Projeções Cartográficas: Cilíndrica, Cônica e Azimutal

Um modo exato para retratar em um planisfério o nosso planeta, que apresenta um formato esférico sempre foi algo muito difícil. Um resultado satisfatório, que inclusive é o mais usado até hoje é a projeção de Mercator, porém ela também traz seus erros. Peters, na década de 70, usou uma projeção que deixou de lado a mera estatística geográfica para fazer uma projeção que destacasse o mundo subdesenvolvido, “puxando” e esticando o hemisfério sul, dando ênfase a tal parte do planeta.

Tipos de projeção

Temos três principais tipos de projeção são: Cilíndrica, Cônica e Azimutal.

Cilíndrica

Esta projeção tem por objetivo a retratação do planeta inteiro, tendo como base um cilindro no entorno do globo. O principal problema desta projeção é o fato de, apesar das regiões próximas a linha do Equador serem apresentadas de forma perfeita, os lugares de grandes latitudes mostram deformações maiores.

Cônica

Esta projeção é usada para retratar áreas menores, como um continente individual, por exemplo. As deformações acontecem quanto mais distante do ponto de encontro com a forma (cone), já que ela é feita com base em um cone envolvendo o globo terrestre.

Azimutal ou Plana

A projeção azimutal ou plana é usada para retratar áreas pequenas, também apresentando deformações quanto mais afastado do ponto central. Ela é feita com base em um círculo reto em direção ao globo.

Além de Peters e Mercator, outras projeções foram de suma importância, como a de Holzel, que traz uma forma diferente das outras, totalmente recortada.

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Meu nome é Fernando Soares de Jesus, natural de Imbituba/SC, estudante do curso de graduação em Geografia na UFSC e futuro geógrafo e professor. Criei este blog ainda no Ensino Médio, em meados de 2013, com o objetivo de compartilhar e democratizar o conhecimento geográfico, desde o campo físico até o campo humano, permitindo seu acesso de maneira clara e descomplicada.

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