Holanda – Características gerais, clima, relevo e hidrografia

Bandeira da Holanda

Bandeira da Holanda

Características Gerais

Capital: Amsterdã;
Área: 41.500 km²;
Moeda: Euro;
População: 17,1 milhões de habitantes (2017);
Densidade Demográfica: 405,6 hab./km²;
PIB: 880,3 bilhões;
Idioma: Holandês.

Relevo

A Holanda apresenta um relevo muito plano, com cerca de um quarto do seu território abaixo do nível do mar.

Se não fossem as obras de canalização e a construção de diques desde a Idade Média, boa parte do país, incluindo as regiões mais industrializadas, estariam debaixo d’água.

Cerca de 15% da área total do país (6.500 km²) foi recuperada do mar pelas obras de drenagem. Em tais áreas, conhecidas como Polders, a drenagem é constante e é feita através de moinhos de vento, hoje patrimônios pela UNESCO. São regiões utilizadas para agricultura ou para ocupação.

Pôlder

Pôlder. Por Martina Nolte, Lizenz

É apenas no sul do país que o relevo holandês atinge mais de 100 metros. O ponto mais alto é o Monte Vaalserberg, que chega apenas a 322 metros de altitude.

Clima

A Holanda apresenta a peculiaridade de estar entre dois importantes centros de ação: a baixa da Islândia e a alta dos Açores.

Assim, o país se coloca em uma posição onde massas de ar quentes e frias se chocam, causando instabilidade e nebulosidade. Estima-se que o país tenha menos de um mês de tempo aberto por ano, geralmente concentrados na primavera, enquanto outono e verões costumam ter os maiores índices pluviométricos.

Somado a isto, o relevo plano do país favorece a circulação dos ventos, especialmente os vindos do oeste e do sul. Os ventos deste último quadrante, porém, costumam ser freados pelas elevações austrais holandesas.

Acerca das temperaturas, elas costumam não ser muito rígidas, com verões não muito quentes e invernos amenos. A ação da Corrente do Golfo, que leva as águas quentes da Flórida e do México para o oeste europeu, tem papel fundamental na regulação climática do país.

Hidrografia

A drenagem das águas holandesa foi, em boa parte, desenhada pelo homem desde a Alta Idade Média através da construção de diques e canais.

A principal feição litorânea do país, o Golfo Zuiderzee, foi formado após uma inundação de áreas planas e pantanosas pelas águas do Mar do Norte, entre os anos 250 e 600 d.C. Anteriormente, a região se constituía como um estuário do Rio Reno.

Entre 1927 e 1932, com o objeto de impedir um novo avanço do mar na região mais industrializada do país, onde, inclusive, se localiza a capital Amsterdã, foi construído o dique Afsluitdijk, de 32 quilômetros de comprimento.

Este dique transformou o Zuiderzee em um grande lago, o IJsselmeer, o separando do Waddenzee, este último compreendido entre o dique e as Ilhas Frísias.

Golfo Zuiderzee e dique Afsluitdijk

Golfo Zuiderzee e dique Afsluitdijk

A construção do Afsluitdijk permitiu a formação de quatro pôlderes (Wieringermeer, North East, South Flevoland Polder e East Flevoland Polder), que totalizam juntos mais de 1.700 km².

Os principais rios do país são o Reno, o Waal e o Mosa, todos correndo de leste para oeste e desembocando no sudoeste holandês, onde se localiza a importante cidade portuária de Roterdã.

O Reno nasce nos Alpes suíços, dobrando para oeste assim que entra no território da Holanda.

O Waal é um defluente do Reno, formado na região de fronteira com a Alemanha.

Por fim, o Mosa nasce em território francês, se curvando a oeste em região próxima ao Reno.

Meu nome é Fernando Soares de Jesus, natural de Imbituba/SC, geógrafo pela Universidade Federal de Santa Catarina e mestrando na área de Desenvolvimento Regional e Urbano na mesma instituição. Criei este blog ainda no Ensino Médio, em meados de 2013, com o objetivo de compartilhar e democratizar o conhecimento geográfico, desde o campo físico até o campo humano, permitindo seu acesso de maneira clara e descomplicada.

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