A indústria na Itália

A Itália, antes do início das Grandes Navegações, polarizava o comércio do Oriente com o Mediterrâneo. Navegadores das cidades de Gênova e Veneza compravam as mercadorias da Ásia e vendiam para toda Europa, o que proporcionou um forte acúmulo de Capital nas cidades-Estado.

Atualmente, apesar de sua elevada qualidade de vida, a Itália se apresenta como uma potência de segundo escalão, tanto mundialmente quanto dentro do continente europeu. Conforme a ONU, o país tem a oitava economia do mundo (atrás do Brasil) e apresenta desigualdades regionais marcantes.

Antecedentes

Assim como a Alemanha, a Itália foi um país de unificação tardia. Até meados do século XIX, o que atualmente constitui o território italiano nada mais era que um conjunto de reinos e cidades-Estado sem uma articulação comum.

Assim, enquanto nações como Reino Unido e França se atiravam aos mares em busca da construção de seus impérios coloniais, que iriam futuramente oferecer matéria-prima e mercado consumidor para suas indústrias, a Itália ainda passava por um complexo processo de organização política, cuja conclusão só ocorreu em 1870.

Esta desarticulação do país em diferentes reinos também foi responsável pela criação de grandes desigualdades regionais. Enquanto que o norte do país, em uma faixa que envolve cidades como Gênova, Turim, Milão e Veneza, passava por um processo de industrialização, no Sul predominavam aristocracias rurais que impunham um modelo agrícola à região. O resultado foi que o sul italiano, conhecido como Mezzogiorno, até hoje apresenta dificuldades de inserção no Capitalismo mundial.

Apesar de ter sido derrotada ao lado de Japão e Alemanha na Segunda Guerra Mundial, a Itália conseguiu se reerguer através do aporte dado pelo governo dos EUA através do Plano Marshall.

Localização industrial

Uma característica fortemente presente na dispersão das indústrias da Itália é a sua elevada concentração no norte do país, especialmente no Vale do Rio Pó. A principal região industrial italiana fica entre as cidades de Milão, Turim e Gênova, a chamada “primeira Itália”.

Milão, além de ser centro financeiro e comercial do país, apresenta um parque industrial bastante diversificado, que inclui a indústria química, automobilística, mecânica, têxtil, entre outras. A cidade abriga a sede da Pirelli, importante empresa de pneus.

Sede da Pirelli, em Milão. Fonte: Ema vinadio - Opera propria, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=24776766
Sede da Pirelli, em Milão. Fonte: Ema vinadio – Opera propria, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=24776766

Em Turim, a indústria automobilística é o principal segmento econômico. Na cidade, está localizada a sede da FIAT, uma das maiores fabricantes de automóveis do mundo. As proximidades de Turim ainda abrigam a sede da Olivetti, uma importante empresa de eletrônicos.

Já em Gênova o destaque é a indústria naval. Na cidade, localiza-se o principal porto italiano. Se destaca também a produção têxtil, eletrônica, mecânica e de tecnologia de ponta.

No Mezzogiorno, a maior relevância industrial é encontrada em Nápoles. A cidade abriga refinarias de petróleo e indústrias da construção naval. Algumas cidades do sudeste italiano, como Bari, Tarento e Brindisi, destacam-se no setor metalúrgico.

Por fim, é importante salientar que o território italiano é carente de recursos energéticos. O país, atualmente, importa petróleo do Oriente Médio e do Norte de África e vem apostado na energia hidrelétrica como alternativa energética.

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Meu nome é Fernando Soares de Jesus, natural de Imbituba/SC, estudante do curso de graduação em Geografia na UFSC e futuro geógrafo e professor. Criei este blog ainda no Ensino Médio, em meados de 2013, com o objetivo de compartilhar e democratizar o conhecimento geográfico, desde o campo físico até o campo humano, permitindo seu acesso de maneira clara e descomplicada.

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