6 de jan de 2017

Brisa de vale e montanha

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A dinâmica dos ventos, seja ela na escala do macroclima, como na dinâmica geral de circulação da atmosfera, ou no microclima, limitados a pequenas regiões, é quase completamente determinada pela localização e pela intensidade de centros de alta e de baixa pressão. A formação destes centros, todavia, está intimamente relacionada com a distribuição de energia solar sobre determinada área.


Em regiões com relevo recortado, a variação de temperatura é bastante evidente. O topo de montanhas fica mais suscetível ao recebimento de energia solar durante o dia, ao mesmo tempo que, durante as noites, libera esta energia mais facilmente e de maneira mais rápida. Ao contrário, os vales, tendo sua recarga de energia bloqueada pelas regiões mais altas e seu tempo de exposição ao Sol reduzido, recebem menos energia durante o dia, enquanto que apresentam dificuldade de liberá-la durante a noite. 

Assim, durante o dia, o topo da montanha está com uma temperatura maior que o vale. Cria-se, portanto, uma zona de baixa pressão na montanha concomitantemente a criação de uma zona de alta pressão no vale. Ocorre, consequentemente, um deslocamento ascendente do vento quente pelas encostas. Esta é a brisa de vale


Brisa de vale
Os ventos formados pela brisa de vale são conhecidos como upslope, ou anabáticos. Como consequência da ascensão de ar, ocorre a formação de nuvens do tipo cumulus

Já durante as noites, o topo da montanha está com uma temperatura menor que o vale. Cria-se, assim, um centro de alta pressão na montanha e um centro de baixa pressão no vale. O vento, que nesta situação é frio, passa, então, a descer as encostas. Esta é a brisa de montanha

Brisa de montanha


Este tipo de brisa não está relacionada com a formação de nuvens, como no caso anterior. Existe geralmente a formação de nevoeiros e geadas no vale. Estes ventos são conhecidos como downslope ou catabáticos. 

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