevic.jpg" width="260" height="320" border="0" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td class="tr-caption" style="text-align: center;">Slobodan Milosevic</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Milosevic defendia uma <i>limpeza étnica </i>na região, com a expulsão dos bósnios-muçulmanos, considerados como uma etnia inferior aos sérvios. A Guerra da Bósnia (1992-1995) terminou apenas com a intromissão da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) que ameaçava entrar na guerra a favor dos bósnios, o que provocou o fim do conflito. A Croácia, que também mantinha interesses expansionistas sobre a Bósnia, assinou um acordo com a Sérvia, dividindo a república bósnia em dois grandes blocos pelo <b>Acordo de Dayton</b>: um sérvio e outro bósnio-croata.</p>
<h4>A VEZ DE KOSOVO</h4>
<p>O último grande conflito que resultou em desanexação ao território iugoslavo ocorreu em <b>Kosovo</b>. O ELK (Exército pela Libertação de Kosovo) liderou uma série de ataques ao governo central sérvio. Em contrapartida, as forças de Slobodan Milosevic agiram duramente, reprimindo os separatistas, dando origem a Guerra do Kosovo.</p>
<p>Kosovo é uma nação localizada no sul dos Bálcãs de etnia albanesa. A Guerra do Kosovo deixou mais de 4.000 mortos e várias acusações de torturas e outras atrocidades por parte do exército iugoslavo. Após um bombardeio de cerca de 80 dias contra as cidades iugoslavas por parte da OTAN, os sérvios se renderam. Atualmente, cerca de 40% dos países membros da ONU reconhecem Kosovo como país independente, entre eles os EUA. O Brasil faz parte do grupo que não reconhece a república kosovar.</p>
<p>A partir deste ponto, deixa de existir uma Iugoslávia. Sérvia e Montenegro passa a ser o nome do país constituído pelas duas nações que restaram da antiga confederação. Nestes países, existia um sistema de semi-independência: existiam dois presidentes e duas administrações diferentes, apenas as decisões em relação à defesa de fronteiras era conjunta.</p>
<h4>SLOBODAN E A INDEPENDÊNCIA MONTENEGRINA</h4>
<p>Slobodan Milosevic, após manifestações populares, deixa o poder na Sérvia. Em 2001, ele é preso e condenado pela TPII (Tribunal Penal Internacional para a Iugoslávia) em Haia, na Holanda. Faleceu em 2006 na prisão.</p>
<p>Também em 2006, em um plebiscito, 55% da população montenegrina desejou separar-se da Sérvia. Com esta última divisão, temos e dissolução completa de cada uma das nações que compunham a antiga Iugoslávia. Hoje, a região é considerada atrasada economicamente e tem sérios problemas sociais. Eslovênia e Croácia são as nações que apresentam os melhores índices sócio-econômicos dos Bálcãs.</p>
<p><b>Leia mais sobre os conflitos étnicos-separatistas espalhados pelo mundo:</b></p>
<p><u>I – Bálcãs (Você está lendo)</u><br />
<a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2015/05/conflitos-etnico-separatistas-ii-caucaso.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">II – Cáucaso</a><br />
<a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2015/06/conflitos-etnico-separatistas-iii-pais.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">III – País Basco</a><br />
<a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2015/06/conflitos-etnicos-separatistas-iv.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">IV &#8211; Irlanda</a><br />
<a href="http://www.geografiaopinativa.com.br/2015/08/exercicios-de-vestibular-sobre.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Exercícios</a></p>
<p><b style="font-size: small;">1 &#8211; Aculturação: Processo em que uma cultura, em contato com outra, acaba perdendo sua identidade.</b></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://www.geografiaopinativa.com.br/2015/05/conflitos-etnico-separatistas-i-balcas.html/feed</wfw:commentRss>
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